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  • MONOGRAFIS – Orientador TCC, veja minha experiência

    MONOGRAFIS – Orientador TCC, veja minha experiência

    Ao longo de um bom tempo, as pessoas ainda se questionam se vale a pena adquirir o Monografis. A maioria das pessoas que possuem essa dúvida não adquiriram o software, por isso há dúvidas quanto a relevância do produto. Levando em conta que o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) é um trabalho extremamente importante na vida de um estudante, pois esse trabalho pode influenciar de forma positiva ou negativa em seu futuro profissional, com certeza adquirir um software que te ajude a ter sucesso nesta missão é relevante.

    Para desmistificar o poder de descomplicação e o quanto o Monografis é útil, preparamos neste guia sobre o Monografis uma sequência de tópicos que irão elucidar você que ainda tem dúvidas se vale a pena ou não adquirir a ferramenta. Sabemos que a melhor forma para ter certeza se um produto é bom ou não é ver o que as pessoas que já utilizaram têm a dizer. Depois disso, a sua opinião será definitiva para dizer se o produto é bom ou não, mas isso você só saberá se usar.

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    tela do Monografis

    Minha experiência com o Monografis

    No meu caso, utilizei o Monografis por um ano até o dia da apresentação do meu TCC de Economia e posso dizer que é uma ferramenta excelente, oferece o que promete e condiz com a realidade dos padrões e técnicas utilizados em um TCC e/ou Monografia. Confesso que antes de adquirir fiquei com o “pé atrás” se não seria mais uma ferramenta que gera conteúdo de forma automática, pois há diversas promessas falsas no mercado. Porém, bastou eu acessar o Monografis pela primeira vez para ver que estava diante de uma ferramenta séria.

    Vale lembrar que além do software ser um produto completo, sofisticado sem ser complicado, que segue todas as normas ABNT e é acompanhado de um banco de dados de pesquisa completo, a pessoa adquire o suporte de orientadores reais via chat, e-mail e comunidade. Ao me deparar com tudo isso, percebi nos primeiros dias que o software pode ser resumido em uma palavra sagrada para quem está fazendo um TCC: ORGANIZAÇÃO!

    O programa é excelente e funciona de forma eficaz, limpa e descomplicada. A simplicidade e o apoio do sistema e das pessoas nos bastidores irão te ajudar a encontrar um tema para o seu TCC, te ajudar a elaborar um problema de pesquisa, a realizar a pesquisa do seu trabalho e a pôr tudo em ordem para ser formatado. Além de tudo isso, você ainda receberá orientação para se portar no dia da apresentação.

    Somente em saber que a ferramenta realmente funciona da forma como promete, você já tem parâmetros para pelo menos testá-la sem perder o seu tempo. Sei que ao testar o Monografis você será mais um utilizador satisfeito, pois são várias as vantagens e você não vai querer ficar de fora dessa. Para ter certeza do que estou te falando, veja nos próximos tópicos como o programa funciona, se ele é bom e se realmente vale a pena adquiri-lo.

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    Como funciona o Monografis?

    No início, logo que você adquire o software, o criador do programa, Douglas Tybel irá lhe conduzir para um curso que irá ensinar como utilizar o Monografis e extrair o máximo de seu potencial. Esse pequeno curso possui 30 horas de duração e é dividido em 5 módulos com um certificado de horas complementares na conclusão do treinamento. Mas, o curso vai além de somente ensinar como utilizar o software e mostra dicas de como ter ideias sobre temas, problemas de pesquisa e como se organizar.

    O Monografis funciona como uma ferramenta específica em diversos pontos, com um gerador de sumário, gerador de palavras ligadas ao tema, mostra como iniciar frases e parágrafos, dentre outras particularidades intrínsecas que todo estudante precisa ter. Um dos maiores pontos positivos do Monografis é o fato do usuário ter contato com a Técnica TSAC, desenvolvida pelo criador do programa. A técnica se resume em quatro pilares fundamentais para um bom TCC:

    • Tópico Frasal;
    • Sustentação;
    • Argumentação;
    • Conclusão.

    Quando eu comecei a usar esta técnica incluída na aquisição do produto, aprendi várias coisas que todos os estudantes deveriam saber, como, por exemplo:

    • A forma correta de iniciar um capítulo de forma clara e objetiva;
    • Como sustentar um argumento embasado de forma científica;
    • A forma correta de desenvolver uma discussão sobre o tema sem ficar “enchendo linguiça”.

    A técnica é excelente e vai além disso, pois irá facilitar cada etapa do TCC ou monografia em que você esteja compromissado em entregar.

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    O Monografis é bom?

    O Monografis é um excelente programa que oferece o que promete, além de precisar de uma baixa conexão com a internet. Além disso, os usuários podem digitar o seu texto offline com o uso das ferramentas, sem a necessidade de conexão alguma com a internet. O programa se adapta a qualquer computador, smartphone ou tablet, pois desta forma, é possível trabalhar em seu TCC ou monografia de forma online, offline e de onde você quiser.

    Com o programa, você pode fazer quantos TCCs quiser. Ou seja, você pode acessar o software com seu login e fazer mais de um trabalho utilizando todos os recursos oferecidos pelo Monografis. Posso dizer que isso é uma grande oportunidade de negócios para quem deseja trabalhar com TCCs, pois, com essa ferramenta o trabalho se torna mais produtivo e rentável. Para muitas pessoas que possuem sites e serviços de produção de trabalhos acadêmicos, o Monografis é uma ótima ferramenta de trabalho. Além disso, é permitido fazer mais de uma monografia ao mesmo tempo.

    Além da vantagem de poder acessar o seu trabalho em smartphones, tablets ou computadores, você também pode acessar todo o seu trabalho de qualquer um desses dispositivos, pois basta estar conectado com a internet e fazer o login em sua área de acesso. Sabendo de tudo isso, não restam dúvidas em afirmar que o Monografis é um software muito bom. A praticidade e a simplicidade em utilizar o programa é tudo que um estudante em fase de TCC necessita em sua vida. Imaginando que muitos estudantes estudam e trabalham, conseguir se organizar e ser mais produtivos em seu trabalho é o ponto forte deste programa.

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    Vale a pena adquirir o Monografis?

    Eu tive a minha experiência com o Monografis e recomendo a todos que estejam em fase de TCC ou Monografia. No começo é normal estranhar um pouco a ferramenta, mas depois que você se adaptar fica mais fácil de seguir em frente com o trabalho. Para todos que desejam ter um bom rendimento no TCC ou monografia, vale a pena adquirir o Monografis, mesmo para aqueles que já fizeram um TCC ou monografia um dia. Como eu disse, o software irá te ajudar a se organizar com todas as etapas do seu trabalho acadêmico.

    Sabemos que uma das etapas que mais interferem na elaboração de um trabalho acadêmico é a formatação, com normas e regras que devem ser exatas. O Monografis oferece a formatação do seu trabalho conforme você vai inserindo o texto pesquisado ao decorrer do seu tempo disponível para fazer isso. Imagine que você deseja focar mais na pesquisa e menos na formatação, com o Monografis, é possível fazer isso e reduzir a carga de tarefas. Além disso, existem várias funções disponíveis que irão facilitar e reduzir em muito sua carga de tarefas.

    Vale a pena ter uma ferramenta deste nível tanto para quem está fazendo o trabalho acadêmico pela primeira vez e não possui experiência, para quem já é experiente no assunto e para quem trabalha e oferece trabalhos acadêmicos para estudantes de diversos cursos. Imagine um contador trabalhando sem calculadora, um professor sem quadro negro ou um pedreiro sem serra circular. É possível que esses profissionais desempenhem bem o seu trabalho sem essas importantes ferramentas, mas com certeza a produtividade irá cair bastante e as margens de erros serão maiores.

    Se alguém perguntasse para algum dos profissionais citados acima se vale a pena investir em cada ferramenta mencionada, com certeza a resposta seria sim. Da mesma forma, invista em seu trabalho acadêmico e seja mais produtivo em todos os aspectos. Ganhe tempo e desfrute mais da vida sabendo que seu trabalho acadêmico está em dia com o uso do Monografis.

    Como adquirir o Monografis?

    Bom, acredito que depois de tudo que você leu até aqui, ao menos esteja curioso em experimentar a ferramenta e ver se isso tudo é verdade mesmo. Para adquirir o Monografis com segurança, acesse esse link de compra e adquira já o seu Monografis hoje mesmo, pois você estará adquirindo:

    • O curso sobre como utilizar o software;
    • Licença vitalícia do Monografis;
    • Gerador de elementos;
    • Gerador de sumário;
    • Gerador de capítulos;
    • Buscador de livros na Internet;
    • Assistente para escrever capítulos;
    • Exemplos de estudantes que estão utilizando o software;
    • Poder tirar dúvidas com professores por meio do chat; e
    • Garantia de 30 dias ou o seu dinheiro de volta.

    O melhor de tudo é que você pode testar por 30 dias a ferramenta. Caso você não esteja satisfeito com o Monografis, basta pedir seu dinheiro de volta. São inúmeras vantagens em adquirir essa ferramenta.

  • Resumo Indicativo: como fazer, ABNT e modelo de exemplo

    Resumo Indicativo: como fazer, ABNT e modelo de exemplo

    O resumo indicativo é um elemento utilizado em diferentes trabalhos acadêmicos para proporcionar informações descritivas sobre o texto sem grande aprofundamento no tema. Diferente de vários tipos de resumos que existem, o resumo indicativo não dispensa a leitura do conteúdo original.

    Quer aprender a fazer um resumo indicativo? Veja neste post o que é resumo indicativo, como fazer um e todas as características desse tipo de texto. Confira tudo isso a seguir.

    O que é resumo indicativo?

    O resumo indicativo é uma produção textual que tem como objetivo resumir as informações mais importantes do texto de forma descritiva. Por essas características, o resumo indicativo é muito parecido com um sumário narrativo, pois, ele não apresenta dados quantitativos e qualitativos.

    Isso significa que ao ler um resumo indicativo, é necessário ler o conteúdo original, pois, as informações ali contidas serão muito vagas. O resumo indicativo apenas aponta de forma descritiva os itens que serão encontrados no texto, sem dispensar a leitura do conteúdo original ou detalhar os assuntos do trabalho.

    exemplo de resumo indicativo

    Como fazer um resumo indicativo?

    Considerando que um resumo indicativo precisa ser direto, sucinto e claro, ao elaborar essa produção textual você deverá ter esses cuidados. Lembre-se, o resumo indicativo é diferente da maioria dos resumos, por isso, você deve ter cuidado para não passar informações demais ou tornar essas informações difíceis de serem compreendidas.

    O equilíbrio entre ser sucinto e informativo é bastante importante. Por isso, preparamos um guia com um passo a passo completo de como fazer um resumo indicativo do início ao fim. Confira!

    1. Para resumir, é preciso ler e entender tudo que foi dito no trabalho acadêmico. Por isso, o primeiro passo para escrever um bom resumo é ler todo o conteúdo do seu trabalho acadêmico. Durante essa leitura, você também deverá anotar pontos importantes, compreender a ideia principal do trabalho, identificar aspectos que precisam ser mencionados no resumo e anotar essas informações.
    2. Agora que você já leu todo o trabalho, é preciso fazer mais anotações sobre o que foi entendido nesta leitura. Faça com que as seções do trabalho e suas subseções sejam resumidas corretamente, considerando os aspectos abordados em cada um deles.
    3. Comece a escrever seu resumo indicativo utilizando uma linguagem simples, porém, objetiva, direta, clara e sucinta. Por ser um resumo indicativo, a linguagem deve ser algo de grande importância, pois, esse tipo de texto precisa ser um resumo totalmente descritivo.
    4. Revise seu resumo observando se as informações fornecidas são apenas descritivas, se as frases foram bem colocadas, se as palavras utilizadas expressam com clareza e objetividade o assunto do seu trabalho acadêmico, e claro, não se esqueça de revisar toda a parte ortográfica e a gramática do resumo indicativo.

    Perceba que todas essas dicas se aplicam a qualquer tipo de resumo, pois, o mais importante é que você consiga informar neste texto os principais pontos abordados em seu trabalho acadêmico. Mas para fazer um resumo perfeito, veja outras 3 dicas que preparamos para você!

    1. Generalize para reduzir informações

    Um resumo deve ser sempre uma descrição de informações, porém, com objetividade. Isso significa que não é interessante detalhar informações no resumo, criar listas, apresentar todos os dados do trabalho, entre outras informações que expressam o conteúdo original. O ideal é que o resumo apresente apenas os conceitos mais importantes do trabalho, sem detalhar demais.

    Nesse quesito, é interessante generalizar alguns termos para reduzir as informações que são passadas no texto. Por exemplo: “A couve, alface, espinafre, acelga e outras hortaliças de folhas verdes oferecem nutrientes fundamentais para uma alimentação saudável”, pode ser resumida em “Hortaliças de folhas verdes oferecem nutrientes fundamentais para uma alimentação saudável”.

    2. Retire informações desnecessárias

    Após terminar seu resumo indicativo, você deverá passar pelo processo de revisão conforme já mencionado anteriormente. Nesse processo, também é importante que você retire informações desnecessárias, caso tenha colocado essas informações no texto. Tenha o cuidado de tornar a explicação mais simples e direta possível, sem exceder na quantidade de palavras, termos ou frases que não agregam em nada ao leitor.

    Por exemplo: “As hortaliças de folhas verdes, assim como todas as variedades de legumes, frutas e até mesmo hortaliças de outras colorações, são nutritivas e saudáveis”, pode ser resumida em “Todos os vegetais são nutritivos e saudáveis”.

    3. Substituir sequência de fatos

    Em muitos casos, a sequência de fatos é algo necessário para uma boa explicação do assunto. Considerando que um resumo não deve oferecer todos os detalhes do conteúdo original, é importante ter o cuidado de não informar demais ao fazer uma sequência de fatos. Por isso, é indicado substituir as informações utilizando apenas o fato principal que dará o direcionamento necessário para a elaboração do resumo.

    Por exemplo: “As hortaliças orgânicas são semeadas, regadas, adubadas e colhidas sem adição de qualquer aditivo químico”, pode ser resumida em “As hortaliças orgânicas são produzidas sem adição de qualquer aditivo químico”.

    Fonte: Esivaldo Idalino

    Características do resumo indicativo

    Já mencionamos que o resumo indicativo é um texto bastante descritivo, objetivo e que precisa ser escrito de forma sucinta. Porém, há mais características que merecem ser destacadas sobre o resumo indicativo. Veja a seguir um resumo muito útil para a elaboração do seu resumo indicativo:

    • Esse tipo de texto deve ser escrito em poucos parágrafos, entre 3 e 5 no total;
    • As palavras e frases formadas no resumo indicativo devem ser bastante objetivas;
    • Dados e informações adicionais não devem ser totalmente informados no resumo;
    • O resumo indicativo precisa descrever o conteúdo que virá a seguir, sem detalhar os assuntos abordados no trabalho;
    • É importante informar nome do autor, titulação, curso acadêmico e nome da instituição no resumo indicativo (exemplo: O trabalho “título” foi escrito por “autor” do curso “nome do curso” na instituição “nome da instituição” com o objetivo de…);
    • Esse tipo de texto deve ser escrito de forma semelhante a um sumário, porém, sem os números de páginas e os nomes de cada título, seção e subseção;
    • Para uma melhor objetividade do texto, é indicado ler e reler o resumo várias vezes até chegar a um texto que não precise de nenhuma modificação.
  • Revisão Bibliográfica: veja o que é, como fazer, exemplos e nossas dicas

    Revisão Bibliográfica: veja o que é, como fazer, exemplos e nossas dicas

    A revisão bibliográfica é um importante estudo acadêmico que tem como objetivo rever diferentes conteúdos que já foram publicados sobre um determinado assunto. Ao realizar esse tipo de pesquisa, o estudante precisa se preocupar com a metodologia empregada ao estudo, normas ABNT para formatação e estruturação, e muito mais.

    Neste post, falaremos em detalhes como deve ser a metodologia de uma revisão bibliográfica, como fazer esse tipo de projeto acadêmico, quais são as Normas ABNT aplicadas a revisão bibliográfica e vários exemplos desse tipo de estudo.

    O que é revisão bibliográfica?

    A revisão bibliográfica é utilizada em diversas pesquisas científicas. Há pesquisas baseadas apenas na revisão de dados antigos, enquanto que outras pesquisas são desenvolvidas com experimentos, observações, entre outras metodologias, mas que necessitam posteriormente de uma revisão bibliográfica para sustentar os fatos identificados.

    Embora seja algo demorado e até mesmo cansativo, ela poderá poupar muito tempo quando comparado ao que você poderia ter que fazer em campo ou no laboratório para chegar a resultados que já existem na literatura. Ou seja, a revisão bibliográfica é importante para que o cientista tenha um resumo completo de tudo que já foi descoberto, assim seu trabalho é otimizado para descobrir pontos que ainda não foram descobertos.

    Considerando essa principal função da revisão bibliográfica, podemos concluir que é indispensável fazê-la, mesmo que ela não seja uma exigência da sua instituição de ensino, pois, este é um trabalho que poupará muito do seu tempo e estudo, já que você poderá se concentrar no que realmente deve ser estudado em seu projeto científico.

    Tipos de revisão bibliográfica

    • Histórica: documenta o desenvolvimento da pesquisa em determinada área;
    • Expositiva: expõe um tema a partir de análise e síntese de várias pesquisas e requer para isso maturidade intelectual;
    • Opinativa: esclarece a respeito de um determinado tema na perspectiva de mudança.
    • Questionadora: objetiva identificar as perspectivas para o futuro imediato da pesquisa sobre o tema em revisão;

    Metodologia para revisão bibliográfica

    Há várias metodologias diferentes para elaborar uma revisão bibliográfica. No entanto, todas elas são baseadas no planejamento, pesquisa e escrita da revisão bibliográfica. Seguindo essa lógica simples, veja a seguir um passo a passo completo de como fazer uma revisão bibliográfica seguindo essa metodologia de planejamento, ação e conclusão!

    Planejamento da revisão

    Nesta primeira fase, é preciso planejar todos os detalhes de como será a pesquisa da revisão bibliográfica. Isso significa que você terá que planejar vários aspectos da pesquisa, incluindo os seguintes elementos:

    1. Necessidade de revisão: você deverá identificar o que é preciso revisar de fato. Para isso, utilize perguntas como: “a área de pesquisa já é madura o suficiente? Já existe revisões recentes sobre esse tema?”.
    2. O que será respondido: também é preciso planejar o que você pretende responder ao realizar essa revisão. É a partir desse raciocínio que você poderá, por exemplo, empregar palavras-chave para pesquisar trabalhos acadêmicos publicados sobre o tema. Ao definir o assunto principal do seu estudo, você poderá utilizar as palavras-chave que mais se encaixam em sua pesquisa para encontrar tudo que precisa na literatura.
    3. Protocolo de ação: com tantos conteúdos para revisar, pode acreditar, você terá problemas se não utilizar um protocolo de ação. O protocolo nada mais é do que um plano de ação que determinará todos os passos da pesquisa, sendo seu principal objetivo a redução de erros na revisão.
    4. Validação do protocolo: nesse ponto da sua metodologia, é interessante que o protocolo seja validado por um especialista na área ou pelo próprio orientador do trabalho acadêmico. A validação desse protocolo é uma das etapas mais importantes, pois, todo erro no planejamento poderá resultar em problemas posteriormente.

