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  • Metodologia Científica: guia para elaboração da sua pesquisa

    Metodologia Científica: guia para elaboração da sua pesquisa

    Saiba como deve ser a elaboração de uma metodologia para um trabalho científico.

    Durante o desenvolvimento de monografias, artigos científicos e TCC é comum que surjam algumas dúvidas na cabeça dos universitários, afinal são vários novos termos para assimilar como: epígrafe, citação indireta e tantos outros como por exemplo, um dos mais temidos a ABNT.

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas, ou como é mais conhecida, a ABNT é um órgão responsável por ditar as regras e normas que determinam como um trabalho acadêmico deve ser escrito, com a finalidade de padronização.

    A escrita e padronização de uma monografia é uma preocupação que só quem é estudante universitário entende e sabe o quão complicado é o processo de produção do mesmo.

    Uma das partes essenciais desse trabalho científico que todo universitário deve produzir para que conclua a faculdade com sucesso, é a sua metodologia, pois é por meio dela que o autor do projeto desenvolverá meios de alcançar o seu objeto de pesquisa.

    Assim como todo o restante do projeto, a seção da metodologia científica deve ser devidamente formatada como determinam as normas. Método Científico: etapas, exemplos e nossas sugestões

    Uma dica é que você pode deixar essa formatação ou parte dela automática no processador de texto da Microsoft, o Word.

    imagem de uma lupa com alguns livros ao fundo

    O que é a metodologia de um TCC?

    A metodologia científica de um TCC é a definição de como será a coleta de dados da pesquisa escolhida, bem como a análise desses dados como forma de solucionar a problemática proposta no tema.

    São as técnicas utilizadas que farão com que o autor alcance seus objetivos quanto a proposta do tema, e quanto mais específica e bem elaborada ela for, mais garantia de sucesso no fim do projeto o estudante terá.

    De forma mais clara, ela é responsável pelo direcionamento da sua pesquisa, e a partir da escolha dos métodos que serão utilizados, esses deverão ser mantidos até o fim do projeto acadêmico.

    Para expressar a ideia ao leitor de qual é a metodologia do seu TCC, e redigi-la corretamente, você precisa saber:

    • Qual será o tipo de pesquisa utilizado para produção do projeto;
    • Quais serão as fontes utilizadas (é importante que você tenha uma ideia de onde e como irá buscar as informações e referenciais de seu trabalho);
    • Como os resultados serão apresentados (de forma quantitativa ou qualitativa).
    Fonte: Revista Científica Núcleo do Conhecimento

    Exemplos de metodologia científica

    Primeiramente existem 3 tipos principais de metodologias de pesquisa:

    Método de pesquisa exploratória

    Esse tipo permite uma maior interação entre o autor e o tema de seu trabalho, pois você fará uma exploração de todos os fatos que envolvem o tema.

    Por exemplo, uma pesquisa sobre o aumento do valor de um determinado produto: Para entender o motivo disso, você deverá se aprofundar em tudo que está por trás daquele fenômeno, nas hipóteses do porquê acontece aquilo para só assim chegar no motivo específico.

    Nesse caso, a metodologia a ser utilizada para descobrir o que acontece para causar a alta no valor desse produto poderia ser um estudo de caso por exemplo.

    Método de pesquisa explicativa

    Nesse tipo de metodologia de pesquisa, é explicado o porquê dos fenômenos, ou seja, qual é a razão para eles acontecerem. Usando o mesmo exemplo da alta no preço de um produto, essa pesquisa estaria com um enfoque maior na razão e não especificamente em hipóteses.

    Nesse caso, a pesquisa não é tão aprofundada quanto o método exploratório.

    Método de pesquisa descritiva

    O objetivo desse tipo de metodologia de pesquisa é descrever um determinado fenômeno, população, entre outros.

    Nesse caso, a temática apresentada já é conhecida por todos, porém o seu papel é proporcionar uma nova visão para o objeto de pesquisa.

    Já quando falamos de resultados da metodologia de pesquisa, temos dois tipos de abordagem metodológica, a quantitativa e a qualitativa.

    Pesquisa e resultados na sua metodologia

    Resultados quantitativos

    Essa abordagem metodológica possui a finalidade de transmitir através de números o resultado de uma pesquisa, como por exemplo de um determinado fenômeno ou comportamento frequente. Pesquisa Quantitativa

    A fim de demonstrar ao leitor esses resultados, você deve aplicar ferramentas voltadas para a estatística, como, por exemplo, gráficos, tabelas, entre outros, de maneira que passe credibilidade dos dados colhidos.

    Resultados qualitativos

    Já nesse tipo de abordagem metodológica, seu objetivo não é obter números assim como a quantitativa, mas entender qual o caminho a ser percorrido para a tomada de decisão referente a problemática do tema. Pesquisa Qualitativa

    Busca por meio de entrevistas por exemplo, a compreensão e interpretação de determinados comportamentos, fenômenos, sentimentos, entre outros fatores imateriais.

    Você pode optar por utilizar os dois tipos de abordagem em seu trabalho científico, se assim achar necessário.

    Essa seção pode tanto ser inserida na introdução do trabalho acadêmico, como também possuir um capítulo específico intitulado de metodologia científica, se assim você graduando achar necessário.

    Para que serve a metodologia de um TCC?

    Ela serve para indicar todo o procedimento para a coleta de dados, os “bastidores” por trás daquela pesquisa e quais foram as técnicas utilizadas para obtê-la. Esse procedimento vai depender muito de qual será o tipo de pesquisa que o graduando escolherá.

    No caso de pesquisa descritiva por exemplo, como já citado no tópico acima, os métodos e procedimentos utilizados podem ser um questionário ou uma entrevista.

    Para entender e escolher da melhor maneira como deve redigi-la, pense bastante em seu tema e quais são as necessidades dele.

    No tópico acima é possível ver as explicações dos respectivos tipos de método de pesquisa, para que você analise qual mais se encaixa ao seu trabalho e escolha o melhor caminho a se seguir.

    Separamos 10 dicas para você elaborar uma metodologia científica de maneira organizada

    1. Defina claramente o objetivo da pesquisa: Estabeleça o propósito da sua pesquisa e o que você deseja alcançar.
    2. Faça uma revisão bibliográfica: Pesquise e familiarize-se com os estudos e pesquisas anteriores relacionados ao seu tema.
    3. Escolha a abordagem de pesquisa: Determine se sua pesquisa será qualitativa, quantitativa ou uma combinação de ambas, com base nos seus objetivos e nas informações que deseja coletar.
    4. Determine a amostra e os critérios de seleção: Defina quem serão os participantes ou quais serão os elementos da sua pesquisa e estabeleça os critérios de seleção.
    5. Defina as variáveis e os instrumentos de coleta de dados: Identifique as variáveis ​​relevantes para sua pesquisa e escolha os instrumentos adequados para coletar os dados necessários.
    6. Planeje o procedimento de coleta de dados: Descreva detalhadamente como você irá coletar os dados, incluindo os métodos, o local e o cronograma.
    7. Analise os dados: Determine como você irá analisar os dados coletados e quais técnicas ou métodos estatísticos serão utilizados, se aplicável.
    8. Considere a ética e a segurança: Certifique-se de que sua pesquisa esteja em conformidade com os princípios éticos e considere a segurança dos participantes e dos pesquisadores.
    9. Descreva as limitações da pesquisa: Identifique e discuta quaisquer limitações que possam afetar os resultados da sua pesquisa.
    10. Revise e refine sua metodologia: Após concluir a elaboração da metodologia, revise-a cuidadosamente e faça os ajustes necessários para garantir sua clareza e eficácia.
  • Estrutura de um Texto Científico

    Estrutura de um Texto Científico

    O texto científico é um modelo de escrita técnico que segue padrões bem definidos por normativas, além das premissas de uma fundamentação excepcional. Em um texto científico, é comum vermos termos e palavras ligadas ao ramo científico, com linguagem formal e respeito às regras da língua em que ele está sendo escrito. Todo texto científico segue uma estrutura básica, e é sobre isso que iremos falar neste post.

    Estrutura de um texto científico

    Um texto científico é dividido em 10 partes (seções) que formam sua estrutura básica. Nesta divisão, os principais componentes são:

    1. Título;
    2. Uma lista com o nome dos autores e suas respectivas afiliações;
    3. Um resumo;
    4. Palavras-chave;
    5. Introdução do trabalho;
    6. Descrição dos materiais e a metodologia utilizada no processo de pesquisa;
    7. Resultados obtidos e a discussão destes resultados;
    8. Conclusões tiradas da pesquisa;
    9. Uma lista de referências bibliográficas;
    10. Agradecimentos aos que apoiaram o artigo, podendo ser pessoas ou instituições.

    Esses componentes estão dispostos em forma de seções, organizados na sequência que mostramos logo acima. Essa é a estrutura básica de um texto científico, e tem o principal objetivo de conduzir e convencer os leitores deste material a um ou mais pontos abordados no texto. Por isso, como já dissemos no início, a argumentação com fundamentação sólida, comprovada, apresentada de forma científica, é uma das maiores importâncias de tipo de material. Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?

    Devido a esse objetivo, são utilizados em um texto científico expressões que devem chamar a atenção do interlocutor para o texto. São utilizados pontos de interesse em sua pesquisa, e nesses pontos o autor do texto científico deve enfatizar diretrizes e instruções que conduziram o leitor a percorrer o texto conforme o autor estruturou.

    Uma outra estratégia neste sentido é, o direcionamento explícito do discurso feito ao leitor. Isso demonstra de forma bem objetiva, direta, que a construção do texto é focada em demonstrar para o leitor algo científico, podendo ser uma descoberta importante, uma nova cura, um novo método, ou reforçar outras descobertas e fatos já existentes.

    *Vídeo publicado por Prof. Dr. Ivan Guedes

    Título de texto científico

    O título de um texto em geral é o primeiro contato que um interlocutor terá com o corpo do texto. Tudo que vem logo a seguir depois do título deve contextualizar com o título do texto. Essa é uma regra básica que se aplica a todos os tipos de textos, independente de tal formalidade. Ao se tratar de um texto científico, o título deve seguir contextualizado com o que será dito no texto.

    O título de um texto científico deve ser bem elaborado como o de qualquer outro tipo de texto, pois, o objetivo é cativar o público leitor e chamar a atenção para o trabalho realizado. Neste caso, são utilizadas palavras estratégicas que irão ajudar muito nesta missão. As palavras utilizadas em um título devem ser ajustadas para o momento histórico sobre o estudo ou pesquisa apresentados no texto científico.

    Um breve resumo

    Após um título bem atraente sobre o assunto, mas com termos científicos, respeitando a formalidade deste tipo de material, agora vamos para uma breve chamada sobre o conteúdo do texto. O resumo é uma breve chamada feita de forma bem cuidadosa para redobrar a atenção do leitor ao decorrer do corpo do texto. Esse minitexto será o primeiro contato que o leitor terá com o texto científico, podendo ser este interlocutor, um examinador ou assessor do periódico.

    O resumo é basicamente estruturado da seguinte forma:

    • O que será abordado no texto, mostrando os objetivos da pesquisa;
    • Os métodos que foram utilizados para a elaboração deste conteúdo; e
    • Os principais resultados obtidos neste estudo. Uma prévia da conclusão.

    Introdução

    A introdução vem logo após um breve resumo sobre o artigo, e nela são incluídos os aspectos da linguagem e das funções informativas, além de retóricas. Essa é a seção do texto científico onde frequentemente são apresentados, além da descrição do assunto, as justificativas da elaboração de tal estudo. É nesta parte do texto científico que o referencial teórico sobre o assunto será enfatizado, mostrando o ponto de partida para a criação do trabalho.

    Métodos

    De forma mais simples, essa é a descrição dos métodos empregados em uma pesquisa que demonstrará a lógica para tais resultados observados. Se você segue os mesmos protocolos experimentais utilizados por outro pesquisador, deverá fazer a citação deste mesmo autor. Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    Em casos de estudos bastante avançados, além da citação bibliográfica dos métodos que foram utilizados em seu texto científico, você deverá abordar outras preocupações que os autores tiveram, como por exemplo:

    • A descrição de todas as amostras, incluindo os reagentes e os equipamentos que foram utilizados no desenvolvimento do trabalho, além da indicação das marcas, lotes e modelos utilizados;
    • A explicação em detalhes sobre os procedimentos que foram empregados nesta pesquisa, mostrando para o interlocutor todo o traçado lógico para tais conclusões; e
    • A demonstração de todos os métodos estatísticos que foram utilizados.

    Quando estamos falando de ciências humanas, existe a descrição das etapas que foram utilizadas, servindo como referência para o método aplicado e apontando os objetivos de tal pesquisa. Não importa a área em que o estudo foi realizado, é sempre importante proporcionar ao interlocutor a capacidade de julgar e compreender o que foi realizado para chegar aos resultados apontados.

    Conclusão

    Todas as conclusões em um trabalho científico são para resumir e finalizar os argumentos que foram apresentados ao longo do texto. Tudo que já foi mencionado em outras seções do texto científico terá um desfecho conclusivo nesta etapa final do texto. É possível também mencionar que serão realizadas outras pesquisas sobre o assunto em datas futuras. A conclusão tem que seguir de forma precisa, resultante e informativa. Como já dissemos, é possível apontar os resultados no resumo inicial antes da introdução, uma breve chamada.

    Já na conclusão, os detalhes intrínsecos do porquê dos métodos, deverão seguir um desfecho direto, objetivo, sem deixar os detalhes de tais resultados omissos. O que vale em uma conclusão de um texto científico é a forma como será canalizada toda a explicação que veio sendo objeto de estudo. O formato de conclusão em um artigo científico deve ser rico em dados e mostrar de uma forma bem clara como essa conclusão se relaciona com a argumentação.

  • Como saber o QUALIS de uma revista

    Como saber o QUALIS de uma revista

    Se você nunca passou pela experiência de consultar um Qualis não sabe o quanto pode ser complicado identificar boas fontes de informações. O Qualis, exigido muitas vezes pelos orientadores e pelas instituições de ensino, quando o assunto é trabalho acadêmico, é a classificação dada aos diversos periódicos publicados. Essa classificação especifica quais conteúdos possuem maior credibilidade e quais não são confiáveis.

    Neste post, explicaremos todos os detalhes do que é Qualis da Capes, para que serve essa classificação, como saber o Qualis de uma revista e muito mais. Confira todas as dicas a seguir!

    plataforma qualis sucupira

    O que é Qualis e para que ele serve?

