Categoria: Acadêmico

  • Como fazer um pré-projeto para o meu mestrado?

    O pré-projeto para ingressar em um programa de mestrado é um passo crucial na jornada acadêmica de qualquer estudante. Essa etapa permite ao candidato demonstrar suas habilidades de pesquisa, capacidade de formular uma questão relevante e alinhar-se aos interesses do programa. Neste artigo, discutiremos passo a passo como elaborar um pré-projeto de mestrado de forma estruturada e eficiente.

    uma pessoa ao fundo desfocada e alguns livros sobre a mesa

    1. Você precisa escolher a temática e o problema a ser solucionado com a sua pesquisa

    Escolher uma temática específica é o primeiro passo para o desenvolvimento do seu pré-projeto de mestrado. Identifique uma área de interesse (maior afinidade) que se alinhe às suas habilidades e motivações acadêmicas. Em seguida, elabore uma problematização com clareza e objetiva, que ressalte a relevância do tema escolhido e os possíveis impactos da pesquisa.

    2. Fique atento ao que é pedido no seu edital ou pelo orientador

    O edital do programa de mestrado geralmente apresenta informações cruciais sobre os requisitos e etapas do pré-projeto. Certifique-se de seguir todas as orientações fornecidas, como o formato de entrega, prazos e elementos específicos exigidos pela instituição.

    Obs.: sempre esteja em contato com o seu orientador(a) para esclarecer suas dúvidas.

    3. Tenha em mente que o seu pré-projeto precisa estar de acordo com o seu programa de mestrado

    Demonstrar alinhamento entre o pré-projeto e o programa de mestrado é fundamental para mostrar seu interesse e adequação ao curso. Pesquise detalhadamente o programa e busque conectar seus objetivos acadêmicos com as linhas de pesquisa e professores da instituição.

    Fonte: Revista Científica Núcleo do Conhecimento

    4. Escolha fontes de pesquisas confiáveis e de alta relevância

    Realizar uma revisão bibliográfica sólida é essencial para embasar o pré-projeto de mestrado. Busque por fontes confiáveis, artigos científicos, livros e pesquisas acadêmicas que sejam relevantes para a temática proposta.

    5. Sempre questione o problema levantado

    Formular perguntas chave sobre o problema levantado auxilia no direcionamento da pesquisa. Questione as lacunas existentes no conhecimento atual e como sua pesquisa pode contribuir para o avanço do campo.

    6. Crie um cronograma e esteja sempre atento(a) aos prazos estabelecidos

    Elaborar um cronograma é crucial para planejar e organizar as etapas da pesquisa. Divida o projeto em fases, estabelecendo prazos realistas para a conclusão de cada etapa. Isso demonstrará seu comprometimento e capacidade de gerenciar o tempo de forma eficiente.

    7. Levantar hipóteses e identificar lacunas no projeto é fundamental

    Formular hipóteses é uma maneira de propor soluções para as questões levantadas. Além disso, identifique possíveis lacunas no pré-projeto e como pretende abordá-las durante a pesquisa.

    8. Seja sempre original, claro e evite plágios e cópias no seu trabalho

    A clareza na escrita é fundamental para transmitir suas ideias de forma efetiva. Além disso, busque ser original e apresentar uma abordagem inovadora em relação ao tema escolhido.

    9. Se atente para a documentação exigida no seu edital

    Certifique-se de reunir toda a documentação necessária para a candidatura, como currículo, histórico acadêmico, carta de intenções, entre outros. O pré-projeto de mestrado deve estar em conformidade com as orientações do edital e ser entregue dentro do prazo estabelecido.

    10. Escolha os seus objetivos gerais e específicos

    Os objetivos gerais representam o propósito da pesquisa, enquanto os objetivos específicos delimitam as metas a serem alcançadas. Definir claramente esses objetivos é essencial para demonstrar a relevância e o foco da pesquisa.

    11. Mantenha o seu pré-projeto sempre dentro das normas da ABNT (ou a exigida no edital)

    Garantir a aplicação correta das normas da ABNT é importante para a apresentação formal do pré-projeto. Isso inclui a formatação do texto, citações, referências e elementos textuais.

    12. Fique atento aos elementos obrigatórios de um pré-projeto de mestrado (leia no seu edital)

    Os elementos pré-textuais incluem a capa, folha de rosto, resumo, sumário e lista de ilustrações (se houver). Os elementos pós-textuais compreendem as referências bibliográficas, anexos e apêndices.

    Abaixo estão listados os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais obrigatórios em um pré-projeto de mestrado, com as respectivas normas da ABNT:

    Elementos Pré-Textuais:

    1. Capa: Não possui numeração. Deve conter o nome da instituição, título do pré-projeto, nome do autor, local e ano de apresentação.
    2. Folha de Rosto: Não possui numeração. Contém os mesmos elementos da capa, acrescido do nome do orientador e a natureza do trabalho (Pré-projeto de Mestrado).
    3. Resumo: Deve apresentar um resumo conciso do pré-projeto, com no máximo 500 palavras. Deve incluir objetivo, metodologia e principais resultados esperados.
    4. Sumário: Lista os títulos e subtítulos das seções do pré-projeto, com indicação das páginas correspondentes.

    Elementos Textuais:

    1. Introdução: Apresenta o tema, a problematização, os objetivos e a justificativa do pré-projeto.
    2. Revisão Bibliográfica: Apresenta a fundamentação teórica e revisão de estudos relevantes sobre o tema.
    3. Metodologia: Descreve a abordagem de pesquisa, procedimentos, instrumentos e análise de dados.
    4. Cronograma: Detalha o plano de atividades e a distribuição do tempo para a execução do pré-projeto.
    5. Referências: Lista as fontes consultadas durante a elaboração do pré-projeto, seguindo as normas da ABNT (NBR 6023).

    Elementos Pós-Textuais:

    1. Anexos: Documentos adicionais que complementam o pré-projeto, como questionários, tabelas, gráficos, entre outros.
    2. Apêndices: Informações complementares que enriquecem o pré-projeto, mas não são essenciais para sua compreensão.

    Lembrando que as normas da ABNT podem variar ao longo do tempo, é importante sempre verificar a versão mais atualizada das normas para garantir a formatação correta dos elementos do pré-projeto de mestrado. Além disso, algumas instituições podem ter requisitos específicos, por isso, é sempre recomendável consultar as diretrizes da instituição onde o pré-projeto será apresentado.

    Exemplos e modelos de pré-projeto de mestrado

    Fontes de pesquisa:

  • Revisão Narrativa de Literatura: um guia completo e detalhado

    Revisão Narrativa de Literatura: um guia completo e detalhado

    Você conhece os tipos de revisão de literatura de um projeto acadêmico? Saiba tudo sobre a revisão narrativa e a ABNT.

    Se você está com dificuldades para fazer a sua monografia não se desespere, iremos apresentar nesse artigo tudo sobre a revisão de estudos de forma narrativa para o TCC. Assim você estará salvo e irá apresentar um trabalho de qualidade para conseguir a sua aprovação!

    Neste artigo você verá:

    • Os tipos de revisão de literatura;
    • Revisão narrativa e a ABNT;
    • O que é revisão narrativa e como fazer.
    imagem de uma pessoa escrevendo em uma folha

    Problemas comuns

    Você já imaginou após escrever o seu TCC passar por problemas graves como:

    • Não compreender o que escreveu
    • Não conseguir montar uma estratégia de apresentação
    • Ter construído um TCC sem coesão
    • As fontes não condizem com o que você escreveu
    • Os métodos que você utilizou não se encaixam com o tipo de resumo que escolheu

    Essas são algumas frustrações que você pode encontrar ao tentar escrever uma revisão no estilo integrativo ou sistemático. Porém a revisão de TCC na forma narrativa pode ser a melhor opção para você, veremos o porquê a seguir!

    Os tipos de revisão de literatura

    A diferença entre as revisões integrativa, sistemática e narrativa.

    O grande terror do graduando sempre foi e será o momento do TCC. Mesmo que ele aborde um assunto que agradável, a ideia de que alguém precisa avaliá-lo e dizer se realmente está bom assusta qualquer acadêmico.

    E a tensão já inicia desde o início da produção do TCC. Logo a revisão de tese no TCC é uma das escolhas primordiais para que se possa obter sucesso no dia da apresentação, conseguindo obter a nota necessária para aprovação.

    Mas então você se pergunta, o que é revisão de literatura?

    Nada mais é que a sua pesquisa em diversas fontes para poder montar o seu trabalho em formato de revisão literária, seja um fundamento teórico, uma dissertação ou uma tese.

    E você pode escolher três maneiras de fazer essa revisão, veja a seguir.

    As três revisões de um TCC

    As diferenças entre os resumos de forma integrativa, sistemática e narrativa ficam na forma de abordar o assunto.

    1. Revisão integrativa

    A integrativa é uma amostragem da teoria unida da prática, ou seja, uma síntese de diversos assuntos que estão ligados por contexto, mais a opinião e a vivência prática dos profissionais relacionados a esses assuntos determinados.

    2. Revisão sistemática

    Já a revisão sistemática é focada em responder um questionamento específico científico, ele engloba diversos artigos em busca de responder essa pergunta. É considerada uma pesquisa quantitativa.

    As ideias sobre o tema escolhido são sistematizadas em alguns questionamentos como por exemplo, o que é? O que será? As novidades que existem no mundo sobre o tema? E o que se espera sobre ele?

    3. Revisão Narrativa

    A revisão narrativa é a forma mais simples de expor uma ideia e por isso ela é ideal para descomplicar o seu TCC.

    Por isso, a salvação para aqueles que desejem fazer um TCC organizado é realizando a revisão da monografia de forma narrativa.

    Ela é a forma mais fácil de você produzir seu TCC, pois a pesquisa é feita em poucas fontes, são realizados resumos sobre cada artigo a ser utilizado na pesquisa.

    Além disso não há critérios ou métodos específicos para a produção, o texto da monografia é quase que uma opinião de quem a escreve, ela é uma pesquisa qualitativa. Possui pouca rigidez por praticamente seguir apenas as normas da ABNT.

    Como fazer a revisão narrativa

    Para fazer uma revisão narrativa, primeiramente você precisará ter um tema bem delimitado. É importante entender que este tipo de produção não se aplica a pesquisa de campo, portanto é elaborado a partir de pesquisa e leitura.

    Etapas para fazer uma revisão narrativa

    1. Defina o objetivo: Determine o objetivo da revisão narrativa, como fornecer uma visão geral do estado atual da literatura em um determinado campo ou identificar lacunas no conhecimento.
    2. Seleção de fontes: Realize uma busca abrangente na literatura para identificar estudos relevantes. Inclua artigos científicos, revisões sistemáticas, livros e outras fontes confiáveis.
    3. Seleção dos estudos: Avalie os estudos encontrados e selecione aqueles que são mais relevantes para o objetivo da revisão. Considere a qualidade metodológica, a relevância dos resultados e a representatividade da amostra.
    4. Organização dos estudos: Agrupe os estudos selecionados com base em temas, tópicos ou tendências emergentes. Isso ajudará a criar uma estrutura clara para a revisão.
    5. Análise crítica: Analise e interprete os resultados dos estudos incluídos. Identifique semelhanças, diferenças e lacunas na literatura. Faça anotações e resumos dos principais achados de cada estudo.
    6. Estruturação do texto: Organize sua revisão de forma lógica, incluindo uma introdução clara, descrição dos métodos utilizados, apresentação dos resultados dos estudos e uma conclusão que sintetize as principais descobertas.
    7. Escreva de forma clara e concisa: Use uma linguagem objetiva e evite jargões excessivos. Certifique-se de que o texto flua bem e seja compreensível para os leitores.
    8. Revisão e edição: Revise cuidadosamente seu trabalho em busca de erros gramaticais, coesão textual e consistência na formatação. Peça a opinião de colegas ou orientadores para obter feedback e melhorar a qualidade do texto.
    9. Referências bibliográficas: Inclua uma lista completa de todas as fontes citadas no texto, seguindo as diretrizes de estilo de referência adequadas, como a ABNT.
    10. Atualização constante: Lembre-se de que a literatura científica está em constante evolução. Mantenha-se atualizado com os novos estudos publicados e considere atualizar sua revisão periodicamente para refletir os avanços mais recentes na área.
    Fonte: Camila Mendes

    Como utilizar a revisão narrativa?

    A revisão narrativa principalmente para a fundamentação teórica de projetos acadêmicos dos gêneros científicos, tais como artigos, dissertações, teses e TCC.

    Simples, não é? Agora você aprenderá a fazer essa revisão com base nas normas da ABNT.

    Revisão narrativa e as normas da ABNT

    Mas o que é mesmo ABNT?

    A ABNT (associação brasileira de normas técnicas) é a responsável por padronizar documentos e processos. É extremamente conhecida por regulamentar a elaboração de projetos acadêmicos.

    Por isso, para produzir a sua revisão narrativa, mesmo que ela seja mais leve e com menos rigidez nas exigências, é essencial seguir as normas da ABNT.

    Por que fazer uma revisão narrativa no TCC

    Um TCC é muito importante na vida de um acadêmico pois a aprovação para formação depende dele. Além disso, uma produção acadêmica faz parte do currículo de qualquer profissional podendo render trabalhos profissionais no futuro.

    Logo a dedicação a esse trabalho pode render bons frutos, basta você fazer boas pesquisas de apoio para produzir o seu material.

    Ganhe tempo sem perder a qualidade

    A escolha por fazer uma revisão narrativa agiliza o processo de elaboração do TCC, além de garantir bons e válidos fundamentos para os elementos textuais do TCC.

    É claro que as revisões sistemáticas e integrativas são importantes, principalmente quando existe a finalidade de publicação em revista científica, por exemplo.

    Mas se você deseja um tipo de revisão consistente e de elaboração menos complexa, certamente a sua escolha será a revisão narrativa.

    Gostou deste artigo? Saiba mais sobre TCC acessando o site Projeto Acadêmico.

  • Revisão Sistemática de Literatura: guia para elaboração

    Revisão Sistemática de Literatura: guia para elaboração

    A revisão sistemática é um estudo que pode ser aplicado no TCC para deixá-lo mais completo. Veja a seguir como fazer isso.

    Em todo bom projeto acadêmico são utilizados vários métodos, estudos e pesquisas para que apresente resultados satisfatórios e alcance a compreensão de todos que irão ler o mesmo.

    Um desses estudos, que se mostra extremamente relevante na produção de um trabalho acadêmico e enriquece os conhecimentos e informações empregados nele, é a revisão sistemática.

    Você já ouviu falar sobre revisão sistemática? Sabe como aplicar esse estudo em seu TCC? Se possui dúvidas sobre esse assunto, tire todas elas por meio da leitura deste artigo.

    Se suas dúvidas são outras, mas também relacionadas ao seu trabalho de conclusão de curso ou até precisa de uma luz para qual tema você deve escolher, acesse os outros conteúdos do Projeto Acadêmico e fique por dentro de tudo que envolve o mundo do TCC.

    Bom, sem mais delongas, vamos ao que interessa, o conceito de revisão sistemática para que a partir dessa leitura você saiba como aplicá-la em seu trabalho acadêmico.

    organograma revisão sistemática

    Conceito de revisão sistemática

    Primeiramente você deve saber que existem dois tipos principais de revisões, as narrativas e as sistemáticas.

    Revisões narrativas

    Esse tipo de revisão não utiliza uma metodologia específica e definida, fica a cargo do aluno a seleção dos estudos que serão realizados, bem como a análise e interpretação dos mesmos.

    Nesse método, a revisão pode apresentar traços do ponto de vista do aluno e seus argumentos podem ser defendidos.

    Revisão Sistemática

    Agora que você já sabe o que significa uma revisão narrativa, vamos ao conceito de revisão sistemática.

    Esse tipo de revisão é um estudo que pode ser realizada por meio de fontes tanto secundárias quanto primárias, onde seu principal objetivo é reunir estudos e informações semelhantes ao do tema principal, estando estes estudos publicados ou não.

    Após esse estudo os resultados são reunidos em uma análise estatística chamada metanálise, mas somente quando isso é possível.

    Por reunir estudos de origens primárias e secundárias, essa revisão é considerada um dos melhores métodos para resultados seguros e assertivos, bem como para a tomada de decisão sobre o tema.

    Antes de passarmos para o próximo tópico, vamos a breves explicações de alguns termos citados acima para que você não se sinta perdido.

    1. Fontes primárias: São meios de busca ou pesquisa que não passaram por nenhuma alteração ou análise, podendo ser chamadas também de fontes originais. Como exemplo disso temos:
    • Diários;
    • Registros públicos;
    • Registros privados;
    • Correspondências;
    • Entre outros.
    1. Fontes secundárias: Diferente da primária, as fontes secundárias são meios de busca que já passaram por algum tipo de análise ou publicação, com informações que já foram apresentadas e divulgadas publicamente. Como exemplo disso temos:
    • Livros;
    • Artigos publicados em sites, revistas ou jornais;
    • Sites confiáveis;
    • Entre outros.
    1. Metanálise: É uma técnica estatística utilizada para combinar resultados originados de diversos estudos individuais, tendo como principal objetivo de reuni-los e resumir seus resultados. Lembrando que a metanálise só tem significado quando aplicada nos estudos obtidos de uma revisão sistemática.