    Revisão bibliográfica em ação

    Esse é o momento de colocar todo planejamento em ação. Para isso, tenha sempre por perto o planejamento detalhado de como será realizada a revisão bibliográfica, seguindo sempre a metodologia e o protocolo planejado. Veja a seguir o passo a passo completo para colocar uma revisão bibliográfica em ação:

    1. Busque os estudos primários: eles são compostos por informações completas, ótimas referências e com muitos dados. Os estudos primários serão sempre as melhores opções para quem deseja fazer uma revisão, pois, eles oferecem informações confiáveis. Você poderá encontrar estudos primários em sites, anais de conferências, sites de periódicos, bibliotecas digitais, Google Scholar, CAPES, Library, Scopus, Citeseer, Scielo, Science Direct, entre outros.
    2. Selecione os estudos: após filtrar todos os conteúdos em estudos primários, selecione quais deles serão utilizados para sua revisão. É sempre importante analisar o título e o abstract para eliminar conteúdos que não são relevantes para sua pesquisa.
    3. Avalie a qualidade dos conteúdos: embora os estudos primários sejam os de maior qualidade, é preciso avaliar cada caso para ter certeza do material utilizado em sua revisão. Considere se o estudo foi feito com uma metodologia científica, se os dados são reais e se o estudo possui qualidade, de modo geral.
    4. Obtenha as informações necessárias: agora que você já selecionou apenas os estudos de qualidade, é hora de obter todas as informações necessárias para sua revisão. Nesse caso, siga seu protocolo de ação, conforme ensinamos anteriormente.
    5. Analise os dados: depois de anotar todos os dados extraídos, você deverá analisá-los. Os dados respondem seu objetivo de pesquisa? Caso não respondam, isso significa que é necessário mais estudo focado no assunto para chegar a essa conclusão.

    Conclusão da revisão bibliográfica

    Finalmente você colocará tudo que foi observado e analisado em um projeto acadêmico. Nesta etapa, você deverá se preocupar com estrutura, elementos que compõem uma revisão bibliográfica, formatação ABNT, entre outros aspectos. O mais importante, em todo caso, é incluir toda a sua análise sobre os dados extraídos em sua revisão.

    Os elementos obrigatórios de uma revisão bibliográfica são:

    Fonte: Revista Científica Núcleo do Conhecimento

    Exemplos prontos de revisão bibliográfica para você se basear

    exemplo de revisão bibliográfica

    Fonte: Google Acadêmico / INEP

    As normas ABNT para revisão bibliográfica

    As Normas ABNT para revisão bibliográfica são muito parecidas com as regras exigidas para outros trabalhos acadêmicos. Veja a seguir as principais regras para formatação:

    • Impressão em folha A4 (21,0 x 26,0 cm);
    • Fonte Arial Narrow, tamanho 12 e cor preta;
    • Margem de 3,0 cm na parte superior e na esquerda e margem de 2,0 cm na parte inferior e na direita;
    • Espaçamento de 1,5 entre linhas com 6 pt depois do parágrafo;
    • Título, subtítulos das seções e subseções, tabelas, ilustrações, entre outros elementos, deverão apresentar espaço de 1,5 cm do texto;
    • Tabulação do parágrafo de 1,5 cm;
    • Notas de rodapé em fonte Arial Narrow e tamanho 11;
    • Paginação com algarismos arábicos no canto superior direito;
    • Título centralizado, maiúsculo, negrito em tamanho 16;
    • Nome do autor alinhado à direita, com iniciais em maiúsculo, negrito e tamanho 12;
    • Sumário com numeração progressiva;
    • Abstract, keywords, palavras-chave e resumo, devem ser escritos em tamanho 11.

    Para quem se interessar, um vlog sobre a organização da revisão bibliográfica

    Vídeo perfeita feito por Clara Bousada, para acessar o canal do Youtube dela, entre no link: https://www.youtube.com/channel/UCgTDecg5cwV7vB2m3hgnArA

  • Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    O método científico é uma das formas mais aconselhadas de investigar fenômenos, estudar e fazer descobertas, já que ele se baseia em diversas etapas que conferem lógica e organização para o estudo. Caso você esteja elaborando seu primeiro método científico, saiba que é fundamental entender todas as etapas de um método científico. Metodologia Científica: tipos e exemplo para seu trabalho científico

    Neste post, você aprenderá todas as etapas do método científico, o que significa cada uma delas e como elaborar um projeto seguindo o método científico. Veja também várias dicas e informações importantes para a elaboração do seu projeto.

    Definição de método científico

    O método científico é a sequência lógica e organizada das etapas ou passos que o cientista utilizará para estudar determinado fenômeno. Ou seja, é por meio deste método que toda a pesquisa será baseada. Sendo assim, podemos concluir que o método científico é um dos elementos mais importantes em um projeto científico, já que é ele que determinará a dinâmica de todo o projeto.

    etapas do método científico

    Etapas do método científico

    O conjunto de etapas que compõe o método científico tem como elementos o seguinte passo a passo:

    • Observação;
    • Hipótese;
    • Experiências;
    • Lei;
    • Teoria;
    • Teste de hipótese;
    • Conclusão.

    Observe que uma etapa dá sequência a outra, pois, no método científico as informações devem ser obtidas através de um estudo lógico e organizado. É importante que você saiba que a credibilidade de um estudo se deve fortemente a competência do método científico. Se não há método científico, o projeto perde credibilidade. Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    Para que você entenda a fundo todas as etapas do método científico, veja a seguir o resumo que preparamos para você:

    Fonte: Biologia Total com Prof. Jubilut

    1. Observação

    Esta é a primeira etapa do método científico, pois, consiste nas primeiras anotações que são as observáveis. Nesta etapa, o cientista apenas observa a situação, sistema ou fenômeno que pretende investigar utilizando sua curiosidade e necessidade de entender o porquê de tal coisa.

    É através dessa observação, que pode ser feita a olho nu ou com instrumentos de observação como telescópio ou microscópio, o cientista faz suas primeiras impressões sobre o evento, assim como questionamentos e hipóteses.

    Exemplo: considerando que o céu é azul, é possível levantar a seguinte questão: “Por que o céu é azul?”

    2. Hipótese

    Todo estudo preciso de uma ou mais hipóteses. Na tentativa de responder as razões pela qual um determinado fenômeno ocorre, o cientista deve formular suas primeiras hipóteses para chegar a essa explicação. As hipóteses de um projeto científico nem sempre precisam ser confirmadas no final do projeto ou provadas.

    Na maioria das vezes ela não tem grande importância, porém, ela tem como principal finalidade dar o direcionamento inicial para que o cientista possa investigar o evento. Sendo assim, é fundamental basear um estudo científico em uma hipótese, mesmo que ela não seja o real motivo pela qual ocorre determinado fenômeno.

    Exemplo: se o céu é azul na maior parte do dia, o cientista poderá supor: “Há uma ligação com os raios solares para que o céu se torne azul na maior parte do dia”.

    3. Experiência

    Após destacar uma ou mais hipóteses relacionadas ao evento observado, o cientista precisa ter a experiência de provar ou anular suas hipóteses. Nesta etapa do método científico é preciso realizar experimentos de vários tipos, todos baseados em métodos científicos para a obtenção de dados reais.

    Todas as experiências nesse contexto devem ser anotadas de forma cuidadosa e organizada. Afinal, todos esses dados serão úteis para outras etapas do estudo científico. Em alguns casos, a experiência poderá provar que a hipótese era verdade ou ainda que a hipótese não pode ser sustentada com fatos científicos. Além disso, há também a possibilidade de a hipótese não ser confirmada, pois, alguns estudos nem sempre resultam em descobertas.

    O ideal é que ao perceber um obstáculo em relação a veracidade de uma hipótese, é preciso formular novas impressões sobre o evento. Assim, novas experiências devem ser feitas até chegar a dados ou informações interessantes sobre o evento estudado.

    Exemplo: para comprovar que o Sol possui relação com a cor do céu, o cientista poderia estudar as moléculas presentes na atmosfera para entender se são os raios solares que provocam a cor que observamos ou se são as diferentes moléculas da atmosfera que geram esse efeito de forma isolada.

    4. Lei

    Após realizar diversos experimentos, anotar dados e questionar hipóteses, o cientista precisa fazer conclusões sobre o que foi estudado. Nesta etapa do método científico, é preciso comprovar se algumas das hipóteses foram confirmadas, se há conclusão sobre o estudo e se os dados obtidos podem ser transformados em lei.

    A lei não explica necessariamente por que tal evento ocorre, porém, ela estabelece de forma descritiva aspectos uniformes e invariáveis observados ao longo das etapas do método científico.

    Exemplo: “A luz possibilita ver o céu azul durante o dia”.

    5. Teoria

    Esse é o momento que todos os dados, observações e experiências servirão para elaborar uma teoria sobre a lei apresentada na etapa anterior. Nessa etapa, o cientista precisa elaborar sua própria teoria sobre o assunto, considerando a questão inicial e todas as demais questões apontadas ao longo da experiência do estudo.

    Exemplo: “O céu é azul durante o dia, pois, os raios solares oferecem o espectro de sete cores monocromáticas que passam através de um prisma. Por sua vez, a atmosfera junto a todos os seus elementos proporcionam o papel do prisma, onde apenas a luz azul é observada no comprimento de onda da luz ao longo do dia”.

    Conclusão do estudo científico

    Embora a teoria seja a última etapa do método científico, a conclusão de um estudo científico nem sempre ocorre após chegar na teoria. Isso porque muitas informações ainda podem ser obtidas ao formular uma teoria. Algumas dessas informações precisarão de novos estudos e experiências para obter outros dados.

    Porém, para um estudo científico, a teoria é sempre a etapa que encerra os dados observados ao longo da experiência. Já a conclusão do estudo é feita com uma análise de todas as etapas do método científico, considerando o que foi observado, os dados obtidos, a teoria formulada, as hipóteses provadas ou insustentáveis, entre outras informações. Por fim, é estabelecido se há a necessidade de novos estudos ou se as informações foram conclusivas.

  • Hipótese TCC: veja como fazer, dicas, exemplos e nossas sugestões

    Hipótese TCC: veja como fazer, dicas, exemplos e nossas sugestões

    Aqui vamos lhe ajudar a escrever a hipótese do TCC de maneira fácil e rápida. Aprenda como elaborar a sua hipótese de forma correta, siga o artigo e veja os vídeo indicado.

    A hipótese do TCC. O que é?

    Basicamente, quando se fala em escrita acadêmica e texto acadêmico, as hipóteses visam responder à pergunta levantada pelo problema da pesquisa.

    Esta parte é de suma importância para o TCC, para delimitar o campo de estudo, instigar a investigação sobre o tema e deve sempre seguir as normas da ABNT para trabalhos.

    Como se faz?

    Primeiro pense qual o objetivo do seu trabalho, ou seja, a pergunta que ele vai responder.

    Então escreva as possibilidades que possam gerar investigação sobre o tema que você escolheu.

    Você deve escrever em forma de perguntas, perguntas essas que explicarão de forma provisória os resultados do seu trabalho.

    Vale lembrar que a hipótese em trabalhos acadêmicos não são fixas, elas podem ser descartadas ou validadas ao longo da pesquisa, bem como podem ser adicionadas outras que sejam relevantes.

    De acordo com as normas da ABNT para trabalhos, a função central da hipótese em uma pesquisa é testar se suas perguntas foram respondidas ao longo do trabalho.

    Ou seja, você deve comprovar se suas hipóteses estavam certas ou erradas.

    estrutura de uma hipótese para TCC

    Qual a função das hipóteses?

    Escrever a hipótese do TCC têm a importante função de fornecer respostas para as perguntas da investigação.

    Elas buscam respostas para a pergunta central do trabalho, o problema. Se você está com dificuldade para elaborar o problema, veja em nosso artigo com algumas dicas.

    Uma hipótese bem-feita, bem elaborada, é aquela passível de ser comprovada ao longo da pesquisa, feita em escrita acadêmica formal.

    O que acontece com as hipóteses ao longo do trabalho?

    A ciência, por definição, é uma constante mudança, que se adequa a novas tecnologias e inovações.

    As afirmações do pesquisador, ou seja, suas hipóteses, podem e devem ser confrontadas.

    Portanto, ao elaborar a hipótese em trabalhos acadêmicos tenha sempre em mente que:

    • As hipóteses podem ser desqualificadas ao longo da pesquisa;
    • A desqualificação dela não necessariamente desqualificará seu trabalho;
    • A coleta de dados do seu trabalho é o que dará respaldo para as hipóteses elaboradas;
    • Escrever a hipótese do TCC sempre com base na ciência, nunca no “achismo”.

    Características de uma boa hipótese em trabalhos acadêmicos

    Ao escrever a hipótese do TCC pense que elas podem ter características próprias, e estas definem a qualidade delas. Veja abaixo:

    • Hipótese suposta: Uma boa hipótese é sempre uma suposição, ou seja, se você tiver certeza da resposta, deixa de ser uma hipótese;
    • Hipótese provável: Ser dotada de probabilidade também é uma característica de uma boa hipótese;
    • Hipótese provisória: Não necessariamente as suas hipóteses precisam ser confirmadas ao longo da pesquisa;
    • Hipótese testável: Uma hipótese bem elaborada deve ser passível de testes e de verificações;
    • Hipótese com base científica: Sempre voltada para a pesquisa, evitando o popular “achismo”
    • Hipótese dotada de lógica: Compatibilidade com lógica também é essencial numa boa hipótese;
    • Hipótese com caráter explicativo: Sua hipótese deve ter uma relação entre a suposição criada e o assunto a ser abordado no trabalho.

    Além destas características, a hipótese deve ser:

    • Uma afirmação: Hipótese deve ser sempre afirmativa, nunca um questionamento;
    • Simples: Escrita em linguagem simples e direta de forma a expressar seu objetivo;
    • Sujeita a negação: Uma hipótese sempre estará passível de negação.

    Dicas infalíveis para escrever hipóteses perfeitas!

    Seguindo os quatro passos abaixo você conseguirá uma hipótese bem formulada, de acordo com as normas da ABNT para trabalhos:

    1. Propor uma resposta para sua pesquisa;
    2. Explique o porquê dessa resposta;
    3. Junte os dois primeiros itens numa única frase;
    4. Faça um apanhado geral do texto de acordo com as características das hipóteses apresentadas no item anterior.

    Procure também dar enfoque para as questões abaixo ao escrever a hipótese do TCC:

    • A construção da hipótese deve ser um conceito exato, explicado por definições operacionais e manuais;
    • Escreva em forma de sentença declarativa, nunca com linguagem duvidosa usando sempre da escrita acadêmica formal;
    • Procure ser bem específico e use referências empíricas;
    • Sua hipótese deve sempre estar vinculada ao método escolhido para a pesquisa e a técnica utilizada;
    • Estabeleça relação entre duas variáveis ou mais que você julgar relevantes;
    • Texto simples e conciso;
    • Nunca entrar em contradição com o enunciado da hipótese;
    • Não faça uso de termos subjetivos ou que incitem julgamentos pessoais (ruim, bom, mal, pouco, muito, etc…);
    • Uso de linguagem acadêmica.

    Lembre-se sempre de consultar as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos quando tiver dúvidas.

    exemplos de hipótese

    Negações de uma hipótese

    Conforme anteriormente dito, uma das qualidades de uma boa hipótese é a capacidade da mesma ser refutada ou mesmo negada.

    De acordo com o tipo a negação percebe uma funcionalidade específica:

    • Negação empírica: é quando refuta uma hipótese de cunho empírico, ou seja, com base em fenômenos observados e quantificados;
    • Negação teórica: é aquela que foi refutada após pesquisa, bibliográfica ou teórica, que não comprovou a hipótese apresentada.

    Portanto, não fique inseguro(a) caso alguma de suas hipóteses seja negada e/ou refutada, isso não acarretará prejuízo na sua nota, pois esta é uma das funções, a comprovação ou não da hipótese apresentada.

    Qualquer tipo de pesquisa tem uma hipótese?

    A resposta é não. Como existem variados tipos de pesquisas, algumas apenas de caráter exploratório, seu objetivo é exatamente abrir espaço para construção de hipóteses.

    Em pesquisas de doutorado geralmente busca-se apresentar evidências novas, ideias inovadoras ou mesmo chegar à conclusão de que algo não existe, ou se extinguiu.

    Já em dissertações de mestrado o foco principal são pesquisas exploratórias cujo intuito é apresentar uma síntese de uma teoria com criticidade, ou mesmo problematizando certo tipo de prática.

    Numa pesquisa de caso, que é basicamente uma pesquisa de cunho exploratório, não é comum a o hábito de escrever a hipótese, pois o foco é a observação e análise histórica de informações pré-coletadas.

    Testando sua hipótese:

    Como a finalidade da hipótese em trabalhos acadêmicos é ser testada, durante o curso da sua pesquisa você terá que provar se sua hipótese se provou verdadeira, ou até mesmo se ela foi inverídica ou refutada.

    A sua hipótese deve ser mensurada ao longo da pesquisa de acordo com o seu interesse e sugestões do orientador.

    Apenas lembre-se de não preconceber suas hipóteses com resultados já obtidos, pois algumas vezes o acadêmico tende a condicionar a hipótese de maneira que o resultado lhe seja favorável.

    Por isso alguns orientadores não recomendam o uso de hipóteses nos trabalhos acadêmicos. Na dúvida, consulte sempre seu orientador.

    E agora, ficou mais fácil redigir suas hipóteses?

    Apesar de ser um aspecto dos trabalhos acadêmicos que causa inúmeras dúvidas você pode perceber que com as dicas deste artigo tornou-se uma tarefa infinitamente mais fácil.

    Acesse nosso blog, Projeto acadêmico e tire suas dúvidas sobre outros aspectos do TCC.

  • Scielo Acadêmico: pesquisa de artigos científicos

    Scielo Acadêmico: pesquisa de artigos científicos

    Os artigos científicos já publicados são uma ferramenta de pesquisa essencial para quem está fazendo um trabalho acadêmico, como um artigo científico, monografia, tese, dissertação, dentre outros. Poder olhar em um artigo científico já publicado, principalmente se este artigo é de um autor de grande renome, facilita muito a argumentação bem fundamentada na criação de novas publicações do gênero. Mas, onde pesquisar estes artigos? Qual seria um lugar onde posso pesquisar artigos científicos em PDF com uma grande gama de opções de pesquisa?

    Neste post, vamos responder essas e outras perguntas, e mostrar para você como encontrar artigos científicos no Scielo Acadêmico. Veja como funciona o mecanismo de pesquisa do Scielo Artigos Científicos e como fazer uma busca por uma publicação em formato PDF. Entenda o que é Scielo Acadêmico e muito mais!

    Entre em: https://scielo.org/pt/

    home do Scielo

    O que é Scielo Acadêmico?

