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  • Redação Dissertativa Argumentativa: exemplos, como fazer, pronta

    Redação Dissertativa Argumentativa: exemplos, como fazer, pronta

    O modelo de texto dissertativo argumentativo é um dos modelos mais cobrados dos estudantes durante toda a grade do ensino médio, curso técnico e ensino superior. A linha de raciocínio utilizada em um texto argumentativo tem como característica a realidade dos fatos. Em trabalhos acadêmicos e científicos, como as monografias, é fundamental saber argumentar. Como começar uma Dissertação: veja como iniciar a sua

    Neste post vamos falar mais sobre a redação dissertativa argumentativa explicando as características deste tipo de texto. Aprenda como fazer uma redação dissertativa argumentativa sem dificuldade e esteja preparado(a) para concursos, vestibular, trabalhos acadêmicos e científicos, ou para qualquer outra oportunidade quando ela surgir. Veja tudo isso a seguir!

    exemplo de redação nota 1000 enem

    O que é Dissertação?

    A dissertação é um assunto que o aluno deve dominar, e para começarmos falar sobre ela, é importante apontarmos os dois tipos de dissertação existentes:

    Dissertação Objetiva

    Em uma dissertação objetiva, o autor do texto procura manter-se distante do seu público-alvo, pois os argumentos são colocados no texto de uma forma impessoal. Isso tem como objetivo gerar imparcialidade, ainda que a visão do autor esteja sendo apresentada de forma indireta. Esse modelo de dissertação além de ser indireto, permite que os leitores aceitem com mais facilidade as ideias discutidas pelo autor da dissertação.

    Dissertação Subjetiva

    Em um texto dissertativo subjetivo, o autor se faz presente no texto e utiliza o “eu”, primeira pessoa do singular. Desta forma, é possível evidenciar os argumentos que são lançados em um texto e enxergar a visão do autor claramente. A opinião do autor é visível para todos os leitores, assim como na dissertação objetiva, mas neste caso, a diferença é que o autor não esconde que é dono de tal opinião e conclui o texto seguindo esta linha.

    Para ficar mais fácil de entender, vamos mostrar exemplos do que é um texto dissertativo objetivo e subjetivo. Veja nos exemplos logo a seguir que as ideias são direcionadas ao leitor, porém, no modelo objetivo o dono das ideias se mantém distante do texto, já no modelo subjetivo, ele se faz presente:

    Exemplo de dissertação objetiva

    “Há milhares de forma de se operar no mercado financeiro. As operações no mercado financeiro acontecem a todo instante e movimentam milhões em dólares, euro, libra e reais. Os símbolos apontam cada uma das moedas: USD, EUR, GBP e BRL.”

    Exemplo de uma dissertação subjetiva

    “É triste quando olho para as propagandas que viralizaram no Youtube e em outros ambientes da internet focadas em vender curso para operar no mercado financeiro com a promessa de ganhos exorbitantes como algo fácil, sem a necessidade de estudar e se dedicar para isso.”

    É possível observar sem dificuldades que no primeiro modelo o uso da terceira pessoa é destacado de forma objetiva. Já no segundo modelo, notamos que o autor se posicionou com sua opinião e a manteve durante todo o trecho destacado. As duas formas de escrita que apresentamos são aceitas e muito utilizadas, mas o mais importante é que você opte por um dos dois modelos até o final do texto.

    Redação argumentativa dissertativa

    Um texto argumentativo é o que já falamos nos parágrafos acima: a expressão de uma ideia, opinião e todo ponto de vista de um autor, com foco em fazer o leitor acreditar naquilo que está lendo. Além dos modelos dissertativos que vimos nos tópicos acima, temos também o poder argumentativo direcionado com técnicas para convencer o leitor sobre algo. Texto Argumentativo: exemplo, como fazer e sugestões para criação

    A palavra “argumento” tem origem no latim “argumentum”, que em português é o mesmo que fazer iluminar algo, fazer brilhar algo, no sentido de fazer uma pessoa ter uma ideia sobre algo. Os argumentos são facilmente observados em uma redação dissertativa argumentativa, pois para isso, basta que identifiquemos a ideia principal (tese) para sermos conduzidos para uma indagação. Essa indagação é suprida no desenvolvimento da redação argumentativa. Crônica Argumentativa: exemplos, como fazer, estrutura e dicas

    Por exemplo, vamos imaginar que um autor começa a introdução de sua redação argumentativa afirmando em terceira pessoa (dissertação objetiva) que é contra a pena de morte no Brasil. Assim que lançou sua tese no primeiro parágrafo de sua redação (na introdução), ele fez o leitor se perguntar: por que ser contra a pena de morte no Brasil?

    Após essa introdução sobre posicionamento do autor quanto ao assunto, o autor tem no desenvolvimento da redação um espaço para mostrar porque ele é contra a pena de morte no Brasil e tentar convencer o leitor com seus argumentos. É nesta parte que saber argumentar faz a diferença para os leitores e examinadores de concursos e vestibulares. Veja a seguir quais são os tipos de argumentação utilizados em uma redação dissertativa argumentativa para você trabalhar a sua redação de forma técnica e focada.

    *Fonte: Mundo Vestibular

    Tipos de argumentação utilizados em redação dissertativa

    Argumentação de autoridade – É o tipo de argumentação que lança a opinião comprovada de um ou mais especialistas no assunto. Esse é um dos modelos mais recomendados que traz para o uma redação dissertativa argumentativa credibilidade diante das autoridades citadas. Por exemplo: “Conforme aponta o OMS (Organização Mundial da Saúde), a amamentação de recém-nascidas deve ser mantida por seis meses no mínimo ou mais se possível”.

    Argumentação de consenso – Em um ou mais enunciados durante o desenvolvimento de sua redação dissertativa argumentativa, é possível utilizar argumentos consagrados pelo consenso. Exemplo: “O estudo e a dedicação levam ao aprimoramento profissional das pessoas”. Observe que nessa argumentação não é preciso lançar o nome de nenhum especialista ou autoridade, pois faz parte de um consenso geral que estudar e se de dedicar a algo leva ao aprimoramento de alguém.

    Argumentação por observação – Esse modelo de argumentação é fundamentado na confirmação de um documento utilizado para provar ao leitor tal argumento. Exemplo: “É por meio do acaso que as grandes descobertas científicas se originam. Veja no caso de Alexander Fleming, que durante seus experimentos com bactérias, notou que os fungos que iam surgindo no frasco destruíam as bactérias nele contido. Deste estudo e observação nasceu a penicilina”. O argumento chave que o autor quis destacar é: “por meio do acaso que as grandes descobertas científicas se originam”, e utilizou o exemplo de um documento lançado por Fleming.

    Argumentação com fundamentação lógica – A argumentação utilizada neste modelo é baseada em raciocínio lógico, focado em causa e efeito, ação e reação, etc. Exemplo: “é importante ponderarmos nossas palavras e atitudes com todos ao nosso redor”. Neste caso, o autor quis alertar o leitor para que suas ações sejam sempre pensadas e que elas irão gerar consequências.

    Exemplos de redação nota 1000 no ENEM

    Equilíbrio Aristotélico

             Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, o pensamento machista consolidou-se e permaneceu forte. A mulher era vista, de maneira mais intensa na transição entre a Idade Moderna e a Contemporânea, como inferior ao homem, tendo seu direito ao voto conquistado apenas na década de 1930, com a chegada da Era Vargas. Com isso, surge a problemática da violência de gênero dessa lógica excludente que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

             É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a agressão contra a mulher rompe essa harmonia, haja vista que, embora a Lei Maria da Penha tenha sido um grande progresso em relação à proteção feminina, há brechas que permitem a ocorrência dos crimes, como as muitas vítimas que deixam de efetivar a denúncia por serem intimidadas. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.

             Outrossim, destaca-se o machismo como impulsionador da violência contra a mulher. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito de gênero pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento do pensamento da exclusão feminina, transmitido de geração a geração, funciona como forte base dessa forma de agressão, agravando o problema no Brasil.

             Entende-se, portanto, que a continuidade da violência contra a mulher na contemporaneidade é fruto da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do machismo como intenso fato social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve elaborar um plano de implementação de novas delegacias especializadas nessa forma de agressão, aliado à esfera estadual e municipal do poder, principalmente nas áreas que mais necessitem, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras abertas de televisão como forma de estímulo à denúncia desses crimes. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.

    Raphael de Souza – Rio de Janeiro – ENEM 2015

    Carolina Mendes Pereira – 18 anos | Natal – RN

    Em sua canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gilberto Gil louva a quantidade de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais para seus usuários. No entanto, com o avanço de algoritmos e mecanismos de controle de dados desenvolvidos por empresas de 7 aplicativos e redes sociais, essa abundância vem sendo restringida e as notícias, e produtos culturais vêm sendo cada vez mais direcionados – uma conjuntura atual apta a moldar os hábitos e a informatividade dos usuários. Desse modo, tal manipulação do comportamento de usuários pela seleção prévia de dados é inconcebível e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

    Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de limitar a própria cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Jürgen Habermas, no qual ele conceitua a ação comunicativa: esta consiste na capacidade de uma pessoa em defender seus interesses e demonstrar o que acha melhor para a comunidade, demandando ampla informatividade prévia. Assim, sabendo que a cidadania consiste na luta pelo bem-estar social, caso os sujeitos não possuam um pleno conhecimento da realidade na qual estão inseridos, e de como seu próximo pode desfrutar do bem comum – já que suas fontes de informações estão direcionadas -, eles serão incapazes de assumir plena defesa pelo coletivo. Logo, a manipulação do comportamento não pode ser aceita em nome do combate, também, ao individualismo e do zelo pelo bem grupal.

    Em segundo lugar, vale salientar como o controle de dados pela internet vai de encontro à concepção do indivíduo pós-moderno. Isso porque, de acordo com o filósofo pós-estruturalista Stuart-Hall, o sujeito inserido na pós-modernidade é dotado de múltiplas identidades. Sendo assim, as preferências e ideias das pessoas estão em constante interação, o que não pode ser limitado pela prévia seleção de informações, comerciais, produtos, entre outros. Por fim, seria negligente não notar como a tentativa de tais algoritmos de criar universos culturais adequados a um gosto de seu usuário criam uma falsa sensação de livre-arbítrio e tolhe os múltiplos interesses e identidades que um sujeito poderia assumir.

    Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis pela educação digital e emancipação de seus alunos, com o intuito de deixá-los cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias de comunicação e informação e torná-los mais críticos. Isso pode ser feito pela abordagem da temática, desde o ensino fundamental – uma vez que as gerações estão, cada vez mais cedo, imersas na realidade das novas tecnologias -, de maneira lúdica e adaptada à faixa etária, contando com a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos. Por meio, também, de palestras profissionais das áreas da informática que 8 expliquem como os alunos poderão ampliar seu meio de informações e demonstrem como lidar com tais seletividades, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada.

    Carolina Mendes Pereira – 18 anos | Natal – RN

  • Entenda mais sobre Op. cit e aprenda quando e como usar no seu TCC

    Entenda mais sobre Op. cit e aprenda quando e como usar no seu TCC

    O termo op. cit. é um tipo de expressão que deriva de outros dois termos em latim, sendo eles: opus citatum e opere citato. O seu significado é “a obra citada” ou ainda “da obra citada“. Por ser um termo com aplicação textual, o op. cit. se aplica a referências bibliográfias que citam obras já mencionadas em um trabalho.

    Neste post, falaremos o que é op. cit. em detalhes, considerando para que serve, como ele é utilizado em TCC, quando ele deve ser utilizado, entre outros pontos importantes. Além disso, ensinaremos a seguir como utilizar o op. cit. para referenciar uma obra já mencionada no texto. Confira tudo isso a seguir e muito mais. Veja nossas dicas de temas para seu TCC em: https://projetoacademico.com.br/c/temas-para-tcc/

    Significado de op. cit.

    Como já mencionamos, o termo op. cit. tem origem do latim, onde é utilizado as seguintes expressões: opere citato e opus citatum. Cada uma dessas expressões significam respectivamente: “da obra citada” e “a obra citada“. Nesse caso, podemos observar que o termo op. cit é uma referência a uma obra que já foi mencionada previamente.

    Por mencionar uma obra já citada no trabalho, essa mesma menção também determina que o autor da nova citação também é o mesmo da citação anterior. Esse tipo de menção ocorre comumente ao final da página nas notas de rodapé, onde é possível conferir várias obras, publicações, autores, entre outras informações. Para que essas notas não fiquem muito extensas, é utilizado termos como o op. cit. para relacionar informações sobre uma obra já citada.

    *Fonte: Passaporte do TCC

    Para que serve?

    A maior finalidade do termo op. cit. é evitar que a mesma obra seja mencionada várias vezes ao longo de uma referência bibliográfica. Por exemplo, vamos supor que o seu TCC tenha três diferentes citações do livro “O Primo Basílio” de Eça de Queirós. Nesse caso, nas notas de rodapé o nome do livro é mencionado apenas uma vez, seguido do termo op. cit. que faz menção ao mesmo livro, mas em páginas diferentes.

    O uso do op. cit. facilita a leitura das referências bibliográficas, tornando essas informações mais organizadas e resumidas. Isso contribui tanto para a estética das informações fornecidas ao final de cada página, assim como facilita a leitura. No caso do op. cit. o termo é informado seguido do nome do autor, pois nesse caso, o termo pode substituir o nome de uma obra que foi mencionada em qualquer outra página do trabalho.

    Por exemplo, o termo ibidem também possui uma finalidade parecida, mas ele só pode ser aplicado quando essa menção ocorre logo após a primeira menção, ou seja, as duas informações devem constar na mesma página. Já o op. cit. permite uma dinâmica maior entre as menções, desde que o autor seja informado novamente a cada nova menção com o termo op. cit.

    Quando usar o op. cit. no TCC?

    O trabalho de conclusão de curso segue diversas regras diferentes estabelecidas pela banca examinadora. Isso significa que nem todos os TCCs que existem são criados a partir dos mesmos parâmetros. Nesse caso, é importante que você consulte essas regras antes de utilizar termos como o op. cit. para abreviar menções de livros já citados no trabalho.

    No entanto, a utilização dessa expressão é bastante simples e ocorre na maioria dos TCCs que utilizam mais de uma citação do mesmo livro. Nesse caso, é importante apenas considerar que o termo op. cit. deve ser mencionado juntamente com o nome do autor da obra. A norma ABNT determina que esse tipo de utilização seja feita em nota de rodapé ou ainda entre parênteses. Sendo assim, você pode avaliar qual é a melhor forma de se utilizar o op. cit. em seu TCC de acordo com as regras estabelecidas pela banca que examinará seu trabalho.

    Já o melhor momento para se utilizar esse termo é aquele em que há a necessidade de mencionar a mesma obra como uma referência para algo que já foi dito. Se essa obra já foi mencionada no trabalho e essa menção está próxima a nova menção, é importante utilizar o termo op. cit. para se referir a obra já mencionada. Se a segunda menção ocorrer na mesma página que a primeira, você deverá utilizar o termo ibidem.

    exemplos Op Cit

    Como usar o op. cit. no TCC?

    Como já mencionamos, a forma de se utilizar a expressão op. cit. pode variar conforme as regras estabelecidas para a criação do seu TCC. No entanto, a regra geral determina que esse termo seja utilizado sempre que há a necessidade de mencionar uma obra já mencionada em outra página ou capítulo do trabalho. Nesse caso, a utilização do op. cit. ocorre sempre em conjunto ao nome do autor. Confira a seguir alguns exemplos de utilização:

    Exemplos de utilização do op. cit.

    Vamos supor que em seu TCC você mencione mais de uma vez a obra “A Divina Comédia” de Dante Alighieri em várias páginas do seu trabalho. Nesse caso, você deverá realizar as seguintes menções a obra de acordo com as páginas em que as citações aparecem:

    (SOBRENOME, Nome do autor. Nome da Obra. Editora, ano, p.número da página)

    (ALIGHIERI, Dante. A Divina Comédia. Editora 34, 1321, p.189)

    (ALIGHIERI, Dante. op. cit., p.196)

    Esse exemplo acima é uma forma de se utilizar o termo op. cit. durante o texto. No entanto, essa mesma informação pode aparecer na nota de rodapé sem parênteses. Nesse caso, cada nota deve ser numerada conforme determina as normas vigentes para a elaboração do TCC.

    Formas erradas de utilização

    A forma mais errada de se utilizar o termo op. cit. é colocando essa menção logo após uma menção detalhada na mesma página. Nesse caso, a utilização do op. cit. está incorreta, pois o termo ibidem é a expressão certa para menções próximas.

    Além disso, fazer uma menção com o op. cit. sem informar o autor novamente também é uma forma errada de utilizar a expressão. Isso porque só com o op. cit. não dá para saber de qual obra o texto está se referindo. Mas ao informar o nome do autor, o leitor pode entender claramente que se trata de uma obra mencionada anteriormente.

  • Veja como fazer a Citação de Citação (APUD) no seu TCC seguindo as normas ABNT

    Veja como fazer a Citação de Citação (APUD) no seu TCC seguindo as normas ABNT

    Aprenda a realizar o APUD por meio de uma citação direta ou indireta.

    Escrever artigos científicos pode ser muito mais interessante e fácil do que parece.  Por meio deste guia, ensinaremos como elaborar  artigos de qualidade, de maneira prática e dinâmica, seguindo as normas da citação ABNT, utilizando citação direta e indireta, para a produção de APUD.

    Afinal, o que seria o APUD? Este nome estranho representa a chamada “citação da citação”. Ocorre quando um autor faz referência a outro autor, dentro de sua obra.

    Em um primeiro momento, pode parecer um quanto complicado produzir artigos científicos. Ainda mais saber como usar corretamente as regras da citação ABNT. Citação então… APUD, por exemplo… Mas é bem mais fácil do que parece.

