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  • Revisão Bibliográfica: veja o que é, como fazer, exemplos e nossas dicas

    Revisão Bibliográfica: veja o que é, como fazer, exemplos e nossas dicas

    A revisão bibliográfica é um importante estudo acadêmico que tem como objetivo rever diferentes conteúdos que já foram publicados sobre um determinado assunto. Ao realizar esse tipo de pesquisa, o estudante precisa se preocupar com a metodologia empregada ao estudo, normas ABNT para formatação e estruturação, e muito mais.

    Neste post, falaremos em detalhes como deve ser a metodologia de uma revisão bibliográfica, como fazer esse tipo de projeto acadêmico, quais são as Normas ABNT aplicadas a revisão bibliográfica e vários exemplos desse tipo de estudo.

    O que é revisão bibliográfica?

    A revisão bibliográfica é utilizada em diversas pesquisas científicas. Há pesquisas baseadas apenas na revisão de dados antigos, enquanto que outras pesquisas são desenvolvidas com experimentos, observações, entre outras metodologias, mas que necessitam posteriormente de uma revisão bibliográfica para sustentar os fatos identificados.

    Embora seja algo demorado e até mesmo cansativo, ela poderá poupar muito tempo quando comparado ao que você poderia ter que fazer em campo ou no laboratório para chegar a resultados que já existem na literatura. Ou seja, a revisão bibliográfica é importante para que o cientista tenha um resumo completo de tudo que já foi descoberto, assim seu trabalho é otimizado para descobrir pontos que ainda não foram descobertos.

    Considerando essa principal função da revisão bibliográfica, podemos concluir que é indispensável fazê-la, mesmo que ela não seja uma exigência da sua instituição de ensino, pois, este é um trabalho que poupará muito do seu tempo e estudo, já que você poderá se concentrar no que realmente deve ser estudado em seu projeto científico.

    Tipos de revisão bibliográfica

    • Histórica: documenta o desenvolvimento da pesquisa em determinada área;
    • Expositiva: expõe um tema a partir de análise e síntese de várias pesquisas e requer para isso maturidade intelectual;
    • Opinativa: esclarece a respeito de um determinado tema na perspectiva de mudança.
    • Questionadora: objetiva identificar as perspectivas para o futuro imediato da pesquisa sobre o tema em revisão;

    Metodologia para revisão bibliográfica

    Há várias metodologias diferentes para elaborar uma revisão bibliográfica. No entanto, todas elas são baseadas no planejamento, pesquisa e escrita da revisão bibliográfica. Seguindo essa lógica simples, veja a seguir um passo a passo completo de como fazer uma revisão bibliográfica seguindo essa metodologia de planejamento, ação e conclusão!

    Planejamento da revisão

    Nesta primeira fase, é preciso planejar todos os detalhes de como será a pesquisa da revisão bibliográfica. Isso significa que você terá que planejar vários aspectos da pesquisa, incluindo os seguintes elementos:

    1. Necessidade de revisão: você deverá identificar o que é preciso revisar de fato. Para isso, utilize perguntas como: “a área de pesquisa já é madura o suficiente? Já existe revisões recentes sobre esse tema?”.
    2. O que será respondido: também é preciso planejar o que você pretende responder ao realizar essa revisão. É a partir desse raciocínio que você poderá, por exemplo, empregar palavras-chave para pesquisar trabalhos acadêmicos publicados sobre o tema. Ao definir o assunto principal do seu estudo, você poderá utilizar as palavras-chave que mais se encaixam em sua pesquisa para encontrar tudo que precisa na literatura.
    3. Protocolo de ação: com tantos conteúdos para revisar, pode acreditar, você terá problemas se não utilizar um protocolo de ação. O protocolo nada mais é do que um plano de ação que determinará todos os passos da pesquisa, sendo seu principal objetivo a redução de erros na revisão.
    4. Validação do protocolo: nesse ponto da sua metodologia, é interessante que o protocolo seja validado por um especialista na área ou pelo próprio orientador do trabalho acadêmico. A validação desse protocolo é uma das etapas mais importantes, pois, todo erro no planejamento poderá resultar em problemas posteriormente.

    Revisão bibliográfica em ação

    Esse é o momento de colocar todo planejamento em ação. Para isso, tenha sempre por perto o planejamento detalhado de como será realizada a revisão bibliográfica, seguindo sempre a metodologia e o protocolo planejado. Veja a seguir o passo a passo completo para colocar uma revisão bibliográfica em ação:

    1. Busque os estudos primários: eles são compostos por informações completas, ótimas referências e com muitos dados. Os estudos primários serão sempre as melhores opções para quem deseja fazer uma revisão, pois, eles oferecem informações confiáveis. Você poderá encontrar estudos primários em sites, anais de conferências, sites de periódicos, bibliotecas digitais, Google Scholar, CAPES, Library, Scopus, Citeseer, Scielo, Science Direct, entre outros.
    2. Selecione os estudos: após filtrar todos os conteúdos em estudos primários, selecione quais deles serão utilizados para sua revisão. É sempre importante analisar o título e o abstract para eliminar conteúdos que não são relevantes para sua pesquisa.
    3. Avalie a qualidade dos conteúdos: embora os estudos primários sejam os de maior qualidade, é preciso avaliar cada caso para ter certeza do material utilizado em sua revisão. Considere se o estudo foi feito com uma metodologia científica, se os dados são reais e se o estudo possui qualidade, de modo geral.
    4. Obtenha as informações necessárias: agora que você já selecionou apenas os estudos de qualidade, é hora de obter todas as informações necessárias para sua revisão. Nesse caso, siga seu protocolo de ação, conforme ensinamos anteriormente.
    5. Analise os dados: depois de anotar todos os dados extraídos, você deverá analisá-los. Os dados respondem seu objetivo de pesquisa? Caso não respondam, isso significa que é necessário mais estudo focado no assunto para chegar a essa conclusão.

    Conclusão da revisão bibliográfica

    Finalmente você colocará tudo que foi observado e analisado em um projeto acadêmico. Nesta etapa, você deverá se preocupar com estrutura, elementos que compõem uma revisão bibliográfica, formatação ABNT, entre outros aspectos. O mais importante, em todo caso, é incluir toda a sua análise sobre os dados extraídos em sua revisão.

    Os elementos obrigatórios de uma revisão bibliográfica são:

    Fonte: Revista Científica Núcleo do Conhecimento

    Exemplos prontos de revisão bibliográfica para você se basear

    exemplo de revisão bibliográfica

    Fonte: Google Acadêmico / INEP

    As normas ABNT para revisão bibliográfica

    As Normas ABNT para revisão bibliográfica são muito parecidas com as regras exigidas para outros trabalhos acadêmicos. Veja a seguir as principais regras para formatação:

    • Impressão em folha A4 (21,0 x 26,0 cm);
    • Fonte Arial Narrow, tamanho 12 e cor preta;
    • Margem de 3,0 cm na parte superior e na esquerda e margem de 2,0 cm na parte inferior e na direita;
    • Espaçamento de 1,5 entre linhas com 6 pt depois do parágrafo;
    • Título, subtítulos das seções e subseções, tabelas, ilustrações, entre outros elementos, deverão apresentar espaço de 1,5 cm do texto;
    • Tabulação do parágrafo de 1,5 cm;
    • Notas de rodapé em fonte Arial Narrow e tamanho 11;
    • Paginação com algarismos arábicos no canto superior direito;
    • Título centralizado, maiúsculo, negrito em tamanho 16;
    • Nome do autor alinhado à direita, com iniciais em maiúsculo, negrito e tamanho 12;
    • Sumário com numeração progressiva;
    • Abstract, keywords, palavras-chave e resumo, devem ser escritos em tamanho 11.

    Para quem se interessar, um vlog sobre a organização da revisão bibliográfica

    Vídeo perfeita feito por Clara Bousada, para acessar o canal do Youtube dela, entre no link: https://www.youtube.com/channel/UCgTDecg5cwV7vB2m3hgnArA

  • Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    No mundo acadêmico as regras que conduzem a criação de um trabalho devem ser de conhecimento geral, e aplicadas conforme as determinações das instituições de ensino. Uma dessas aplicações é na forma de escrever Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico. Para fazer isso, não existe uma “receita” para ser seguida, pois, as regras são flexíveis e partem de cada instituição, cidade ou região, além do conhecimento de mundo adquirido pelo estudante ao longo de sua vida. Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    Neste post, vamos falar como escrever a seção Materiais e Métodos em seu trabalho acadêmico de uma forma simples e aplicável. Aconselhamos que você esteja ciente das regras de produção de trabalhos acadêmicos cobradas pela instituição de ensino onde você esteja cursando. A princípio, as dicas que serão mostradas a você são para elaboração de Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos na área de Ciências Experimentais. Porém, você pode sim se basear no método que lhe ensinaremos e explorá-lo em outras áreas. Veja tudo isso a seguir!

    Banner Materiais e Métodos

    Por que planejar Materiais e Métodos?

    O planejamento é a mãe da eficiência na elaboração de um projeto acadêmico. No mundo acadêmico, o planejamento é essencial para saber elaborar e fundamentar um trabalho de suma importância, como a descoberta de um novo tipo de tratamento, a elaboração de uma nova proposta de ensino, dentre outros.

    Planejar Materiais e Métodos em uma pesquisa, por exemplo, oferece a chance de detalhar tudo que será explorado nesta pesquisa. A relevância do que deve ser pesquisado, onde, quem são os autores que têm a oferecer sobre o assunto abordado, além de muitos outros pontos que irão maximizar o potencial da pesquisa. Possuir um Material e Método bem estruturado e escrito em um projeto de pesquisa, com certeza é um grande passo para a finalização do trabalho.

    Em um trabalho acadêmico, é fundamental utilizar esta seção para tirar dúvidas sobre os resultados finais do trabalho e para a replicabilidade do mesmo. Um exemplo da importância da seção Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico, pode ser explicado a partir do seguinte exemplo:

    Imagine que você, ao decorrer de uma pesquisa voltada para o seu trabalho acadêmico, acabou formulando uma pergunta muito importante para deixar de lado. Ao pesquisar mais para sanar essa indagação, ficou constatado que não existe nada na literatura sobre isso, e devido a isso, você resolveu criar uma hipótese com uma pesquisa bem elaborada para por em teste sua hipótese sobre tal indagação. Neste caso, a resposta que você obteve com seu trabalho (os resultados obtidos com sua pesquisa em especial), só serão aceitos pela comunidade científica se outros pesquisadores conseguirem os mesmos resultados com seus métodos experimentais.

    Para que os outros pesquisadores de sua área consigam entender com exatidão como sua pesquisa foi realizada, é necessário que o Material e Método estejam bem identificados em seu trabalho. Com os dados da seção Material e Métodos, outros pesquisadores poderão replicar sua pesquisa nos detalhes intrínsecos de sua elaboração. Além disso, o interlocutor em geral poderá compreender melhor seu trabalho, podendo observar os métodos que foram explorados para tal observação.

    Modelos prontos e exemplos de materiais e métodos de trabalhos

    Como escrever a seção Material e Métodos?

    De acordo com Gilson Volpato, um dos mais renomados especialistas na elaboração de redação científica, é recomendado fazer a divisão de Materiais e Métodos em quatro partes:

    1. Objeto de estudo (descrição do sujeito): Nesta primeira parte, é importante apontar a procedência em estudos envolvendo animais e organismos vivos, mostrando as características e as procedências dos critérios utilizados, como a inclusão e a exclusão utilizada na composição de uma amostragem, por exemplo. Os estudos que forem realizados a campo, devem mostrar a localização exata do local onde a pesquisa foi realizada, as características do lugar ou lugares.
    2. Descreva o tipo de pesquisa: Saber indicar o tipo de pesquisa, o estudo realizado, os tratamentos que foram utilizados, o delineamento da pesquisa, quais estratégias foram utilizadas para uma composição dos tratamentos, quais foram as amostras, o tamanho das amostras, número de repetições, dentre outros pontos nesta linha, é extremamente importante. As questões éticas, caso elas sejam necessárias de serem citadas, também devem ser informadas.
    3. Especifique o procedimento: Nesta terceira etapa da estruturação dos Materiais e Métodos, é importante fazer uma descrição, de preferência, seguindo uma ordem cronológica, apontando os procedimentos utilizados na pesquisa, a forma como as coisas foram manejadas, o controle das condições sobre o experimento, quais as técnicas foram utilizadas, a forma como tudo foi avaliado, e todas as variáveis observáveis deverão ser analisadas.
    4. Dados analisados: E por falar em análise, todos os dados relacionados com a estatística utilizados na elaboração da pesquisa, devem ser analisados. Analisar a homocedasticidade, a normalidade, a variância, comparando com indicadores, dentre outros. É sempre importante que a análise de dados tenha outros dados como referência baseado em teses.
    Fonte: UNIVESP

    Detalhes importantes sobre Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos

    Além do que já foi dito até aqui, é importante prezar por detalhes minuciosos sobre a elaboração da seção Materiais e Métodos, porém, sem exagerar em detalhes que podem ser descartados para não gerar um excesso de informações. Isso pode ser evitado ao não detalhar métodos já consagrados pelos pesquisadores, buscando refinar sua explicação para os pontos específicos.

    Também é essencial manter a citação de autoria descrita no procedimento do próprio trabalho. Isso garante a replicabilidade do trabalho. Ainda que seja muito comum em algumas áreas, é exigido em alguns periódicos uma descrição exata do software utilizado para o levantamento estatística em uma ou mais etapas. Isso tem sido discutido por diversos pesquisadores, pois, é importante saber se os cálculos realizados foram feitos com a utilização do Excel, no papel, ou outro programa foi utilizado. Portanto, é extremamente necessário que você se concentre nas dicas que foram mostradas neste post para elaborar a secção Materiais e Métodos. É claro, se aprofunde no assunto e veja o que os autores renomados têm a ensinar sobre a criação de Materiais e Métodos. Não hesite em pesquisar no Google Acadêmico, Scielo e em sites ou blogs dedicados aos fundamentos do mundo acadêmico.

  • Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    A língua portuguesa tem como uma de suas principais características a construção de recursos que constituem as regras para a expressão da comunicação escrita. Uma das principais características destas regras são a utilização de palavras, de termos, significados, referências, além da importação de termos. Um destes termos importados (estrangeirismo na língua) é a Webgrafia, que somam as palavras “web” + “grafia”. Como fazer Referência Bibliográfica de Site: normas ABNT, TCC e exemplos

    Neste post, vamos falar sobre webgrafia, mostrando o que significa, como ela é utilizada, quais são as regras para a utilização da webgrafia, além de outras curiosidades sobre o assunto. Conheça a relação entre bibliografia e webgrafia em um trabalho acadêmico ou científico. Veja tudo isso a seguir!

    O que é Webgrafia?

    A webgrafia é um termo importado do estrangeiro, onde a contração das palavras “web” + “grafia” forma essa palavra. De uma forma mais específica, webgrafia é a indicação de listas URL de onde partiram informações de pesquisa para a elaboração de um trabalho acadêmico ou científico. Imagine a webgrafia como uma descrição exata de onde foram retiradas as fontes de pesquisa utilizadas em um trabalho, apontando exatamente o endereço eletrônico com a URL completa. Esse será o link que aparecerá na bibliografia do trabalho.

    Essa são informações extremamente relevantes para a validação de um trabalho, pois, a fonte de um determinado conteúdo utilizado para a elaboração de uma pesquisa, é fundamental para mostrar de onde vieram tais ideias, mas, principalmente, por questões de plágio. Se um pesquisador utiliza uma fonte de pesquisa baseada em um site na internet, isso deverá ser mencionado na web/descrição das fontes retiradas da internet. Essa descrição é parte da webgrafia, incluída na bibliografia.

    Fonte: TV Êxito

    Internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico

    Atualmente, existe uma tendência muito grande entre os estudantes em utilizar a internet como fonte de pesquisa para a maioria dos questionamentos. Não importa qual seja a área de estudo, acadêmicos, pesquisadores, estudiosos, estudantes do ensino fundamental e médio, pessoas comuns, podem recorrer a internet como uma das fontes mais ricas sobre qualquer assunto.

    É muito provável que você esteja lendo este artigo devido a necessidade de saber mais sobre o assunto, e acabou se deparando com este conteúdo. Mas além deste conteúdo, existem outros que abordam esse assunto. Essa diversidade de fontes para a elaboração de uma pesquisa é o que mais cativa as pessoas no dia de hoje. Isso sem contar a praticidade de poder fazer uma pesquisa sem ter que sair de casa. A facilidade de pesquisar algo na internet atrai muitos estudantes e serve como fonte de pesquisa para muitas monografias e TCCs.

    Mas, nesse universo de informações disponíveis a um clique, é extremamente necessário saber selecionar as informações que irão servir de base para esses trabalhos. Elas devem ser checadas e seus dados devem ser cruzados com outras fontes confiáveis, como a literatura, os artigos científicos, periódicos, dentre outras fontes não refutáveis. Utilizar a internet como fonte de pesquisa não é ruim, e não pode ser um método de pesquisa marginalizado. Pelo contrário, as informações na internet podem ser encontradas com facilidade, e são informações democratizadas.

    A democratização das informações sobre diversas áreas do conhecimento é uma das maiores revoluções neste contexto. Entretanto, é necessário filtrar o máximo possível quando o assunto é extrair um dado de um site para difundi-lo em um trabalho de grande importância. Além disso, a facilidade de encontrar as informações para uma indagação, estimula muitos estudantes a simplesmente cortar e colar os dados coletados. Isso acarreta no plágio e em outras complicações que podem prejudicar a reputação do estudante.

    Portanto, ao utilizar a internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico, é fundamental que as fontes pesquisadas sejam de dados sucintos, com informações relevantes e confiáveis. Procure associar o uso da internet e de sites confiáveis com obras sobre o assunto que você está pesquisando. A utilização da bibliografia permite que o leitor identifique quais foram as fontes para a elaboração de um trabalho. A idoneidade do site e quem são os autores dos conteúdos extraídos, devem ser verdadeiras, pois, elas irão sustentar a fundamentação em um trabalho importante.