    Scielo é a sigla em inglês para “Electronic Library Online”, que em tradução direta para o português significa “Biblioteca Científica Eletrônica em Linha”. Estamos falando de uma rede de pesquisa focada no público-alvo acadêmico (estudantes, docentes, cientistas, escritores, pesquisadores, dentre outros). Esse público irá pesquisar por trabalhos dentro desta rica biblioteca científica de forma a conduzir suas pesquisas sobre assuntos científicos em geral.

    A Scielo pode ser vista como uma espécie de arquivo eletrônico com a disponibilidade de uma grande gama de trabalhos e artigos acadêmicos publicados no mundo todo. Um internauta qualquer, já não teria acesso a todos esses conteúdos em uma pesquisa corriqueira feita em seu navegador, em comparação com pesquisas realizadas no site da Scielo. Isso acontece porque alguns trabalhos publicados no Scielo necessitam de autorização de acesso e alguns precisam ser pagos, pois, nem todos os acessos são gratuítos. Um dos pontos positivos em pesquisar é que lá você encontra avaliações metodológicas realizadas de forma adequada para diversas publicações do gênero.

    Outro ponto forte é poder pesquisar com auxílio de trabalhos acadêmicos de grande qualidade e autores de grande renome sem a necessidade de pesquisar em bibliotecas físicas e ter que sair de casa para isso. Por meio de uma conexão com a internet, o estudante pode fazer uma pesquisa bem elaborada, com resultados significantes para sua pesquisa e ter acesso a materiais sérios ao pesquisar através do Scielo Acadêmico.

    A Scielo Artigos Científicos em PDF é detentora de um banco de dados com aproximadamente 600 mil artigos científicos, além de periódicos científicos. Com essa gama de material, a pesquisa acadêmica se torna mais objetiva e com a possibilidade de ampliar as margens de autores que uma pesquisa simples pela internet não forneceria.

    Portanto, se você está fazendo um TCC, uma monografia, uma tese, uma dissertação, ou qualquer trabalho acadêmico corriqueiro solicitado por seus professores ao decorrer dos semestres, tenha a plataforma Scielo Artigos Científicos como uma ferramenta para toda a hora. Entre no site e veja como é simples pesquisar os artigos, mas, se você ainda tem dúvidas, vamos mostrar um passo a passo de como pesquisar na plataforma Scielo.

    Como foi criada a Scielo?

    O site de pesquisa científica Scielo surgiu como uma iniciativa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) em parceria com a Bireme (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde) no início da década passada. A iniciativa de criar um ambiente de pesquisa científica de qualidade, com opções de pesquisa bastante abrangentes, acabou dando certo. No ano de 2002, o projeto teve o apoio de outro parceiro importante, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Além do Brasil, a plataforma formou vínculos importantes e está disponível em Portugal, na Venezuela, África do Sul, Peru, México, Costa Rica, Venezuela, Chile, Colômbia e Espanha. Existe a possibilidade de outros países fazerem parte desta rede de pesquisa e contribuir ainda mais para a gama de autores e publicações que irão fortalecer a pesquisa acadêmica.

    *Fonte: Farmaceuticando –

    Scielo Acadêmico: Como encontrar artigos científicos?

    Para começar a realizar uma pesquisa nesta biblioteca eletrônica, o estudante, professor ou pesquisador deverá acessar a página inicial que não requer cadastro prévio. O estudante irá se deparar com uma página bem intuitiva, com informações bem específicas e sem poluição visual. Após ter entrado na página inicial e ter tido um primeiro contato, siga o passo a passo logo a seguir para aprender a pesquisar de forma eficaz no Scielo Acadêmico:

    1. Entre na caixa de diálogo que estará descrita como “Pesquisar Artigos“, mantenha as informações de sua busca bem definidas deixando as seguintes marcações incluídas: método, país e palavra-chave. Em seguida clique em “Pesquisar“. https://scielo.br
    2. Já na página de resultados, você tem a oportunidade de filtrar resultados considerando ordem de relevância, a data de publicação, área temática, idioma, entre outros parâmetros de pesquisa. Tudo isso deve acontecer para fazer com que a pesquisa seja mais refinada e oferecer resultados precisos quanto ao objeto de estudo de um pesquisador.
    3. Após o refinamento da pesquisa, clique no título de seu interesse. Em seguida, você encontrará uma caixa denominada como “Serviço Personalizado”. Clique no primeiro item “Baixar em PDF”. Aguarde alguns segundos e comece a leitura do documento baixado.
    pesquisa Scielo em português
    pesquisa de trabalhos no Scielo
    resultados pesquisa scielo

    Como devo citar artigos científicos extraídos do Scielo?

    As normas técnicas cobradas pelas instituições de ensino para trabalhos científicos realizados por meio da plataforma Scielo, são as mesmas regras instituídas para citar conteúdos e autores extraídos de sites na internet. Já em relação a credibilidade do site, as universidades e faculdades consideram as pesquisas extraídas do site como um referencial de qualidade. Ou seja, todo o conteúdo existente no site Scielo já foi avaliado por doutores e mestres, e todos são validados para fazerem parte da plataforma.

    Para fazer a citação do Scielo Acadêmico em um trabalho científico, como monografia, por exemplo, o estudante deverá ter que inserir: sobrenome, as iniciais do autor, o nome do artigo, o nome da revista (em negrito), o volume, número, data de publicação e quantidade de páginas. Ao pesquisar no campo “serviço personalizado”, os estudantes podem ter acesso ao formato bibliográfico de todos os conteúdos (artigos e periódicos) encontrados no site. Para utilizá-los, basta fazer Ctrl + C e Ctrl + V destas informações e inseri-las em seu trabalho.

  • ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são um conjunto de normas específicas que buscam os princípios gerais para a elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico, como dissertação, monografia, TCC, artigo científico, um relatório técnico, científico, dentre outros. A aplicação das normas ocorre de forma oportuna, onde os documentos estão sujeitos as determinações encontradas neste conjunto de regras. Entre as diferentes normas, hoje vamos falar sobre a NBR 10719.

    Neste post, vamos falar sobre a ABNT NBR 10719 e o que você precisa saber para formatar de forma correta com base nesta regra da ABNT. Veja para que ela é utilizada e como prezar por essa norma quando sua utilização é cobrada. Veja tudo isso a seguir!

    NBR 10719 em PDF para download: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/nbr-10719-atualizada.pdf

    Para que serve a NBR 10719?

    Esta norma técnica é referente a elaboração e formatação de relatórios técnicos e/ou científicos. De acordo com essa NBR, um relatório técnico ou científico é um documento muito importante com a capacidade de descrever formalmente o progresso ou resultado de uma pesquisa no âmbito científico ou técnico. Mas, a NBR 10719 não funciona sozinha, e depende de outras normas para a elaboração de um relatório técnico ou científico. Dentre as normas, você encontra as seguintes NBRs atreladas:

    • NBR 6023, responsável pelas especificações das referências no processo de elaboração do documento;
    • NBR 6024, que cuida da numeração progressiva das seções em determinado documento escrito;
    • NBR 6027, responsável por especificações do sumário em um documento;
    • NBR 6028, que cuida do resumo em um documento;
    • NBR 6034, responsável pela formatação e elaboração do índice;
    • NBR 10520, responsável pelos parâmetros das citações em documentos;
    • NBR 10525, que cuida do número padrão internacional para publicações seriadas – ISSN.
    *Fonte: Fábio Soares

    Estrutura de um relatório NBR 10719

    A estrutura de um relatório seguindo as especificações da NBR 10719 atrelada as demais NBRs já citadas, é dividida em duas partes: externa e interna.

    1. Na parte externa do relatório temos: a capa (opcional) e lombada (opcional).
    2. Em seguida, temos a parte interna do relatório, com elementos pré-textuais, como: folha de rosto (obrigatório), errata (opcional), agradecimento (opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), lista de ilustrações (opcional), lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas (opcional), lista de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório).
    3. No desenvolvimento do relatório, temos os elementos textuais, como: introdução (obrigatório), desenvolvimento (obrigatório) e considerações finais (obrigatório), que também fazem parte da estrutura interna do relatório.
    4. Por fim, temos os elementos pós-textuais, também inclusos na parte interna desta estrutura, sendo eles: referência (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional), formulário de identificação (opcional).
    estrutura de um relatório científico NBR 10719

    Anverso de um relatório NBR 10719

    Os elementos desta sequência devem ser apresentados na seguinte ordem de ocorrência:

    1. Nome do órgão ou entidade especificados de forma correta. Será o nome do órgão ou entidade solicitante do relatório;
    2. Título do programa, projeto ou plano que este relatório faz menção;
    3. Título do relatório, sendo um título principal e um título específico para cada volume;
    4. Subtítulo do relatório, caso exista, deverá ser precedido por dois pontos (:), de forma a apontar sempre sua subordinação ao título do relatório, seja ao título principal ou aos títulos específicos em cada volume.
    5. Número do volume, caso exista mais de um volume, deverá aparecer em cada folha de rosto com as especificações de cada volume apresentadas em algarismos arábico;
    6. Código de identificação, caso ele exista, deverá ser formado pela sigla da instituição, pela indicação de categoria, pela indicação de assunto, e pelo número sequencial do relatório na série;
    7. Classificação de segurança, é determinada por órgãos públicos e privados responsável por desenvolver uma pesquisa considerada sigilosa ou não. São esses órgãos que deverão informar a classificação mais adequada de segurança de acordo com a legislação vigente sobre o assunto;
    8. Nome do autor, podendo ser o nome da própria instituição que solicitou o relatório. Se esse for o caso, então suprime-se o nome da instituição solicitante do relatório do campo de autoria;
    9. Local onde a instituição responsável pelo relatório se encontra. Em caso onde há cidades homônima, é recomendado acrescentar a sigla de unidade federativa;
    10. Data de publicação de acordo com o calendário gregoriano e apresentados em algarismos arábicos. 

    Verso de um relatório NBR 10719

    Os elementos do verso deverão seguir da seguinte forma:

    • Equipe técnica, sendo esse um elemento opcional, irá indicar a comissão responsável pelo estudo, os colaboradores, e toda a coordenação geral entre outros. O título com a qualificação e função do autor deverão ser incluídos, pois, irão indicar sua autoridade no assunto.
    • Dados internacionais de catalogação, realizados na publicação, sendo um elemento opcional, também deverá conter os dados específicos da catalogação-na-publicação, de acordo como o sistema de Código de Catalogação Anglo-Americano em vigor. As informações contendo dados internacionais de catalogação-na-publicação deverão ser apresentados de forma obrigatória, caso não seja utilizado o formulário de identificação.

    Errata

    A errata é um elemento opcional, mas quando utilizada, deve ser incluída junto a folha de rosto, constituída pela referência da publicação, além do texto da errata. Uma errata de relatório NBR 10719 deverá ser apresentada em papel avulso, podendo ser papel encartado. Essa folha deverá ser acrescida ao relatório assim que impresso.

    Exemplo de Errata:

    Uller, Reinaldo; Gouveia, Oswaldo. Coordenação de estudos sobre os elementos corrosivos gerados pela produção e utilização do ácido sulfúrico: relatório parcial elaborado em 16 de agosto de 2009. São Paulo: FTI, 1982

    Folha Linha Onde se lê Leia-se
    32 3 Publicação Publicação

    Agradecimentos

    Um elemento opcional, os agradecimentos deverão ser apresentado após a errata caso ele seja utilizado.

    Resumo em língua vernácula

    Esse é um elemento obrigatório, e deverá ser utilizado no relatório conforme os parâmetros da NBR 6028.

    Lista de ilustrações

    Sendo este também um elemento opcional, os elementos ilustrativos deverão ser listados conforme a ordem lançada na obra. Cada item deverá ser designado por seu nome específico, com o respectivo número da página ou folha. Se necessário, recomenda-se listar todos os tipos de ilustrações, sejam elas desenhos, fotografias, esquema, fluxograma, planta, organograma, mapa, dentre outros.

    Lista de abreviaturas e siglas

    A lista com as abreviaturas é um elemento opcional em um relatório NBR 10719, mas se utilizada, deverá fazer uma indicação das siglas e abreviaturas em ordem alfabética que foram utilizadas no relatório, e que deverão ser seguidas de outras palavras grafadas por extenso apontando o significado de tal sigla ou abreviatura.

    exemplo lista de abreviaturas
    exemplo lista de siglas

    Fonte: https://www.senacrs.com.br/pdf/Manual_NBR_10719-2011_versao_2014.pdf

    Exemplo de abreviatura e sigla em um relatório NBR 10719:

    ABNT         Associação Brasileira de Normas Técnicas

    Fil.              Filosofia

    Inmetro      Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

  • ABNT NBR 15287 (atualizada): estrutura do projeto de pesquisa

    ABNT NBR 15287 (atualizada): estrutura do projeto de pesquisa

    As Normas ABNT são as regras determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para elaboração de diferentes trabalhos acadêmicos. Cada uma dessas regras é chamada de NBR, e cada uma delas possui um número em específico, como é o caso da NBR 15287. Pré Projeto TCC: modelo pronto, sugestões e dicas de elaboração

    Quer saber o que é e para que serve a NBR 15287? Então confira neste post tudo sobre essa norma, como usá-la e o que ela orienta em relação a elaboração de trabalhos acadêmicos. Veja tudo isso a seguir!

    Download em PDF: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/NBR-15287-2011.pdf

    O que é NBR 15287?

    A NBR 15287 é uma das normas que compõem as Normas ABNT. Ela é responsável por determinar todas as regras de elaboração e formatação do projeto de pesquisa. Nela, são incluídas informações sobre elementos obrigatórios, estrutura, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, instruções para impressão, formatação geral, entre outras informações.

    capa NBR 15287

    Para que serve a NBR 15287?

    Se a NBR 15287 determina todas as regras para elaboração de projeto de pesquisa, isso significa que ela serve para instruir e padronizar todos os projetos de pesquisa de acordo com as normas determinadas pela ABNT.

    A finalidade de uma norma é sempre instruir o autor do trabalho em relação aos elementos obrigatórios, estrutura e formatação do trabalho, que nesse caso trata-se de um projeto de pesquisa. Sendo assim, podemos resumir dizendo que a NBR 15287 serve para especificar como o projeto de pesquisa deve ser elaborado segundo a ABNT.

    O que é projeto de pesquisa?

    Um projeto de pesquisa é a definição de um método em relação a uma pesquisa em específico. Trata-se de um trabalho acadêmico cobrado por diversas instituições de ensino que tem como objetivo pesquisar um determinado tema. Há vários tipos de pesquisa, falar sobre os diferentes tipos não é o foco deste artigo.

    O que você precisa saber é que um projeto de pesquisa é um importante trabalho acadêmico que tem como principal objetivo “descobrir, pesquisar e inovar” de forma científica. Com isso, o projeto de pesquisa pode proporcionar descobertas, pesquisas, inovações e soluções de problemas comuns para a sociedade.

    Ou seja, o projeto de pesquisa tem grande importância quando com o objetivo de ajudar a sociedade. Para elaborar um projeto de pesquisa é necessário definir os seguintes itens:

    1. Tema: embora pareça simples, a escolha do tema nem sempre é algo fácil. É preciso escolher um tema de impacto, que tenha relevância para a sociedade e que apresente problemas que precisam ser solucionados.
    2. Problematização: é a questão principal por de trás do projeto de pesquisa. Sem problematização, não há por que elaborar uma pesquisa. É através da definição de um problema que toda a pesquisa é baseada.
    3. Justificativa: a razão pela qual uma pesquisa é iniciada determina a justificativa do projeto de pesquisa. Neste item é preciso justificar a elaboração do projeto de pesquisa.
    4. Objetivos: sabendo da razão, você poderá definir neste item o objetivo da elaboração do projeto de pesquisa. O que você pretende obter com essa pesquisa? Isso deve ser informado em objetivos.
    5. Hipóteses: toda pesquisa é baseada em hipóteses iniciais. É através dessas hipóteses que o pesquisador inicia o estudo. Nem sempre as hipóteses são confirmadas no final do projeto e confirmá-las nem sempre é o objetivo.
    6. Fundamentação teórica ou revisão literária: neste item, é preciso definir a metodologia utilizada para a pesquisa, se é uma fundamentação teórica ou se é uma revisão literária, além de outros pontos essenciais do projeto de pesquisa.

    Estrutura de um projeto de pesquisa

    Um projeto de pesquisa deve ter, como todos os trabalhos acadêmicos, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Além desses elementos, a NBR 15287 determina que os projetos de pesquisa tenham outros elementos tidos como obrigatórios. Veja a seguir a estrutura completa de um projeto de pesquisa e os elementos envolvidos nessa estrutura:

    Elementos pré-textuais

    • Capa – opcional;
    • Lombada – opcional;
    • Folha de rosto – obrigatório;
    • Lista de ilustrações – opcional;
    • Lista de tabelas – opcional;
    • Lista de abreviaturas e siglas – opcional;
    • Lista de símbolos – opcional;
    • Sumário – obrigatório.

    Elementos textuais

    • Introdução – obrigatório;
    • Desenvolvimento – obrigatório;
    • Conclusão – obrigatório.

    Elementos pós-textuais

    *Fonte: Metodologia científica com o Prof Antônio dos Anjos

    Regras gerais para formatação de projeto de pesquisa

    A NBR 15287 determina várias regras para elaboração e formatação de projetos de pesquisa. Entre as regras gerais estão instruções para espaçamento, formato para impressão, paginação, notas de rodapé, títulos, citações, siglas, e muito mais. Veja a seguir como é feito a formatação segundo a NBR 15287.

    Formato para impressão

    • Textos devem ser digitados em cor preta;
    • Ilustrações podem ser coloridas;
    • Papel para impressão deve ser branco ou reciclado;
    • Tamanho da impressão deve ser A4 (21 cm x 29,7 cm);
    • Cada elemento pré-textual deve ser iniciado no anverso;
    • Elementos pós-textuais podem ser digitados no anverso e verso;
    • Margens devem seguir padrão:
    • Anverso – 3 cm para esquerda e superior e 2 cm para direita e inferior;
    • Verso – 3 cm para direita e superior e 2 cm para esquerda e inferior.
    • Fonte do texto deve ser 12, com exceção das citações, notas de rodapé, legendas, fontes e paginação.

    Espaçamento

    • Texto deve ser digitado com espaçamento de 1,5 entre as linhas;
    • Citações, referências, notas de rodapé, legendas, tipo de projeto e nome da entidade devem apresentar espaçamento simples;
    • Títulos que não apresentam indicativo número (exemplo: sumário, listas, errata, anexo, entre outros) devem ser centralizados;
    • Texto deve ser digitado em formato justificado.

    Formatação de elementos ao longo do texto

    • Citações com mais de 3 linhas devem apresentar espaçamento simples entre linhas;
    • Se for citação direta com menos de 3 linhas, é necessário incluir trecho entre parênteses;
    • É necessário citar autor ao incluir uma citação direta, indireta ou citação de citação;
    • Siglas devem aparecer no texto entre parênteses após o nome completo, quando mencionadas pela primeira vez;
    • Fórmulas e equações devem ser destacadas no texto e numeradas para facilitar a compreensão;
    • Ilustrações devem apresentar título junto ao nome da ilustração (exemplo: fotografia, mapa, esquema, desenho, entre outros);
    • No título da ilustração é necessário indicar o número da ocorrência no texto (exemplo: 1, 2, 3, 4…);
    • A fonte da ilustração deve sempre ser indicada na legenda da imagem junto ao número para nota de rodapé;
    • Tabelas também precisam apresentar fonte, mesmo que a fonte seja o próprio autor do trabalho.
  • Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    A metodologia para TCC é usada para outros trabalhos acadêmicos também. Veja como realizar essa etapa e como ela auxilia na produção final do estudo.