    Toda produção de um artigo está relacionada a forma como uma ideia é apresentada em um texto.  É verdade, existe um verdadeiro pânico no que se refere a utilização das normas ABNT, especialmente para a realização de citação. No caso de outro autor, aumenta a ansiedade.

    Entretanto, estamos aqui para ajudar nesse caminho. Tendo afinidade com o tema a ser explorado no artigo fica mais fácil produzir. E aí as regras de citação da ABNT se tornam mais tranquilas.

    É necessário ter uma ideia consistente para explorar  ao longo do texto, com argumentos bons o suficiente para que sejam defendidos pelo autor.  De igual modo, é importante ter uma pesquisa bibliográfica que seja robusta o suficiente para a citação adequada.

    Além disso, o autor deve produzir  os textos de maneira a apresentar um conteúdo que  seja novo no universo acadêmico, servindo como um diferencial. E compreendendo as regras da ABNT, para que o texto seja apresentado adequadamente na academia.

    pessoa digitando no notebook e um livro ao lado

    Sobre o APUD (citação indireta e direta)

    O APUD corresponde a um termo latino, que significa “junto a”. Ao ser explorado em artigos acadêmicos, “APUD” significa citado por. Então, você já sabe: caso algum professor tocar no tema APUD, você já sabe que se trata de uma citação a ser feita.

    Esse tipo de citação corresponde a uma modalidade especial, que está relacionada a textos que não foram lidos pelo autor do artigo, mas sim reproduzidos em outras obras e que podem ser aproveitados. Na prática, corresponde a uma “citação da citação”. Difícil? Nada!

    Por exemplo, vamos supor que a obra foi realizada por Jorge Amado e ela está citada no texto de um professor de literatura qualquer. Então, o APUD serve para esse tipo de situação. Na prática, você não leu o livro do autor, o do Jorge Amado, mas leu a citação feita pelo professor e gostaria de reproduzir.

    Vamos compreender melhor?

    Como fazer citação APUD. Exemplos

    O APUD pode ser utilizado no início da frase ou no final.

    Caso você queira fazer alguma alteração na formatação da citação, você deverá utilizar sempre a expressão “grifo nosso”, para explicitar e justificar a mudança.

    Primeiro exemplo de uso de APUD

    Segundo Canotilho (1998, p.534, APUD DIDIER, 2014, p.43), “O direito constitucional deve ser estudado de maneira sistemática”.

    Segundo exemplo de uso

    Segundo Canotilho (1998, p. 534), “O direito constitucional deve ser estudado de maneira sistemática” (APUD DIDIER, 2014, p.43).

    Isso significa que o APUD pode ser utilizado anteriormente ou após a citação. Interessante, não?

    Você pode citar somente a ideia do autor (citação direta) ou pode também citar a frase do autor (citação indireta). Veja:

    Exemplo de citação indireta

    “Segundo Balboa (2011, APUD CAPEZ, 1999, p.34), pode-se depreender que…”

    Exemplo de citação direta

    “O direito penal está inserido no dia a dia da sociedade brasileira, de modo a estratificar comportamentos considerados inadequados.” (BALBOA, 2010, p.111 APUD CAPEZ, 1999, p.33).

    Importante observar que o exemplo inicial não apresenta páginas em um dos autores, enquanto que no segundo exemplo há as páginas de ambos.

    exemplos APUD

    Usar ou não usar o APUD

    Alguns autores de metodologia científica não recomendam a utilização do APUD. Estes consideram que a citação da citação acaba revelando defeitos do autor. Por exemplo, há pessoas que consideram que o uso do APUD pode ser visto como um sinal de preguiça, por parte do autor.

    Esta corrente entende que alguns avaliadores interpretam o uso do APUD de maneira  pejorativa. Assim, acham que a sua utilização representa um perigo para a nota final do artigo.

    A citação da citação, dentro de um cenário ideal, não deveria ser realizada, portanto. É o que entende uma boa parcela de autores.

    Já outros entendem que não há problema em seu uso. Argumentam no sentido de que em alguns casos existe uma impossibilidade de se obter os dados referente a outra obra.

    Por via das dúvidas, alguns estudantes olham para o APUD com maus olhos.

    A importância da qualidade da pesquisa

    Todo artigo de qualidade deve ter referências respeitadas dentro do universo acadêmico. Essas referências servirão para embasar o conteúdo explorado. São as citações acima comentadas. Não há perda de valor de uma citação feita por meio de APUD, embora parte da doutrina de metodologia científica não a recomende.
    A pesquisa por meio de autores qualificados credencia o autor.

    Qual o objetivo de produzir artigos científicos?

    Diante de um mercado cada vez mais competitivo, se faz necessário encontrar formas para poder se destacar. Assim, um dos melhores meios de se sobressair no universo acadêmico é com a produção de artigos científicos.

    Estes artigos podem ser importantes para revelar à academia novos conhecimentos, que podem contribuir significativamente para a expansão do conhecimento e para a inovação. Já pensou ser citado por alguém em uma futura obra, por meio de um APUD? Seria bacana, não?

    As publicações acadêmicas estão aguardando pelas suas contribuições.

    O que o Projeto acadêmico pode ensinar para você?

    Por meio de nosso site, oferecemos vários mecanismos para que a produção de conhecimento se expanda. É só conferir. Por exemplo, você está sem criatividade suficiente para poder criar o seu tema de TCC?

    Que tal conferir os nossos temas? Nós ajudamos nisso também. Preparamos uma lista atualizadíssima de temas especiais de TCC.

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

    Contenu Produção Criativa

  • Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas

    Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas

    Após o estudante arduamente terminar a parte escrita e toda a formatação do seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), uma outra importantíssima etapa está prestes a se iniciar. A apresentação do TCC é algo de extrema importância que merece uma atenção redobrada em diversos pontos. Saber planejar a apresentação, mensurar o que será apresentado com base no tempo disponível para uma boa apresentação, é um assunto delicado e que merece sua atenção.

    Devido a isso, neste post vamos falar sobre roteiro para apresentação de TCC e como isso ajuda muito na hora de apresentar qualquer trabalho acadêmico. Veja um passo a passo completo para elaborar um roteiro simples com a sua apresentação do TCC. Veja tudo isso a seguir!

    roteiro apresentação TCC

    Roteiro de TCC

    O roteiro de apresentação de um trabalho acadêmico como o TCC é uma estratégia magnífica e uma das mais recomendadas para quem é tímido, mal organizado, muito falastrão, extrovertido de mais, e pretende apresentar o trabalho de forma completa dentro do tempo previsto. O roteiro é essencial em diversas criações no mundo da literatura, na sétima arte, no marketing, no teatro, e em diversas outras áreas. Muitos executivos de grandes empresas precisam fazer apresentação de novos produtos e estratégias que necessitam de uma apresentação complexa diante dos sócios e outros profissionais. 10 dicas de como se sair bem na apresentação do TCC

    Para fazer isso, os executivos elaboram o trabalho com documentos argumentativos e slides para ilustrar. Mas, esses executivos sabem da importância de criar um roteiro para a apresentação ser objetiva dentro do tempo disponível para apresentar um projeto. Isso acontece com executivos, com engenheiros, com médicos, nutricionistas, advogados, enfim, com diversos profissionais que irão apresentar um projeto a seus superiores e necessitam ser objetivos e profissionais. Portanto, aprenda desde já a seguir um roteiro começando pelo seu TCC!

    Dicas importantes que devem ser seguidas antes da roteirização para TCC

    Antes de sair elaborando um roteiro de apresentação do seu TCC, é necessário se atentar a algumas dicas que farão a diferença entre um bom roteiro e um roteiro que não atende à suas expectativas. Criar um roteiro não é nenhum bicho de sete cabeças, mas é preciso saber o que está fazendo para não fugir da proposta.

    1 – Entenda a lógica de um roteiro

    Leia diversas vezes o seu TCC após ele estar pronto e redigido. Análise tudo novamente diversas vezes para ficar com esse trabalho bem vívido em sua mente. Não confunda esse processo com “decoreba”, pois decorar algo para ser apresentado não é indicado em nenhuma situação. Só pelo fato de você ter feito a pesquisa, o corpo do texto, ter pensado nas imagens, e formatado o trabalho, você já está preparado para apresentá-lo, mas vale a pena fazer sempre uma releitura quando possível. Elaborar um roteiro irá potencializar os principais pontos, o tempo de apresentação, a passagem de um slide para o outro, a fala de um aluno seguida pela fala de outro membro do grupo. Tudo isso será mais fácil de lidar com um roteiro bem ensaiado.

    O fato de você ler e reler o seu roteiro irá ajudar a enxergar ainda mais detalhes intrínsecos do seu trabalho. Estar com esses detalhes bem frescos em sua mente irá ajudar você a tirar as dúvidas dos examinadores sem gaguejar ou ficar perdido na apresentação. Neste caso, estabelecer uma sequência lógica para a sua apresentação irá enfatizar uma linha cronológica com começo, meio e fim para a sua apresentação dentro do tempo estimado para isso. A sequência que for escolhida deverá ser ensaiada e respeitada. Veja dicas de como fazer a apresentação do TCC com Slide

    2 – Tempo

    O tempo para apresentar um trabalho de TCC varia entre as instituições de ensino. Esteja ciente do tempo previsto para a sua apresentação e trabalhe a criação do seu roteiro dentre disso. Se o trabalho for em grupo, o ideal é deixar que um membro do grupo seja o roteirista da apresentação e os outros respeitem o que for elaborado.

    3 – Decorar é um perigo

    Compreender algo de verdade é muito mais poderoso para explicá-lo do que simplesmente decorar e falar sobre o assunto. Se você focar em decorar seu trabalho de TCC para apresentá-lo, pode ser que o nervosismo e imprevistos que podem ocorrer faça com que você não consiga apresentar o seu trabalho. Busque entender tudo sobre o seu trabalho, principalmente se você fez ele em grupo e não participou de algumas etapas. Com o trabalho em mãos, leia e releia quantas vezes for necessário para entender de verdade o seu trabalho, e não simplesmente decorar somente o que você terá que apresentar.

    4 – Sequência cronológica

    Ao elaborar seu roteiro do TCC é necessário que você tenha os tópicos em uma ordem cronológica que ofereça uma apresentação compreensível. A sequência cronológica do roteiro deve ser bem preparada para que o trabalho tenha começo, meio e fim com tudo que é mais relevante para isso acontecer.

    5 – Evite ficar olhando para o papel

    Para apresentar uma monografia, o estudante deve estar bem sintonizado com o conteúdo de seu trabalho, com os slides e com todos os detalhes do que será apresentado. Se o estudante é dependente de ficar olhando em anotações feitas em um papel, isso demonstra insegurança e desconhecimento do seu trabalho junto a banca examinadora. Mais uma vez lembrando, o TCC é um trabalho de conclusão de curso e o aluno deve se preparar para apresentá-lo como se fosse para o seu superior hierárquico dentro de uma empresa. Não menospreze essa excelente oportunidade de crescer profissionalmente! Roupa para Apresentar TCC: dicas de look para homens e mulheres

    *Mais Vídeos sobre TCC: CLIQUE AQUI

    Como criar um roteiro de TCC?

    1 – Cumprimentos

    Saber cumprimentar a banca examinadora é uma etapa muito importante de ser incluída em um roteiro de TCC, pois muitos alunos não sabem que isso é uma regra importante a ser seguida. Inclua no roteiro como serão os cumprimentos em grupo e individual. Como cumprimentar a banca na apresentação do TCC: dicas e sugestões

    2 – O porquê deste tema

    Fale para os examinadores e toda a plateia presente os motivos que levaram a escolha de abordar tal tema. Faça uma justificativa cativante com palavras bem trabalhadas para que as pessoas presentes saibam sobre o que será apresentado.

    3 – Problema de pesquisa

    Ao buscar justificar sobre a escolha do tema, o aluno já deixou bem claro seus motivos de abordá-lo, mas ainda é importante enfatizar um problema que mereça ser solucionado com o seu trabalho. Com base no problema, o seu estudo foi elaborado para tentar solucioná-lo ou compreendê-lo melhor.

    4 – Hipótese

    Mencione hipóteses sobre o problema de pesquisa e fala em detalhes sobre essas hipóteses. Explique o seu ponto de vista para a banca examinadora. Será o corpo docente da instituição que irá validar essas hipóteses ou não.

    5 – Referência

    Reúna alguns slides que apresentem de forma rápida os autores citados e os conceitos que darão embasamento para suas hipóteses.

    6 – Metodologia

    Explique os métodos de pesquisa utilizados e como os resultados foram surgindo.

    7 – Resultados

    Falar sobre os resultados da pesquisa com base nas hipóteses levantadas é importante e segue a sequência como o sétimo tópico do seu roteiro.

    8 – Considerações finais

    As considerações finais em uma apresentação de TCC são muito importantes para que a conclusão do seu trabalho seja compreendida pelos espectadores presentes. Fale novamente sobre os objetivos que o levaram a fazer esse trabalho. As considerações finais estão atreladas aos objetivos que conduziram a elaboração de um trabalho. Inclua a participação de cada membro do grupo caso o TCC seja apresentado em grupo com a descrição de fala de cada um em cada etapa mencionada acima. Prepare os slides referentes a cada etapa com base no roteiro criado e organize todos os pormenores baseados neste roteiro. Ensaie o roteiro se possível alguma vezes para uma apresentação tranquila e bem preparada.

  • Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Em todo o território brasileiro, a norma técnica referente a trabalhos acadêmicos mais utilizada são as Normas Técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Mas, no Brasil e no mundo, existem outras normas técnicas que também são utilizadas e podem pegar um estudante de surpresa na hora de formatar um trabalho acadêmico. Imagine que você é um grande conhecedor das normas ABNT, mas sua instituição resolve cobrar as citações em um trabalho seguindo o padrão Vancouver.

    Neste post vamos falar mais sobre como fazer citação seguindo as normas Vancouver e mais detalhes sobre esta norma. Saiba o que é a norma técnica Vancouver e conheça em detalhes como diversos tipos de citações deverão ser feitas em monografias, revistas, jornais, dentre outros. Veja tudo isso a seguir!

    banner citação vancouver

    Normas Vancouver

    O conjunto de normas técnicas Vancouver, assim como a ABNT, é um conjunto específico de regras para a publicação de trabalhos científicos e acadêmicos. O nome Vancouver nasceu devido à uma reunião realizada em Vancouver, localizada no Canadá, em 1978. A reunião entre membros importantes do Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas e também membros da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estado Unidos, determinaram naquela reunião o padrão de normas técnicas Vancouver.

    É importante deixarmos claro que as normas Vancouver não são tão abrangentes como é o caso da ABNT em se tratando de trabalho acadêmico. Um exemplo, as normas Vancouvers não disponibilizam parâmetros específicos para a formatação da capa, do rodapé, da folha de rosto, dos anexos, da apêndice, e outros itens que são padronizados pelas normas ABNT. O maior foco da norma Vancouver são as citações e referências na apresentação de um trabalho no âmbito científico.

    *Fonte: BSEN UNIRIO

    Como fazer citações com as normas Vancouver?

    As citações em um trabalho acadêmico e científico, como é uma monografia, são importantes para embasar uma argumentação bem fundada. As citações já foram objeto de estudo e um dos maiores motivos do nascimento das normas Vancouver.  Da mesma forma que acontece na ABNT, as citações realizadas junto a norma Vancouver também diferenciam citações diretas de citações indiretas curtas e longas. Os critérios adotados pela Vancouver quanto a isso são semelhantes ao método brasileiro.

    O que devemos nos atentar para falar de citações dentro das normas Vancouver é que esse conjunto de regras segue um conjunto numérico para ordenar as referências bibliográficas diferente do sistema autor-data utilizado na ABNT. Ou seja, a apresentação das referências bibliográficas devem ser listadas conforme a ordem em que as citações vão surgindo no corpo do texto. A numeração utilizada deve aparecer da seguinte forma:

    • Entre parênteses, (2), (3), (4)…;
    • Colchetes  [2], [3], [4]…;
    • Super índice 2, 3, 4…; ou
    • Uma mescla de Colchetes com Super Índice [2], [3], [4]…

    O sobrenome de um autor sempre deverá ser citado logo com a primeira letra do seu nome em maiúsculo, seguido pelas iniciais com o nome, sem a utilização de vírgula e ponto para dividir as iniciais e o sobrenome. As normas Vancouver não determinam o uso de negrito, sublinhado ou itálico na formatação das referências.

    Se ainda não ficou claro a explicação até aqui, não se preocupe, pois no tópico a seguir você verá alguns exemplos práticos da aplicação da norma Vancouver em citações de diversas fontes.

    Exemplos de citações utilizando as normas Vancouver

    Citações realizadas em revista

    Autor/es. Título do artigo. Abreviatura internacional da revista. ano; volume (número): página inicial-final do artigo. Se os autores fossem mais de seis, menciona-se o nome do primeiro autor seguido da abreviatura “et al.”

    Exemplo:

    Laurêncio E et al. Sistema de apoio ao idoso: casos associados, parâmetros para um melhor acesso do cuidador. Rev de Saúde Pública. 2019;45(6):1101-2222.

    Revista online

    Autor/es do artigo. Título do artigo. Nome da revista, ano [data de consulta]; volume (número): [Extensão/páginas]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Brasil I, Laurêncio M, Matos T, Moreno L. Estimulação física contra a obesidade. An Sist Navar [revista na Internet] 2009 janeiro-abril. [acesso 19 de fevereiro de 2009]. Disponível em: http://www.sisnavar.es/salud/anales/textos/vol26/n3/revis2a.html.

    Citação em Jornal

    Autor do artigo. Título do artigo. Nome do jornal. Dia mês ano; Seção: página (coluna).

    Exemplo:

    Laurêncio L. Saúde e consciência. Folha de São Paulo. 10 ago 2009; Caderno mais: 5-6.