    Relação da Webgrafia e da Bibliografia

    Para todas as produções escritas, é necessário ter conhecimento sobre as fontes utilizadas para a elaboração de um novo conteúdo. Essas são as referências sobre o assunto, que permitiram a elaboração de mais conteúdo e conhecimento sobre o que está sendo abordado. Esse novo conteúdo gerado, deve possuir as chamadas referências bibliográficas. A bibliografia encontrada na parte pós-textual de um trabalho acadêmico é analisada de perto pelos profissionais responsáveis pela validação de um conteúdo importante.

    Por isso e muitas outras razões, é fundamental o próprio estudante não deixar essa responsabilidade nas mãos dos seus examinadores, pois, informações refutáveis, sem confiança, irão derrubar a credibilidade de um trabalho e a nota do estudante. A bibliografia é a informação das fontes que foram utilizadas para o estudo, podendo ser livros, jornais, revistas, a internet, dentre outros. Quando nos referimos a fontes retiradas da internet, a palavra webgrafia se torna algo comum. Aprenda como fazer Referência de Site no seu TCC nas normas ABNT

    Quando vamos fazer uma referência bibliográfica de várias fontes de pesquisa retiradas da internet, o mais recomendado é a utilização de uma página dedicada, que ficou consagrada com o nome de webgrafia. Nesta página dedicada, devem ser incluídas as referências dos endereços dos sites que forma pesquisados, podendo optar pelo uso de diversos sites como fonte de pesquisas, e todos eles deverão ser incluídos na webgrafia.

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) lançaram a NBR 6023 para especificar a forma como as referências devem ser incluídas em trabalhos no âmbito acadêmico. Essa importante normativa deixa bem claro como as informações sobre as referências devem ser apresentadas.

    exemplos de referência bibliográfica e webgrafia

    Webgrafia em uma monografia + Exemplo

    Em uma monografia, a referência da fonte retirada da web deve conter o sobrenome do autor em letras maiúsculas, seguido de uma vírgula e o nome do autor. O título do artigo deverá aparecer entre aspas e com um ponto final. Também deverá aparecer o prefixo latino “in” e a localização de onde foi retirada a informação. Bom, para ficar mais fácil, veja um exemplo prático:

    SANTANA, Renato. “O valor da informação democratizada na internet”. In: Ciência da Informação, São Paulo, v. 26, n 3, 1999. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 17 de julho de 2009.

  • Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    Etapas do Método Científico: veja nossos exemplos e dicas

    O método científico é uma das formas mais aconselhadas de investigar fenômenos, estudar e fazer descobertas, já que ele se baseia em diversas etapas que conferem lógica e organização para o estudo. Caso você esteja elaborando seu primeiro método científico, saiba que é fundamental entender todas as etapas de um método científico. Metodologia Científica: tipos e exemplo para seu trabalho científico

    Neste post, você aprenderá todas as etapas do método científico, o que significa cada uma delas e como elaborar um projeto seguindo o método científico. Veja também várias dicas e informações importantes para a elaboração do seu projeto.

    Definição de método científico

    O método científico é a sequência lógica e organizada das etapas ou passos que o cientista utilizará para estudar determinado fenômeno. Ou seja, é por meio deste método que toda a pesquisa será baseada. Sendo assim, podemos concluir que o método científico é um dos elementos mais importantes em um projeto científico, já que é ele que determinará a dinâmica de todo o projeto.

    etapas do método científico

    Etapas do método científico

    O conjunto de etapas que compõe o método científico tem como elementos o seguinte passo a passo:

    • Observação;
    • Hipótese;
    • Experiências;
    • Lei;
    • Teoria;
    • Teste de hipótese;
    • Conclusão.

    Observe que uma etapa dá sequência a outra, pois, no método científico as informações devem ser obtidas através de um estudo lógico e organizado. É importante que você saiba que a credibilidade de um estudo se deve fortemente a competência do método científico. Se não há método científico, o projeto perde credibilidade. Pesquisa Científica: metodologia, tipos, exemplos, sugestões de como fazer

    Para que você entenda a fundo todas as etapas do método científico, veja a seguir o resumo que preparamos para você:

    Fonte: Biologia Total com Prof. Jubilut

    1. Observação

    Esta é a primeira etapa do método científico, pois, consiste nas primeiras anotações que são as observáveis. Nesta etapa, o cientista apenas observa a situação, sistema ou fenômeno que pretende investigar utilizando sua curiosidade e necessidade de entender o porquê de tal coisa.

    É através dessa observação, que pode ser feita a olho nu ou com instrumentos de observação como telescópio ou microscópio, o cientista faz suas primeiras impressões sobre o evento, assim como questionamentos e hipóteses.

    Exemplo: considerando que o céu é azul, é possível levantar a seguinte questão: “Por que o céu é azul?”

    2. Hipótese

    Todo estudo preciso de uma ou mais hipóteses. Na tentativa de responder as razões pela qual um determinado fenômeno ocorre, o cientista deve formular suas primeiras hipóteses para chegar a essa explicação. As hipóteses de um projeto científico nem sempre precisam ser confirmadas no final do projeto ou provadas.

    Na maioria das vezes ela não tem grande importância, porém, ela tem como principal finalidade dar o direcionamento inicial para que o cientista possa investigar o evento. Sendo assim, é fundamental basear um estudo científico em uma hipótese, mesmo que ela não seja o real motivo pela qual ocorre determinado fenômeno.

    Exemplo: se o céu é azul na maior parte do dia, o cientista poderá supor: “Há uma ligação com os raios solares para que o céu se torne azul na maior parte do dia”.

    3. Experiência

    Após destacar uma ou mais hipóteses relacionadas ao evento observado, o cientista precisa ter a experiência de provar ou anular suas hipóteses. Nesta etapa do método científico é preciso realizar experimentos de vários tipos, todos baseados em métodos científicos para a obtenção de dados reais.

    Todas as experiências nesse contexto devem ser anotadas de forma cuidadosa e organizada. Afinal, todos esses dados serão úteis para outras etapas do estudo científico. Em alguns casos, a experiência poderá provar que a hipótese era verdade ou ainda que a hipótese não pode ser sustentada com fatos científicos. Além disso, há também a possibilidade de a hipótese não ser confirmada, pois, alguns estudos nem sempre resultam em descobertas.

    O ideal é que ao perceber um obstáculo em relação a veracidade de uma hipótese, é preciso formular novas impressões sobre o evento. Assim, novas experiências devem ser feitas até chegar a dados ou informações interessantes sobre o evento estudado.

    Exemplo: para comprovar que o Sol possui relação com a cor do céu, o cientista poderia estudar as moléculas presentes na atmosfera para entender se são os raios solares que provocam a cor que observamos ou se são as diferentes moléculas da atmosfera que geram esse efeito de forma isolada.

    4. Lei

    Após realizar diversos experimentos, anotar dados e questionar hipóteses, o cientista precisa fazer conclusões sobre o que foi estudado. Nesta etapa do método científico, é preciso comprovar se algumas das hipóteses foram confirmadas, se há conclusão sobre o estudo e se os dados obtidos podem ser transformados em lei.

    A lei não explica necessariamente por que tal evento ocorre, porém, ela estabelece de forma descritiva aspectos uniformes e invariáveis observados ao longo das etapas do método científico.

    Exemplo: “A luz possibilita ver o céu azul durante o dia”.

    5. Teoria

    Esse é o momento que todos os dados, observações e experiências servirão para elaborar uma teoria sobre a lei apresentada na etapa anterior. Nessa etapa, o cientista precisa elaborar sua própria teoria sobre o assunto, considerando a questão inicial e todas as demais questões apontadas ao longo da experiência do estudo.

    Exemplo: “O céu é azul durante o dia, pois, os raios solares oferecem o espectro de sete cores monocromáticas que passam através de um prisma. Por sua vez, a atmosfera junto a todos os seus elementos proporcionam o papel do prisma, onde apenas a luz azul é observada no comprimento de onda da luz ao longo do dia”.

    Conclusão do estudo científico

    Embora a teoria seja a última etapa do método científico, a conclusão de um estudo científico nem sempre ocorre após chegar na teoria. Isso porque muitas informações ainda podem ser obtidas ao formular uma teoria. Algumas dessas informações precisarão de novos estudos e experiências para obter outros dados.

    Porém, para um estudo científico, a teoria é sempre a etapa que encerra os dados observados ao longo da experiência. Já a conclusão do estudo é feita com uma análise de todas as etapas do método científico, considerando o que foi observado, os dados obtidos, a teoria formulada, as hipóteses provadas ou insustentáveis, entre outras informações. Por fim, é estabelecido se há a necessidade de novos estudos ou se as informações foram conclusivas.

  • Como começar um Relatório: estrutura, palavras e 5 dicas

    Como começar um Relatório: estrutura, palavras e 5 dicas

    A elaboração de relatórios é algo bastante cobrada por diversas instituições de ensino no âmbito acadêmico, principalmente nas áreas de formação que mais exigem esse tipo de trabalho como administração, áreas científicas, saúde, entre outras. Sendo assim, se você terá que passar por essa etapa, é fundamental aprender a elaborar um relatório completo.

    Neste post, explicaremos em detalhes como começar um relatório. Veja também várias dicas para fazer um relatório do zero, seguindo instruções padrões para relatórios e métodos que te ajudarão a elaborar esse conteúdo muito mais fácil. Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    banner relatório

    Como começar um relatório?

    Um relatório, seja ele de estágio, de experimentação científica ou de qualquer outra finalidade, não deve ser iniciado literalmente pelo “início”. Isso porque um relatório só deve ser elaborado após finalização do projeto. ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    Além disso, um relatório deve apresentar as seguintes características:

    • Deve apresentar apenas as informações necessárias, nunca informações ou dados desnecessários;
    • Não utilize palavras supérfluas, um relatório deve ser sucinto e apresentar informações completas;
    • Deve ser limpo, com leitura fácil e agradável de ler, lembre-se que o leitor quase sempre lerá o relatório por obrigação, então é interessante tornar essa leitura o mais agradável possível;
    • Deve apresentar todo o trabalho realizado ao longo do projeto, sem nenhuma omissão das condições do experimento, estágio, entre outras informações.

    Seguindo esse raciocínio, é necessário ainda seguir uma estrutura para ter um relatório completo. A estrutura é composta pelos seguintes itens:

    exemplo de como começar um relatório

    Estrutura do relatório

    Agora que você já sabe os itens obrigatórios na estrutura de um relatório, veja a seguir um resumo sobre cada um dos elementos dessa estrutura e como incluí-los no relatório.

    • Título: deve apresentar o assunto principal da atividade relatada no relatório. Dentro de um relatório, é possível incluir diversas informações, atividades e eventos relacionados. Porém, o título deve ser direcionado ao evento de maior ênfase.
    • Objetivo: muitas vezes há mais de um objetivo envolvido na elaboração do relatório. Independente de quantos objetivos há em um projeto, é preciso inserir essas informações no relatório. Além disso, os objetivos de um relatório devem ser informados utilizando um verbo no início da frase, como forma de definir claramente a razão pela qual a experiência foi desenvolvida. Por exemplo:Descobrir os efeitos dos raios solares nas plantas aquáticas“.
    • Introdução: deve apresentar os fundamentos teóricos de forma sucinta. Esse elemento não pode apresentar todas as informações do texto, lembre-se que é apenas uma introdução ao relatório. Por isso, a introdução deve conter apenas a ideia do relatório e os fundamentos teóricos que basearam e motivaram a elaboração do projeto.
    • Descrição das atividades: esse é um elemento que terá a descrição da atividade ou atividades detalhada de forma cronológica. Isso significa que você deverá organizar as atividades, caso existam mais de uma, considerando a ordem com que os fatos ocorreram ao longo da experimentação.
    • Resultados: neste momento, é importante inserir os resultados observados ao longo de cada atividade. Independente se o resultado era o esperado ou não, ele deve fazer parte do relatório.
    • Discussão: a interpretação dos resultados é tão importante quanto a obtenção dessas informações. Para isso, é preciso observar os resultados, analisar cada uma das informações coletadas e promover uma discussão sobre o assunto.
    • Conclusão: por fim, o conteúdo deverá ser concluído com base nas atividades realizadas e nos dados que foram obtidos ao longo do projeto.
    • Referências: o último elemento do relatório são as referências bibliográficas. Este item deverá aparecer ao final do relatório com todas as fontes consultadas e informações citadas ao longo do relatório.
    *Fonte: Prof. Kadu Landert

    5 dicas infalíveis para começar um relatório

    Considerando a estrutura de um relatório e todas as características deste tipo de conteúdo, reunimos 5 dicas infalíveis para começar um relatório. Veja a seguir quais são as 5 dicas e coloque elas em prática agora mesmo!

    1. Tenha um objetivo

    Um relatório só pode ser realizado se houver um objetivo por detrás do projeto relatado. Afinal, ninguém irá documentar informações, observar e coletar dados se não existir uma real razão para essa pesquisa.

    O objetivo pode ser um só ou vários. Por exemplo:Identificar os sinais apresentados pela contaminação cruzada em pessoas celíacas“, ou ainda “Descobrir o melhor método para ampliação da energia solar; descobrir formas de levar energia solar para comunidades carentes; detalhar opções de energia limpa que podem ser exploradas“.

    2. Anote todos os dados do projeto

    Tudo que for observado ao longo do projeto deve ser anotado, mesmo que a informação ou dado pareça não ter grande relevância. Ao final do projeto, os dados servirão como parâmetros para uma boa análise dos fatos.

    3. Conclua o projeto

    Não tente começar um relatório sem ter concluído o projeto. A conclusão do projeto é fundamental para iniciar as análises e comparações entre os resultados das atividades exercidas ao longo do projeto.

    4. Escreva o relatório

    Após ter analisado todas as informações e dados coletados, é hora de começar a colocar tudo isso no papel. Quando seu projeto já estiver finalizado, comece a incluir as informações seguindo a estrutura necessária para um bom relatório.

    Considere que a sua instituição de ensino poderá exigir uma estrutura diferente para a elaboração do seu relatório. Fique atento a esses detalhes e faça seu relatório com base nas exigências da sua instituição.

    Agora se a instituição não exige nenhuma estrutura em específico, considere o padrão que ensinamos anteriormente. Ele é válido e aceito pela maioria das instituições, principalmente para relatórios científicos.

    5. Revise seu relatório

    Depois de terminar toda a escrita do relatório, você deverá dedicar um tempo só para a revisão. De preferência, faça a revisão um dia depois de elaborar o conteúdo, pois, dessa forma conseguirá compreender melhor tudo que foi escrito por você.

    O ideal é que você revise mais de uma vez e considere em sua revisão aspectos como ortografia, gramática, dados informados, formatação, entre outros. O relatório deve apresentar começo, meio e fim.

    Ao fazer a revisão, tenha também o cuidado de tornar a leitura objetiva e menos cansativa possível. Leia cada frase mais de uma vez e veja se ela informa tudo que o leitor precisa saber de forma objetiva e clara.

  • Hipótese TCC: veja como fazer, dicas, exemplos e nossas sugestões

    Hipótese TCC: veja como fazer, dicas, exemplos e nossas sugestões

    Aqui vamos lhe ajudar a escrever a hipótese do TCC de maneira fácil e rápida. Aprenda como elaborar a sua hipótese de forma correta, siga o artigo e veja os vídeo indicado.

    A hipótese do TCC. O que é?

    Basicamente, quando se fala em escrita acadêmica e texto acadêmico, as hipóteses visam responder à pergunta levantada pelo problema da pesquisa.

    Esta parte é de suma importância para o TCC, para delimitar o campo de estudo, instigar a investigação sobre o tema e deve sempre seguir as normas da ABNT para trabalhos.

    Como se faz?

    Primeiro pense qual o objetivo do seu trabalho, ou seja, a pergunta que ele vai responder.

    Então escreva as possibilidades que possam gerar investigação sobre o tema que você escolheu.

    Você deve escrever em forma de perguntas, perguntas essas que explicarão de forma provisória os resultados do seu trabalho.

    Vale lembrar que a hipótese em trabalhos acadêmicos não são fixas, elas podem ser descartadas ou validadas ao longo da pesquisa, bem como podem ser adicionadas outras que sejam relevantes.

    De acordo com as normas da ABNT para trabalhos, a função central da hipótese em uma pesquisa é testar se suas perguntas foram respondidas ao longo do trabalho.

    Ou seja, você deve comprovar se suas hipóteses estavam certas ou erradas.

    estrutura de uma hipótese para TCC

    Qual a função das hipóteses?

    Escrever a hipótese do TCC têm a importante função de fornecer respostas para as perguntas da investigação.

    Elas buscam respostas para a pergunta central do trabalho, o problema. Se você está com dificuldade para elaborar o problema, veja em nosso artigo com algumas dicas.

    Uma hipótese bem-feita, bem elaborada, é aquela passível de ser comprovada ao longo da pesquisa, feita em escrita acadêmica formal.

    O que acontece com as hipóteses ao longo do trabalho?

    A ciência, por definição, é uma constante mudança, que se adequa a novas tecnologias e inovações.

    As afirmações do pesquisador, ou seja, suas hipóteses, podem e devem ser confrontadas.

    Portanto, ao elaborar a hipótese em trabalhos acadêmicos tenha sempre em mente que:

    • As hipóteses podem ser desqualificadas ao longo da pesquisa;
    • A desqualificação dela não necessariamente desqualificará seu trabalho;
    • A coleta de dados do seu trabalho é o que dará respaldo para as hipóteses elaboradas;
    • Escrever a hipótese do TCC sempre com base na ciência, nunca no “achismo”.