    Agora que você já conhece alguns dos principais termos que envolvem a revisão sistemática, vamos a mais esclarecimentos.

    exemplo de revisão sistemática

    Para que serve uma revisão sistemática?

    Assim como brevemente explicado durante o artigo, essa revisão permite que dados de diferentes pesquisas sejam reunidos e analisados a fim de obter resultados satisfatórios.

    Ela é importante para que o aluno desenvolva a escrita, aprenda a revisar e principalmente interpretar dados estatísticos, de forma a expandir seus conhecimentos.

    Esse tipo de revisão também permite a orientação e auxílio de pesquisas e investigações futuras, ela se mostra mais eficaz quando pesquisas mostram resultados conflitantes e negativos.

    Passo a passo de uma revisão sistemática

    Vamos ao passo a passo de uma revisão sistemática completa e eficaz:

    Defina uma pergunta específica para a pesquisa

    Esse é o primeiro passo, pois elaborar uma pergunta principal ou uma problematização determinará o seu projeto e será responsável por nortear todo o seu trabalho, por isso é necessário que você pense bem a respeito do tema para que esse questionamento seja elaborado com bastante cuidado.

    Pesquise bastante e seja estratégico! Pense com originalidade e já imagine a viabilidade daquilo que está propondo antes mesmo de seguir esse primeiro passo!

    Lembre-se que se este primeiro passo for bem pensado, você terá menos trabalhos nas próximas etapas.

    Selecione os melhores materiais que encontrar referente ao seu tema

    Depois de estabelecer o questionamento que norteará o seu trabalho acadêmico e se possível rascunhar suas metas e objetivos para o estudo, busque por fontes, sejam elas livros, sites ou outros meios e autores que falem e trabalhem com o tema que você previamente imaginou.

    É muito importante que essa fase você guarde corretamente todas as informações relevantes que você conseguir, a fim de consultas futuras.

    Faça a extração e síntese dos dados

    Junte todas as suas ideias com a dos autores que você pesquisou, lembre-se que o objetivo principal é que aquela pergunta lá do início seja respondida com clareza.

    Analise se ao fazer essa junção de informações as ideias não se contradizem ou causam confusão, só então inicie a metanálise.

    A análise estatística de resultados deve ser realizada, a fim de unir todas as informações do estudo e partir para a conclusão da pesquisa.

    Como esse tipo de análise estatística requer que os dados sejam agrupados, padronizados e integrados, ela transmite mais segurança e garantia da eficácia dos resultados finais.

    Lembre-se que antes de publicar e apresentar os resultados, você deve fazer uma nova avaliação para contestar se o que está apresentando está realmente compreensível e coerente, se possível peça para que uma pessoa que não está envolvida com o seu trabalho leia o mesmo, assim você terá uma opinião imparcial e saberá se está sendo claro nas informações.

    Produza e publique o resultado

    Essa é a parte de junção com o restante do trabalho, você deve ser o mais claro possível para que todas as informações sejam entendidas.

    A pesquisa científica exige que você publique os resultados, então seja coerente ao redigir os textos e não esqueça das normas da ABNT.

    Resumindo: 10 passos para elaborar o uma Revisão Sistemática de Literatura

    1. Defina o objetivo da revisão: Determine claramente a pergunta de pesquisa e os objetivos que você pretende alcançar com sua revisão sistemática.
    2. Desenvolva um protocolo: Crie um protocolo detalhado que inclua critérios de inclusão e exclusão, estratégia de busca, métodos de seleção de estudos e análise dos dados.
    3. Realize uma busca abrangente: Realize uma busca em várias bases de dados para identificar estudos relevantes. Utilize palavras-chave, sinônimos e termos controlados para otimizar sua busca.
    4. Selecione os estudos: Aplique os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos no protocolo para selecionar os estudos relevantes. Faça isso de forma independente e registre suas decisões.
    5. Extraia os dados: Extraia os dados relevantes dos estudos selecionados, como características dos participantes, intervenções, desfechos e resultados.
    6. Avalie a qualidade dos estudos: Avalie a qualidade e o risco de viés dos estudos incluídos usando uma ferramenta adequada, como a escala de Jadad ou a escala de Newcastle-Ottawa.
    7. Analise os dados: Realize uma análise sistemática dos dados, que pode incluir meta-análise, análise qualitativa ou uma combinação de ambas, dependendo dos estudos incluídos e dos objetivos da revisão.
    8. Interprete os resultados: Interprete os resultados de forma crítica e relacione-os aos objetivos da revisão. Identifique lacunas na literatura e faça recomendações, se aplicável.
    9. Escreva o relatório: Escreva o relatório da revisão sistemática, seguindo as diretrizes da revista ou instituição onde você pretende submeter o trabalho. Inclua uma introdução, métodos, resultados e discussão.
    10. Faça uma revisão por pares: Peça a colegas ou especialistas na área para revisarem seu trabalho e fornecerem feedback construtivo antes de finalizar sua revisão sistemática.

    Respostas rápidas

    O que é uma Revisão Sistemática de Literatura?

    Uma revisão sistemática de literatura é um método de pesquisa que identifica, seleciona e sintetiza estudos relevantes para responder uma pergunta específica, seguindo critérios pré-definidos e rigorosos.

    Como fazer uma Revisão Sistemática de Literatura?

    Para fazer uma revisão sistemática de literatura, siga estes passos: defina a pergunta de pesquisa, realize busca sistemática de estudos, selecione estudos relevantes, avalie a qualidade dos estudos, extraia os dados, analise e sintetize os resultados, e escreva a revisão seguindo as diretrizes metodológicas.

  • O que é Estudo de Caso? veja como fazer, exemplo, estrutura e modelos

    O que é Estudo de Caso? veja como fazer, exemplo, estrutura e modelos

    Já ouviu falar nessa metodologia científica? Veja como fazer a sua pesquisa usando um método empírico!

    Você sabe o que é estudo de caso?  Sabe qual a importância desse termo para um trabalho científico? Pois bem, veja aqui todas as informações que você precisa para elaborar bem um estudo de caso e para montar o seu projeto acadêmico.

    O significado desse termo é algo que a princípio parece simples, mas é uma forma de entender o complexo, o específico, o raro ou o grandioso, indimensionável.

    Estudar um caso para um TCC, uma iniciação científica ou para uma tese é você delimitar a sua pesquisa a um objeto, a fim de ele ser interpretado, geralmente pelo leitor e não por você ― explicitamente ―, como algo que pode ser comparado, em escalas maiores, com outros exemplos, ou para ele ser entendido ou para ser comprovado uma teoria, uma tese bem estabelecida com um exemplo muito específico.

    Essa é uma definição de estudo de caso; ele faz parte da metodologia científica de pesquisa, mas mesmo que sejam analisados dados e valores numéricos, ainda sim a sua abordagem é considerada  qualitativa , é uma  estratégia de pesquisa abrangente.

    A abordagem feita nesse método científico de pesquisa já foi e ainda é, por alguns estudiosos e pesquisadores, desvalorizada, é vista como algo banal, pouco científico e que muitas vezes não é um método de pesquisa adequando, mas sim apenas uma estratégia dentro de outro método maior, como sendo uma parte de uma pesquisa exploratória.

    A desvalorização é porque o estudo de caso, muitas vezes, é considerado uma pesquisa científica generalizada, sem rigor ou base e que apenas serve para abrir o caminho para antecipar a principal ideia do estudo.

    Mas isso está errado, estudo de caso para pesquisa científica é a uma estratégia muito válida para investigar algo atual, no contexto da real vida, principalmente quando as fronteiras do fenômeno estudado com o contexto contemporâneo não são bem delimitadas e de fácil compreensão. (Robert K. Yin).

    projeto estudo de caso

    Onde o estudo de caso é aplicável?

    Essa   é usada principalmente nas áreas que abrangem as ciências sociais, como a psicologia, administração, economia, direito, antropologia, sociologia, história …).

    Como dito, ele pode ser usado para estudar algo que seja muito grande, mas que você delimitará um recorte do objeto de estudo como se fosse o todo.

    Por exemplo, se o seu objetivo é estudar como é a relação empregatícia entre os grandes proprietários de empresas, que produzem commodities no Brasil, com os seus funcionários.

    Certamente essa seria uma pesquisa extremamente grande e que levaria muito tempo e recursos para ser feita, se analisado todo o cenário brasileiro.

    Então qual seria a sua alternativa? Sim, a resposta é o estudo de caso para pesquisa científica.

    Ao usar essa metodologia seria possível observar apenas uma empresa, um caso específico, que por dedução seria considerado referência de padrão para o cenário como um todo.


    Importante falar de uma característica básica do estudo de caso para pesquisa científica, geralmente as perguntas a serem respondidas no trabalho são feitas com o “Como” e/ou “Por quê”. Para você melhor entender isso, pense no exemplo acima,  ao ser usado o “Como” é empregado uma carga alta de exigência, é esperado que seja explicada toda a relação e procedimento do que ocorre.

    O mesmo acontece com o “Por que”, mostrar a razão de algo, considerando que um fato leva ao outro, não é algo delimitado e possível de ser feito apenas em um trabalho, com apenas uma interpretação.

    Por esse motivo o estudar um caso para o TCC ou para outro projeto acadêmico é algo empírico, que traz dados, mas também subjetividade.


    Outra possibilidade para a aplicação dessa metodologia é para comprovar uma tese muito específica. Algo tão específico que precisa de um estudo único, um que também seja específico.

    Por exemplo, uma pessoa que é profissional da área da saúde quer entender porquê de determinada doença, rara, aparece no organismo de um indivíduo de certa idade.

    Mais uma vez, a forma empírica, o estudo de caso, é a melhor maneira para estudá-la.

    *Vídeo do professor Ivan Guedes

    Exemplos de estudo de caso

    Classificações. Estudar um caso para o TCC

    Estudo de caso único e estudo de caso múltiplo

    Essas são duas formas de classificação do que é estudado. Se diz que é algo único quando a finalidade do estudo é comprovar, refutar ou entender uma teoria, ou como no caso acima, quando existe um caso que seja extremamente raro e ele seja o objeto de estudo empírico. Algo que não se tem conhecimento científico registrado também entra nessa categoria.

    Já o estudo de caso múltiplo é quando o que você estuda está incorporado a outros trabalhos, há material disponível ou você faz parte de uma pesquisa maior.

    Estudo incorporados e holísticos

    Duas classificações voltadas, estritamente, ao o que é dado enfoque na pesquisa. O estudo de caso incorporado é quando o objeto de estudo possibilita que sejam estudados subtemas.

    Retomando o primeiro exemplo, ao estudar como é a relação do empregador com os funcionários na empresa, você pode, também, analisar qual o papel de cada funcionário dentro da instituição, a formação escolar de cada um, idade, se eles têm família constituída ou não e assim por diante.

    Já o holístico é algo mais abrangente. Relativo a holismo, que nada mais é do que abordar cientificamente os fatos de forma global. Analisando o objeto de estudo sem adentrar nos possíveis subtemas.

    As duas formas de classificação são passíveis de gerar problemas no decorrer da pesquisa, sempre tenha muito cuidado!

    A forma incorporada pode proporcionar uma dificuldade em focalizar no tema geral, manter uma movimentação entre focar no geral e no específico pode criar dificuldades para abranger todo o tema de forma igualitária.

    Já a complicação do método de estudo de caso holístico é a situação contrária. A dificuldade está em, por algum momento da pesquisa, se perder do objetivo principal por motivo de olhar somente a temática como um todo e não perceber que as ramificações do tema já não coincidem mais com a sua pesquisa.

    Agora você entendeu onde o estudo de caso é aplicável e o que ele é? Não tenha medo de usar uma metodologia científica que é empírica, mesmo que existam dificuldades para aplicação, elaborar um projeto acadêmico com um conteúdo dessa metodologia o enriquecerá!

    Se ainda há alguma dúvida ou se deseja pedir conteúdo sobre algum tema, deixe nos comentários abaixo. Nós do Projeto Acadêmico temos diversos materiais que te ajudaram fazer o seu TCC e tirar nota 10!

    Perguntas Frequentes

    O que é Estudo de Caso?

    Como o próprio nome já diz, o estudo de caso é a realização de uma pesquisa mais ampla sobre um assunto ou tema específico. Criando um conhecimento maior sobre ele e oferecer mais detalhes para investigações mais abrangentes sobre o tema.

    Como fazer um estudo de caso?

    Basicamente, você precisa iniciar pela problemática do tema/assunto em questão. Com isso, é possível compreender melhor o assunto e realizar uma pesquisa mais complexa, coletando dados, informações e variáveis.

  • Texto Argumentativo: exemplo, o que é, estrutura e modelos

    Texto Argumentativo: exemplo, o que é, estrutura e modelos

    Você sabe que existem diferentes tipos de textos argumentativos e que eles são usados para diferentes objetivos? Mas para um TCC, como elaborar uma argumentação científica?

    Pense nas Ágoras ― lugares na Grécia para reuniões públicas, as praças ―, esse é o cenário, o tempo é o mundo antigo, antes de Cristo e o conhecimento é tido a partir do convencimento, da persuasão. Esse contexto é o que precede a existência dos textos argumentativos.

    Os Sofistas, assim chamados aqueles gregos do mundo antigo que foram grandes mestres da retórica e da oratória, da arte do convencimento, praticavam nos espaços públicos a argumentação, ensinavam e instruíam a manipulação dos fatos por meio do bom discurso e de um recorte da realidade.

    Hoje o significado de argumentação sofreu algumas alterações, não basta apenas ter uma boa retórica, é preciso ter fundamentos concretos para vencer um bom debate ou escrever de forma persuasiva e convincente.

    A arte de argumentar não é, mais, somente usada na fala, é usada também em produções acadêmicas, produções científicas.

    Se você estiver fazendo um TCC ou qualquer outro trabalho acadêmico que precise elaborar boas argumentações, continue a ler e veja o que é um texto argumentativo, como fazê-lo e qual a importância da verdade científica atualmente.

    A argumentação científica

    Agora você deve estar se perguntando, “se antes argumentar era ter um bom discurso sobre algo, hoje não é mais isso?” A resposta é sim, mas com um porém!

    A argumentação científica ― método usado e considerado válido atualmente para a comprovação de teses no meio científico, acadêmico e até pessoal  ― é o formato essencial para produzir um trabalho de conclusão de curso ou outros trabalhos científicos, como artigos, ensaios ou redações.

    Argumentar cientificamente significa criar teses fundamentadas em ideias comprovadas anteriormente ou não, ou seja, é o conjunto do bom discurso com a comprovação científica do que é dito.

    Modo diferente do que os Sofistas faziam, já que o recurso primordial era o convencimento e a persuasão por falar bem, mesmo que não fosse uma verdade universal.

    Os diferentes tipos de textos argumentativos

    Escrever e argumentar, ações que podem estar presentes em diversos gêneros textuais, como ensaios, editoriais, resenhas e cartas de opinião, monografias.

    Mas é importante não confundir, texto argumentativo é um gênero de texto, agora o dissertativo argumentativo é uma tipo textual.

    Diferenças entre dissertativo argumentativo e argumentativo

    Existem cinco tipos de textos, que são:

    1. Texto narrativo;
    2. Texto descritivo;
    3. Texto dissertativo expositivo;
    4. Texto dissertativo argumentativo;
    5. Texto injuntivo/instrucional.

    Os gêneros textuais estão abaixo dos tipos textuais, por exemplo, um  e-mail é um gênero textual, ele pode estar dentro de qualquer um dos tipos existentes. É possível que ele descreva alguma situação ou alguém; tente mostrar uma tese com a finalidade de argumentar e convencer uma pessoa; assim por diante.

    As características de um texto, seja o seu formato, tamanho, veículo de divulgação, linguagem, finalidade, definem o seu gênero, mas o tipo é definido por características maiores, lexicais, sintáticas, relações lógicas.

    triângulo textual

    Agora você se pergunta, “qual a importância de eu saber as diferenças entre tipo e gênero textual para a argumentação no TCC?” A resposta é simples, um texto pode apresentar mais de um tipo textual; em sua dissertação você fará um texto dissertativo argumentativo, mas narrar e descrever algo pode te auxiliar no processo de produção.

    Agora entende o quão importante é conhecer a existências dos tipos de textos? Eles podem ser mesclados.

    Muitas pessoas têm dúvidas no momento da elaboração do trabalho científico, conhecer os formatos textuais garante uma boa produção.

    exemplo de texto argumentativo

    Argumentação no TCC

    No trabalho de conclusão de curso, assim como em outros textos, a argumentação é construída a partir de teses, refutações e conclusões.

    Ela precisa ter embasamento científico, ou seja, precisa ser comprovada. Para dar validade ao que for dito o ideal é que sejam feitas citações diretas, indiretas ou APUD, o importante é comprovar a tese.

    A estrutura básica de uma argumentação é tese, argumentos fundamentados e a conclusão, que é a comprovação e validação do que for dito.

    Existem alguns formatos de argumentação possíveis para serem usados em um TCC, basta escolher o que melhor se adequá ao seu tema. Citarei quatro.

    Argumentação enumerativa

    A tese é argumentada por uma sequência de ideias e conclusões dependentes uma das outras. Por primeiro você aponta a tese e depois dita os motivos/razões, por expressões que mostrem a ideia de quantidade numérica e sequencial (primeiro, segundo, depois, logo, após) para a comprovação dos fatos.