    Se você não faz ideia do que seja Qualis, fique tranquilo que nós explicaremos em detalhes o que é isso e para que serve. Como já mencionamos, o Qualis é uma classificação dada a periódicos considerando sua credibilidade sobre o conteúdo informado na publicação. O Qualis serve especificamente para fazer essa classificação, tornando o acesso a conteúdos de qualidade muito mais fácil. 10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS

    Embora consultar o Qualis não seja algo tão simples, a ideia é fazer com que os periódicos publicados com grande relevância de qualificações sejam encontrados mais facilmente. No Qualis da Capes, as classificações são dadas em estratos que variam entre as opções: A1, A2, A3, B2, B3, B4, B5 e C. De uma forma bem simples, A1 seria uma nota 10 e C seria uma nota 0 em relação as qualificações dos periódicos pesquisados.

    Anteriormente, o Qualis era hospedado em um site pouco intuitivo e muito mais complicado. Porém, o Governo Federal passou a hospedar o Qualis em outra plataforma, que agora se chama Sucupira. Na plataforma Sucupira, qualquer pessoa pode consultar o Qualis das revistas periódicas e identificar a credibilidade de cada uma delas.

    Como saber o Qualis de uma revista?

    Saber o Qualis de uma revista exige que você procure essa informação através da plataforma Sucupira. Não tem como saber essa informação sem consultar o Qualis. Sendo assim, se seu orientador exigiu pesquisas em revistas qualificadas, é fundamental que você aprenda a consultar o Qualis na plataforma Sucupira. https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf

    Felizmente a plataforma Sucupira foi criada para facilitar esse tipo de pesquisa. Mas para te ajudar a identificar o Qualis de forma ainda mais fácil, criamos um passo a passo completo. Confira a seguir como fazer a consulta do Qualis na plataforma Sucupira:

    *Vídeo publicado por Biblioteca do CT

    1. Pesquisa por ISSN do periódico

    O código de oito dígitos chamado de ISSN, que quer dizer “Internacional Standart Serial Number“, é a identificação individual que cada título relativo a uma publicação recebe em um âmbito internacional. Isso significa que o periódico pode ser encontrado no mundo todo, caso seja pesquisado pelo ISSN. Se você tiver o ISSN do periódico que deseja consultar em mãos, você só precisará inserir o código na plataforma Sucupira para realizar a busca.

    Nesse caso, você deverá preencher as informações que aparecem na página da plataforma Sucupira e clicar em “Consultar”. Para fazer essa pesquisa, não é necessário inserir título, classificação ou área de avaliação. Você deverá informar apenas o evento de classificação e o ISSN.

    2. Pesquisa por título do periódico

    Se você não tiver o ISSN, é possível consultar o Qualis da Capes através do título do periódico. Essa pesquisa também é simples e fácil de fazer, basta que você tenha o nome da pesquisa que deseja consultar. Se tiver apenas uma parte do nome, também é possível fazer a pesquisa.

    Nesta modalidade de pesquisa, você informará o evento de classificação e depois incluirá o título no campo específico da plataforma Sucupira. Feito isso basta clicar em “Consultar” para saber o Qualis da revista.

    3. Pesquisa por área de avaliação/classificação

    Por fim, se você não tem o ISSN e nem mesmo sabe o nome da pesquisa, mas quer saber o Qualis de uma revista, você terá que partir para o terceiro método de pesquisa, que utiliza a área de avaliação e a classificação como parâmetro.

    Neste método de pesquisa, a resposta é um pouco mais eficiente, pois você pode analisar periódicos entre diversas áreas com o estrato que você quiser consultar. Além disso, os títulos são listados em ordem alfabética, o que facilita a pesquisa.

    Com esse método, você seleciona apenas os periódicos com mais qualificações para refinar ainda mais sua pesquisa. Para seguir esse método, acesse a plataforma Sucupira, selecione o evento de classificação, informe a área de avaliação e por fim a classificação que deseja. Clique em “Consultar” e veja os resultados apontados para sua pesquisa.

    Por que consultar o Qualis de uma revista?

    Se você não recebeu essa exigência da instituição de ensino, não é necessário consultar o Qualis da Capes para elaborar o seu trabalho acadêmico. Porém, se você quiser fazer um trabalho com grande credibilidade e informação de qualidade, é fundamental que sua pesquisa tenha como base informações relevantes de periódicos qualificados.

    A credibilidade da informação é muito mais importante do que a própria informação passada. Do que adianta ter boas informações se as fontes não são confiáveis? Se você concorda com isso, é fundamental que você consulte o Qualis da Capes da revista que pretende usar como referência para seu trabalho.

    Pode ter certeza que após consultar o Qualis, seu trabalho terá muito mais credibilidade. Você poderá informar dados, informações, pesquisas e muito mais, com mais confiança. Essa é a forma mais segura e confiável de identificar as revistas mais qualificadas para serem pesquisadas por você. E se você pretende mencionar periódicos ou fazer citações do autor, é fundamental que essa informação seja baseada em uma pesquisa de qualificação como é o Qualis da Capes.

    Por fim, mesmo que a consulta do Qualis não seja obrigatório para sua pesquisa, vale a pena consultar essa informação antes de começar suas pesquisas em torno do tema do seu trabalho acadêmico. Isso irá enriquecer seu trabalho com informações de qualidade, credibilidade e notoriedade no mundo acadêmico. Afinal, quem irá contestar informações coletadas em revistas de grande credibilidade apontadas pelo Qualis da Capes? Sendo assim, aposte neste método para refinar suas pesquisas.

  • Como Fazer um Relatório Técnico Científico: modelo, exemplos e dicas

    Como Fazer um Relatório Técnico Científico: modelo, exemplos e dicas

    O relatório técnico científico é um tipo de projeto acadêmico que pode ser utilizado para diversas finalidades. Por isso, muitas instituições exigem a elaboração deste projeto em áreas que podem explorar livremente o conceito científico. Nesses casos, é preciso entender em detalhes como fazer um relatório técnico científico. ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    Veja neste post tudo que você precisa saber sobre relatório técnico científico. A seguir, ensinaremos como fazer esse tipo de relatório, qual a estrutura ideal para o relatório técnico científico, entre outros detalhes que falaremos neste post. Confira!

    exemplos de relatório técnico científico

    O que é relatório técnico científico?

    O relatório técnico científico é um projeto acadêmico que é detalhado através de um documento. Neste documento, são incluídas informações, registros, experiências, processos, investigações, análises e métodos utilizados ao longo de um projeto científico. Ou seja, o relatório técnico científico tem como objetivo informar em detalhes todos os processos de um projeto científico.

    Como fazer um relatório técnico científico?

    Antes de qualquer coisa, você precisa entender o conceito de relatório para poder elaborar um. De acordo com a UFPR (Universidade Federal do Paraná), o conceito de relatório se aplica a seguinte definição: “É a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou se história a execução de serviços ou de experiências. É geralmente acompanhado de documentos demonstrativos, tais como tabelas, gráficos, estatísticas e outros.

    Sabendo disso, devemos informar que um relatório só é elaborado com base em um ou mais objetivos. Afinal, não há por que elaborar um relatório sem ter uma finalidade (objetivo de estudo). Considerando que um relatório, independente se ele é técnico científico ou não), é o detalhamento de um projeto. Como começar um Relatório: estrutura, palavras e 5 dicas

    No caso do relatório técnico científico, há dois objetivos possíveis para a elaboração deste documento acadêmico:

    1. Divulgar dados técnicos que foram obtidos e analisados por meio do projeto científico;
    2. Registrar esses dados e todo o projeto em caráter permanente.

    Modelos e Exemplos de Relatório Técnico Científico

    Fases da elaboração do relatório técnico científico

    Sabendo que um relatório técnico científico é composto por um documento original onde são descritas todas as informações de um projeto científico, incluindo objetivos, método, análises, resultados, e muito mais, é preciso entender as fases que compõem a elaboração desse documento.

    Um relatório técnico científico é feito através de 3 fases diferentes. Veja cada uma delas a seguir:

    1. Plano inicial: é a fase onde é informado no relatório a origem do estudo, objetivos, o plano de desenvolvimento do projeto acadêmico, entre outros itens de planejamento do estudo.
    1. Coleta de dados e organização: ao longo do projeto é realizada a coleta de dados. Nessa fase, é necessário armazenar corretamente de forma organizada todas as informações coletadas para posteriormente incluí-las no relatório.
    1. Redação: essa é a fase final de um relatório técnico científico. Essa fase é composta pela elaboração do relatório informando todos os itens necessários, respeitando a estrutura deste tipo de documento, formatação, apresentação das informações, entre outros aspectos importantes.

    Estrutura de um relatório técnico científico

    Um relatório técnico científico deverá ser elaborado com base no padrão estrutural aceito pela maioria das instituições de ensino. Claro que é importante consultar sua instituição de ensino em relação às exigências de formatação e estrutura de um relatório deste tipo. Porém, a estrutura mais utilizada é a seguinte:

    1. Capa
    2. Falsa folha de rosto
    3. Verso de falsa folha de rosto
    4. Errata
    5. Folha de rosto
    6. Sumário
    7. Listas
    8. Resumo
    9. Texto (introdução)
    10. Anexo ou Apêndice
    11. Referências bibliográficas
    12. Bibliografia consultada

    Quer saber como elaborar cada um desses elementos no relatório técnico científico? Veja a seguir tudo que você precisa saber sobre esses elementos e como colocá-los em seu relatório:

    1. Capa

    Deve ser o primeiro elemento do relatório técnico científico. Neste elemento, você precisará incluir as seguintes informações:

    • Nome da instituição responsável pelo projeto científico, com a subordinação relativa ao nível da autoria;
    • Título do relatório;
    • Subtítulo, caso exista;
    • Local onde o relatório foi elaborado;
    • Ano de publicação escrito em algarismo arábico.

    2. Falsa folha de rosto

    A falsa folha de rosto deve apresentar apenas o título do relatório.

    3. Verso da falsa folha de rosto

    Neste elemento, deverá ser incluída de forma padronizada a ficha catalográfica (solicite ajuda a um Bibliotecário para confeccionar a ficha catalográfica corretamente).

    4. Errata

    Deve ser composta por uma lista de erros tipográficos ou de qualquer outra natureza junto As devidas correções e número das páginas ao qual se referem.

    5. Folha de rosto

    Já na folha de rosto verdadeira do relatório técnico científico, devem ser incluídas as seguintes informações:

    • Nome da instituição responsável pelo projeto científico, com a subordinação relativa ao nível da autoria;
    • Título do relatório;
    • Subtítulo, caso exista;
    • Nome do responsável pela redação do relatório (autor);
    • Local onde o relatório foi elaborado;
    • Ano de publicação escrito em algarismo arábico.

    Repare que esse elemento estrutural é muito parecido com a capa, com exceção que ele aparece sequencialmente após a capa.

    6. Sumário

    Este item é composto pela relação de capítulos e seções que são incluídas ao longo da elaboração do texto do relatório. Ou seja, é informado no sumário apenas informações sobre capítulos, seções e números de páginas.

    Tome cuidado para não confundir:

    • Índice = item que detalha assuntos, nomes geográficos, nomes de pessoas, entre outros elementos, em ordem alfabética;
    • Resumo = item que apresenta o texto destacando os aspectos mais interessantes e importantes sobre o relatório;
    • Listas = item composto pela apresentação de dados e informações enumerados na ordem com que aparecem no relatório técnico científico.

    7. Listas

    É o elemento que apresenta a enumeração de tabelas, ilustrações, siglas, símbolos, abreviaturas, entre outros itens deste tipo, de acordo com ordem em que aparecem no texto do relatório.

    8. Resumo

    Deve ser escrito destacando os assuntos mais importantes do relatório, sem detalhar demais as informações que serão evidenciadas ao longo do documento.

    9. Texto (introdução)

    O ideal é iniciar o texto escrevendo uma introdução. Depois desse item, você deverá desenvolver o assunto considerando todos os dados coletados, as análises realizadas, e as demais informações que são importantes para discussão do assunto. Veja a seguir os itens que devem aparecer no seu texto:

    • Introdução;
    • Desenvolvimento;
    • Resultados e conclusões;
    • Recomendações.

    10. Anexo ou apêndice

    Neste elemento, você deverá incluir materiais como leis, estatísticas, questionários, entre outros, que suplementam o conteúdo abordado no relatório.

    11. Referências bibliográficas

    Todas as informações citadas que forem de autoria de outro autor deverão aparecer nas referências bibliográficas com as devidas informações (nome do autor, título da obra e ano de publicação).

    12. Bibliografia consultada

    Deve ser elaborada com base em todas as fontes consultadas para a realização do relatório técnico científico.

  • Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    O método científico é uma das formas mais aconselhadas de investigar fenômenos, estudar e fazer descobertas, já que ele se baseia em diversas etapas que conferem lógica e organização para o estudo. Caso você esteja elaborando seu primeiro método científico, saiba que é fundamental entender todas as etapas de um método científico. Metodologia Científica: tipos e exemplo para seu trabalho científico

    Neste post, você aprenderá todas as etapas do método científico, o que significa cada uma delas e como elaborar um projeto seguindo o método científico. Veja também várias dicas e informações importantes para a elaboração do seu projeto.

    Definição de método científico

    O método científico é a sequência lógica e organizada das etapas ou passos que o cientista utilizará para estudar determinado fenômeno. Ou seja, é por meio deste método que toda a pesquisa será baseada. Sendo assim, podemos concluir que o método científico é um dos elementos mais importantes em um projeto científico, já que é ele que determinará a dinâmica de todo o projeto.

    etapas do método científico

    Etapas do método científico

    O conjunto de etapas que compõe o método científico tem como elementos o seguinte passo a passo:

    • Observação;
    • Hipótese;
    • Experiências;
    • Lei;
    • Teoria;
    • Teste de hipótese;
    • Conclusão.

    Observe que uma etapa dá sequência a outra, pois, no método científico as informações devem ser obtidas através de um estudo lógico e organizado. É importante que você saiba que a credibilidade de um estudo se deve fortemente a competência do método científico. Se não há método científico, o projeto perde credibilidade. Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    Para que você entenda a fundo todas as etapas do método científico, veja a seguir o resumo que preparamos para você:

    Fonte: Biologia Total com Prof. Jubilut

    1. Observação

    Esta é a primeira etapa do método científico, pois, consiste nas primeiras anotações que são as observáveis. Nesta etapa, o cientista apenas observa a situação, sistema ou fenômeno que pretende investigar utilizando sua curiosidade e necessidade de entender o porquê de tal coisa.