    Características de uma boa hipótese em trabalhos acadêmicos

    Ao escrever a hipótese do TCC pense que elas podem ter características próprias, e estas definem a qualidade delas. Veja abaixo:

    • Hipótese suposta: Uma boa hipótese é sempre uma suposição, ou seja, se você tiver certeza da resposta, deixa de ser uma hipótese;
    • Hipótese provável: Ser dotada de probabilidade também é uma característica de uma boa hipótese;
    • Hipótese provisória: Não necessariamente as suas hipóteses precisam ser confirmadas ao longo da pesquisa;
    • Hipótese testável: Uma hipótese bem elaborada deve ser passível de testes e de verificações;
    • Hipótese com base científica: Sempre voltada para a pesquisa, evitando o popular “achismo”
    • Hipótese dotada de lógica: Compatibilidade com lógica também é essencial numa boa hipótese;
    • Hipótese com caráter explicativo: Sua hipótese deve ter uma relação entre a suposição criada e o assunto a ser abordado no trabalho.

    Além destas características, a hipótese deve ser:

    • Uma afirmação: Hipótese deve ser sempre afirmativa, nunca um questionamento;
    • Simples: Escrita em linguagem simples e direta de forma a expressar seu objetivo;
    • Sujeita a negação: Uma hipótese sempre estará passível de negação.

    Dicas infalíveis para escrever hipóteses perfeitas!

    Seguindo os quatro passos abaixo você conseguirá uma hipótese bem formulada, de acordo com as normas da ABNT para trabalhos:

    1. Propor uma resposta para sua pesquisa;
    2. Explique o porquê dessa resposta;
    3. Junte os dois primeiros itens numa única frase;
    4. Faça um apanhado geral do texto de acordo com as características das hipóteses apresentadas no item anterior.

    Procure também dar enfoque para as questões abaixo ao escrever a hipótese do TCC:

    • A construção da hipótese deve ser um conceito exato, explicado por definições operacionais e manuais;
    • Escreva em forma de sentença declarativa, nunca com linguagem duvidosa usando sempre da escrita acadêmica formal;
    • Procure ser bem específico e use referências empíricas;
    • Sua hipótese deve sempre estar vinculada ao método escolhido para a pesquisa e a técnica utilizada;
    • Estabeleça relação entre duas variáveis ou mais que você julgar relevantes;
    • Texto simples e conciso;
    • Nunca entrar em contradição com o enunciado da hipótese;
    • Não faça uso de termos subjetivos ou que incitem julgamentos pessoais (ruim, bom, mal, pouco, muito, etc…);
    • Uso de linguagem acadêmica.

    Lembre-se sempre de consultar as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos quando tiver dúvidas.

    exemplos de hipótese

    Negações de uma hipótese

    Conforme anteriormente dito, uma das qualidades de uma boa hipótese é a capacidade da mesma ser refutada ou mesmo negada.

    De acordo com o tipo a negação percebe uma funcionalidade específica:

    • Negação empírica: é quando refuta uma hipótese de cunho empírico, ou seja, com base em fenômenos observados e quantificados;
    • Negação teórica: é aquela que foi refutada após pesquisa, bibliográfica ou teórica, que não comprovou a hipótese apresentada.

    Portanto, não fique inseguro(a) caso alguma de suas hipóteses seja negada e/ou refutada, isso não acarretará prejuízo na sua nota, pois esta é uma das funções, a comprovação ou não da hipótese apresentada.

    Qualquer tipo de pesquisa tem uma hipótese?

    A resposta é não. Como existem variados tipos de pesquisas, algumas apenas de caráter exploratório, seu objetivo é exatamente abrir espaço para construção de hipóteses.

    Em pesquisas de doutorado geralmente busca-se apresentar evidências novas, ideias inovadoras ou mesmo chegar à conclusão de que algo não existe, ou se extinguiu.

    Já em dissertações de mestrado o foco principal são pesquisas exploratórias cujo intuito é apresentar uma síntese de uma teoria com criticidade, ou mesmo problematizando certo tipo de prática.

    Numa pesquisa de caso, que é basicamente uma pesquisa de cunho exploratório, não é comum a o hábito de escrever a hipótese, pois o foco é a observação e análise histórica de informações pré-coletadas.

    Testando sua hipótese:

    Como a finalidade da hipótese em trabalhos acadêmicos é ser testada, durante o curso da sua pesquisa você terá que provar se sua hipótese se provou verdadeira, ou até mesmo se ela foi inverídica ou refutada.

    A sua hipótese deve ser mensurada ao longo da pesquisa de acordo com o seu interesse e sugestões do orientador.

    Apenas lembre-se de não preconceber suas hipóteses com resultados já obtidos, pois algumas vezes o acadêmico tende a condicionar a hipótese de maneira que o resultado lhe seja favorável.

    Por isso alguns orientadores não recomendam o uso de hipóteses nos trabalhos acadêmicos. Na dúvida, consulte sempre seu orientador.

    E agora, ficou mais fácil redigir suas hipóteses?

    Apesar de ser um aspecto dos trabalhos acadêmicos que causa inúmeras dúvidas você pode perceber que com as dicas deste artigo tornou-se uma tarefa infinitamente mais fácil.

    Acesse nosso blog, Projeto acadêmico e tire suas dúvidas sobre outros aspectos do TCC.

  • ABNT NBR 6029: informação e documentação – livros e folhetos – apresentação

    ABNT NBR 6029: informação e documentação – livros e folhetos – apresentação

    As normas técnicas em geral são instrumentos que oferecem a possibilidade dos acadêmicos, pesquisadores, docentes, ou de qualquer pessoa, fazer um relatório técnico ou científico, um artigo científico ou publicar um material seguindo um padrão na elaboração e de formatação. Esse padrão é o objeto de estudo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que lança o conjunto de regras de elaboração e formatação, além de outras regras voltadas para a área industrial, tudo isso há décadas.

    Dentre as regras de elaboração e formatação de trabalhos científicos no âmbito acadêmico, o conjunto é formado por outros subconjuntos de regras, conhecidos como NBR. Neste post, vamos falar sobre a NBR 6029 e mostrar seu objetivo, as referências normativas e como proceder no uso desta regra. Se você é um estudante e deseja saber como utilizar a NBR 6029, acompanhe este post até o final e saiba mais!

    Download NBR 6029 em PDF: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/NBR-6029-atualizada.pdf

    capa NBR 6029

    Para que serve a NBR 6029

    Essa normativa NBR tem como objetivo estabelecer os princípios elementares que constituem um livro ou folheto, e não é aplicada a apresentação ou divulgação seriadas. Assim como toda NBR, a NBR 6029 está diretamente relacionada a outras normativas, sendo estas normativas que irão fazer a complementação desta norma. Dentre as normativas atreladas a NBR 6029, temos:

    • NBR 6023, responsável pela elaboração do livro ou folheto;
    • NBR 6024, responsável pela numeração progressiva das seções em um documento escrito;
    • NBR 6027, responsável pelo sumário;
    • NBR 6034, responsável pelo índice;
    • NBR 10520, responsável pelas citações em documentos;
    • NBR 10521, responsável pelo ISBN;
    • NBR 12225, responsável pela lombada.

    Como são aplicadas as definições desta normativa?

    As seguintes definições quanto a NBR 6029 são as seguintes:

    • Agradecimento: tipo de texto onde o autor faz um agradecimento voltado àqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para a criação da obra;
    • Anexo: documento ou um texto que não foi elaborado pelo autor, utilizado como fundamentação, ilustração ou comprovação;
    • Apêndice: um texto ou documento elaborado por um autor, com a finalidade de completar uma argumentação sem quaisquer prejuízos pela unidade nuclear da obra;
    • Caderno: uma folha impressa, anverso e verso, que pode ser transformada em 4, 8,16, 32, ou 64 páginas conforme sua dobradura;
    • Capa: a capa de um livro ou folheto é um objeto externo, assim como em trabalhos acadêmicos diversos, e deve ser de um material flexível (brochura) ou constituída em um material rígido (cartonado ou encadernado). A capa é constituída de quatro lados, sendo dois externos e dois internos, desta forma, a capa 1 e 4 são os lados externos, e o 2 e 3 são os lados internos.
    • Colofão: essa indicação ocorre no final do livro ou de um folheto, com o nome do impressor, a data de publicação, o local e características tipográficas da obra.
    • Crédito: são as indicações dos nomes dos responsáveis institucionais, intelectuais, artísticos, técnicos ou administrativos, que participaram da criação do livro ou folheto;
    • Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação: esse é um registro contendo as informações que apontam uma publicação atualmente, incluindo o ISBN, sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Livro;
    • Dedicatória: a dedicatória é um texto onde um ou mais autores fazem homenagens pelo seu trabalho;
    • Direito autoral: o direito autoral é uma proteção legal vigente na legislação para os autores pessoas física e/ou jurídica, onde a produção intelectual, cultural, técnica, artística ou científica, são assegurados.

    Anverso de NBR 6029

    Os elementos do anverso da folha de rosto deverão ser incluídos da seguinte forma em uma impressão:

    • Autores: nomes, entidades, editor, responsável, compilador, coordenador, organizador, ilustrador, prefaciador, tradutor, etc. O título, as qualificações, os autores, deverão ser incluídos logo após seu nome, pois, serviram para sua autoridade no assunto;
    • Título e subtítulo: o título e o subtítulo em um livro ou folheto, deverão ser diferenciados tipograficamente. Os vários volumes de uma obra deverão ser constituídos de um título geral. Além deste título, cada um dos volumes poderá ter um título específico;
    • Indicações de uma edição ou reimpressão: toda edição deverá ser apresentada, seguida, quando for o caso, de uma indicação de reimpressão e acréscimos;
    • Numeração do volume: toda a numeração do volume deverá ser apresentada em algarismos arábico;
    • Local: é o local ou locais onde a publicação foi realizada e deverá ser apresentado na folha de rosto;
    • Editora: são os nomes das editoras inseridos, após os locais, precedendo o ano de uma publicação;
    • Data de publicação: o ano de publicação, segundo o calendário universal gregoriano, deve ser apresentado em algarismos arábicos.

    Verso da NBR 6029

    Os elementos contidos no verso da folha de rosto de um livro ou folheto, deverão ser apresentados após impressão da seguinte forma:

    • Direito autoral: deve ser localizado na parte superior do verso da folha de rosto, compreendendo o ano em que houve a formalização ou contrato assinado com direitos autorais, e deverão ser apresentados como símbolo copyright © e o símbolo do detentor de tais direitos.

    Exemplo:

    © 2005 Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    • Direito de reprodução do livro: o direito de reprodução de uma obra ou folheto deverão ser registrados com a autorização de uma reprodução do conteúdo referente a publicação. Ou seja, os direitos de publicação deverão ser apresentados na obra e toda reprodução da obra só deverá ocorrer se for autorizado pelo autor ou editora.

    Exemplo:

    “Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.”

    “Todos os direitos desta edição reservados à Editora Esmeralda Ltda.”

    “Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio, sem a prévia autorização deste órgão/entidade.”

    • Título original: o título de um livro ou folheto deverão ser apresentados na língua original em que foram escritos, e caso a obra ou folheto se trata de uma tradução, ainda assim o título original deverá ser mencionado;
    • Outros suportes disponíveis: outros suportes disponíveis deverão ser informados e registrados caso houver tais informações;

    Exemplo de outros suportes disponíveis:

    Obra também disponível em: CD-ROM

    • Dados internacionais de catalogação-na-publicação CIP: esses dados devem ser elaborados de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano;
    • Créditos: todos os elementos que irão compor os créditos descritos logo a seguir devem estar à disposição na obra conforme a organização da impressão feita pela editora. Nomes, endereços, editoriais, endereço eletrônico, créditos institucionais, comissão técnica, científica ou editorial, créditos técnicos (normalização, gráfica, revisão, copidesque, formatação, diagramação, ilustrações, capa, dentre outros), órgãos de fomento e quaisquer outras informações.
  • Nota de Rodapé ABNT: veja como inserir no Word, exemplos e dicas

    Nota de Rodapé ABNT: veja como inserir no Word, exemplos e dicas

    Você tem feito um TCC ou monografia e não tem utilizado notas de rodapé em cada página do desenvolvimento argumentativo? Saiba que você deve repensar sobre isso e utilizar notas de rodapé em seu TCC ou outro trabalho acadêmico. Ao utilizar essas notas no rodapé de cada página quando necessário, você terá uma organização melhor e será mais fácil para quem estiver lendo entender melhor algumas palavras e pontos destacados na nota. Mas, para utilizar este recurso, é importante estar atento às normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre este tipo de ferramenta.

    Neste post, vamos falar mais sobre notas de rodapé ABNT e como esse elemento é extremamente importante em monografias, dissertações, teses e projetos acadêmicos em geral. Veja como utilizar de forma correta a nota de rodapé, o que são notas de referência, notas explicativas e como inserir nota de rodapé no Word. Veja tudo isso a seguir!

    Notas de rodapé ABNT

    Segundo a ABNT, todas as notas de rodapé utilizadas em um trabalho acadêmico devem conter em sua margem inferior (localizada na parte inferior da página), uma chamada numérica que esteja diretamente “interligada” ao texto naquela página. Em relação a formatação das notas de rodapé, elas devem seguir da seguinte forma:

    • As notas de rodapé devem ser separadas por um traço contínuo de 3 cm;
    • Todas as notas deverão seguir um espaçamento simples entre linhas;
    • A fonte da nota de rodapé deve ser menor do que a fonte utilizada no texto, e a ABNT recomenda a utilização de fonte tamanho 10;
    • Todas as notas de rodapé devem ser alinhadas após a primeira palavra e todas sem espaço.

    Forma correta de utilizar nota de rodapé

    O objetivo de uma nota de rodapé em um trabalho científico ou acadêmico é apontar pontos importantes e fazer considerações com mais esclarecimento e profundidade sobre algo. Você pode fazer isso nas notas de rodapé caso não tenha sido possível fazer isso no texto. Por exemplo, você utilizou uma palavra complexa e explicou o que significa essa palavra na nota de rodapé. Isso também vale para uma expressão, para um trecho ou informação que você queira destacar e explicar com mais clareza.

    O ponto positivo de utilizar notas de rodapé, é que você consegue abrir este “parênteses” em um local fora do corpo do texto, mas ao mesmo tempo sem estar tão distante do texto como nas partes pré e pós-textual. Utilizar as notas de rodapé permite você abrir uma ressalva sem interromper o texto para isso. Mas, fique atento a forma correta de utilizar as notas de rodapé em seu trabalho acadêmico, prezando sempre pelas normas técnicas cobradas por sua instituição de ensino e prezando pelos seguintes pontos:

    • Esse é um recurso que deve ser utilizado somente quando necessário e o mínimo possível. Caso você extrapolar no uso das notas de rodapé, gerará um texto no rodapé da página, e ao invés de elucidar sua argumentação, você pode deixá-la mais cansativa e dificultosa para quem irá ler;
    • Caso exista essa necessidade, você pode utilizar citações diretas ou indiretas no corpo do texto e não saturar as notas de rodapé com muitas informações em uma só página;
    • Utilize as notas de rodapé sempre na parte inferior de cada página, utilizando numeração consecutiva expressas em algarismos arábicos.

    O que são notas de referência no rodapé da página?

    As notas de referências podem ser vistas como aquelas notas que surgem na parte inferior da página de um texto acadêmico para dar mais crédito a fonte bibliográfica. Essas mesmas informações também são utilizadas na lista de referências na parte pós-textual do trabalho.

    O mais importante ao elaborar uma nota de referência é saber incluir e fazer a inclusão do sobrenome do autor mais a data de publicação. Caso seja um material consultado na internet, a nota deverá possuir o endereço do site por extenso e data de acesso com o referencial. Não se esqueça que a primeira citação de uma publicação deverá ser expressa de forma completa.

    Exemplo de nota de referência no rodapé:

    JENKINS, Mary. Cultura da Divergência. Rio de Janeiro: Aleph, 2009.

    O que são notas explicativas no rodapé da página?

    As notas explicativas podem ser utilizadas por um autor para inserir um comentário, um esclarecimento, uma complementação ou uma observação. São essas notas que mencionamos ao longo deste post. Elas podem ser utilizadas para fazer a referência de trabalhos que ainda não foram publicados ou que foram mencionados por meio de comunicação pessoal.

    Exemplo de nota explicativa no rodapé:

    1 Informação Concedida por Reginaldo Mendonça, no Congresso Brasileiro de Educação e Cidadania, Rio de Janeiro, fevereiro de 2009.

    1 Trabalho elaborado com o financiamento da FAPESP.

    exemplo nota de rodapé ABNT

    Como inserir uma nota de rodapé no Word?

    O Word é uma das ferramentas de edição de texto mais utilizadas no mundo todo. Os recursos disponíveis no Word são abrangentes, e permitem a inclusão de notas de rodapé sem dificuldades. Neste importante editor de texto, você pode trabalhar a formatação de seu trabalho acadêmico sem dificuldades, bastando seguir as determinações das normas técnicas que você estiver seguindo.

    Por isso, mais uma vez lembramos que, o ideal, é você buscar conhecer as normas técnicas ABNT e outras normas técnicas para saber o que está fazendo. As especificações das normas são bem definidas e não deixam margens a erros. Veja as especificações das notas de rodapé ABNT e utilize o Word para formatar o seu trabalho. Não hesite em pesquisar mais sobre o uso das normas técnicas em relação as notas de rodapé antes de começar a formatar o seu trabalho.

    como inserir nota de rodapé no word

    Para você utilizar as notas de rodapé no Word, siga o seguinte passo a passo a seguir:

    1. Abra um documento no Word em seu computador.
    2. Selecione uma palavra que faz sentido conectar a uma nota de rodapé, faça isso utilizando o mouse do seu computador.
    3. Na parte superior da tela do Word, escolha a opção “Referências” e clique nessa opção.
    4. Logo após, escolha a opção “Inserir nota de rodapé” e insira a nota de referência ou explicativa conforme sua necessidade.
  • ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são um conjunto de normas específicas que buscam os princípios gerais para a elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico, como dissertação, monografia, TCC, artigo científico, um relatório técnico, científico, dentre outros. A aplicação das normas ocorre de forma oportuna, onde os documentos estão sujeitos as determinações encontradas neste conjunto de regras. Entre as diferentes normas, hoje vamos falar sobre a NBR 10719.