    Citação em Livros

    Autor/es.Título do livro. Edição. Lugar de publicação: Editora; ano. Neste caso, não é necessário especificar a primeira edição, apenas da segunda em diante. A edição sempre se põe em números arábicos e abreviatura: 2ª ed. Se a obra for composta por mais de um volume, devemos citá-lo a seguir do título do livro: Vol. 3.

    Exemplo:

    Laurêncio L. Português instrumental. 11. ed. Belo Horizonte: Atlas; 2009.

    Livro e-reader

    Autor/es.Título do livro. Edição. Lugar de publicação: Editora; ano. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Brasil. Ministério da Saúde. Sociedade dos Cardiologistas do Brasil. [livro online]. Belo Horizonte: MCT; 2009. [acesso em 03 ago 2015]. Disponível em http://www.cardiologistasdobrasil.org.br/ livro_verde/download.htm.

    Publicações online

    Autor/es da publicação. Título da publicação. Ano [data de consulta]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Laurêncio IVCP. (2019). Saúde, controle de doenças e prevenção: saiba sobre o perigo do parasita desconhecido encontrado em Aracaju, Sergipe. [publicação online]; 2019 [acesso em 14 abr 2015]. Disponível em http://www.saúde-contaminação-parasita-sociedade-médica-brasileira.html.

    Citações em site

    Autor/es. Título [site]. Lugar de publicação: Editor; Data de publicação [data de atualização; data de acesso]. Endereço eletrônico.

    Exemplo:

    Ministério da Educação [homepage na internet]. Análise dos benefícios da educação de primeiro mundo no Brasil [acesso em 29 abril 2009]. Disponível em: http://www.mec.gov.br.

    Citação Vancouver em monografia

    Autor. Título. (subtítulo se houver) Tipo de documento. Cidade: Instituição onde foi defendida; ano.TCC

    Exemplo:

    Laurêncio AMT.B abordagem da alegação dos direitos estabelecidos entre as empresas de praticarem livre comércio no exterior. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2009. Trabalho de Conclusão de Curso em Direito Empresarial.

    Citações em Workshop, Seminário, Congresso

    Tipo de publicação, número e nome do evento; data de realização (dia mês ano); Cidade e país de realização do evento. Cidade da publicação: Editora ou Instituição responsável pela publicação; ano de edição (nem sempre é o mesmo do evento).

    Exemplo: Anais do 6. Congresso Internacional sobre a Educação no Brasil; 17-19 ago 2009; São Paulo (SP): USP Universidade de São Paulo; 2019.

  • Como cumprimentar a banca na apresentação do TCC: dicas e sugestões

    Como cumprimentar a banca na apresentação do TCC: dicas e sugestões

    Elaborar o TCC é apenas uma das etapas deste importante trabalho acadêmico. Após essa elaboração, é necessário passar ainda pela apresentação, que para muitas pessoas é um verdadeiro desafio. Além de ter que encarar a banca e uma plateia, é preciso ter alguns cuidados para não cometer erros que podem comprometer a apresentação do TCC.

    Pensando em todos esses cuidados, desenvolvemos esse artigo para que você saiba como cumprimentar a banca quando for realizar a apresentação do TCC. Além disso, ensinaremos a seguir como se portar em sua apresentação e quais cuidados você precisa ter. Confira! 10 dicas de como se sair bem na apresentação do TCC

    banner apresentação de trabalho

    Cumprimento cordial

    Respondendo a principal dúvida deste post, você deve cumprimentar a banca examinadora de forma cordial. Respeito e cordialidade devem ser os conceitos básicos da sua apresentação. E para que esses dois conceitos sejam mantidos, você deve ter os seguintes cuidados:

    • Não se atrasar;
    • Não pedir desculpas repetidas vezes;
    • Dizer sempre: bom dia, boa tarde ou boa noite a todos;
    • Cumprimentar todos da banca, sem nenhuma exceção;
    • Se apresentar para a banca e para a plateia;
    • Falar de forma que todos entendam.

    Esses são os cuidados mais básicos ao ser cordial e respeitoso. Agora, você pode variar o tipo de cumprimento dependendo da situação. Veja alguns exemplos do que dizer a seguir:

    Aluno: Bom dia, tudo bem?

    Banca: Bom dia, tudo ótimo!

    Aluno: Bom dia a todos! Meu nome é Cecília Andrade, sou estudante do curso de Pedagogia e vou apresentar um trabalho de conclusão de curso no tema “Educação Inclusiva: Quais são as principais dificuldades vivenciadas nas escolas públicas”.

    Viu só? Não é preciso fazer nenhum curso de etiqueta para ser respeitoso e cordial. Você só precisa falar calmamente de forma clara, objetiva e com muita educação.

    Principais erros ao cumprimentar a banca

    Destacamos anteriormente como você deve cumprimentar a banca ao apresentar seu TCC. Agora, vamos destacar os principais erros e porquê você deve evitá-los. Veja dicas de como fazer a apresentação do TCC com Slide

    • Chegar atrasado: sim, imprevistos acontecem! Mas chegar atrasado é péssimo, principalmente para uma apresentação tão importante quanto o TCC. Quando isso acontece, a banca fica impaciente e já começa a duvidar da credibilidade do seu trabalho. Para evitar esse erro, planeje para sair de casa uma hora antes do que está acostumado. Assim você evita chegar atrasado caso aconteça algum imprevisto.
    • Não cumprimentar todos: a educação é muito bem-vinda em diversas situações. Passar por alguém e não cumprimentar é visto como uma falta de educação enorme, principalmente quando você está cumprimentando os demais integrantes da banca. Então, não se esqueça de nenhum examinador e nem mesmo da plateia. Todos merecem respeito!
    • Ser informal: cumprimentar os examinadores e a plateia como se estivesse em uma roda de amigos poderá comprometer sua apresentação. Gírias como “e aí”, “e aí parça”, “suave”, “tudo bem parceiro”, “e aí galera”, entre outras, não podem fazer parte da sua apresentação, ainda mais no momento que você for cumprimentar a banca examinadora.
    • Falar baixo demais: algumas pessoas são tão tímidas que ao falar a voz sai muito baixa. O maior problema nesse caso é que as pessoas podem não ouvir e pensar que você nem mesmo disse “bom dia” ao iniciar sua apresentação.
    *Fonte: Gislene Isquierdo

    Dicas de como se portar durante a apresentação

    Sabendo o que fazer e o que não fazer ao cumprimentar a banca no dia da sua apresentação, agora você deve ter em mente alguns conceitos básicos de como se portar ao longo da apresentação. Confira todas essas informações a seguir:

    1. Se apresentar

    Depois que você cumprimentou todos os examinadores e a plateia, você deve se apresentar. A apresentação nesse caso deve ser feita inicialmente pelo seu nome, seguindo com o nome do curso e do tema do TCC. Caso a apresentação seja em grupo, o primeiro a falar no TCC deve apresentar todos os outros integrantes.

    Caso você não seja o primeiro a apresentar, quando for sua vez você deve cumprimentar a todos novamente e dizer seu nome cordialmente. Veja a seguir alguns exemplos:

    Aluno em apresentação grupo: Bom dia a todos! Meu nome é Guilherme Dias, e esses são: Gustavo Siqueira, Flávia Mendonça e Maria da Silva. Somos estudantes de Direito e apresentaremos um TCC sobre “A história do Direito Penal no Brasil”.

    Aluno em apresentação sozinho: Bom dia a todos! Meu nome é Guilherme Dias, sou estudante de Direito e apresentarei um TCC sobre “A história do Direito Penal no Brasil”.

    Aluno após já ter sido apresentado por parceiro: Bom dia a todos! Sou o Gustavo Siqueira… Complementando com o que o Guilherme Dias disse no tópico anterior.

    2. Respeitar a apresentação do outro integrante

    Esse é um ponto muito importante sobre respeitar o outro. Em apresentações em grupo, você deve se portar como um verdadeiro ouvinte quando um parceiro estiver apresentando determinada parte do TCC. Isso mostra o quanto o grupo todo está envolvido com o trabalho e o quanto você respeita seus colegas de equipe.

    Além disso, se a banca examinadora perguntar a você algo relativo a explicação do seu parceiro, você deverá responder prontamente sem ter que perguntar sobre o que ele estava falando.

    3. Cuidados com a linguagem

    Já mencionamos isso anteriormente, mas esse é um cuidado que muitas pessoas precisam ter. Saber o que falar é importante, porém, é fundamental saber como falar. Gírias, palavras de contexto informal, palavras de baixo calão, entre outras, não devem ser mencionadas durante sua apresentação, a não ser que esse seja o foco do seu tema.

    Não somente os costumes linguísticos, mas também erros de pronúncia e de português. Imagine que ao apresentar seu TCC você é visto como um profissional com grande domínio sobre o assunto discutido. Por isso, é fundamental que você saiba falar corretamente respeitando o português, a cordialidade e os aspectos de uma conversa formal.

    Dicas adicionais

    • Escute as críticas sem debater com os examinadores;
    • Converse com os examinadores e com a plateia;
    • Não decore sua apresentação, e nem mesmo faça apenas leituras de slides;
    • Sempre tire dúvidas, quando questionado por qualquer pessoa;
    • Siga um cronograma, não há nada pior do que prolongar uma apresentação por não conseguir explicar algo de forma objetiva e rápida.
  • Carta Argumentativa: exemplo, como fazer e modelo pronto

    Carta Argumentativa: exemplo, como fazer e modelo pronto

    Uma carta argumentativa é um tipo de discurso que utiliza estruturas fundamentais: a forma argumentativa. A estrutura no formato de carta, também conhecido como epístola, tem como objetivo defender um ou mais pontos de vista expressados pelo autor da carta. Argumentação: veja como fazer, fundamentar, tipos e nossas dicas

    Neste post vamos falar mais sobre o que é uma carta argumentativa e quais suas características. Entenda melhor esse tipo de carta conhecendo sua estrutura e vendo exemplos de como se fazer uma. Veja tudo isso a seguir!

    exemplo carta argumentativa

    Estrutura de uma Carta Argumentativa

    A forma com que uma carta argumentativa é estruturada é comum para qualquer tipo de carta, podendo ser comparada com uma carta aberta, carta ao leitor ou carta pessoal. Mesmo que a estrutura da carta argumentativa possa ser comparada com outros tipos de carta, ainda assim ela segue de uma forma mais rígida quando o assunto é o mundo acadêmico. No vestibular, a estrutura de uma carta argumentativa deve demonstrar os seguintes elementos:

    Data – Geralmente, a data aparece na primeira linha de uma carta argumentativa, com a indicação do local logo em seguida. A data deve ser de quando a carta foi escrita. Esse formato antigo e ainda cobrado em vestibulares é muito importante, pois antes do advento tecnológico de hoje a datação de uma correspondência era a única forma de identificar quando a epístola foi escrita de fato. Sendo assim, o autor da carta tem que indicar a data e o local onde a carta foi escrita.

    Destinatário – Um destinatário de uma carta argumentativa deve aparecer na segunda linha da epístola. O autor deve incluir para quem a carta está sendo enviada com uma referência direta. O pronome de tratamento mais adequado a quem o autor da carta se refere também deve ser utilizado de forma correta. Um exemplo, se a carta é destinada a um reitor de uma universidade, é importante que o pronome de tratamento anteceda o nome do reitor. Neste caso, apareceria antes do nome do reitor o pronome de tratamento “Vossa Magnificência”. Se esta carta estiver endereçada a um juiz, então o pronome utilizado será “Excelentíssimo(a) ou Senhor(a)”.

    Corpo do texto e conclusão – No espaço destinado ao corpo do texto, que pode ser encontrado logo abaixo do nome do destinatário, está contido toda a argumentação que o autor pretende lançar ao destinatário. O corpo do texto começa a ser escrito a partir da terceira linha da epístola. O corpo do texto segue a estrutura argumentativa padrão, que é introdução, desenvolvimento e conclusão. O autor da carta deve deixar bem claro os motivos que o levaram a escrever essa carta. A estrutura argumentativa padrão é a mesma utilizada em redação, pois se trata de um texto dissertativo com o intuito de elucidar o receptor sobre os motivos de tal carta.

    Saudações – Assim que o autor da carta concluiu toda argumentação com uma conclusão clara e objetiva, é necessário se despedir do destinatário com formalidade. Nesta etapa, o autor deve se despedir com uma saudação bem cordial, como, por exemplo, “Atenciosamente” ou “Com toda minha admiração e respeito”, dentre outras formas de saudação.

    Assinatura do remetente – Após concluir a saudação feita ao destinatário, o autor da carta deve assinar a carta com seu nome. Essa assinatura deve acontecer logo após a saudação. O correto é que a assinatura apareça logo após a saudação. Uma importante dica: tomem cuidado, pois em alguns vestibulares é proibido que o candidato assine uma carta argumentativa por razões de segurança. Neste caso, o candidato a vaga pode encerrar a epístola com um fecho.

    *Fonte: Sala do Saber

    Características de uma Carta Argumentativa

    Introdução

    Sabendo que a estrutura de uma carta argumentativa vai além da estrutura comum vista em outras cartas, também é preciso estar atento para as características do tipo de argumentação que será utilizada. Em relação a isso, devemos sempre lembrar que é extremamente necessário utilizar uma introdução logo nos primeiros parágrafos do corpo do texto. Em alguns casos, o tema deverá ser abordado com uma clara e compreensível tese sobre o assunto enfatizado na carta.

    Argumentação ou desenvolvimento

    Já nos parágrafos que vem logo a seguir após a introdução, é importante saber argumentar ao querer defender um ponto de vista pessoal ou de terceiros. Ou seja, é possível argumentar em seu nome ou em nome de outra pessoa desde que a argumentação seja clara neste sentido. Isso só acontece de forma bem clara quando são lançados fatos, análises, dados, referências, informações relevantes, dados estatísticos, tudo que comprove que a argumentação realizada pelo autor da carta é de fato verdadeira.

    Conclusão

    Após o remetente ter realizado sua argumentação com base nas características vistas acima, o último parágrafo deve ser reservado para uma conclusão definitiva sobre o ponto de vista do autor. Neste caso, o autor da carta argumentativa tem todo um aparato de informações empíricas lançadas na argumentação que embasam sua conclusão.

    Exemplo pronto de Carta Argumentativa

    Logo abaixo podemos ver um exemplo fictício de uma carta argumentativa:

    25 de janeiro de 2019

    Sócio (destinatário)

    Mais uma vez, as minhas atitudes ligadas ao interesse de nossa empresa desencadeiam-se sobre mim. Os funcionários da empresa insultam-me com cartazes e palavras negativas constantemente sem o direito de poder me defender. Essas pessoas precisam sufocar minha voz para que eu me cale definitivamente sem que tenha a chance de explicar para onde foi o dinheiro do Fundo de Funcionários.

    Lutei para criar a chance de mais rentabilidade entre os nossos colaboradores potencializando as atividades econômicas da empresa e preservando valores depositados a cada um desse funcionários. Passei a vida lutando para que todos tivessem mais direitos de um modo geral dentro da empresa. Fiz diversas campanhas a favor das pessoas menos favorecidas. Tenho me esforçado todos os meses para que tudo volte a normal.

    Mesmo tendo sido provado pela Justiça que não tive envolvimento algum com o desvio do dinheiro, os funcionários de todos os setores me repudiam e não me respeitam como uma autoridade dentro de nossa empresa. Percebi que minha presença tem sido cada vez mais nociva para as atividades do grupo.

    Portanto, venho através desta carta informar que estou me desfazendo do meu poder como sócio e vou lançar ao mercado todas as minhas ações com o objetivo de me desligar do grupo o quanto antes. Espero que você entenda que minha maior intenção é preservar os interesses da empresa e dos funcionários.                                                                                                                                                                                         

    Com toda minha admiração e respeito, Sócio (remetente).

  • Aprenda como elaborar os Agradecimentos no TCC seguindo a ABNT

    Aprenda como elaborar os Agradecimentos no TCC seguindo a ABNT

    Temos várias dicas para lhe auxiliar a redigir seus agradecimentos de acordo com as normas da ABNT!

    Apesar de não ser um item obrigatório no TCC, os agradecimentos também devem ser redigidos de acordo com as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos.

    O que são os agradecimentos do TCC?

    São uma parte opcional, porém com detalhes importantes na sua elaboração. É preciso muita atenção e cuidado neste item, pois é nesta seção do trabalho que você poderá prestar seu agradecimento para as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram na realização desta tarefa.

    Mesmo sendo opcionais, como dito acima, é uma seção esperada pelo leitor, que aguarda do acadêmico uma prestação de reconhecimento pelo apoio dado durante a longa caminhada até a finalização do TCC. Veja nossas dicas para temas de TCC de diversos cursos em: https://projetoacademico.com.br/c/temas-para-tcc/

    Os agradecimentos do TCC conforme a ABNT

    Ao redigir seu TCC, você já deve ter em mente que é necessário seguir as regras padrões da ABNT, certo?

    O erro de muitas pessoas é pensar que os agradecimentos do TCC não seguem as normas comuns aos trabalhos acadêmicos.

    Eles devem ser dirigidos para as pessoas, ou mesmo instituições que de alguma forma lhe auxiliaram ou prestaram contribuição para seu trabalho.

    As normas da ABNT orientam que os agradecimentos sejam norteados pelos seguintes parâmetros:

    1. A palavra AGRADECIMENTOS deve aparecer centralizada na margem superior da folha em caixa alta (letras maiúsculas), tamanho 12;
    2. Não possui número limite de linhas;
    3. Deve seguir a formatação padrão dos elementos textuais do trabalho, ou seja, margens, espaçamento e outros;
    4. Precisa seguir uma norma hierárquica no agradecimento (de quem teve uma importância muito grande para quem contribuiu em menor escala);
    5. Usar fonte Times new Roman ou Arial;
    6. Espaço entre linhas de 1,5;
    7. Alinhamento justificado;
    exemplo agradecimentos TCC nas regras ABNT
    Exemplo retirado de: https://www.slideshare.net/Fabryzzyo/uepa-2009-pronto-tcc

    Diferenças entre agradecimento e dedicatória

    Ambos são elementos pré-textuais e não obrigatórios, por isso são comumente confundidos.