    Argumentação por dados estatísticos

    Como um dos principais meios aceito na academia, os dados servem para mostrar situações reais. Os use para comprovar a tese, mas é preciso que sejam de fontes confiáveis, como  o IBGE, OMS, DataFolha sites do governo, entre outros.

    Argumentação por causa e consequência

    Usada para fazer comparações e conexões entre ideias. Essa forma de argumentar pode ser útil em textos mais descritivos, os quais o objetivo da tese é refutar outra ideia.

    Argumentação por exemplificação

    Exemplificar é feito em todo o TCC, mas quando bem fundamentado pode se tornar um argumento poderoso. Trazer exemplos em seus argumentos para explicar e fundamentar a tese a deixa mais forte e a torna mais fácil de ser aceita, pois não há como refutar a realidade.

    *Vídeo de Aulas de Português – Prof.ª Eliane Vieira

    Precauções para fazer um bom texto argumentativo

    O maior problema que alguém pode ter ao argumentar é fazer isso de forma sofista, ou seja, apenas com  uma boa construção das palavras, mas sem fundamentação.

    Tome cuidado com as falácias ― discursos tendenciosos, com uma ótima construção do argumento que parece verdadeiro, mas é errôneo e sem fundamento ― elas podem fazer a sua tese não ser aceita.

    Como dito, argumentar é estar preparado para falar/escrever com propriedade e com a capacidade de comprovar o que for dito.

    Construa os argumentos de forma lógica e sempre do mais fraco para o mais forte. Deixe seu texto bem amarrado, com coesão e coerência. Mostre que sua tese está fundamentada no pensamento científico.

    Isso é fazer um bom texto argumentativo.

    Gostou do artigo? Aqui no Projeto Acadêmico existem outros vários conteúdos para você elaborar o seu TCC e fazê-lo com primazia!

  • Como Fazer Glossário no TCC: exemplos, significado e modelos

    Como Fazer Glossário no TCC: exemplos, significado e modelos

    Muitas pesquisas demandam a confecção de um glossário, a fim de facilitar a compreensão do tema pesquisado e tornar a leitura mais fluida. Aprenda, aqui, como fazer um.

    É consideravelmente comum haver em trabalhos acadêmicos, como um TCC, a utilização de termos específicos de uma determinada área. Se porventura alguém ler o trabalho, sem ter um conhecimento prévio do assunto, terá dificuldades em compreendê-lo e se sentirá perdido. Desse modo aprender como fazer um glossário é importante.

    Ele não é um componente obrigatório do TCC, mas é uma excelente maneira de deixar o trabalho bem mais acessível para todos os públicos. Nunca se sabe de fato quem irá ter contato com aquilo que você elaborou.

    Quer aprender como fazer um glossário? Então continue lendo esse artigo até o final!

    O que é glossário?

    Você sabe o que é glossário? Bem, ele nada mais é do que uma espécie de “dicionário” específico voltado para a explanação de palavras e expressões que não são muito conhecidas, pelas mais variadas razões, como fazer parte de uma língua estrangeira, campo específico do conhecimento, expressão regional e assim por diante.

    Pela regra, o glossário compõe o capítulo inicial ou então o capítulo final de uma certa obra, efetuando uma listagem, em ordem alfabética, dos sentidos e definições corretas de palavras bem peculiares no decorrer do texto.

    As expressões e o vocábulo que marcam presença no glossário são as mais incomuns, sobretudo por significarem elementos técnicos ou dotados de maior complexidade.

    Dito de outra forma, são palavras cujo conhecimento ocorre majoritariamente no círculo e pessoas habituadas com determinadas áreas.

    Também aparece com expressiva frequência no glossário os significados atuais de expressões ou palavras que já caíram em desuso, porém que eram úteis na definição de certos conceitos ou situações em épocas mais antigas.

    Em nível de esclarecimento, para se entender o que é glossário, recorre-se a classificação do mesmo e suas origens. Corresponde a um substantivo masculino.

    O termo é originário do Latim glossarium, que quer dizer “coleção de glosas” (glosas equivalem às anotações dentro um texto para fins elucidativos).

    Apesar de não ser um componente obrigatório do TCC, sua utilização é bastante recomendável, ainda mais se seu trabalho fale a respeito de um ou mais temas que os integrantes da banca não possuam um domínio mais completo e efetivo.

    Quando se sabe o que é glossário e se elabora um com qualidade, ele impede ao máximo o acontecimento de interpretações equivocadas, pois a medida que a palavra esteja contida e explicitada no glossário, o leitor conhecerá o significado dela naquele contexto.

    exemplo de glossário

    Diferença entre glossário e dicionário

    É bastante comum as pessoas confundirem glossário com dicionário. No entanto, é válido ressaltar que, apesar de algumas similaridades, existem uma clara diferença entre glossário e dicionário.

    Como já dissemos, o glossário funciona como uma espécie de pequeno dicionário, no qual são totalmente permitidas a colocação de orações ou de mais de uma palavra que sejam dotadas de uma explicação unificada.

    Geralmente, os glossários são detentores de termos técnicos ou específicos de uma área, a explanação de palavras não muito conhecidas do público ou ainda que já são bastante antigas. Servem para a compreensão do assunto abordado.

    Quando se entende de maneira mais precisa ambos os elementos, a diferença entre glossário e dicionário fica ainda mais clara.

    Dicionário, por sua vez, constitui-se em uma obra de referência, na qual são encontradas palavras registradas ou então expressões de um determinado idioma.

    Nele estão presentes uma série de informações de cunho linguístico a respeito de cada uma dessas palavras, com o seu respectivo significado, a classe a qual fazem parte, fonética, etimologia e por aí vai.

    Tendo tudo isso em consideração, podemos dizer então que a diferença entre glossário e dicionário é que o glossário contém os significados de palavras dentro de uma área e/ou contexto específico, enquanto que o dicionário é um marco referencial no qual tem-se a explicação de todas as características e classificações de uma palavra no idioma em questão.

    Como fazer um glossário?

    Uma das dúvidas mais frequentes dos estudantes é sobre como fazer um glossário. Por mais simples que possa parecer inicialmente, elaborá-lo requer todo um processo e uma infinidade de pormenores para que ele seja capaz de atender aos seus propósitos.

    É importante ressaltar que não há apenas um único modelo de glossário. Há, na realidade, diferentes formatos. Você pode construir um de acordo com as necessidades e particularidades do seu trabalho e as normas da universidade.

    Preste atenção adiante pois mostraremos, passo a passo, como fazer um glossário:

    1.  Tenha clareza e objetividade

    Ele precisa ser o mais claro e objetivo possível, incluindo terminologias específicas do assunto e que demandem uma explicação mais profunda.

    2.  Seleção dos verbetes

    É essencial ter em mente que um verbete no glossário tem um papel determinado: explanação de algo desconhecido e/ou então que não foi explicitado no texto.

    3.  Revisão do texto como um todo

    Procure fazer uma revisão de todo o seu TCC para ver e anotar todos os termos que exijam explanação, além também de todas as partes do texto nas quais eles se encontram. O verbete precisa ser sintético e curto.

    4.  Explicação factual

    As explicações precisam ser factuais, ou seja, calcadas em fatos concretos. Nada de tecer comentários pessoais ou conselhos.

    5.  Utilize fontes confiáveis

    Ao assinalar os conteúdos elucidativos das palavras contidas no glossário, procure usar somente fontes confiáveis para dar mais credibilidade ao trabalho.

    *Vídeo criado por Liliane Vieira

    Tipos de glossário

    Os tipos de glossário são bastante variados. Em outras palavras, eles podem existir em diferentes formas, para o uso nas mais variadas áreas.

    Em obras literárias os glossários também são úteis para explanar certos neologismos construídos pelo autor e que não seria viável elucidar os significados no decorrer do texto, pois isso prejudicaria sensivelmente o ritmo da leitura.

    Em determinados trabalhos de caráter acadêmico ou científico, podemos encontrar outro dos tipos de glossário. Esse exemplo de glossário é entendido como fundamental para que seja mais fácil se identificar conceitos e termos que auxiliem o leitor na compreensão do sentido da interpretação proporcionada pelo autor quando se estuda sua obra.

    Mas não é apenas na literatura ou dentro do universo acadêmico que esse componente estrutural do TCC tem sua utilidade. No ramo da tradução, vislumbra mais um dos tipos de glossário.

    Pode-se criar, por exemplo, um glossário bilíngue. Ele é um exemplo de glossário que consiste na explicação e tradução de palavras para outra língua. É aplicado ainda na elucidação de termos técnicos, comumente usados por profissionais de áreas específicas.

    Um glossário de informática envolverá conceitos relacionados ao computador, aos programas, à internet e coisas do gênero. Por outro lado, um glossário ambiental conterá palavras pertinentes a assuntos como meio ambiente, sustentabilidade, reciclagem e muitos outros.

    Aprendendo como fazer um glossário de qualidade

    Aprender como fazer um glossário de qualidade requer uma boa dose de pesquisa e cautela. Busque reunir um material de base que lhe forneça informações robustas. Conheça um exemplo de glossário para que você possa ter um ponto de referência para construir o seu.

    Vale sempre lembrar que o glossário é apenas um “apêndice que ajuda a sustentar o trabalho. Para saber mais como escrever um TCC, uma excelente dica é ler os outros conteúdos deste site, o Projeto Acadêmico. Aqui você encontrará instruções úteis que farão a diferença na produção do seu TCC!

  • Projeto de Extensão Universitária

    Projeto de Extensão Universitária

    A origem da palavra universidade é bem antiga e derivada do Latim. Na sua forma original em Latim, a palavra é escrita “universitas”, que significa “universidade”. Esse termo abrange não somente a uma edificação, mas ao coletivo de estudantes e corpo docente que nela se concentram. Os universitários e corpo acadêmico são os protagonistas em uma universidade, mas esse conceito vai além dos muros.

    Uma universidade é composta de pilares importantíssimos: ensino, pesquisa e extensão, para a difusão do conhecimento e para que ele possa chegar até o público. O pilar da extensão universitária é a parte onde a universidade deixa de ficar resumida a campus e se estende por toda a comunidade.

    Neste post vamos falar mais sobre a extensão universitária, um dos pilares tão importantes quanto os outros dois, porém, o menos abordado e conhecido entre eles. Veja o que é extensão universitária, como ela funciona, sua importância para as pessoas e como você pode participar dela. Veja tudo isso a seguir!

    Definição de extensão universitária

    De acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), as universidades e faculdades devem desenvolver atividades de extensão, além do ensino e da pesquisa, seguindo desta forma os requisitos estabelecidos em cada uma das instituições existentes no país. O ensino superior no Brasil deve seguir essa Diretriz Básica.

    Para entendermos melhor a definição de extensão universitária, vamos buscar enxergar da seguinte forma:

    Quando imaginamos uma universidade ou faculdade, logo imaginamos um campus universitário, com vários prédios, salas, ambientes de estudo e de pesquisa. Mas, o conceito de universidade deve ir além dos muros que a cercam, expandindo até a comunidade e as pessoas ao seu redor.

    Desta forma, essas pessoas ao redor da universidade, todas elas, têm direito a participar e frequentar a universidade ou faculdade, não com o intuito de sair de lá com um diploma, já que não são alunos formalizados, mas com a intenção de adquirir e repassar conhecimento por meio de serviços e cursos oferecidos por essas instituições de ensino.

    Neste ponto, entramos em uma importante questão: será que a contribuição das pessoas para a educação universitária realmente existe para que elas cobrem por esse direito? Será que o acesso a universidade por qualquer pessoa realmente acontece?

    Bom, se analisarmos bem, podemos observar que as verbas que uma universidade pública, seja ela federal, estadual ou municipal recebem, são recursos captados de impostos administrados por cada governo. Esses recursos são resultados de operações de crédito (financiamento, emissão de títulos públicos, empréstimos, dentre outros) e repasses de verbas que giram entre as esferas federal, estadual e municipal. Portanto, podemos responder que sim, as pessoas contribuem para a educação universitária no Brasil.

    Em vista disso, podemos deduzir que todas as pessoas devem ter acesso a parte de dentro de uma universidade e ter a oportunidade de usufruir do ensino superior. Mas, isso não é o que vemos, pois, as barreiras físicas impostas por muros e burocracias fazem com que as pessoas não busquem por esse direito.

    A grande maioria das pessoas nem ao menos sabem que esse direito existe e as desigualdades socioeconômicas acabam predominando. O acesso ao conhecimento e a cultura, acabam sendo restringidos.

    É por isso que os projetos de extensão universitária são importantes e a cada dia eles vêm sendo mais difundidos para as comunidades, fazendo com que a universidade não fique somente limitada a educação dos alunos e aos projetos dentro da universidade.

    *Vídeo do Canal João Almeida

    Como funciona a extensão universitária?

    A extensão universitária acontece com cursos, prestação de serviços, oficinas, eventos e atividades que podem ocorrer dentro dos muros de uma universidade ou em locais públicos, fora dos muros da universidade. A ideia é fazer com que as pessoas tenham acesso a esses cursos, serviços, oficinas e todas as atividades geradas pelo corpo docente e alunos da universidade.

    A grande maioria dos projetos de extensão são oferecidos de forma gratuita, mas alguns deles podem exigir alguma taxa de inscrição para cobrir algum custo com material ou algo do tipo. Isso tudo tende a variar conforme os objetivos de cada projeto de extensão realizado pelas universidades de todo o país.

    Um projeto de extensão é relativo a qualquer área de formação existente nas universidades de todo o país, visando expandir o conhecimento, a cultura, a ciências e tecnologia, com ações voltadas para a saúde e com foco no meio ambiente.

    Um dos maiores exemplos de projeto de extensão universitária existente no Brasil são os HUFs (Hospitais Universitários Federais), que oferecem para comunidade serviços na área da saúde, formando alunos e possibilitando que pesquisas possam ser realizadas com a experiência e dados gerados devido a essa troca constante de informações. Se observarmos bem, os HUFs representam perfeitamente os três pilares do conceito de ensino superior que deveria ser seguido ainda mais.

    Modelos e Exemplos de Projeto de Extensão

    Importância da extensão universitária para as pessoas

    Em diversas atividades de extensão universitária onde o caráter pontual é aplicado, é extremamente importante que tais projetos sejam contínuos, oferecendo a oportunidade das pessoas participantes aprenderem mais em níveis e graus de crescimento planejado. Mas, essa é uma das características que tornam os projetos de extensão universitária existentes importantes para as pessoas.

    Não importa se o projeto é duradouro ou se trata de um projeto rápido, o importante é a participação da comunidade em todos eles. Os projetos de extensão universitária oferecem a oportunidade dos alunos e professores universitários atuarem na prática em diversas atividades, fazendo a ligação entre professor, aluno e comunidade.

    Mas, nunca se esqueça: a extensão universitária não é um “assistencialismo”, mas sim uma integração e troca de experiências que por direito de todos, deve sempre acontecer. Essa troca fortalece o conhecimento de todos de um modo geral.

    Como participar de extensão universitária?

    Você pode entrar no site das instituições de ensino superior e saber mais sobre os projetos vigentes e que irão iniciar em uma data futura. Veja quais são os pré-requisitos que a instituição exige e como participar de cursos e usufruir de serviços. Se você encontrar algo que esteja dentro do seu perfil ou conhece alguém que poderia se interessar por um curso ou serviço, não hesite em usufruir ou informar outras pessoas sobre os projetos.

    Portanto, interaja mais com a universidade ou faculdade próxima de você, buscando saber dos projetos e como participar deles. Informe outras pessoas de sua comunidade e não deixe de fazer parte da extensão universitária e contribuir para o crescimento socioeconômico de todos ao seu redor, seja você aluno, professor, ou alguém fora dos muros da universidade.

  • MONOGRAFIS – Orientador TCC, veja minha experiência

    MONOGRAFIS – Orientador TCC, veja minha experiência

    Ao longo de um bom tempo, as pessoas ainda se questionam se vale a pena adquirir o Monografis. A maioria das pessoas que possuem essa dúvida não adquiriram o software, por isso há dúvidas quanto a relevância do produto. Levando em conta que o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) é um trabalho extremamente importante na vida de um estudante, pois esse trabalho pode influenciar de forma positiva ou negativa em seu futuro profissional, com certeza adquirir um software que te ajude a ter sucesso nesta missão é relevante.

    Para desmistificar o poder de descomplicação e o quanto o Monografis é útil, preparamos neste guia sobre o Monografis uma sequência de tópicos que irão elucidar você que ainda tem dúvidas se vale a pena ou não adquirir a ferramenta. Sabemos que a melhor forma para ter certeza se um produto é bom ou não é ver o que as pessoas que já utilizaram têm a dizer. Depois disso, a sua opinião será definitiva para dizer se o produto é bom ou não, mas isso você só saberá se usar.

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    tela do Monografis

    Minha experiência com o Monografis

    No meu caso, utilizei o Monografis por um ano até o dia da apresentação do meu TCC de Economia e posso dizer que é uma ferramenta excelente, oferece o que promete e condiz com a realidade dos padrões e técnicas utilizados em um TCC e/ou Monografia. Confesso que antes de adquirir fiquei com o “pé atrás” se não seria mais uma ferramenta que gera conteúdo de forma automática, pois há diversas promessas falsas no mercado. Porém, bastou eu acessar o Monografis pela primeira vez para ver que estava diante de uma ferramenta séria.