    Neste post, vamos falar sobre a ABNT NBR 10719 e o que você precisa saber para formatar de forma correta com base nesta regra da ABNT. Veja para que ela é utilizada e como prezar por essa norma quando sua utilização é cobrada. Veja tudo isso a seguir!

    NBR 10719 em PDF para download: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/nbr-10719-atualizada.pdf

    Para que serve a NBR 10719?

    Esta norma técnica é referente a elaboração e formatação de relatórios técnicos e/ou científicos. De acordo com essa NBR, um relatório técnico ou científico é um documento muito importante com a capacidade de descrever formalmente o progresso ou resultado de uma pesquisa no âmbito científico ou técnico. Mas, a NBR 10719 não funciona sozinha, e depende de outras normas para a elaboração de um relatório técnico ou científico. Dentre as normas, você encontra as seguintes NBRs atreladas:

    • NBR 6023, responsável pelas especificações das referências no processo de elaboração do documento;
    • NBR 6024, que cuida da numeração progressiva das seções em determinado documento escrito;
    • NBR 6027, responsável por especificações do sumário em um documento;
    • NBR 6028, que cuida do resumo em um documento;
    • NBR 6034, responsável pela formatação e elaboração do índice;
    • NBR 10520, responsável pelos parâmetros das citações em documentos;
    • NBR 10525, que cuida do número padrão internacional para publicações seriadas – ISSN.
    *Fonte: Fábio Soares

    Estrutura de um relatório NBR 10719

    A estrutura de um relatório seguindo as especificações da NBR 10719 atrelada as demais NBRs já citadas, é dividida em duas partes: externa e interna.

    1. Na parte externa do relatório temos: a capa (opcional) e lombada (opcional).
    2. Em seguida, temos a parte interna do relatório, com elementos pré-textuais, como: folha de rosto (obrigatório), errata (opcional), agradecimento (opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), lista de ilustrações (opcional), lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas (opcional), lista de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório).
    3. No desenvolvimento do relatório, temos os elementos textuais, como: introdução (obrigatório), desenvolvimento (obrigatório) e considerações finais (obrigatório), que também fazem parte da estrutura interna do relatório.
    4. Por fim, temos os elementos pós-textuais, também inclusos na parte interna desta estrutura, sendo eles: referência (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional), formulário de identificação (opcional).
    estrutura de um relatório científico NBR 10719

    Anverso de um relatório NBR 10719

    Os elementos desta sequência devem ser apresentados na seguinte ordem de ocorrência:

    1. Nome do órgão ou entidade especificados de forma correta. Será o nome do órgão ou entidade solicitante do relatório;
    2. Título do programa, projeto ou plano que este relatório faz menção;
    3. Título do relatório, sendo um título principal e um título específico para cada volume;
    4. Subtítulo do relatório, caso exista, deverá ser precedido por dois pontos (:), de forma a apontar sempre sua subordinação ao título do relatório, seja ao título principal ou aos títulos específicos em cada volume.
    5. Número do volume, caso exista mais de um volume, deverá aparecer em cada folha de rosto com as especificações de cada volume apresentadas em algarismos arábico;
    6. Código de identificação, caso ele exista, deverá ser formado pela sigla da instituição, pela indicação de categoria, pela indicação de assunto, e pelo número sequencial do relatório na série;
    7. Classificação de segurança, é determinada por órgãos públicos e privados responsável por desenvolver uma pesquisa considerada sigilosa ou não. São esses órgãos que deverão informar a classificação mais adequada de segurança de acordo com a legislação vigente sobre o assunto;
    8. Nome do autor, podendo ser o nome da própria instituição que solicitou o relatório. Se esse for o caso, então suprime-se o nome da instituição solicitante do relatório do campo de autoria;
    9. Local onde a instituição responsável pelo relatório se encontra. Em caso onde há cidades homônima, é recomendado acrescentar a sigla de unidade federativa;
    10. Data de publicação de acordo com o calendário gregoriano e apresentados em algarismos arábicos. 

    Verso de um relatório NBR 10719

    Os elementos do verso deverão seguir da seguinte forma:

    • Equipe técnica, sendo esse um elemento opcional, irá indicar a comissão responsável pelo estudo, os colaboradores, e toda a coordenação geral entre outros. O título com a qualificação e função do autor deverão ser incluídos, pois, irão indicar sua autoridade no assunto.
    • Dados internacionais de catalogação, realizados na publicação, sendo um elemento opcional, também deverá conter os dados específicos da catalogação-na-publicação, de acordo como o sistema de Código de Catalogação Anglo-Americano em vigor. As informações contendo dados internacionais de catalogação-na-publicação deverão ser apresentados de forma obrigatória, caso não seja utilizado o formulário de identificação.

    Errata

    A errata é um elemento opcional, mas quando utilizada, deve ser incluída junto a folha de rosto, constituída pela referência da publicação, além do texto da errata. Uma errata de relatório NBR 10719 deverá ser apresentada em papel avulso, podendo ser papel encartado. Essa folha deverá ser acrescida ao relatório assim que impresso.

    Exemplo de Errata:

    Uller, Reinaldo; Gouveia, Oswaldo. Coordenação de estudos sobre os elementos corrosivos gerados pela produção e utilização do ácido sulfúrico: relatório parcial elaborado em 16 de agosto de 2009. São Paulo: FTI, 1982

    Folha Linha Onde se lê Leia-se
    32 3 Publicação Publicação

    Agradecimentos

    Um elemento opcional, os agradecimentos deverão ser apresentado após a errata caso ele seja utilizado.

    Resumo em língua vernácula

    Esse é um elemento obrigatório, e deverá ser utilizado no relatório conforme os parâmetros da NBR 6028.

    Lista de ilustrações

    Sendo este também um elemento opcional, os elementos ilustrativos deverão ser listados conforme a ordem lançada na obra. Cada item deverá ser designado por seu nome específico, com o respectivo número da página ou folha. Se necessário, recomenda-se listar todos os tipos de ilustrações, sejam elas desenhos, fotografias, esquema, fluxograma, planta, organograma, mapa, dentre outros.

    Lista de abreviaturas e siglas

    A lista com as abreviaturas é um elemento opcional em um relatório NBR 10719, mas se utilizada, deverá fazer uma indicação das siglas e abreviaturas em ordem alfabética que foram utilizadas no relatório, e que deverão ser seguidas de outras palavras grafadas por extenso apontando o significado de tal sigla ou abreviatura.

    exemplo lista de abreviaturas
    exemplo lista de siglas

    Fonte: https://www.senacrs.com.br/pdf/Manual_NBR_10719-2011_versao_2014.pdf

    Exemplo de abreviatura e sigla em um relatório NBR 10719:

    ABNT         Associação Brasileira de Normas Técnicas

    Fil.              Filosofia

    Inmetro      Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

  • Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    A metodologia para TCC é usada para outros trabalhos acadêmicos também. Veja como realizar essa etapa e como ela auxilia na produção final do estudo.

    Elaborar um trabalho de conclusão de curso não é tarefa fácil. Existem diversas normas específicas para cada tipo de produção. No Brasil a ABNT é o órgão responsável por estabelecer as normas técnicas  que regem a elaboração de trabalhos científicos, ou seja, é de consenso nacional que um TCC precisa estar padronizado de acordo com elas.

    A metodologia da pesquisa científica é uma das etapas mais importantes para a realização de um TCC. Ela, não diferente de outra etapa, precisa ser padronizada e feita com maestria, pois o caminho que seu trabalho de conclusão de curso percorrerá, será estabelecido pelas metodologias de pesquisa.

    Em termos mais diretos, metodologia significa os métodos e as técnicas que você usará para desenvolver e alcançar o seu objeto de pesquisa. Ela servirá para que outras pessoas possam reproduzir o que foi feito por você, se comprovado, é tido como algo científico que acarreta conhecimento à humanidade.

    Como todo trabalho acadêmico, sua produção será um recorte de algo maior. Quanto mais específico mais você estará perto do objeto final. Cada etapa estabelecida na elaboração do TCC fará parte da metodologia.

    mãos sobre um notebook escrevendo

    Diferença entre metodologia e materiais e métodos

    Há a possibilidade de usar um desses dois termos, nuca os dois juntos. Embora designados para a mesma parte em um TCC, eles são a primeira etapa que rotulam sua pesquisa.

    Se ela for algo que já foi feito e já exista arcabouço teórico, documental, bibliográfico, algo escrito; então será rotulada como metodologia.

    Quando a sua pesquisa for prática, experimental, ou seja, empírica, então você usará materiais e métodos.

    As duas nomenclaturas para essa seção possuem a mesma finalidade, mas ao escolher uma delas já é possível ter o que esperar da pesquisa.

    Abordagem metodológica

    Existem dois tipos de abordagens. A quantitativa e a qualitativa.

    1.  Abordagem quantitativa

    Algo quantitativo é aquilo que pode ser analisado por proporções numéricas, por dados coletados, análise de gráficos, enquetes e entrevistas objetivas ou por análise documental, mas com enfoque nos valores.

    Os estudos que estão dentro dessa abordagem metodológica são mais abrangentes. A finalidade é o conhecimento em forma de dados concretos, em forma objetiva.

    Um bom exemplo de metodologia de TCC quantitativo é o pesquisador que tem como finalidade apresentar o nível de aprendizagem de uma determinada escola de inglês, alisando em dados qual a média dos alunos no TOEFL.

    Separar quantos fizeram intercâmbio e quantos não fizeram e comparar as médias.  

    2.  Abordagem qualitativa

    O outro tipo de abordagem é a qualitativa. Usada para analisar a natureza do objeto de estudo, ela é mais específica e subjetiva. Podem ser usados autores como argumentos para as ideias apresentadas.

    O objetivo é entender completamente o objeto estudado. O pesquisador fica estritamente perto do que é pesquisado, tem maior contato com as informações e precisa relacioná-las e as analisar.

    Uma pessoa que estuda quais os impactos socioeconômicos que a Transposição do Rios São Francisco trouxe a uma determinada comunidade ribeirinha do rio. Esse é um exemplo de metodologia para TCC qualitativo.

    Tipo de Metodologias de pesquisa

    A metodologia da pesquisa científica não é classificada apenas por meio da abordagem metodológica. Existem ainda outras classificações que são feitas observando o objetivo da pesquisa, as fontes e os procedimentos.

    Segundo os objetivos da pesquisa

    A tríade é: exploratória, descritiva e analítica. Cada uma contém uma abordagem diferente das outras.

    A exploratória é feita quando se quer estudar o novo, algo que é desconhecido ou é pouco conhecido. A partir dela é possível que o assunto se popularize e seja criado outros estudos.

    Descritiva, o termo revela seu significado. A metodologia para TCC mais comum entre os cursos de graduação. Nela é descrito o objeto de estudo de forma, e com objetivo, de esclarecer qualquer eventual dúvida ou falta de conhecimento sobre algo popular, algo que já tem grande quantidade de estudos.

    Por fim, a analítica. Pode-se dizer que é uma forma da descritiva, entretanto mais complexa, mais profunda.

    A finalidade é desvendar a razão das coisas. Entender o porquê de certas coisas ser ou acontecer do modo que acontecem.

    Segundo as fontes de dados

    Assim como a metodologia segundo os objetivos, aqui também apresentarei três classificações. Campo, laboratorial e bibliográfica.

    A primeira, a pesquisa de campo, é feita a partir de dados coletados, observados pelo pesquisador. Quem está elaborando um TCC faz essa parte quando vai às ruas, por exemplo, observar o comportamento humano.

    Já a pesquisa laboratorial, diferente da primeira, é feita em um ambiente apropriado. Enquanto na pesquisa de campo o objeto está à mercê do ambiente, ou seja, você precisa se deslocar e seguir o estudo, na pesquisa laboratorial o ambiente é controlado, com equipamentos e a espera de resultados objetivos.

    A bibliográfica utiliza estudos já feitos. Uma das metodologias de pesquisa mais famosas. Quase  todo trabalho, independente do seu objetivo, do seu enfoque, começa-se os estudos vendo tudo que já se tem sobre o estudado.

    Segundo os procedimentos

    A última classificação é segundo os procedimentos, isso significa enxergar como são feitas as pesquisas, iniciação, desenvolvimento e conclusão do TCC de acordo com o caminho, as atividades que levaram a esses dados, ideias, conclusões.

    É definir quais serão as técnicas empregadas para chegar ao objetivo final.

    A pesquisa é feita por meio de questionários, dados coletados, entrevistas, a ideia é, quantitativamente, absorver informações sobre algo. Feita em campo, um exemplo são as enquetes cuja as respostas se limitam ao sim ou não. Isso é a pesquisa de levantamento de dados.

    Outra modalidade é a experimental, parte-se do objetivo de analisar, testar algo. Uma ideia, uma tese, uma hipótese, um experimento. O pesquisador geralmente a realiza em laboratórios.

    Por fim, se tem a pesquisa de ação. Nela o estudante está inserido no objeto de estudo, ele participa, analisa, interfere e vê as consequências.

    O meio em que está, o incluindo, é estudado por inteiro.

    *Vídeo do professor Ivan Guedes

    Exemplo de metodologia de TCC

    Muito se tem na internet modelos de metodologia para TCC, entretanto lembre-se, mesmo que sejam padronizadas as classificações, as combinações possíveis só serão definidas pelo seu objeto e objetivo de estudo.

    Você precisa descrever as classificações dela na metodologia, isso quer dizer que você apenas irá transcrever quais os caminhos, enfoques e materiais que utilizou para realizar a pesquisa.

    Recapitulando, neste quadro você pode ver etapas e definições que uma metodologia científica engloba.

    Abordagem metodológicaMetodologias de pesquisa
    Qualitativa

     

    Quantitativa

    Exploratória, descritiva, explicativa e analítica

     

     

    Campo, documental, laboratorial e bibliográficaLevantamento de dados, experimental e pesquisa de ação

     

     

    Outros tipos de pesquisa:

    Veja alguns exemplos de metodologia para trabalhos acadêmicos

    O método que foi utilizado para a realização dessa pesquisa é o quantitativo, com a finalidade de analisar, em valores numéricos, a quantidade de pessoas, paulistanas, que não tem contato ou conhecimento sobre a política brasileira.

    Para obter os dados necessários para o estudo foram feitas pesquisas bibliográficas para ver a participação, na política, da sociedade brasileira ao longo dos anos. As obras e estudos analisados foram (citar toda literatura consultada que foi usada diretamente para o desenvolvimento do trabalho).

    Com caráter exploratório foram aplicados enquetes e questionários, usando o formulário do Google e abordagens presenciais, nas ruas.

    A pesquisa de campo foi feita ao longo de um ano; duas mil pessoas responderam pelo formulário do Google e mil pessoas foram abordadas nas ruas. As perguntas se limitavam ao “sim”, “não”, “talvez” e “não sei responder”.

    exemplo de metodologia para tcc
    modelo de metodologia
    metodologia trabalho sobre logistica
    exemplo metodologia de pesquisa: estudo de caso

    Agora que você conheceu mais sobre a metodologia da pesquisa científica, coloque em prática, quando entendida e seguida ela explica e facilita a produção do TCC e de outros trabalhos acadêmicos.

    Então lembre-se, comece pesquisando possíveis temas para TCC, os analise, veja como pretende abordar e estudá-los. Anote todo o caminho percorrido e sua metodologia estará pronta.

    Para mais artigos, sobre projetos acadêmicos, continue nesse site. Fazer a pesquisa científica, a partir de agora, será muito mais simples!

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

    Contenu Produção Criativa

  • Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    O conjunto de normas técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sempre aparece em algum ponto de sua vida, seja você um estudante ou não. É muito provável que você já tenha tido contato com algum artigo, publicação, trabalho, PDF, em algum momento onde a ABNT estivesse presente. Esse importante conjunto de regras é mais notável no âmbito acadêmico, onde por diversas vezes os alunos são incumbidos de apresentar trabalhos com o uso das normas técnicas.

    Neste post, vamos falar mais sobre a ABNT e como ela surgiu, sua importância para a sociedade, para os acadêmicos e como ela deve ser utilizada em títulos e subtítulos. Vamos mostrar a parametrização correta das normas aplicadas neste tipo de indicação.

    espaçamento título ABNT
    exemplos de título para tcc

    Necessidade de criação da ABNT

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas funciona como uma entidade privada que não tem como objetivo a monetização de seus responsáveis pela aplicação e direitos das normas aplicadas. As pessoas estão acostumadas a imaginar a ABNT como um conjunto de regras ligadas apenas às normativas textuais, mas esse conjunto de regras vai muito além disso.

    O conjunto surgiu na década de 40, quando engenheiros da construção civil perceberam a necessidade de uma padronização para o uso do concreto armado. Naquela década, a indústria de construção civil estava em alta expansão de suas atividades no Brasil e os profissionais da área perceberam que era chegada a hora de diretrizes técnicas para mais sustentação em larga escala. Então, as normas para a indústria começaram a ser traçadas a partir daí.

    As normas começaram a ser elaboradas e implantadas não só na indústria da construção civil, mas na indústria de químicos, tecidos, couro, desenho técnico, cacau, módulos de construção civil, códigos utilizados em diversos tipos de indústria, petróleo e no vocabulário técnico de um modo geral.

    Já em 1950, a ABNT passou a ser utilizada como padrão de avaliação de conformidade. Com programas específicos para apontar de forma correta a certificação de produtos, o conjunto de normas passou a ser utilizado como forma de rotulagem em diversos ambientes. Desta forma, os profissionais de diversos ramos da indústria estavam certos de que os processos das atividades estavam corretos com a certificação da ABNT. Tais atividades estavam dentro de um padrão de aceitação quando vigiados pelas normas.