    Nos trabalhos acadêmicos o agradecimento deve aparecer na página posterior à dedicatória e sempre sozinho na folha, sem outros elementos agregados.

    Os agradecimentos do TCC são o espaço onde você prestará seu reconhecimento para quem contribuiu com o trabalho.

    A dedicatória, por sua vez, trata-se se de uma homenagem mais restrita, a apenas uma pessoa ou instituição.

    O primeiro tem extensão de linhas e páginas livre, de acordo com o número de agradecimentos determinados pelo autor.

    Linguagem utilizada nos agradecimentos do TCC

    Tanto os agradecimentos quanto a dedicatória possuem em comum uma linguagem menos formal que no restante do trabalho, já que possuem um cunho pessoal.

    Também não se incluem nos agradecimentos itens avaliativos ou identificações referentes ao trabalho.

    A disposição de parágrafos também é determinada por quem escreve, optando por parágrafos individualizados para cada pessoa ou instituição, ou mesmo um único parágrafo para múltiplas homenagens.

    Quem citar nos Agradecimentos do TCC?

    Ao redigi-los sempre surge aquela dúvida: Quem devo agradecer?

    Para essa pergunta, a questão a ser levada em conta é muito mais sobre etiqueta do que sobre as regras e padrões técnicos.

    Tenha sempre em mente ao selecionar as pessoas que citará que estas devem ter sido importantes durante a elaboração do trabalho.

    Nem todos precisam ser nominados, deixe para fazer isso apenas com os familiares mais próximos e o orientador. Caso seus familiares já tenham sido citados na dedicatória evite repeti-los nos agradecimentos.

    Ao citar o orientador nominalmente, você pode incluir também outros professores que tiveram relevância e auxiliaram na pesquisa, se for este o caso. Este agradecimento ao orientador é tradicional e quase que via de regra ocorrer no trabalho.

    Se for seu desejo, você também pode homenagear o corpo docente do seu curso, ou mesmo incluí-lo no mesmo parágrafo do orientador, como por exemplo:

    Agradeço ao meu orientador (nome) pelo auxílio na execução deste trabalho, e homenageando-o agradeço aos demais membros do corpo docente do Curso.”

    É costume também fazer agradecimento a Deus, independentemente de religião ou credo de quem elaborou o TCC.

    Fique tranquilo que isso não gerará discussões acerca de dogmas religiosos ou embate sobre esta ou aquela crença, já que caso isso venha a ocorrer, vale lembrar que tal ato configura discriminação, ferindo a liberdade religiosa prevista na constituição.

    Você pode incluir a equipe da Universidade em seus agradecimentos, pela atenção e estrutura disponibilizada, ou mesmo por empréstimo de bibliografias ou outras ferramentas de auxílio.

    Além destas, outras pessoas que você julgar pertinente agradecer, ou mesmo grupos ou instituições que lhe possibilitaram concluir com sucesso o trabalho.

    *Fonte: Fran Carniel

    E quem deixar de fora dos agradecimentos?

    Evitar citar nominalmente muitas pessoas. Seus pais, namorado (a), esposo (a), irmãos e outros familiares, com certeza, foram importantes na sua vida acadêmica e neste trabalho, mas procure nomeá-los na dedicatória.

    Os agradecimentos possuem a função de reconhecimento. Portanto, ao nomear esta ou aquela pessoa, procure ser seletivo e objetivo na escolha.

    Também evite os agradecimentos em tom cômico, como aqueles que agradecem ao computador, por funcionar perfeitamente durante a execução do trabalho, ou ao café e energéticos por mantê-los acordados durante as madrugadas de estudo e pesquisa.

    Caso deseje acrescentar tal veia cômica, opte por fazê-la nas dedicatórias.

    Deixe de fora aqueles que não apresentaram contribuições significativas ao seu trabalho e evite redundâncias na hora de agradecer, como por exemplo, agradecer sua família e logo abaixo agradecer novamente à sua mãe.

    De resto, a escolha é livre e muito pessoal, por isso as normas da ABNT são bastante leves em relação a esta parte do TCC.

    Somente lembre-se de agradecer alguém, pois ninguém faz seu TCC completamente sozinho não é mesmo?

    Seja seus familiares, seu orientador, seus amigos, cônjuge ou filhos, algum destes contribuíram para que você finalizasse este trabalho com sucesso.

    Exemplos de agradecimentos prontos

    A Deus por me conceder sua centelha divina, a vida da qual desfruto todos os dias. Aos meus pais que sempre me apoiaram concedendo-me educação para a vida. Aos meus colegas e amigos pelo apoio e presença nessa caminhada de aprendizado, em especial ao Tiago Elias e ao Fernando Puntel. Aos membros do LARM (Laboratório de Automação e Robótica Móvel) e aos nobres colegas do Posto de Fiscalização Sanitária (BR-101, Araranguá) pelos auxílios concedidos. A Universidade Federal de Santa Catarina que abre tantos caminhos e em especial ao meu orientador, professor Anderson Luiz Fernandez Perez, por suas importantes contribuições ao desenvolvimento do trabalho e por ser razão de intensa motivação, paciência e inspiração.

    Fonte: http://larm.paginas.ufsc.br/files/2013/04/TCC-Telmo-2013.pdf

    Obviamente não serão nessas poucas linhas descritas que serão citadas todas as pessoas e profissionais que foram fundamentais para essa conquista, e que estiveram diretamente envolvidos no crescimento pessoal e profissional desde o começo deste curso. Agradecemos o Prof. Celso Salamon pela orientação do trabalho, por auxiliar e dar suporte técnico e estar presente no desenvolvimento com a sua total dedicação e nos mantendo firmes aos objetivos propostos. Somos gratos aos professores que compuseram a banca avaliadora, Professores Daniel Hioki, Ubiradir Mendes Pinto e Sidney Carlos Gasoto, estes que dispuseram de seu tempo para participarem do desfecho deste trabalho. Ao professor Ricardo Fernando dos Reis, que nos disponibilizou a máquina de ensaios do laboratório de materiais, e nos acompanhou e auxiliou no experimento. Agradecemos também a todos os professores que fizeram parte da nossa formação acadêmica, em especial o corpo docente dos departamentos de Mecânica (DAMEC) e eletrônica (DAELN). Em conjunto a isso saudamos todos os profissionais da Universidade tecnológica Federal do Paraná, que com sua estrutura nos permitiu consolidar mais uma etapa em nossas vidas. Gostaria de lembrar aos nossos amigos e colegas que foram indescritíveis a convivência e o crescimento mútuo que tivemos durante o período. Muitos trabalhos, aprendizados e desenvolvimento de atividades que nos proporcionaram um grande crescimento pessoal e profissional. Nossos familiares foram de extrema importância, dando a força e sustentação para seguirmos firmes na caminhada até o final. Suportaram a carga imposta por esses longos anos de estudo e que agora vibram com nossa vitória. Um muito obrigado a todos.

    Fonte: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/9763/1/CT_COMET_2015_2_09.pdf

    exemplos agradecimentos para tcc
    Fonte: http://www.abcm.org.br/downloads/TCC_-_Engenharia_Mecanica_2011-1_-_Adriano_Menezes_da_Silva.pdf
    Fonte: https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/4644/1/TCC%20Fabiana%20-%20corrigido.pdf

    Últimas dicas para não errar no agradecimento do TCC!

    Vamos fazer um último apanhado para lhe auxiliar na escrita dos agradecimentos do seu TCC, acompanhe abaixo!

    • Não se preocupe com o número de linhas, a produção dos agradecimentos é livre;
    • Fonte Arial ou Times tamanho 12, com espaçamento 1,5 entre linhas e texto justificado;
    • Evitar citar nomes, deixe para fazer isso na dedicatória;
    • Homenagear o orientador, pode ser feito nominalmente;
    • Agradecer à Universidade e ao corpo docente é de escolha sua;
    • Você pode homenagear outros professores além do orientador, que de alguma forma tenha lhe fornecido auxílio ou subsídios para a escrita do trabalho;
    • Se quiser dar um tom cômico agradecendo ao café, ou mesmo ao seu computador, faça-o na dedicatória;
    • Agradecer a Deus ou a entidades é de sua escolha e não pode ser questionado ou diminuído por ser desta ou daquela religião, já que isto configura discriminação religiosa;
    • O título “Agradecimento” deve ser em caixa alta e centralizado;
    • Siga o padrão de margens e espaçamento do restante do TCC.

    Além disto, apenas deixe sua emoção fluir, pois os agradecimentos são a parte de um TCC onde você vai homenagear pessoas que lhe são especiais e auxiliaram-no na trajetória acadêmica.

    Confira em nosso site, Projeto Acadêmico, outras dicas valiosíssimas para auxiliá-lo a redigir seu TCC!

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

    Contenu Produção Criativa

  • Crônica Argumentativa: exemplos, como fazer, estrutura e dicas

    Crônica Argumentativa: exemplos, como fazer, estrutura e dicas

    A crônica argumentativa é uma das produções textuais mais utilizadas por revistas, jornais e outros meios de comunicação. Tendo como característica o aspecto crítico, a crônica argumentativa proporciona um olhar crítico sobre determinado ponto de vista.

    Quer saber mais detalhes sobre o que é crônica argumentativa e como fazer uma? Então confira neste post todos os detalhes dessa produção textual. A seguir mostraremos exatamente como fazer uma crônica argumentativa e tudo que você precisa saber sobre esse tipo de texto. Confira!

    banner escrito crônica argumentativa com livros

    O que é crônica argumentativa?

    A crônica argumentativa é um texto que tem como principal característica a argumentação sobre algo. Geralmente, essa argumentação tem um aspecto crítico e aparece frequentemente em revistas e jornais. Argumentação: veja como fazer, fundamentar, tipos e nossas dicas

    Embora a crônica argumentativa seja uma crônica, ela é bastante parecida com textos argumentativos como o Artigo de Opinião, com o diferencial que é o aspecto fictício empregado a história.

    O texto pode ter um contexto narrativo, descritivo ou dissertativo, dependendo do tema e da abordagem. No texto, também é empregado o ponto de vista do cronista, que é o autor da crônica. Esse ponto de vista é empregado de forma crítica, utilizando diversos elementos para criar um texto criativo e único.

    Exemplos de crônica argumentativa

    Características da crônica argumentativa

    Como mencionado, a crônica argumentativa possui como objetivo fazer uma crítica sobre determinado tema dando ênfase para o ponto de vista do cronista de forma criativa. Toda essa criatividade empregada a elaboração da crônica argumentativa é explorada com o auxílio das seguintes características da produção textual:

    • Linguagem coloquial, direta e simples;
    • Argumentação e persuasão sobre o tema;
    • Texto relativamente curto e objetivo;
    • Temas polêmicos ou cotidianos;
    • Induz o leitor a reflexão;
    • Crítica, ironia e humor;
    • Mistura do estilo jornalístico e literário;
    • Criatividade e subjetividade para a elaboração;
    • Tempo e espaço limitado;
    • Pouco ou nenhum personagem;
    • Caráter contemporâneo.
    *Fonte: Brasil Escola

    Como fazer uma crônica argumentativa?

    Para fazer um bom texto, é fundamental ter uma estrutura bem definida antes de começar. A crônica argumentativa é estruturada da seguinte forma: introdução rápida, descrição dos eventos, como se fosse uma partida de futebol e por fim a grande sacada. A estrutura também pode ser descrita da seguinte forma:

    • Apresentação;
    • Desenvolvimento;
    • Conclusão.

    Na crônica argumentativa é fundamental que o autor destaque a discussão na apresentação, aponte as interpretações no desenvolvimento do texto e faça a conclusão com sua própria opinião sobre o assunto.

    Não tem segredo, a crônica argumentativa é um texto simples que pode ser criado por qualquer pessoa. Mas para que fique ainda mais fácil de entender, criamos um passo a passo:

    1. Escolha o tema

    É possível que você já tenha um tema em mente, mas caso ainda não tenha decidido sobre o que falar em sua crônica, o primeiro passo é escolher um tema.

    O tema ideal para uma crônica deve apresentar informações simples que fazem parte do cotidiano das pessoas. Quanto mais próximo do leitor a crônica for redigida, melhor será a produção textual.

    Você pode falar sobre o que quiser em uma crônica, desde que o assunto dê para desenrolar em poucos parágrafos. Lembre-se que a crônica é um texto curto, então o tema deve apresentar um contexto rápido. Veja alguns exemplos sobre o que falar na crônica argumentativa:

    Alimentação

    • Alimentação saudável;
    • O mundo fitness;
    • Maus hábitos alimentares;
    • Indústria alimentar;
    • Fast food e seus males.

    Esportes

    • Partidas de futebol;
    • Olimpíadas;
    • Copa do Mundo;
    • Participação feminina nos esportes;
    • Medalhas de ouro do Brasil.

    Política

    • Corrupção;
    • Guerra entre partidos políticos;
    • Comunismo, socialismo e capitalismo;
    • Líderes políticos e suas polêmicas;
    • Direito ao voto no Brasil.

    Saúde

    • Doenças modernas;
    • Avanços na área da saúde;
    • Tecnologia e suas doenças;
    • Saúde mental mundial;
    • Prevenção de suicídio.

    Educação

    • Escolas modernas;
    • Ensino de línguas no Brasil;
    • Libras nas escolas;
    • Principais dificuldades da educação;
    • Professores e sua missão de lecionar.

    2. Anote suas ideias

    Antes de começar a desenvolver o texto, você deve anotar todas as suas ideias sobre o tema. Nessa etapa é importante que você defina sua posição em relação ao tema: Qual é seu ponto de vista? O que você deseja que o leitor conheça? Qual é a reflexão sobre o tema?

    Por exemplo, o tema “Libra nas escolas” pode ter como reflexão “o porquê de não ter sido implementado ainda em todas as escolas, diante da grande necessidade de inclusão na sociedade”.

    3. Siga a estrutura de uma crônica

    Com tudo organizado, é hora de começar a escrever sua crônica argumentativa. Lembra da estrutura da crônica? Apresentação, desenvolvimento e conclusão! É essa estrutura que você deverá seguir para elaborar sua crônica argumentativa. Veja a seguir como fazer cada etapa.

    Apresentação

    A crônica argumentativa é um texto curto, então, a apresentação deve ser bastante objetiva e breve. Como toda apresentação, essa etapa deve introduzir o tema central do seu texto, já apontando seu ponto de vista e suas ideias sobre o assunto.

    É interessante que você deixe bem claro essas informações logo no início, assim o leitor já tem uma ideia do que esperar da sua crônica. A apresentação deve ser composta por um pequeno parágrafo que apenas apresente a ideia, sem dar detalhes do desenvolvimento ou da conclusão.

    Desenvolvimento

    É nesse momento que você deverá introduzir todas as suas ideias sobre o assunto, mostrar seu senso crítico de forma criativa, com humor e porque não, ironia! Essas são as principais características de uma crônica, se você souber utilizá-las em seu texto você terá uma grande produção textual em mãos.

    O desenvolvimento também deve ser objetivo, porém mais explicativo que a apresentação. Você deve apresentar uma linguagem bastante criativa, se não o seu texto irá apenas parecer um texto informativo, em vez de uma crônica argumentativa.

    Conclusão

    Por fim, seu texto precisa de uma conclusão. Nesse momento você deverá expressar totalmente seu ponto de vista sobre o assunto, sempre apelando para o senso crítico. Mais importante que convencer o leitor é que sua posição fique bem definida e livre de argumentos contrários.

    Use bons argumentos para embasar a crônica argumentativa, principalmente na conclusão. Sua ideia deve ser quase que irrefutável. Assim como nas demais etapas do texto, a criatividade é o principal elemento de uma boa escrita!

  • Pesquisa EX-POST-FACTO: exemplo, metodologia, o que é e conceito

    Pesquisa EX-POST-FACTO: exemplo, metodologia, o que é e conceito

    O ex-post facto pode ser traduzido como “a partir do fato passado“, que está ligado a um estilo de escrita descritiva de um acontecimento já ocorrido. Podemos dizer que esses modelos de escrita utilizados em pesquisas pode ser utilizado após variações que ocorreram no andamento natural do fato já consumado. Ou seja, o ex-post facto não oferece controle de variáveis que ocorrem de forma independente ao longo da história conforme ela poderá ser contatada. Tudo depende de algo que contribui para um fenômeno que já tenha ocorrido na história. Como Fazer um Projeto de Pesquisa: sugestões e dicas, ABNT, estrutura e modelo

    Neste post vamos falar mais sobre o que é e como utilizar ex-post facto. Como este estilo de escrita que depende de ocorrências passadas pode ser trabalhado já que mensurar o passado em uma ocorrência com possíveis hipóteses é algo que exige bastante técnica e treino do pesquisador. Veja tudo isso a seguir!

    banner ex-post-facto

    Definição de Ex-post Facto

    Ex-post facto é um modelo de pesquisa e uma palavra que designa fatos que ocorreram no passado. A melhor forma de explicar este assunto é através de um bom exemplo, então vamos lá:

    Exemplo de uma pesquisa Ex-post Facto

    “Em um determinado dia um motorista de uma carreta parou com o caminhão atravessado na via interrompendo um veículo de passageiros conduzido por um homem. O filho do motorista do veículo menor estava no banco de carona. O motorista do veículo saiu do automóvel parado no meio da via com muita fúria para tirar satisfação com o caminhoneiro que interrompeu o trânsito da via.