    Elaborar um trabalho de conclusão de curso não é tarefa fácil. Existem diversas normas específicas para cada tipo de produção. No Brasil a ABNT é o órgão responsável por estabelecer as normas técnicas  que regem a elaboração de trabalhos científicos, ou seja, é de consenso nacional que um TCC precisa estar padronizado de acordo com elas.

    A metodologia da pesquisa científica é uma das etapas mais importantes para a realização de um TCC. Ela, não diferente de outra etapa, precisa ser padronizada e feita com maestria, pois o caminho que seu trabalho de conclusão de curso percorrerá, será estabelecido pelas metodologias de pesquisa.

    Em termos mais diretos, metodologia significa os métodos e as técnicas que você usará para desenvolver e alcançar o seu objeto de pesquisa. Ela servirá para que outras pessoas possam reproduzir o que foi feito por você, se comprovado, é tido como algo científico que acarreta conhecimento à humanidade.

    Como todo trabalho acadêmico, sua produção será um recorte de algo maior. Quanto mais específico mais você estará perto do objeto final. Cada etapa estabelecida na elaboração do TCC fará parte da metodologia.

    mãos sobre um notebook escrevendo

    Diferença entre metodologia e materiais e métodos

    Há a possibilidade de usar um desses dois termos, nuca os dois juntos. Embora designados para a mesma parte em um TCC, eles são a primeira etapa que rotulam sua pesquisa.

    Se ela for algo que já foi feito e já exista arcabouço teórico, documental, bibliográfico, algo escrito; então será rotulada como metodologia.

    Quando a sua pesquisa for prática, experimental, ou seja, empírica, então você usará materiais e métodos.

    As duas nomenclaturas para essa seção possuem a mesma finalidade, mas ao escolher uma delas já é possível ter o que esperar da pesquisa.

    Abordagem metodológica

    Existem dois tipos de abordagens. A quantitativa e a qualitativa.

    1.  Abordagem quantitativa

    Algo quantitativo é aquilo que pode ser analisado por proporções numéricas, por dados coletados, análise de gráficos, enquetes e entrevistas objetivas ou por análise documental, mas com enfoque nos valores.

    Os estudos que estão dentro dessa abordagem metodológica são mais abrangentes. A finalidade é o conhecimento em forma de dados concretos, em forma objetiva.

    Um bom exemplo de metodologia de TCC quantitativo é o pesquisador que tem como finalidade apresentar o nível de aprendizagem de uma determinada escola de inglês, alisando em dados qual a média dos alunos no TOEFL.

    Separar quantos fizeram intercâmbio e quantos não fizeram e comparar as médias.  

    2.  Abordagem qualitativa

    O outro tipo de abordagem é a qualitativa. Usada para analisar a natureza do objeto de estudo, ela é mais específica e subjetiva. Podem ser usados autores como argumentos para as ideias apresentadas.

    O objetivo é entender completamente o objeto estudado. O pesquisador fica estritamente perto do que é pesquisado, tem maior contato com as informações e precisa relacioná-las e as analisar.

    Uma pessoa que estuda quais os impactos socioeconômicos que a Transposição do Rios São Francisco trouxe a uma determinada comunidade ribeirinha do rio. Esse é um exemplo de metodologia para TCC qualitativo.

    Tipo de Metodologias de pesquisa

    A metodologia da pesquisa científica não é classificada apenas por meio da abordagem metodológica. Existem ainda outras classificações que são feitas observando o objetivo da pesquisa, as fontes e os procedimentos.

    Segundo os objetivos da pesquisa

    A tríade é: exploratória, descritiva e analítica. Cada uma contém uma abordagem diferente das outras.

    A exploratória é feita quando se quer estudar o novo, algo que é desconhecido ou é pouco conhecido. A partir dela é possível que o assunto se popularize e seja criado outros estudos.

    Descritiva, o termo revela seu significado. A metodologia para TCC mais comum entre os cursos de graduação. Nela é descrito o objeto de estudo de forma, e com objetivo, de esclarecer qualquer eventual dúvida ou falta de conhecimento sobre algo popular, algo que já tem grande quantidade de estudos.

    Por fim, a analítica. Pode-se dizer que é uma forma da descritiva, entretanto mais complexa, mais profunda.

    A finalidade é desvendar a razão das coisas. Entender o porquê de certas coisas ser ou acontecer do modo que acontecem.

    Segundo as fontes de dados

    Assim como a metodologia segundo os objetivos, aqui também apresentarei três classificações. Campo, laboratorial e bibliográfica.

    A primeira, a pesquisa de campo, é feita a partir de dados coletados, observados pelo pesquisador. Quem está elaborando um TCC faz essa parte quando vai às ruas, por exemplo, observar o comportamento humano.

    Já a pesquisa laboratorial, diferente da primeira, é feita em um ambiente apropriado. Enquanto na pesquisa de campo o objeto está à mercê do ambiente, ou seja, você precisa se deslocar e seguir o estudo, na pesquisa laboratorial o ambiente é controlado, com equipamentos e a espera de resultados objetivos.

    A bibliográfica utiliza estudos já feitos. Uma das metodologias de pesquisa mais famosas. Quase  todo trabalho, independente do seu objetivo, do seu enfoque, começa-se os estudos vendo tudo que já se tem sobre o estudado.

    Segundo os procedimentos

    A última classificação é segundo os procedimentos, isso significa enxergar como são feitas as pesquisas, iniciação, desenvolvimento e conclusão do TCC de acordo com o caminho, as atividades que levaram a esses dados, ideias, conclusões.

    É definir quais serão as técnicas empregadas para chegar ao objetivo final.

    A pesquisa é feita por meio de questionários, dados coletados, entrevistas, a ideia é, quantitativamente, absorver informações sobre algo. Feita em campo, um exemplo são as enquetes cuja as respostas se limitam ao sim ou não. Isso é a pesquisa de levantamento de dados.

    Outra modalidade é a experimental, parte-se do objetivo de analisar, testar algo. Uma ideia, uma tese, uma hipótese, um experimento. O pesquisador geralmente a realiza em laboratórios.

    Por fim, se tem a pesquisa de ação. Nela o estudante está inserido no objeto de estudo, ele participa, analisa, interfere e vê as consequências.

    O meio em que está, o incluindo, é estudado por inteiro.

    *Vídeo do professor Ivan Guedes

    Exemplo de metodologia de TCC

    Muito se tem na internet modelos de metodologia para TCC, entretanto lembre-se, mesmo que sejam padronizadas as classificações, as combinações possíveis só serão definidas pelo seu objeto e objetivo de estudo.

    Você precisa descrever as classificações dela na metodologia, isso quer dizer que você apenas irá transcrever quais os caminhos, enfoques e materiais que utilizou para realizar a pesquisa.

    Recapitulando, neste quadro você pode ver etapas e definições que uma metodologia científica engloba.

    Abordagem metodológicaMetodologias de pesquisa
    Qualitativa

     

    Quantitativa

    Exploratória, descritiva, explicativa e analítica

     

     

    Campo, documental, laboratorial e bibliográficaLevantamento de dados, experimental e pesquisa de ação

     

     

    Outros tipos de pesquisa:

    Veja alguns exemplos de metodologia para trabalhos acadêmicos

    O método que foi utilizado para a realização dessa pesquisa é o quantitativo, com a finalidade de analisar, em valores numéricos, a quantidade de pessoas, paulistanas, que não tem contato ou conhecimento sobre a política brasileira.

    Para obter os dados necessários para o estudo foram feitas pesquisas bibliográficas para ver a participação, na política, da sociedade brasileira ao longo dos anos. As obras e estudos analisados foram (citar toda literatura consultada que foi usada diretamente para o desenvolvimento do trabalho).

    Com caráter exploratório foram aplicados enquetes e questionários, usando o formulário do Google e abordagens presenciais, nas ruas.

    A pesquisa de campo foi feita ao longo de um ano; duas mil pessoas responderam pelo formulário do Google e mil pessoas foram abordadas nas ruas. As perguntas se limitavam ao “sim”, “não”, “talvez” e “não sei responder”.

    exemplo de metodologia para tcc
    modelo de metodologia
    metodologia trabalho sobre logistica
    exemplo metodologia de pesquisa: estudo de caso

    Agora que você conheceu mais sobre a metodologia da pesquisa científica, coloque em prática, quando entendida e seguida ela explica e facilita a produção do TCC e de outros trabalhos acadêmicos.

    Então lembre-se, comece pesquisando possíveis temas para TCC, os analise, veja como pretende abordar e estudá-los. Anote todo o caminho percorrido e sua metodologia estará pronta.

    Para mais artigos, sobre projetos acadêmicos, continue nesse site. Fazer a pesquisa científica, a partir de agora, será muito mais simples!

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

    Contenu Produção Criativa

  • Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    O conjunto de normas técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sempre aparece em algum ponto de sua vida, seja você um estudante ou não. É muito provável que você já tenha tido contato com algum artigo, publicação, trabalho, PDF, em algum momento onde a ABNT estivesse presente. Esse importante conjunto de regras é mais notável no âmbito acadêmico, onde por diversas vezes os alunos são incumbidos de apresentar trabalhos com o uso das normas técnicas.

    Neste post, vamos falar mais sobre a ABNT e como ela surgiu, sua importância para a sociedade, para os acadêmicos e como ela deve ser utilizada em títulos e subtítulos. Vamos mostrar a parametrização correta das normas aplicadas neste tipo de indicação.

    espaçamento título ABNT
    exemplos de título para tcc

    Necessidade de criação da ABNT

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas funciona como uma entidade privada que não tem como objetivo a monetização de seus responsáveis pela aplicação e direitos das normas aplicadas. As pessoas estão acostumadas a imaginar a ABNT como um conjunto de regras ligadas apenas às normativas textuais, mas esse conjunto de regras vai muito além disso.

    O conjunto surgiu na década de 40, quando engenheiros da construção civil perceberam a necessidade de uma padronização para o uso do concreto armado. Naquela década, a indústria de construção civil estava em alta expansão de suas atividades no Brasil e os profissionais da área perceberam que era chegada a hora de diretrizes técnicas para mais sustentação em larga escala. Então, as normas para a indústria começaram a ser traçadas a partir daí.

    As normas começaram a ser elaboradas e implantadas não só na indústria da construção civil, mas na indústria de químicos, tecidos, couro, desenho técnico, cacau, módulos de construção civil, códigos utilizados em diversos tipos de indústria, petróleo e no vocabulário técnico de um modo geral.

    Já em 1950, a ABNT passou a ser utilizada como padrão de avaliação de conformidade. Com programas específicos para apontar de forma correta a certificação de produtos, o conjunto de normas passou a ser utilizado como forma de rotulagem em diversos ambientes. Desta forma, os profissionais de diversos ramos da indústria estavam certos de que os processos das atividades estavam corretos com a certificação da ABNT. Tais atividades estavam dentro de um padrão de aceitação quando vigiados pelas normas.

    Para conseguir manter e difundir esses padrões, a ABNT dispôs de uma estrutura formada por auditores competentes na aplicação das normas para a garantia da credibilidade, da ética e de todo o reconhecimento que a padronização precisava para ser levada a sério.

    O conjunto que associa diversos profissionais responsáveis pela criação e aprimoramento da ABNT, também é fundador da Comisión Panamericana de Normas Técnicas, Internacional Organization for Standardization e da Asociación Mercosur de Normalización.

    título e subtítulo ABNT

    Importância da ABNT nos dias de hoje

    Em relação a organização, a ABNT presta um trabalho fundamental com o principal objetivo de prover a sociedade brasileira com todo o seu conhecimento sistematizado. A documentação normativa oferecida pelo conjunto de regras voltado para a indústria e ambiente acadêmico, oferece por meio de documentos normativos a produção padronizada de produtos e serviços, para a comercialização e a usabilidade de bens em competitividade sustentável.

    Em outras palavras, podemos dizer que as normas ABNT foram elaboradas e aperfeiçoadas ao longo de décadas, para que nos dias de hoje, as pessoas pudessem ter como referência padronizações que contribuem e já contribuíram para os avanços da sociedade. A regulamentação oferecida pela norma é uma das estruturas mais sólidas do compromisso de crescimentos ligados aos avanços tecnológicos e científicos que vivenciamos ao longo de sua existência.

    Importância da ABNT para o mundo acadêmico

    O conjunto de normas ABNT provou ser importante desde sua criação na década de 40 e passou a ser utilizado em vários ramos da sociedade. Para o segmento acadêmico e científico no Brasil, esse conjunto de normas passou a ser utilizado de forma estruturada, uniforme e aplicado na elaboração e apresentação de trabalhos em universidades e publicações científicas. Assim como outros conjuntos de normas são utilizados em todo o mundo, a ABNT tem sua grande importância e características próprias.

    Desta forma, um trabalho acadêmico lançado em uma universidade no Sul do país pode ser compreendido por qualquer estudante ou docente de qualquer outra região do Brasil. A importância da padronização mediante as aplicações que ela oferece são completas ao serem estudadas por qualquer pessoa dentro do mesmo âmbito.

    Um exemplo disso, vamos imaginar as partituras, utilizadas há séculos para escrever músicas com toda a sua sonorização rítmica e instrumental perfeitamente registrada como o autor da composição deseja. As partituras são específicas e padronizadas, e quem compreende este tipo de leitura e domina um determinado instrumento, pode conduzir de forma perfeita uma música, erudita ou não, com perfeição de cada passagem, tempo rítmico e tonalidade sem que nada seja perdido ou alterado.

    É assim que os estudantes devem buscar trabalhar com as normas técnicas desde os primeiros contatos com o mundo acadêmico. Saber lidar com essas normas em sua totalidade é o mesmo que ter o domínio da compreensão de trabalhos de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e científico de nossa sociedade.

    Por décadas as normas foram aperfeiçoadas e atualizadas para que os estudantes de hoje possam falar a mesma língua e tornar qualquer projeto viável, independente da região e das características que enriquecem a língua portuguesa por todo o país.

    Além de contribuir em muito para a troca de mais conhecimento entre os jovens estudantes e o corpo docente detentor de experiência, os avanços científicos e tecnológicos podem ser tratados de forma mais objetiva de um ponto de vista nacional. Por isso, esse conjunto de diretrizes tem como principal propósito, sem fins lucrativos, auxiliar no desenvolvimento das pesquisas e trabalhos científicos no Brasil, como a monografia e o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), além de publicações em periódicos, revistas científicas e dentro de instituições que cobram o uso das normas.

    Títulos e subtítulos ABNT

    Agora que você sabe sobre a importância das normas ABNT, vamos falar um pouco sobre títulos e subtítulos com o uso das normas. De acordo com a ABNT, os títulos, capítulos e subcapítulos devem ser alinhados a esquerda, numerados com algarismos arábicos de forma progressiva com a indicação de capítulos primários apresentados com números inteiros. Os subcapítulos deverão ser incluídos com o número do capítulo primário pertencente.

    Exemplo de título e subtítulo ABNT:

    1 Título Primário

    1.1 Título Secundário

    1.1.1 Título terciário

    1.1.1.1 Título quaternário…

    Sendo assim, o título e subtítulos irão aparecer de forma gradativa, como o uso de negrito e itálico.

    *Fonte: Prof. Cíntia Pinho
  • Variáveis Qualitativas e Quantitativas: abordagens de pesquisa e informações

    Variáveis Qualitativas e Quantitativas: abordagens de pesquisa e informações

    As variáveis nos estudos acadêmicos fazem parte de uma importante abordagem que aponta características importantes dentro de uma pesquisa. As variáveis são importantes para definir os parâmetros em cada etapa da pesquisa. Existem alguns métodos de definição de variáveis que podem ser aplicados a todos as pesquisas realizadas. Mas de um modo geral, as variáveis estatísticas são as mais utilizadas e classificadas de duas formas: qualitativas e quantitativas.

    Neste post vamos falar sobre as variáveis qualitativas e quantitativas em uma pesquisa acadêmica como a monografia. Veja a diferença entre uma variável e outra e saiba quanto cada uma delas é importante para o sucesso em uma pesquisa acadêmica. Veja tudo isso a seguir!

    variáveis qualitativas e quantitativas

    Tipos de variáveis na pesquisa acadêmica

    As variáveis que fazem parte de um projeto de pesquisa no âmbito acadêmico é um importante processo para que o trabalho tenha coesão e objetividade. De acordo com especialistas no assunto, as variáveis servem para classificar ou medir algo que apresenta valores de comparação e que podem ser mensurados. As variáveis de uma pesquisa podem ser definidas como quantitativa ou qualitativas. Pesquisa Quali-Quantitativa: veja como fazer, conceito, o que é e definição

    Variáveis Qualitativas

    Quando falamos de variáveis qualitativas, estamos falando das variáveis que não podem ser expressadas com base em números e sim em uma qualidade do objeto estudado. Neste caso, características como a cor dos olhos, a cor dos cabelos, o gosto por uma marca de carro, gosto por um gênero musical, dentre outros, são exemplos de variáveis qualitativas.

    Essas variáveis poderão ser divididas em ordinais e nominais. Nas variáveis do tipo ordinais, mesmo elas não sendo numéricas, elas ainda obedecem a uma relação de posicionamento e ordem. Por exemplo: conceitos como bom ou ruim, grau de instrução de uma pessoa, classe social, dentre outros, apontam essa relação de ordem.

    As variáveis qualitativas do tipo nominais são o oposto das ordinais, e podem ser identificadas seguindo apenas a referência de nomes, como, por exemplo: vermelho, azul, rosa, preto, Toyota, Honda, Tesla, Samsung, Apple, cabelos castanhos, cabelos castanho escuro, dentre outros exemplos.

    Variáveis Quantitativas

    As variáveis quantitativas são aquelas que se concentram na representação numérica de algo pesquisado. Esse tipo de variável pode ser classificado como contínua ou discreta. As variáveis qualitativas do tipo contínuas abrangem um intervalo caracterizado com infinitos valores, podendo ser: o peso de um determinado produto, a altura média de um grupo de pessoas, a velocidade de objetos durante um deslocamento, dentre outras diversas situações.

    Já as variáveis quantitativas do tipo discretas são direcionadas a situações limitadas, como, por exemplo: número de edições de uma revista que já foram vendidas, quantidade de consultas médicas que já foram realizadas, quantos filhos um casal já possui, dentre outros dados semelhantes.

    *Fonte: Professor Daniel Santana

    Classificação das variáveis qualitativas e quantitativas

    A estatística pode ser encarada como uma importantíssima ferramenta para sua pesquisa acadêmica e está ao alcance de qualquer pessoa. Podemos ver a importância da estatística em diferentes ramos e segmentos da sociedade e segue dois modelos quando o assunto é pesquisas científicas: qualitativo e quantitativo. Os dois modelos explicados nos tópicos acima devem ser encarados como a ferramenta ideal para você determinar quais os pontos da pesquisa devem ser mensurados para dar transparência e coesão.