    Para conseguir manter e difundir esses padrões, a ABNT dispôs de uma estrutura formada por auditores competentes na aplicação das normas para a garantia da credibilidade, da ética e de todo o reconhecimento que a padronização precisava para ser levada a sério.

    O conjunto que associa diversos profissionais responsáveis pela criação e aprimoramento da ABNT, também é fundador da Comisión Panamericana de Normas Técnicas, Internacional Organization for Standardization e da Asociación Mercosur de Normalización.

    título e subtítulo ABNT

    Importância da ABNT nos dias de hoje

    Em relação a organização, a ABNT presta um trabalho fundamental com o principal objetivo de prover a sociedade brasileira com todo o seu conhecimento sistematizado. A documentação normativa oferecida pelo conjunto de regras voltado para a indústria e ambiente acadêmico, oferece por meio de documentos normativos a produção padronizada de produtos e serviços, para a comercialização e a usabilidade de bens em competitividade sustentável.

    Em outras palavras, podemos dizer que as normas ABNT foram elaboradas e aperfeiçoadas ao longo de décadas, para que nos dias de hoje, as pessoas pudessem ter como referência padronizações que contribuem e já contribuíram para os avanços da sociedade. A regulamentação oferecida pela norma é uma das estruturas mais sólidas do compromisso de crescimentos ligados aos avanços tecnológicos e científicos que vivenciamos ao longo de sua existência.

    Importância da ABNT para o mundo acadêmico

    O conjunto de normas ABNT provou ser importante desde sua criação na década de 40 e passou a ser utilizado em vários ramos da sociedade. Para o segmento acadêmico e científico no Brasil, esse conjunto de normas passou a ser utilizado de forma estruturada, uniforme e aplicado na elaboração e apresentação de trabalhos em universidades e publicações científicas. Assim como outros conjuntos de normas são utilizados em todo o mundo, a ABNT tem sua grande importância e características próprias.

    Desta forma, um trabalho acadêmico lançado em uma universidade no Sul do país pode ser compreendido por qualquer estudante ou docente de qualquer outra região do Brasil. A importância da padronização mediante as aplicações que ela oferece são completas ao serem estudadas por qualquer pessoa dentro do mesmo âmbito.

    Um exemplo disso, vamos imaginar as partituras, utilizadas há séculos para escrever músicas com toda a sua sonorização rítmica e instrumental perfeitamente registrada como o autor da composição deseja. As partituras são específicas e padronizadas, e quem compreende este tipo de leitura e domina um determinado instrumento, pode conduzir de forma perfeita uma música, erudita ou não, com perfeição de cada passagem, tempo rítmico e tonalidade sem que nada seja perdido ou alterado.

    É assim que os estudantes devem buscar trabalhar com as normas técnicas desde os primeiros contatos com o mundo acadêmico. Saber lidar com essas normas em sua totalidade é o mesmo que ter o domínio da compreensão de trabalhos de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e científico de nossa sociedade.

    Por décadas as normas foram aperfeiçoadas e atualizadas para que os estudantes de hoje possam falar a mesma língua e tornar qualquer projeto viável, independente da região e das características que enriquecem a língua portuguesa por todo o país.

    Além de contribuir em muito para a troca de mais conhecimento entre os jovens estudantes e o corpo docente detentor de experiência, os avanços científicos e tecnológicos podem ser tratados de forma mais objetiva de um ponto de vista nacional. Por isso, esse conjunto de diretrizes tem como principal propósito, sem fins lucrativos, auxiliar no desenvolvimento das pesquisas e trabalhos científicos no Brasil, como a monografia e o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), além de publicações em periódicos, revistas científicas e dentro de instituições que cobram o uso das normas.

    Títulos e subtítulos ABNT

    Agora que você sabe sobre a importância das normas ABNT, vamos falar um pouco sobre títulos e subtítulos com o uso das normas. De acordo com a ABNT, os títulos, capítulos e subcapítulos devem ser alinhados a esquerda, numerados com algarismos arábicos de forma progressiva com a indicação de capítulos primários apresentados com números inteiros. Os subcapítulos deverão ser incluídos com o número do capítulo primário pertencente.

    Exemplo de título e subtítulo ABNT:

    1 Título Primário

    1.1 Título Secundário

    1.1.1 Título terciário

    1.1.1.1 Título quaternário…

    Sendo assim, o título e subtítulos irão aparecer de forma gradativa, como o uso de negrito e itálico.

    *Fonte: Prof. Cíntia Pinho
  • Veja como fazer seu TCC de forma correta e tirar a nota máxima

    Veja como fazer seu TCC de forma correta e tirar a nota máxima

    Descubra o que não pode faltar em um TCC a partir das Normas ABNT 2018.

    O que é e como fazer um TCC

    Após alguns anos de estudo a grande satisfação por concluir um curso e alcançar a tão sonhada formação, tudo pode ser ofuscado pelo assombroso Trabalho de Conclusão de Curso.

    O desafio é ainda maior pelo fato de que as instituições de ensino superior exigem a mesma formatação de TCC que a Associação Brasileira de Normas Técnicas disponibiliza em diversas normas.

    Mas se você precisa saber como fazer um TCC, não precisa se desesperar, neste artigo irei apresentar as melhores dicas para um TCC nota 10 e explicar tudo o que você precisa saber para produzir um excelente Trabalho de Conclusão de Curso.

    As normas ABNT 2018

    As normas ABNT voltadas para a elaboração de trabalhos científicos estão divididas em algumas NBR’s. O fato de não existir um arquivo de fácil acesso compilando todas elas faz com que a interpretação e aplicação se tornem um pouco difícil.

    As NBR’s mais comuns para o trabalho científico são:

    NBR 6027 (2012) – Sumário
    NRB 6024 (2012) – Numeração e estrutura sequencial
    NBR 14724 (2011) – Estrutura de trabalhos acadêmicos
    NBR 12225 (2004) – Informação (título) e documentação
    NBR 6034 (2004) – índice
    NBR 6028 (2003) – Resumo
    NBR 10520 (2002) – Citação
    NBR 6023 (2002) – Referências

    Como pode-se notar, são regras que combinadas determinam a elaboração de um trabalho científico, podendo ser encontradas as diretrizes fundamentais para a elaboração intelectual e formatação de TCC.

    A partir destas normas, resumimos as partes do TCC conforme se vê a seguir.

    A estrutura de um TCC

    Depois de produzir alguns trabalhos científicos, algo que fica claro é que a formatação de TCC não é difícil, apenas trabalhosa. Não é necessário ter um grande conhecimento, mas simplesmente ser atencioso e saber interpretar e executar as normas.

    Antes de formatar é importante ter todo o conteúdo intelectual produzido, assim evitar-se-á novas formatações por alterações decorrentes de solicitações do orientador ou revisões dos próprios autores.

    A formatação de TCC pode ser dividida em três partes:

    Parte 1Pré-textual
    Parte 2Textual
    Parte 3Pós-textual

    Em cada uma destas partes existem os elementos que compõem toda estrutura do Trabalho de Conclusão de Curso, alguns opcionais e outros compõem o que não pode faltar em um TCC.

    estrutura do TCC

    PARTE 1 – Elementos Pré-textuais

    Os elementos pré-textuais são: Capa, Folha de Rosto, Errata, Folha de Aprovação, Dedicatória, Agradecimentos, Epígrafe e Resumo.

    É importante destacar que esta parte não integra a produção intelectual, cumprindo meramente um protocolo de formatação de TCC.

    Não deve ser vista como uma parte menos importante, mas como uma que cumpre finalidades de formalidades, como é o caso do agradecimento que não carrega em seu teor um conteúdo acadêmico, mas faz valer a honra em homenagem prestada aos que ajudaram no processo de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.

    Capa

    Você já ouviu a expressão “não julgue um livro pela capa”? Pois bem, é exatamente para isso que ela serve em um trabalho acadêmico.

    A capa tem a finalidade de apresentar aos leitores uma primeira ideia sobre o assunto. É o primeiro filtro de interesse para quem está consultando sobre o mesmo assunto e se depara com o referido trabalho.

    A orientação sobre a elaboração da capa está no item 4.1.1 da NBR 14724/2011, na ordem que simplificamos a seguir:

    ElementoExplicação
    a) nome da instituiçãoEste elemento é opcional
     b) nome do autorElemento obrigatório para identificação
     c) título:Elemento obrigatório que deve ser claro e preciso, com o objetivo de facilitação para consultas.
    d) subtítuloElemento opcional, porém se houver, deve vir depois de dois pontos.
    e) número do volume:Elemento obrigatório apenas se houver mais de um trabalho ou denotar continuidade.
    f) local (cidade) da instituiçãoElemento obrigatório, bem como também é obrigatória a sigla da unidade da federação no caso de existirem mais de uma cidade com o mesmo nome.
    g) Ano da entregaElemento obrigatório
    modelo de capa abnt

    Folha de rosto

    A orientação sobre a elaboração da folha de rosto está no item 4.2.1.1 da NBR 14724/2011 e pouca coisa se difere da capa.

    A parte mais importante é a natureza da produção acadêmica que deve conter o “tipo do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração”. (Extraído da alínea e do item 4.2.1.1.1).

    A folha de rosto também possui o verso, onde deve constar a ficha catalográfica conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.

    folha de rosto

    Errata

    Não é necessariamente um elemento que configura o que não pode faltar em um TCC, sendo apenas necessário nos casos de correções exigidas pela banca, pelo professor orientador ou ainda que forem consideradas necessárias pelo autor do Trabalho de Conclusão de Curso.

    Deve ser elaborada em folha separada e informar a qual trecho do trabalho se refere, como o exemplo a seguir:

    FolhaLinhaOnde se lêLeia-se
    1512senãose não

    Como você pôde perceber, a errata serve para fazer as alterações com a finalidade de corrigir erros simples, principalmente de grafia, mas pode ser de terminologia técnica também.

    exemplo errata

    Folha de aprovação

    Serve para uso da banca examinadora após a aprovação do trabalho. Basicamente é composta pelo nome do autor, título com subtítulo, natureza do trabalho, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes e instituição da banca.

    folha de aprovação tcc

    Dedicatória e agradecimentos

    Embora sejam elementos opcionais na formatação de TCC segundo os itens 4.2.1.5 e 4.2.1.6 da NBR 14724/2011, sempre é a parte que dificilmente se esquece de fazer.

    Na dedicatória, como o próprio nome já diz, dedica-se toda a realização do trabalho às pessoas escolhidas pelo autor. Nos agradecimentos o mesmo ocorre, porém obviamente em tom de gratidão.

    Ambas são de escrita livre e servem para eternizar as pessoas com quem o autor deseja dividir o crédito pela conquista ou reconhecer a participação e colaboração.

    epígrafe

    É um elemento opcional regulamentado pela NBR 10520 da ABNT.

    Na página separada para a elaboração da epígrafe, logo após os agradecimentos, deve constar uma frase na parte inferior da lauda, sendo uma citação de prestígio.

    O fato de não ser opcional não tira o brilho deste elemento e o enriquecimento do trabalho. Para fazer uma boa epígrafe, deve-se escolher a frase que melhor representa o conteúdo, o sentimento e a realização que o trabalho representa.

    epígrafe tcc

    Resumo

    O resumo é a porta de entrada para o TCC, se a capa é o primeiro filtro, o resumo é o segundo, pois apresenta uma síntese do assunto e a sua importância.

    A padronização quanto a sua elaboração, bem como os parâmetros e as diretrizes estão na NBR 6028 de 2003 e nos itens 4.2.1.7 e 4.2.1.8 da NBR 14724 de 2011.

    modelos de resumo tcc

    PARTE 2 – Elementos textuais

    Vamos considerar que o TCC é uma casa disponível para venda. A primeira parte onde estão os elementos pré-textuais é o jardim e a fachada.

    É extremamente importante que sejam apresentáveis, caso contrário as pessoas não terão vontade de avançar para o interior do imóvel.

    O problema é que após o primeiro encanto, já dentro da nossa hipotética residência, os compradores começam a encontrar pequenos defeitos, tais como uma distribuição de cômodos ruim, goteiras e rachaduras.

    Não é difícil, nesta comparação, identificar esses vendedores como os leitores de um TCC. Após o primeiro encanto com os elementos pré-textuais, chamativos e emocionantes porque a sua essência é essa, a leitura se mostra decepcionante em grande parte dos casos.

    Deve-se considerar princípios como linearidade, coesão, coerência, ortografia, regência etc. para uma escrita clara e eficiente.

    A estrutura padrão de um texto

    Todos sabemos que qualquer texto é dividido em três partes, a saber: introdução, desenvolvimento e conclusão. O TCC segue a mesma regra, porém existe um rigoroso protocolo para elaborar cada uma dessas partes.

    “O texto é composto de uma parte introdutória, que apresenta os objetivos do trabalho e as razões de sua elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado; e uma parte conclusiva”. (ABNT NBR 14724 de 2011, item 4.2.2)

    Fique por dentro e entenda o que não pode faltar em um TCC.

    A introdução deve primeiramente apresentar o tema do trabalho de forma mais ampla. É importante lembrar que é uma parte importante para ganhar a credibilidade do leitor.

    É comum a contextualização do assunto e do campo de estudo, bem como afunilar para uma abordagem do tema de forma bem restrita.

    Após apresentar o tema e o seu contexto, é importante delimitar o assunto do tema, de modo que o mesmo seja apresentado como importante.

    É importante lembrar que quanto maior o campo de estudo, maior será a probabilidade de um trabalho extremamente extenso e cheio de rodeios inconclusivos.

    Delimitar o assunto não é torná-lo mais fácil, e sim mais profundo. É importante deixar claro que o trabalho vale a pena ser lido, o que nos leva para outro ponto.

    Por que vender o carro?

    Um dia quando cheguei em casa, propus à minha esposa que trocássemos o carro. Ela reagiu com forte resistência e disse que não era a hora certa.

    Eu tive duas opções, insistir na ideia até se tornar uma briga muito séria ou me retirar para refletir sobre qual estratégia seria adequada para conseguir trocar de carro.

    No dia seguinte cheguei em casa forçando uma expressão de desconforto e quando ela percebeu e perguntou o que havia ocorrido, eu disse que o carro estava trazendo gastos exorbitantes.

    Após mostrar os investimentos necessários para que o nosso veículo pudesse continuar em circulação, concluímos juntos que seria melhor trocar de carro.

    O que aprendi com isso? Às vezes, para converter alguém para o meu ponto de vista, basta mostrar os problemas.

    Por um TCC tem como objetivo responder a uma ou mais perguntas ou ainda discutir um problema. Aqui não se apresenta a resposta ainda, pois será o resultado da pesquisa.

    Após apresentar perguntas e/ou problema, deve-se elencar os objetivos, que são o geral e os específicos.

    Objetivo geral deve ter uma abordagem panorâmica, estar resumido em um curto parágrafo mostrando qual a finalidade da escrita. Os objetivos específicos são aspectos do objetivo geral desenvolvidos em tópicos com uma frase curta em cada, sempre iniciando com verbos no infinitivo.

    A Metodologia e a fundamentação teórica

    Antes de começar a falar sobre a Metodologia e a fundamentação teórica, é importante lembrar que cada TCC segue um rumo de acordo com os aspectos do assunto a ser desenvolvido, as exigências da instituição de ensino e o caminho de escrita definido pelo orientador e pelo autor.

    Metodologia

    Dizer que é a apresentação do método de pesquisa já seria o suficiente para uma compreensão genérica. Basicamente, por ser uma pesquisa, é importante que sejam apresentados os instrumentos utilizados para a captação das informações, bem como também as fontes.

    Fundamentação ou Referencial Teórico

    Para pesquisas acadêmicas, é importante informar quais os autores e obras foram utilizados para a definição da linha de pesquisa. Isso significa que em um TCC, não se apresenta opinião própria, tudo precisa estar fundamentado.

    Desenvolvimento

    Após ter avançado pelos elementos pré-textuais e compreendido os textuais, você deve estar se perguntando se isso não tem fim. Calma, estamos acabando.

    O desenvolvimento é a parte crucial do trabalho onde o assunto será abordado com detalhamentos, sendo portanto a parte de maior importância do TCC, o objetivo dele ser escrito. É, por isso, também a parte que inter-relaciona todas as demais.

    É a parte em que se escreve com certa liberdade, mas não confunda as coisas. É fundamental, por exemplo, que tenha sentido com o tema escolhido e desenvolva bem o que foi apresentado no resumo.

    O referencial teórico deve ser utilizado, comprovando e corroborando os autores e obras citadas. Também é fundamental que a metodologia esteja explícita em cada etapa e constatação.

    Falando em constatação, lembre-se que nesta etapa você deve apresentar base para responder às perguntas da introdução. Os objetivos também devem estar presentes, inclusive os específicos podem representar tópicos aqui.

    Enfim, fica clara a importância do desenvolvimento para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso.

    Conclusão

    Como o próprio nome nos esclarece, é a finalização do trabalho, pelo menos com relação aos elementos textuais. É importante apresentar os resultados da pesquisa obtidos pelos meios explicados na metodologia.

    A preocupação da conclusão é apresentar as respostas às perguntas feitas na introdução e responder com constatações se os objetivos foram alcançados.

    Ainda é importante que a conclusão apresente uma proposta para a solução do problema apresentado na introdução e as considerações finais do autor.

    Lembre-se, um TCC sem conclusão é um trabalho que não leva a lugar algum!

    PARTE 3 – Elementos Pós-textuais

    Os Elementos pós-textuais de um Trabalho de Conclusão de Curso são aqueles que ficam no final da ordem da formatação de tcc, porém possuem grande importância.

    De onde você tirou isso?

    Após a explicação deste post sobre fundamentação teórica, fica claro que para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso, todas as informações devem ser comprovadamente fundamentadas.