    Após uma breve conversa em um tom hostil, o motorista do carro agrediu o caminhoneiro com socos e pontapés que mal conseguir revidar. O filho do motorista do veículo menor também agrediu o caminhoneiro como pôde utilizando uma caneta e seguindo o exemplo do pai no acesso de fúria. No meio da confusão, a filha do caminhoneiro que estava no banco do carona do caminhão veio tentar apartar a briga e socorrer o pai violentamente agredido”.

    Mas, afinal de contas, por que tudo isso?

    Esses tipos de ocorrências são comuns no trânsito brasileiro. Esse exemplo dado é fictício, mas baseado em “fatos reais” que acontecem com frequência em todo o país. Bom, podemos pegar este episódio e lançarmos uma pesquisa para entendermos o que pode ter acontecido de fato. Vamos nomear essa ocorrência como “violência no trânsito” utilizando uma variável denominada de VD (Variável Dependente), pois é esta variável que irá nos ajudar a entender o que levou a isso!

    Dentro desta variável, estão contidas outras diversas causas possíveis para este fato violento. Vamos também utilizar VIs (Variáveis Independentes), que poderão ser trabalhadas com a ajuda do questionamento metódico. Os questionamentos que serão feitos para tentarmos chegar a um roteiro aceitável para essa triste história segue um questionamento central: por que tudo isso aconteceu?

    Indagações metódicas podem ser: o que leva um motorista a agredir o outro no trânsito? Será um desequilíbrio emocional coletivo? Foi constatado uso de entorpecentes pelos motoristas ou passageiros envolvidos na confusão? Um fato isolado ou que apresenta padrões? Misantropia? Bom, os questionamentos podem ser vários, mas é um trabalho que envolve uma certa perícia no ex-post facto para saber identificar as VIs relevantes para o assunto. É importante focar nas variáveis mais possíveis seguindo critérios com embasamento dentro de um padrão aplicável para cada situação.

    Por exemplo, “é provável que a briga tenha ocorrido por falta de controle e desequilíbrio do motorista do carro ao ir tirar satisfação com o motorista do caminhão com ira”. Ou, “o motorista do veículo de passageiros estava passando por um dia ruim e teve o infortúnio de perder a cabeça em uma discussão de trânsito”. Bom, os motivos podem ser diversos, mas, é um trabalho de investigação sério e essencial para este modelo de pesquisa.

    Comparação

    A comparação é uma ferramenta muito importante para conduzir uma pesquisa ex-post facto e uma das formas mais eficazes para conhecer a VIS em uma VD. Considerando o exemplo da briga no trânsito, vamos considerar que nesta VD temos variáveis contidas. Vamos indicar FA (Fator A) como o motorista agressor. Logo em seguida, vamos encontrar outras variáveis entre os protagonistas e coadjuvantes desta história. Vamos designar então os passageiros (filho e filha) como FB (Fator B). Após essas variáveis terem sido lançadas, vamos pensar em um roteiro para cada situação ligada aos questionamentos das variáveis independentes.

    As perguntas que serão feitas diretamente para FA terão um enfoque voltado para as razões que o conduziram a tomar uma atitude violenta contra o caminhoneiro. Criar um roteiro dentro deste contexto é uma forma de buscar entender o evento em detalhes. As decisões que podem ter levado o motorista do carro a atacar o caminhoneiro podem ser decisões impensadas, derivada de um comportamento destrutivo característico do motorista. Já o comportamento do FB deve ser pensado como influência que preservaram a parcimônia e equidade das ocorrências no trânsito.

    Em seguida, é importante observar as informações levantadas e os roteiros elaborados para confrontar esses dados. Essa forma de comparar os dados é eficaz para identificar os pontos ausentes em FA e FB, assim como observar os pontos ausentes mais relevantes. Fazendo essa “peneira”, é possível chegar perto de uma realidade aceitável para o fato ocorrido que levaram a VD. Saber quais variáveis estão contidas em outras variáveis é um papel de organização que levará a indicação de uma história plausível.

    Outras formas de pesquisa semelhantes

    Pesquisa Descritiva

    É um modelo de pesquisa que tem como objetivo descrever as características de um fenômeno, população ou a interação entre variáveis de pesquisa. O método é semelhante ao ex-post facto, baseado em levantamento de dados e questionamentos relevantes, tudo seguindo uma metodologia sistemática. Mas, neste caso, uma das metodologias próprias deste tipo de pesquisa é questionar as pessoas envolvidas em uma ocorrência para levantar o máximo possível de dados confirmados. O que é uma Pesquisa Descritiva: veja como fazer, tipos e sugestões

    Pesquisa Explicativa

    Encontrar fatores que influenciam em um acontecimento e um determinado fenômeno é o objetivo deste modelo de pesquisa. Desta forma, o pesquisador mergulha em explicações sempre seguindo a razão com o porquê de cada coisa explicado de forma empírica. Isso requer uma argumentação bem desenvolvida baseada em experimentação, em métodos científicos e traçada com base em outros métodos de pesquisa, como ex-post facto, por exemplo. Pesquisa Explicativa: entenda o que é, como fazer uma, exemplos e nossas dicas

  • Diferença entre Resumo e Resenha

    Diferença entre Resumo e Resenha

    Em um resumo são apresentados os aspectos relevantes de um texto original. Ou seja, partindo de um texto original e maior, o autor do resumo focou nos principais pontos do texto tido como base para o estudo. Já a resenha, tem como objetivo construir uma análise sobre o texto original. Esses são alguns dos aspectos de um resumo e de uma resenha que você irá ver neste post.

    Neste post, você encontrará a diferença entre resenha e resumo mostrada em detalhes, além de mais detalhes sobre o que é cada uma delas. Veja tudo isso a seguir!

    banner resumo e resenha

    O que é uma resenha?

    Uma resenha é uma forma de análise de conteúdo que descreve diversos aspectos importantes do ponto de vista do autor da resenha. Às vezes, podem ser aspectos que passaram despercebidos pelo autor do material original e que tiveram relevância para o autor da resenha. Desta forma, a resenha se enquadra como uma crítica ou texto descritivo, onde a opinião do autor é enfatizada em diversos pontos argumentativos de sua análise. Veja Como Fazer uma Resenha Crítica Incrível

    Não há limites quanto ao que pode ser uma resenha, podendo ser extraída de um filme, uma peça, de um livro, de um show, de um evento esportivo, dentre muitos outros. Em relação a isso, o criador da resenha, também conhecido como resenhador, não está deixando de apresentar um breve resumo dos principais pontos observados e analisados sob sua ótica. No ponto que se refere a algo resumido, a resenha e o resumo são semelhantes. Resenha Descritiva: veja como fazer, exemplo e sugestões

    Com a resenha, o leitor tem o poder de medir o tamanho do interesse sobre o objeto analisado. Porém, mesmo contando com características do resumo que serão mostradas nos próximos tópicos, a resenha demonstra informações mais detalhadas. Quando uma análise lança a opinião assinada do autor, o público tem o poder de decidir se é ou não interessante ver essa resenha. Mas, na busca pela construção da opinião, o público sempre decide dar uma espiadinha!

    Resenha científica

    Como já dissemos, é possível fazer uma resenha de tudo. Desta forma, resenhas científicas são comuns e apresentam críticas em relação a um trabalho científico. Pode ser uma pesquisa, um grande estudo, um artigo científico, um trabalho acadêmico, dentre outros. O objetivo de uma resenha científica é o mesmo de qualquer resenha: analisar algo sobre a ótica do resenhador. Mas ao tratar de um assunto científico e técnico, o resenhador deve falar com propriedade sobre o assunto. Resenha Crítica de Artigo Científico: veja como fazer e a estrutura

    Resenha opinativa

    O foco da resenha opinativa é levantar um tema e deixar bem claro a opinião do resenhador em relação a esse tema. É muito comum esse tipo de resenha no jornalismo, que traz resumos de obras literárias, eventos, filmes, séries, política, dentre outros, sempre sob a ótica do autor da resenha. Você pode ir na aba “Colunistas” de um jornal que irá encontrar resenhas desse tipo toda a semana.

    Principais características de uma resenha

    A resenha deve apresentar as seguintes características para ser chamada de resenha:

    • Pontos destacados como relevantes de um objeto de análise;
    • Estrutura características de uma resenha;
    • Argumentos e pontos de vista com base no objeto analisado;
    • Crítica feita com fundamentação sobre os pontos positivos e negativos do objeto.
    *Fonte: Ligia Guelfi

    O que é um resumo?

    Um resumo é a forma de apresentar os aspectos mais relevantes de um conteúdo original. O grande objetivo de um resumo é apontar os pontos relevantes sob a ótica do criador do resumo e convencer o público a procurar o conteúdo original. Com um resumo em mãos, o público consegue ter uma prévia importante do conteúdo original se quiser utilizar isso como um critério para optar ou não por algo. Resumo Crítico: veja como fazer, exemplos e dicas para elaborar um perfeito

    O resumo é muito comum em livros, filmes ou qualquer outro conteúdo que possa ser resumido, e pode aparecer descrito com a palavra sinopse. Você pode resumir uma explicação, uma história, um método de trabalho, e muitas outras coisas. Em trabalhos acadêmicos ou em outras ocasiões importantes, o resumo deve ser formalizado dentro de normas e critérios que já vamos explicar. De um modo geral, não existe segredo em resumir algo. Como Fazer Resumo de TCC: veja sugestões, normas ABNT e exemplos

    Estrutura do resumo

    De uma forma geral, o resumo necessita de um título e a indicação do nome do autor do objeto que será resumido. Um texto resumido deve ser claro, lógico e cronológico. Sendo diferente da resenha, o resumo nunca deve demonstrar a opinião do autor do resumo, podendo enfatizar somente a opinião do autor do objeto em forma de citações. Todos os assuntos tratados em um resumo devem ser seguidos de parágrafos. O texto deve resumir o objeto original com frases objetivas, coesa e afirmativas. ABNT NBR 6028: Resumo e Abstract, atualizada 2017

    Existem dois tipos de resumo utilizado no mundo acadêmico: o resumo simples e o resumo expandido. O resumo simples segue sempre como um texto curto, com no máximo 500 palavras extraídas do objeto original. Já o resumo expandido deve conter até 5 páginas com base no tratamento final do objeto de estudo original.

    Diferença entre resenha e resumo

    Para ficar ainda mais nítida a diferença entre o que é resenha e o que é resumo, destacamos logo a seguir uma breve lista resumida dos pontos evidentes na diferença entre eles que foram apresentados neste post:

    Definição de Resenha – Apresentação dos pontos relevantes de um objeto de análise contendo a opinião do autor da resenha sobre cada ponto destacado. As principais características de uma resenha são resumir com uma análise pessoal do resenhador, com o objetivo de mostrar ao leitor o que é bom e o que é ruim sobre o objeto analisado. Resenhas podem ser descritivas, opinativas ou científicas.

    Definição de resumo – Um resumo qualquer tem como objetivo apresentar os pontos e ideias mais importantes de um objeto original. No resumo não aparece a opinião do autor do resumo, e deve ser feito de forma clara, objetiva e cronológica. É sempre necessário incluir título, autor do objeto e as ideias que serão destacadas. Faça isso de forma cronológica respeitando o desenvolvimento do objeto original. Por exemplo, conte sobre os principais pontos de um filme respeitando a ordem cronológica. O resumo pode ser simples e expandido em trabalhos acadêmicos.

  • Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?

    Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?

    Saber exatamente quantas páginas deverá ter um artigo científico é um tema que geralmente confunde diversas pessoas. O mundo acadêmico é regido por normas e regras que aparentemente parecem ser complicadas, mas quando passamos a conhecê-las tudo fica mais fácil de compreender. Quando o assunto é um artigo científico, as regras aplicadas também podem ser compreendidas. Neste caso, a dúvida é: quantas páginas tem um artigo científico? A resposta correta é: depende de algumas variáveis!

    Neste post vamos falar mais sobre quantas páginas um artigo científico deve possuir e mostrar mais dicas de como fazer este tipo de texto. Veja algumas características de um artigo científico e por onde começar a fazer um. Veja tudo isso a seguir! 10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS

    páginas de um artigo científico

    Quantas páginas um artigo científico deve ter?

    Primeiramente, é importante as pessoas saberem que um artigo científico é um tipo de texto regido por normas e regras específicas. Sem mais delongas, a resposta para a pergunta “quantas páginas um artigo científico deve ter?” é: depende! O número de páginas irá depender da revista onde o artigo está sendo lançado, do edital, da faculdade, do nível de pós-graduação, dentre outros lugares onde um artigo científico possa ser lançado.

    Uma faculdade particular, por exemplo, irá determinar o número de páginas de um artigo científico. Um exemplo, o artigo científico na faculdade “X” deve possuir 10 páginas, enquanto na faculdade “Y” contém 17. Caso seja uma universidade que exija 18 páginas, assim deve ser feito. O número de páginas é relativo as circunstâncias de quem as exige. Cada revista possui seu próprio edital e exige a quantidade de páginas em um artigo científico. Resenha Crítica de Artigo Científico: veja como fazer e a estrutura

    O ideal de acordo com especialistas no assunto, é que um artigo científico possua mais de 10 páginas caso o número de páginas fique em aberto. Geralmente, um artigo científico elaborado na área jurídica possui entre 15 e 20 páginas, mas isso não é uma regra fixa. A maior dica é que você fique atento as regras de numeração de páginas de um artigo científico de uma instituição, revista, jornal, site, entre outros.

    Dica: siga sempre as regras da instituição ou revista em questão, caso não esteja especificado no edital, esteja ciente que um minimo aceitável é de 10 páginas!

    *Fonte: Instituto Horita

    O que é um artigo científico?

    Um artigo científico é todo trabalho acadêmico que traz em sua concepção os resultados de um estudo ou pesquisa elaborados com métodos científicos. Esses métodos são aceitos por outros pesquisadores dentro das regras aplicadas no mundo acadêmico. São regras e normas nacionais e internacionais que dão credibilidade a um artigo científico.

    Sendo assim, são considerados artigos científicos aqueles que por meio de análise do material elaborado, passou pela mão de outros cientistas e profissionais ligados ao assunto. Se for um artigo científico na área jurídica, então profissionais em Direito devem analisar e validar o artigo. De um modo geral, essa é uma produção que dificilmente deve ultrapassar 20 páginas.

    O artigo acadêmico pode ser resultado de sínteses de outros trabalhos maiores e mais complexos. As teses e dissertações contidas em um artigo científico são elaboradas sob a orientação de um orientador acadêmico. Após a elaboração de um artigo científico, o material é submetido ao corpo docente, a um conselho editorial, a um grupo de cientista e outros profissionais que irão avaliar a qualidade e relevância do artigo. Dissertação Argumentativa: estrutura, exemplo e dicas de como fazer

    Dicas para fazer um artigo científico

    1 – Entenda a diferença entre estilos

    De um modo geral, existem 3 estilos de texto: acadêmico, jornalístico e informal. Para saber a diferença entre cada um dos três tipos de texto, é importante que você tenha o hábito de ler constantemente jornais, revistas científicas, textos informais e formais de todas as fontes possíveis. Enquanto você busca conhecer a diferença no estilo de cada um dos textos, observe os padrões entre cada um deles.

    Uma dica importante é ficar atendo a escrita acadêmica, pois ela é impessoal. Já os textos em jornais procuram atrair o leitor e textos informais utilizam linguagem coloquial, abreviações, gírias, dentre outros aspectos mais comuns.

    2 – Faça um artigo objetivo

    Um artigo científico deve ser objetivo e argumentativo, com dados e conceitos muito bem explicados. Reduza o máximo possível de palavras quando revisar o artigo e deixe toda a explicação dada o mais resumida possível sob sua ótica. Fique atento aos padrões e normas da Língua Portuguesa e trabalhe um artigo científico que seja compreensível dentro do número de páginas exigidos pela instituição.

    3 – Esteja atento a diferença de vozes

    Um artigo científico deve ter as vozes passiva e ativa muito bem definidas. Um exemplo disso, a voz passiva deve enfatizar o sujeito e o objeto de uma ação. Já a voz ativa deve ser de um sujeito que pratica a ação sobre um determinado objeto. Fique atento ao uso da voz passiva, pois ela deve ser bastante equilibrada.

    4 – Estude artigos acadêmicos dentro de sua área

    Ler artigos acadêmicos dentro de sua área é sempre muito útil e ajuda o autor com o estilo de escrita, termos e palavras comumente utilizadas. Essa também é uma excelente forma de obter referências bibliográficas e estar a par de estudos que possam dar embasamento ao seu artigo. É interessante ao estudar outros artigos dentro de sua área que você esteja atento ao número de páginas e ao formato da estrutura, pois isso acabará se tornando comum a seus olhos.

    5 – Esteja atento as normas ABNT

    O conjunto de normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também é responsável por normas de elaboração e formatação de um artigo científico. Diversos professores dão mais ênfase a norma do que ao conteúdo do artigo. Caso você pretenda fazer a publicação do seu artigo em uma revista, nunca se esqueça de formatar o artigo dentro das normas técnicas exigidas pela revista. ABNT NBR 6022: norma atualizada, artigos científicos impressos

    6 – Tenha muito cuidado com as citações

    As citações feitas em um artigo científico são extremamente importantes para embasar o argumento do autor do artigo. Algumas pessoas não gostam de fazer citações, mas saiba que as citações são uma excelente ferramenta para ajudar a fundamentar seu artigo.

    7 – Artigo revisado por um especialista no assunto

    Uma das melhores coisas que podem acontecer é você ter a oportunidade de ter o seu artigo científico revisado por um especialista no assunto. Quando você tem essa oportunidade, seu artigo estará sendo visto primeiramente por alguém do mesmo ramo que poderá revisar pontos do conteúdo, da formatação e até da gramática quando necessários.