    Vale lembrar que além do software ser um produto completo, sofisticado sem ser complicado, que segue todas as normas ABNT e é acompanhado de um banco de dados de pesquisa completo, a pessoa adquire o suporte de orientadores reais via chat, e-mail e comunidade. Ao me deparar com tudo isso, percebi nos primeiros dias que o software pode ser resumido em uma palavra sagrada para quem está fazendo um TCC: ORGANIZAÇÃO!

    O programa é excelente e funciona de forma eficaz, limpa e descomplicada. A simplicidade e o apoio do sistema e das pessoas nos bastidores irão te ajudar a encontrar um tema para o seu TCC, te ajudar a elaborar um problema de pesquisa, a realizar a pesquisa do seu trabalho e a pôr tudo em ordem para ser formatado. Além de tudo isso, você ainda receberá orientação para se portar no dia da apresentação.

    Somente em saber que a ferramenta realmente funciona da forma como promete, você já tem parâmetros para pelo menos testá-la sem perder o seu tempo. Sei que ao testar o Monografis você será mais um utilizador satisfeito, pois são várias as vantagens e você não vai querer ficar de fora dessa. Para ter certeza do que estou te falando, veja nos próximos tópicos como o programa funciona, se ele é bom e se realmente vale a pena adquiri-lo.

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    Como funciona o Monografis?

    No início, logo que você adquire o software, o criador do programa, Douglas Tybel irá lhe conduzir para um curso que irá ensinar como utilizar o Monografis e extrair o máximo de seu potencial. Esse pequeno curso possui 30 horas de duração e é dividido em 5 módulos com um certificado de horas complementares na conclusão do treinamento. Mas, o curso vai além de somente ensinar como utilizar o software e mostra dicas de como ter ideias sobre temas, problemas de pesquisa e como se organizar.

    O Monografis funciona como uma ferramenta específica em diversos pontos, com um gerador de sumário, gerador de palavras ligadas ao tema, mostra como iniciar frases e parágrafos, dentre outras particularidades intrínsecas que todo estudante precisa ter. Um dos maiores pontos positivos do Monografis é o fato do usuário ter contato com a Técnica TSAC, desenvolvida pelo criador do programa. A técnica se resume em quatro pilares fundamentais para um bom TCC:

    • Tópico Frasal;
    • Sustentação;
    • Argumentação;
    • Conclusão.

    Quando eu comecei a usar esta técnica incluída na aquisição do produto, aprendi várias coisas que todos os estudantes deveriam saber, como, por exemplo:

    • A forma correta de iniciar um capítulo de forma clara e objetiva;
    • Como sustentar um argumento embasado de forma científica;
    • A forma correta de desenvolver uma discussão sobre o tema sem ficar “enchendo linguiça”.

    A técnica é excelente e vai além disso, pois irá facilitar cada etapa do TCC ou monografia em que você esteja compromissado em entregar.

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    O Monografis é bom?

    O Monografis é um excelente programa que oferece o que promete, além de precisar de uma baixa conexão com a internet. Além disso, os usuários podem digitar o seu texto offline com o uso das ferramentas, sem a necessidade de conexão alguma com a internet. O programa se adapta a qualquer computador, smartphone ou tablet, pois desta forma, é possível trabalhar em seu TCC ou monografia de forma online, offline e de onde você quiser.

    Com o programa, você pode fazer quantos TCCs quiser. Ou seja, você pode acessar o software com seu login e fazer mais de um trabalho utilizando todos os recursos oferecidos pelo Monografis. Posso dizer que isso é uma grande oportunidade de negócios para quem deseja trabalhar com TCCs, pois, com essa ferramenta o trabalho se torna mais produtivo e rentável. Para muitas pessoas que possuem sites e serviços de produção de trabalhos acadêmicos, o Monografis é uma ótima ferramenta de trabalho. Além disso, é permitido fazer mais de uma monografia ao mesmo tempo.

    Além da vantagem de poder acessar o seu trabalho em smartphones, tablets ou computadores, você também pode acessar todo o seu trabalho de qualquer um desses dispositivos, pois basta estar conectado com a internet e fazer o login em sua área de acesso. Sabendo de tudo isso, não restam dúvidas em afirmar que o Monografis é um software muito bom. A praticidade e a simplicidade em utilizar o programa é tudo que um estudante em fase de TCC necessita em sua vida. Imaginando que muitos estudantes estudam e trabalham, conseguir se organizar e ser mais produtivos em seu trabalho é o ponto forte deste programa.

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    Vale a pena adquirir o Monografis?

    Eu tive a minha experiência com o Monografis e recomendo a todos que estejam em fase de TCC ou Monografia. No começo é normal estranhar um pouco a ferramenta, mas depois que você se adaptar fica mais fácil de seguir em frente com o trabalho. Para todos que desejam ter um bom rendimento no TCC ou monografia, vale a pena adquirir o Monografis, mesmo para aqueles que já fizeram um TCC ou monografia um dia. Como eu disse, o software irá te ajudar a se organizar com todas as etapas do seu trabalho acadêmico.

    Sabemos que uma das etapas que mais interferem na elaboração de um trabalho acadêmico é a formatação, com normas e regras que devem ser exatas. O Monografis oferece a formatação do seu trabalho conforme você vai inserindo o texto pesquisado ao decorrer do seu tempo disponível para fazer isso. Imagine que você deseja focar mais na pesquisa e menos na formatação, com o Monografis, é possível fazer isso e reduzir a carga de tarefas. Além disso, existem várias funções disponíveis que irão facilitar e reduzir em muito sua carga de tarefas.

    Vale a pena ter uma ferramenta deste nível tanto para quem está fazendo o trabalho acadêmico pela primeira vez e não possui experiência, para quem já é experiente no assunto e para quem trabalha e oferece trabalhos acadêmicos para estudantes de diversos cursos. Imagine um contador trabalhando sem calculadora, um professor sem quadro negro ou um pedreiro sem serra circular. É possível que esses profissionais desempenhem bem o seu trabalho sem essas importantes ferramentas, mas com certeza a produtividade irá cair bastante e as margens de erros serão maiores.

    Se alguém perguntasse para algum dos profissionais citados acima se vale a pena investir em cada ferramenta mencionada, com certeza a resposta seria sim. Da mesma forma, invista em seu trabalho acadêmico e seja mais produtivo em todos os aspectos. Ganhe tempo e desfrute mais da vida sabendo que seu trabalho acadêmico está em dia com o uso do Monografis.

    Como adquirir o Monografis?

    Bom, acredito que depois de tudo que você leu até aqui, ao menos esteja curioso em experimentar a ferramenta e ver se isso tudo é verdade mesmo. Para adquirir o Monografis com segurança, acesse esse link de compra e adquira já o seu Monografis hoje mesmo, pois você estará adquirindo:

    • O curso sobre como utilizar o software;
    • Licença vitalícia do Monografis;
    • Gerador de elementos;
    • Gerador de sumário;
    • Gerador de capítulos;
    • Buscador de livros na Internet;
    • Assistente para escrever capítulos;
    • Exemplos de estudantes que estão utilizando o software;
    • Poder tirar dúvidas com professores por meio do chat; e
    • Garantia de 30 dias ou o seu dinheiro de volta.

    O melhor de tudo é que você pode testar por 30 dias a ferramenta. Caso você não esteja satisfeito com o Monografis, basta pedir seu dinheiro de volta. São inúmeras vantagens em adquirir essa ferramenta.

  • Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    No mundo acadêmico as regras que conduzem a criação de um trabalho devem ser de conhecimento geral, e aplicadas conforme as determinações das instituições de ensino. Uma dessas aplicações é na forma de escrever Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico. Para fazer isso, não existe uma “receita” para ser seguida, pois, as regras são flexíveis e partem de cada instituição, cidade ou região, além do conhecimento de mundo adquirido pelo estudante ao longo de sua vida. Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    Neste post, vamos falar como escrever a seção Materiais e Métodos em seu trabalho acadêmico de uma forma simples e aplicável. Aconselhamos que você esteja ciente das regras de produção de trabalhos acadêmicos cobradas pela instituição de ensino onde você esteja cursando. A princípio, as dicas que serão mostradas a você são para elaboração de Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos na área de Ciências Experimentais. Porém, você pode sim se basear no método que lhe ensinaremos e explorá-lo em outras áreas. Veja tudo isso a seguir!

    Banner Materiais e Métodos

    Por que planejar Materiais e Métodos?

    O planejamento é a mãe da eficiência na elaboração de um projeto acadêmico. No mundo acadêmico, o planejamento é essencial para saber elaborar e fundamentar um trabalho de suma importância, como a descoberta de um novo tipo de tratamento, a elaboração de uma nova proposta de ensino, dentre outros.

    Planejar Materiais e Métodos em uma pesquisa, por exemplo, oferece a chance de detalhar tudo que será explorado nesta pesquisa. A relevância do que deve ser pesquisado, onde, quem são os autores que têm a oferecer sobre o assunto abordado, além de muitos outros pontos que irão maximizar o potencial da pesquisa. Possuir um Material e Método bem estruturado e escrito em um projeto de pesquisa, com certeza é um grande passo para a finalização do trabalho.

    Em um trabalho acadêmico, é fundamental utilizar esta seção para tirar dúvidas sobre os resultados finais do trabalho e para a replicabilidade do mesmo. Um exemplo da importância da seção Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico, pode ser explicado a partir do seguinte exemplo:

    Imagine que você, ao decorrer de uma pesquisa voltada para o seu trabalho acadêmico, acabou formulando uma pergunta muito importante para deixar de lado. Ao pesquisar mais para sanar essa indagação, ficou constatado que não existe nada na literatura sobre isso, e devido a isso, você resolveu criar uma hipótese com uma pesquisa bem elaborada para por em teste sua hipótese sobre tal indagação. Neste caso, a resposta que você obteve com seu trabalho (os resultados obtidos com sua pesquisa em especial), só serão aceitos pela comunidade científica se outros pesquisadores conseguirem os mesmos resultados com seus métodos experimentais.

    Para que os outros pesquisadores de sua área consigam entender com exatidão como sua pesquisa foi realizada, é necessário que o Material e Método estejam bem identificados em seu trabalho. Com os dados da seção Material e Métodos, outros pesquisadores poderão replicar sua pesquisa nos detalhes intrínsecos de sua elaboração. Além disso, o interlocutor em geral poderá compreender melhor seu trabalho, podendo observar os métodos que foram explorados para tal observação.

    Modelos prontos e exemplos de materiais e métodos de trabalhos

    Como escrever a seção Material e Métodos?

    De acordo com Gilson Volpato, um dos mais renomados especialistas na elaboração de redação científica, é recomendado fazer a divisão de Materiais e Métodos em quatro partes:

    1. Objeto de estudo (descrição do sujeito): Nesta primeira parte, é importante apontar a procedência em estudos envolvendo animais e organismos vivos, mostrando as características e as procedências dos critérios utilizados, como a inclusão e a exclusão utilizada na composição de uma amostragem, por exemplo. Os estudos que forem realizados a campo, devem mostrar a localização exata do local onde a pesquisa foi realizada, as características do lugar ou lugares.
    2. Descreva o tipo de pesquisa: Saber indicar o tipo de pesquisa, o estudo realizado, os tratamentos que foram utilizados, o delineamento da pesquisa, quais estratégias foram utilizadas para uma composição dos tratamentos, quais foram as amostras, o tamanho das amostras, número de repetições, dentre outros pontos nesta linha, é extremamente importante. As questões éticas, caso elas sejam necessárias de serem citadas, também devem ser informadas.
    3. Especifique o procedimento: Nesta terceira etapa da estruturação dos Materiais e Métodos, é importante fazer uma descrição, de preferência, seguindo uma ordem cronológica, apontando os procedimentos utilizados na pesquisa, a forma como as coisas foram manejadas, o controle das condições sobre o experimento, quais as técnicas foram utilizadas, a forma como tudo foi avaliado, e todas as variáveis observáveis deverão ser analisadas.
    4. Dados analisados: E por falar em análise, todos os dados relacionados com a estatística utilizados na elaboração da pesquisa, devem ser analisados. Analisar a homocedasticidade, a normalidade, a variância, comparando com indicadores, dentre outros. É sempre importante que a análise de dados tenha outros dados como referência baseado em teses.
    Fonte: UNIVESP

    Detalhes importantes sobre Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos

    Além do que já foi dito até aqui, é importante prezar por detalhes minuciosos sobre a elaboração da seção Materiais e Métodos, porém, sem exagerar em detalhes que podem ser descartados para não gerar um excesso de informações. Isso pode ser evitado ao não detalhar métodos já consagrados pelos pesquisadores, buscando refinar sua explicação para os pontos específicos.

    Também é essencial manter a citação de autoria descrita no procedimento do próprio trabalho. Isso garante a replicabilidade do trabalho. Ainda que seja muito comum em algumas áreas, é exigido em alguns periódicos uma descrição exata do software utilizado para o levantamento estatística em uma ou mais etapas. Isso tem sido discutido por diversos pesquisadores, pois, é importante saber se os cálculos realizados foram feitos com a utilização do Excel, no papel, ou outro programa foi utilizado. Portanto, é extremamente necessário que você se concentre nas dicas que foram mostradas neste post para elaborar a secção Materiais e Métodos. É claro, se aprofunde no assunto e veja o que os autores renomados têm a ensinar sobre a criação de Materiais e Métodos. Não hesite em pesquisar no Google Acadêmico, Scielo e em sites ou blogs dedicados aos fundamentos do mundo acadêmico.

  • Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    A língua portuguesa tem como uma de suas principais características a construção de recursos que constituem as regras para a expressão da comunicação escrita. Uma das principais características destas regras são a utilização de palavras, de termos, significados, referências, além da importação de termos. Um destes termos importados (estrangeirismo na língua) é a Webgrafia, que somam as palavras “web” + “grafia”. Como fazer Referência Bibliográfica de Site: normas ABNT, TCC e exemplos

    Neste post, vamos falar sobre webgrafia, mostrando o que significa, como ela é utilizada, quais são as regras para a utilização da webgrafia, além de outras curiosidades sobre o assunto. Conheça a relação entre bibliografia e webgrafia em um trabalho acadêmico ou científico. Veja tudo isso a seguir!

    O que é Webgrafia?

    A webgrafia é um termo importado do estrangeiro, onde a contração das palavras “web” + “grafia” forma essa palavra. De uma forma mais específica, webgrafia é a indicação de listas URL de onde partiram informações de pesquisa para a elaboração de um trabalho acadêmico ou científico. Imagine a webgrafia como uma descrição exata de onde foram retiradas as fontes de pesquisa utilizadas em um trabalho, apontando exatamente o endereço eletrônico com a URL completa. Esse será o link que aparecerá na bibliografia do trabalho.

    Essa são informações extremamente relevantes para a validação de um trabalho, pois, a fonte de um determinado conteúdo utilizado para a elaboração de uma pesquisa, é fundamental para mostrar de onde vieram tais ideias, mas, principalmente, por questões de plágio. Se um pesquisador utiliza uma fonte de pesquisa baseada em um site na internet, isso deverá ser mencionado na web/descrição das fontes retiradas da internet. Essa descrição é parte da webgrafia, incluída na bibliografia.

    Fonte: TV Êxito

    Internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico

    Atualmente, existe uma tendência muito grande entre os estudantes em utilizar a internet como fonte de pesquisa para a maioria dos questionamentos. Não importa qual seja a área de estudo, acadêmicos, pesquisadores, estudiosos, estudantes do ensino fundamental e médio, pessoas comuns, podem recorrer a internet como uma das fontes mais ricas sobre qualquer assunto.

    É muito provável que você esteja lendo este artigo devido a necessidade de saber mais sobre o assunto, e acabou se deparando com este conteúdo. Mas além deste conteúdo, existem outros que abordam esse assunto. Essa diversidade de fontes para a elaboração de uma pesquisa é o que mais cativa as pessoas no dia de hoje. Isso sem contar a praticidade de poder fazer uma pesquisa sem ter que sair de casa. A facilidade de pesquisar algo na internet atrai muitos estudantes e serve como fonte de pesquisa para muitas monografias e TCCs.

    Mas, nesse universo de informações disponíveis a um clique, é extremamente necessário saber selecionar as informações que irão servir de base para esses trabalhos. Elas devem ser checadas e seus dados devem ser cruzados com outras fontes confiáveis, como a literatura, os artigos científicos, periódicos, dentre outras fontes não refutáveis. Utilizar a internet como fonte de pesquisa não é ruim, e não pode ser um método de pesquisa marginalizado. Pelo contrário, as informações na internet podem ser encontradas com facilidade, e são informações democratizadas.

    A democratização das informações sobre diversas áreas do conhecimento é uma das maiores revoluções neste contexto. Entretanto, é necessário filtrar o máximo possível quando o assunto é extrair um dado de um site para difundi-lo em um trabalho de grande importância. Além disso, a facilidade de encontrar as informações para uma indagação, estimula muitos estudantes a simplesmente cortar e colar os dados coletados. Isso acarreta no plágio e em outras complicações que podem prejudicar a reputação do estudante.

    Portanto, ao utilizar a internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico, é fundamental que as fontes pesquisadas sejam de dados sucintos, com informações relevantes e confiáveis. Procure associar o uso da internet e de sites confiáveis com obras sobre o assunto que você está pesquisando. A utilização da bibliografia permite que o leitor identifique quais foram as fontes para a elaboração de um trabalho. A idoneidade do site e quem são os autores dos conteúdos extraídos, devem ser verdadeiras, pois, elas irão sustentar a fundamentação em um trabalho importante.