    As variáveis são excelentes para apontar números que levam a um resultado, a uma comparação e podem dar relevância para os dados observados no trabalho. Então, caso você tenha ficado com alguma dúvida em relação aos tópicos acima, veja logo a seguir mais exemplos que mostram de uma forma bem clara como cada variável é classificada:

    Estatísticas com variáveis quantitativas

    As variáveis quantitativas podem ser caracterizadas por números que apontam resultados, e são classificados em dois modos.

    Contínuas – Faz a avaliação em números com medições que podem assumir importantes valores para a pesquisa, mensurando por meio de um instrumento matemático. Veja exemplos de estatística com variáveis quantitativas:

    • Massa (balança)
    • Tempo (relógio)
    • Pressão arterial
    • Altura (régua)
    • Idade (tempo)

    Discretas – As medições estatísticas avaliam os números de contagem para um resultado direto e com sentido.

    • Número de filhos
    • Números de animais
    • Quantidade de água
    • Número de pessoas
    • Quantidade de moradores

    Estatísticas com variáveis qualitativas

    As variáveis qualitativas também conhecidas como variáveis que demonstram valores ligados a qualidade, e tem o poder de classificar objetos, indivíduos, sendo ordinais e nominais.

    Ordinais – Tem ordenação com as categorias lançadas. Exemplos:

    • Escolaridade
    • Ano
    • Idade
    • Mês
    • Século
    • Classe Social

    Nominais – As variáveis do tipo nominais são as que fazem uma ordenação de categorias lançadas. Exemplos:

    • Cor da pele
    • Doente ou Sadio
    • Ruim ou Bom
    • Cor dos olhos
    • Marca predileta

    Variável Dependente e Variável Independente

    As variáveis têm o poder de influenciar com grande impacto na pesquisa acadêmica. O poder das variáveis é o próprio poder da Matemática em possibilitar ferramentas para tratar de pontos essenciais. Dentre as ferramentas da matemática, a Estatística é a base das variáveis que impactam diretamente nas pesquisas acadêmicas. Veja mais sobre as variáveis:

    Variável Independente

    Variáveis que impactam de forma muito importante e afetam diretamente em outras variáveis. As variáveis independentes são um fator determinante, que afeta diretamente os resultados de uma pesquisa, gerando efeitos e consequências. Esse é o fator que pode ser manipulado diretamente pelo pesquisador para uma abordagem que relaciona os fatores apresentados com outros fenômenos.

    Variável Dependente

    As variáveis dependentes são fatos ou fenômenos que devem ser explicados, devido a influência e por serem afetados pela variável independente.  Essa é uma variável que aparece e desaparece, eleva ou reduz medidas que o pesquisador pode modificar. Essa é a propriedade que gera um efeito, um resultado, uma solução, uma consequência na pesquisa elaborada.

    Exemplos

    As variáveis independentes podem ser vistas como:

    • Temperatura, que influencia na produtividade;
    • Alimentação bem equilibrada, fator determinante na produtividade;
    • Exercícios físicos, determinante para a produtividade;
    • Prática de exercícios físicos, fator determinante na produtividade.

    Nos exemplos acima, a variável independente temperatura, alimentação e exercícios físicos influenciam diretamente na variável dependente produtividade. Para ficar mais claro, observe que a influência direta entre as relações de algo geram impactos, consequências, respostas, soluções. Essa relação é um ponto fundamental que o pesquisador deve prezar na hora de planejar o trabalho acadêmico.

  • Veja como fazer seu TCC de forma correta e tirar a nota máxima

    Veja como fazer seu TCC de forma correta e tirar a nota máxima

    Descubra o que não pode faltar em um TCC a partir das Normas ABNT 2018.

    O que é e como fazer um TCC

    Após alguns anos de estudo a grande satisfação por concluir um curso e alcançar a tão sonhada formação, tudo pode ser ofuscado pelo assombroso Trabalho de Conclusão de Curso.

    O desafio é ainda maior pelo fato de que as instituições de ensino superior exigem a mesma formatação de TCC que a Associação Brasileira de Normas Técnicas disponibiliza em diversas normas.

    Mas se você precisa saber como fazer um TCC, não precisa se desesperar, neste artigo irei apresentar as melhores dicas para um TCC nota 10 e explicar tudo o que você precisa saber para produzir um excelente Trabalho de Conclusão de Curso.

    As normas ABNT 2018

    As normas ABNT voltadas para a elaboração de trabalhos científicos estão divididas em algumas NBR’s. O fato de não existir um arquivo de fácil acesso compilando todas elas faz com que a interpretação e aplicação se tornem um pouco difícil.

    As NBR’s mais comuns para o trabalho científico são:

    NBR 6027 (2012) – Sumário
    NRB 6024 (2012) – Numeração e estrutura sequencial
    NBR 14724 (2011) – Estrutura de trabalhos acadêmicos
    NBR 12225 (2004) – Informação (título) e documentação
    NBR 6034 (2004) – índice
    NBR 6028 (2003) – Resumo
    NBR 10520 (2002) – Citação
    NBR 6023 (2002) – Referências

    Como pode-se notar, são regras que combinadas determinam a elaboração de um trabalho científico, podendo ser encontradas as diretrizes fundamentais para a elaboração intelectual e formatação de TCC.

    A partir destas normas, resumimos as partes do TCC conforme se vê a seguir.

    A estrutura de um TCC

    Depois de produzir alguns trabalhos científicos, algo que fica claro é que a formatação de TCC não é difícil, apenas trabalhosa. Não é necessário ter um grande conhecimento, mas simplesmente ser atencioso e saber interpretar e executar as normas.

    Antes de formatar é importante ter todo o conteúdo intelectual produzido, assim evitar-se-á novas formatações por alterações decorrentes de solicitações do orientador ou revisões dos próprios autores.

    A formatação de TCC pode ser dividida em três partes:

    Parte 1Pré-textual
    Parte 2Textual
    Parte 3Pós-textual

    Em cada uma destas partes existem os elementos que compõem toda estrutura do Trabalho de Conclusão de Curso, alguns opcionais e outros compõem o que não pode faltar em um TCC.

    estrutura do TCC

    PARTE 1 – Elementos Pré-textuais

    Os elementos pré-textuais são: Capa, Folha de Rosto, Errata, Folha de Aprovação, Dedicatória, Agradecimentos, Epígrafe e Resumo.

    É importante destacar que esta parte não integra a produção intelectual, cumprindo meramente um protocolo de formatação de TCC.

    Não deve ser vista como uma parte menos importante, mas como uma que cumpre finalidades de formalidades, como é o caso do agradecimento que não carrega em seu teor um conteúdo acadêmico, mas faz valer a honra em homenagem prestada aos que ajudaram no processo de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.

    Capa

    Você já ouviu a expressão “não julgue um livro pela capa”? Pois bem, é exatamente para isso que ela serve em um trabalho acadêmico.

    A capa tem a finalidade de apresentar aos leitores uma primeira ideia sobre o assunto. É o primeiro filtro de interesse para quem está consultando sobre o mesmo assunto e se depara com o referido trabalho.

    A orientação sobre a elaboração da capa está no item 4.1.1 da NBR 14724/2011, na ordem que simplificamos a seguir:

    ElementoExplicação
    a) nome da instituiçãoEste elemento é opcional
     b) nome do autorElemento obrigatório para identificação
     c) título:Elemento obrigatório que deve ser claro e preciso, com o objetivo de facilitação para consultas.
    d) subtítuloElemento opcional, porém se houver, deve vir depois de dois pontos.
    e) número do volume:Elemento obrigatório apenas se houver mais de um trabalho ou denotar continuidade.
    f) local (cidade) da instituiçãoElemento obrigatório, bem como também é obrigatória a sigla da unidade da federação no caso de existirem mais de uma cidade com o mesmo nome.
    g) Ano da entregaElemento obrigatório
    modelo de capa abnt

    Folha de rosto

    A orientação sobre a elaboração da folha de rosto está no item 4.2.1.1 da NBR 14724/2011 e pouca coisa se difere da capa.

    A parte mais importante é a natureza da produção acadêmica que deve conter o “tipo do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração”. (Extraído da alínea e do item 4.2.1.1.1).

    A folha de rosto também possui o verso, onde deve constar a ficha catalográfica conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.

    folha de rosto

    Errata

    Não é necessariamente um elemento que configura o que não pode faltar em um TCC, sendo apenas necessário nos casos de correções exigidas pela banca, pelo professor orientador ou ainda que forem consideradas necessárias pelo autor do Trabalho de Conclusão de Curso.

    Deve ser elaborada em folha separada e informar a qual trecho do trabalho se refere, como o exemplo a seguir:

    FolhaLinhaOnde se lêLeia-se
    1512senãose não

    Como você pôde perceber, a errata serve para fazer as alterações com a finalidade de corrigir erros simples, principalmente de grafia, mas pode ser de terminologia técnica também.

    exemplo errata

    Folha de aprovação

    Serve para uso da banca examinadora após a aprovação do trabalho. Basicamente é composta pelo nome do autor, título com subtítulo, natureza do trabalho, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes e instituição da banca.

    folha de aprovação tcc

    Dedicatória e agradecimentos

    Embora sejam elementos opcionais na formatação de TCC segundo os itens 4.2.1.5 e 4.2.1.6 da NBR 14724/2011, sempre é a parte que dificilmente se esquece de fazer.

    Na dedicatória, como o próprio nome já diz, dedica-se toda a realização do trabalho às pessoas escolhidas pelo autor. Nos agradecimentos o mesmo ocorre, porém obviamente em tom de gratidão.

    Ambas são de escrita livre e servem para eternizar as pessoas com quem o autor deseja dividir o crédito pela conquista ou reconhecer a participação e colaboração.

    epígrafe

    É um elemento opcional regulamentado pela NBR 10520 da ABNT.

    Na página separada para a elaboração da epígrafe, logo após os agradecimentos, deve constar uma frase na parte inferior da lauda, sendo uma citação de prestígio.

    O fato de não ser opcional não tira o brilho deste elemento e o enriquecimento do trabalho. Para fazer uma boa epígrafe, deve-se escolher a frase que melhor representa o conteúdo, o sentimento e a realização que o trabalho representa.

    epígrafe tcc

    Resumo

    O resumo é a porta de entrada para o TCC, se a capa é o primeiro filtro, o resumo é o segundo, pois apresenta uma síntese do assunto e a sua importância.

    A padronização quanto a sua elaboração, bem como os parâmetros e as diretrizes estão na NBR 6028 de 2003 e nos itens 4.2.1.7 e 4.2.1.8 da NBR 14724 de 2011.

    modelos de resumo tcc

    PARTE 2 – Elementos textuais

    Vamos considerar que o TCC é uma casa disponível para venda. A primeira parte onde estão os elementos pré-textuais é o jardim e a fachada.

    É extremamente importante que sejam apresentáveis, caso contrário as pessoas não terão vontade de avançar para o interior do imóvel.

    O problema é que após o primeiro encanto, já dentro da nossa hipotética residência, os compradores começam a encontrar pequenos defeitos, tais como uma distribuição de cômodos ruim, goteiras e rachaduras.

    Não é difícil, nesta comparação, identificar esses vendedores como os leitores de um TCC. Após o primeiro encanto com os elementos pré-textuais, chamativos e emocionantes porque a sua essência é essa, a leitura se mostra decepcionante em grande parte dos casos.

    Deve-se considerar princípios como linearidade, coesão, coerência, ortografia, regência etc. para uma escrita clara e eficiente.

    A estrutura padrão de um texto

    Todos sabemos que qualquer texto é dividido em três partes, a saber: introdução, desenvolvimento e conclusão. O TCC segue a mesma regra, porém existe um rigoroso protocolo para elaborar cada uma dessas partes.

    “O texto é composto de uma parte introdutória, que apresenta os objetivos do trabalho e as razões de sua elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado; e uma parte conclusiva”. (ABNT NBR 14724 de 2011, item 4.2.2)

    Fique por dentro e entenda o que não pode faltar em um TCC.

    A introdução deve primeiramente apresentar o tema do trabalho de forma mais ampla. É importante lembrar que é uma parte importante para ganhar a credibilidade do leitor.

    É comum a contextualização do assunto e do campo de estudo, bem como afunilar para uma abordagem do tema de forma bem restrita.

    Após apresentar o tema e o seu contexto, é importante delimitar o assunto do tema, de modo que o mesmo seja apresentado como importante.

    É importante lembrar que quanto maior o campo de estudo, maior será a probabilidade de um trabalho extremamente extenso e cheio de rodeios inconclusivos.

    Delimitar o assunto não é torná-lo mais fácil, e sim mais profundo. É importante deixar claro que o trabalho vale a pena ser lido, o que nos leva para outro ponto.

    Por que vender o carro?

    Um dia quando cheguei em casa, propus à minha esposa que trocássemos o carro. Ela reagiu com forte resistência e disse que não era a hora certa.

    Eu tive duas opções, insistir na ideia até se tornar uma briga muito séria ou me retirar para refletir sobre qual estratégia seria adequada para conseguir trocar de carro.

    No dia seguinte cheguei em casa forçando uma expressão de desconforto e quando ela percebeu e perguntou o que havia ocorrido, eu disse que o carro estava trazendo gastos exorbitantes.

    Após mostrar os investimentos necessários para que o nosso veículo pudesse continuar em circulação, concluímos juntos que seria melhor trocar de carro.

    O que aprendi com isso? Às vezes, para converter alguém para o meu ponto de vista, basta mostrar os problemas.

    Por um TCC tem como objetivo responder a uma ou mais perguntas ou ainda discutir um problema. Aqui não se apresenta a resposta ainda, pois será o resultado da pesquisa.

    Após apresentar perguntas e/ou problema, deve-se elencar os objetivos, que são o geral e os específicos.

    Objetivo geral deve ter uma abordagem panorâmica, estar resumido em um curto parágrafo mostrando qual a finalidade da escrita. Os objetivos específicos são aspectos do objetivo geral desenvolvidos em tópicos com uma frase curta em cada, sempre iniciando com verbos no infinitivo.

    A Metodologia e a fundamentação teórica

    Antes de começar a falar sobre a Metodologia e a fundamentação teórica, é importante lembrar que cada TCC segue um rumo de acordo com os aspectos do assunto a ser desenvolvido, as exigências da instituição de ensino e o caminho de escrita definido pelo orientador e pelo autor.

    Metodologia

    Dizer que é a apresentação do método de pesquisa já seria o suficiente para uma compreensão genérica. Basicamente, por ser uma pesquisa, é importante que sejam apresentados os instrumentos utilizados para a captação das informações, bem como também as fontes.

    Fundamentação ou Referencial Teórico

    Para pesquisas acadêmicas, é importante informar quais os autores e obras foram utilizados para a definição da linha de pesquisa. Isso significa que em um TCC, não se apresenta opinião própria, tudo precisa estar fundamentado.

    Desenvolvimento

    Após ter avançado pelos elementos pré-textuais e compreendido os textuais, você deve estar se perguntando se isso não tem fim. Calma, estamos acabando.

    O desenvolvimento é a parte crucial do trabalho onde o assunto será abordado com detalhamentos, sendo portanto a parte de maior importância do TCC, o objetivo dele ser escrito. É, por isso, também a parte que inter-relaciona todas as demais.

    É a parte em que se escreve com certa liberdade, mas não confunda as coisas. É fundamental, por exemplo, que tenha sentido com o tema escolhido e desenvolva bem o que foi apresentado no resumo.

    O referencial teórico deve ser utilizado, comprovando e corroborando os autores e obras citadas. Também é fundamental que a metodologia esteja explícita em cada etapa e constatação.

    Falando em constatação, lembre-se que nesta etapa você deve apresentar base para responder às perguntas da introdução. Os objetivos também devem estar presentes, inclusive os específicos podem representar tópicos aqui.

    Enfim, fica clara a importância do desenvolvimento para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso.

    Conclusão

    Como o próprio nome nos esclarece, é a finalização do trabalho, pelo menos com relação aos elementos textuais. É importante apresentar os resultados da pesquisa obtidos pelos meios explicados na metodologia.

    A preocupação da conclusão é apresentar as respostas às perguntas feitas na introdução e responder com constatações se os objetivos foram alcançados.

    Ainda é importante que a conclusão apresente uma proposta para a solução do problema apresentado na introdução e as considerações finais do autor.

    Lembre-se, um TCC sem conclusão é um trabalho que não leva a lugar algum!

    PARTE 3 – Elementos Pós-textuais

    Os Elementos pós-textuais de um Trabalho de Conclusão de Curso são aqueles que ficam no final da ordem da formatação de tcc, porém possuem grande importância.

    De onde você tirou isso?

    Após a explicação deste post sobre fundamentação teórica, fica claro que para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso, todas as informações devem ser comprovadamente fundamentadas.

    Os elementos pós-textuais explicam de onde as informações foram retiradas, dando credibilidade à produção em questão.

    Referências

    É uma lista das obras utilizadas no trabalho. Todas devem estar citadas no TCC. É talvez o item com maior número de especificações para tanto existe uma norma somente para os padrões das citações (NBR 6023/2002).

    As referências são obrigatórias em qualquer trabalho acadêmico e servem para apresentar as informações de catalogação das obras, sites, artigos etc. utilizados no trabalho.

    Possui basicamente as informações de nome do autor ou autores, nome da obra, número da edição, editora e ano da publicação. Isso pode variar conforme o tipo de citação. As entradas devem ser feitas em ordem alfabética.

    Anexos

    Quando em um trabalho há a necessidade de apresentar documentos, fotos, gráficos ou quaisquer itens que não forem inseridos no corpo do texto, serão colocados como anexos com a finalidade de comprovar, fundamentar, ilustrar ou demonstrar algo.

    Não é obrigatório, mas é extremamente útil para inserir arquivos que fogem da formatação comum dos parágrafos, por exemplo.

    Glossário

    O glossário, item opcional assim como o anexo, é a seleção da terminologia específica do assunto produzido. Como os termos podem assumir conceitos diferentes em cada linha de pesquisa, a sua utilidade é comprovada por colaborar com a interpretação do leitor.

    Gostou do artigo, então compartilhe com um amigo e não deixe de ler outros conteúdos do Projeto Acadêmico.

    *Vídeo do canal da Gislene Isquierdo

     
    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento

    Contenu Produção Criativa

  • Normas APA: guia completo para trabalhos acadêmicos

    Normas APA: guia completo para trabalhos acadêmicos

    Independente da norma utilizada para formatação, é preciso entender os detalhes de como ela funciona para poder ter um trabalho completo e formatado conforme as exigências da instituição. A formatação APA é um estilo bastante utilizado no mundo e no Brasil, então, se você precisa formatar seguindo esse estilo, veja a seguir tudo que você precisa saber sobre a APA.

    O que é APA?

    A formatação APA é um conjunto de regras de estilo e formatação de trabalhos acadêmicos. Ela é usada principalmente por autores de artigos de periódicos, porém, pode ser aplicada a TCC, dissertação, tese, artigo científico, entre outros tipos de trabalhos.

    As normas APA surgiram através da publicação do Manual APA, que é um guia de estilo da American Psychological Association. Atualmente, as normas são utilizadas no mundo inteiro por diversas instituições de ensino, entidades e revistas científicas, podendo em alguns casos ser utilizados trechos ou toda a formatação no estilo APA.