  • Texto Injuntivo: o que é, quando usar, exemplo e nossas dicas

    Texto Injuntivo: o que é, quando usar, exemplo e nossas dicas

    Um texto injuntivo, também conhecido como texto instrucional, é muito utilizado para explicar algo ou mostrar como uma determinada coisa pode ser feita. Esse tipo de texto consegue mostrar para o leitor como é realizado algo, do que é constituído algo e instruções relevantes sobre alguma coisa. Um exemplo da utilização de um texto injuntivo é a receita de bolo com ingredientes e preparo. Também podemos ver esse tipo de texto em bulas de medicamentos, em propagandas, manual de instrução, dentre outros.

    Neste post vamos falar mais sobre o que é um texto injuntivo mostrando exemplos mais detalhados deste tipo de texto. Veja detalhes de um texto injuntivo e suas principais características nos exemplos a seguir!

    banner texto injuntivo

    Diferença entre texto prescritivo e texto injuntivo

    Existem pessoas que enxergam uma relação entre um texto prescritivo e um texto injuntivo como sinônimos e parte de uma mesma categoria. Entretanto, os especialistas em língua portuguesa preferem fazer a divisão em tipos diferentes de texto, sendo que o texto injuntivo não demonstra uma atitude coercitiva, elemento presente em um texto prescritivo.

    Para esses especialistas no assunto, um texto injuntivo pode ser uma receita de bolo, um manual de instrução, sendo que um texto prescritivo expressa atitude coercitiva, como um edital de concurso público, um contrato, um aviso importante, dentre outros.

    Os recursos linguísticos e a forma de linguagem em um texto injuntivo deve ser objetiva e simples em todos os casos. Esse é um importante recurso linguístico recorrente na utilização de textos imperativos que apontam ordem. Veja alguns exemplos de texto injuntivo logo a seguir:

    • Quando terminar de colocar os ingredientes, “misture todos até que tudo fique homogêneo”;
    • Está escrito na bula: “tome um comprimido a cada 24 horas”.
    • Se você observar bem o manual de instruções, pode ver a seguinte recomendação: “aperte bem os parafusos da estrutura”.
    *Fonte: Professor Adriano Alves

    Exemplos de textos injuntivos

    Receita de Panqueca

    Ingredientes:

    1 xícara de farinha de trigo

    1 xícara de sal

    1 xícara de leite

    1 colher de sopa de óleo

    1 pitada de sal

    1 ovo

    Modo de Preparo:

    Coloque todos os ingredientes em um liquidificador e bata-os até a mistura ficar homogênea. Em seguida, leve uma frigideira untada com um pouco de óleo ao fogo baixo.

    Coloque aos poucos a massa na frigideira untada e aquecida mantendo uma camada fina de massa bem esparramada pela frigideira. Doure os dois lados da panqueca e retire com uma espátula assim que estiver ao seu agrado.

    Coloque a panqueca cuidadosamente em um prato e sirva com um recheio de sua preferência. Recomendamos geleia, carne moída com cebola e pimentão, queijo ou ovos mexidos.

    Manual de Instruções

    Instalação:

    Para a manutenção do produto, acione sempre os serviços da Rede de Assistência Técnica. Deixe que os profissionais treinados façam qualquer reparo em seu equipamento. A instalação pode ser feita pelo proprietário do equipamento seguindo o manual de instruções que vem junto com o equipamento.

    É importante seguir o passo a passo de instalação e em caso de dúvidas, entrar em contato com a assistência técnica por meio do telefone 0800 888-8888. Veja as etapas de instalação do equipamento no passo a passo a seguir:

    1º Passo

    Esteja ciente de que a tomada onde o eletrodoméstico será plugado está dentro das Normas Técnicas do Inmetro. Verifique se o terminal do cabo está lacrado e retire o lacre de segurança para ligar o equipamento na tomada.

    2º Passo

    Verifique se no local da instalação a tensão é equivalente à indicação na etiqueta do aparelho. A tensão elétrica utilizada por esse equipamento é de alta tensão e instalações com dimensionamento inferior podem pôr em risco a segurança dos usuários.

    3º Passo

    Em hipótese alguma faça alguma alteração no cabo de força do aparelho. O cabo padrão do aparelho deve manter-se protegido contra avarias e caso ele esteja danificado, entre em contato como o Serviço de Assistência Técnica para substituí-lo imediatamente.

    4º Passo

    Esteja ciente se as condições da rede elétrica estão adequadas ao consumo de energia do aparelho. Veja o dimensionamento ideal da rede elétrica informada na página 8 do manual de instruções de uso. Neste caso, recomendamos que o consumidor somente faça a instalação do equipamento se as condições necessárias para o correto funcionamento do aparelho e a segurança do local de instalação estejam em conformidade.

    É obrigatório fazer a utilização de um cabo alternativo de energia em caso de encerramento do fornecimento da rede elétrica. O ideal é o aparelho estar conectado a um gerador de energia para que ele seja desligado de forma correta caso a energia não seja normalizada.

    O cabeamento necessário para a rede de energia alternativa deve ser dimensionado da mesma forma que a rede principal de alimentação do aparelho. Se não for possível a utilização de um gerador, o utilizador do equipamento usar um nobreak de alta tensão.

    Modo de usar:

    Após a instalação, o equipamento deve ficar ligado constantemente trabalhando no processamento de mineração de criptomoedas. Seu sistema deve estar conectado com a internet e ser monitorado a cada 10 horas.

    Bula de Remédio

    Apresentação de Norfloxacino

    Produzido pelo laboratório: Medley

    Referência: Floxacin

    Os comprimidos são revestidos e mantêm 400mg cada um. Uma embalagem do produto contém 8 ou 16 comprimidos conforme a necessidade em cada caso.

    USO ADULTO – USO ORAL

    Composição:

    Cada um dos comprimidos revestidos é constituído de:

    Norfloxacino…………………………………………………………400 mg

    excipientes q.s.p…………………………………………………1 comprimido

    (croscarmelose sódica, dióxido de silício, celulose microcristalina, lactose monoidratada, estearil fumarato de sódio, álcool polivinílico, laurilsulfato de sódio, dióxido de titânio, corante laca amarelo, macrogol).

    Indicação:

    O Norfloxacino deve ser utilizado nos seguintes tratamentos de infecções:

    Inflamação do estômago, infecção do trato urinário, inflamação do intestino causada por bactérias, febre tifóide e gonorreia.

    O Norfloxacino é recomendado também nos seguintes casos:

    Quando existe a exposição de alto risco em locais sujeitos a bactérias causadoras de inflamação estomacal e intestinal.

    Contra-indicações:

    O Norfloxacino não deve ser utilizado em caso de hipersensibilidade a qualquer um dos componentes indicados na bula. É contra-indicado se o paciente for alérgico a qualquer tipo de antibiótico quinolônico.

  • Conectivos para Redação: introdução, desenvolvimento e conclusão, dicas

    Conectivos para Redação: introdução, desenvolvimento e conclusão, dicas

    Conectivos para redação são palavras e expressões com o objetivo de conectar frases, orações, períodos, parágrafos, uns aos outros. Desta forma, uma sequência de ideia pode ser expressada com coesão. Esse é um importante papel das conjunções e de palavras invariáveis que interligam frases e orações em um determinado período. Os advérbios e pronomes são participantes como conectivos e também exercem esse papel.

    Neste artigo vamos explicar em mais detalhes o que são conectivos para redação e como utilizá-los com coesão textual. Veja exemplos dos tipos de conectivos e como são utilizados em frases. Veja tudo isso a seguir!

    exemplos de conectivos para redação
    Fonte: https://redacaoparaconcursos.com.br/tabela-conectivos/

    Tipos de conectivos para redação

    Os conectores são amplamente utilizados no início das frases e representam uma ideia e muita relevância no que está sendo expressado. Veja a seguir exemplos do que são conectivos e como eles podem ser empregados em uma frase:

    *Fonte: Canal Inteligente

    Prioridade e relevância

    “Antes de tudo, em primeiro lugar, antes de mais nada, principalmente, em princípio, acima de tudo, a priori, sobretudo, a posteriori, precipuamente”.

    • Primeiramente devemos estar mais atentos a todos os conceitos errôneos de pluralidade cultural.
    • A princípio ele não sabia de nada.
    • Você tem o direito de reclamar, mas, acima de tudo, não deve agredir seu próximo.
    • Se tem dificuldade de aceitar, antes de tudo, coloque-se no lugar do outro.

    Tempo, ordem, sucessão, duração ou frequência

    Os conectivos também têm o poder de fazer com que o leitor entenda a cronologia dos acontecimentos e ideias. Devido a esse motivo, os conectivos passam a ser muito explorados em narrativas, roteiros, storytelling… Veja a seguir exemplos do que são esses tipos de conectivos e como podem ser empregados em uma frase:

    “Enfim, logo, então, logo depois, logo após, imediatamente, a princípio, pouco antes, no momento em que, anteriormente, pouco depois, posteriormente, por fim, anteriormente, em seguida, afinal, atualmente, finalmente, frequentemente, agora, hoje, às vezes, eventualmente, constantemente, por vezes, raramente, ao mesmo tempo, ocasionalmente, sempre, não raro, nesse ínterim, simultaneamente, nesse hiato, nesse meio tempo, quando, depois que, logo que, enquanto, antes que, sempre que, todas as vezes que, assim que, apenas, nem bem, já, mal, desde que”.

    • Logo após ter entrado na sala de aula, Mary não conseguiu se concentrar na explicação do professor.
    • Frequentemente, as notícias divulgadas nas mídias sociais atingem um determinado público-alvo com mais eficácia.
    • Finalmente as pessoas estão começando a lutar mais pela igualdade de direitos.
    • Sempre que isso acontece, pessoas desconhecidas acabam interagindo entre elas e não se sentem constrangidas.
    • Depois que você atingir o grau máximo de seu treinamento estará apto a atender seus clientes.

    Conformidade, semelhança ou comparação

    Em uma relação onde ideias e conceitos são expressados, conectivos que fazem uma ponte de conformidade, comparação ou semelhança são amplamente utilizados. Esses conectivos também são utilizados para indicar ideias intertextuais. Veja exemplos do que são esses conectivos e como eles se encaixam em uma frase:

    “Assim também, igualmente, do mesmo modo, da mesma forma, analogamente, similaridade, por analogia, semelhantemente, de maneira idêntica, de acordo com, de conformidade com, conforme, tal qual, segundo, sob o mesmo ponto de vista, assim como, tanto quanto, bem como, como se”.

    • De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os índices de desemprego no Brasil aumentaram nos últimos três anos.
    • Segundo as leis assinadas recentemente, não haverá confronto entre os distritos vizinhos.
    • Conforme as crianças crescem os pais tendem a amadurecer seu comportamento liberal.

    Hipótese ou condição

    Esses conectivos acabam sendo úteis em situações circunstanciais que apontam uma hipótese ou determinada condição para uma situação futura. Veja quais são esses conectivos e exemplos em frases:

    “Eventualmente, se, caso”

    • Se chover hoje eu não vou a escola amanhã.
    • Caso você tenha uma ideia melhor.
    • Eventualmente ele estará presente no palco.

    Adição ou continuação

    Quando precisamos adicionar algo a um texto que se conecte ao que já foi dito anteriormente, os conectivos de adição e continuação devem ser utilizados. Veja quais são e exemplos em frases:

    “Ademais, ainda mais, demais, além disso, por outro lado, outrossim, não só, não apenas, também, e, nem, bem como”.

    • O carro foi encontrado com avarias no motor. Além disso, não dá para ligar o automóvel com um simples reparo.
    • Bem como se esperava, o trânsito está parado hoje.

    Dúvida

    Em um texto onde é expressado uma ou mais dúvidas, conectivos existentes para isso são utilizados. Veja esses conectivos e exemplos de sua utilização:

    “Quiçá, talvez, possivelmente, provavelmente, quem sabe, se é que, é provável, não certo”.

    • É provável que sua mãe esteja te esperando aflita por falta de notícias.
    • Provavelmente você irá ficar de castigo por não ter avisado sua mãe.

    Ênfase ou certeza

    Se a necessidade de enfatizar uma ideia ocorre, elementos que dão coesão ao texto são utilizados. Veja quais são esses conectivos e exemplos em frases:

    “Indubitavelmente, inegavelmente, por certo, com certeza, sem dúvidas, certamente, inquestionavelmente”.

    • Certamente sua casa será vendida assim que anunciada.
    • Com certeza você está bem para fazer essa viagem.

    Imprevisto ou surpresa

    Os conectivos de imprevisto ou surpresa são bastante comuns em textos narrativos e descritivos. Veja quais são esses conectivos e exemplos de sua utilização:

    “De repente, surpreendentemente, de súbito, inesperadamente, imprevistamente, subitamente”.

    • De repente o dia virou noite e as pessoas ficaram apreensivas.
    • Inesperadamente o veículo parou de funcionar.

    Esclarecimento ou Ilustração

    Esses tipos de conectivos são ótimos para dar uma ideia clara de algo que está sendo expressado. Veja quais são esses conectivos e exemplos de sua utilização:

    “Isto é, aliás, ou seja, por exemplo”.

    • Nada de graça tem o mesmo valor quando cobrado. Ou seja, a relação de preço e valor são diretamente proporcionais para o psicológico humano.
    • Você pode comprar agora, aliás, seu saldo já está liberado.

    Finalidade, propósito e intenção

    Propósito em uma frase ou oração pode ser definidas com o uso de conectivos próprios. Conheça esses conectivos e como eles podem ser utilizados:

    “Com a finalidade de, com o fim de, como propósito de, a fim de, ao propósito, com o intuito de, para que, a fim de que, para”.

    • Com a finalidade de machucar, seu filho atacou meu filho sem motivo algum.
    • A fim de provocar uma discussão calorosa e construtiva, o professor lançou um tema interessante na aula de hoje.

    Distância, lugar ou proximidade

    Os advérbios e pronomes demonstrativos podem ser encontrados como conectivos quando há essa necessidade. São comuns para apontar a distância entre algo no texto. Veja quais são esses conectivos e como eles são utilizados em frases:

    “Dentro, perto de, fora, próximo a ou de, mais adiante, justo a ou de, acolá, ali, aqui, lá, isto, isso, esta, essa, adiante, além, este, aquele, aquilo, aquela, a, ante”.

    • Próximo do seu encontro com Alice, Mary buscou entender o máximo possível da teoria sobre o desaparecimento de sua irmã.
    • Perto de casa, a vontade de ir ao banheiro surge inesperadamente.

    Resumo ou Conclusão

    A conclusão em uma redação é importante para que as ideias sejam finalizadas dentro do contexto estrutural dissertativo. Veja quais são os conectivos utilizados neste tipo de caso e alguns exemplos de como utilizá-los:

    “Assim, em suma, enfim, em síntese, em resumo, dessa forma, portanto, desse modo, assim sendo, logo, dessa maneira, nesse sentido, pois”.

    • Em resumo, é possível observar uma elevação na taxa de pessoas sem especialização desempregadas em comparação com décadas passadas.
    • Desse modo, podemos concluir que a morte de animais é desnecessária para a sobrevivência da espécie humana.

    Explicação, causa e consequência

    Esse tipo de conectivo em uma redação é necessário na hora de explicar algo decorrente de uma ocorrência, um fato, ação, fenômeno… Veja quais são e exemplos deste tipo de conectivo em frases:

    “Por isso, por consequência, como resultado, por conseguinte, tanto, por causa, com efeito, em virtude de, de fato, assim, uma vez que, tamanho, já que, que, pois, porque, porquanto, de tal forma que, visto que, que, como, haja vista, portanto”.

    • A poluição provocada pelo homem vem destruindo o planeta de forma progressiva. Como resultado, diversas espécies de seres vivos já foram extintas e outras tantas espécies estarão extintas até o fim deste século.

    Contraste, ressalva, restrição ou oposição

    Conectivos deste tipo são necessários para mostrar oposição a uma ideia em uma redação. Veja quais são esses conectivos e como utilizá-los:

    “Mas, pelo contrário, exceto, em contraste com, menos, salvo, apesar de, contudo, entretanto, embora, todavia, no entanto, em contrapartida, ainda que, ao passo que, mesmo que, posto que”.

    • Embora sua opinião seja relevante para o caso, devemos alertar que sua presença pode afetar o andamento do processo de forma negativa.

    Ideias alternativas

    Esse tipo de conectivo pode ser utilizado quando desejamos citar outras opções de ideias em uma redação. Veja exemplos logo a seguir:

    “Ora…ora, quer…quer, ou…ou”.

    • Ou deixamos nossa ignorância de lado, ou não vamos conseguir evoluir para o próximo degrau.
    • Ora você deseja meu bem, ora você deseja meu mal.
  • Citação para Redação: veja como fazer, exemplos e modelos prontos

    Citação para Redação: veja como fazer, exemplos e modelos prontos

    Escrever uma redação de destaque não é tarefa fácil, mas pode ser alcançada com um pouco de esforço. Uma ótima forma de enriquecer essa produção textual é utilizando citações de pessoas importantes que promovam uma discussão sobre o assunto abordado no texto. Mas para utilizar citações é necessário ter alguns cuidados, como a adequação da frase para o tema em discussão. ABNT NBR 10520 Atualizada: arquivo em PDF e como usar no TCC

    Quer saber mais como utilizar citações para transformar sua redação? Então leia este post até o final e aprenda a empregar esses elementos textuais em sua redação. Além disso, falaremos sobre alguns exemplos de citações para redação e quais temas mais se encaixam nelas.

    exemplo de citação em redação

    Por que usar citações em redação?

    Como já mencionamos, o uso de citações enriquece qualquer produção textual, inclusive uma redação. Nesse caso, estamos falando de citações de pessoas importantes que tenham relação com o tema em discussão.