    Os elementos pós-textuais explicam de onde as informações foram retiradas, dando credibilidade à produção em questão.

    Referências

    É uma lista das obras utilizadas no trabalho. Todas devem estar citadas no TCC. É talvez o item com maior número de especificações para tanto existe uma norma somente para os padrões das citações (NBR 6023/2002).

    As referências são obrigatórias em qualquer trabalho acadêmico e servem para apresentar as informações de catalogação das obras, sites, artigos etc. utilizados no trabalho.

    Possui basicamente as informações de nome do autor ou autores, nome da obra, número da edição, editora e ano da publicação. Isso pode variar conforme o tipo de citação. As entradas devem ser feitas em ordem alfabética.

    Anexos

    Quando em um trabalho há a necessidade de apresentar documentos, fotos, gráficos ou quaisquer itens que não forem inseridos no corpo do texto, serão colocados como anexos com a finalidade de comprovar, fundamentar, ilustrar ou demonstrar algo.

    Não é obrigatório, mas é extremamente útil para inserir arquivos que fogem da formatação comum dos parágrafos, por exemplo.

    Glossário

    O glossário, item opcional assim como o anexo, é a seleção da terminologia específica do assunto produzido. Como os termos podem assumir conceitos diferentes em cada linha de pesquisa, a sua utilidade é comprovada por colaborar com a interpretação do leitor.

    Gostou do artigo, então compartilhe com um amigo e não deixe de ler outros conteúdos do Projeto Acadêmico.

    *Vídeo do canal da Gislene Isquierdo

     
    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento

    Contenu Produção Criativa

  • Recuo ABNT: citação, parágrafo, títulos e referência, veja como fazer

    Recuo ABNT: citação, parágrafo, títulos e referência, veja como fazer

    A formatação ABNT é a mais solicitada no Brasil pelas instituições de ensino. Saber utilizá-la corretamente é fundamental para elaborar trabalhos acadêmicos do começo ao fim. Entre as diversas normas que compõem a ABNT, estão as regras para a utilização do recuo, que pode ser visto em vários momentos do trabalho acadêmico.

    Quer saber quais são as regras para o recuo e as formatações relacionadas aos parágrafos, citações, referências, título, subtítulos e muito mais? Então acompanhe este post até o final e aprenda tudo sobre recuo utilizando as Normas ABNT.

    Regras para utilização do Recuo

    As Normas ABNT especificam o tamanho do recuo para diversos elementos acrescentados no trabalho acadêmico. Cada um desses elementos possui formatação e recuo diferente, é por isso que listamos todos estes elementos e falaremos sobre cada um deles a seguir:

    Contra capa

    A contra capa, também chamada de folha de rosto, é um dos primeiros elementos do trabalho acadêmico que exige certa preocupação com a formatação. Neste elemento, há vários itens que são formatados de forma específica.

    Em termos de recuo, a formatação varia entre centralizado e alinhado à direita com recuo de 7 cm. Veja a seguir os itens que aparecem na contra capa e como eles são alinhados na folha de rosto:

    • Nome do autor – centralizado;
    • Título principal – centralizado;
    • Subtítulo – centralizado;
    • Nota de apresentação – recuo de 7 cm à direita;
    • Nome do orientador – recuo de 7 cm à direita;
    • Local – centralizado;
    • Ano – centralizado.
    exemplo folha de rosto recuo

    Corpo do texto

    O corpo do texto possui formatação para alinhamento em dois importantes elementos: parágrafos do texto e citações diretas com mais de 3 linhas. Veja como é feito o recuo nesses dois casos:

    Referências bibliográficas

    A página de referências bibliográficas não possui nenhum tipo de recuo específico para formatação. Porém, algumas pessoas costumam pesquisar por referências bibliográficas considerando o termo “citação”. Então, se você quer saber a formatação para fazer citação direta longa, nós já informamos no tópico anterior.

    As citações diretas com mais de 3 linhas, ou 40 palavras, devem ser formatadas com recuo de 4 cm da margem do texto em um ou mais parágrafos separados do corpo do texto. A formatação nesse caso segue ainda com a fonte Times New Roman em tamanho 10.

    referências bibliográficas recuo abnt

    Formatações utilizadas em trabalhos acadêmicos

    Até o momento falamos apenas sobre recuo segundo as Normas ABNT. Mas para formatar seu trabalho do começo ao fim, você terá que utilizar vários tipos de formatações e é sobre isso que falaremos a seguir.

    Papel para impressão

    As Normas ABNT exigem um padrão específico para a impressão do trabalho acadêmico. A formatação do trabalho acadêmico começa com as margens da página de impressão. De acordo com as regras estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, é preciso manter uma distância de 3 cm da margem superior, 2 cm da margem inferior, 3 cm da margem esquerda e 2 cm da margem direita.

    Essa formatação pode ser observada da seguinte forma:

    recuo ABNT de margem
    exemplo recuo de página (margem)

    Além da margem, a ABNT determina que o papel de impressão seja tamanho A4, que possui 21,0 cm x 29,7 cm.

    Fonte e tamanho

    O trabalho acadêmico pode ser elaborado utilizando dois tipos de fontes diferentes: Arial e Times New Roman. Porém, é importante considerar algumas variações na utilização da fonte. Se você utilizar Times New Roman em todo o trabalho, não tem com o que se preocupar. Agora, se você preferir utilizar Arial, em alguns momentos terá que usar Times New Roman.

    Você pode usar Arial na capa, contra capa, em vários elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Apenas nas citações direta longas você deve mudar para a fonte Times New Roman. Caso já esteja utilizando essa fonte em todo o trabalho, é só mantê-la ao fazer a citação.

    Já o tamanho indicado irá variar dependendo dos elementos do trabalho. O corpo do texto exige tamanho 12, enquanto a citação direta longa é formatada em fonte 10. Além das variações determinadas pela própria ABNT, você deve conferir no guia de formatação fornecido pela instituição se há alguma regra específica para utilização de fonte e tamanho da fonte.

    Espaçamento do texto

    Quase todo o trabalho acadêmico deve ser formatado com espaçamento de 1,5. Essa regra vale para o corpo do texto e elementos que possam aparecer no trabalho do tipo pré, pós e textual. Só há algumas exceções que se aplicam as citações diretas longas, notas de rodapé, legendas e referências bibliográficas. Nesses casos, o espaçamento utilizado é o simples.

    *Fonte: Bruno Souza

    Dicas para formatar seguindo as Normas ABNT

    Formatar um trabalho inteiro é de fato cansativo. Porém, não é nada assim tão difícil que você não possa fazer sozinho. Mas saiba, é preciso dedicação e bastante paciência para chegar ao resultado pretendido. Por isso, reunimos algumas dicas para te ajudar nesta etapa:

    1. Conheça as normas

    Não adianta nada começar a formatar se você não conhece as Normas ABNT. Você não precisa estudá-las a fundo, mas ter um conhecimento mínimo sobre elas é fundamental para iniciar a formatação.

    Uma forma de conhecer as normas é através de PDFs da própria Associação Brasileira de Normas Técnicas ou ainda por meio do guia de formatação da sua instituição.

    2. Não deixe para a última hora

    A formatação é quase sempre uma das últimas etapas do trabalho acadêmico. Porém, deixar para a última hora é um grande erro que deve ser evitado. Se você sobrecarregar as tarefas ao final do trabalho, você poderá não se dedicar completamente à formatação, o que poderá gerar problemas e erros.

    3. Peça ajuda

    Se você tentou, mas não conseguiu fazer sozinho a formatação do seu trabalho, peça ajuda. Você pode contar com a ajuda de seu orientador, de pessoas que já fizeram trabalhos acadêmicos, de artigos na internet e até mesmo de profissionais que realizam a formatação nas Normas ABNT.

    Não há problema algum em pedir ajuda! Então se esse for o caso, não tenha medo ou vergonha de pedir ajudar.

  • Grifo Meu: significado, ABNT, exemplos de uso e dicas

    Grifo Meu: significado, ABNT, exemplos de uso e dicas

    Sempre que é necessário elaborar um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) o estudante tem como ferramenta diferentes recursos que podem facilitar a compreensão dos examinadores. Dentre esses importantes meios de se comunicar, o grifo meu, ou grifo nosso, pode ser utilizado. Daqui para frente vamos nos referir a esse recurso somente como grifo nosso, um recurso comum e indicado dentro da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

    Veja neste post como o grifo nosso é definido e quais suas principais características. Saiba como ele pode ser utilizado também por você em seu trabalho de conclusão de curso. Veja tudo isso a seguir!

    *Fonte: Fran Carniel

    Definição de Grifo Meu (Grifo Nosso)

    Podemos definir o grifo nosso como uma forma de destacar um trecho de uma citação em um trabalho acadêmico como o TCC. Esse recurso pode ser utilizado em qualquer trabalho acadêmico, e para isso é necessário fazer a citação em obras de autoria de terceiros. O grifo nosso irá ajudar na fundamentação do TCC destacando um trecho de uma citação relevante ao trabalho do estudante. O conteúdo pode ser extraído de livros ou trabalhos científicos e inserido no TCC por meio de uma citação direta ou indireta.

    Se for uma citação direta, basta que o estudante faça a cópia direta do trecho que deseja utilizar em seu TCC. Já para as citações indiretas, o mesmo acontece, porém, em vez de a citação ser copiada e colada, o estudante destaca um trecho sobre um pensamento do autor das obras utilizadas como referência, mas o estudante utiliza suas próprias palavras para descrever tal trecho.

    O principal papel do grifo nosso é a ênfase dada para algumas expressões de citações diretas, que por sua vez, podem ser vistas como uma transcrição literal de outro autor. Quando uma parte de uma citação é incluída em um trabalho acadêmico, o grifo nosso é cobrado. A forma como algo deve ser citado segue normas técnicas que devem ser observadas em trabalhos acadêmicos em geral. 

    Quando devo utilizar Grifo Meu (Grifo Nosso)?

    Geralmente, as citações em um trabalho acadêmico são necessárias e uma ferramenta muito importante. Neste caso, é indicado utilizar o grifo nosso quando essas citações são muito longas, pois isso ajuda com que o estudante foque somente em citações relevantes para seu trabalho. Esse tipo de abreviação pode até ter quatro linhas quando utilizada. O formato com que o parágrafo será redigido segue uma forma específica de acordo com as normas técnicas, possuindo um parágrafo próprio, o espaçamento entre linhas deve ser de 1 cm, a fonte deverá ser menor que 12 e recuo de 4 cm localizado à esquerda.

    Mas, se o estudante achar necessário, é possível utilizar o grifo nosso também em citações curtas, com menos de três linhas ao longo do desenvolvimento do trabalho. Por ser uma citação curta, o grifo nosso neste caso pode destacar um trecho de uma citação dentro de um parágrafo já existente no corpo do texto. É muito comum vermos este tipo de citação em artigos e livros, assim como pode ser também utilizada em trabalhos acadêmicos.

    Já as citações diretas, ou também conhecidas como paráfrases, devem ser expressadas com as próprias palavras dos estudantes com a intenção de transmitir a ideia do autor. Ou seja, você estará dizendo algo e transmitindo a ideia de outra pessoa, no caso, o autor de um livro, de uma tese, de um trabalho, de uma fonte que tenha um dono.

    exemplo de grifo meu

    Diferença entre Grifo do Autor e Grifo Meu (Grifo Nosso)

    Se em um trabalho um trecho é copiado de um livro ou outro trabalho já existente, possui grifo nosso. Mas, quando o trecho retirado é de um livro ou outro trabalho já existente é descrito com as palavras do próprio autor do livro ou trabalho, então isso caracteriza “grifo do autor” e deve ser mencionado no final da citação. Neste caso, devemos enfatizar que nas duas situações devemos utilizar itálico, negrito ou sublinhado para destacar esse trecho.

    Se o destaque for feito em um texto já existente retirado de uma obra consultada, esse trecho não precisa estar diretamente ligado às ideias centrais do texto. Porém, se você fizer um grifo nosso é fundamental que a ideia central retirada do trabalho seja respeitada. Para ficar mais claro de você entender a diferença entre os dois tipos de citação, vamos a alguns exemplos:

    Exemplos

    Vamos imaginar que um aluno trabalha para definir o conceito de uma narrativa sob sua ótica em um TCC e pretende citar Henry Jenkins. Neste caso, o aluno pode utilizar uma citação buscando retirá-la de uma obra do autor Henry Jenkins e destacar com o grifo nosso.

    “[…] Uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor […]” (JENKINS, 2009, p. 138, grifo nosso).

    A citação abaixo foi feita pelo próprio Jenkins em uma de suas obras e neste caso, é utilizado o grifo do autor para quando esse trecho é utilizado em um trabalho de terceiros:

    “[…] Produtores de mídia e anunciantes falam hoje em capital emocional ou lovemarks, referindo-se à importância do envolvimento e da participação do público em conteúdos de mídia […]” (JENKINS, 2009, p. 235, grifo do autor).

    Neste caso, podemos concluir que toda expressão deve ser colocada entre parênteses logo após o número de páginas. O autor da citação também deve ser destacado. Ainda que o trabalho acadêmico tenha sido feito somente por uma pessoa, o mais indicado é utilizar grifo nosso e não grifo meu.

    Devemos lembrar que a utilização do grifo meu faz parte dos critérios de utilização das normas técnicas em um trabalho acadêmico. Portanto, é essencial que o estudante veja na íntegra quais são essas normas técnicas, aprenda a utilizá-las e esteja sempre atento a forma correta e a hora certa de utilizá-las. Não hesite em pesquisar mais exemplos da utilização do grifo meu (grifo nosso) em outros trabalhos.

  • Dicas e Temas para TCC Logística: sugestões, modelos e exemplos

    Dicas e Temas para TCC Logística: sugestões, modelos e exemplos

    Definir um tema e seguir uma linha de trabalho condizente com as normas técnicas vigentes e todas as outras exigências em um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e monografia, é fundamental para a obtenção de uma nota satisfatória que permite ao estudante encerrar o curso que optou. O TCC é uma etapa fundamental na formação de diversos estudantes, e estar preparado para sua elaboração, formatação e apresentação é fundamental.

    O TCC de logística também segue esses conceitos, e na maioria das vezes, assim como em outros cursos, os alunos ficam em dúvida sobre como se organizar, como redigir o trabalho dentro da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), e como apresentar o trabalho com um tema relevante.

    Neste post, vamos falar mais sobre o TCC de Logística com 5 dicas de como fazer seu trabalho e temas que poderão ajudar você em sua escolha. Veja uma listagem com temas importantes que poderão ajudar você a decidir sobre o que falar e como seguir uma linha organizacional para aproveitar o máximo possível do prazo que terá para pesquisar, elaborar, formatar e apresentar o trabalho. Veja tudo isso a seguir!

    banner logística

    Dicas importantes para fazer um TCC de Logística

    1 – Organização

    Organizar-se para fazer algo com o máximo de eficácia e o menos de desperdício de tempo e dinheiro, é um conceito importante que também deve ser adotado em um TCC. Não importa qual seja o seu curso, pois, esse conceito vale para todos os cursos. Os critérios de organização podem ser adotados por aqueles que não têm esse hábito e nem sabem por onde começar. Neste caso, o primeiro passo para se organizar é saber quanto tempo você terá desde a definição oficial do tema junto a instituição de ensino, até o dia da apresentação.

    Veja quantos meses você terá para fazer o seu trabalho e divida esse tempo em etapas. Por exemplo, para fazer a pesquisa, você deverá dedicar cinco meses, datado de forma exata para o começo e término da pesquisa. Dentro do período de pesquisa, você pode criar subdivisões e detalhar ainda mais o que será pesquisado, como será pesquisado, e o mais importante, quando será pesquisado. Faça uma estimativa o mais real possível com datas bem definidas e se achar que cinco meses é pouco, aumente o tempo da pesquisa sem prejudicar as outras etapas.

    Faça isso com todos os outros processos, como a elaboração do trabalho, a inclusão das normas técnicas, as figuras que serão utilizadas no trabalho e em slides no dia da apresentação, além de outros. O mais importante é datar o que tem que ser feito e seguir isso a risca, pois, se ocorrer atrasos, você poderá pôr em risco o sucesso do seu trabalho. Caso o trabalho seja apresentado em grupo, essa divisão de tarefas pode ser designada a cada um dos membros.

    2 – Esteja em sintonia com o tema escolhido

    A escolha do tema sempre será um dos tópicos mais relevantes em um TCC. Estar de acordo com o tema é fundamental para o sucesso deste trabalho. O aluno deve optar por um tema que esteja em sintonia com suas convicções como profissional, ainda que não esteja formado na área. Se você estuda logística e pretende seguir de forma específica em alguma área dentro desta profissão, não hesite em escolher um tema condizente com a especialidade que você deseja se aprofundar. Delimitação do Tema (TCC): o que é, como fazer, exemplo e sugestões

    A motivação que você terá em pesquisar e elaborar um trabalho sobre aquilo que você gosta, é um dos ingredientes que garantem o sucesso em qualquer trabalho acadêmico. Portanto, escolha um tema que o cative, que irá fazer você perder o sono à noite de mergulhar de cabeça neste trabalho durante o dia. Se o seu gosto é por “chão de fábrica”, escolha um tema que aborde isso. Se o seu forte é “logísticas em hospital”, considere um problema de pesquisa e busque solucioná-lo.

    3 – Escolha um orientador

    Em algumas instituições de ensino, o aluno poderá optar pela escolha do professor orientador e em outras, o orientador será determinado pela própria instituição. Caso você tenha a chance de optar por um professor em sua instituição de ensino para ser seu guia durante todo esse trajeto, escolha alguém que seja condizente com a área específica ao tema. Isso irá ampliar suas chances com o trabalho, já que estará recebendo ajuda de um especialista no assunto, ou de alguém que está mais próximo disso.