    É através dessa observação, que pode ser feita a olho nu ou com instrumentos de observação como telescópio ou microscópio, o cientista faz suas primeiras impressões sobre o evento, assim como questionamentos e hipóteses.

    Exemplo: considerando que o céu é azul, é possível levantar a seguinte questão: “Por que o céu é azul?”

    2. Hipótese

    Todo estudo preciso de uma ou mais hipóteses. Na tentativa de responder as razões pela qual um determinado fenômeno ocorre, o cientista deve formular suas primeiras hipóteses para chegar a essa explicação. As hipóteses de um projeto científico nem sempre precisam ser confirmadas no final do projeto ou provadas.

    Na maioria das vezes ela não tem grande importância, porém, ela tem como principal finalidade dar o direcionamento inicial para que o cientista possa investigar o evento. Sendo assim, é fundamental basear um estudo científico em uma hipótese, mesmo que ela não seja o real motivo pela qual ocorre determinado fenômeno.

    Exemplo: se o céu é azul na maior parte do dia, o cientista poderá supor: “Há uma ligação com os raios solares para que o céu se torne azul na maior parte do dia”.

    3. Experiência

    Após destacar uma ou mais hipóteses relacionadas ao evento observado, o cientista precisa ter a experiência de provar ou anular suas hipóteses. Nesta etapa do método científico é preciso realizar experimentos de vários tipos, todos baseados em métodos científicos para a obtenção de dados reais.

    Todas as experiências nesse contexto devem ser anotadas de forma cuidadosa e organizada. Afinal, todos esses dados serão úteis para outras etapas do estudo científico. Em alguns casos, a experiência poderá provar que a hipótese era verdade ou ainda que a hipótese não pode ser sustentada com fatos científicos. Além disso, há também a possibilidade de a hipótese não ser confirmada, pois, alguns estudos nem sempre resultam em descobertas.

    O ideal é que ao perceber um obstáculo em relação a veracidade de uma hipótese, é preciso formular novas impressões sobre o evento. Assim, novas experiências devem ser feitas até chegar a dados ou informações interessantes sobre o evento estudado.

    Exemplo: para comprovar que o Sol possui relação com a cor do céu, o cientista poderia estudar as moléculas presentes na atmosfera para entender se são os raios solares que provocam a cor que observamos ou se são as diferentes moléculas da atmosfera que geram esse efeito de forma isolada.

    4. Lei

    Após realizar diversos experimentos, anotar dados e questionar hipóteses, o cientista precisa fazer conclusões sobre o que foi estudado. Nesta etapa do método científico, é preciso comprovar se algumas das hipóteses foram confirmadas, se há conclusão sobre o estudo e se os dados obtidos podem ser transformados em lei.

    A lei não explica necessariamente por que tal evento ocorre, porém, ela estabelece de forma descritiva aspectos uniformes e invariáveis observados ao longo das etapas do método científico.

    Exemplo: “A luz possibilita ver o céu azul durante o dia”.

    5. Teoria

    Esse é o momento que todos os dados, observações e experiências servirão para elaborar uma teoria sobre a lei apresentada na etapa anterior. Nessa etapa, o cientista precisa elaborar sua própria teoria sobre o assunto, considerando a questão inicial e todas as demais questões apontadas ao longo da experiência do estudo.

    Exemplo: “O céu é azul durante o dia, pois, os raios solares oferecem o espectro de sete cores monocromáticas que passam através de um prisma. Por sua vez, a atmosfera junto a todos os seus elementos proporcionam o papel do prisma, onde apenas a luz azul é observada no comprimento de onda da luz ao longo do dia”.

    Conclusão do estudo científico

    Embora a teoria seja a última etapa do método científico, a conclusão de um estudo científico nem sempre ocorre após chegar na teoria. Isso porque muitas informações ainda podem ser obtidas ao formular uma teoria. Algumas dessas informações precisarão de novos estudos e experiências para obter outros dados.

    Porém, para um estudo científico, a teoria é sempre a etapa que encerra os dados observados ao longo da experiência. Já a conclusão do estudo é feita com uma análise de todas as etapas do método científico, considerando o que foi observado, os dados obtidos, a teoria formulada, as hipóteses provadas ou insustentáveis, entre outras informações. Por fim, é estabelecido se há a necessidade de novos estudos ou se as informações foram conclusivas.

  • Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?

    Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?

    Saber exatamente quantas páginas deverá ter um artigo científico é um tema que geralmente confunde diversas pessoas. O mundo acadêmico é regido por normas e regras que aparentemente parecem ser complicadas, mas quando passamos a conhecê-las tudo fica mais fácil de compreender. Quando o assunto é um artigo científico, as regras aplicadas também podem ser compreendidas. Neste caso, a dúvida é: quantas páginas tem um artigo científico? A resposta correta é: depende de algumas variáveis!

    Neste post vamos falar mais sobre quantas páginas um artigo científico deve possuir e mostrar mais dicas de como fazer este tipo de texto. Veja algumas características de um artigo científico e por onde começar a fazer um. Veja tudo isso a seguir! 10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS

    páginas de um artigo científico

    Quantas páginas um artigo científico deve ter?

    Primeiramente, é importante as pessoas saberem que um artigo científico é um tipo de texto regido por normas e regras específicas. Sem mais delongas, a resposta para a pergunta “quantas páginas um artigo científico deve ter?” é: depende! O número de páginas irá depender da revista onde o artigo está sendo lançado, do edital, da faculdade, do nível de pós-graduação, dentre outros lugares onde um artigo científico possa ser lançado.

    Uma faculdade particular, por exemplo, irá determinar o número de páginas de um artigo científico. Um exemplo, o artigo científico na faculdade “X” deve possuir 10 páginas, enquanto na faculdade “Y” contém 17. Caso seja uma universidade que exija 18 páginas, assim deve ser feito. O número de páginas é relativo as circunstâncias de quem as exige. Cada revista possui seu próprio edital e exige a quantidade de páginas em um artigo científico. Resenha Crítica de Artigo Científico: veja como fazer e a estrutura

    O ideal de acordo com especialistas no assunto, é que um artigo científico possua mais de 10 páginas caso o número de páginas fique em aberto. Geralmente, um artigo científico elaborado na área jurídica possui entre 15 e 20 páginas, mas isso não é uma regra fixa. A maior dica é que você fique atento as regras de numeração de páginas de um artigo científico de uma instituição, revista, jornal, site, entre outros.

    Dica: siga sempre as regras da instituição ou revista em questão, caso não esteja especificado no edital, esteja ciente que um minimo aceitável é de 10 páginas!

    *Fonte: Instituto Horita

    O que é um artigo científico?

    Um artigo científico é todo trabalho acadêmico que traz em sua concepção os resultados de um estudo ou pesquisa elaborados com métodos científicos. Esses métodos são aceitos por outros pesquisadores dentro das regras aplicadas no mundo acadêmico. São regras e normas nacionais e internacionais que dão credibilidade a um artigo científico.

    Sendo assim, são considerados artigos científicos aqueles que por meio de análise do material elaborado, passou pela mão de outros cientistas e profissionais ligados ao assunto. Se for um artigo científico na área jurídica, então profissionais em Direito devem analisar e validar o artigo. De um modo geral, essa é uma produção que dificilmente deve ultrapassar 20 páginas.

    O artigo acadêmico pode ser resultado de sínteses de outros trabalhos maiores e mais complexos. As teses e dissertações contidas em um artigo científico são elaboradas sob a orientação de um orientador acadêmico. Após a elaboração de um artigo científico, o material é submetido ao corpo docente, a um conselho editorial, a um grupo de cientista e outros profissionais que irão avaliar a qualidade e relevância do artigo. Dissertação Argumentativa: estrutura, exemplo e dicas de como fazer

    Dicas para fazer um artigo científico

    1 – Entenda a diferença entre estilos

    De um modo geral, existem 3 estilos de texto: acadêmico, jornalístico e informal. Para saber a diferença entre cada um dos três tipos de texto, é importante que você tenha o hábito de ler constantemente jornais, revistas científicas, textos informais e formais de todas as fontes possíveis. Enquanto você busca conhecer a diferença no estilo de cada um dos textos, observe os padrões entre cada um deles.

    Uma dica importante é ficar atendo a escrita acadêmica, pois ela é impessoal. Já os textos em jornais procuram atrair o leitor e textos informais utilizam linguagem coloquial, abreviações, gírias, dentre outros aspectos mais comuns.

    2 – Faça um artigo objetivo

    Um artigo científico deve ser objetivo e argumentativo, com dados e conceitos muito bem explicados. Reduza o máximo possível de palavras quando revisar o artigo e deixe toda a explicação dada o mais resumida possível sob sua ótica. Fique atento aos padrões e normas da Língua Portuguesa e trabalhe um artigo científico que seja compreensível dentro do número de páginas exigidos pela instituição.

    3 – Esteja atento a diferença de vozes

    Um artigo científico deve ter as vozes passiva e ativa muito bem definidas. Um exemplo disso, a voz passiva deve enfatizar o sujeito e o objeto de uma ação. Já a voz ativa deve ser de um sujeito que pratica a ação sobre um determinado objeto. Fique atento ao uso da voz passiva, pois ela deve ser bastante equilibrada.

    4 – Estude artigos acadêmicos dentro de sua área

    Ler artigos acadêmicos dentro de sua área é sempre muito útil e ajuda o autor com o estilo de escrita, termos e palavras comumente utilizadas. Essa também é uma excelente forma de obter referências bibliográficas e estar a par de estudos que possam dar embasamento ao seu artigo. É interessante ao estudar outros artigos dentro de sua área que você esteja atento ao número de páginas e ao formato da estrutura, pois isso acabará se tornando comum a seus olhos.

    5 – Esteja atento as normas ABNT

    O conjunto de normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também é responsável por normas de elaboração e formatação de um artigo científico. Diversos professores dão mais ênfase a norma do que ao conteúdo do artigo. Caso você pretenda fazer a publicação do seu artigo em uma revista, nunca se esqueça de formatar o artigo dentro das normas técnicas exigidas pela revista. ABNT NBR 6022: norma atualizada, artigos científicos impressos

    6 – Tenha muito cuidado com as citações

    As citações feitas em um artigo científico são extremamente importantes para embasar o argumento do autor do artigo. Algumas pessoas não gostam de fazer citações, mas saiba que as citações são uma excelente ferramenta para ajudar a fundamentar seu artigo.

    7 – Artigo revisado por um especialista no assunto

    Uma das melhores coisas que podem acontecer é você ter a oportunidade de ter o seu artigo científico revisado por um especialista no assunto. Quando você tem essa oportunidade, seu artigo estará sendo visto primeiramente por alguém do mesmo ramo que poderá revisar pontos do conteúdo, da formatação e até da gramática quando necessários.

  • Como Citar IBGE em Trabalho Científico ou TCC: dicas e ABNT

    Como Citar IBGE em Trabalho Científico ou TCC: dicas e ABNT

    A elaboração de um trabalho acadêmico envolve diversos elementos que vão desde a formatação até a pesquisa do conteúdo. Quando o conteúdo exige a utilização de citações, a inclusão delas ocorre por meio de regras e normas, como as que são definidas pela ABNT. Nesse caso, tanto faz quem é o autor do conteúdo citado, o mais importante é que há sempre uma regra para incluir a citação no trabalho acadêmico.

    Se você está nessa situação e não sabe o que fazer, confira esse post até o final para aprender como citar o IBGE e outros órgãos em seu TCC. Veja também algumas dicas que preparamos para você utilizar as formatações da ABNT para citações.

    exemplo de como citar IBGE em trabalhos

    O que são Normas ABNT?

    Esse termo muito popular entre os estudantes universitários é muitas vezes visto como algo difícil e de pouca aplicação prática. No entanto, as Normas ABNT não são nenhum bicho de sete cabeças, elas podem ser utilizadas facilmente se você entender o conceito que elas empregam.

    A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), é o órgão responsável por criar essas normas. Elas estabelecem o padrão de formatação que os trabalhos acadêmicos devem seguir, podendo ser: dissertações, TCC, monografias, teses, projetos, dentre outros tipos de trabalhos. Cada um desses conteúdos acadêmicos deve seguir um padrão instituído pela ABNT para a formatação das informações. É através desse padrão que é possível encontrar facilmente as citações, referências, entre outras particularidades dos trabalhos acadêmicos. ABNT NBR 10520 Atualizada: arquivo em PDF e como usar no TCC

    Por isso, a maioria das universidades do país utilizam as Normas ABNT como referência para que os estudantes façam trabalhos acadêmicos. Nesse caso, se o seu trabalho segue o regime de formatação ABNT saiba que todo o seu conteúdo deverá se adequar a essas normas, incluindo título, subtítulo, introdução, corpo do texto, citações, referências bibliográficas, conclusão, ou seja, o trabalho inteiro.

    O que são citações?

    Uma citação nada mais é do que um trecho retirado de uma obra, pesquisa, estatística, ou qualquer outro conteúdo escrito com a intenção de complementar um argumento ou contextualizar uma ideia. Ao utilizar uma citação, o autor enriquece seu trabalho, pois traz uma opinião de terceiro sobre o que já está sendo discutido em seu conteúdo.

    Sendo assim, é interessante incluir frases, dados e trechos de outras obras para complementar um argumento dentro da discussão do seu trabalho. Mas é importante procurar por citações que tenham relação com o seu conteúdo. Ou seja, nada de incluir dados ou citações que fogem do seu tema. A ideia é complementar um raciocínio, não transformar seu trabalho em um painel com frases filosóficas.

    Como fazer uma citação

    Qualquer citação feita em um trabalho acadêmico deve seguir as regras impostas pelas Normas ABNT. Isso significa que para citar um livro há um padrão de formatação e para citar IBGE, por exemplo, há outro padrão imposto. Sendo assim, é fundamental que você conheça o que está sendo citado no seu trabalho e faça a formatação de acordo com o padrão imposto para cada tipo de citação. Veja como fazer citação de dois autores no seu TCC ou Trabalho acadêmico

    A ABNT considera que toda “menção de uma informação extraída de outra fonte” seja uma citação. Por isso, tome muito cuidado ao citar dados de uma pesquisa sem dar os devidos créditos aos autores, pois isso pode ser considerado plágio, assim como o trecho de uma música, a frase de um livro ou uma fala famosa de uma grande personalidade.