    O uso de citações é bastante comum em diversos textos, tais como livros, dissertações, narrativas, entre outros. Além de enriquecer toda a produção textual, as citações são como referências importantes que o autor utiliza para fundamentar seus argumentos. Ao citar uma pessoa considerada autoridade no assunto, o autor passa uma certa confiança para o leitor.

    Usar citações em sua redação poderá proporcionar confiança, autoridade sobre o tema e uma boa dimensão cultural. Isso porque o leitor também pensará que você gosta de pesquisar sobre o tema e entende do que está falando. Sendo assim, só há vantagens em se utilizar citações em uma redação.

    Agora que você já sabe porque você deve utilizar citações em sua redação, vamos aos exemplos de citações famosas que podem ser utilizadas em vários temas diferentes:

    *Fonte: ProEnem – Enem 2019

    Citações mais utilizadas em redação

    1. “A concordância faz com que permaneçamos estacionados. A discordância faz com que cresçamos.” – Mário Sergio Cortella

    2. “Amizade: dois corpos numa única alma.” – Aristóteles

    3. “A realidade apenas se forma na memória; as flores que hoje me mostram pela primeira vez não me parecem verdadeiras flores.” – Proust

    4. “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado.” – Jean-Jacques Rousseau

    5. “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.” – Oscar Wilde

    6. “Helen Keller – primeira mulher surdo-cega a se formar e tornar-se escritora – definia a tolerância como maior presente de uma boa educação.” – Beatriz Albino Servilha

    7. “A informação é a gasolina do século XXI e a análise desses dados é o motor de combustão.” – Peter Sondergaard

    8. “Se os homens são tão maus com religião, como seriam sem ela?” – Benjamin Franklin

    9. “A escravidão moderna só vai acabar quando a educação for mais importante que a economia.” – Wellisson Rodrigues

    10. “Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero.” – Nelson Mandela

    Citações famosas de acordo com o tema

    Além das citações que já mencionamos, que engloba de certa forma uma grande variedade de temas de redação, há ainda outras citações que se encaixam perfeitamente em alguns temas. Sendo assim, separamos por tema outras citações para você utilizar em sua redação:

    Citações para redação com tema educação

    1. “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” – Sir Arthur Lewis

    2. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” – Paulo Freire

    3. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” – Paulo Freire

    4. “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.” – Jean Piaget

    Citações para redação com tema filosofia

    1. “O homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo o que faz.” – Jean Paul Sartre

    2. “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” – Mahatma Gandhi

    3. “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias.” – Augusto Cury

    4. “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” – Pablo Neruda

    Citações para redações com tema cultural e meio ambiente

    1. “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” – Paul Atson

    2. “Um povo que lê nunca será um povo escravo.” – António Lobo Antunes

    3. “A cultura está acima da diferença da condição social.” – Confúcio

    Como fazer uma citação na redação

    Além de se lembrar da citação, ao escrever a sua redação você precisará seguir algumas regras para realizar a menção de uma outra pessoa em seu texto. Aliás, esse é um ponto muito importante sobre qualquer citação: sempre dê os devidos créditos à frase citada em seu texto. Deixar de mencionar o autor ou simplesmente se apossar de uma frase pronta é o mesmo que plagiar outro conteúdo.

    Mas esse não é o único ponto que você estudante precisa se preocupar ao fazer uma citação em sua redação. A seguir reunimos algumas dicas para você incluir a citação corretamente em sua redação, confira:

    Citação direta

    Você pode fazer uma citação em sua redação de duas formas: direta ou indireta. Cada uma dessas modalidades possui características específicas para que elas sejam mencionadas no texto. Nesse primeiro caso, temos que a citação direta é composta pela transcrição da frase dita pela personalidade que está sendo mencionada no texto. Nesse caso, veja um exemplo a seguir de como utilizar a citação direta:

    Como dizia o filósofo Sócrates, “só sei que nada sei“.

    Citação indireta

    Já no caso da citação indireta, o estudante parafraseia a fala da personalidade que será citada na redação de forma que ele utiliza suas próprias palavras para explicar a frase dita pela pessoa em algum momento. Por ser uma citação feita com frases do próprio autor da redação, não é utilizado aspas para indicar a frase, apenas o autor é informado na citação. Veja um exemplo:

    Segundo a famosa frase do filósofo Sócrates, o conhecimento sobre qualquer coisa pode mudar, por isso, não é possível dizer que há um conhecimento absoluto. Afinal, questionar e mudar também fazem parte do saber.

  • Como Citar IBGE em Trabalho Científico ou TCC: dicas e ABNT

    Como Citar IBGE em Trabalho Científico ou TCC: dicas e ABNT

    A elaboração de um trabalho acadêmico envolve diversos elementos que vão desde a formatação até a pesquisa do conteúdo. Quando o conteúdo exige a utilização de citações, a inclusão delas ocorre por meio de regras e normas, como as que são definidas pela ABNT. Nesse caso, tanto faz quem é o autor do conteúdo citado, o mais importante é que há sempre uma regra para incluir a citação no trabalho acadêmico.

    Se você está nessa situação e não sabe o que fazer, confira esse post até o final para aprender como citar o IBGE e outros órgãos em seu TCC. Veja também algumas dicas que preparamos para você utilizar as formatações da ABNT para citações.

    exemplo de como citar IBGE em trabalhos

    O que são Normas ABNT?

    Esse termo muito popular entre os estudantes universitários é muitas vezes visto como algo difícil e de pouca aplicação prática. No entanto, as Normas ABNT não são nenhum bicho de sete cabeças, elas podem ser utilizadas facilmente se você entender o conceito que elas empregam.

    A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), é o órgão responsável por criar essas normas. Elas estabelecem o padrão de formatação que os trabalhos acadêmicos devem seguir, podendo ser: dissertações, TCC, monografias, teses, projetos, dentre outros tipos de trabalhos. Cada um desses conteúdos acadêmicos deve seguir um padrão instituído pela ABNT para a formatação das informações. É através desse padrão que é possível encontrar facilmente as citações, referências, entre outras particularidades dos trabalhos acadêmicos. ABNT NBR 10520 Atualizada: arquivo em PDF e como usar no TCC

    Por isso, a maioria das universidades do país utilizam as Normas ABNT como referência para que os estudantes façam trabalhos acadêmicos. Nesse caso, se o seu trabalho segue o regime de formatação ABNT saiba que todo o seu conteúdo deverá se adequar a essas normas, incluindo título, subtítulo, introdução, corpo do texto, citações, referências bibliográficas, conclusão, ou seja, o trabalho inteiro.

    O que são citações?

    Uma citação nada mais é do que um trecho retirado de uma obra, pesquisa, estatística, ou qualquer outro conteúdo escrito com a intenção de complementar um argumento ou contextualizar uma ideia. Ao utilizar uma citação, o autor enriquece seu trabalho, pois traz uma opinião de terceiro sobre o que já está sendo discutido em seu conteúdo.

    Sendo assim, é interessante incluir frases, dados e trechos de outras obras para complementar um argumento dentro da discussão do seu trabalho. Mas é importante procurar por citações que tenham relação com o seu conteúdo. Ou seja, nada de incluir dados ou citações que fogem do seu tema. A ideia é complementar um raciocínio, não transformar seu trabalho em um painel com frases filosóficas.

    Como fazer uma citação

    Qualquer citação feita em um trabalho acadêmico deve seguir as regras impostas pelas Normas ABNT. Isso significa que para citar um livro há um padrão de formatação e para citar IBGE, por exemplo, há outro padrão imposto. Sendo assim, é fundamental que você conheça o que está sendo citado no seu trabalho e faça a formatação de acordo com o padrão imposto para cada tipo de citação. Veja como fazer citação de dois autores no seu TCC ou Trabalho acadêmico

    A ABNT considera que toda “menção de uma informação extraída de outra fonte” seja uma citação. Por isso, tome muito cuidado ao citar dados de uma pesquisa sem dar os devidos créditos aos autores, pois isso pode ser considerado plágio, assim como o trecho de uma música, a frase de um livro ou uma fala famosa de uma grande personalidade.

    Já em relação aos tipos de citação, a ABNT determina que há três formas diferentes de mencionar uma obra no trabalho acadêmico, sendo elas: direta, indireta e citação da citação. Dentre cada uma dessas formas de fazer uma citação, há um padrão estabelecido para a formatação e inclusão no corpo do texto do trabalho. Veja a seguir o que significa cada um desses tipos de citação:

    • Indireta a forma indireta de citar alguém no trabalho acadêmico envolve uma reformulação do conteúdo que será mencionado através das palavras do próprio estudante. Ou seja, essa modalidade de citação é o mesmo que interpretar a frase e explicar ao leitor o que ela significa, apenas mencionando o nome do autor como referência para a citação.
    • Citação da citação esse tipo de menção ocorre apenas quando não é possível ter acesso à obra original, nesse caso, o estudante deve utilizar uma citação já feita por outro autor em relação a mesma obra. Por isso, essa modalidade pode variar entre direta ou indireta, desde que tenha a característica de não ter sido retirada da obra original.

    Como citar o IBGE

    Além das características da citação, cada autor, órgão, instituição e obra têm um tipo diferente de formatação para que seja incluído ao longo do conteúdo acadêmico do estudante. No caso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa menção envolve vários aspectos que devem ser levados em consideração. Confira a seguir quais itens devem aparecer nessa citação:

    • Nome do instituto;
    • Nome da pesquisa;
    • Local de publicação dos dados;
    • Ano de publicação;
    • Local onde os dados foram retirados;
    • Volume;
    • Número da página em que foi retirado os dados.

    Sendo assim, temos o seguinte exemplo de como seria uma citação do IBGE no corpo do texto de um trabalho acadêmico:

    IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nome da pesquisa: subtítulo (se houver). Local de publicação. Ano de publicação. (local onde os dados foram retirados, volume, número da página).

    Independente dos dados que serão mencionados em seu trabalho, se eles forem retirados do IBGE a citação deve ser feita como no exemplo que mencionamos. Nesse caso, basta que você substitua as informações que mencionamos pelos dados da pesquisa que você pretende fazer a citação.

    Por fim, não se esqueça de incluir essa citação nas referências bibliográficas, conforme orienta as demais normas da ABNT para a elaboração dessa página do trabalho acadêmico.

    *Fonte Prof. Rodrigo Itaboray
  • Veja Como Referenciar um TCC em outro TCC

    Veja Como Referenciar um TCC em outro TCC

    O trabalho de conclusão de curso, também conhecido como TCC, é regido por diversas regras e normas estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Através dessas normas, os estudantes devem elaborar a monografia respeitando as formatações exigidas para citações, bibliografia, capa, entre outras normas importantes. Embora essas normas sejam fáceis de entender, muitos estudantes têm dúvidas se podem ou não fazer referência ao trabalho de conclusão de curso de outras pessoas.

    Neste post, falaremos sobre essa dúvida e explicaremos todos os detalhes importantes para fazer referência a outra monografia em um TCC. Além disso, falaremos sobre as normas ABNT considerando o padrão mais atualizado. Confira a seguir tudo isso e muito mais.

    O que são Normas ABNT?

    As normas ABNT são parâmetros instituídos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para a elaboração de monografias, dissertações e teses de doutorado. Por meio dessas normas é possível padronizar as informações empregadas ao trabalho do estudante. Isso facilita a compreensão do trabalho tanto por parte da banca examinadora quanto por quem tiver interesse no trabalho e quiser pesquisar sobre o assunto. NBR 6023: atualizada 2018/2019, referências bibliográficas, dicas

    Através dessas normas, o estudante deve seguir os parâmetros indicados pela associação para formatar o trabalho de conclusão de curso, considerando as variações que existem para citações, referências bibliográficas, recursos gráficos, capa do trabalho, entre outros itens incluídos nas normas ABNT.

    As normas ABNT costumam variar de acordo com os anos, pois a associação quase sempre realiza alterações nas normas com a finalidade de melhorar os trabalhos acadêmicos realizados pelos estudantes do ensino superior. Por isso, é sempre importante procurar pelas atualizações das normas de acordo com o ano em que você fará o seu TCC. Além disso, a banca examinadora da sua instituição também pode solicitar uma determinada edição das normas ABNT para a elaboração do seu trabalho de conclusão de curso.

    Referências de um TCC em outro TCC

    Os trabalhos de conclusão de curso utilizados para a elaboração do seu TCC podem ser mencionados ao final do documento através das referências bibliográficas. Essa é uma dúvida bastante comum entre os estudantes. Afinal, um TCC não se caracteriza como um livro, artigo ou qualquer outro tipo de referência bibliográfica utilizada comumente na elaboração de trabalho de conclusão de curso. Como fazer Referência Bibliográfica de Site: normas ABNT, TCC e exemplos

    No entanto, isso não significa que esse tipo de obra não possa ser utilizada como referência. Caso o seu trabalho seja elaborado a partir de pesquisas e informações fornecidas por outro TCC é importante que você mencione esse trabalho nas referências bibliográficas do seu TCC. Nesse caso, as normas ABNT determinam que essa referência seja feita como ocorre na maioria das referências bibliográficas empregadas ao TCC. Confira a seguir a forma como você deve referenciar um TCC em outro TCC:

    exemplo de referência de TCC em outro TCC

    Trabalho de conclusão de curso

    Para se referir a um trabalho de conclusão de curso em seu próprio TCC você deverá utilizar as regras gerais estabelecidas pela ABNT em relação as referências bibliográficas. Nesse caso, é importante mencionar o nome do autor, o nome do TCC, o ano de publicação do documento, a página do trabalho e o tipo de trabalho. Você ainda deverá informar a faculdade empregada ao trabalho, assim como a universidade responsável pelo estudo em questão. Por fim, a ABNT determina que o estudante informa a cidade e o ano novamente da elaboração do trabalho.

    Veja a seguir um exemplo de como é feito essa referência de forma simples e prática:

    SOBRENOME, Nome do Autor. Nome do trabalho de conclusão de curso em negrito. Ano de publicação. Página da referência. Trabalho de Conclusão de Curso – Nome da instituição de ensino relacionada ao TCC, Nome da Cidade, ano de publicação.

    Agora vamos a um exemplo prático de como isso é feito. Nesse caso, vamos ter como base um trabalho de conclusão de curso fictício para exemplificar como é feito as referências bibliográficas de TCC em um TCC. Veja a aplicação prática dessa formatação:

    SILVA, José Augusto da. Principais dificuldades da gestão pública no âmbito escolar. 2017. 36 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade de Pedagogia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

    Aplicando essas regras não tem como errar na hora de colocar as referências bibliográficas relacionadas a outro trabalho de conclusão de curso. Aliás, essas regras se aplicam a outros tipos de trabalhos como dissertação e tese. Veja a seguir um exemplo prático de cada um desses trabalhos de acordo com as mesmas regras:

    Dissertação

    MOREIRA, Luíza Castro. A importância da grade curricular no ensino infantil. 2016-2017. 89 f. Dissertação – Faculdade de Pedagogia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016-2017.

    Essa é a forma recomendada pela ABNT para fazer se referir a uma dissertação em um trabalho de conclusão de curso. Caso o seu trabalho conte com referências de dissertações, é importante aplicar essa diagramação e formatação em seu TCC nas referências bibliográficas.

    Tese de doutorado

    CAMPOS, Fabiana da Silva. Valores nutricionais empregados a alimentação infantil de escolas do ensino público. 2017. 203 f. Tese – Faculdade de Nutrição da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

    No caso das teses de doutorado, as referências bibliográficas devem contar com as formatações mencionadas. De forma simples, todos os trabalhos acadêmicos que podem ser mencionados como referências bibliográficas contam com o mesmo sistema de formatação empregado pelas normas ABNT.

    Principais normas ABNT para TCC

    Além de todas essas regras mencionadas para referências de TCC em um TCC, as normas ABNT se aplicam a diferentes partes do trabalho de conclusão de curso. Nesse caso, para melhor compreensão sobre as normas a associação divide todas as normas em três sessões diferentes, sendo elas: elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais. Confira a seguir um resumo sobre cada uma dessas sessões e as principais normas empregadas a cada uma delas:

    Elementos pré-textuais

    Em elementos pré-textuais a ABNT estabelece normas para a capa, lombada, folha de rosto, errata, folha de aprovação, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo e resumo em língua estrangeira – Abstract.

    Elementos textuais

    Nesta sessão, as normas se aplicam ao próprio texto que ainda recebe as seguintes divisões: introdução, desenvolvimento e conclusão.

    Elementos pós-textuais

    Por último, a ABNT determina normas para referências bibliográficas, anexo, glossário e apêndice.

  • Diferença entre Aula Expositiva e Aula Dialogada

    Diferença entre Aula Expositiva e Aula Dialogada

    Todo educador sente-se mobilizado a oferecer o melhor com o objetivo de ajudar seus alunos. Um dos grandes objetivos de quem leciona, senão o principal, é receber um feedback falando do trabalho e dedicação que teve em sala de aula e ver seus alunos formados. A forma como cada professor(a) leciona, é uma característica própria, sendo bastante comum a inclinação para aula expositiva e dialogada, um dos pontos relativos a grade da instituição de ensino.

    Neste post vamos falar mais sobre o que é aula expositiva e aula dialogada. Conheça a diferença entre essas duas formas de lecionar e um pouco mais sobre elas. Veja tudo isso a seguir!

    Aula dialogada

    Para começarmos a mostrar a diferença entre aula expositiva e dialogada, vamos começar falando sobre o que é aula expositiva dialogada. Também conceituada como uma estratégia na hora de lecionar, as aulas expositivas dialogadas são bastante caracterizadas devido a sua exposição a conteúdos onde a participação dos alunos é ativa. Levando em conta o conhecimento prévio dos alunos em sala de aula, o grande objetivo deste modelo de lecionar em sala de aula é fazer com que os alunos questionem, discutam e interpretem o assunto em pauta.