    Relação da Webgrafia e da Bibliografia

    Para todas as produções escritas, é necessário ter conhecimento sobre as fontes utilizadas para a elaboração de um novo conteúdo. Essas são as referências sobre o assunto, que permitiram a elaboração de mais conteúdo e conhecimento sobre o que está sendo abordado. Esse novo conteúdo gerado, deve possuir as chamadas referências bibliográficas. A bibliografia encontrada na parte pós-textual de um trabalho acadêmico é analisada de perto pelos profissionais responsáveis pela validação de um conteúdo importante.

    Por isso e muitas outras razões, é fundamental o próprio estudante não deixar essa responsabilidade nas mãos dos seus examinadores, pois, informações refutáveis, sem confiança, irão derrubar a credibilidade de um trabalho e a nota do estudante. A bibliografia é a informação das fontes que foram utilizadas para o estudo, podendo ser livros, jornais, revistas, a internet, dentre outros. Quando nos referimos a fontes retiradas da internet, a palavra webgrafia se torna algo comum. Aprenda como fazer Referência de Site no seu TCC nas normas ABNT

    Quando vamos fazer uma referência bibliográfica de várias fontes de pesquisa retiradas da internet, o mais recomendado é a utilização de uma página dedicada, que ficou consagrada com o nome de webgrafia. Nesta página dedicada, devem ser incluídas as referências dos endereços dos sites que forma pesquisados, podendo optar pelo uso de diversos sites como fonte de pesquisas, e todos eles deverão ser incluídos na webgrafia.

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) lançaram a NBR 6023 para especificar a forma como as referências devem ser incluídas em trabalhos no âmbito acadêmico. Essa importante normativa deixa bem claro como as informações sobre as referências devem ser apresentadas.

    exemplos de referência bibliográfica e webgrafia

    Webgrafia em uma monografia + Exemplo

    Em uma monografia, a referência da fonte retirada da web deve conter o sobrenome do autor em letras maiúsculas, seguido de uma vírgula e o nome do autor. O título do artigo deverá aparecer entre aspas e com um ponto final. Também deverá aparecer o prefixo latino “in” e a localização de onde foi retirada a informação. Bom, para ficar mais fácil, veja um exemplo prático:

    SANTANA, Renato. “O valor da informação democratizada na internet”. In: Ciência da Informação, São Paulo, v. 26, n 3, 1999. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 17 de julho de 2009.

  • Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    De uma forma bastante direta, um relatório na área acadêmica tem como objetivo apontar como está sendo a experiência em um trabalho feito pelo estudante. Geralmente, o relatório é de praxe na entrega do estágio, onde um estudante relata em detalhes como foi sua experiência em sua área junto aos profissionais formados. Essa experiência pode ocorrer em uma empresa, em um colégio, em um hospital, em qualquer área da indústria. Esse, portanto, é um dos principais requisitos de um estágio, algo equivalente a um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

    A questão é que, assim como o TCC, muitos alunos ainda se perguntam o que fazer e como fazer quando o assunto é um relatório de estágio. Sabendo que esse relatório faz parte do âmbito acadêmico, o aluno deve estar ciente de quais regras e normas técnicas deverão constituir este relatório. Não é só sair escrevendo e entregar para a instituição. O aluno deve prezar pela capa, pelo sumário, folha de rosto, conteúdo, tudo formatado com ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), além de outros itens importantes e padronizados.

    Neste post, vamos falar mais sobre tudo isso e explicar como um relatório de estágio deve ser entregue. Veja como fazer, o que não pode faltar, o estilo da escrita, normas ABNT mais importantes, além de muitas dicas que irão fazer a diferença na hora de você fazer o seu relatório.

    O que é um relatório de estágio?

    Um relatório de estágio é um modelo de documento que tem como principal objetivo fazer com que um aluno de um curso técnico ou superior, relate todos os resultados obtidos em um processo investigativo de pesquisa acadêmica. O aluno fica na responsabilidade de apresentar os resultados de sua experiência prática e toda a observação relevante levantada, apresentando isso a instituição de ensino de forma técnica e científica por meio do relatório de estágio.

    Esse é um dos principais requisitos na formação de estudantes de grau técnico e superior. Existem instituições de ensino que cobram o estágio com relatório, outras cobram o TCC e algumas cobram os dois dos alunos. Essa regra varia de instituição para instituição. Quando o estágio é cobrado do aluno, um conjunto de parâmetros e normas técnicas com padrões pré-definidos entram em jogo, e neste ponto a maioria das instituições de ensino no Brasil trabalham de forma semelhante.

    Desta forma, o que você irá ver nos próximos tópicos irá condizer com as exigências cobradas por sua instituição. É aconselhado que você questione sua instituição de ensino quanto as diferenças diante do estilo e norma técnica utilizada. Pode ser que a norma exigida não seja ABNT.

    *Fonte: Fátima Beraldo

    Como fazer um relatório de estágio?

    Sabendo que o relatório de estágio conta com várias estruturas fundamentais para a sua elaboração, antes de mostrarmos como fazer um relatório de estágio, vamos mostrar quais são essas estruturas logo a seguir:

    Normas ABNT

    Sabendo que são essas estruturas básicas de um relatório de estágio, é importante que você compreenda na íntegra cada uma delas. Você deve saber o que é um folha de rosto, como fazer uma capa, desenvolver o conteúdo onde estará relatado toda sua experiência obtida nas horas de estágio, como fazer um sumário, além dos outros pontos citados para elaborar um relatório de estágio.

    Controle de estágio

    Além de dominar toda a estrutura citada logo acima, o aluno também deve saber se organizar quanto ao que vai sendo observado nos dias de estágio. Muitas instituições exigem do aluno um “controle de estágio” que anda de forma paralela ao relatório oficial que só será entregue no final do estágio. Ou seja, o controle de estágio deve ser escrito a mão, assinado pelo responsável pela parte prática e apresentado ao responsável pelo estágio dentro da instituição de ensino onde são ministradas as aulas.

    O controle de estágio serve para que o aluno mantenha anotado e formalizado tudo que está acontecendo no seu estágio, servindo como uma prévia do que será o relatório final. Bom, agora que você já sabe da estrutura que irá focar (ABNT) e sobre o controle de estágio, chegou a hora de pôr a “mão na massa” e começar a escrever o seu relatório de estágio.

    Introdução

    A introdução é a chamada para todo o restante do conteúdo, incluindo a conclusão no final do relatório. O relatório deve conter começo, meio e fim, com uma conclusão sobre a experiência adquirida pelo estudante. Essa estrutura é dissertativa, com introdução, desenvolvimento e conclusão.

    Já na introdução, os aspectos do que será demonstrado ao decorrer da experiência adquirida deve ser contextualizado com o restante do material que será redigido.

    Descrição das atividades

    Ao descrever durante todo o desenvolvimento do trabalho suas experiências diante das atividades experimentadas ao decorrer de todo o estágio, sustente todo a estrutura com começo, meio e fim e se apoie no controle de estágio e em todas suas anotações ao longo desta experiência. Uma importante dica, é o estudante fazer várias anotações ao decorrer do estágio, anotações escritas, em áudio, com backup em pasta online e hardware, tudo para não correr o risco de ficar sem suas anotações devido alguma circunstância infeliz.

    Conclusão

    Na conclusão do relatório, o aluno deve fazer um resumo do que foi apresentado até aquele momento, falar sobre o que ele considerou sobre o estágio e apresentar tudo isso de forma conclusiva, mostrando que o trabalho está em fase de encerramento.

    Modelos e exemplos prontos para você se basear

    capa abnt relatório de estágio
    contra capa relatório de estágio
    folha de rosto relatório de estágio
    introdução relatório de estágio
    exemplo de relatório de estágio
    modelo relatório de estágio pronto
    desenvolvimento e conclusão relatório de estágio
    conclusão de relatório de estágio

    O que não pode faltar em um relatório de estágio?

    É fundamental em um relatório de estágio, que a organização dissertativa no relato apresentado pelo aluno seja respeitada. O aluno se apresentou para o estágio, conheceu o responsável pela parte prática, conheceu outros estudantes estagiários, teve contato com outros profissionais, aprendeu na prática técnicas vista em sala de aula, tirou dúvidas, esclareceu fatos, e experimentou tudo que foi lhe proporcionado no estágio.

    Organizar tudo isso em um esboço durante as anotações e demonstrar o seu relato, suas experiências, de forma original seguindo a estrutura dissertativa, é o que não pode faltar em um relatório de estágio.

    Estilo de escrita

    O relatório de estágio segue normas técnicas padronizadas para apresentação de trabalhos no âmbito acadêmico e científico. Sabendo disso, não lhe restam alternativas a não seguir um estilo de escrita formal, respeitando as normas da língua portuguesa, seguindo a formatação ABNT, mas faça tudo isso sem deixar de ser original. Não utilize gírias e nem palavras chulas ou de baixo calão, porém, seja simples e não tente complicar com palavras extremamente cultas se o seu estilo de escrita não é assim. Ao contrário do que é exigido em uma monografia, em um relatório de estágio, o estudante pode se colocar em primeira pessoa do singular ao apresentar o trabalho. Isso torna as coisas mais originais possíveis. Portanto, traga o máximo de detalhes de sua experiência sem deixar o seu estilo de escrita de lado.

  • Coesão e Coerência Textual: o que é, tipos e exemplos

    Coesão e Coerência Textual: o que é, tipos e exemplos

    Quase todo mundo já ouviu falar alguma vez na vida sobre coesão e coerência textual. Esses dois elementos textuais são utilizados ao longo do texto para proporcionar uma ligação entre as orações, de modo que não haja grande repetição de palavras e que o contexto não seja perdido.

    Quer saber mais detalhes do que é coesão e coerência textual? Acompanhe esse post até o final para descobrir as principais características desses dois elementos e suas diferenças. Veja tudo isso a seguir!

    banner coesão e coerência

    Coesão e coerência: O que são?

    A coesão e a coerência são dois elementos textuais fundamentais para a elaboração de um texto. Enquanto a coesão é responsável por ligar as frases e palavras através de elementos, a coerência é responsável por manter a lógica entre as ideias relacionadas. Juntos, os dois elementos textuais garantem a lógica e o sentido do texto.

    Isso significa que tanto a coesão quanto a coerência possuem grande importância para a produção de texto. Além disso, uma depende da outra para que o texto seja legível, lógico e interessante.

    A seguir falaremos mais detalhes de cada um desses elementos textuais, considerando suas características e aplicações!

    Coesão textual

    Como mencionado, a coesão textual é o elemento linguístico que conecta ideias ao longo do texto. Com a coesão, é possível relacionar todas as partes do texto de uma forma que os fatos sejam narrados em uma sequência de acontecimentos.

    Um texto com coesão apresenta ligações harmoniosas em diferentes partes do conteúdo. Isso torna a leitura mais leve, fácil de compreender e harmônica.

    A coesão textual se divide entre diferentes elementos que apresentam suas próprias características. Veja a seguir um resumo sobre esses elementos e quais são suas funções em um texto:

    Conectores

    São responsáveis por relacionar as frases do texto. Os conectores criam relações entre os termos utilizados no texto, por isso, quase sempre são representados por advérbios, conjunções e preposições.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Elas gostam de dançar e jogar bola”;
    • Sem coesão – “Elas gostam de dançar. Elas gostam de jogar bola”.

    Substituições

    São os elementos que garantem que o texto tenha coesão lexical. Eles são utilizados com a finalidade de evitar repetições excessivas de um determinado termo.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Legumes são importantes para a saúde. As frutas também”;
    • Sem coesão – “Legumes são importantes para a saúde. As frutas também são importantes para a saúde”.

    Reiterações e referências

    São responsáveis por interligar termos em situações onde é feita a substituição da palavra por significados.

    Exemplo:

    • Com coesão – “O gato é um animal inteligente. Ele é considerado um dos felinos com maior capacidade de raciocínio”.
    • Sem coesão – “O gato é um animal inteligente. O gato é considerado um dos felinos com maior capacidade de raciocínio”.

    Correlação verbal

    É a aplicação lógica do tempo verbal ao longo do texto. Com a utilização da correlação verbal, o texto apresenta uma sequência de acontecimentos com começo, meio e fim.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Assim que ela ligar eu te aviso”;
    • Sem coesão – “Assim que ela ligar eu te avisei”.
    *Fonte: Brasil Escola

    Coerência textual

    Os significados e as interpretações de cada ligação textual são os principais objetivos da carência textual. Esse elemento determina o significado e a interpretação de cada conectivo utilizado para interligar frases, elementos ou palavras em um texto.

    Um texto só é considerado coerente se ele apresentar sentido. Um texto coerente deve apresentar linguagem harmoniosa, lógica, comunicativa, conexão entre as ideias e complementação de informações. A coerência de um texto ocorre pela utilização das seguintes abordagens:

    Princípio da relevância

    Um texto coerente precisa ter ideias relacionadas onde cada uma delas apresente sua própria relevância. Mesmo que elas tenham sentido quando analisadas de forma isolada, as ideias devem ser apresentadas com sentido lógico e correta interpretação para que o texto seja facilmente compreendido.

    Exemplo:

    • Com coerência – “O homem tinha fome, mas não tinha dinheiro em sua carteira, por isso foi ao banco e sacou uma quantia. Em seguida, foi almoçar em um restaurante”;
    • Sem coerência – “O homem tinha fome, mas não tinha dinheiro em sua carteira. Foi almoçar em um restaurante e em seguida foi ao banco e sacou uma quantia”.

    Princípio da não tautologia

    Mesmo que as expressões apresentem diferentes palavras, um texto coerente não deve conter ideias repetidas. Repetir a mesma ideia em uma frase, parágrafo ou até mesmo texto, torna a compreensão da mensagem redundante.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Visitei Campos do Jordão há cinco anos”;
    • Sem coerência – “Visitei Campos do Jordão há cinco anos atrás”.

    Princípio da não contradição

    Para ter coerência, é preciso que as ideias não sejam contrárias de nenhuma forma.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Ele só toma leite de soja pois possui intolerância à lactose”;
    • Sem coerência – “Ele só toma leite de vaca pois é intolerante à lactose”.

    Progressão semântica

    Esse elemento garante que seja inserido novas informações ao longo do texto para que exista uma lógica sequencial. Sem a progressão semântica há uma sensação de que o texto não termina nunca.

    Exemplo:

    • Com coerência – “As mulheres caminhavam pela avenida tranquilamente até que se depararam com o suspeito. Apertaram o passo e em seguida começaram a correr quando notaram que estavam sendo perseguidas”;
    • Sem coerência – “As mulheres caminham pela avenida tranquilamente e continuaram caminhando mesmo após se depararem com o suspeito. Passaram por diversas avenidas, ruas, seguindo sempre em frente. Até que perceberam que estavam sendo seguidas”.

    Continuidade temática

    São os termos utilizados para dar continuidade ao tema. Sem essa abordagem, o leitor tem a sensação de que o tema do texto foi mudado repentinamente.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Você sabia que as tartarugas vivem mais de 100 anos? Elas possuem um metabolismo muito lento, que garante mais tempo de vida”;
    • Sem coerência – “Você sabia que as tartarugas vivem mais de 100 anos? Existem várias espécies de tartarugas”.
    *Fonte: Aula De

    Coesão e coerência: principais diferenças

    Ambos os elementos são utilizados em um texto para conectar ideias e dar contexto a produção textual. Porém, a coesão e a coerência apresentam diferenças significativas. Veja um resumo dessas diferenças a seguir:

    • Coesão – responsável por conectar palavras e frases em diferentes trechos do texto.
    • Coerência – responsável por proporcionar ligação lógica aos termos que conectam os trechos do texto.
  • Discurso Direto e Indireto: entenda o que é, exemplos e informações

    Discurso Direto e Indireto: entenda o que é, exemplos e informações

    Entender bem sobre os diferentes tipos de discurso é uma tarefa de suma importância no mundo acadêmico e fora dele, e saber lidar com esse assunto é extremamente fundamental para quem deseja trabalhar narrativas em diversos casos. Os diferentes tipos de discurso podem ser compreendidos de maneira simples, mas, eles devem ser trabalhados constantemente por aqueles que desejam dominá-los com exatidão. Uma dica neste caso é: leia bastante e escreva bastante conhecendo os tipos de discurso e suas características.

    Neste post vamos falar mais sobre o Discurso Direito e Indireto e suas características. Veja também diferença entre Discurso Direto e Discurso Indireto com exemplos para uma melhor compreensão.

    exemplos de discurso direto e indireto

    Discurso Indireto

    O discurso indireto pode ser visto como uma forma de discurso promovida pela intervenção de um narrador durante a ocorrência de um diálogo. Quando um narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala dos personagens e narrar a história conforme o seu andamento, temos a ocorrência de um discurso indireto. Geralmente, esse tipo de discurso é realizado na 3ª pessoa. Sempre que uma narrativa é contada por um narrador que não está presente nas cenas, está caracterizado o discurso indireto.

    Esse é um dos recursos mais utilizados em diversos livros, filmes, peças de teatros, em propagandas de marketing, em textos comuns. O uso do discurso indireto é uma ferramenta que se explorada da forma correta, lança uma gama de oportunidades em uma narrativa. Caso ainda não tenha ficado claro esse tipo de discurso, não se preocupe que logo a seguir vamos mostrar dois exemplos simples para ilustrar a explicação. Você notará nos exemplos a seguir que provavelmente, já utilizou e utiliza este estilo de escrita no dia a dia sem perceber:

    Exemplos

    “O professor não confirmou que precisava lecionar o ano todo para um melhor entendimento do assunto”.