    Já em relação aos tipos de citação, a ABNT determina que há três formas diferentes de mencionar uma obra no trabalho acadêmico, sendo elas: direta, indireta e citação da citação. Dentre cada uma dessas formas de fazer uma citação, há um padrão estabelecido para a formatação e inclusão no corpo do texto do trabalho. Veja a seguir o que significa cada um desses tipos de citação:

    • Indireta a forma indireta de citar alguém no trabalho acadêmico envolve uma reformulação do conteúdo que será mencionado através das palavras do próprio estudante. Ou seja, essa modalidade de citação é o mesmo que interpretar a frase e explicar ao leitor o que ela significa, apenas mencionando o nome do autor como referência para a citação.
    • Citação da citação esse tipo de menção ocorre apenas quando não é possível ter acesso à obra original, nesse caso, o estudante deve utilizar uma citação já feita por outro autor em relação a mesma obra. Por isso, essa modalidade pode variar entre direta ou indireta, desde que tenha a característica de não ter sido retirada da obra original.

    Como citar o IBGE

    Além das características da citação, cada autor, órgão, instituição e obra têm um tipo diferente de formatação para que seja incluído ao longo do conteúdo acadêmico do estudante. No caso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa menção envolve vários aspectos que devem ser levados em consideração. Confira a seguir quais itens devem aparecer nessa citação:

    • Nome do instituto;
    • Nome da pesquisa;
    • Local de publicação dos dados;
    • Ano de publicação;
    • Local onde os dados foram retirados;
    • Volume;
    • Número da página em que foi retirado os dados.

    Sendo assim, temos o seguinte exemplo de como seria uma citação do IBGE no corpo do texto de um trabalho acadêmico:

    IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nome da pesquisa: subtítulo (se houver). Local de publicação. Ano de publicação. (local onde os dados foram retirados, volume, número da página).

    Independente dos dados que serão mencionados em seu trabalho, se eles forem retirados do IBGE a citação deve ser feita como no exemplo que mencionamos. Nesse caso, basta que você substitua as informações que mencionamos pelos dados da pesquisa que você pretende fazer a citação.

    Por fim, não se esqueça de incluir essa citação nas referências bibliográficas, conforme orienta as demais normas da ABNT para a elaboração dessa página do trabalho acadêmico.

    *Fonte Prof. Rodrigo Itaboray
  • 10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS

    10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS

    Quem gosta de fazer pesquisas, precisa de boas revistas para fazer publicações acadêmicas. Se você escreveu um artigo científico e deseja difundir as informações que você encontrou através de uma publicação oficial, é fundamental que você escolha boas revistas científicas. Além disso, o conteúdo que você deseja publicar precisa estar de acordo com as regras solicitadas pela revista. Como Publicar um Artigo Científico

    Pensando em todos esses detalhes, criamos um guia completo com todas as informações que você precisa saber sobre publicações em revistas científicas. Além disso, listaremos ao final deste post 10 revistas científicas para quem deseja publicar um artigo científico oficialmente. Confira tudo isso a seguir. Tipos de Artigos Científicos: suas diferenças, exemplos, ABNT e sugestões

    revistas científicas

    Por que publicar seus artigos científicos?

    Ter pesquisas científicas elaboradas por você e publicadas em revistas importantes, agrega muito valor ao currículo do profissional. Independente da área de atuação ou dos assuntos abordados no artigo científico, ter essas informações publicadas proporciona mais autoridade para seu currículo, o que por sua vez poderá alavancar sua carreira acadêmica.

    Com sua publicação, outros pesquisadores poderão encontrar informações de qualidade, o que poderá ainda resultar em mais desenvolvimento tecnológico e disseminação de informações. Imagine só ser citado por outros pesquisadores sobre os estudos que você desenvolveu?

    Aliás, algumas revistas científicas exigem um número mínimo de citações feitas em seu nome em outros projetos acadêmicos para que seu artigo científico seja aprovado pela revista. Isso faz com que muitos pesquisadores optem por emitir o DOI, que falaremos mais detalhes a seguir. Estrutura de um Artigo: veja nossas dicas e sugestões para montar um artigo perfeito

    Entre os motivos que levam a publicação de um artigo científico, está a oportunidade de mostrar a outros pesquisadores os resultados que você encontrou com sua pesquisa. Afinal, esse é o objetivo de uma pesquisa: coletar dados e informações para solucionar problemas ou gerar melhorias. Se essas informações não são compartilhadas, não faz muito sentido desenvolver uma pesquisa. Como fazer um Relatório Científico: 8 passos, ABNT e modelo de exemplo

    DOI, ID ORCID e citações

    O DOI é a identificação dada a cada um dos artigos científicos publicados. Essa identificação facilita as citações e menções feitas por outros autores em outros projetos acadêmicos, tornando o acesso ao autor do trabalho muito mais fácil. Por outro lado, há o ID ORCID, que é muito parecido com o DOI, mas que possui um pouco mais de ferramentas.

    No modelo de identificação ID ORCID, o nome do pesquisador que é identificado através de um código alfanumérico. Considerando que há diversas pessoas com o mesmo nome no Brasil e no mundo, é fundamental que exista uma identificação para cada um dos pesquisadores.

    Atualmente, essa identificação se tornou obrigatória para publicações feitas na revista Scielo a partir de 2019. Isso significa que quem quiser publicar no periódico Scielo precisa ter o ID ORCID.

    Onde publicar artigos científicos?

    Você já deve ter percebido que há uma infinidade de revistas científicas no Brasil e em todo o mundo. Com tanta variedade, nem sempre é fácil escolher a revista científica certa para suas publicações. O mais importante de tudo é escolher a revista com melhor credibilidade e qualificações para sua publicação. A credibilidade da revista científica é muito importante para a atenção que seu artigo científico receberá. Afinal, ninguém gosta de consultar materiais acadêmicos em revistas com baixa credibilidade.

    Por isso, a escolha da revista ideal deve ser baseada em vários critérios. Teoricamente, qualquer pessoa pode publicar suas pesquisas em lugares como LinkedIn, Blog, e muitas outras plataformas de publicação. Porém, a credibilidade desses locais é bastante baixa, o que torna seu trabalho acadêmico irreconhecível para o meio científico.

    Agora, quando falamos em revistas científicas, anais ou periódicos, estamos falando de uma publicação profissional, onde você terá seu próprio ID ORCID, DOI, ISBN e ISSN. Quer saber onde fazer publicações profissionais aqui no Brasil? Então confira a lista com as 10 revistas científicas brasileiras mais procuradas no país.

    1. Anais da Academia Brasileira de CiênciaQualis A2;
    2. Revista Brasileira de Ciência e SoloQualis B1;
    3. Engenharia Sanitária e AmbientalQualis B2;
    4. Revista Brasileira de Recursos HídricosQualis B2;
    5. ACTA AmazonicaQualis B3;
    6. ACTA Limnologica BrasileiraQualis B3;
    7. Recursos Hídricos – Qualis B3;
    8. Revista de Gestão de Águas da América LatinaQualis B3;
    9. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e AmbientalQualis B3;
    10. Revista Águas SubterrâneasQualis B4.

    Essas são as 10 revistas brasileiras com melhores classificações no Qualis da Capes. Para você ter algumas referências de revistas científicas internacionais, também criamos uma lista com as 10 revistas científicas mais renomadas no exterior. Lembrando que você também pode publicar seus artigos científicos em revistas internacionais. Então confira a seguir quais são elas:

    1. A Cancer Journal for Clinicians;
    2. Genetics and Molecular Research;
    3. Nature Reviews;
    4. Chemical Society Reviews;
    5. Cell;
    6. Scielo;
    7. EBSCOHost;
    8. Science Direct;
    9. PLOS One;
    10. The Lancet.

    Você pode consultar nomes de revistas científicas do Brasil e do mundo através do Wikipedia, onde é possível encontrar revistas por categorias e por ordem alfabética. Outra forma bastante eficiente de pesquisa é através da plataforma Sucupira, onde você especifica a classificação desejada e informa a categoria que pretende consultar. Por fim, a plataforma informa todas as revistas científicas dentre as informações mencionadas.

    *Vídeo publicado por Pós-graduação / Carreira Universitária

    Como escolher uma revista científica para publicação?

    Como já mencionamos, você pode publicar seu artigo científico onde quiser. Porém, a credibilidade desse trabalho acadêmico será afetada caso o local para publicação escolhido não tenha grande credibilidade. Isso também se aplica aos meios formais de publicação para artigos científicos.

    Nesse caso, é importante que você escolha a revista científica com base em uma avaliação. Você quer que seu artigo científico seja reconhecido, acessado e citado por outros profissionais? Então ele deve aparecer em uma revista científica que ofereça toda essa credibilidade.


    Claro que ser aprovado por uma revista científica não é algo assim tão simples. Mas isso não significa que você deve rebaixar sua pesquisa para ser aprovado por revistas de baixa credibilidade com Qualis B5, por exemplo, ou C. Muito pelo contrário, concentre seus esforços para que a qualidade do seu trabalho esteja dentro dos padrões exigidos pelas revistas de maior destaque (Qualis da Capes de A1, A2 e B2).

    Por fim, faça uma seleção dos principais periódicos de acordo com a categoria que você deseja publicar. Lembrando que para publicações em periódicos internacionais é fundamental ter boa escrita na língua estrangeira relacionada ao país da revista científica escolhida. Se você não possui esse domínio, aposte nas opções brasileiras ou então contrate um tradutor para te auxiliar.

  • Como fazer um Relatório Científico: 8 passos, ABNT e modelo de exemplo

    Como fazer um Relatório Científico: 8 passos, ABNT e modelo de exemplo

    Entenda quais são os principais tópicos de um relatório científico e o que é necessário escrever em cada um.

    Se você, estudante universitário, está realizando uma pesquisa científica ou experimento, provavelmente precisará fazer, no final de tudo, um relatório científico sobre o trabalho de pesquisa realizado.

    Até porque, como você registrará todo o processo de experimentação e pesquisa, assim como publicar os dados que você obteve sem fazer um relatório para isso?

    Todo empenho, dedicação e todo conhecimento produzido por você não pode ser mantido em segredo, e sim compartilhado. O poder do conhecimento compartilhado é estudado até mesmo por coachings.

    E o relatório científico tem justamente a finalidade de registrar e divulgar, para a comunidade científica, todos os métodos e métricas utilizados na realização de uma pesquisa ou experimento, assim como apresentação e análise dos resultados.

    Além da disseminação de informações, escrever um relatório também é um ótimo exercício para os alunos, no sentido de treinar a interpretação e exposição de dados. Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    A estrutura de relatório acadêmico é simples, veja a seguir.

    Os tópicos de um relatório científico

    Como toda publicação científica, o relatório acadêmico precisa estar de acordo com as normas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT.

    Apesar de não dispor de uma estrutura engessada, alguns tópicos são fundamentais para que o autor consiga sintetizar o relato de maneira simples, e assim o leitor consiga compreender facilmente.

    Abaixo, aprenda sobre os 8 elementos fundamentais para fazer um relatório científico acadêmico.

    *Vídeo retirado de: Jullian César

    1. O título

    O título de um relatório científico deve ser muito detalhado e sintetizar o conteúdo da pesquisa. Em outras palavras, tem que ser possível na primeira leitura identificar todos os aspectos e até os objetivos da produção científica.

    Por exemplo, uma pesquisa sobre causas e efeitos negativos do uso de cigarros entre jovens não pode ter como título apenas “Estudo sobre o cigarro”, mas uma descrição mais assertiva, que realmente traduza o relatório.

    2. Introdução

    O tópico da introdução deve ser um resumo atraente de como foram dispostos todos os assuntos tratados no relatório científico. O ato de escrever um relatório precisa passar por uma introdução impecável.

    Uma boa introdução deve ser interessante e dar ao leitor os argumentos necessários para continuar lendo o relatório. Mostre, logo no primeiro momento, a razão pela qual o seu trabalho vale a pena ser lido.

    Algumas dicas são:

    • Garantir que o texto esteja realmente bem escrito, revisando várias vezes, se necessário. Lembre-se que a introdução é a porta de entrada para o relatório. Se a fachada está ruim, a credibilidade de todo o conteúdo pode ser comprometida.
    • Citar trabalhos feitos anteriormente e apresentar, pelo menos, mais 3 contribuições que esta nova publicação científica trará em relação às anteriores.
    • Deixe a introdução para ser escrita por último. Mesmo que seja o primeiro item, a introdução deve sintetizar todo o conteúdo do trabalho. Então, é recomendável escrevê-la quando o relatório já estiver completo.

    Não se esqueça: ninguém mais conhece o seu trabalho melhor do que você, então tenha confiança para expor as reais contribuições e todos os motivos relevantes para que o leitor prossiga a leitura.

    3. Objetivos

    A próxima parte da estrutura de relatório científico é composta pelos objetivos, que podem ser gerais ou específicos.

    Este item é muito importante pois, teoricamente, foram os objetivos que guiaram o estudante durante todo o desenvolvimento do experimento ou pesquisa científica.

    Então, ao final da publicação, esses objetivos devem ter sido alcançados.  No momento de começar uma pesquisa e elaborar um relatório científico o estudante deve ter eles bem claros em mente.

    Os objetivos devem ser escritos utilizando verbos específicos, de forma sucinta, para que a finalidade da experiência seja clara para todos que leem.

    4. Materiais e Métodos

    Essa seção do artigo tem uma finalidade muito interessante: permitir que o trabalho de pesquisa e experimentação possa ser refeito por outra pessoa, caso ela quisesse. Tipos de Artigos Científicos

    Este item, quando bem-feito, torna o trabalho verificável e atribui valor científico à obra. Afinal, fazer um relatório científico implica em ser objetivo e permitir validação por outras pessoas.

    Nos materiais e métodos, o autor deve fazer uma descrição detalhada de todos os equipamentos e instrumentos (materiais) que foram necessários para a realização da pesquisa e, em seguida, como foram utilizados pelo estudante (métodos).

    banner método científico

    Imagine que esse setor do relatório científico é como a “receita de bolo” do trabalho. Uma outra pessoa, mesmo que esteja tendo contato com o conteúdo abordado pela primeira vez, deve ser capaz de entender e reproduzir o experimento.