    4 – Bibliografia

    As fontes que serão pesquisadas para a elaboração do trabalho são muito importantes ao longo da fundamentação. Por isso, fazer uma pesquisa prévia sobre toda a bibliografia e autores que serão utilizados, garante que o trabalho seja feito baseado em uma estrutura argumentativa bem embasada. A escolha da bibliografia deve acontecer após a escolha do tema e do professor orientador. Peça algumas dicas sobre quais autores pesquisar e em quais livros embasar grande parte de sua pesquisa. Pesquisa Bibliográfica: entenda o que é, conceito, exemplo e como fazer uma

    5 – Crie um roteiro de apresentação

    No dia de apresentar seu TCC de Logística, siga de forma tranquila e bem trabalhada com um roteiro de apresentação. Elabore um roteiro condizente com o tempo de apresentação, com os pontos que serão seguidos, incluindo cumprimento da banca e do público presente, apresentação do tema, do desenvolvimento, da conclusão, dos slides, da sonorização, dentre outros. Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas

    Sugestões de temas para TCC de Logística

    1. Logística e sua importância para o desenvolvimento econômico em um país;
    2. A greve dos caminhoneiros e como isso pode ser evitado;
    3. Gestão em logísticas e suas peculiaridades;
    4. Logística em hospitais e planos alternativos na falta de abastecimento;
    5. Transporte e distribuição de alimentos perecíveis;
    6. Logística utilizada na distribuição de urnas eletrônicas;
    7. Logística utilizada na distribuição de petróleo;
    8. Modelo de armazenagem Flow rack;
    9. Estudo do desempenho logístico na economia dos municípios;
    10. Importância da logística para o agronegócio;
    11. Transporte de cargas no Brasil;
    12. A carência de linhas férreas no Brasil: Falta de infraestrutura para um escoamento menos dependente de rodovias.
    13. E-commerce e a importância da logística na distribuição de mercadorias no país de entrega;
    14. Softwares utilizados em gestão de logística;
    15. Programas de computadores utilizados no dia a dia operacional;
    16. Como administrar uma frota de caminhões: Rotas que maximizam o potencial escoamento de mercadorias em uma empresa;
    17. Logística de materiais pesados no Brasil;
    18. Logística aeronáutica no Mundo;
    19. Desafios da logística e controle de fronteiras;
    20. Desafios da logística com carga viva;
    21. Movimentação de carga perecível;
    22. Logística reversa;
    23. Controle de estoque;
    24. Novas tecnologias para logística;
    25. Inteligência artificial para logística;
    26. Os desafios da logística em locais de risco;
    27. A importância da logística para o comércio digital;
    28. Marketing e logística;
    29. Logística empresarial;
    30. Locação de equipamentos;
    31. Funcionamento dos correios;
    32. Cadeia de suprimentos;
    33. Logística em incêndios florestais.

    Modelos e exemplos prontos de TCC sobre Logística

  • Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    De uma forma bastante direta, um relatório na área acadêmica tem como objetivo apontar como está sendo a experiência em um trabalho feito pelo estudante. Geralmente, o relatório é de praxe na entrega do estágio, onde um estudante relata em detalhes como foi sua experiência em sua área junto aos profissionais formados. Essa experiência pode ocorrer em uma empresa, em um colégio, em um hospital, em qualquer área da indústria. Esse, portanto, é um dos principais requisitos de um estágio, algo equivalente a um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

    A questão é que, assim como o TCC, muitos alunos ainda se perguntam o que fazer e como fazer quando o assunto é um relatório de estágio. Sabendo que esse relatório faz parte do âmbito acadêmico, o aluno deve estar ciente de quais regras e normas técnicas deverão constituir este relatório. Não é só sair escrevendo e entregar para a instituição. O aluno deve prezar pela capa, pelo sumário, folha de rosto, conteúdo, tudo formatado com ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), além de outros itens importantes e padronizados.

    Neste post, vamos falar mais sobre tudo isso e explicar como um relatório de estágio deve ser entregue. Veja como fazer, o que não pode faltar, o estilo da escrita, normas ABNT mais importantes, além de muitas dicas que irão fazer a diferença na hora de você fazer o seu relatório.

    O que é um relatório de estágio?

    Um relatório de estágio é um modelo de documento que tem como principal objetivo fazer com que um aluno de um curso técnico ou superior, relate todos os resultados obtidos em um processo investigativo de pesquisa acadêmica. O aluno fica na responsabilidade de apresentar os resultados de sua experiência prática e toda a observação relevante levantada, apresentando isso a instituição de ensino de forma técnica e científica por meio do relatório de estágio.

    Esse é um dos principais requisitos na formação de estudantes de grau técnico e superior. Existem instituições de ensino que cobram o estágio com relatório, outras cobram o TCC e algumas cobram os dois dos alunos. Essa regra varia de instituição para instituição. Quando o estágio é cobrado do aluno, um conjunto de parâmetros e normas técnicas com padrões pré-definidos entram em jogo, e neste ponto a maioria das instituições de ensino no Brasil trabalham de forma semelhante.

    Desta forma, o que você irá ver nos próximos tópicos irá condizer com as exigências cobradas por sua instituição. É aconselhado que você questione sua instituição de ensino quanto as diferenças diante do estilo e norma técnica utilizada. Pode ser que a norma exigida não seja ABNT.

    *Fonte: Fátima Beraldo

    Como fazer um relatório de estágio?

    Sabendo que o relatório de estágio conta com várias estruturas fundamentais para a sua elaboração, antes de mostrarmos como fazer um relatório de estágio, vamos mostrar quais são essas estruturas logo a seguir:

    Normas ABNT

    Sabendo que são essas estruturas básicas de um relatório de estágio, é importante que você compreenda na íntegra cada uma delas. Você deve saber o que é um folha de rosto, como fazer uma capa, desenvolver o conteúdo onde estará relatado toda sua experiência obtida nas horas de estágio, como fazer um sumário, além dos outros pontos citados para elaborar um relatório de estágio.

    Controle de estágio

    Além de dominar toda a estrutura citada logo acima, o aluno também deve saber se organizar quanto ao que vai sendo observado nos dias de estágio. Muitas instituições exigem do aluno um “controle de estágio” que anda de forma paralela ao relatório oficial que só será entregue no final do estágio. Ou seja, o controle de estágio deve ser escrito a mão, assinado pelo responsável pela parte prática e apresentado ao responsável pelo estágio dentro da instituição de ensino onde são ministradas as aulas.

    O controle de estágio serve para que o aluno mantenha anotado e formalizado tudo que está acontecendo no seu estágio, servindo como uma prévia do que será o relatório final. Bom, agora que você já sabe da estrutura que irá focar (ABNT) e sobre o controle de estágio, chegou a hora de pôr a “mão na massa” e começar a escrever o seu relatório de estágio.

    Introdução

    A introdução é a chamada para todo o restante do conteúdo, incluindo a conclusão no final do relatório. O relatório deve conter começo, meio e fim, com uma conclusão sobre a experiência adquirida pelo estudante. Essa estrutura é dissertativa, com introdução, desenvolvimento e conclusão.

    Já na introdução, os aspectos do que será demonstrado ao decorrer da experiência adquirida deve ser contextualizado com o restante do material que será redigido.

    Descrição das atividades

    Ao descrever durante todo o desenvolvimento do trabalho suas experiências diante das atividades experimentadas ao decorrer de todo o estágio, sustente todo a estrutura com começo, meio e fim e se apoie no controle de estágio e em todas suas anotações ao longo desta experiência. Uma importante dica, é o estudante fazer várias anotações ao decorrer do estágio, anotações escritas, em áudio, com backup em pasta online e hardware, tudo para não correr o risco de ficar sem suas anotações devido alguma circunstância infeliz.

    Conclusão

    Na conclusão do relatório, o aluno deve fazer um resumo do que foi apresentado até aquele momento, falar sobre o que ele considerou sobre o estágio e apresentar tudo isso de forma conclusiva, mostrando que o trabalho está em fase de encerramento.

    Modelos e exemplos prontos para você se basear

    capa abnt relatório de estágio
    contra capa relatório de estágio
    folha de rosto relatório de estágio
    introdução relatório de estágio
    exemplo de relatório de estágio
    modelo relatório de estágio pronto
    desenvolvimento e conclusão relatório de estágio
    conclusão de relatório de estágio

    O que não pode faltar em um relatório de estágio?

    É fundamental em um relatório de estágio, que a organização dissertativa no relato apresentado pelo aluno seja respeitada. O aluno se apresentou para o estágio, conheceu o responsável pela parte prática, conheceu outros estudantes estagiários, teve contato com outros profissionais, aprendeu na prática técnicas vista em sala de aula, tirou dúvidas, esclareceu fatos, e experimentou tudo que foi lhe proporcionado no estágio.

    Organizar tudo isso em um esboço durante as anotações e demonstrar o seu relato, suas experiências, de forma original seguindo a estrutura dissertativa, é o que não pode faltar em um relatório de estágio.

    Estilo de escrita

    O relatório de estágio segue normas técnicas padronizadas para apresentação de trabalhos no âmbito acadêmico e científico. Sabendo disso, não lhe restam alternativas a não seguir um estilo de escrita formal, respeitando as normas da língua portuguesa, seguindo a formatação ABNT, mas faça tudo isso sem deixar de ser original. Não utilize gírias e nem palavras chulas ou de baixo calão, porém, seja simples e não tente complicar com palavras extremamente cultas se o seu estilo de escrita não é assim. Ao contrário do que é exigido em uma monografia, em um relatório de estágio, o estudante pode se colocar em primeira pessoa do singular ao apresentar o trabalho. Isso torna as coisas mais originais possíveis. Portanto, traga o máximo de detalhes de sua experiência sem deixar o seu estilo de escrita de lado.

  • Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    O resumo expandido é um tipo de trabalho comumente solicitado quando há eventos onde a publicação final necessita da apresentação deste texto. Por isso, quem for fazer uma apresentação onde é necessário apresentar o resumo expandido, deve entender detalhes desse tipo de texto.

    Quer saber o que é resumo expandido e como fazer? Então confira este post até o final e veja o passo a passo completo desse tipo textual.

    O que é resumo expandido?

    Resumir algo é o mesmo que dar informações objetivas e claras sobre um conteúdo que possui bastante detalhes. Desde sempre os estudantes precisam criar resumos nas escolas, essa prática estimula a escrita objetiva, tornando as explicações mais claras e simples.

    Seguindo este conceito, o resumo expandido é uma modalidade de resumo que tem como objetivo descrever um trabalho acadêmico com objetividade. Diferente do resumo simples, a modalidade expandida pode ser escrita antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa.

    E não se confunda com o resumo que existe em alguns trabalhos acadêmicos como o TCC. O texto que aparece logo após o “epígrafe” não tem nada a ver com o resumo expandido. Lembre-se: esse tipo de texto só é utilizado em casos excepcionais onde há a necessidade de apresentá-lo.

    Considerando que o resumo expandido pode ser elaborado antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa, ele é usado principalmente em eventos onde é possível compartilhar informações.

    Caso você participe de algum evento deste tipo, o resumo expandido mostrará aos participantes do que se trata sua pesquisa, qual é o tema, o porquê desse levantamento, entre outras informações. Isso proporcionará a troca de informações e posteriormente, poderá contribuir para um trabalho com mais qualidade.

    Formato para escrever um resumo expandido

    Cada evento possui um padrão específico para o formato do resumo expandido. Por isso, não é possível definir um tipo único para a elaboração desse texto. Nesse caso, é recomendado que os estudantes verifiquem no edital todas as diretrizes do evento, incluindo as informações sobre o resumo expandido.

    Há alguns lugares que exigem até mesmo formatações exclusivas, folha timbrada com cores específicas, colunas, entre outras exigências.

    IMPORTANTE: Cada instituição possui suas próprias regras e normas para elaboração de trabalhos e resumos, é de suma importância que você consiga com o seu orientador todas as normas exigidas.

    Modelo e exemplo de resumo expandido pronto

    modelo de resumo expandido

    Mais modelos em formato Word

    Principais diferenças entre resumo simples e expandido

    A primeira grande diferença do resumo simples e expandido, é que a modalidade simples é elaborada geralmente com o intuito de antecipar o conteúdo de um trabalho, fornecendo uma informação objetiva sobre o assunto que será abordado, enquanto que o resumo expandido tem como finalidade informar outros pesquisadores sobre um estudo para auxiliar no compartilhamento de informações.

    Outra grande diferença é que o resumo simples precisa ser feito após o término da pesquisa. Já o resumo expandido pode e deve ser feito antes da conclusão do trabalho, pois, a finalidade principal deste texto é gerar mais dados e informações que possam complementar a pesquisa em questão.

    Há ainda uma outra diferença que deve ser considerada, que é onde o resumo é utilizado. No caso do resumo simples, ele aparece antes do conteúdo do trabalho, logo após o “epígrafe”. Por outro lado, o resumo expandido é utilizado em eventos específicos, onde a finalidade é compartilhar informações sobre determinado assunto.

    Como fazer um resumo expandido

    Antes de iniciar o resumo expandido, é fundamental que você confira todos os parâmetros informados pelo evento sobre a elaboração desse texto. São esses parâmetros que determinaram a forma como o resumo será elaborado, assim como a formatação. A seguir, falaremos sobre o passo a passo da formatação e como fazer o conteúdo do resumo expandido.

    *Fonte: CIAR UFG

    Formatação para resumo expandido

    1. Crie um texto entre 500 e 1.000 palavras com referências bibliográficas;
    2. Formate a página no padrão exigido pela ABNT: Papel A4 (210 x 297 mm), modo retrato, margens de 3 cm no canto superior e na esquerda e de 2 cm no canto inferior e na direita. Insira abertura de 1,5 cm do alinhamento no parágrafo;
    3. Use a fonte Arial ou Times New Roman para o corpo do texto em tamanho 12 e aplique formatação justificado e espaçamento simples entre as linhas;
    4. Digite os títulos e subtítulos em caixa alta, negrito, espaçamento simples e fonte Arial ou Times New Roman em tamanho 12.
    5. Caso você tenha que elaborar um minicurrículo, informe titulação, e-mail e área de estudos como nota de rodapé na primeira página;
    6. Caso faça citações ao longo do resumo, incluir no corpo do texto e entre aspas as citações curtas, com no máximo 3 linhas. Em seguida é necessário informar o nome do autor e data de publicação. Se a citação for longa, é necessário aplicar recuo de 4,0 cm da margem esquerda, tamanho 10, espaçamento simples e usar a fonte Times New Roman;
    7. Por fim, as referências devem aparecer no final do resumo expandido seguindo ordem alfabética considerando o sobrenome da autoria com formatação de espaço simples, alinhadas à esquerda e com 1,0 de espaço entre as linhas.

    Conteúdo do resumo expandido

    Agora que você já sabe como formatar seu resumo expandido, veja algumas dicas que te ajudarão a elaborar o conteúdo deste texto:

    1. Informar na introdução do resumo a delimitação do tema, objetivos da pesquisa, problemática, método e referencial teórico.
    2. No desenvolvimento do texto, é preciso informar quais foram os resultados obtidos até o momento da elaboração do resumo. Essas informações devem apresentar referências conceituais e análise estatística.
    3. Para concluir o resumo, você deverá responder às principais questões em torno dos objetivos da pesquisa.

    Para elaborar um texto bem estruturado, objetivo e informativo, considere as seguintes dicas:

    • Faça um rascunho: organize todas as suas informações em um papel para finalmente colocá-las no resumo expandido. Assim, você terá uma visão mais ampla das informações fornecidas.
    • Leia o texto várias vezes: nada melhor do que entregar um texto bem escrito e livre de qualquer erro ortográfico ou gramatical. Para chegar a esse resultado, é importante ler várias vezes e modificar tudo que não estiver do seu agrado.

    Seguindo todas as dicas mencionadas, você poderá entregar seu resumo expandido no evento pretendido seguindo as recomendações do próprio evento.

  • Abstract TCC: veja como fazer, o que é e nossas dicas e sugestões

    Abstract TCC: veja como fazer, o que é e nossas dicas e sugestões

    Ao escrever o abstract do TCC, saiba que ele possui normas importantes para sua escrita, definidas pela ABNT

    O que é o abstract do TCC?

    O Abstract é um elemento pré-textual dos trabalhos acadêmicos e é de caráter obrigatório.

    O abstract do TCC é assim chamado quando escrito em língua Inglesa, mas nada mais é do que um resumo do seu trabalho, uma pincelada rápida sobre o tema e a pesquisa abordada.

    Escrever o abstract do TCC é um dos últimos elementos do trabalho, por isso você só precisa se preocupar com ele quase na finalização do texto.

    exemplo abstract tcc em inglês
    exemplo resumo e abstract

    Qual a função do Abstract no TCC?

    Basicamente, funciona como um chamariz para o leitor, pois você adicionará ali as questões abordadas no texto, incitando a leitura.

    Unido ao título, tem a responsabilidade de captar a atenção do leitor, despertando nele a curiosidade de ler sua pesquisa.

    Ao escrevê-lo tente sempre se pôr no lugar de quem irá lê-lo, assim você desenvolve o texto com a ideia de chamar o leitor para seu TCC.

    Escrevendo o Abstract do TCC nas normas ABNT

    Como qualquer outra seção de uma pesquisa, o abstract também deve ser elaborado seguindo as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos.

    O texto do abstract deve ser enxuto e objetivo, já que reflexões, dados e demais informações serão apresentadas ao longo do trabalho.

    Use uma linguagem que atraia o leitor, apresentando aspectos relevantes da sua pesquisa.