    “O juiz confirmou dizendo que o réu era culpado”.

    Como foi possível de observar, um discurso indireto é algo simples e sem complicações. Provavelmente você já deve ter utilizado diversas vezes em seu dia a dia e com certeza deve ter notado que se tratava de um discurso indireto. Mas, se eu tenho utilizado esse tipo de discurso sem ter notado, será possível ter utilizado também o discurso direto e não ter notado? O que é discurso direto? Qual a diferença entre esses dois tipos de discurso? Fique atento que nos próximos tópicos você terá as respostas para essas perguntas!

    *Fonte: Prof. Zé Arnaldo

    O que é Discurso Direto?

    O discurso direto é algo bem comum e muito utilizado em narrativas de todo o tipo. Seja no roteiro de um livro, filme, série para TV, propaganda de marketing, peça teatral, enfim, o discurso direto é bastante frequente. Esse é o discurso da transcrição, que mostra a fala dos personagens, diálogos ou monólogos em geral em um texto. Isso tudo acontece sem a participação do narrador da história. Ou seja, algo completamente contrário dos exemplos vistos antes sobre discurso indireto.

    No discurso direto, os personagens de uma história ganham vida, pois eles falam, se expressam, conversam uns com os outros, sem a participação do narrador da história. Saber utilizar o discurso direto em um livro tem o poder de cativar o leitor e fazer com que ele se interesse mais pela história. Algumas peculiaridades podem ser notadas no discurso direto que não são vistas no discurso indireto, como o uso de aspas, dois pontos e travessão. Como no discurso direto o diálogo entre os personagens é o dono da vez, então saber utilizar esses sinais gráficos é algo muito importante para indicar uma conversa.

    Veja nos dois exemplos que vamos mostrar logo a seguir como é feito o uso do discurso direto em um texto que pode ser um fragmento de um roteiro de cinema, de TV, de livro, de uma peça teatral, ou algo que você tenha escrito ou lido sem saber que se tratava de um discurso direto:

    Neste caso, o aluno fujão afirmou: “Não tenho vontade de ficar na escola”.

    Quando o telefone tocou, os policiais ouviram a seguinte conversa:

    Entregador – Alô

    Comprador – To ouvindo, pode falar!

    Entregador – O pacote foi entregue, quando vou receber minha parte?

    Comprador – Vamos tratar disso pessoalmente, é possível que tenha “boi na linha”…

    Como você pode notar, os diálogos e a fala dos personagens são feitas diretamente por eles, sem a participação do narrador que interrompe sua presença ao indicar que vai acontecer o diálogo. Nos dois exemplos foi possível notar que o narrador anuncia o diálogo e interrompe sua presença.

    Isso é comum e pode acontecer de um diálogo ou toda uma história acontecer sem a presença de um narrador. É muito comum em filmes a história acontecer sem a utilização do discurso indireto e todos os personagens se expressarem sem a necessidade de serem conduzidos por um narrador de fora para anunciar cada fala.

    Diferença entre discurso direto e indireto

    O discurso direto é fortemente caracterizado por uma transcrição exata da fala dos personagens em uma história sem a participação do narrador. Em alguns casos, o narrador faz uma chamada anunciando que irá ocorrer um diálogo ou que alguém irá falar algo e interrompe sua participação.

    Já o discurso indireto é caracterizado pela presença do narrador conduzindo a história com suas próprias palavras. Desta forma, as falas dos personagens são realizadas diretamente pelo narrador.

    Exemplos de Discurso Direto

    – Bom dia!

    – Bom dia pra você também

    Ele: Você é bem louca de fazer isso!

    Ela: Eu sei o que eu estou fazendo, ninguém vai se machucar.

    O dono da loja falou para o garoto: “Não abra nenhuma embalagem se não for comprar”.

    Exemplos de Discurso Indireto

    Por diversas vezes os pais dos alunos reclamaram sobre o que estava acontecendo com a greve dos professores.

    O aluno reclamou muito de ter que ir para a escola nas férias.

    Márcia passou a tarde toda afirmando que estava com dor de cabeça.

    Como você pode notar nos exemplos acima, não existem mistérios quando o assunto é a diferença entre o discurso direto e indireto. O ideal é ler bastante textos, livros e diversos gêneros de histórias para compreender sem dificuldade o tipo de discurso utilizado em cada momento.

  • Referências Vancouver: veja como fazer, exemplo e dicas para não errar

    Referências Vancouver: veja como fazer, exemplo e dicas para não errar

    O estilo de formatação Vancouver foi determinado pelo ICMJE (Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas) e segue com base no padrão de normas técnicas ANSI para se adaptar aos padrões da U.S National Library of Medicine. As normas técnicas Vancouver são extremamente importantes de serem compreendidas e trabalhadas de forma correta onde elas forem cobradas, como em universidades, revistas, jornais, etc.

    Neste post, vamos falar mais sobre as normas Vancouver e como fazer referências bibliográficas normas Vancouver de um modo geral!

    De onde surgiu a norma Vancouver?

    Durante um evento de editores de revistas internacionais realizado em 1978 em Vancouver, Canadá, deu-se início ao importante conjunto de normas técnicas utilizados até os dias de hoje conhecido como Normas Vancouver. Os editores reunidos representavam importantes revistas médicas e se encontraram em Vancouver com o objetivo de estabelecer uma padronização nas diretrizes quanto a formatação das citações e referências bibliográficas lançadas pelas revistas. Os editores reunidos chegaram a um consenso que o padrão determinado deveria oferecer distribuição de relatos ligados aos assuntos da área médica com mais precisão, clareza e uniformidade.

    Esse padrão ficou bastante conhecido entre os editores do mundo todo enquanto ainda estava sendo elaborado, principalmente por editores de revistas médicas em todo o mundo, e passou a ser conhecido como Grupo de Vancouver. No ano seguinte, 1979, o novo padrão de normas técnicas voltado para publicações da área médica foi apresentado ao mundo, padrão que durante um ano após a primeira reunião foi finalmente elaborado.

    O novo padrão de normas técnicas quanto a publicações da área médica, formatos, referências bibliográficas, lançou definitivamente o conjunto de normas aprovado pela: NLM (National Library of Medicine) e pela ICMJE (International Committee of Medical Journal Editors).

    Citações Vancouver

    Antes de falarmos mais sobre a forma como as referências bibliográficas deverão ser utilizadas no conjunto de Normas Vancouver, é importante darmos uma pincelada sobre os principais pontos quanto as regras de citação. Nesse caso, é necessário falar sobre alguns pontos essenciais que não podem passar despercebidos na hora de citar no estilo Vancouver. Só assim as regras quanto as referências poderão fluir de forma correta. Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Como sabemos, nas citações Vancouver, as citações devem ser numeradas em uma ordem crescente conforme vão surgindo no artigo.

    • As referências deverão ser identificadas, assim como tabelas e legendas sempre com algarismos arábicos em ordem crescente conforme vão surgindo no desenvolvimento do texto. Todas as referências citadas deverão seguir o padrão de ordenação da primeira referência.
    • Não é aconselhado fazer a utilização de resumos como referências. Caso você faça a referência de um artigo citado que ainda não foi publicado, essas referências deverão ser no formato “preste a ser publicado” ou “no prelo”.
    • Todos os autores devem ter permissão assinada por escrito de um autor do artigo citado que ainda não foi publicado.
    • Também é importante em citações Vancouver que um manuscrito que ainda não foi aceito e citado em um texto apareça na forma “comunicação pessoal”, sempre com a autorização por escrito da fonte do manuscrito.
    • Tenha cuidado para citar uma comunicação pessoal e somente faça isso, se ela tiver informações relevantes que não foram disponibilizadas em fontes públicas ou não existam em nenhum documento não publicado.
    • Caso você utilize “citação pessoal” com Vancouver, o nome da pessoa que está citando e a data em que a citação foi incluída no corpo do texto deverão aparecer entre parênteses. Já em artigos científicos, é necessário que os autores tenham a permissão por escrito e a confirmação da fonte de “comunicação pessoal” feita em uma publicação com Vancouver.
    • Todas as referências deverão ser verificadas junto aos autores em comparação com os documentos originais citados, não sendo tolerado erros quanto a isso.
    • A fonte original de uma citação deve prevalecer, e se for utilizado a citação de uma fonte original feita de forma pessoal por outro autor, então, a fonte original torna-se a citação pessoal.
    • O idioma que o autor utilizar em seu texto deve ser mantido nas citações em tradução direta quando a fonte original está em outra língua.

    Regras para Referências bibliográficas Vancouver

    • Uma referência deve indicar um autor, entidade ou um grupo de autores ou entidades. Quando não for possível indicá-los, utiliza-se o título.
    • As referências bibliográficas deverão aparecer no final do trabalho em formato de lista ordenada conforme as citações foram surgindo no corpo do texto e numeradas em ordem crescente, conforme visto no tópico acima.
    • todas as referências deverão ser alinhadas à margem esquerda, com espaço simples e em seguida, separados entre si por meio de um espaço duplo.
    • É necessário dar um espaço após ponto, após dois pontos e logo após a vírgula.
    • O nome da editora e a data deverão ser separados por ponto e vírgula nas referências Vancouver (;).
    • Caso uma referência passe a ocupar mais de uma linha, é necessário que ela seja reiniciada novamente em outra linha.
    referência vancouver exemplo
    Veja todas as regras em: http://www.abenmt.org.br/VancouverNormas-2017.pdf

    Referências bibliográficas Normas Vancouver

    Normas para citar entre um e seis autores – Quando um determinado documento apresentar até seis autores simultaneamente, é possível fazer a citação de todos esses autores sem problema algum.

    Normas para citar mais de seis autores simultaneamente – Já em um documento que possui mais de seis autores simultaneamente, você deve fazer a citação dos seis primeiros autores seguindo ordem alfabética e após o sexto nome utilizar “et al“.

    Referenciar um documento sem autoria – Se um documento utilizado para embasar um trabalho científico ou acadêmico for utilizado e não tiver autor conhecido, você deverá fazer a referência bibliográfica pelo título do documento.

    Referenciar editores compiladores com o autor do documento – Em um documento que foi utilizado como referência possuir somente os nomes dos editores ou compiladores, a referência bibliográfica deve iniciar a partir do nome.

    Organizações e Entidades – Quando um autor é uma organização ou entidade, essa organização ou entidade será autora do documento e deverá aparecer nas referências bibliográficas.

    Devem ser feitas referências de um autor partindo primeiramente pelo sobrenome com a primeira letra em maiúsculo – Em seguida, o nome deve aparecer abreviado com ou sem o uso de ponto, dois pontos, vírgula, ponto e vírgula ou qualquer sinal gráfico. Exemplo: Holly J.

    referências vancouver
  • Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas

    Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas

    Após o estudante arduamente terminar a parte escrita e toda a formatação do seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), uma outra importantíssima etapa está prestes a se iniciar. A apresentação do TCC é algo de extrema importância que merece uma atenção redobrada em diversos pontos. Saber planejar a apresentação, mensurar o que será apresentado com base no tempo disponível para uma boa apresentação, é um assunto delicado e que merece sua atenção.

    Devido a isso, neste post vamos falar sobre roteiro para apresentação de TCC e como isso ajuda muito na hora de apresentar qualquer trabalho acadêmico. Veja um passo a passo completo para elaborar um roteiro simples com a sua apresentação do TCC. Veja tudo isso a seguir!

    roteiro apresentação TCC

    Roteiro de TCC

    O roteiro de apresentação de um trabalho acadêmico como o TCC é uma estratégia magnífica e uma das mais recomendadas para quem é tímido, mal organizado, muito falastrão, extrovertido de mais, e pretende apresentar o trabalho de forma completa dentro do tempo previsto. O roteiro é essencial em diversas criações no mundo da literatura, na sétima arte, no marketing, no teatro, e em diversas outras áreas. Muitos executivos de grandes empresas precisam fazer apresentação de novos produtos e estratégias que necessitam de uma apresentação complexa diante dos sócios e outros profissionais. 10 dicas de como se sair bem na apresentação do TCC

    Para fazer isso, os executivos elaboram o trabalho com documentos argumentativos e slides para ilustrar. Mas, esses executivos sabem da importância de criar um roteiro para a apresentação ser objetiva dentro do tempo disponível para apresentar um projeto. Isso acontece com executivos, com engenheiros, com médicos, nutricionistas, advogados, enfim, com diversos profissionais que irão apresentar um projeto a seus superiores e necessitam ser objetivos e profissionais. Portanto, aprenda desde já a seguir um roteiro começando pelo seu TCC!

    Dicas importantes que devem ser seguidas antes da roteirização para TCC

    Antes de sair elaborando um roteiro de apresentação do seu TCC, é necessário se atentar a algumas dicas que farão a diferença entre um bom roteiro e um roteiro que não atende à suas expectativas. Criar um roteiro não é nenhum bicho de sete cabeças, mas é preciso saber o que está fazendo para não fugir da proposta.

    1 – Entenda a lógica de um roteiro

    Leia diversas vezes o seu TCC após ele estar pronto e redigido. Análise tudo novamente diversas vezes para ficar com esse trabalho bem vívido em sua mente. Não confunda esse processo com “decoreba”, pois decorar algo para ser apresentado não é indicado em nenhuma situação. Só pelo fato de você ter feito a pesquisa, o corpo do texto, ter pensado nas imagens, e formatado o trabalho, você já está preparado para apresentá-lo, mas vale a pena fazer sempre uma releitura quando possível. Elaborar um roteiro irá potencializar os principais pontos, o tempo de apresentação, a passagem de um slide para o outro, a fala de um aluno seguida pela fala de outro membro do grupo. Tudo isso será mais fácil de lidar com um roteiro bem ensaiado.

    O fato de você ler e reler o seu roteiro irá ajudar a enxergar ainda mais detalhes intrínsecos do seu trabalho. Estar com esses detalhes bem frescos em sua mente irá ajudar você a tirar as dúvidas dos examinadores sem gaguejar ou ficar perdido na apresentação. Neste caso, estabelecer uma sequência lógica para a sua apresentação irá enfatizar uma linha cronológica com começo, meio e fim para a sua apresentação dentro do tempo estimado para isso. A sequência que for escolhida deverá ser ensaiada e respeitada. Veja dicas de como fazer a apresentação do TCC com Slide

    2 – Tempo

    O tempo para apresentar um trabalho de TCC varia entre as instituições de ensino. Esteja ciente do tempo previsto para a sua apresentação e trabalhe a criação do seu roteiro dentre disso. Se o trabalho for em grupo, o ideal é deixar que um membro do grupo seja o roteirista da apresentação e os outros respeitem o que for elaborado.

    3 – Decorar é um perigo

    Compreender algo de verdade é muito mais poderoso para explicá-lo do que simplesmente decorar e falar sobre o assunto. Se você focar em decorar seu trabalho de TCC para apresentá-lo, pode ser que o nervosismo e imprevistos que podem ocorrer faça com que você não consiga apresentar o seu trabalho. Busque entender tudo sobre o seu trabalho, principalmente se você fez ele em grupo e não participou de algumas etapas. Com o trabalho em mãos, leia e releia quantas vezes for necessário para entender de verdade o seu trabalho, e não simplesmente decorar somente o que você terá que apresentar.

    4 – Sequência cronológica

    Ao elaborar seu roteiro do TCC é necessário que você tenha os tópicos em uma ordem cronológica que ofereça uma apresentação compreensível. A sequência cronológica do roteiro deve ser bem preparada para que o trabalho tenha começo, meio e fim com tudo que é mais relevante para isso acontecer.

    5 – Evite ficar olhando para o papel

    Para apresentar uma monografia, o estudante deve estar bem sintonizado com o conteúdo de seu trabalho, com os slides e com todos os detalhes do que será apresentado. Se o estudante é dependente de ficar olhando em anotações feitas em um papel, isso demonstra insegurança e desconhecimento do seu trabalho junto a banca examinadora. Mais uma vez lembrando, o TCC é um trabalho de conclusão de curso e o aluno deve se preparar para apresentá-lo como se fosse para o seu superior hierárquico dentro de uma empresa. Não menospreze essa excelente oportunidade de crescer profissionalmente! Roupa para Apresentar TCC: dicas de look para homens e mulheres

    *Mais Vídeos sobre TCC: CLIQUE AQUI

    Como criar um roteiro de TCC?

    1 – Cumprimentos

    Saber cumprimentar a banca examinadora é uma etapa muito importante de ser incluída em um roteiro de TCC, pois muitos alunos não sabem que isso é uma regra importante a ser seguida. Inclua no roteiro como serão os cumprimentos em grupo e individual. Como cumprimentar a banca na apresentação do TCC: dicas e sugestões

    2 – O porquê deste tema

    Fale para os examinadores e toda a plateia presente os motivos que levaram a escolha de abordar tal tema. Faça uma justificativa cativante com palavras bem trabalhadas para que as pessoas presentes saibam sobre o que será apresentado.

    3 – Problema de pesquisa

    Ao buscar justificar sobre a escolha do tema, o aluno já deixou bem claro seus motivos de abordá-lo, mas ainda é importante enfatizar um problema que mereça ser solucionado com o seu trabalho. Com base no problema, o seu estudo foi elaborado para tentar solucioná-lo ou compreendê-lo melhor.