    O manual APA foi publicado pela primeira vez no ano de 1929. Porém, após essa primeira edição, várias outras normas, regras e diretrizes foram atualizadas para adequar às necessidades observadas nas formatações para trabalhos acadêmicos, principalmente no meio científico. Dentre todas essas atualizações, a última foi lançada em 2009, que é o padrão mais utilizado atualmente.

    Embora as normas APA determinem vários aspectos de formatação, elas não estão totalmente relacionadas a estrutura do trabalho ou a apresentação gráfica. A formatação APA se aplica principalmente as citações e referências descrita em um projeto. Sendo assim, o mais utilizado é a estrutura e formatação ABNT junto a APA. O mesmo ocorre com as Normas Vancouver.

    Mesmo assim, a seguir falaremos sobre os itens obrigatórios na estrutura de diversos trabalhos acadêmicos entre outras informações sobre formatação que não estão diretamente relacionadas a formatação APA.

    Normas APA em PDF completo: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/10/normas-apa.pdf

    Retirado de: PUC

    A estrutura da APA segue as seguintes regras da ABNT:

    • NRB 6024:2012 – Informação e documentação: numeração
    • progressiva das seções de um documento – apresentação;
    • NBR 6027:2012 – Informação e documentação: sumário –
    • apresentação;
    • NBR 6028:2003 – Informação e documentação: resumo –
    • apresentação;
    • NBR 6034:2004 – Informação e documentação: índice –
    • apresentação;
    • NBR 12225:2004 – Informação e documentação: lombada –
    • apresentação;
    • NBR 14724:2011 – Informação e documentação: trabalhos
    • acadêmicos – apresentação.
    espaçamento, parágrafo, títulos e subtítulos nas normas APA
    Fonte: http://portal.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20160217101929.pdf

    Elementos obrigatórios para trabalhos acadêmicos

    Considerando que a formatação APA não especifica os elementos de um trabalho acadêmico e nem mesmo a estrutura, falaremos a seguir quais são os elementos considerados obrigatórios de acordo com os diversos tipos de trabalhos. Confira!

    TCC, monografias, dissertações e teses

    A elaboração desses tipos de trabalhos acadêmicos, é visto como obrigatório e opcional a apresentação dos seguintes elementos na estrutura do projeto:

    Elementos pré-textuais:

    • Capa
    • Lombada (caso o trabalho seja encadernado)
    • Folha de rosto
    • Ficha catalográfica e composição institucional
    • Errata (opcional)
    • Folha de aprovação
    • Dedicatória (opcional)
    • Agradecimento (opcional)
    • Epígrafe (opcional)
    • Resumos
    • Palavras-chave
    • Lista de ilustrações (opcional)
    • Lista de tabelas (opcional)
    • Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
    • Lista de símbolos (opcional)
    • Sumário.
    capa, lombada e folha de rosto normas APA

    Elementos textuais:

    • Introdução
    • Desenvolvimento
    • Conclusão.

    Elementos pós-textuais:

    • Referências bibliográficas
    • Glossário (opcional)
    • Apêndice (opcional)
    • Anexo (opcional)

    Artigos científicos

    Já no caso dos artigos científicos, todos os elementos que iremos mencionar a seguir são obrigatórios e devem aparecer na respectiva ordem:

    • Título do artigo
    • Nome do autor
    • Resumos
    • Introdução e método
    • Introdução
    • Método
    • Resultados
    • Discussão
    • Referências
    • Notas de rodapé
    • Apêndices

    Regras para formatação

    Considerando que as Normas APA se aplicam a formatação de citação e de referências bibliográficas, detalharemos a seguir todas as regras atribuídas a formatação desses dois elementos ao longo do trabalho acadêmico.

    Citações em APA

    O sistema utilizado para formatação através das Normas APA para citações é o de autor-data. Ou seja, é informado o sobrenome do autor e o ano de publicação do conteúdo mencionado. Veja a seguir vários exemplos e os diferentes tipos de citações que existem:

    Citação direta

    Esse é o tipo de citação onde é copiado um trecho do conteúdo original e acrescentado ao trabalho acadêmico. Nesses casos há duas opções de formatação da citação direta, que varia conforme a quantidade de palavras do conteúdo citado.

    Se for menos de 40 palavras, as Normas APA determinam que a citação seja feita entre aspas incorporada no corpo do texto. Agora, se a citação apresentar mais de 40 palavras, é preciso criar um bloco separado do corpo do texto. A citação deve ser incluída sem aspas com recuo de 1,25 cm da margem esquerda em caso de apenas um parágrafo, caso exista mais de um parágrafo, é aplicado mais um recuo de 1,25 cm no início de cada parágrafo.

    A formatação da citação direta com mais de 40 palavras é feita com espaçamento simples. No final da citação direta longa é preciso informar a fonte citada e o número da página ou parágrafo entre parênteses após o ponto final. Na citação com menos de 40 palavras, o nome da fonte pode ser informado em qualquer parte do corpo do texto e número da página ou parágrafo junto ao ano de publicação, e podem aparecer antes ou após a citação entre parênteses. Veja alguns exemplos:

    Citação direta curta (menos de 40 palavras)

    De acordo com Jean Jacques Rousseau (1743, p. 48), “embora a memória e o raciocínio sejam duas faculdades essencialmente diferentes, uma só se desenvolve completamente com a outra”.

    Obs.: formatação segue padrão do corpo do texto, mesma fonte e tamanho de fonte.

    Citação direta longa (mais de 40 palavras)

    O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. E não poderá sabê-la sem ir à escola, começando por observar a matéria bruta que está lá representada. (Durkheim, 1850, p. 28).

    Obs.: formatação deve ser feita com fonte Times New Roman e tamanho 12.

    Citação indireta

    Diferente da citação anterior, esta menção no trabalho acadêmico é feita com as próprias palavras do autor. Isso significa que o autor apenas menciona outro conteúdo descrevendo-o com suas próprias palavras. Nesse caso, é necessário citar o sobrenome do autor e ano de publicação. Veja um exemplo:

    Conforme Foucault (1934), há um equívoco sobre o que é novo. Os acontecimentos em volta de um evento destacam a essência do que vem a ser uma novidade.

    Obs.: não é necessário incluir nenhum tipo de formatação especial.

    Citação da citação

    Esse é o tipo de citação onde o autor não tem contato com a obra original, por isso, a citação é extraída de fontes secundárias. Nesse caso é necessário informar o autor da obra original, ano de publicação, acrescentar a informação “como citado em” ou “as cited in” (em caso de artigo em inglês), nome do autor que também fez a menção, ano e página de onde foi extraída a citação. Veja um exemplo de como é feita essa citação:

    Citação em português

    O empreendedor cria valor ao organizar incertezas, criativamente reorganizando fatores de produção e oportunidades de Mercado. (Knight, 1921 como citado em Jones, 1992, p. 734).

    Citação em inglês (original)

    Although the proposed categorizations contribute to an understanding of this

    phenomenon, “a way of seeing is a way of not seeing” (Poggie, 1965 as cited in Van de Ven & Poole, 1995, p. 510).

    As formatações nos dois casos irão variar dependendo se a citação é direta ou indireta. Além disso, é preciso considerar se a citação possui mais de 40 palavras ou menos que isso, no caso de citação direta.

    *Fonte: PUCRS

    Formatação da citação e referências bibliográficas

    A formatação de citações em APA varia de acordo com os tipos de citações (direta, indireta citação da citação) e em relação às fontes utilizadas para a citação. Isso significa que você precisa ficar atento a fonte para poder informar corretamente a informação. Confira a seguir como é feita cada uma das menções considerando o tipo de fonte:

    Citação de trabalho com um autor

    Deve ser informado o sobrenome do autor e o ano de publicação. Exemplo: Foucault (1945) ou (Foucault, 1945).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho com dois autores

    Deve ser informado o sobrenome dos dois autores e o ano de publicação. Exemplo: White e Moody (2005) ou (White e Moody, 2005).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho de três a cinco autores

    Deve ser informado o sobrenome de todos os autores e o ano de publicação. Em citações subsequentes, é necessário informar apenas o sobrenome do primeiro autor junto ao termo et al. e ano de publicação. Exemplo: White, Moody, Foucault, Jaques e Buffett (1940) ou (White, Moody, Foucault, Jaques e Buffett, 1940).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho com seis ou mais autores

    Deve ser informado apenas o sobrenome do primeiro autor seguido do termo et al. e ano de publicação. Exemplo: Moody (2016).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de autor entidade

    Deve ser informado o nome da instituição, associação, corporação, órgão governamental, entre outros, na primeira citação, junto ao nome abreviado e ano de publicação. Nas citações subsequentes é informado apenas o nome abreviado e ano de publicação. Exemplo: Banco Central do Brasil [BACEN] (1998).

    Referências bibliográficas: Nome da entidade. (Ano de publicação). Título da obra. Data e local de acesso à informação.

    Citação sem autor

    Deve ser informado o título do texto no local do autor junto ao ano de publicação. Exemplo: Lei n. 10.243 (2018) ou Constituição (1988).

    Referências bibliográficas: Título da Obra. (Ano de publicação). Data e local de acesso à informação.

    Citação de livros

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação: Editora.

    Citação de periódicos, boletins e revistas

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome da revista, página, volume ou capítulo.

    Citação de periódico eletrônico

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome do endereço eletrônico. Data e local do acesso à informação.

    Citação de artigo de revista

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome da revista, página consultada, total de páginas.

    Citação de tese e dissertação

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográfica: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título do trabalho. Tipo de documento, Nome da Instituição, Cidade de publicação, Estado, País.

    Formatação da página de referências bibliográficas

    Além de todos os nomes que devem ser mencionados e do padrão específico para cada uma das citações, é importante que você considere algumas informações sobre a formatação da página de referência bibliográficas

    • Espaçamento – as referências bibliográficas devem ser listadas através de espaçamento simples entre linhas com 12pt após cada parágrafo. É necessário acrescentar deslocamento de 0,75 cm na segunda linha e aplicar alinhamento justificado em toda a página de referências.
    • Abreviaturas – usar as seguintes abreviaturas para compor as referências bibliográficas:
    • Capítulo – Cap.
    • Edição – ed.
    • Editor(es) – Ed. ou Eds.
    • Coordenador(es) – Coord. ou Coords.
    • Organizador(es) – Org. ou Orgs.
    • Sem data – n.d.
    • Página(s) – p. ou pp.
    • Volume(s) – Vol. ou Vols.
    • Número – Nº
    referências normas APA
    • Ordem das referências: as referências devem ser feitas seguindo ordem alfabética ascendente. A ordenação alfabética ascendente considera apenas o sobrenome do primeiro autor, seguindo as demais letras iniciais dos primeiros nomes que aparecem em cada uma das referências listadas. Além disso, se há mais de uma citação do mesmo autor com obras diferentes, é considerado a ordem alfabética ascendente de cada obra mencionada.

    Lembrando que mesmo com as exigências das Normas APA, é importante consultar as regras atribuídas pela instituição de ensino ou revista acadêmica. Afinal, cada instituição ou entidade possui suas próprias regras, mesmo que muitas delas sigam normas pré-definidas. Então consulte o guia de formatação da sua instituição e aplique os conceitos ensinados neste artigo de acordo com as recomendações feitas por cada instituição.

  • Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    O resumo expandido é um tipo de trabalho comumente solicitado quando há eventos onde a publicação final necessita da apresentação deste texto. Por isso, quem for fazer uma apresentação onde é necessário apresentar o resumo expandido, deve entender detalhes desse tipo de texto.

    Quer saber o que é resumo expandido e como fazer? Então confira este post até o final e veja o passo a passo completo desse tipo textual.

    O que é resumo expandido?

    Resumir algo é o mesmo que dar informações objetivas e claras sobre um conteúdo que possui bastante detalhes. Desde sempre os estudantes precisam criar resumos nas escolas, essa prática estimula a escrita objetiva, tornando as explicações mais claras e simples.

    Seguindo este conceito, o resumo expandido é uma modalidade de resumo que tem como objetivo descrever um trabalho acadêmico com objetividade. Diferente do resumo simples, a modalidade expandida pode ser escrita antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa.

    E não se confunda com o resumo que existe em alguns trabalhos acadêmicos como o TCC. O texto que aparece logo após o “epígrafe” não tem nada a ver com o resumo expandido. Lembre-se: esse tipo de texto só é utilizado em casos excepcionais onde há a necessidade de apresentá-lo.

    Considerando que o resumo expandido pode ser elaborado antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa, ele é usado principalmente em eventos onde é possível compartilhar informações.

    Caso você participe de algum evento deste tipo, o resumo expandido mostrará aos participantes do que se trata sua pesquisa, qual é o tema, o porquê desse levantamento, entre outras informações. Isso proporcionará a troca de informações e posteriormente, poderá contribuir para um trabalho com mais qualidade.

    Formato para escrever um resumo expandido

    Cada evento possui um padrão específico para o formato do resumo expandido. Por isso, não é possível definir um tipo único para a elaboração desse texto. Nesse caso, é recomendado que os estudantes verifiquem no edital todas as diretrizes do evento, incluindo as informações sobre o resumo expandido.

    Há alguns lugares que exigem até mesmo formatações exclusivas, folha timbrada com cores específicas, colunas, entre outras exigências.

    IMPORTANTE: Cada instituição possui suas próprias regras e normas para elaboração de trabalhos e resumos, é de suma importância que você consiga com o seu orientador todas as normas exigidas.

    Modelo e exemplo de resumo expandido pronto

    modelo de resumo expandido

    Mais modelos em formato Word

    Principais diferenças entre resumo simples e expandido

    A primeira grande diferença do resumo simples e expandido, é que a modalidade simples é elaborada geralmente com o intuito de antecipar o conteúdo de um trabalho, fornecendo uma informação objetiva sobre o assunto que será abordado, enquanto que o resumo expandido tem como finalidade informar outros pesquisadores sobre um estudo para auxiliar no compartilhamento de informações.

    Outra grande diferença é que o resumo simples precisa ser feito após o término da pesquisa. Já o resumo expandido pode e deve ser feito antes da conclusão do trabalho, pois, a finalidade principal deste texto é gerar mais dados e informações que possam complementar a pesquisa em questão.

    Há ainda uma outra diferença que deve ser considerada, que é onde o resumo é utilizado. No caso do resumo simples, ele aparece antes do conteúdo do trabalho, logo após o “epígrafe”. Por outro lado, o resumo expandido é utilizado em eventos específicos, onde a finalidade é compartilhar informações sobre determinado assunto.

    Como fazer um resumo expandido

    Antes de iniciar o resumo expandido, é fundamental que você confira todos os parâmetros informados pelo evento sobre a elaboração desse texto. São esses parâmetros que determinaram a forma como o resumo será elaborado, assim como a formatação. A seguir, falaremos sobre o passo a passo da formatação e como fazer o conteúdo do resumo expandido.

    *Fonte: CIAR UFG

    Formatação para resumo expandido

    1. Crie um texto entre 500 e 1.000 palavras com referências bibliográficas;
    2. Formate a página no padrão exigido pela ABNT: Papel A4 (210 x 297 mm), modo retrato, margens de 3 cm no canto superior e na esquerda e de 2 cm no canto inferior e na direita. Insira abertura de 1,5 cm do alinhamento no parágrafo;
    3. Use a fonte Arial ou Times New Roman para o corpo do texto em tamanho 12 e aplique formatação justificado e espaçamento simples entre as linhas;
    4. Digite os títulos e subtítulos em caixa alta, negrito, espaçamento simples e fonte Arial ou Times New Roman em tamanho 12.
    5. Caso você tenha que elaborar um minicurrículo, informe titulação, e-mail e área de estudos como nota de rodapé na primeira página;
    6. Caso faça citações ao longo do resumo, incluir no corpo do texto e entre aspas as citações curtas, com no máximo 3 linhas. Em seguida é necessário informar o nome do autor e data de publicação. Se a citação for longa, é necessário aplicar recuo de 4,0 cm da margem esquerda, tamanho 10, espaçamento simples e usar a fonte Times New Roman;
    7. Por fim, as referências devem aparecer no final do resumo expandido seguindo ordem alfabética considerando o sobrenome da autoria com formatação de espaço simples, alinhadas à esquerda e com 1,0 de espaço entre as linhas.

    Conteúdo do resumo expandido

    Agora que você já sabe como formatar seu resumo expandido, veja algumas dicas que te ajudarão a elaborar o conteúdo deste texto:

    1. Informar na introdução do resumo a delimitação do tema, objetivos da pesquisa, problemática, método e referencial teórico.
    2. No desenvolvimento do texto, é preciso informar quais foram os resultados obtidos até o momento da elaboração do resumo. Essas informações devem apresentar referências conceituais e análise estatística.
    3. Para concluir o resumo, você deverá responder às principais questões em torno dos objetivos da pesquisa.

    Para elaborar um texto bem estruturado, objetivo e informativo, considere as seguintes dicas:

    • Faça um rascunho: organize todas as suas informações em um papel para finalmente colocá-las no resumo expandido. Assim, você terá uma visão mais ampla das informações fornecidas.
    • Leia o texto várias vezes: nada melhor do que entregar um texto bem escrito e livre de qualquer erro ortográfico ou gramatical. Para chegar a esse resultado, é importante ler várias vezes e modificar tudo que não estiver do seu agrado.

    Seguindo todas as dicas mencionadas, você poderá entregar seu resumo expandido no evento pretendido seguindo as recomendações do próprio evento.

  • Abstract TCC: veja como fazer, o que é e nossas dicas e sugestões

    Abstract TCC: veja como fazer, o que é e nossas dicas e sugestões

    Ao escrever o abstract do TCC, saiba que ele possui normas importantes para sua escrita, definidas pela ABNT

    O que é o abstract do TCC?

    O Abstract é um elemento pré-textual dos trabalhos acadêmicos e é de caráter obrigatório.

    O abstract do TCC é assim chamado quando escrito em língua Inglesa, mas nada mais é do que um resumo do seu trabalho, uma pincelada rápida sobre o tema e a pesquisa abordada.

    Escrever o abstract do TCC é um dos últimos elementos do trabalho, por isso você só precisa se preocupar com ele quase na finalização do texto.

    exemplo abstract tcc em inglês
    exemplo resumo e abstract

    Qual a função do Abstract no TCC?

    Basicamente, funciona como um chamariz para o leitor, pois você adicionará ali as questões abordadas no texto, incitando a leitura.

    Unido ao título, tem a responsabilidade de captar a atenção do leitor, despertando nele a curiosidade de ler sua pesquisa.

    Ao escrevê-lo tente sempre se pôr no lugar de quem irá lê-lo, assim você desenvolve o texto com a ideia de chamar o leitor para seu TCC.

    Escrevendo o Abstract do TCC nas normas ABNT

    Como qualquer outra seção de uma pesquisa, o abstract também deve ser elaborado seguindo as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos.

    O texto do abstract deve ser enxuto e objetivo, já que reflexões, dados e demais informações serão apresentadas ao longo do trabalho.

    Use uma linguagem que atraia o leitor, apresentando aspectos relevantes da sua pesquisa.