    5. Resultados e Discussões

    Em Resultados e Discussões o autor deve primeiro contar, de maneira direta e objetiva, todos os dados que foram obtidos durante a realização da pesquisa científica. Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Estes dados podem ser expostos através de gráficas e tabelas, quando a pesquisa empírica, e por meio de exposição e contraposição de conceitos criados pelos autores utilizados para a realização da pesquisa, em caso de pesquisa teórica.

    6. Conclusões

    A conclusão precisa ser escrita de forma tão atraente quanto à introdução e deve trazer uma síntese dos resultados, além de mostrar que os objetivos da pesquisa foram alcançados e a problemática do relatório foi respondida.

    É na conclusão em que o universitário amarra todas as descobertas da pesquisa ou experimento científico e expõe, sucintamente, tudo que o aluno aprendeu durante o processo de investigação científica.

    Dentre os tópicos de um relatório científico, a conclusão está entre os mais importantes.

    Esse fechamento deve funcionar como uma recapitulação de todo o relatório científico e trazer, de preferência, novas questões a serem estudadas.

    7. Referências Bibliográficas

    Você chegou até o fim do artigo e agora sabe quase tudo de como fazer um relatório científico, mas, não pode esquecer da cereja do bolo: as referências bibliográficas.

    Em toda produção científica as referências são um item obrigatório. A falta delas pode configurar plágio e assim zerar a nota do estudante.

    Por isso, indique todos os autores, livros e artigos que utilizou na produção do relatório e da própria pesquisa e experimento acadêmico.

    Livros sobre a mesa para referência

    Referenciar autores usados em qualquer produção deve ser algo automático na conduta de todo estudante universitário.

    8. Anexos

    Anexos ou apêndices são a última parte de uma estrutura de relatório e consistem em documentos complementares à argumentação do autor no relatório científico.

    Podem ser mapas, fotos, tabelas, reportagens e quaisquer elementos que sejam imprescindíveis para o entendimento de algum texto dentro da publicação.

    Anexos não são itens obrigatórios e só devem ser usados em situação de real necessidade para completa compreensão do relatório. Essa é parte final de como elaborar um relatório científico.

    Escrever um relatório nem parece mais tão complicado, certo? Mas além dos relatórios, existem vários outros gêneros textuais que circundam a vida universitária. O Projeto Acadêmico reúne todos eles para que você tire de letra os desafios da faculdade!

  • Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    Menor trabalho acadêmico em termos de conteúdo, o artigo científico não significa superficialidade. Pelo contrário, este instrumento deve ter uma objetividade efetiva.

    Saiba que, se o seu TCC — Trabalho de Conclusão de Curso — é escrever e apresentar um artigo científico, sinta-se privilegiado. Pois o artigo científico trata-se do menor trabalho acadêmico no tocante a conteúdo.

    Mas isso não significa que por ter um conteúdo menor, o artigo científico tem menos importância ou terá menos exigência por parte dos examinadores na banca. Pelo contrário, este tipo de trabalho acadêmico é dono de grande credibilidade dentro da comunidade científica.

    O que analisar antes de escrever um artigo científico?

    Antes de colocar “a mão na massa”, ou melhor “os dedos no teclado” para escrever um artigo científico, você deve analisar bem algumas questões:

    O artigo científico detém uma grande credibilidade perante a comunidade acadêmica e ainda mais no Brasil, onde a pesquisa científica é levada muito a sério.

    Para corroborar com essa argumentação dois dados chamam muito a atenção.

    Em um ranking publicado por uma das principais revistas científicas do mundo, a “Nature”, é mostrado que o Brasil é o líder no ranking em relevância científica na América Latina

    Outro dado muito interessante é que as mulheres ganham cada vez mais espaço dentro da comunidade acadêmica. Esta recente reportagem da revista “Exame” indica que elas passaram a assinar metade dos artigos científicos no país.

    Escolha a publicação científica

    livro de ciências aberto

    Também vale a pena já identificar a revista especializada em que você pensa em publicar seu artigo. Neste quesito, o “Portal de Periódicos” da Capes pode te ajudar.  

    Atenção: sobre publicação em periódicos, há uma norma específica da ABNT, que trata sobre este assunto: NBR 6022. Neste vídeo o professor destrincha toda norma, inclusive suas recentes modificações.

    Por fim, destacar que, diferente de uma monografia ou dissertação, o artigo científico pode ser feito em qualquer periodicidade e não exclusivamente como Trabalho de Conclusão de Curso.

    Ter ciência dos benefícios e riscos

    Antes de falar, especificamente, sobre como é a estrutura de um artigo científico, é preciso deixar bem claro que, se por um lado, no artigo científico você escreverá menos, por outro, sua mensagem terá que ser a mais objetiva e profunda possível.

    Outro fator que é bom o estudante estar ciente é que, ao tratar de um artigo científico, a situação é “oito” ou “oitenta”. Você pode ganhar muita notoriedade com sua pesquisa, caso ela descubra uma linha nova de investigação de algo relevante, ou aponte para uma solução ainda não pensada para uma demanda social.

    Ou você (e aqui vale a total sinceridade do mundo)  ficará com uma fama não muito boa perante a comunidade científica caso sua pesquisa seja mal elaborada, ou o que você propõe seja algo inviável.  Certamente você ficará marcado como o cara que propôs algo “sem pé nem cabeça!”

    Como elaborar o artigo científico?

    A primeira coisa que o autor de um artigo científico deve ter em mente é que deverá montar seu artigo na estrutura básica dos trabalhos científicos:

    Vale ressaltar que essa estrutura estará dentro das três partes do artigo científico:

    1. Introdução;
    2. Desenvolvimento;
    3. Conclusão.

    A primeira coisa a definir é o tema. Uma dica importante referente ao tema: como o artigo científico tem um menor número de páginas (de 10 a 15 páginas) pense em um tema que não demande conteúdo em demasia. Não confunda isso com um tema raso. 

    Claro que você é livre para escolher o tema que lhe aprouver, mas você, com certeza, concorda comigo que há assuntos mais complexos que, mesmo sendo bem objetivo, precisa-se de várias páginas para que seja apresentado.

    Mesmo assim, se o seu tema for desses, que requer muito conteúdo obrigatório (como a obrigatoriedade de citação de grande parte de uma legislação, por exemplo), tente delimitar seu tema.

    Uma espécie de “subtema”. Assim, um trabalho que precisasse de 40, 50 páginas, no mínimo, será possível ser apresentado em 15 páginas, no máximo.

    Introdução

    menina escrevendo no caderno

    Há, no meio acadêmico, a fama de que a introdução deve ser elaborada no final do trabalho, depois de estudado todo referencial bibliográfico analisado e o desenvolvimento feito. 

    No entanto, muitos professores estão mudando de opinião com relação a isso. Pois a introdução tem a função de um roteiro de seu trabalho.

    É na introdução que você fará uma contextualização do seu tema. Também justificará o porquê da escolha do tema em questão e convencer o leitor de seu artigo de que aquilo que você escreveu tem relevância científica.

    Aqui indica-se, também, a metodologia que você utilizará no seu trabalho acadêmico.

    Após isso, escreve-se os objetivos gerais e específicos do seu artigo científico, tudo somente em um texto. 

    Problematização da pesquisa

    Após situar o leitor de seu artigo com a introdução, é hora de informar a problematização da pesquisa, ou seja, o que você analisará, comparar, estudar e chegar a uma solução.

    É importante deixar bem claro qual é o problema. Sabe a contextualização de seu tema que você escrever na introdução? Utilize-a como ponto de partida.

    *Vídeo do canal: Mari Ella

    Roteirização dos capítulos

    Essa é uma coisa que muitos estudantes esquecem, a roteirização dos capítulos. Essa roteirização seguirá como um norte para a apresentação de seu artigo.

    A roteirização dos capítulos não é difícil de fazer. Coloque três tópicos, no mínimo, em que você abordará.

    Pesquisa

    Ao trabalho! A essência de qualquer trabalho acadêmico é a pesquisa

    É neste ponto do trabalho que você fará a citação, indicação, comparação, análise, entre outros, dos autores que você está utilizando como referência.

    Após analisar toda sua coleta de dados, chegou o momento de você revelar o resultado de sua pesquisa. Esta parte é colocada na conclusão, em que você pode propor a solução para o problema que você levantou referente ao tema.

    Queira mais

    Gostou do artigo? Foi útil para você? Compartilhe com seus amigos que também estão no processo de elaboração do TCC ou de outro projeto acadêmico.

    Se você quiser mais dicas e orientações sobre as demais partes do TCC, acesse agora o site do Projeto Acadêmico. Você encontrará textos específicos sobre cada parte da construção do TCC. Sempre numa linguagem fácil e, ao mesmo tempo, didática para você. Com a ajuda do rico conteúdo do Projeto Acadêmico, sua tão sonhada nota dez ficará mais próxima!

  • Tipos de Artigos Científicos: suas diferenças, exemplos, ABNT e sugestões

    Tipos de Artigos Científicos: suas diferenças, exemplos, ABNT e sugestões

    Descubra o que é preciso para produzir um artigo corretamente!

    É comum na vida de estudantes e alguns profissionais haver a necessidade de produzir um artigo científico para abordar determinado tema. Nem todo mundo sabe por onde começar e quais são as características de um artigo científico; mas, você poderá conferir tudo nesse texto.

     

    Definindo os tipos de artigos científicos

    A primeira coisa para produzir um artigo científico, é saber defini-lo como gênero textual, conhecendo suas principais características e estrutura. Como existem mais de um tipo de artigo científico, você precisa entender todos, para escolher aquele que é mais adequado para sua proposta.

     

    Artigo científico

    É um artigo que segue uma metodologia restrita, tanto na parte de pesquisa, quanto de desenvolvimento. Do início ao fim, seguem um protocolo para definir os resultados e conclusão.

    São muito utilizados em pesquisas de caráter experimental e laboratorial. Estão relacionados a grande parte dos avanços tecnológicos e científicos, podendo, ou não, serem acadêmicos.

     

    Artigos originais e artigos de revisão

    Os artigos originais, como o nome indica, define artigos de conteúdo inédito. Incluindo novos experimentos e descobertas para o conhecimento humano. São recebidos com muito ceticismo, sendo que os de pesquisa experimental são os mais reconhecidos e aceitos.

    Os artigos de revisão trazem consigo a proposta de rever, questionar e criticar conteúdos já existentes, inclusive se tratando de outros artigos científicos já escritos.

    Esse tipo de artigo científico também pode vir com pesquisas experimentais, mostrando novos pontos de vistas e resultados para pesquisas já feitas.

     

    Tipos de artigos de revisão

    Os artigos de revisão se dividem em algumas categorias, de acordo com os tipos de pesquisas e experiências, além dos tipos de artigos que estão sendo revisados.

    • Os artigos de revisão narrativa são puramente teóricos e podem ter um teor subjetivo. Muitas vezes podem acabar sendo superficiais. Não são muito considerados, visto o baixo nível de teor experimental e prático, além de não terem muita consistências. Geralmente são muito parecidos com críticas. Sendo o tipo mais comum de artigo científico escrito;
    • O artigo de revisão integrativa também é teórico e envolve uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto. Geralmente analisa o conteúdo de um artigo por meio de outros autores que possuem notoriedade;
    • O artigo de revisão sistemática é o mais respeitado por envolver pesquisas de alto nível, podendo, inclusive, envolver pesquisas experimentais. Nesse caso, busca-se mostrar novos pontos sobre o artigo revisado.

     

    Artigo acadêmico

    Um artigo acadêmico é qualquer artigo que seja vinculado a uma instituição acadêmica, podendo, ou não, ser científico.

    Artigos científicos são aceitos como artigos acadêmicos, mas não precisam necessariamente ter esse cunho, visto que podem ser profissionais, relacionados a institutos de pesquisas e laboratórios. Independentemente disso, o meio acadêmico e científico estão profundamente relacionados.

    banner azul

     

    Estrutura de um artigo científico

    Para produzir um artigo corretamente, independente de ser original ou de revisão, é necessário seguir uma metodologia e protocolo de organização. Além disso, algumas normas são necessárias para que ele seja aceito e considerado válido:

    • O artigo não pode conter nenhum tipo de plágio em hipótese alguma. Mesmo os artigos de revisão devem apresentar pontos de vista, críticas e questionamentos inéditos perante a proposta do artigo revisado e outros artigos de revisão;
    • Deve ser estruturado de acordo com as normas da instituição. Se for estruturado conforme as normas da ABNT, as chances de você errar na estrutura do trabalho estão quase que nulas;
    • Um artigo científico deve seguir uma metodologia, desde o processo de pesquisa até o de escrita. Sem isso, todo seu trabalho não é válido e não será considerado científico. No máximo, especulativo e teórico;
    • Não precisa ter cunho experimental, mas tenha em mente que os artigos desse tipo são os mais respeitados e fáceis de serem aceitos e publicados;
    • Devem ser claros e objetivos, mesmo os de revisão e cunho subjetivo. Os demais precisam entender a sua proposta;
    • Qualquer citação ou trecho de outros autores devem ser referenciadas de maneira adequada, tanto pela ética, quanto para evitar problemas judiciais que possam vir a prejudicar a sua carreira.

     

    Elementos obrigatórios em um artigo

    Segundo as normas da ABNT, alguns elementos são obrigatórios para a produção de um artigo científico. Mesmo que a sua instituição não seja rígida com a estrutura, você não pode deixar seu trabalho incompleto.

    • Nome do autor ou autores;
    • Resumo na língua do texto;
    • Palavras-chave na língua do texto;
    • Introdução;
    • Desenvolvimento;
    • Conclusão;
    • Título e subtítulo em língua estrangeira;
    • Resumo na língua estrangeira;
    • Palavras-chave na língua estrangeira;
    • Notas;
    • Bibliografia ou referências.

    É comum que artigos científicos contenham itens em uma língua estrangeira. Não são obrigatórios perante a ABNT, no entanto muitas instituições exigem isso, não só em artigos, como em teses, dissertações, monografias e outras produções.

    Os artigos científicos possuem regras específicas para espaçamentos, ilustrações, introdução de fórmulas, etc. Cabe a você se informar com a sua instituição sobre as normas de estrutura. Elas podem não ser tão rígidas.

     

    Você pode publicar seu artigo científico

    É comum que a principal intenção das pessoas ao iniciar a produção de um artigo científico é que ele seja publicado em uma revista ou outra plataforma reconhecida. Isso é possível. Basta que se informe sobre as regras e normas da revista para qual deseja escrever.