    4 – Hipótese

    Mencione hipóteses sobre o problema de pesquisa e fala em detalhes sobre essas hipóteses. Explique o seu ponto de vista para a banca examinadora. Será o corpo docente da instituição que irá validar essas hipóteses ou não.

    5 – Referência

    Reúna alguns slides que apresentem de forma rápida os autores citados e os conceitos que darão embasamento para suas hipóteses.

    6 – Metodologia

    Explique os métodos de pesquisa utilizados e como os resultados foram surgindo.

    7 – Resultados

    Falar sobre os resultados da pesquisa com base nas hipóteses levantadas é importante e segue a sequência como o sétimo tópico do seu roteiro.

    8 – Considerações finais

    As considerações finais em uma apresentação de TCC são muito importantes para que a conclusão do seu trabalho seja compreendida pelos espectadores presentes. Fale novamente sobre os objetivos que o levaram a fazer esse trabalho. As considerações finais estão atreladas aos objetivos que conduziram a elaboração de um trabalho. Inclua a participação de cada membro do grupo caso o TCC seja apresentado em grupo com a descrição de fala de cada um em cada etapa mencionada acima. Prepare os slides referentes a cada etapa com base no roteiro criado e organize todos os pormenores baseados neste roteiro. Ensaie o roteiro se possível alguma vezes para uma apresentação tranquila e bem preparada.

  • Função Fática: o que é, exemplos e informações importantes

    Função Fática: o que é, exemplos e informações importantes

    A Função Fática é uma forma específica de comunicação que ocorre entre um emissor e um receptor em um diálogo. Descrever esse diálogo em um texto é enfatizar a Função Fática, que deixa claro o diálogo expressado entre um locutor e interlocutor. Os elementos deste tipo de comunicação observada em formato de texto são importantes de serem compreendidos e aplicados de forma correta.

    Neste post você irá conhecer quais são esses elementos e aprender mais sobre Função Fática. Vamos mostrar exemplos práticos do que é e como utilizar a Função Fática em um texto. Veja também outros tipos de funções da linguagem que irão somar mais conhecimento.

    exemplos de função fática

    Definição de Função Fática

    A Função Fática pode ser definida como uma forma de interação entre alguém que está falando e alguém que está escutando. Ou melhor ainda: é todo o tipo de expressão que reflete a comunicação entre um emissor e um receptor. Essa é uma das cinco funções da linguagem e aborda a comunicação estabelecida desde o início até o fim de um diálogo.

    A Função Fática é bastante observada em grandes diálogos ou em simples cumprimentos que ocorrem no dia a dia. O mais importante é que essa conversa ou cumprimento seja expressada em um texto para ser melhor compreendida.

    Características

    • A Função Fática tem uma características peculiar que é a interação entre duas ou mais pessoas em um discurso;
    • Ela marca o início, o meio e o fim de um diálogo, cumprimento ou qualquer outra forma de comunicação entre um emissor e um receptor;
    • O foco ou objetivo da Função Fática é o contato entre as partes do diálogo;
    • Na Função Fática o canal de comunicação está sendo testado e validado com essa função linguística.
    *Fonte: Companhia Literária

    Exemplos de Função Fática

    Publicidade

    • Pensou em eletrodoméstico? A Arno Faz!
    • Está com Gripe? Benegripe!
    • Quem disse que não dá? Na Fininvest dá.
    • Seus pais estão correndo no trânsito? Xinga eles. (Campanha realizada em Porto Alegre para mais conscientização e segurança no trânsito).

    Frases

    Bom dia!

    Pra você também!

    Boa tarde!

    Boa tarde!

    Você está bem?

    Sim, tudo bem!

    Como você se chama?

    Meu nome é Clemencio

    Tem algo a dizer?

    Hoje não!

    Quantos anos você tem?

    30 anos!

    Até amanhã!

    Até amanhã!

    Amanhã nos falamos. Até lá!

    Até lá!

    Alô.

    Quem está falando?

    Música

    “Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)

    Até quando vai ficar sem fazer nada?

    Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)

    Até quando vai ser saco de pancada?”

    (Até Quando?, do compositor e músico Gabriel O Pensador)

    Literatura

    Um telefone é dado às 23h57 em uma fria noite chuvosa…

    Ele: Alô?

    Ela: Pronto!

    Ele: Você pode falar agora?

    Ela: Está bem tarde e eu estou um pouco cansada.

    Ele: É que eu preciso muito conversar com você, ouvir sua voz.

    Ela: Então vamos conversar, enquanto isso vou passando um café.

    Ele: Eu não quero incomodar e prometo que não vou tomar muito do seu tempo, mas só de ter te ligado já me sinto bem melhor.

    Ela: Você sabe que sempre pode me ligar.

    Ele: Então, gostaria de saber se você quer almoçar comigo amanhã?

    Ela: Não sei se vai dar, esses dias para mim estão sendo muito complicados. Estou tendo que fazer algumas horas extra lá na loja e bastante trabalho na faculdade. Tá bem corrido pra mim.

    Ele: Bom, mas você tem que almoçar, certo? Da uma fugidinha disso tudo!…

    (Exemplo fictício)

    Função da Linguagem

    A linguagem tem funções importantes que devem ser utilizadas conforme a necessidade do de ser expressado algo. Os elementos relacionados com as funções da linguagem são: emissor, receptor, mensagem, contexto, canal e código. Esses elementos também estão presentes na Função Fática e em outras funções da linguagem, como iremos mostrar agora:

    Função Poética

    A Função Poética coloca em evidência a forma com que a mensagem será transmitida. Ou seja, como será dito é mais importante do que o que será dito. Um escritor busca propositalmente fugir dos meios convencionais de expressão de um diálogo e tem o foco em deixar o estilo da escrita final interessante. Neste caso, é mais importante para o escritor a estética das palavras e a forma como elas serão expressadas do que a mensagem em si.

    Mas, a Função Poética não é algo exclusivo da literatura e pode ser utilizado de um modo geral. É possível observar esse estilo de escrita com frequência no uso cotidiano:

    “… a lua era um desparrame de prata”. (Jorge Amado)     

    “Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa”.  (Publicidade)

    “Se eu não vejo

    a mulher

    que eu mais desejo

    nada que eu veja

    vale o que

    eu não vejo”.

    (Daniel Borges)

    Função Metalinguística

    Este tipo de função está diretamente ligado à metalinguagem, que acontece assim que um emissor explica um código utilizando o mesmo tipo de código comentado. Ou seja, um poeta explica sobre uma poesia falando de forma poética. Um escritor comenta um texto falando com o mesmo tipo de linguagem utilizada no texto comentado. Um exemplo disso, é a definição de frase no dicionário:

    “Frase é todo tipo de enunciado linguístico com sentido”.

    Neste caso, utilizamos uma frase para explicar o que é uma frase.

    É importante o leitor ficar atento, pois em um texto irão surgir diferentes funções da linguagem. O ideal é ficar atento e saber qual é a função predominante no texto. Uma outra dica é: procure pela obra “Linguística e Poética” de Roman Jakobson, um célebre escritor russo que explica em detalhes e com grande propriedade as funções da linguagem. O livro foi lançado em 1960 e sua versão em português é uma ferramenta indicada para quem deseja dominar as funções da linguagem. Outra grande dica é, para identificar a Função Fática e outras funções de forma natural, o importante é ler bastante sobre tudo buscando diversificar bastante. Aos poucos você começa a identificar as funções da linguagem sem dificuldades. Busque conhecer bastante cada uma das funções da linguagem a fundo e tente identificá-las em diferentes tipos de textos e diálogos já produzidos.

  • Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Em todo o território brasileiro, a norma técnica referente a trabalhos acadêmicos mais utilizada são as Normas Técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Mas, no Brasil e no mundo, existem outras normas técnicas que também são utilizadas e podem pegar um estudante de surpresa na hora de formatar um trabalho acadêmico. Imagine que você é um grande conhecedor das normas ABNT, mas sua instituição resolve cobrar as citações em um trabalho seguindo o padrão Vancouver.

    Neste post vamos falar mais sobre como fazer citação seguindo as normas Vancouver e mais detalhes sobre esta norma. Saiba o que é a norma técnica Vancouver e conheça em detalhes como diversos tipos de citações deverão ser feitas em monografias, revistas, jornais, dentre outros. Veja tudo isso a seguir!

    banner citação vancouver

    Normas Vancouver

    O conjunto de normas técnicas Vancouver, assim como a ABNT, é um conjunto específico de regras para a publicação de trabalhos científicos e acadêmicos. O nome Vancouver nasceu devido à uma reunião realizada em Vancouver, localizada no Canadá, em 1978. A reunião entre membros importantes do Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas e também membros da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estado Unidos, determinaram naquela reunião o padrão de normas técnicas Vancouver.

    É importante deixarmos claro que as normas Vancouver não são tão abrangentes como é o caso da ABNT em se tratando de trabalho acadêmico. Um exemplo, as normas Vancouvers não disponibilizam parâmetros específicos para a formatação da capa, do rodapé, da folha de rosto, dos anexos, da apêndice, e outros itens que são padronizados pelas normas ABNT. O maior foco da norma Vancouver são as citações e referências na apresentação de um trabalho no âmbito científico.

    *Fonte: BSEN UNIRIO

    Como fazer citações com as normas Vancouver?

    As citações em um trabalho acadêmico e científico, como é uma monografia, são importantes para embasar uma argumentação bem fundada. As citações já foram objeto de estudo e um dos maiores motivos do nascimento das normas Vancouver.  Da mesma forma que acontece na ABNT, as citações realizadas junto a norma Vancouver também diferenciam citações diretas de citações indiretas curtas e longas. Os critérios adotados pela Vancouver quanto a isso são semelhantes ao método brasileiro.

    O que devemos nos atentar para falar de citações dentro das normas Vancouver é que esse conjunto de regras segue um conjunto numérico para ordenar as referências bibliográficas diferente do sistema autor-data utilizado na ABNT. Ou seja, a apresentação das referências bibliográficas devem ser listadas conforme a ordem em que as citações vão surgindo no corpo do texto. A numeração utilizada deve aparecer da seguinte forma:

    • Entre parênteses, (2), (3), (4)…;
    • Colchetes  [2], [3], [4]…;
    • Super índice 2, 3, 4…; ou
    • Uma mescla de Colchetes com Super Índice [2], [3], [4]…

    O sobrenome de um autor sempre deverá ser citado logo com a primeira letra do seu nome em maiúsculo, seguido pelas iniciais com o nome, sem a utilização de vírgula e ponto para dividir as iniciais e o sobrenome. As normas Vancouver não determinam o uso de negrito, sublinhado ou itálico na formatação das referências.

    Se ainda não ficou claro a explicação até aqui, não se preocupe, pois no tópico a seguir você verá alguns exemplos práticos da aplicação da norma Vancouver em citações de diversas fontes.

    Exemplos de citações utilizando as normas Vancouver

    Citações realizadas em revista

    Autor/es. Título do artigo. Abreviatura internacional da revista. ano; volume (número): página inicial-final do artigo. Se os autores fossem mais de seis, menciona-se o nome do primeiro autor seguido da abreviatura “et al.”

    Exemplo:

    Laurêncio E et al. Sistema de apoio ao idoso: casos associados, parâmetros para um melhor acesso do cuidador. Rev de Saúde Pública. 2019;45(6):1101-2222.

    Revista online

    Autor/es do artigo. Título do artigo. Nome da revista, ano [data de consulta]; volume (número): [Extensão/páginas]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Brasil I, Laurêncio M, Matos T, Moreno L. Estimulação física contra a obesidade. An Sist Navar [revista na Internet] 2009 janeiro-abril. [acesso 19 de fevereiro de 2009]. Disponível em: http://www.sisnavar.es/salud/anales/textos/vol26/n3/revis2a.html.

    Citação em Jornal

    Autor do artigo. Título do artigo. Nome do jornal. Dia mês ano; Seção: página (coluna).

    Exemplo:

    Laurêncio L. Saúde e consciência. Folha de São Paulo. 10 ago 2009; Caderno mais: 5-6.

    Citação em Livros

    Autor/es.Título do livro. Edição. Lugar de publicação: Editora; ano. Neste caso, não é necessário especificar a primeira edição, apenas da segunda em diante. A edição sempre se põe em números arábicos e abreviatura: 2ª ed. Se a obra for composta por mais de um volume, devemos citá-lo a seguir do título do livro: Vol. 3.

    Exemplo:

    Laurêncio L. Português instrumental. 11. ed. Belo Horizonte: Atlas; 2009.

    Livro e-reader

    Autor/es.Título do livro. Edição. Lugar de publicação: Editora; ano. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Brasil. Ministério da Saúde. Sociedade dos Cardiologistas do Brasil. [livro online]. Belo Horizonte: MCT; 2009. [acesso em 03 ago 2015]. Disponível em http://www.cardiologistasdobrasil.org.br/ livro_verde/download.htm.

    Publicações online

    Autor/es da publicação. Título da publicação. Ano [data de consulta]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Laurêncio IVCP. (2019). Saúde, controle de doenças e prevenção: saiba sobre o perigo do parasita desconhecido encontrado em Aracaju, Sergipe. [publicação online]; 2019 [acesso em 14 abr 2015]. Disponível em http://www.saúde-contaminação-parasita-sociedade-médica-brasileira.html.

    Citações em site

    Autor/es. Título [site]. Lugar de publicação: Editor; Data de publicação [data de atualização; data de acesso]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Ministério da Educação [homepage na internet]. Análise dos benefícios da educação de primeiro mundo no Brasil [acesso em 29 abril 2009]. Disponível em: http://www.mec.gov.br.

    Citação Vancouver em monografia

    Autor. Título. (subtítulo se houver) Tipo de documento. Cidade: Instituição onde foi defendida; ano.TCC

    Exemplo:

    Laurêncio AMT.B abordagem da alegação dos direitos estabelecidos entre as empresas de praticarem livre comércio no exterior. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2009. Trabalho de Conclusão de Curso em Direito Empresarial.

    Citações em Workshop, Seminário, Congresso

    Tipo de publicação, número e nome do evento; data de realização (dia mês ano); Cidade e país de realização do evento. Cidade da publicação: Editora ou Instituição responsável pela publicação; ano de edição (nem sempre é o mesmo do evento).

    Exemplo: Anais do 6. Congresso Internacional sobre a Educação no Brasil; 17-19 ago 2009; São Paulo (SP): USP Universidade de São Paulo; 2019.

  • Carta Argumentativa: exemplo, como fazer e modelo pronto

    Carta Argumentativa: exemplo, como fazer e modelo pronto

    Uma carta argumentativa é um tipo de discurso que utiliza estruturas fundamentais: a forma argumentativa. A estrutura no formato de carta, também conhecido como epístola, tem como objetivo defender um ou mais pontos de vista expressados pelo autor da carta. Argumentação: veja como fazer, fundamentar, tipos e nossas dicas

    Neste post vamos falar mais sobre o que é uma carta argumentativa e quais suas características. Entenda melhor esse tipo de carta conhecendo sua estrutura e vendo exemplos de como se fazer uma. Veja tudo isso a seguir!

    exemplo carta argumentativa

    Estrutura de uma Carta Argumentativa

    A forma com que uma carta argumentativa é estruturada é comum para qualquer tipo de carta, podendo ser comparada com uma carta aberta, carta ao leitor ou carta pessoal. Mesmo que a estrutura da carta argumentativa possa ser comparada com outros tipos de carta, ainda assim ela segue de uma forma mais rígida quando o assunto é o mundo acadêmico. No vestibular, a estrutura de uma carta argumentativa deve demonstrar os seguintes elementos:

    Data – Geralmente, a data aparece na primeira linha de uma carta argumentativa, com a indicação do local logo em seguida. A data deve ser de quando a carta foi escrita. Esse formato antigo e ainda cobrado em vestibulares é muito importante, pois antes do advento tecnológico de hoje a datação de uma correspondência era a única forma de identificar quando a epístola foi escrita de fato. Sendo assim, o autor da carta tem que indicar a data e o local onde a carta foi escrita.

    Destinatário – Um destinatário de uma carta argumentativa deve aparecer na segunda linha da epístola. O autor deve incluir para quem a carta está sendo enviada com uma referência direta. O pronome de tratamento mais adequado a quem o autor da carta se refere também deve ser utilizado de forma correta. Um exemplo, se a carta é destinada a um reitor de uma universidade, é importante que o pronome de tratamento anteceda o nome do reitor. Neste caso, apareceria antes do nome do reitor o pronome de tratamento “Vossa Magnificência”. Se esta carta estiver endereçada a um juiz, então o pronome utilizado será “Excelentíssimo(a) ou Senhor(a)”.

    Corpo do texto e conclusão – No espaço destinado ao corpo do texto, que pode ser encontrado logo abaixo do nome do destinatário, está contido toda a argumentação que o autor pretende lançar ao destinatário. O corpo do texto começa a ser escrito a partir da terceira linha da epístola. O corpo do texto segue a estrutura argumentativa padrão, que é introdução, desenvolvimento e conclusão. O autor da carta deve deixar bem claro os motivos que o levaram a escrever essa carta. A estrutura argumentativa padrão é a mesma utilizada em redação, pois se trata de um texto dissertativo com o intuito de elucidar o receptor sobre os motivos de tal carta.