    Para redigir seu abstract nas normas da ABNT use os passos a seguir para não ter dúvidas:

    1. Explique ao leitor no que consiste, ou seja, qual é o tema que foi escolhido para sua pesquisa, além de apresentar a relevância do seu trabalho para o meio acadêmico;
    2. Descreva qual foi seu objetivo (ou objetivos) ao escrever seu TCC. Use seus objetivos do projeto como auxílio para escrever esta parte, já que eles nortearam aspectos da pesquisa. conte o motivo maior do seu trabalho ter sido feito;
    3. Nesta parte do texto explique como você fez o trabalho, os métodos utilizados e outros detalhes pertinentes. Aqui é o espaço para informar o leitor qual foi a tipologia do seu trabalho: estudo de caso, pesquisa qualitativa, pesquisa quantitativa ou experimento
    4. Indique ao leitor quais foram os resultados mais significativos que os seus estudos apontaram, tanto positivos, quanto negativos (se houverem), com texto objetivo e sucinto, sempre com o intuito de atrair o leitor para ler seu trabalho;
    5. Ao fim do texto apresente uma breve conclusão sobre as aprendizagens do seu trabalho e o que a pesquisa agregou à sua vida profissional e por que não, pessoal. Mencione a contribuição do seu trabalho como ferramenta de entendimento do objeto estudado em seu TCC.
    exemplo abstract em inglês
    Exemplo de um abstract em inglês

    Abstract em outras línguas

    As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos orientam que o abstract deve sempre ser feito em língua portuguesa e pode se chamar também de resumo.

    De acordo com a variação do trabalho (Monografia, Dissertação ou Tese), o abstract pode ser escrito em língua estrangeira além da Língua portuguesa, que é a padrão.

    Nestes casos, o texto é o mesmo que o escrito na língua vernácula, porém, traduzido para a referida língua estrangeira. Os tipos de resumo ou abstract variam de acordo com a língua utilizada:

    • Inglês (ABSTRACT);
    • Francês (RÈSUMÉ);
    • Espanhol (RESÙMEN).

    Se você apresenta domínio de alguma destas línguas pode fazer a tradução sozinho.

    Caso não fale nenhuma delas, contrate alguém com domínio para que realize a tradução do seu resumo, não confie exclusivamente em tradutores mecânicos, pois o texto deve ter a mesma qualidade de escrita que o resumo em português.

    Traduções exclusivamente mecânicas tendem a apresentam severos erros de regência, concordância verbal e nominal e isso pode comprometer a qualidade do seu trabalho, portanto, invista em um tradutor qualificado.

    exemplo résumé francês
    exemplo resumen tcc espanhol

    Redigindo o Abstract do TCC nas normas ABNT

    • O resumo deve ter um número máximo de palavras, variando num mínimo de 100 palavras e 500 no máximo, dependendo do tipo de trabalho e de exigências específicas de cada instituição;
    • Elabore o texto em um único parágrafo, independente do número de palavras;
    • Redija o texto utilizando a terceira pessoa do singular, com verbo na voz ativa;
    • Não use citações e referências bibliográficas;
    • Tanto o resumo em português quanto em língua estrangeiro é obrigatório ao final elencar palavras-chave, sempre separadas por ponto e vírgula. Terão que ser no mínimo três palavras-chave e no máximo cinco;
    • O resumo deve ser escrito ao término do trabalho, já que faz um apanhado de todos os capítulos e considerações relevantes da sua pesquisa;
    • As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos também orienta que o resumo não ultrapasse o tamanho de uma lauda;
    • Faça sempre em páginas separadas: uma página será a do resumo (língua portuguesa) e na página seguinte o abstract (quando for em língua inglesa) ou o resúmen ou rèsumé (se a língua escolhida for espanhol ou francês).
    abstract nas normas ABNT

    Erros comuns ao escrever o Abstract do TCC

    Já falamos anteriormente sobre o que é o abstract do TCC, um resumo do seu trabalho para atrair o leitor a conhecer sua pesquisa.

    Então ao escrever o Abstract do TCC não confunda-o com outras seções do trabalho.

    Muitos acadêmicos utilizam a função do abstract de maneira errônea, criando um texto que oferece uma prévia do trabalho, tornando obsoleta a função da Introdução.

    No abstract também não devem ser incluídos pensadores e citações, ou embasamentos teóricos de quaisquer espécies, pois isto é utilizado no desenvolvimento do TCC.

    Ao fazer o fechamento do resumo, lembre-se também de não colocar todos os dados e conclusões, deixe a “cereja do bolo” para as considerações finais.

    Não reproduza de forma integral no resumo frases do corpo do texto, sempre faça paráfrase.

    Evite expor de maneira muito detalhada os métodos e tabulações de dados, isto também será abordado no corpo do texto.

    LEMBRE-SE!

    Uma dica importante que vale para todo o texto do abstract: você deve SIM chamar o leitor para seu texto, empregando uma linguagem atrativa, mas NÃO expor todos os dados do seu trabalho, senão todas  as pessoas leriam somente o resumo não é mesmo?

    Foque em expor as características mais importantes do trabalho de maneira genérica.

    Essas dicas lhe auxiliaram?

    Então veja em nosso site, muitas outras informações para o seu TCC, desde sugestões de temas até normas da ABNT. Corre lá!

  • Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    Como elaborar um sumário perfeito para um TCC?

    Sumário representa a enumeração do trabalho. Desta forma, corresponde a capítulos, seções, bem como todas as outras divisões. Essa parte do trabalho também deve seguir as normas da ABNT.

    exemplo de sumário abnt

    Regras e normas

    A fundamentação para esse tipo de Norma da ABNT NBR 6027: 2003, correspondente as normas da ABNT para trabalhos. É importante fazer antes a diferença entre modelo de sumário para índice. O último é um elemento opcional.

    Diferentemente do modelo de sumário, portanto, pode ser colocado ou não. No caso de ser colocado, deve ser feito de uma forma detalhada, em ordem alfabética. Outro aspecto que diferencia o modelo de sumário do índice é que o índice deve ser colocado no final do trabalho, enquanto sumário deve ser colocado na parte inicial.

    Sumário refere-se ao conteúdo, com algumas regras específicas que estão relacionadas. Desta forma, conforme as normas da ABNT, a palavra sumário deve estar sempre centralizada,  em letras maiúsculas,  em negrito. Deve-se estar atento também com relação ao espaçamento, que deve ser de 1,5.

    O corpo do sumário se refere ao indicativo do número da seção, bem como o nome da sessão, além da página relacionada ao texto, que também deve estar indicada.

    É importante estar atento a ambas as partes. Desta forma, se o título de introdução estiver em letra maiúscula e em negrito, também deve estar assim no sumário.

    Em todas as entrelinhas deve ser exatamente igual ao espaçamento utilizado no texto, qual seja 1,5.

    No centro dos aspectos vinculados à introdução, a metodologia utilizada no trabalho e a referência teórica também conhecido como referencial teórico.

    Além disso, o cronograma do TCC também deve ser colocado nesse espaço. Espaço para gráficos de anexo também podem ser colocados nesse local, assim como –  claro – todos os outros elementos relacionados aos capítulos referentes a desenvolvimento e as considerações finais.

    Apesar dê as vezes ser menosprezado pelos alunos, o sumário é bastante importantemente. Muitas vezes, a porta de entrada da análise de um trabalho monográfico.

    Todo artigo ou TCC que se preze deve ter um sumário de qualidade, conforme as normas da ABNT para trabalhos. O objetivo é que ele seja um evento que apresente adequadamente tudo que se refere ao texto. Além de sumário, veja outras dicas, como normas de ABNT – aprenda a fazer dedicatória.

    exemplo de sumário tcc

    Momento ideal para realização do sumário

    Importante estar atento para o momento ideal para a utilização desse tipo de item. Isso porque no caso do sumário, é muito importante deixar que ele seja feito no final.

    Desta forma, o aluno não comete erros e contempla todos os elementos do texto, de acordo com as normas da ABNT para trabalhos. É importante ter um sumário de qualidade após ter feito toda a parte escrita.

    Afinal, fazendo um trabalho de sumário no fim, em qualquer momento pode-se adicionar qualquer tema, afetando a numeração e a organização do seu sumário.

    É importante também levar em consideração que o trabalho só pode ser feito com o sumário realizado após as normas da ABNT para trabalhos também terem sido aplicadas. Isso porque as mesmas afetam dramaticamente todos os elementos do trabalho, bem como a numeração e outros aspectos.

    Ainda no que se refere ao sumário, é importante estar atento ao sumário automaticamente realizado pelo editor de texto Word. Muitos apontam por ele não ser o ideal.

    O ideal é que ele seja realizado de maneira manual, mesmo. É importante também levar em consideração que, ao ser realizado de maneira manual você pode ficar mais atento a fazer uma revisão do seu próprio trabalho.

    Realizado automaticamente pelo Word sem conferir os capítulos, sem a numeração de acordo com a sequência descrita no sumário, se torna muito mais fácil de cometer erros que podem ser bastante graves dentro de uma análise e de uma avaliação de um trabalho nas normas da ABNT.

    Atenção ao trabalho nas normas da ABNT (e de sua universidade).

    Às vezes é um pouco difícil compreender, mas, de fato, se faz necessário observar a referência a ABNT e todas as regras monográficas.

    Sempre importante realizar um trabalho nas normas da ABNT, monográfico, com o planejamento adequado. Realizar uma monografia é mais fácil do que parece ter ter é importante apenas estar atento e observar.

    Uma regra muito importante no que se refere ao sumário de monografia é observar quais são os modelos utilizados dentro das Universidades. Cada situação de ensino possui alguns tipos de detalhes específicos.

    É importante observar atividades monográficas realizadas por esses alunos que já estiveram na mesma situação e fizeram o trabalho, com o objetivo de poder compreender adequadamente a respeito de todos os detalhes relacionados ao trabalho.

    Dessa forma,  a banca não vai poder notar qualquer diferença, ao fazer igual a ABNT, seguindo as regras dos outros que foram feitos.

    Apesar de que o trabalho de monografia do sumário deve ser feito após a monografia já ter sido realizada, as anotações podem ser feitas ao longo do trabalho, para poder facilitar e organizar. Um sumário manual e manuscrito é sempre útil.

    Algumas pessoas estão utilizando o sumário automático do word com objetivo de fazer com que tudo funcione. Caso você prefira fazer assim, veja:

    Deve acessar o ícone referências, na parte superior da página. A seguir, você deve clicar no ícone sumário, que fica visualmente na parte superior. Depois, deve escolher por inserir sumário.

    Para que essa ferramenta não cometa erros, muito importante que você presta atenção em todos os detalhes referentes ao estilo do texto e outros aspectos.

    A norma oficial da ABNT com relação ao sumário é a seguinte: A enumeração das divisões, seções e outras partes a publicação, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede, deve ser feita.

    sumário TCC nas normas ABNT

    Objetivo do sumário

    O objetivo do sumário é oferecer um breve resumo para a pessoa que está lendo a atividade monográfica, no sentido de saber se o tema que ela está buscando está contemplado na atividade.

    Muitas pessoas, principalmente os pesquisadores, utilizam sumário com esse objetivo, de saber se aquele tipo de tema que pode ser utilizado no futuro em uma própria publicação está ali.

    Por isso, é muito importante que você apresente no sumário aquilo que está presente na sua atividade monográfica. Por isso, é muito importante prestar atenção nos títulos que você escolhe, para todos os elementos do seu trabalho conforme as normas da ABNT.

    Quanto a localização, o sumário se localiza após a capa, folha de rosto, folha de aprovação e antes do primeiro capítulo. A sua localização não pode ser alterada. Todos os elementos do sumário devem ser alinhados de uma maneira totalmente igual aos outros elementos do texto.

    O Projeto acadêmico faz tudo por você, veja mais normas da ABNT e confira também como fazer para estabelecer os agradecimentos.

     
    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento

    Contenu Produção Criativa

  • Coesão e Coerência Textual: o que é, tipos e exemplos

    Coesão e Coerência Textual: o que é, tipos e exemplos

    Quase todo mundo já ouviu falar alguma vez na vida sobre coesão e coerência textual. Esses dois elementos textuais são utilizados ao longo do texto para proporcionar uma ligação entre as orações, de modo que não haja grande repetição de palavras e que o contexto não seja perdido.

    Quer saber mais detalhes do que é coesão e coerência textual? Acompanhe esse post até o final para descobrir as principais características desses dois elementos e suas diferenças. Veja tudo isso a seguir!

    banner coesão e coerência

    Coesão e coerência: O que são?

    A coesão e a coerência são dois elementos textuais fundamentais para a elaboração de um texto. Enquanto a coesão é responsável por ligar as frases e palavras através de elementos, a coerência é responsável por manter a lógica entre as ideias relacionadas. Juntos, os dois elementos textuais garantem a lógica e o sentido do texto.

    Isso significa que tanto a coesão quanto a coerência possuem grande importância para a produção de texto. Além disso, uma depende da outra para que o texto seja legível, lógico e interessante.

    A seguir falaremos mais detalhes de cada um desses elementos textuais, considerando suas características e aplicações!

    Coesão textual

    Como mencionado, a coesão textual é o elemento linguístico que conecta ideias ao longo do texto. Com a coesão, é possível relacionar todas as partes do texto de uma forma que os fatos sejam narrados em uma sequência de acontecimentos.

    Um texto com coesão apresenta ligações harmoniosas em diferentes partes do conteúdo. Isso torna a leitura mais leve, fácil de compreender e harmônica.

    A coesão textual se divide entre diferentes elementos que apresentam suas próprias características. Veja a seguir um resumo sobre esses elementos e quais são suas funções em um texto:

    Conectores

    São responsáveis por relacionar as frases do texto. Os conectores criam relações entre os termos utilizados no texto, por isso, quase sempre são representados por advérbios, conjunções e preposições.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Elas gostam de dançar e jogar bola”;
    • Sem coesão – “Elas gostam de dançar. Elas gostam de jogar bola”.

    Substituições

    São os elementos que garantem que o texto tenha coesão lexical. Eles são utilizados com a finalidade de evitar repetições excessivas de um determinado termo.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Legumes são importantes para a saúde. As frutas também”;
    • Sem coesão – “Legumes são importantes para a saúde. As frutas também são importantes para a saúde”.

    Reiterações e referências

    São responsáveis por interligar termos em situações onde é feita a substituição da palavra por significados.

    Exemplo:

    • Com coesão – “O gato é um animal inteligente. Ele é considerado um dos felinos com maior capacidade de raciocínio”.
    • Sem coesão – “O gato é um animal inteligente. O gato é considerado um dos felinos com maior capacidade de raciocínio”.

    Correlação verbal

    É a aplicação lógica do tempo verbal ao longo do texto. Com a utilização da correlação verbal, o texto apresenta uma sequência de acontecimentos com começo, meio e fim.

    Exemplo:

    • Com coesão – “Assim que ela ligar eu te aviso”;
    • Sem coesão – “Assim que ela ligar eu te avisei”.
    *Fonte: Brasil Escola

    Coerência textual

    Os significados e as interpretações de cada ligação textual são os principais objetivos da carência textual. Esse elemento determina o significado e a interpretação de cada conectivo utilizado para interligar frases, elementos ou palavras em um texto.

    Um texto só é considerado coerente se ele apresentar sentido. Um texto coerente deve apresentar linguagem harmoniosa, lógica, comunicativa, conexão entre as ideias e complementação de informações. A coerência de um texto ocorre pela utilização das seguintes abordagens:

    Princípio da relevância

    Um texto coerente precisa ter ideias relacionadas onde cada uma delas apresente sua própria relevância. Mesmo que elas tenham sentido quando analisadas de forma isolada, as ideias devem ser apresentadas com sentido lógico e correta interpretação para que o texto seja facilmente compreendido.

    Exemplo:

    • Com coerência – “O homem tinha fome, mas não tinha dinheiro em sua carteira, por isso foi ao banco e sacou uma quantia. Em seguida, foi almoçar em um restaurante”;
    • Sem coerência – “O homem tinha fome, mas não tinha dinheiro em sua carteira. Foi almoçar em um restaurante e em seguida foi ao banco e sacou uma quantia”.

    Princípio da não tautologia

    Mesmo que as expressões apresentem diferentes palavras, um texto coerente não deve conter ideias repetidas. Repetir a mesma ideia em uma frase, parágrafo ou até mesmo texto, torna a compreensão da mensagem redundante.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Visitei Campos do Jordão há cinco anos”;
    • Sem coerência – “Visitei Campos do Jordão há cinco anos atrás”.

    Princípio da não contradição

    Para ter coerência, é preciso que as ideias não sejam contrárias de nenhuma forma.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Ele só toma leite de soja pois possui intolerância à lactose”;
    • Sem coerência – “Ele só toma leite de vaca pois é intolerante à lactose”.

    Progressão semântica

    Esse elemento garante que seja inserido novas informações ao longo do texto para que exista uma lógica sequencial. Sem a progressão semântica há uma sensação de que o texto não termina nunca.

    Exemplo:

    • Com coerência – “As mulheres caminhavam pela avenida tranquilamente até que se depararam com o suspeito. Apertaram o passo e em seguida começaram a correr quando notaram que estavam sendo perseguidas”;
    • Sem coerência – “As mulheres caminham pela avenida tranquilamente e continuaram caminhando mesmo após se depararem com o suspeito. Passaram por diversas avenidas, ruas, seguindo sempre em frente. Até que perceberam que estavam sendo seguidas”.

    Continuidade temática

    São os termos utilizados para dar continuidade ao tema. Sem essa abordagem, o leitor tem a sensação de que o tema do texto foi mudado repentinamente.

    Exemplo:

    • Com coerência – “Você sabia que as tartarugas vivem mais de 100 anos? Elas possuem um metabolismo muito lento, que garante mais tempo de vida”;
    • Sem coerência – “Você sabia que as tartarugas vivem mais de 100 anos? Existem várias espécies de tartarugas”.
    *Fonte: Aula De

    Coesão e coerência: principais diferenças

    Ambos os elementos são utilizados em um texto para conectar ideias e dar contexto a produção textual. Porém, a coesão e a coerência apresentam diferenças significativas. Veja um resumo dessas diferenças a seguir:

    • Coesão – responsável por conectar palavras e frases em diferentes trechos do texto.
    • Coerência – responsável por proporcionar ligação lógica aos termos que conectam os trechos do texto.
  • Quantas Linhas deve ter uma Redação do ENEM: dicas e sugestões

    Quantas Linhas deve ter uma Redação do ENEM: dicas e sugestões

    A redação é uma das etapas mais importantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). É nesta etapa que toda a criatividade e conhecimento técnico de escrita são colocados à prova dentro do tema proposto pela avaliação. Entre as dúvidas mais frequentes sobre a redação do Enem, a quantidade de linhas é algo que chama bastante atenção. Afinal, quantas linhas uma redação do Enem deve ter?