    Você pode se informar em sua instituição para saber se eles também publicam. É claro que seu artigo será avaliado, mas é uma grande oportunidade de obter reconhecimento por seu trabalho científico ou acadêmico.

    Além de procurar a sua instituição, você também pode optar por tentar publicar seu artigo científico em revistas menos conhecidas. É mais fácil e você pode conseguir oportunidades para a sua carreira.

     

    Melhorando a produção do seu artigo científico

    Agora que você já sabe tudo o que é necessário para a produção de um artigo científico e quais são seus tipos. Não fique em dúvida sobre nenhum dos itens necessários para a estruturação do artigo.

    Acesse o site Projeto Acadêmico e se informe sobre tudo que é preciso para produzir um trabalho científico ou acadêmico. Você também pode encontrar as melhores dicas para o seu TCC e as normas da ABNT.

  • Bolsa de Iniciação Científica: veja como conseguir, o valor e informações

    Bolsa de Iniciação Científica: veja como conseguir, o valor e informações

    As chamadas “BICs” são um incentivo para que alunos da graduação ingressem na carreira acadêmica, mas muitos universitários ainda ficam perdidos na hora de solicitar o benefício. Leia o artigo e aprenda tudo sobre bolsas de iniciação científica!

    O Brasil concede incentivos financeiros para alunos da graduação que queiram começar a carreira acadêmica através dos programas para bolsas de iniciação científica.

    No entanto, nem sempre as informações de como conseguir uma bolsa de Iniciação são acessíveis e os estudantes que poderiam se beneficiar desse auxílio financeiro acabam por perdê-lo.

    Abaixo, entenda tudo sobre essas bolsas de estudo, primeiros passos, como solicitar, documentos necessários, inscrições, prazos e regras e vivencie 100% do seu período de faculdade.

     

    1. Tenha um bom projeto de pesquisa

    A primeira coisa que um aluno interessado em seguir no projeto de pesquisa acadêmico e conseguir uma bolsa de iniciação científica deve fazer é desenvolver um bom tema de pesquisa.

    Algumas dicas para a escolha de um são:

    • Escolha um tema que seja interessante para você, afinal, você terá que trabalhar nele por pelo menos 12 meses, que normalmente é o período em que a bolsa é concedida. Quando você gosta e se envolve com um tema fica muito mais fácil desenvolver o trabalho depois.
    • O tema não pode ser muito abrangente. Tente afunilar cada vez mais o objeto de pesquisa. Foco é essencial na delimitação do assunto que será estudado.

    Um exemplo de tema abrangente demais seria “Estudo sobre a vida de pessoas em situação de refúgio”. Note que não tem o detalhamento de idade, território e nem nacionalidade, tornando quase impossível determinar uma amostra de pesquisa.

    Afunilar significaria pesquisar sobre “A vida de pessoas em situação de refúgio, de 13 a 15 anos, na cidade de São Paulo”. Já ficou bem mais específico, não é?

     

    2. Encontre um professor PHD para te orientar

    professora

    Agora vem uma parte muito importante: encontre, na sua faculdade, um professor PHD para te orientar. É importante que esse profissional tenha experiência na mesma linha de pesquisa que o seu projeto ou, pelo menos, que se interesse no tema.

    Antes de escolher o orientador pesquise o currículo dele. Veja se o professor possui algum projeto de pesquisa similar ao seu. Caso tenha, esse é um sinal verde. Indica que ele tem conhecimento na área e possivelmente será um bom orientador.

    Lembre-se que durante um ano vocês enfrentarão toda a jornada de pesquisa juntos, então a escolha do professor-doutor tem que ser levada à sério. Familiaridade com o tema escolhido pelo estudante é um fator muito importante.

     

    3. Redija o protótipo de pesquisa

    redigindo

    Com a ajuda do seu orientador, escreva um projeto de pesquisa de, aproximadamente 10 a 20 páginas, relatando o objeto de estudo, as formas de pesquisa (documental, de campo e etc), a bibliografia que será utilizada, cronograma e outros detalhes sobre a análise que você pretende fazer.

    Não se trata aqui da pesquisa completa, mas um projeto que deixe claro o que você pretende pesquisar. Parece complicado, mas fique tranquilo, a essa altura você já será orientado pelo professor-doutor.

    Depois de conseguir produzir um bom protótipo de pesquisa, o estudante já pode efetivamente solicitar a bolsa de iniciação científica.

     

    4. Mande seu projeto para as instituições responsáveis

    Depois de ter escolhido um bom tema, um orientador familiarizado com o assunto e ter feito um protótipo de pesquisa claro, é o momento de enviar o seu projeto aos órgãos que oferecem as bolsas de iniciação científica, para que seja avaliado.

    No Brasil o estudante universitário tem 3 opções de instituições que concedem esse tipo de bolsas de estudo:

    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ): Criada sob a Lei nº 1.310 de 15 de Janeiro de 1951, sancionada pelo presidente Dutra após um longo histórico de lutas por parte de cientistas e pesquisadores brasileiros, a entidade governamental é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

    O valor da bolsa de Iniciação Científica pelo CNPQ à estudantes da graduação é 400 reais. A vigência da bolsa é de 12 meses, com possibilidade de renovação.

    • Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs): São instituições de fomento à pesquisa relacionadas às Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Inovação de cada estado.

    Se você é um estudante de São Paulo, por exemplo, a instituição indicada é a FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. No Rio de Janeiro tem a FAPERJ, em Minas os universitários recorrem à FAPEMIG e assim por diante. No total, existem 22 FAPs.

    Pelas FAPs o valor da bolsa de Iniciação Científica é 695,70 reais, conforme a tabela de valores da instituição. O período de vigência da bolsa também é de 12 meses.

    • Projetos de Iniciação Científica da própria faculdade: Muitas instituições de ensino, principalmente particulares, possuem o próprio fundo de fomento à pesquisa. Normalmente, essas faculdades oferecem descontos na mensalidade, em vez de bolsas de iniciação científica. Informe-se na secretaria da sua instituição.

     

    5. Atente-se ao prazo de inscrições e devolutivas

    Para conseguir uma bolsa de iniciação científica é essencial que o estudante, primeiramente, se atente ao prazo de inscrições.

    No caso do CNPQ existe a abertura de editais para cada tipo de bolsa, no primeiro semestre de cada ano, normalmente entre março e abril. Então é necessário ficar atento. Depois de ter conseguido enviar o projeto, o prazo para a análise e devolutiva é cerca de 45 dias.

    Já as Fundações de Amparo à Pesquisa aceitam projetos durante todo o ano por plataformas online. No caso da FAPESP, basta clicar no link. O prazo para análise e devolutiva é 75 dias.

     

    6. Documentos necessários

    banner documentos

    Para solicitar a bolsa de iniciação científica o aluno precisa se atentar a todos os detalhes e documentos.

    Algumas das principais documentações são:

    • Documento de Identificação do pesquisador responsável e aluno;
    • Projeto de Pesquisa;
    • Súmula Curricular.

    A relação dos demais documentos podem ser encontrados nos editais divulgados pelo CNPQ e nos sites das FAPs.

     

    7. Critérios para seleção de projetos

    Depois que o universitário entrou, de fato, no projeto de iniciação científica e enviou a proposta com todos os documentos necessários, a Comissão de Pesquisa de cada instituição avaliará se o estudante poderá ou não receber a bolsa. Alguns dos critérios são:

    • O estudante não pode ter vínculo empregatício: Lembre-se que estágios não configuram esse vínculo, segundo a lei Nº 11.788, de 25 de setembro de 2008;
    • Qualidade do projeto de pesquisa: Quanto mais interessante, detalhada e original a proposta for, mais chances o estudante tem de ter a bolsa aprovada pela Comissão de Pesquisa;
    • Desempenho acadêmico: Notas vermelhas e dependências, as chamadas DPs, podem dificultar a aprovação da bolsa;

     

    8. Obrigações do Bolsista

    Você fez todo esse processo e conseguiu a bolsa de iniciação científica. E agora? Já sabe os seus deveres?

    O bolsista deve ter dedicação e comprometimento com o projeto apresentado e não receber outras bolsas de modalidades diferentes. No caso do bolsista da CNPQ, o estudante deve participar do Seminário Anual de Produção Científica, levando o nome da instituição concedente do auxílio.

     

    9. Situação da pesquisa no Brasil

    A produção brasileira de pesquisa científica passa por dificuldades, falta de recursos e cortes no orçamento. Por isso é importante que os universitários valorizem e conscientizem seus pares sobre a contribuição da pesquisa para o desenvolvimento do país. O futuro está na ciência!

    Quer saber mais dicas sobre pesquisas científicas? Entre no Projeto Acadêmico e tenha acesso a um mundo de informações e orientações para a sua graduação!

  • Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Entenda quais são os tipos de ensaios e como fazê-los!

    O ensaio científico ou ensaio acadêmico é comum nas universidades, se tratando de um gênero textual onde o autor expõe seu ponto de vista sobre o tema baseado em uma pesquisa.

     

    1. Sobre o ensaio científico ou ensaio acadêmico

    A primeira coisa que você precisa entender ao fazer um ensaio científico ou acadêmico é que é uma proposta teórica, onde se investiga e pesquisa determinado tema, a partir de obras de outros autores para então propor a sua própria opinião.

    Diferente de muitos gêneros acadêmicos, o ensaio científico abre bastante espaço para o subjetivo e para que você teorize, mas isso não significa perder o bom senso e criar algo que os outros não possam entender. Confira abaixo alguns itens que te ajudarão a produzir um ensaio científico:

    • É um gênero textual mais curto e breve do que teses, dissertações e outros textos acadêmicos. Vá direto ao ponto, ainda mais por se tratar de algo pessoal e muitas vezes subjetivo;
    • O ensaio científico, obrigatoriamente, deve conter a opinião do autor e uma reflexão subjetiva, mas é preciso ter cuidado para não se perder no processo. Os outros precisam entender do que se trata;
    • A linguagem deve ser o mais simples possíveis, mesmo se tratando do meio acadêmico. Use termos técnicos apenas se forem pertinentes ao desenvolvimento do trabalho;
    • A proposta precisa ser inovadora e apresentar algo diferente, um problema, uma discussão, uma crítica, tudo de maneira concisa;
    • Ao expor sua opinião e reflexão subjetiva, certifique-se de que tudo é fundamentado em fontes confiáveis.

     

    2. Não confundir com ensaio literário

    Ensaios por serem gêneros textuais específicos, podem ter muitas semelhanças, mas o ensaio científico ou acadêmico é diferente do ensaio literário.

    O ensaio literário abre margem para a subjetividade de maneira que o científico não permite. Além disso o ensaio literário não precisa ter fundamentação científica. Não confunda os tipos de ensaios.

    alguns objetos de estudo sobre uma mesa

     

    3. Conheça as normas da sua instituição

    O padrão é que a instituição exija as normas da ABNT, no entanto, um ensaio científico não precisa ser feito apenas em universidades e faculdades. Pode ser algo profissional, como em um centro de pesquisa.

    Descubra quais são as normas da sua instituição para produzir um ensaio científico de maneira adequada. A estruturação do trabalho é tão importante quanto o conteúdo.

    Geralmente os ensaios permitem uma liberdade maior por parte dos autores e não seguem uma estrutura rígida, sendo que toda a questão formal dependerá das exigências da instituição, na ocasião.

     

    4. A estrutura básica do ensaio científico

    Ao fazer um ensaio científico existe uma estrutura básica que precisa ser seguida, de acordo com as normas da ABNT. Mesmo que você não tenha a obrigatoriedade de normatizar seu trabalho dentro das regras, precisa entender o que é necessário para que não fique incompleto:

    Atenção especial na discussão, que é onde você deve expor sua opinião e reflexão, inclusive de maneira subjetiva e a bibliografia, que é onde você listará todo o material e as fontes da sua pesquisa para a produção do trabalho.

    Alguns itens que não são obrigatórios são muito bem-vindos, como anexos, índice e listas. Isso, além de enriquecer seu trabalho, pode melhorá-lo esteticamente e lhe dar mais fundamentação.

     

    5. Organizando seu ensaio científico

    Para organizar seu ensaio científico ou acadêmico, além da estrutura obrigatória e das normas da ABNT, é preciso seguir alguns pontos para que a possibilidade de ser subjetivo não faça com que você fuja muito do tema. Confira os itens abaixo para entender melhor:

    • Defina um tema, e faça toda a discussão subjetiva e objetiva girar em torno dele e mesmo que precise abordar outros pontos, sempre volte ao objetivo central;
    • Problematize, critique, questione o seu tema. Você mostrará um ponto de vista diferente e não reafirmar o que já está afirmado. Não produza algo que já existe;
    • Utilize cada parágrafo para tratar um assunto. Lembre-se de ser o mais objetivo possível, mesmo lidando com a subjetividade. Além disso, ensaios não devem ser muito longos;
    • A consulta das fontes é uma das partes mais importantes do ensaio. Você irá expor toda a origem de sua pesquisa na bibliografia. Escolha sempre fontes confiáveis.

     

    Desenvolvimento geral do ensaio acadêmico ou científico

    • Trace um cronograma para a produção de cada item do seu trabalho, não se demore muito em nenhum item, mas também não deixe de dar atenção, principalmente para pesquisa, desenvolvimento, discussão e acervo bibliográfico;
    • A pesquisa precisa ter uma data de início e de fim. Não realize a pesquisa ao mesmo tempo em que estrutura e escreve seu ensaio. Você não conseguirá se dedicar totalmente a nenhum dos dois;
    • Não realize pesquisas apenas na internet, com certeza em sua instituição existem outros exemplos de trabalho, teses, dissertações, monografias e você achará algo que poderá complementar o seu trabalho;
    • Pesquise e utilize as normas da ABNT mesmo que na sua instituição não seja obrigatório. Isso pode te ajudar muito a organizar seu ensaio científico;
    • A argumentação e discussão deve se associar perfeitamente com o desenvolvimento e tema central. Um texto conciso é obrigatório;
    • Se necessário e ainda houver insegurança, faça rascunhos do ensaio científico;
    • Tome nota sobre tudo que for relevante em sua pesquisa. Tomar nota é bem diferente de iniciar o ensaio em si;
    • Pesquise modelos de ensaios científicos, acadêmicos e até mesmo literários para não iniciar seu projeto sem base nenhum. É possível até mesmo baixar documentos que já vem estruturado;
    • Utilize uma metodologia científica para desenvolver e organizar o seu trabalho. Isso, além de facilitar as coisas, pode torná-lo muito mais coerente. Por exemplo, uma metodologia para realizar a sua pesquisa é importante, pois existem vários tipos de pesquisa.