    Geralmente, em uma aula expositiva dialogada, o professor necessita de uma contextualização atraente do tema fazendo com que as estruturas sejam agradáveis para uma abordagem mental. Isso ajuda bastante na articulação das informações facilitando as questões que logo serão apresentadas. O principal ponto desta estratégia é incentivar o diálogo entre os alunos e o professor, gerando um debate saudável e construtivo em sala de aula.

    Sem dúvidas, a expositiva dialogada é muito boa e faz com que os alunos questionem o que está sendo apresentado, a forma como está sendo apresentado, o porquê do assunto, a importância do assunto, tudo feito com críticas, reflexões e discussões. De acordo com especialistas no assunto, esse modelo de ensino enfatiza o senso crítico e estimula os estudantes a questionar o mundo ao seu redor.

    Essa estratégia é ampla e serve para avaliar a participação de cada aluno em relação a sugestões, soluções, críticas, ponto de vista, que contribui de forma relevante para qualquer assunto abordado em sala de aula. Nessa estratégia, o diálogo é a palavra-chave que faz das atividades algo prazeroso, produtivo e conceitual. 

    Considerando as dificuldades do ensino no Brasil, a carência por professores melhores remunerados, o atual momento da economia, o que já foi ou aquilo que pode vir a ser, enfim, muita coisa, pode ser alvo de estudo e trabalhado em sala de aula levando o aluno a refletir, dar sua opinião e a pensar profundamente sobre algo.

    Esse é o modelo utilizado pelos gregos antigos em sala de aula. No auge da civilização grega, os filósofos e seus alunos falavam sobre o mundo ao seu redor, lançando teorias, ideias construtivas sobre tudo que fosse discutido, desde átomos, partículas, grãos de areias, o ser humano, até o cosmos, estrelas, planetas, trajetórias, espírito, alma, e muito mais.

    Aula expositiva

    Já quando o assunto é aula expositiva, a exposição oral/escrita é bastante enfatizada como conteúdo central das aulas ministradas. Esse modelo não faz menção aos conhecimentos prévios dos alunos em sala de aula. Tão pouco tem como objetivo o questionamento dos estudantes e sua opinião de um modo geral. Neste modelo de lecionar, o professor é quem dá as cartas e decide os rumos da aula, sendo o aluno um objeto passivo a cada assunto trabalhado em sala de aula.

    A forma com que os alunos são avaliados é baseada em atividades com foco na fixação, memorização ou o famoso “decoreba”, já que neste modelo de lecionar não existe espaço para que o aluno fale sobre o assunto, dê opiniões, discuta com outros alunos e o professor sobre os tópicos do tema pautado. Não existe espaço para estimular às reflexões feitas pelos alunos em sala de aula quando o modelo de aula expositiva é enfatizado. Claro que em momentos raros os alunos são conduzidos a se expressarem quanto a um assunto, mas são momentos oportunos e engolidos pela expositiva em seguida.

    A forma de avaliação é feita com provas, trabalhos, todos com foco na fixação de regras, fórmulas, eventos, tudo pronto para o aluno decorar e ser avaliado em seguida. Esse é um modelo Prussiano de lecionar, algo que surgiu com a era do militarismo, muros, sinal, uniformes, cartilhas, matando aos poucos a reflexão profunda de uma aula dinâmica como costumavam fazer os gregos e grandes pensadores.

    Do ponto de vista de bons especialistas na área de ensino, mesclar as duas formas de trabalhar pode ser uma solução importante a ser adotada por qualquer instituição de ensino. Estimular o aluno a questionar, a ter curiosidade, a enxergar por sua própria ótica, sem deixar de cumprir com a grade curricular de um mundo industrializado, é possível desde que tudo seja planejado pelo professor, corpo docente e instituição de ensino.

    A importância do planejamento      

    De uma forma simples de entender, a aula dialogada conta com a participação dos alunos e na aula expositiva isso não acontece. Nos últimos anos, a preocupação com as aulas expositivas dialogadas tornou-se maior, e países de primeiro mundo passaram a adotar o modelo de ensino que já foi um sucesso em séculos passados. Porém, o mundo ainda é dividido quanto a forma de ensino, e por muito pende mais para o modelo Prussiano e industrial de aulas expositivas sem nada de diálogo e estímulos a reflexão dos alunos. Esse é um fato triste, mas que aos poucos começa a ser mudado.

    É possível buscar o melhor das duas formas de lecionar dando voz e pensamentos próprios aos alunos. O planejamento em torno disso é algo que deve ser bastante trabalhado pelo corpo docente, pois firmar um modelo que fuja do convencional pode não ser tão fácil, ainda mais quando a ideia é introduzir uma educação com ensino voltado para o diálogo e a reflexão em um país subdesenvolvido em termos de educação.

  • O que é Levantamento Bibliográfico? veja como fazer, ABNT e dicas

    O que é Levantamento Bibliográfico? veja como fazer, ABNT e dicas

    Fazer uma monografia ou qualquer outro trabalho acadêmico exige bastante estudo e pesquisa. Por não ser algo tão simples, a organização é parte fundamental para elaborar um bom trabalho. Nesse caso, o primeiro passo para manter a organização e não se perder na elaboração do trabalho é fazendo o levantamento bibliográfico.

    Já escolheu o tema da sua monografia, mas não sabe por onde começar? Não se preocupe, nós te ajudaremos a “encontrar a luz no fim do túnel“, ou melhor, a fazer o levantamento bibliográfico do seu trabalho. Como fazer Referência Bibliográfica de Site: normas ABNT, TCC e exemplos

    etapas do levantamento bibliográfico
    Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/8685425/

    O que é levantamento bibliográfico?

    O levantamento bibliográfico consiste em um tipo de pesquisa onde é consultado bancos de dados nacionais e internacionais para saber o que já existe sobre um determinado assunto. Nesse caso, os estudantes que estão fazendo uma monografia ou outro trabalho acadêmico podem consultar bibliotecas e solicitar o levantamento bibliográfico de um tema em específico.

    Ao fazer essa pesquisa, o estudante se torna um verdadeiro pesquisador sobre o tema, onde ele poderá reunir várias obras, pesquisas, estudos, entre outros projetos que tenham relação com o seu tema. Com todo esse material organizado e disposto para o estudo, o estudante terá uma grande referência do que já é conhecido sobre o tema e assim poderá definir uma nova abordagem para o assunto. Pesquisa Bibliográfica: entenda o que é, conceito, exemplo e como fazer uma

    A maioria dos trabalhos acadêmicos exigem o levantamento bibliográfico. Isso porque é dessa forma que o estudante consegue identificar os pontos que ainda não foram abordados sobre o seu tema. Se essa etapa não existisse, as monografias e trabalhos acadêmicos teriam discussões muito semelhantes, o que iria diminuir significativamente o número de novas pesquisas e projetos totalmente inovadores.

    Vale a leitura: http://www2.eerp.usp.br/Nepien/DisponibilizarArquivos/Levantamento_bibliografico_CristianeGalv.pdf

    Exemplos e modelos prontos de levantamento bibliográfico:

    Como fazer levantamento bibliográfico

    Sabendo o que é um levantamento bibliográfico fica muito mais fácil de elaborar essa parte do seu trabalho acadêmico. A primeira coisa que você deve ter em mente para colocar o levantamento bibliográfico em prática é que a organização é a alma do sucesso do seu trabalho. Sendo assim, conte com ferramentas digitais, cadernos de anotações e vários outros recursos para anotar todos os dados que você coletar durante a elaboração desse levantamento. NBR 6023: atualizada 2018/2019, referências bibliográficas, dicas

    Para garantir o sucesso do seu trabalho acadêmico também é importante que você tome certos cuidados ao fazer o levantamento bibliográfico. Veja a seguir algumas considerações na hora de escolher as obras para sua pesquisa:

    Qualidade das obras – o sucesso da sua monografia diretamente atrelada a qualidade do material pesquisado. Quanto mais qualidade tiver as obras que você selecionou para o estudo, melhor será a sua monografia, pois você contará com os melhores recursos para criar algo totalmente do zero.

    Autores renomados – outro ponto importante ao procurar por obras é a escolha dos autores relacionados ao tema do seu trabalho. Autores renomados sobre o assunto passam maior credibilidade para a sua pesquisa, além de proporcionarem conteúdos mais completos, considerando que eles são renomados por entenderem do assunto.

    Data de publicação – procurar por pesquisas antigas poderá resultar em trabalhos com grande renome, no entanto, há apenas um problema nessas pesquisas, que é a atualização sobre o assunto pesquisado. Muitas vezes esses conteúdos estão desatualizados, por isso, eles não oferecem todo o parâmetro necessário para a sua pesquisa. Por isso é importante complementar o levantamento bibliográfico com obras mais recentes.

    Levando em conta essas características, você deverá começar a sua pesquisa utilizando referências que você já conhece sobre o assunto. Procure em seus estudos nomes de pesquisadores, cientistas e outros especialistas no tema que você abordará em seu trabalho. Se você já estudou sobre uma dessas personalidades ao longo do seu curso, comece pesquisando suas obras dentro do tema.

    Mas é importante que você não se limite a apenas um autor, lembre-se do que já mencionamos: qualidade das obras, autores renomados e data de publicação são fatores importantes para o seu levantamento bibliográfico. Sabendo de tudo isso, vamos as dicas de como fazer o levantamento bibliográfico para seu trabalho acadêmico:

    *Vídeo da Profa Windyz Brazao Ferreira, PhD

    1. Conte com bons bancos de dados

    Diversas bibliotecas do país oferecem pesquisas em seus bancos de dados para que estudantes possam fazer o levantamento bibliográfico com o acervo disponível em seus arquivos. Opções de bancos de dados não irá faltar, mas você pode filtrar esses locais de acordo com o seu tema. Por exemplo, se o seu tema está relacionado com economia, procure por bibliotecas de faculdades com foco em economia.

    Fazer o levantamento bibliográfico em outras bibliotecas não tem nenhum problema, mas você contará com mais chances de encontrar o que procura se for direto ao local de interesse. Mas se quiser aumentar sua busca, pesquise também em outras bibliotecas para ter uma boa análise sobre o assunto.

    2. Pesquise na internet

    Hoje em dia é muito mais fácil pesquisar sobre qualquer coisa, pois a internet oferece uma grande variedade de conteúdo interessante. Algumas bibliotecas até disponibilizam o acesso aos bancos de dados através da internet. Nesse caso, basta preencher alguns formulários e enviar a solicitação para a biblioteca.

    Outro recurso interessante para você ter um bom levantamento bibliográfico pela internet é pesquisando no Google Acadêmico. Nesta seção do Google você encontrará apenas trabalhos acadêmicos sobre o tema pesquisado, podendo fazer pesquisas de acordo com o tema, nome do autor, universidade ou faculdade, dentre outros recursos.

    3. Comece com nomes conhecidos

    Como já mencionamos, você deve começar por nomes que você já conhece sobre o assunto. Se em algum momento foi mencionado que determinada pessoa é referência em relação ao tema da sua monografia, pesquise obras dessa pessoa. Na obra desse autor você poderá procurar pelas referências bibliográficas e conhecer todos os autores que foram pesquisados para a elaboração daquela obra.

    Sendo assim, você poderá encontrar diversos autores que são renomados e especialistas sobre o assunto do seu trabalho acadêmico sem grande esforço. A ideia é começar por um nome conhecido e buscar suas referências. Se ele é renomado no tema da sua monografia, todos os autores das referências bibliográficas também são consagrados na área de estudo. Agora que você já sabe como fazer o levantamento bibliográfico, organize todas as informações que forem coletadas ao longo da pesquisa para não perder nenhum dado importante que poderá ser estudado para a sua monografia.

  • Fonte Próprio Autor no TCC: normas ABNT e como fazer corretamente

    Fonte Próprio Autor no TCC: normas ABNT e como fazer corretamente

    A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelece várias regras para incluir o nome do autor da fonte ao fazer citações, incluir dados de pesquisa, utilizar imagens, tabelas e outros elementos de outra pessoa em um trabalho acadêmico. Mas e quando o material foi criado pelo próprio autor do trabalho? Você sabe como é feito a referenciação nesse caso?

    Pensando nisso, nós elaboramos neste post todas as principais dúvidas ao fazer referência para o próprio autor do trabalho, isto é, quando a fonte de determinada menção é você mesmo. Veja a seguir todos os detalhes de como fazer menção para o próprio autor do trabalho e todas as regras para esse tipo de referências.

    Por que é importante incluir fontes?

    Se você está começando seu TCC e ainda não sabe muitos detalhes sobre as Normas ABNT, saiba que elas estabelecem que os estudantes precisam informar os autores e fontes de cada informação mencionada no trabalho. Isso é estabelecido pelas Normas ABNT em relação a trabalhos acadêmicos e é cobrado judicialmente, caso você mencione partes de um material que não foi escrito por você sem dar os devidos créditos ao autor original.

    Usar informações de outra pessoa sem mencionar fontes e autor é considerado plágio comumente em diversos aspectos, inclusive em trabalhos acadêmicos. Por isso é tão importante que ao fazer qualquer menção, citação ou utilizar elementos criados por outra pessoa você informe o autor.

    Isso vale para diversas coisas que podem ser inseridas em seu TCC, como, por exemplo, tabelas, imagens, gráficos, fotos, trechos de artigos científicos, citações de livros, dados estatísticos, frases, entre tantos outros elementos. Todo trabalho que não foi feito por você precisa ser informado em seu TCC. Até mesmo quando você modifica as palavras, como é o caso de menções de pesquisas. Se você disse que uma pesquisa revelou tal coisa, é importante dizer quem foram os responsáveis pela pesquisa.

    Além de eliminar qualquer possibilidade de plágio ou utilização de informações descobertas por outra pessoa sem os devidos créditos, você proporciona mais credibilidade para seu trabalho. Quando as pessoas sabem que você pesquisou em determinada revista, site ou livro acadêmico, isso torna seu estudo mais plausível.

    Mas isso não significa que criar seus próprios elementos não trará credibilidade para seu estudo. Muito pelo contrário. Ter elementos próprios em seu trabalho mostra seu lado criativo e pró-ativo em ilustrar e concretizar os argumentos abordados ao longo do trabalho.

    Fonte do próprio autor trabalho: O que significa?

    Quando falamos fonte do próprio autor, estamos nos referindo ao estudante que elaborou o TCC. Vamos supor que você tenha criado uma tabela para o seu TCC. Assim como em outras referências, você precisa dar a fonte desta tabela. Neste caso, a fonte se torna o próprio autor do trabalho.

    Muitas pessoas têm dúvidas sobre como incluir o próprio nome em menções deste tipo. Se você é uma delas, saiba que não há segredos para fazer isso. Você deverá inserir a fonte da mesma forma que insere informações sobre outros autores. Pense como se você fosse um autor independente do seu trabalho e insira o seu nome de acordo com as formatações exigidas para cada elemento textual ou não do trabalho acadêmico.

    Como fazer referência para ilustrações?

    Geralmente, quando o próprio autor do trabalho é citado como fonte no TCC ou em outro trabalho acadêmico, é porque ele elaborou elementos como imagens e figuras. Isso é bastante comum, considerando que figuras e imagens são ótimas formas de ilustrar determinadas ideias, argumentos e pontos de vistas em um estudo.

    Se esse é o seu caso, ensinaremos a seguir como fazer referência utilizando esses elementos de acordo com a NBR 14724, que é a norma técnica utilizada para esse tipo de formatação. Confira a seguir o que diz a norma técnica:

    Toda ilustração deve apresentar sua identificação na parte superior junto a palavra designativa que pode ser: fotografia, esquema, desenho, fluxograma, mapa, gráfico, planta, organograma, quadro, imagem, retrato, figura, entre outros. A identificação também deve apresentar o número de ordem de ocorrência descrito em algarismos arábicos com travessão e o respectivo título da ilustração. Na parte inferior da ilustração, é preciso indicar a fonte consultada, mesmo que a fonte seja o próprio autor do trabalho, incluindo legenda, notas e qualquer outra informação necessária para a compreensão da ilustração. Ao incluir a ilustração, o autor deve inseri-la o mais próximo possível de onde ela é mencionada no texto.

    Quer um exemplo? Acompanhe a seguir como é feito a referência de ilustrações:

    Figura 1- Título da figura

    [FIGURA]

    Fonte: nome do autor¹ (nota de rodapé apenas se for preciso)

    Em nota de rodapé: 1- Informação complementar.

    Viu só como é simples? você deve utilizar esse mesmo método para incluir tabelas, fotografias, imagens, ou qualquer outra ilustração descrita pelas Normas ABNT. E para referenciar a si mesmo em seu trabalho, basta inserir seu nome como autor da ilustração.

    Referência a conteúdos escritos do autor

    Embora os elementos gráficos sejam mais comuns em referências do próprio autor do trabalho, há estudantes que possuem conteúdos escritos publicados em sites, blogs e até mesmo em livros, revistas e jornais. Assim como no exemplo anterior, a indicação da fonte ocorre da mesma forma.

    Se você é o autor de um trecho citado de livro, artigo de blog, ou qualquer outro conteúdo escrito, inclua seu nome na fonte. Incluir seus próprios trabalhos mostrará aos leitores o quanto você está envolvido com o tema, além de enriquecer seu projeto acadêmico com informações que podem ser alcançadas em outros projetos criados por você.

    Nesse caso, é importante que você tome um certo cuidado para não incluir informações demais sobre seus próprios conteúdos e acabar colocando poucas fontes externas. Os leitores precisam confiar em seu conteúdo para dar credibilidade aos projetos externos desenvolvidos por você. Por isso, é importante incluir pesquisas, citações e outros elementos de pessoas de renome em sua área de atuação. Isso trará credibilidade para o seu TCC.

    Por fim, siga todas essas dicas consultando sempre o manual de formatação de TCC disponibilizado pela sua instituição de ensino para não errar ao fazer sua própria referência como autor no trabalho acadêmico.