    Saudações – Assim que o autor da carta concluiu toda argumentação com uma conclusão clara e objetiva, é necessário se despedir do destinatário com formalidade. Nesta etapa, o autor deve se despedir com uma saudação bem cordial, como, por exemplo, “Atenciosamente” ou “Com toda minha admiração e respeito”, dentre outras formas de saudação.

    Assinatura do remetente – Após concluir a saudação feita ao destinatário, o autor da carta deve assinar a carta com seu nome. Essa assinatura deve acontecer logo após a saudação. O correto é que a assinatura apareça logo após a saudação. Uma importante dica: tomem cuidado, pois em alguns vestibulares é proibido que o candidato assine uma carta argumentativa por razões de segurança. Neste caso, o candidato a vaga pode encerrar a epístola com um fecho.

    *Fonte: Sala do Saber

    Características de uma Carta Argumentativa

    Introdução

    Sabendo que a estrutura de uma carta argumentativa vai além da estrutura comum vista em outras cartas, também é preciso estar atento para as características do tipo de argumentação que será utilizada. Em relação a isso, devemos sempre lembrar que é extremamente necessário utilizar uma introdução logo nos primeiros parágrafos do corpo do texto. Em alguns casos, o tema deverá ser abordado com uma clara e compreensível tese sobre o assunto enfatizado na carta.

    Argumentação ou desenvolvimento

    Já nos parágrafos que vem logo a seguir após a introdução, é importante saber argumentar ao querer defender um ponto de vista pessoal ou de terceiros. Ou seja, é possível argumentar em seu nome ou em nome de outra pessoa desde que a argumentação seja clara neste sentido. Isso só acontece de forma bem clara quando são lançados fatos, análises, dados, referências, informações relevantes, dados estatísticos, tudo que comprove que a argumentação realizada pelo autor da carta é de fato verdadeira.

    Conclusão

    Após o remetente ter realizado sua argumentação com base nas características vistas acima, o último parágrafo deve ser reservado para uma conclusão definitiva sobre o ponto de vista do autor. Neste caso, o autor da carta argumentativa tem todo um aparato de informações empíricas lançadas na argumentação que embasam sua conclusão.

    Exemplo pronto de Carta Argumentativa

    Logo abaixo podemos ver um exemplo fictício de uma carta argumentativa:

    25 de janeiro de 2019

    Sócio (destinatário)

    Mais uma vez, as minhas atitudes ligadas ao interesse de nossa empresa desencadeiam-se sobre mim. Os funcionários da empresa insultam-me com cartazes e palavras negativas constantemente sem o direito de poder me defender. Essas pessoas precisam sufocar minha voz para que eu me cale definitivamente sem que tenha a chance de explicar para onde foi o dinheiro do Fundo de Funcionários.

    Lutei para criar a chance de mais rentabilidade entre os nossos colaboradores potencializando as atividades econômicas da empresa e preservando valores depositados a cada um desse funcionários. Passei a vida lutando para que todos tivessem mais direitos de um modo geral dentro da empresa. Fiz diversas campanhas a favor das pessoas menos favorecidas. Tenho me esforçado todos os meses para que tudo volte a normal.

    Mesmo tendo sido provado pela Justiça que não tive envolvimento algum com o desvio do dinheiro, os funcionários de todos os setores me repudiam e não me respeitam como uma autoridade dentro de nossa empresa. Percebi que minha presença tem sido cada vez mais nociva para as atividades do grupo.

    Portanto, venho através desta carta informar que estou me desfazendo do meu poder como sócio e vou lançar ao mercado todas as minhas ações com o objetivo de me desligar do grupo o quanto antes. Espero que você entenda que minha maior intenção é preservar os interesses da empresa e dos funcionários.                                                                                                                                                                                         

    Com toda minha admiração e respeito, Sócio (remetente).

  • Crônica Argumentativa: exemplos, como fazer, estrutura e dicas

    Crônica Argumentativa: exemplos, como fazer, estrutura e dicas

    A crônica argumentativa é uma das produções textuais mais utilizadas por revistas, jornais e outros meios de comunicação. Tendo como característica o aspecto crítico, a crônica argumentativa proporciona um olhar crítico sobre determinado ponto de vista.

    Quer saber mais detalhes sobre o que é crônica argumentativa e como fazer uma? Então confira neste post todos os detalhes dessa produção textual. A seguir mostraremos exatamente como fazer uma crônica argumentativa e tudo que você precisa saber sobre esse tipo de texto. Confira!

    banner escrito crônica argumentativa com livros

    O que é crônica argumentativa?

    A crônica argumentativa é um texto que tem como principal característica a argumentação sobre algo. Geralmente, essa argumentação tem um aspecto crítico e aparece frequentemente em revistas e jornais. Argumentação: veja como fazer, fundamentar, tipos e nossas dicas

    Embora a crônica argumentativa seja uma crônica, ela é bastante parecida com textos argumentativos como o Artigo de Opinião, com o diferencial que é o aspecto fictício empregado a história.

    O texto pode ter um contexto narrativo, descritivo ou dissertativo, dependendo do tema e da abordagem. No texto, também é empregado o ponto de vista do cronista, que é o autor da crônica. Esse ponto de vista é empregado de forma crítica, utilizando diversos elementos para criar um texto criativo e único.

    Exemplos de crônica argumentativa

    Características da crônica argumentativa

    Como mencionado, a crônica argumentativa possui como objetivo fazer uma crítica sobre determinado tema dando ênfase para o ponto de vista do cronista de forma criativa. Toda essa criatividade empregada a elaboração da crônica argumentativa é explorada com o auxílio das seguintes características da produção textual:

    • Linguagem coloquial, direta e simples;
    • Argumentação e persuasão sobre o tema;
    • Texto relativamente curto e objetivo;
    • Temas polêmicos ou cotidianos;
    • Induz o leitor a reflexão;
    • Crítica, ironia e humor;
    • Mistura do estilo jornalístico e literário;
    • Criatividade e subjetividade para a elaboração;
    • Tempo e espaço limitado;
    • Pouco ou nenhum personagem;
    • Caráter contemporâneo.
    *Fonte: Brasil Escola

    Como fazer uma crônica argumentativa?

    Para fazer um bom texto, é fundamental ter uma estrutura bem definida antes de começar. A crônica argumentativa é estruturada da seguinte forma: introdução rápida, descrição dos eventos, como se fosse uma partida de futebol e por fim a grande sacada. A estrutura também pode ser descrita da seguinte forma:

    • Apresentação;
    • Desenvolvimento;
    • Conclusão.

    Na crônica argumentativa é fundamental que o autor destaque a discussão na apresentação, aponte as interpretações no desenvolvimento do texto e faça a conclusão com sua própria opinião sobre o assunto.

    Não tem segredo, a crônica argumentativa é um texto simples que pode ser criado por qualquer pessoa. Mas para que fique ainda mais fácil de entender, criamos um passo a passo:

    1. Escolha o tema

    É possível que você já tenha um tema em mente, mas caso ainda não tenha decidido sobre o que falar em sua crônica, o primeiro passo é escolher um tema.

    O tema ideal para uma crônica deve apresentar informações simples que fazem parte do cotidiano das pessoas. Quanto mais próximo do leitor a crônica for redigida, melhor será a produção textual.

    Você pode falar sobre o que quiser em uma crônica, desde que o assunto dê para desenrolar em poucos parágrafos. Lembre-se que a crônica é um texto curto, então o tema deve apresentar um contexto rápido. Veja alguns exemplos sobre o que falar na crônica argumentativa:

    Alimentação

    • Alimentação saudável;
    • O mundo fitness;
    • Maus hábitos alimentares;
    • Indústria alimentar;
    • Fast food e seus males.

    Esportes

    • Partidas de futebol;
    • Olimpíadas;
    • Copa do Mundo;
    • Participação feminina nos esportes;
    • Medalhas de ouro do Brasil.

    Política

    • Corrupção;
    • Guerra entre partidos políticos;
    • Comunismo, socialismo e capitalismo;
    • Líderes políticos e suas polêmicas;
    • Direito ao voto no Brasil.

    Saúde

    • Doenças modernas;
    • Avanços na área da saúde;
    • Tecnologia e suas doenças;
    • Saúde mental mundial;
    • Prevenção de suicídio.

    Educação

    • Escolas modernas;
    • Ensino de línguas no Brasil;
    • Libras nas escolas;
    • Principais dificuldades da educação;
    • Professores e sua missão de lecionar.

    2. Anote suas ideias

    Antes de começar a desenvolver o texto, você deve anotar todas as suas ideias sobre o tema. Nessa etapa é importante que você defina sua posição em relação ao tema: Qual é seu ponto de vista? O que você deseja que o leitor conheça? Qual é a reflexão sobre o tema?

    Por exemplo, o tema “Libra nas escolas” pode ter como reflexão “o porquê de não ter sido implementado ainda em todas as escolas, diante da grande necessidade de inclusão na sociedade”.

    3. Siga a estrutura de uma crônica

    Com tudo organizado, é hora de começar a escrever sua crônica argumentativa. Lembra da estrutura da crônica? Apresentação, desenvolvimento e conclusão! É essa estrutura que você deverá seguir para elaborar sua crônica argumentativa. Veja a seguir como fazer cada etapa.

    Apresentação

    A crônica argumentativa é um texto curto, então, a apresentação deve ser bastante objetiva e breve. Como toda apresentação, essa etapa deve introduzir o tema central do seu texto, já apontando seu ponto de vista e suas ideias sobre o assunto.

    É interessante que você deixe bem claro essas informações logo no início, assim o leitor já tem uma ideia do que esperar da sua crônica. A apresentação deve ser composta por um pequeno parágrafo que apenas apresente a ideia, sem dar detalhes do desenvolvimento ou da conclusão.

    Desenvolvimento

    É nesse momento que você deverá introduzir todas as suas ideias sobre o assunto, mostrar seu senso crítico de forma criativa, com humor e porque não, ironia! Essas são as principais características de uma crônica, se você souber utilizá-las em seu texto você terá uma grande produção textual em mãos.

    O desenvolvimento também deve ser objetivo, porém mais explicativo que a apresentação. Você deve apresentar uma linguagem bastante criativa, se não o seu texto irá apenas parecer um texto informativo, em vez de uma crônica argumentativa.

    Conclusão

    Por fim, seu texto precisa de uma conclusão. Nesse momento você deverá expressar totalmente seu ponto de vista sobre o assunto, sempre apelando para o senso crítico. Mais importante que convencer o leitor é que sua posição fique bem definida e livre de argumentos contrários.

    Use bons argumentos para embasar a crônica argumentativa, principalmente na conclusão. Sua ideia deve ser quase que irrefutável. Assim como nas demais etapas do texto, a criatividade é o principal elemento de uma boa escrita!

  • Texto Injuntivo: o que é, quando usar, exemplo e nossas dicas

    Texto Injuntivo: o que é, quando usar, exemplo e nossas dicas

    Um texto injuntivo, também conhecido como texto instrucional, é muito utilizado para explicar algo ou mostrar como uma determinada coisa pode ser feita. Esse tipo de texto consegue mostrar para o leitor como é realizado algo, do que é constituído algo e instruções relevantes sobre alguma coisa. Um exemplo da utilização de um texto injuntivo é a receita de bolo com ingredientes e preparo. Também podemos ver esse tipo de texto em bulas de medicamentos, em propagandas, manual de instrução, dentre outros.

    Neste post vamos falar mais sobre o que é um texto injuntivo mostrando exemplos mais detalhados deste tipo de texto. Veja detalhes de um texto injuntivo e suas principais características nos exemplos a seguir!

    banner texto injuntivo

    Diferença entre texto prescritivo e texto injuntivo

    Existem pessoas que enxergam uma relação entre um texto prescritivo e um texto injuntivo como sinônimos e parte de uma mesma categoria. Entretanto, os especialistas em língua portuguesa preferem fazer a divisão em tipos diferentes de texto, sendo que o texto injuntivo não demonstra uma atitude coercitiva, elemento presente em um texto prescritivo.

    Para esses especialistas no assunto, um texto injuntivo pode ser uma receita de bolo, um manual de instrução, sendo que um texto prescritivo expressa atitude coercitiva, como um edital de concurso público, um contrato, um aviso importante, dentre outros.

    Os recursos linguísticos e a forma de linguagem em um texto injuntivo deve ser objetiva e simples em todos os casos. Esse é um importante recurso linguístico recorrente na utilização de textos imperativos que apontam ordem. Veja alguns exemplos de texto injuntivo logo a seguir:

    • Quando terminar de colocar os ingredientes, “misture todos até que tudo fique homogêneo”;
    • Está escrito na bula: “tome um comprimido a cada 24 horas”.
    • Se você observar bem o manual de instruções, pode ver a seguinte recomendação: “aperte bem os parafusos da estrutura”.
    *Fonte: Professor Adriano Alves

    Exemplos de textos injuntivos

    Receita de Panqueca

    Ingredientes:

    1 xícara de farinha de trigo

    1 xícara de sal

    1 xícara de leite

    1 colher de sopa de óleo

    1 pitada de sal

    1 ovo

    Modo de Preparo:

    Coloque todos os ingredientes em um liquidificador e bata-os até a mistura ficar homogênea. Em seguida, leve uma frigideira untada com um pouco de óleo ao fogo baixo.

    Coloque aos poucos a massa na frigideira untada e aquecida mantendo uma camada fina de massa bem esparramada pela frigideira. Doure os dois lados da panqueca e retire com uma espátula assim que estiver ao seu agrado.

    Coloque a panqueca cuidadosamente em um prato e sirva com um recheio de sua preferência. Recomendamos geleia, carne moída com cebola e pimentão, queijo ou ovos mexidos.

    Manual de Instruções

    Instalação:

    Para a manutenção do produto, acione sempre os serviços da Rede de Assistência Técnica. Deixe que os profissionais treinados façam qualquer reparo em seu equipamento. A instalação pode ser feita pelo proprietário do equipamento seguindo o manual de instruções que vem junto com o equipamento.

    É importante seguir o passo a passo de instalação e em caso de dúvidas, entrar em contato com a assistência técnica por meio do telefone 0800 888-8888. Veja as etapas de instalação do equipamento no passo a passo a seguir:

    1º Passo

    Esteja ciente de que a tomada onde o eletrodoméstico será plugado está dentro das Normas Técnicas do Inmetro. Verifique se o terminal do cabo está lacrado e retire o lacre de segurança para ligar o equipamento na tomada.

    2º Passo

    Verifique se no local da instalação a tensão é equivalente à indicação na etiqueta do aparelho. A tensão elétrica utilizada por esse equipamento é de alta tensão e instalações com dimensionamento inferior podem pôr em risco a segurança dos usuários.

    3º Passo

    Em hipótese alguma faça alguma alteração no cabo de força do aparelho. O cabo padrão do aparelho deve manter-se protegido contra avarias e caso ele esteja danificado, entre em contato como o Serviço de Assistência Técnica para substituí-lo imediatamente.

    4º Passo

    Esteja ciente se as condições da rede elétrica estão adequadas ao consumo de energia do aparelho. Veja o dimensionamento ideal da rede elétrica informada na página 8 do manual de instruções de uso. Neste caso, recomendamos que o consumidor somente faça a instalação do equipamento se as condições necessárias para o correto funcionamento do aparelho e a segurança do local de instalação estejam em conformidade.

    É obrigatório fazer a utilização de um cabo alternativo de energia em caso de encerramento do fornecimento da rede elétrica. O ideal é o aparelho estar conectado a um gerador de energia para que ele seja desligado de forma correta caso a energia não seja normalizada.

    O cabeamento necessário para a rede de energia alternativa deve ser dimensionado da mesma forma que a rede principal de alimentação do aparelho. Se não for possível a utilização de um gerador, o utilizador do equipamento usar um nobreak de alta tensão.

    Modo de usar:

    Após a instalação, o equipamento deve ficar ligado constantemente trabalhando no processamento de mineração de criptomoedas. Seu sistema deve estar conectado com a internet e ser monitorado a cada 10 horas.

    Bula de Remédio

    Apresentação de Norfloxacino

    Produzido pelo laboratório: Medley

    Referência: Floxacin

    Os comprimidos são revestidos e mantêm 400mg cada um. Uma embalagem do produto contém 8 ou 16 comprimidos conforme a necessidade em cada caso.

    USO ADULTO – USO ORAL

    Composição:

    Cada um dos comprimidos revestidos é constituído de:

    Norfloxacino…………………………………………………………400 mg

    excipientes q.s.p…………………………………………………1 comprimido

    (croscarmelose sódica, dióxido de silício, celulose microcristalina, lactose monoidratada, estearil fumarato de sódio, álcool polivinílico, laurilsulfato de sódio, dióxido de titânio, corante laca amarelo, macrogol).

    Indicação:

    O Norfloxacino deve ser utilizado nos seguintes tratamentos de infecções:

    Inflamação do estômago, infecção do trato urinário, inflamação do intestino causada por bactérias, febre tifóide e gonorreia.

    O Norfloxacino é recomendado também nos seguintes casos:

    Quando existe a exposição de alto risco em locais sujeitos a bactérias causadoras de inflamação estomacal e intestinal.

    Contra-indicações:

    O Norfloxacino não deve ser utilizado em caso de hipersensibilidade a qualquer um dos componentes indicados na bula. É contra-indicado se o paciente for alérgico a qualquer tipo de antibiótico quinolônico.