    *Vídeo perfeito da Mari Ella

     

    Conheça o Projeto Acadêmico

    Se você está com dúvida na produção de um ensaio científico, TCC ou qualquer trabalho acadêmico, você precisa conhecer o site Projeto Acadêmico. Você terá qualquer dúvida respondida a respeito das normas da ABNT, qualquer tipo de trabalho acadêmico, científico temas, tudo isso com exemplos e modelos para você se inspirar e desenvolver algo com qualidade.

  • Por que fazer Iniciação Científica antes do TCC?

    Por que fazer Iniciação Científica antes do TCC?

    Participar de um projeto de pesquisa acadêmico tem inúmeras vantagens, até mesmo relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso. Confira os principais benefícios!

    Você acabou de entrar na Universidade, tudo é novo e os trabalhos parecem assustadores, principalmente o temido TCC, que a cada semestre fica mais próximo. Nesse momento você ouve falar do projeto de iniciação científica e fica em dúvida: participar ou não?

    Muitos graduandos não entendem como funciona uma Iniciação Científica e acabam enxergando essa importante iniciativa como algo que vai “sobrecarregar” ou onerar ainda mais a vida do estudante universitário.

    Mas não é nada disso, além de proporcionar muitos conhecimentos fundamentais não só para a faculdade, mas para toda a carreira profissional, a Iniciação Científica pode facilitar o processo de produção do trabalho de conclusão de curso.

    Pesquisa Quantitativa, Pesquisa Qualitativa, Metodologia, Introdução, Objetivos. Todos esses tópicos podem ser uma surpresa e complicar a vida do aluno durante o projeto final da faculdade, são velhos conhecidos de quem participou, anteriormente, de um projeto de pesquisa.

    Abaixo, entenda quais, exatamente, são as vantagens da iniciação científica para a sua carreira e para a elaboração do seu TCC.

    *Vídeo A importância da Iniciação Científica por Em Diálogo

     

    1. Bagagem

    O estudante que opta por fazer uma iniciação científica acaba tendo contato com conhecimentos, teorias, autores e estudos que, durante o período normal da faculdade provavelmente não teria.

    No início do projeto de pesquisa acadêmico, o universitário deve ter em mente um tema no qual vai estudar e se aprofundar. Em seguida, deve ler e conhecer as teorias, pesquisas e experimentos já existentes sobre esse tema, para só depois iniciar os trabalhos.

    A bagagem teórica do estudante, durante o processo de iniciação científica, é consideravelmente ampliada e o conteúdo adquirido, certamente, será muito bem aproveitado na realização do trabalho de conclusão de curso, principalmente quanto à revisão bibliográfica e a delimitação do tema de estudo do TCC.

    Fazer iniciação científica é acumular bagagem de conhecimento para quando chegar o momento de fazer o projeto final de graduação.

     

    2. Senso Crítico

    O senso crítico é um atributo muito necessário durante a realização do projeto de conclusão de curso e que só pode ser trabalhado na prática, através de discussões, brainstorm e debates.

    Uma das vantagens da iniciação científica é justamente propiciar um ambiente provocador, em que o senso crítico é lapidado e o questionamento é incentivado.

    Nem sempre o estudante em fase de TCC deve aceitar exatamente tudo que o orientador falar. Ter bagagem e senso crítico significa também ter experiência para discordar, quando necessário.

    Em uma banca, por exemplo, o senso crítico, capacidade de argumentação e raciocínio rápido e lógico são fundamentais para conseguir defender seu projeto.

    Todas essas características são sumariamente trabalhadas, já que é na conversa e discussão de ideias, como funciona uma iniciação científica.

     

    3. Senso Metodológico

    Como fazer a metodologia do TCC é uma das perguntas que os graduando mais fazem quando chega o momento tão temido de produção.

    Metodologia é, nada mais, que os procedimentos necessários para alcançar os objetivos definidos logo no início do trabalho. Envolve saber o tipo de pesquisa, a abordagem e como coletar os dados.

    O estudante que fez iniciação científica antes do trabalho de conclusão de curso já está familiarizado com as metodologias e com certeza, não terá dificuldades para definir a mais adequada ao projeto.

    Por outro lado, o aluno que nunca ouviu falar desses termos terá dificuldades e o caminho será mais custoso.

     

    4. Reaproveitamento da pesquisa científica no TCC

    Não é incomum que alguns estudantes reaproveitem grande parte ou até totalmente a pesquisa produzida no trabalho de conclusão de curso.

    Com uma investigação já bem estruturada, basta fazer pequenos ajustes para que o projeto de iniciação científica se torne, de fato, um TCC. Dessa forma, o tempo investido na Iniciação é reaproveitado.

    Imagine ter o TCC pronto antes mesmo do início do último ano? Essa é uma das vantagens da iniciação científica. Pergunte ao coordenador do seu curso sobre essa possibilidade.

     

    5. Prosseguimento da pesquisa científica no TCC

    Além do reaproveitamento total, muitos estudantes optam por dar continuidade à pesquisa feita durante a iniciação científica.

    Já com um tema bem delimitado, senso crítico e metodológico, fica muito mais fácil seguir a linha de investigação.

    Chegar ao final da graduação com 2 pesquisas científicas, de uma mesma área do conhecimento, sendo uma a continuidade da outra é, sem dúvidas, um grande feito que pode alavancar sua carreira e facilitar sua entrada em outros níveis da formação acadêmica.

    Segundo estudos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, MCTIC, o aluno que participa de iniciação científica e tem bolsa, possui 2,2 vezes mais chances de entrar em uma pós-graduação.

     

    6. Networking com profissionais e pesquisadores

    Networking é a rede de contatos importantes com outros profissionais da área que todo graduando deve tentar fazer. O aluno da iniciação científica, em comparação ao aluno que optou por não participar, está à frente nesse quesito.

    Fazer iniciação científica também é fazer contatos e ter a oportunidade de trabalhar junto a ótimos pesquisadores, professores e especialistas, que podem te abrir as portas e te ajudar durante toda a sua carreira.

    Compartilhar ideias, oportunidades e críticas com os melhores do ramo, são só algumas das vantagens da iniciação científica.

     

    7. Bolsa de Estudos

    Como incentivo à entrada de estudantes universitários no mundo acadêmico, instituições, como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), oferecem bolsas de estudos para que o graduando possa se dedicar 100% à vida acadêmica.

    É uma ótima oportunidade não só para quem pretende seguir na área de pesquisa científica, mas para quem realmente quer aproveitar todas as experiências, em relação a conhecimento, que a faculdade pode oferecer.

     

    8. Diferencial no mercado de trabalho

    Se você chegou até aqui já sabe como funciona uma iniciação científica e como ela pode te ajudar a concluir seu TCC.

    Mas, fora do âmbito da faculdade, ter participado de um projeto de pesquisa acadêmico pode dar um grande destaque para o seu currículo.

    Possuir artigos científicos e demais produções publicadas em seu nome demonstra interesse e, principalmente, potencial.

    Tudo isso aliado a um ótimo trabalho de conclusão de curso se torna um elemento que te distinguirá dos demais no mercado profissional, que está cada vez mais competitivo.

     

    Encontre mais dicas

    Ingressar em um projeto de iniciação científica é muito importante, mas não é o único jeito de adquirir conhecimento sobre os processos de produção de um TCC. No nosso site você encontra detalhes para não passar aperto na reta final da faculdade!

  • Método Científico: etapas, exemplos e nossas sugestões

    Método Científico: etapas, exemplos e nossas sugestões

    Você sabe o que é método científico? Sabe como aplicá-lo no seu TCC? Se você tem dúvidas em relação a esses assuntos, descubra já como elaborar essa seção do seu trabalho acadêmico.

    Quando avançamos na vida acadêmica, a necessidade de comprovação do aprendizado surge por meio do trabalho de conclusão de curso, ou como é mais conhecido, TCC.

    A realização desse trabalho também vem acompanhada por um desafio a mais, a formatação e padronização da escrita de acordo com as normas previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT.

    A primeira monografia foi criada no ano de 1830 por Leplay e até hoje serve como referência de aprendizado e modelo principal de trabalho para a conclusão, com sucesso, de cursos em universidades.

    Para produzir um TCC o estudante precisa ter um objeto para estudo relacionado a seu curso e a partir dele observar uma problemática a ser resolvida.

    Para isso, uma das partes essenciais e que será responsável pelo direcionamento de toda a sua pesquisa, é a utilização de métodos científicos.

    Você sabe o que são esses métodos e para que eles funcionam? Ou mesmo possui ideia de como aplicá-los de forma correta em seu trabalho acadêmico? Continue a leitura deste artigo para descobrir essas e outras informações referentes aos métodos científicos que envolvem a produção de um trabalho de conclusão de curso.

     

    O que é um método científico?

    O método científico pode ser definido por um conjunto de normas e regras aplicadas em uma pesquisa ou investigação científica, para obtenção do conhecimento, com o principal objetivo de obter resultados confiáveis.

    Assim como diz o nome, é uma pesquisa com o rigor da ciência, ou seja, mais profunda e consequentemente com o potencial de assertividade maior.

    É por meio da aplicação dos métodos científicos, que neste caso, o estudante comprova as teorias que ele está apresentando em seu projeto acadêmico.

    Este método também é responsável não só por desenvolver novas experiências e conceitos, como também corrigir ou aprimorar conhecimentos e conceitos já existentes.

     

    Para que serve o método científico em um TCC?

    As regras do método científico, quando aplicadas, acabam por proteger o graduando da subjetividade, de forma a tornar sua pesquisa e seus resultados os mais confiáveis possíveis e direcioná-la a conhecimentos válidos embasados em uma teoria sólida, ou seja, científica.

    Essa seção de um trabalho de conclusão de curso, além de trazer mais credibilidade ao autor para com os seus futuros leitores, faz com que a relevância do projeto para que seja assertivo e possivelmente colocado em prática seja maior.

     

    Tipos de método científico

    Existem alguns tipos de método científicos que diferenciam a pesquisa e possuem abordagens diversificadas. Veja a seguir quais são:

     

    Empírico-analítico

    Esse é um dos tipos de método científicos cuja a abordagem é seguir a lógica empírica (algo que se apoia em experiências vividas, conhecimento adquirido durante toda a vida, durante o dia a dia), ao diferenciar elementos de um determinado acontecimento ou fenômeno e rever cada um de forma separada.

     

    Experimental

    A abordagem desse método engloba um aspecto mais dedutivo, de observação de um determinado fenômeno e medição do mesmo.

     

    Hermenêutico

    É um dos tipos de método científico que estuda de forma aprofundada a coerência entre diferentes textos; possui uma abordagem mais interpretativa do objeto que está sendo estudado.

     

    Dialético

    Neste tipo de método científico a abordagem utilizada para obter os resultados vem a partir da confrontação de teses, teorias ou hipóteses, levando em conta os acontecimentos e fenômenos históricos e sociais.

     

    Histórico

    A partir desse método, relaciona-se o objeto de pesquisa as etapas que eles passaram, ou seja, é realizada uma espécie de cronologia histórica daquele acontecimento, fenômeno, ou objeto de estudo, de forma a compreendê-lo.

     

    Etapas para elaboração do método científico

    etapas do método científico

    Agora que você já sabe e já entende melhor quais são os tipos de método científicos existentes e quais as diferenças entre eles e suas abordagens, vamos as etapas para a elaboração do método científico para que você saiba exatamente como aplicá-lo e adicioná-lo ao seu trabalho acadêmico.

    As etapas para elaboração do método científico são:

    • Observação;
    • Elaboração do problema;
    • Levantamento de hipóteses;
    • Experimentação;
    • Análise de resultados;
    • Conclusão.

    Vamos às explicações!

     

    Observação

    A observação se dá pela análise de um acontecimento de forma natural, de como ele naturalmente se apresenta.

    Um estudante ou pesquisador pode observar, por exemplo, que os jovens estão muito conectados a tecnologia, smartphones e aparelhos eletrônicos.

    A partir dessa observação, você deve iniciar a elaboração do problema.

     

    Elaboração do problema

    Esta é a etapa do método científico em que você levantará questões referentes ao acontecimento que está sendo observado.

    Seguindo o mesmo exemplo dos jovens, as perguntas poderiam ser:

    1. Porque os jovens estão tão conectados?
    2. Qual foi ou qual é a causa desse fenômeno?
    3. Qual a importância e impacto disso no dia a dia das pessoas?

     

    Levantamento de hipóteses

    Como forma de encontrar respostas plausíveis para as perguntas realizadas na etapa anterior, você pode começar a levantar hipóteses, sempre supondo a partir de conhecimentos prévios.

    Tome cuidado, pois hipóteses mal elaboradas ou sem fundamentos comprometem todo o restante do processo!

     

    Experimentação

    Nesta etapa a dedicação deve ser totalmente voltada para a confirmação das hipóteses levantadas.

    A junção de teoria e prática nesse momento é essencial para realizar experimentos e pesquisas com o objetivo de encontrar pelo menos uma resposta ou solução para cada um dos questionamentos feitos.

     

    Análise dos resultados

    Uma das últimas etapas para elaboração do método científico é a análise de cada um dos resultados que surgiram no momento da experimentação para decidir se eles respondem de forma satisfatória todas as questões levantadas e a problemática apresentada no início.

    Caso os resultados estejam satisfatórios, você pode passar para a última etapa, mas caso eles estejam insatisfatórios, novas hipóteses podem e devem ser levantadas.

     

    Conclusão

    Essa etapa corresponde à quando você, estudante, a partir de toda a análise realizada, já pode ter certeza e afirmar acerca do seu objeto de estudo.

    Todas as afirmações feitas a partir desta etapa passam a ser consideradas teorias.

    Agora que você já tem conhecimento de tudo o que envolve a aplicação de métodos científicos em um trabalho acadêmico, não deixe de procurar e se inteirar mais sobre outros aspectos de um TCC por meio dos conteúdos do Projeto Acadêmico. Lá você encontra dicas de como deve se programar para o seu trabalho acadêmico e até sugestões de temas para TCC! Acesse e seja um aluno nota 10!

  • Como Publicar um Artigo Científico

    Como Publicar um Artigo Científico

    Se você é universitário ou mesmo egresso, já elaborou trabalhos científicos, não é mesmo? Seja uma resenha, monografia ou tese. Mas você já pensou em publicar um artigo científico seu? Não?