    Para redigir seu abstract nas normas da ABNT use os passos a seguir para não ter dúvidas:

    1. Explique ao leitor no que consiste, ou seja, qual é o tema que foi escolhido para sua pesquisa, além de apresentar a relevância do seu trabalho para o meio acadêmico;
    2. Descreva qual foi seu objetivo (ou objetivos) ao escrever seu TCC. Use seus objetivos do projeto como auxílio para escrever esta parte, já que eles nortearam aspectos da pesquisa. conte o motivo maior do seu trabalho ter sido feito;
    3. Nesta parte do texto explique como você fez o trabalho, os métodos utilizados e outros detalhes pertinentes. Aqui é o espaço para informar o leitor qual foi a tipologia do seu trabalho: estudo de caso, pesquisa qualitativa, pesquisa quantitativa ou experimento
    4. Indique ao leitor quais foram os resultados mais significativos que os seus estudos apontaram, tanto positivos, quanto negativos (se houverem), com texto objetivo e sucinto, sempre com o intuito de atrair o leitor para ler seu trabalho;
    5. Ao fim do texto apresente uma breve conclusão sobre as aprendizagens do seu trabalho e o que a pesquisa agregou à sua vida profissional e por que não, pessoal. Mencione a contribuição do seu trabalho como ferramenta de entendimento do objeto estudado em seu TCC.
    exemplo abstract em inglês
    Exemplo de um abstract em inglês

    Abstract em outras línguas

    As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos orientam que o abstract deve sempre ser feito em língua portuguesa e pode se chamar também de resumo.

    De acordo com a variação do trabalho (Monografia, Dissertação ou Tese), o abstract pode ser escrito em língua estrangeira além da Língua portuguesa, que é a padrão.

    Nestes casos, o texto é o mesmo que o escrito na língua vernácula, porém, traduzido para a referida língua estrangeira. Os tipos de resumo ou abstract variam de acordo com a língua utilizada:

    • Inglês (ABSTRACT);
    • Francês (RÈSUMÉ);
    • Espanhol (RESÙMEN).

    Se você apresenta domínio de alguma destas línguas pode fazer a tradução sozinho.

    Caso não fale nenhuma delas, contrate alguém com domínio para que realize a tradução do seu resumo, não confie exclusivamente em tradutores mecânicos, pois o texto deve ter a mesma qualidade de escrita que o resumo em português.

    Traduções exclusivamente mecânicas tendem a apresentam severos erros de regência, concordância verbal e nominal e isso pode comprometer a qualidade do seu trabalho, portanto, invista em um tradutor qualificado.

    exemplo résumé francês
    exemplo resumen tcc espanhol

    Redigindo o Abstract do TCC nas normas ABNT

    • O resumo deve ter um número máximo de palavras, variando num mínimo de 100 palavras e 500 no máximo, dependendo do tipo de trabalho e de exigências específicas de cada instituição;
    • Elabore o texto em um único parágrafo, independente do número de palavras;
    • Redija o texto utilizando a terceira pessoa do singular, com verbo na voz ativa;
    • Não use citações e referências bibliográficas;
    • Tanto o resumo em português quanto em língua estrangeiro é obrigatório ao final elencar palavras-chave, sempre separadas por ponto e vírgula. Terão que ser no mínimo três palavras-chave e no máximo cinco;
    • O resumo deve ser escrito ao término do trabalho, já que faz um apanhado de todos os capítulos e considerações relevantes da sua pesquisa;
    • As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos também orienta que o resumo não ultrapasse o tamanho de uma lauda;
    • Faça sempre em páginas separadas: uma página será a do resumo (língua portuguesa) e na página seguinte o abstract (quando for em língua inglesa) ou o resúmen ou rèsumé (se a língua escolhida for espanhol ou francês).
    abstract nas normas ABNT

    Erros comuns ao escrever o Abstract do TCC

    Já falamos anteriormente sobre o que é o abstract do TCC, um resumo do seu trabalho para atrair o leitor a conhecer sua pesquisa.

    Então ao escrever o Abstract do TCC não confunda-o com outras seções do trabalho.

    Muitos acadêmicos utilizam a função do abstract de maneira errônea, criando um texto que oferece uma prévia do trabalho, tornando obsoleta a função da Introdução.

    No abstract também não devem ser incluídos pensadores e citações, ou embasamentos teóricos de quaisquer espécies, pois isto é utilizado no desenvolvimento do TCC.

    Ao fazer o fechamento do resumo, lembre-se também de não colocar todos os dados e conclusões, deixe a “cereja do bolo” para as considerações finais.

    Não reproduza de forma integral no resumo frases do corpo do texto, sempre faça paráfrase.

    Evite expor de maneira muito detalhada os métodos e tabulações de dados, isto também será abordado no corpo do texto.

    LEMBRE-SE!

    Uma dica importante que vale para todo o texto do abstract: você deve SIM chamar o leitor para seu texto, empregando uma linguagem atrativa, mas NÃO expor todos os dados do seu trabalho, senão todas  as pessoas leriam somente o resumo não é mesmo?

    Foque em expor as características mais importantes do trabalho de maneira genérica.

    Essas dicas lhe auxiliaram?

    Então veja em nosso site, muitas outras informações para o seu TCC, desde sugestões de temas até normas da ABNT. Corre lá!

  • Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    Como elaborar um sumário perfeito para um TCC?

    Sumário representa a enumeração do trabalho. Desta forma, corresponde a capítulos, seções, bem como todas as outras divisões. Essa parte do trabalho também deve seguir as normas da ABNT.

    exemplo de sumário abnt

    Regras e normas

    A fundamentação para esse tipo de Norma da ABNT NBR 6027: 2003, correspondente as normas da ABNT para trabalhos. É importante fazer antes a diferença entre modelo de sumário para índice. O último é um elemento opcional.

    Diferentemente do modelo de sumário, portanto, pode ser colocado ou não. No caso de ser colocado, deve ser feito de uma forma detalhada, em ordem alfabética. Outro aspecto que diferencia o modelo de sumário do índice é que o índice deve ser colocado no final do trabalho, enquanto sumário deve ser colocado na parte inicial.

    Sumário refere-se ao conteúdo, com algumas regras específicas que estão relacionadas. Desta forma, conforme as normas da ABNT, a palavra sumário deve estar sempre centralizada,  em letras maiúsculas,  em negrito. Deve-se estar atento também com relação ao espaçamento, que deve ser de 1,5.

    O corpo do sumário se refere ao indicativo do número da seção, bem como o nome da sessão, além da página relacionada ao texto, que também deve estar indicada.

    É importante estar atento a ambas as partes. Desta forma, se o título de introdução estiver em letra maiúscula e em negrito, também deve estar assim no sumário.

    Em todas as entrelinhas deve ser exatamente igual ao espaçamento utilizado no texto, qual seja 1,5.

    No centro dos aspectos vinculados à introdução, a metodologia utilizada no trabalho e a referência teórica também conhecido como referencial teórico.

    Além disso, o cronograma do TCC também deve ser colocado nesse espaço. Espaço para gráficos de anexo também podem ser colocados nesse local, assim como –  claro – todos os outros elementos relacionados aos capítulos referentes a desenvolvimento e as considerações finais.

    Apesar dê as vezes ser menosprezado pelos alunos, o sumário é bastante importantemente. Muitas vezes, a porta de entrada da análise de um trabalho monográfico.

    Todo artigo ou TCC que se preze deve ter um sumário de qualidade, conforme as normas da ABNT para trabalhos. O objetivo é que ele seja um evento que apresente adequadamente tudo que se refere ao texto. Além de sumário, veja outras dicas, como normas de ABNT – aprenda a fazer dedicatória.

    exemplo de sumário tcc

    Momento ideal para realização do sumário

    Importante estar atento para o momento ideal para a utilização desse tipo de item. Isso porque no caso do sumário, é muito importante deixar que ele seja feito no final.

    Desta forma, o aluno não comete erros e contempla todos os elementos do texto, de acordo com as normas da ABNT para trabalhos. É importante ter um sumário de qualidade após ter feito toda a parte escrita.

    Afinal, fazendo um trabalho de sumário no fim, em qualquer momento pode-se adicionar qualquer tema, afetando a numeração e a organização do seu sumário.

    É importante também levar em consideração que o trabalho só pode ser feito com o sumário realizado após as normas da ABNT para trabalhos também terem sido aplicadas. Isso porque as mesmas afetam dramaticamente todos os elementos do trabalho, bem como a numeração e outros aspectos.

    Ainda no que se refere ao sumário, é importante estar atento ao sumário automaticamente realizado pelo editor de texto Word. Muitos apontam por ele não ser o ideal.

    O ideal é que ele seja realizado de maneira manual, mesmo. É importante também levar em consideração que, ao ser realizado de maneira manual você pode ficar mais atento a fazer uma revisão do seu próprio trabalho.

    Realizado automaticamente pelo Word sem conferir os capítulos, sem a numeração de acordo com a sequência descrita no sumário, se torna muito mais fácil de cometer erros que podem ser bastante graves dentro de uma análise e de uma avaliação de um trabalho nas normas da ABNT.

    Atenção ao trabalho nas normas da ABNT (e de sua universidade).

    Às vezes é um pouco difícil compreender, mas, de fato, se faz necessário observar a referência a ABNT e todas as regras monográficas.

    Sempre importante realizar um trabalho nas normas da ABNT, monográfico, com o planejamento adequado. Realizar uma monografia é mais fácil do que parece ter ter é importante apenas estar atento e observar.

    Uma regra muito importante no que se refere ao sumário de monografia é observar quais são os modelos utilizados dentro das Universidades. Cada situação de ensino possui alguns tipos de detalhes específicos.

    É importante observar atividades monográficas realizadas por esses alunos que já estiveram na mesma situação e fizeram o trabalho, com o objetivo de poder compreender adequadamente a respeito de todos os detalhes relacionados ao trabalho.

    Dessa forma,  a banca não vai poder notar qualquer diferença, ao fazer igual a ABNT, seguindo as regras dos outros que foram feitos.

    Apesar de que o trabalho de monografia do sumário deve ser feito após a monografia já ter sido realizada, as anotações podem ser feitas ao longo do trabalho, para poder facilitar e organizar. Um sumário manual e manuscrito é sempre útil.

    Algumas pessoas estão utilizando o sumário automático do word com objetivo de fazer com que tudo funcione. Caso você prefira fazer assim, veja:

    Deve acessar o ícone referências, na parte superior da página. A seguir, você deve clicar no ícone sumário, que fica visualmente na parte superior. Depois, deve escolher por inserir sumário.

    Para que essa ferramenta não cometa erros, muito importante que você presta atenção em todos os detalhes referentes ao estilo do texto e outros aspectos.

    A norma oficial da ABNT com relação ao sumário é a seguinte: A enumeração das divisões, seções e outras partes a publicação, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede, deve ser feita.

    sumário TCC nas normas ABNT

    Objetivo do sumário

    O objetivo do sumário é oferecer um breve resumo para a pessoa que está lendo a atividade monográfica, no sentido de saber se o tema que ela está buscando está contemplado na atividade.

    Muitas pessoas, principalmente os pesquisadores, utilizam sumário com esse objetivo, de saber se aquele tipo de tema que pode ser utilizado no futuro em uma própria publicação está ali.

    Por isso, é muito importante que você apresente no sumário aquilo que está presente na sua atividade monográfica. Por isso, é muito importante prestar atenção nos títulos que você escolhe, para todos os elementos do seu trabalho conforme as normas da ABNT.

    Quanto a localização, o sumário se localiza após a capa, folha de rosto, folha de aprovação e antes do primeiro capítulo. A sua localização não pode ser alterada. Todos os elementos do sumário devem ser alinhados de uma maneira totalmente igual aos outros elementos do texto.

    O Projeto acadêmico faz tudo por você, veja mais normas da ABNT e confira também como fazer para estabelecer os agradecimentos.

     
    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento

    Contenu Produção Criativa

  • Veja o que é Epígrafe no TCC, como e quando usar de forma correta seguindo a ABNT

    Veja o que é Epígrafe no TCC, como e quando usar de forma correta seguindo a ABNT

    Aprenda a fazer epígrafes para trabalhos acadêmicos e entenda sua importância para um trabalho monográfico.

    A epígrafe é um elemento integrante de alguns tipos de trabalhos monográficos. No entanto, não é necessário utilizar o termo “epígrafe”, na parte superior do texto. Caso escolha, é necessário respeitar a formatação.

    A epígrafe serve como inspiração, como o caminho pelo qual o texto de alguma forma percorreu. No entanto, não necessariamente se faz preciso que esse tipo de relação exista – entre o texto e a epígrafe. Falaremos mais disso, abaixo.

    Significado: Epígrafe significa inscrição, frase gravada. Na prática, em uma atividade monográfica, refere-se a citação de alguém, um autor relevante para que a produção acadêmica pudesse ser feita adequadamente.

    mesa rosa com notebook e objetos de estudo

    Para que serve

    Apesar de a epígrafe não servir para fazer, nunca, as a atividade monográfica seja avaliada, ela pode indicar algum tipo de caminho percorrido pelo autor.

    Desta forma, a principal serventia da epígrafe é ilustrar, por meio de alguma frase simbólica, a maneira pela qual o autor pôde se inspirar e reunir forças para realizar o texto.

    Localização da epígrafe e relação com o tema

    Importante utilizar uma epígrafe que tenha conexão com o tema a ser abordado no trabalho de conclusão de curso. Desta forma, o pesquisador mostra um conhecimento um pouco maior, abrindo o seu horizonte bibliográfico mas mantendo conexão com o tema.

    Apesar de a epígrafe ser importante, é claro que uma epígrafe não muito bem escolhida não vai significar nada grave na avaliação do seu trabalho bibliográfico.

    Mesmo assim, esse tipo de atividade não pode ser também desprezada. Claro que não pode ser utilizado de maneira jocosa ou com o intuito de brincar com o trabalho. Seria arriscar desnecessariamente a sua avaliação.

    Em todo caso, é justo dizer que um trabalho de conclusão de curso exige material sério e que deve ser explorado de uma maneira correta e com profissionalismo.

    Levar em consideração o fato de que a epígrafe pode ser uma porta de entrada para uma avaliação ruim do seu trabalho é um exagero. Isso quer dizer que o avaliador vai julgar o seu trabalho por uma epígrafe. Mas excessos podem ser evitados.

    exemplo de epígrafe

    Localização da epígrafe e formatação

    Com relação a localização da epígrafe, ela pode ser colocada no início da obra ou no início de cada capítulo. No caso de ser no início de cada capítulo, você deve escolher um modelo de epígrafe diferente para cada um dos capítulo, com o objetivo de evitar com que essa epígrafe se torne uma frase repetitiva para o leitor.

    O ideal é utilizar esse espaço do modelo de epígrafe para alguma frase inspiradora e que gere uma sensação de bom humor, sendo um estímulo para quem vai realizar a leitura do texto.

    Em todo caso, é sempre importante contar com o bom senso para fazer uma epígrafe adequada. É importante ainda haver um casamento entre o tema e a epígrafe.

    Uma sugestão interessante é não utilizar nenhum autor que foi utilizado ao longo da pesquisa, para a utilização da epígrafe. Desta forma, vai se mostrar um maior interesse em fazer uma pesquisa e também uma diversificação das fontes bibliográficas, ao fazer uma citação de um autor que não faz parte da pesquisa para o conteúdo do texto.

    É um sinal interessante de que o autor está determinado a enriquecer a cultura de seus leitores.

    Evidentemente, é importante considerar o fato de que uma epígrafe por si só, a não ser que seja feita com o interesse de gerar algum tipo de ânimo de ridicularizar ou de tornar alguém inferior, não vai fazer com que o seu trabalho acadêmico passe a sofrer qualquer tipo de análise negativa.

    A epígrafe é uma espécie de efeméride do trabalho de conclusão de curso. Não será objeto obrigatório. Oferece um estilo a mais e busca fazer com que a sua obra se torne inspiradora para que outras pessoas também façam trabalhos de conclusão de curso no futuro e tenham bons resultados.

    Exemplos de epígrafe

    Confira alguns textos que podem ser utilizados como modelo de epígrafe para o seu trabalho de conclusão de curso.

    Conquistando a felicidade
    Paulo Coelho
    “A felicidade às vezes é uma benção, mas geralmente é uma conquista”.
    Autorretrato
    Charlie Chaplin
    “conhecer o homem: esta é a base de todo sucesso”.
    Medindo admirações
    Salvador Dalí
    “O Termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes”.
    O valor
    Albert Einstein
    “Procure ser um homem de valor em vez de ser um homem de sucesso”.
    epígrafe formatação ABNT

    Dicas e ABNT

    É importante estar atento para o fato de existir uma certa dificuldade nos trabalho de conclusão de curso com relação à obrigatoriedade ou não da epígrafe. Cabe a você conversar com seu orientador se o seu caso pode ou não usar a epígrafe.

    Nem todas as pessoas sabem, mas a epígrafe é um elemento opcional, ela pode ser colocada ou não. Cada estudante escolhe o que acontece, de acordo com o que se identifica. Você deve escolher a frase e, a seguir, fazer a sua referência.

    Epígrafe para TCC tem o seguinte significado: serve como uma inspiração, porque o seu objetivo é apresentar a monografia, de alguma forma, sob um ponto de vista cultural. Ou seja, o autor escolhe a frase de acordo com a sua preferência para poder colocar na monografia.

    No que se refere a localização da epígrafe no trabalho monográfico, esse tipo de escolha, por assim dizer, pode ser colocada tanto no começo como no final da monografia.

    No que se refere a ABNT, a folha de epígrafe pode ser colocada com o seu nome, epígrafe. Caso ela seja escrita, o ideal é que seja utilizado como fonte Arial, 14, negrito.

    Com relação a frase escolhida, ela deve ser colocada do lado direito com fonte Arial, tamanho 12, justificado e com espaçamento simples.

    Existem vários exemplos de frases que podem ser utilizadas para esse tipo de epígrafe. A frase pode ter relação com o tema da atividade monográfica ou não. Como ressaltamos, o ideal é que esteja.

    O Projeto Acadêmico te auxilia a conquistar seu espaço no universo da academia.

    Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus

    Contenu Produção Criativa