    É sobre isso que falaremos neste post. Se você também tem essa dúvida, confira a seguir quantas linhas são exigidas na redação do Enem e a diagramação ideal para não ultrapassar o limite máximo. Redação Dissertativa Argumentativa: exemplos, como fazer, pronta

    exemplo de redação nota 1000 no enem

    Regras do Enem para o número de linhas

    A quantidades de linhas que uma redação do ENEM deve ter, varia muito de acordo com o tema, com os argumentos desenvolvidos, entre outros aspectos. O mais importante é que a sua redação fique dentro das regras exigidas no exame, pois caso contrário, você poderá ter sua avaliação desclassificada. Conectivos para Redação: introdução, desenvolvimento e conclusão, dicas

    Nas edições anteriores do Enem, a regra era a seguinte: mínimo de 8 e máximo de 30 linhas. Dentro desses limites, você pode escrever quantas linhas forem necessárias para introduzir, desenvolver e concluir sua redação.

    Isso significa que não há um padrão ou uma regra exata de quantas palavras você deve escrever, porém, o texto precisa apresentar estrutura de começo, meio e fim. Aprenda Como Fazer uma Redação Descritiva Perfeita

    Aviso: como as regras do Enem mudam constantemente, você deve conferir no edital do exame e na página de redação o limite de linhas para a redação. Caso as regras tenham mudado, você saberá exatamente o limite mínimo e máximo para escrever seu texto.

    *Fonte: Redação Profa Michelle

    Estrutura para redação do Enem

    Como mencionado, não há uma regra exata em relação a quantidade de linhas que uma redação deve ter. Mas é importante que você saiba que prolongar o assunto apenas para criar uma redação grande, pode comprometer sua nota, assim como explicar rapidamente seus argumentos sem se aprofundar no assunto. Como começar uma Redação: passo a passo, estrutura e dicas

    É preciso criar um consenso entre ser objetivo e ao mesmo tempo proporcionar uma compreensão completa sobre os argumentos. Lembrando, é claro, de seguir a cronologia da estrutura de uma redação.

    A redação para o Enem e para outros concursos públicos segue um conceito básico de estrutura onde é observado a introdução, desenvolvimento e conclusão. Falaremos a seguir sobre essas estruturas e a indicação de linhas para cada tópico. Confira!

    Introdução

    Esse é o momento que você irá apresentar o tema para seus leitores. Além disso, você também deverá apresentar logo no início dois argumentos que serão trabalhados ao longo do texto. Esses argumentos devem apresentar seu ponto de vista sobre o tema.

    A introdução é composta por um parágrafo curto. Por isso, é indicado que você utilize de 2 a 5 linhas para iniciar a redação. Não há uma regra exata sobre quantos argumentos devem ser inseridos na introdução. Porém você deve se lembrar que quanto mais argumentos são inseridos nesta etapa, mais parágrafos você terá que desenvolver para abordar cada um deles.

    Então, o ideal é que você introduza entre dois ou três argumentos, no máximo, desde que respeite corretamente a diagramação e o limite de linhas para o texto.

    Também é importante destacar que a introdução deve conter essencialmente apenas os argumentos que serão abordados no desenvolvimento. Citar outros argumentos que não serão desenvolvidos poderá deixar prejudicar seu texto.

    exemplo de introdução de redação

    Desenvolvimento

    Neste momento, você deverá desenvolver os argumentos que foram introduzidos anteriormente. O mais aconselhado é que sejam dois, pois assim fica fácil diagramar. Além disso, dois argumentos é um ótimo número para convencer o leitor sobre determinado ponto de vista.

    Se forem dois, você pode usar um padrão de 2 a 10 linhas para desenvolver os argumentos. Se forem três argumentos, você pode usar de 2 a 3 linhas. O ideal é que os parágrafos não sigam um número exato, mas que apresentem informações objetivas e completas.

    Aliás, esse é um aspecto muito importante sobre o desenvolvimento. Os parágrafos devem ser coesos e coerentes. Todo o texto deve apresentar uma sequência cronológica onde as frases e os parágrafos devem ser interligados seguindo uma lógica. Isso significa que é importante avaliar cada informação citada no texto e avaliar se há uma ligação com as demais informações.

    exemplo de desenvolvimento para redação

    Conclusão

    A etapa final de qualquer texto é a conclusão. Muitos estudantes se perdem nesta etapa por não saber o que fazer. Ao contrário do que muitos pensam, usar frases de efeito, recordar o que já foi dito ou repetir um argumento, não são sinônimos de uma conclusão. Na verdade, a conclusão deve ser como as demais etapas da redação: um momento para trazer informações ao leitor.

    Nesse caso, é importante tomar cuidado para não introduzir um novo argumento ou informações que não foram previamente mencionadas como dados. Porém, você pode sim terminar o texto falando algo diferente que agregue valor de alguma forma.

    Muitas pessoas costumam terminar a introdução com uma mensagem de advertência, de otimismo, com uma citação ou referência ao título. O mais importante é que a conclusão esteja alinhada com a visão do autor sobre o assunto, assim como as demais etapas da redação.

    Isso significa que se você começou falando que tal coisa não deveria existir, não faz sentido terminar o texto dizendo que essa coisa é algo bom para a sociedade. Lembre-se sempre: coesão e coerência devem estar presentes do começo ao fim da sua redação.

    Já em relação a quantidade de linhas, a conclusão segue a média da introdução, de 2 a 5 linhas. Lembrando que o número de linhas pode variar dependendo da necessidade de explicar determinado assunto no texto. Os números mencionamos neste artigo são apenas recomendações de diagramação para que o texto fique estruturado e com um aspecto visual atrativo para o leitor.

    exemplo de conclusão de redação

    Redação feita por: Isabela Carvalho Leme Vieira da Cruz, Rio de Janeiro – RJ

    Redação nota 1000 no ano de 2011

    Dicas em relação a quantidade de linhas

    • No rascunho, liste todas as suas ideias sobre o tema;
    • Escolha 2 ou 3 ideias que possam virar argumentos no desenvolvimento;
    • Desenvolva os argumentos interligando o assunto;
    • Use uma divisão do número de linhas para os parágrafos;
    • Se estiver passando o limite máximo, tente ser mais objetivo na explicação.
  • Como começar uma Redação: passo a passo, estrutura e dicas

    Como começar uma Redação: passo a passo, estrutura e dicas

    A introdução é a primeira etapa de uma boa redação. Por isso, é importante utilizar boas palavras e frases para chamar a atenção do leitor, pois é nesse momento que deve ser despertado o interesse em continuar a leitura. Redação Dissertativa Argumentativa: exemplos, como fazer, pronta

    Pensando nisso, preparamos um guia completo com palavras e frases que podem ser utilizadas na introdução de uma redação. Confira a seguir o passo a passo completo de como iniciar uma redação.

    dicas para começar uma redação

    Estrutura básica de uma redação

    Antes de falarmos sobre frases e palavras ideais para iniciar uma redação, é importante saber a estrutura básica desse tipo de texto. Independentemente do tipo de redação, é fundamental que ela tenha começo, meio e fim. Essa cronologia é a base da estrutura de qualquer texto, incluindo a redação. Por isso, você deve prestar atenção nas seguintes etapas:

    • Introdução: fase inicial composta por 1 parágrafo onde é informado o tema central do texto incluindo a posição do autor sobre o tema.
    • Desenvolvimento: fase em que o autor esclarece todos os tópicos sobre o tema, informando sua posição sobre o assunto e aspectos argumentativos em relação a sua própria posição.
    • Conclusão: fase final onde o autor conclui o assunto avaliando o que foi desenvolvido ao longo da redação oferecendo soluções, possibilidades e reflexões sobre o tema.
    *Fonte: Redação e Gramática Zica

    Palavras e frases para iniciar uma redação

    A pior parte de qualquer texto é começar! As primeiras palavras são sempre as mais difíceis. Mas depois que você começa, tudo fica mais fácil. Então se você também tem essa dificuldade, preparamos uma lista com várias frases e palavras que podem ser utilizadas para iniciar uma redação. Conectivos para Redação: introdução, desenvolvimento e conclusão, dicas

    Lembrando sempre que você deve fugir de clichês, palavras e frases muito usadas com pouca credibilidade. Dê preferência para iniciar sua redação utilizando os seguintes termos:

    • No passado;
    • Hoje em dia;
    • Atualmente;
    • Observando;
    • É fácil dizer;
    • É difícil definir;
    • Convém dizer;
    • Convém lembrar;
    • Olhando para o passado;
    • Basta olhar para;
    • Não é tão fácil dizer;
    • Talvez seja difícil;
    • Observa-se que;
    • Comenta-se, frequentemente, sobre;
    • Verifica-se que;
    • Examinando alguns;
    • É de grande importância;
    • É inegável que;
    • É indiscutível que;
    • No século;
    • Todos sabem que;
    • Poucos sabem que;
    • Considerando os aspectos;
    • Muito se fala, hoje em dia;
    • A história afirma;
    • Muitos duvidam;
    • Muitos afirmam;
    • Muitos acreditam;
    • Apesar da crença cultural;
    • Pode-se afirmar que;
    • Há tempos observa-se que;
    • Percebe-se que;
    • Ao analisar os fatos;
    • Muito se tem discutido sobre;
    • Considerando a atual situação;
    • Em virtude do cenário atual;
    • Você precisa saber que;
    • Alguns argumentam sobre;
    • Olhando para trás.
    *Fonte: Débora Aladim

    Exemplos de introdução

    • “Hoje em dia é comum que quase todo mundo tenha um smartphone ou um celular simples para ligações. Esse cenário era algo impensável há pelo menos 20 anos.”
    • “Observando o modo como as descobertas científicas promovem o desenvolvimento da humanidade, é possível afirmar que todas as interações da sociedade moderna estão atreladas aos avanços científicos.”
    • “Todos sabem que a prática de exercícios físicos auxilia na saúde de um modo geral. A grande questão sobre o assunto é por que tantas pessoas estão se tornando obesa mesmo sabendo disso.”
    • “É difícil falar sobre como a vida na Terra surgiu. Porém, é indiscutível afirmar que estamos cada vez mais perto de descobrir a verdade.”

    Viu só? Usando as palavras certas fica muito mais fácil começar uma redação. Você só precisa selecionar as palavras que mais se encaixam no contexto que você deseja trazer para a redação. Citação para Redação: veja como fazer, exemplos e modelos prontos

    Passo a passo para fazer uma redação

    Agora que você já sabe como iniciar a redação, falaremos o passo a passo completo para você fazer a redação do começo ao fim. Confira a seguir todas as etapas e dicas para te ajudar com essa produção textual:

    1. Comece com um rascunho

    A melhor forma de começar um texto é através de um rascunho. Nele, você deverá incluir todas as suas ideias sobre o tema, considerando o que você acredita, o que já existe sobre o assunto e tudo que você deseja abordar no texto. Faça em forma de lista ou da forma como você preferir, o ideal é que fique fácil de compreender todas as suas ideias sobre o tema.

    Por exemplo, no tema “violência contra o idoso”, podemos ter as seguintes ideias para abordar na redação:

    • “Formas de violência contra o idoso que não são faladas pela sociedade”;
    • “O abandono do idoso como uma forma de violência”;
    • “É importante conscientizar as pessoas sobre a violência contra o idoso”;
    • “Idosos não conseguem denunciar a violência sofrida”;
    • “Familiares também podem ser agressores de idosos”.

    2. Transforme todas as ideias em argumentos

    Uma redação precisa de uma boa estrutura argumentativa. Por isso, você precisará reunir todas as suas ideias e transformá-las em tópicos. O primeiro tópico é sempre a introdução. Em seguida, vem o desenvolvimento, que deve abordar os principais argumentos sobre o tema em cada parágrafo.

    Considerando as ideias do nosso exemplo, podemos criar os seguintes argumentos:

    Introdução

    • “Atualmente, muito se fala sobre vários tipos de violência, mas poucos se lembram que os idosos estão entre as pessoas que mais sofrem com esse tipo de problema.”

    Desenvolvimento

    • Argumento 1: “O abandono é a primeira forma de violência, que é capaz de ferir tanto a mente como o físico de quem já está na terceira idade.”
    • Argumento 2: “Familiares estão entre os principais agressores de idosos, pois são eles que mais têm contato com pessoas nessa faixa etária.”
    • Argumento 3: “Para piorar essa situação, há poucas campanhas que estimulam as denúncias de casos de violência contra o idoso. A falta de conscientização sobre o assunto leva a mais dor e sofrimento por parte de pessoas que dependem muitas vezes de auxílio para se cuidar.”

    3. Faça uma conclusão coerente

    Terminar uma redação também pode ser difícil, pois há várias características que devem ser consideradas na conclusão, tais como:

    • Não mencionar nenhuma ideia nova sobre o tema;
    • Oferecer soluções sobre o assunto;
    • Proporcionar algum tipo de reflexão;
    • Retomar o que já foi discutido.

    Lembre-se que um texto deve ter começo, meio e fim. Para concluir sua redação, você precisa mostrar que o assunto terminou. Veja só um exemplo:

    • “Com todos esses problemas, é difícil para os idosos denunciarem casos de violência. Porém, não podemos baixar a cabeça sobre esse assunto e nem mesmo nos deixarmos calar. Aqueles que não conseguem se manifestar contam com o meu e o seu apoio para dar um basta nesse mal.”
  • Veja o que é Epígrafe no TCC, como e quando usar de forma correta seguindo a ABNT

    Veja o que é Epígrafe no TCC, como e quando usar de forma correta seguindo a ABNT

    Aprenda a fazer epígrafes para trabalhos acadêmicos e entenda sua importância para um trabalho monográfico.

    A epígrafe é um elemento integrante de alguns tipos de trabalhos monográficos. No entanto, não é necessário utilizar o termo “epígrafe”, na parte superior do texto. Caso escolha, é necessário respeitar a formatação.

    A epígrafe serve como inspiração, como o caminho pelo qual o texto de alguma forma percorreu. No entanto, não necessariamente se faz preciso que esse tipo de relação exista – entre o texto e a epígrafe. Falaremos mais disso, abaixo.

    Significado: Epígrafe significa inscrição, frase gravada. Na prática, em uma atividade monográfica, refere-se a citação de alguém, um autor relevante para que a produção acadêmica pudesse ser feita adequadamente.

    mesa rosa com notebook e objetos de estudo

    Para que serve

    Apesar de a epígrafe não servir para fazer, nunca, as a atividade monográfica seja avaliada, ela pode indicar algum tipo de caminho percorrido pelo autor.

    Desta forma, a principal serventia da epígrafe é ilustrar, por meio de alguma frase simbólica, a maneira pela qual o autor pôde se inspirar e reunir forças para realizar o texto.

    Localização da epígrafe e relação com o tema

    Importante utilizar uma epígrafe que tenha conexão com o tema a ser abordado no trabalho de conclusão de curso. Desta forma, o pesquisador mostra um conhecimento um pouco maior, abrindo o seu horizonte bibliográfico mas mantendo conexão com o tema.

    Apesar de a epígrafe ser importante, é claro que uma epígrafe não muito bem escolhida não vai significar nada grave na avaliação do seu trabalho bibliográfico.

    Mesmo assim, esse tipo de atividade não pode ser também desprezada. Claro que não pode ser utilizado de maneira jocosa ou com o intuito de brincar com o trabalho. Seria arriscar desnecessariamente a sua avaliação.

    Em todo caso, é justo dizer que um trabalho de conclusão de curso exige material sério e que deve ser explorado de uma maneira correta e com profissionalismo.

    Levar em consideração o fato de que a epígrafe pode ser uma porta de entrada para uma avaliação ruim do seu trabalho é um exagero. Isso quer dizer que o avaliador vai julgar o seu trabalho por uma epígrafe. Mas excessos podem ser evitados.

    exemplo de epígrafe

    Localização da epígrafe e formatação

    Com relação a localização da epígrafe, ela pode ser colocada no início da obra ou no início de cada capítulo. No caso de ser no início de cada capítulo, você deve escolher um modelo de epígrafe diferente para cada um dos capítulo, com o objetivo de evitar com que essa epígrafe se torne uma frase repetitiva para o leitor.

    O ideal é utilizar esse espaço do modelo de epígrafe para alguma frase inspiradora e que gere uma sensação de bom humor, sendo um estímulo para quem vai realizar a leitura do texto.

    Em todo caso, é sempre importante contar com o bom senso para fazer uma epígrafe adequada. É importante ainda haver um casamento entre o tema e a epígrafe.

    Uma sugestão interessante é não utilizar nenhum autor que foi utilizado ao longo da pesquisa, para a utilização da epígrafe. Desta forma, vai se mostrar um maior interesse em fazer uma pesquisa e também uma diversificação das fontes bibliográficas, ao fazer uma citação de um autor que não faz parte da pesquisa para o conteúdo do texto.

    É um sinal interessante de que o autor está determinado a enriquecer a cultura de seus leitores.

    Evidentemente, é importante considerar o fato de que uma epígrafe por si só, a não ser que seja feita com o interesse de gerar algum tipo de ânimo de ridicularizar ou de tornar alguém inferior, não vai fazer com que o seu trabalho acadêmico passe a sofrer qualquer tipo de análise negativa.

    A epígrafe é uma espécie de efeméride do trabalho de conclusão de curso. Não será objeto obrigatório. Oferece um estilo a mais e busca fazer com que a sua obra se torne inspiradora para que outras pessoas também façam trabalhos de conclusão de curso no futuro e tenham bons resultados.

    Exemplos de epígrafe

    Confira alguns textos que podem ser utilizados como modelo de epígrafe para o seu trabalho de conclusão de curso.

    Conquistando a felicidade
    Paulo Coelho
    “A felicidade às vezes é uma benção, mas geralmente é uma conquista”.
    Autorretrato
    Charlie Chaplin
    “conhecer o homem: esta é a base de todo sucesso”.
    Medindo admirações
    Salvador Dalí
    “O Termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes”.
    O valor
    Albert Einstein
    “Procure ser um homem de valor em vez de ser um homem de sucesso”.
    epígrafe formatação ABNT

    Dicas e ABNT

    É importante estar atento para o fato de existir uma certa dificuldade nos trabalho de conclusão de curso com relação à obrigatoriedade ou não da epígrafe. Cabe a você conversar com seu orientador se o seu caso pode ou não usar a epígrafe.

    Nem todas as pessoas sabem, mas a epígrafe é um elemento opcional, ela pode ser colocada ou não. Cada estudante escolhe o que acontece, de acordo com o que se identifica. Você deve escolher a frase e, a seguir, fazer a sua referência.

    Epígrafe para TCC tem o seguinte significado: serve como uma inspiração, porque o seu objetivo é apresentar a monografia, de alguma forma, sob um ponto de vista cultural. Ou seja, o autor escolhe a frase de acordo com a sua preferência para poder colocar na monografia.

    No que se refere a localização da epígrafe no trabalho monográfico, esse tipo de escolha, por assim dizer, pode ser colocada tanto no começo como no final da monografia.

    No que se refere a ABNT, a folha de epígrafe pode ser colocada com o seu nome, epígrafe. Caso ela seja escrita, o ideal é que seja utilizado como fonte Arial, 14, negrito.

    Com relação a frase escolhida, ela deve ser colocada do lado direito com fonte Arial, tamanho 12, justificado e com espaçamento simples.

    Existem vários exemplos de frases que podem ser utilizadas para esse tipo de epígrafe. A frase pode ter relação com o tema da atividade monográfica ou não. Como ressaltamos, o ideal é que esteja.

    O Projeto Acadêmico te auxilia a conquistar seu espaço no universo da academia.

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

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