    Então agora é a hora, já que com as dicas abaixo você fará isso de maneira correta.

     

    Porque escrever e publicar um artigo científico?

    Fazer publicações de artigos acadêmicos é uma importante ferramenta para entrar em contato com outras pessoas da sua área de conhecimento, pois amplia o alcance daquilo que você arduamente estudou.

    Além disso, escrever e publicar um artigo científico auxilia a aumentar sua pontuação no currículo lattes, ampliando a possibilidade de conseguir uma bolsa para o Mestrado, se este é seu objetivo.

    Publicar seu artigo em revistas científicas também ajuda a divulgar os dados da pesquisa, mostrar sua relevância para o meio acadêmico, além de possibilitar que o trabalho seja avaliado por especialistas extremamente capacitados na área. Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    desenho computador e homem

     

    O que você precisa saber sobre publicações de artigos acadêmicos?

    Quando se tem planos de realizar esta atividade, o primeiro passo é saber como publicar um artigo científico da maneira correta.

    Por ser um texto de caráter especializado ele possui algumas condições e regras normatizadas pela ABNT.

    As pessoas costumam pensar que escrever e publicar um artigo científico é uma tarefa dificílima e praticamente inatingível, mas isto é um equívoco.

    Se você é universitário, ou mesmo, já conviveu com esse meio anteriormente já tem uma boa base das regras e normas para publicações de artigos acadêmicos.

    Apesar de existirem vários graus de conhecimento na hierarquia acadêmica, tanto de qualificação (graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado), quanto de titulação (graduado, especialista, mestre, doutor), não há requisitos preestabelecidos sobre quem pode e quem não pode escrever e publicar artigo científico.

    Os requisitos, porém, são em geral impostos pelo veículo de publicação do artigo, no caso as revistas científicas.

    Outra questão importante é que, um artigo científico não pode ser um artigo com expressão de opiniões próprias, ou como artigos comuns veiculados em blogs, jornais ou revistas de assuntos gerais.

    Portanto, ao escrever e publicar um artigo científico, ele deve ser produzido e revisado, bem como orientado por profissionais especializados na área.

    O autor do trabalho deve ter formação acadêmica na área que está desenvolvendo a pesquisa que pretende realizar a publicação.

    *Vídeo de Revista Científica Núcleo do Conhecimento

     

    Escolhendo um veículo de publicação

    Os veículos de publicações científicas são subdivididos por nível de “Qualis” do Capes. Mas o que é isso?

    O Qualis é um critério avaliativo utilizado pelo MEC e pelo CAPES que cataloga as revistas científicas de acordo com o nível de excelência de cada uma:

    REVISTA CIENTÍFICA NÍVEL DE EXCELÊNCIA
    TIPO A 1 INTERNACIONAL
    TIPO A 2 INTERNACIONAL
    TIPO B 1 NACIONAL
    TIPO B 2 NACIONAL
    TIPO B 3 BAIXA RELEVÂNCIA
    TIPO B 4 BAIXA RELEVÂNCIA
    TIPO B 5 BAIXA RELEVÂNCIA

    Saiba mais sobre o método Qualis de avaliação aqui e também consulte a lista de revistas avaliadas neste link.

    Em geral, estes veículos de publicações científicas, principalmente aqueles com o Qualis mais elevado, fazem exigências mais rigorosas aos profissionais que desejam publicar um artigo científico, como formação mínima em mestrado, por exemplo.

    Isso não é via de regra, entretanto.

    Muitas revistas científicas bem-conceituadas e com qualidade comprovada e reconhecida não impõe exigências quanto à formação, possibilitando que recém-graduados possam escrever e publicar artigos científicos sem grandes empecilhos.

    Outra alternativa, no caso de você ser graduando, é escrever e publicar um artigo científico em autoria compartilhada com um professor, ou mesmo publicar em eventos acadêmicos.

    *Vídeo de Pós-graduação / Carreira Universitária

     

    Guia para escrever e publicar um artigo científico passo a passo!

    • Primeiro passo: Quaisquer publicações de artigos acadêmicos precisam, por via de regra, serem relevantes para a ciência como um todo. Portanto, o seu trabalho deve trazer informações novas, bem embasadas e pesquisadas com afinco;
    • Segundo passo: Para trazer informações novas é necessário escolher um tema do seu interesse e estudar tudo que já foi publicado na área, de forma a encontrar lacunas possíveis de serem investigadas. Para facilitar a busca use o Banco de Teses e Dissertações do Capes e o Google Acadêmico;
    • Terceiro passo: colete dados concretos, escreva um texto coerente, conciso, em linguagem formal e formatado em paper, de acordo com as normas ABNT. Lembre-se que deve ter no mínimo 12 e no máximo 15 páginas;
    • Quarto passo: quando finalizar a escrita do artigo você terá que enviar o mesmo para publicação em uma revista científica ou mesmo, num congresso de pesquisas;
    • Quinto passo: seja paciente, pois muitas vezes as revistas científicas podem ser bem lentas até lhe fornecerem uma resposta, já que os textos são analisados criteriosamente se estão ou não passíveis de publicação, já que eles passam sob dupla revisão;
    • Sexto passo: Não fique desanimado caso seu intuito de publicar um artigo acadêmico não se concretize na primeira tentativa, já que reprovações e aprovações com ressalvas ou adequações a serem feitas são bastante comuns.;
    • Sétimo passo: para ter uma garantia de qualidade a mais, submeta seu trabalho a um professor ou alguém mais experiente no meio acadêmico, lê-lo antes de enviar para as revistas científicas assim você terá uma opinião mais profissional sobre correções e ao enviá-lo, menores as chances de reprovação;
    • Oitavo passo: seja persistente. Se seu trabalho não for aprovado, reveja onde você errou e volte a estudar, assim adquirirá maior experiência para uma futura tentativa;
    • Nono passo: prossiga estudando. Após conseguir a tão sonhada meta de publicar um artigo científico observe a repercussão do seu texto no meio acadêmico e as contribuições geradas por sua pesquisa. Verifique se seu artigo é citado em publicações de artigos acadêmicos de outras pessoas e as reflexões que esta pessoa fez com base em seu texto.

     

    O importante é não desistir, se você não conseguiu publicar um artigo científico na primeira tentativa, continue se esforçando e tente novamente.

    Invista tempo e estudo e você adquirirá experiência para tentar na próxima vez.

    Nunca se esqueça que conhecimento nunca é suficiente!

    Estamos sempre aprendendo e para esta missão em busca do saber o Projeto Acadêmico será seu escudeiro fiel e incansável!

  • Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    Pesquisa científica é a aplicação prática por parte de um pesquisador, de processos de investigação padrão, para o desenvolvimento de determinado estudo.

    livros sobre a mesa

     

    Características da pesquisa científica

    Ao pensar em como realizar uma pesquisa científica, tenha em mente que ela tem por característica principal ser uma investigação muito disciplinada.

    Esta investigação é baseada em regras específicas acerca dos procedimentos para adquirir as informações necessárias.

    A pesquisa científica é baseada sempre em um conjunto padrão de procedimentos, objetivando encontrar respostas para determinadas  questões previamente selecionadas ou propostas para o desenvolvimento de um  estudo.

    As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos sempre orientam que ao realizar uma pesquisa científica, o condutor desta investigação (acadêmico, professor, cientista, pesquisador…) deve escolher uma temática que possibilite avanços científicos, produzindo novos conhecimentos, numa abordagem inovadora.

    Existem vários tipos de pesquisas científicas, mas em geral os acadêmicos não sabem disso.

    O que é a pesquisa científica, senão uma ferramenta de estudos da para a descoberta de novos conhecimentos.

    Além da descoberta de conhecimentos inovadores, ou mesmo de reavaliação de conhecimentos antigos,  ao realizar uma pesquisa científica a pessoa também deve refletir se o estudo é relevante para a comunidade científica ou a sociedade como um todo.

    Lembre-se sempre que ao optar pela realização de uma pesquisa científica você deve assumir um compromisso sério com cada etapa do trabalho, para que ao final ele possa ser divulgado e publicado, contribuindo assim para produção de conhecimento científico.

     

    Como realizar uma pesquisa científica?

    Para realizar uma pesquisa científica, em primeiro lugar, é necessário compreender como a pesquisa é articulada.

    Uma pesquisa científica é composta por três eixos: Ruptura; Construção; Constatação.

    Estes eixos são intimamente ligados e podem, até devem, ocorrer mais de uma vez durante o processo de pesquisa. Vamos explicar cada uma delas:

    1. Ruptura: Cada pessoa leva em si prévios conhecimentos teóricos que podem sim ser considerados ardis durante a pesquisa, já que nossas ideias tendem a se inspirar em tendências, ou mesmo em gostos pessoais. Portanto, é necessário a ruptura com preconceitos para construir uma pesquisa sólida e confiável.
    2. Construção: A parte teórica é fundamental para a construção das propostas e dos planos de pesquisa. Dependem da teoria também a previsão de resultados e definição dos passos a serem seguidos. Da construção provém propostas válidas e confiáveis.
    3. Constatação: A proposta só pode ser considerada científica quando é avaliada por informações reais e concretas. A constatação também não deixa de ser um experimento, um teste.

    Após o entendimento destas partes, vamos passar para as etapas da pesquisa científica.

    *Vídeo publicado por Eu Quero Biologia

     

    As etapas da pesquisa científica

    1. Questão norteadora: nesta etapa o pesquisador faz a formulação da questão que o auxiliará a estudar o fenômeno. Esta questão deve ser de cunho realista, formulada objetivamente e sem ambiguidades, para fundamentar as descobertas provenientes do estudo.
    2. Exploração do tema: pode ser feita por meio de duas maneiras: coleta de dados ou leitura. Se for escolhida a leitura, escolha sempre fontes confiáveis, que apresentem dados concretos e que tenham seguido métodos científicos na elaboração. Faça fichamentos durante a leitura, compare informações e analise os mais diversos pontos de vista sobre o assunto. Se você optar por coleta de informações, faça-a por meio de entrevistas, análise de documentos e observações dirigidas.
    3. Problematização: é a interrogação que dará norte à pesquisa, já que ela visa responder uma pergunta. Aqui temos dicas de problematização do TCC para lhe auxiliar. A problemática pode ser desenvolvida evidenciando e comparando características, ou escolhendo e explicando a problemática com conhecimento de causa, evitando o “achismo”. Lembre-se de avaliar se a problematização já foi explorada por outras pesquisas, bem como ideias-chave e conceitos, além de metodologias que serão utilizadas.
    4. Construindo o modelo de análise: esta etapa envolve hipóteses ou questões referentes ao estudo, que surgiram a partir da definição do problema. As respostas possíveis também surgem nesta etapa, porém, devem ser avaliadas constantemente ao longo do trabalho. Temos sugestões para lhe auxiliar na hipótese também, caso tenha dúvidas na elaboração.
    5. Coleta de Dados: aqui você fará a coleta de informações que serão confrontadas com o modelo e a análise. Selecione os dados úteis para testar a hipótese, escolher o campo de análise e o tipo, qualitativa ou quantitativa. Por fim, elege-se o instrumento de coleta (questionários, entrevistas ou observações).Importante que você saiba que esta etapa não serve apenas para uma simples coleta de informações, já que estas informações auxiliarão pesquisados em todas as etapas da pesquisa.
    6. Análise de informações: Nesse ponto ocorre a observação das informações coletadas e se estas correspondem aos resultados previamente definidos na problematização e nas hipóteses. Caso hajam disparidades, é necessária uma reformulação ou adequação das hipóteses. Ou mesmo do problema.
    7. Conclusões: como o nome diz, nesta parte serão apresentadas as conclusões da pesquisa, os comentários sobre os resultados obtidos, mostrando as descobertas, o teste das hipóteses, etc… Apresente as vantagens que seu trabalho agregou para o meio acadêmico e se ele teve relação satisfatória entre teoria e prática.

     

    Metodologias por grandes instituições

     

    Tipos de pesquisa científica

    São vários os tipos de pesquisa científica, cada um possui uma função definida. Vamos conhecer cada um deles:

    • Trabalho Científico: Seu foco principal é a descoberta de novos conhecimentos para a sociedade. É necessário que ele apresente resultados ou informações inovadoras que contribuam para o progresso do meio científico e/ou acadêmico.
    • Resumo: o objetivo desse tipo de pesquisa é a aprendizagem, sem inserção de conhecimentos novos. São utilizados dados de trabalhos publicados anteriormente. Tais dados são analisados e avaliados cuidadosamente, finalizando com tabulação de dados.
    • Pesquisa Documental: utiliza como fonte de pesquisa materiais como: testamentos, compêndio de leis, gravações, registros de nascimento e óbito, fotografias, entre outros.
    • Pesquisa Bibliográfica: utiliza fontes secundárias de informação: livros, artigos, revistas e artigos científicos.
    • Pesquisa de Campo: este tipo de pesquisa faz a utilização de dados coletados em local pré-determinado que apresentem conteúdo de alta relevância para o objeto de pesquisa.
    • Pesquisa Exploratória: pretende colher informações sobre determinado fenômeno ou assunto. É considerada como um estudo inicial para a realização de um outro estudo de maior aprofundamento.
    • Pesquisa Laboratorial: Inicia-se esta pesquisa analisando coletados em laboratório, pois o pesquisador tenta produzir ou reproduzir determinado fenômeno em condições controladas, utilizando instrumentos específicos para este fim.
    • Pesquisa Quantitativa: pretende realizar uma análise de resultados. Para isto, utiliza estatísticas, porcentagens, médias, coeficientes, etc…
    • Pesquisa Qualitativa: esta pesquisa é elencada quando o objeto do estudo é algo impossível de mensurar através de algarismos ou porcentagens. Geralmente usadas para questões de caráter subjetivo como por exemplo: comportamentos, opiniões, atitude de indivíduos.
    • Pesquisa Descritiva: objetiva descrever fenômenos ou estabelecer relações entre variáveis. O pesquisador observa, registra, analisa e interpreta o fenômeno estudado.
    • Pesquisa Explicativa: o foco aqui é entender o que faz com que determinado fenômeno aconteça e procura explicar as razões e causas dessa ocorrência.

    Como você pode perceber, a pesquisa científica é a base. As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos corrobora isto.

    Em nosso site, Projeto Acadêmico, você encontra mais informações sobre TCC e outras questões também.