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  • Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    Materiais e Métodos do Trabalho Acadêmico: exemplos e nossas dicas

    No mundo acadêmico as regras que conduzem a criação de um trabalho devem ser de conhecimento geral, e aplicadas conforme as determinações das instituições de ensino. Uma dessas aplicações é na forma de escrever Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico. Para fazer isso, não existe uma “receita” para ser seguida, pois, as regras são flexíveis e partem de cada instituição, cidade ou região, além do conhecimento de mundo adquirido pelo estudante ao longo de sua vida. Entenda mais sobre a Metodologia do TCC, veja como fazer e os tipos existentes

    Neste post, vamos falar como escrever a seção Materiais e Métodos em seu trabalho acadêmico de uma forma simples e aplicável. Aconselhamos que você esteja ciente das regras de produção de trabalhos acadêmicos cobradas pela instituição de ensino onde você esteja cursando. A princípio, as dicas que serão mostradas a você são para elaboração de Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos na área de Ciências Experimentais. Porém, você pode sim se basear no método que lhe ensinaremos e explorá-lo em outras áreas. Veja tudo isso a seguir!

    Banner Materiais e Métodos

    Por que planejar Materiais e Métodos?

    O planejamento é a mãe da eficiência na elaboração de um projeto acadêmico. No mundo acadêmico, o planejamento é essencial para saber elaborar e fundamentar um trabalho de suma importância, como a descoberta de um novo tipo de tratamento, a elaboração de uma nova proposta de ensino, dentre outros.

    Planejar Materiais e Métodos em uma pesquisa, por exemplo, oferece a chance de detalhar tudo que será explorado nesta pesquisa. A relevância do que deve ser pesquisado, onde, quem são os autores que têm a oferecer sobre o assunto abordado, além de muitos outros pontos que irão maximizar o potencial da pesquisa. Possuir um Material e Método bem estruturado e escrito em um projeto de pesquisa, com certeza é um grande passo para a finalização do trabalho.

    Em um trabalho acadêmico, é fundamental utilizar esta seção para tirar dúvidas sobre os resultados finais do trabalho e para a replicabilidade do mesmo. Um exemplo da importância da seção Materiais e Métodos em um trabalho acadêmico, pode ser explicado a partir do seguinte exemplo:

    Imagine que você, ao decorrer de uma pesquisa voltada para o seu trabalho acadêmico, acabou formulando uma pergunta muito importante para deixar de lado. Ao pesquisar mais para sanar essa indagação, ficou constatado que não existe nada na literatura sobre isso, e devido a isso, você resolveu criar uma hipótese com uma pesquisa bem elaborada para por em teste sua hipótese sobre tal indagação. Neste caso, a resposta que você obteve com seu trabalho (os resultados obtidos com sua pesquisa em especial), só serão aceitos pela comunidade científica se outros pesquisadores conseguirem os mesmos resultados com seus métodos experimentais.

    Para que os outros pesquisadores de sua área consigam entender com exatidão como sua pesquisa foi realizada, é necessário que o Material e Método estejam bem identificados em seu trabalho. Com os dados da seção Material e Métodos, outros pesquisadores poderão replicar sua pesquisa nos detalhes intrínsecos de sua elaboração. Além disso, o interlocutor em geral poderá compreender melhor seu trabalho, podendo observar os métodos que foram explorados para tal observação.

    Modelos prontos e exemplos de materiais e métodos de trabalhos

    Como escrever a seção Material e Métodos?

    De acordo com Gilson Volpato, um dos mais renomados especialistas na elaboração de redação científica, é recomendado fazer a divisão de Materiais e Métodos em quatro partes:

    1. Objeto de estudo (descrição do sujeito): Nesta primeira parte, é importante apontar a procedência em estudos envolvendo animais e organismos vivos, mostrando as características e as procedências dos critérios utilizados, como a inclusão e a exclusão utilizada na composição de uma amostragem, por exemplo. Os estudos que forem realizados a campo, devem mostrar a localização exata do local onde a pesquisa foi realizada, as características do lugar ou lugares.
    2. Descreva o tipo de pesquisa: Saber indicar o tipo de pesquisa, o estudo realizado, os tratamentos que foram utilizados, o delineamento da pesquisa, quais estratégias foram utilizadas para uma composição dos tratamentos, quais foram as amostras, o tamanho das amostras, número de repetições, dentre outros pontos nesta linha, é extremamente importante. As questões éticas, caso elas sejam necessárias de serem citadas, também devem ser informadas.
    3. Especifique o procedimento: Nesta terceira etapa da estruturação dos Materiais e Métodos, é importante fazer uma descrição, de preferência, seguindo uma ordem cronológica, apontando os procedimentos utilizados na pesquisa, a forma como as coisas foram manejadas, o controle das condições sobre o experimento, quais as técnicas foram utilizadas, a forma como tudo foi avaliado, e todas as variáveis observáveis deverão ser analisadas.
    4. Dados analisados: E por falar em análise, todos os dados relacionados com a estatística utilizados na elaboração da pesquisa, devem ser analisados. Analisar a homocedasticidade, a normalidade, a variância, comparando com indicadores, dentre outros. É sempre importante que a análise de dados tenha outros dados como referência baseado em teses.
    Fonte: UNIVESP

    Detalhes importantes sobre Materiais e Métodos em trabalhos acadêmicos

    Além do que já foi dito até aqui, é importante prezar por detalhes minuciosos sobre a elaboração da seção Materiais e Métodos, porém, sem exagerar em detalhes que podem ser descartados para não gerar um excesso de informações. Isso pode ser evitado ao não detalhar métodos já consagrados pelos pesquisadores, buscando refinar sua explicação para os pontos específicos.

    Também é essencial manter a citação de autoria descrita no procedimento do próprio trabalho. Isso garante a replicabilidade do trabalho. Ainda que seja muito comum em algumas áreas, é exigido em alguns periódicos uma descrição exata do software utilizado para o levantamento estatística em uma ou mais etapas. Isso tem sido discutido por diversos pesquisadores, pois, é importante saber se os cálculos realizados foram feitos com a utilização do Excel, no papel, ou outro programa foi utilizado. Portanto, é extremamente necessário que você se concentre nas dicas que foram mostradas neste post para elaborar a secção Materiais e Métodos. É claro, se aprofunde no assunto e veja o que os autores renomados têm a ensinar sobre a criação de Materiais e Métodos. Não hesite em pesquisar no Google Acadêmico, Scielo e em sites ou blogs dedicados aos fundamentos do mundo acadêmico.

  • Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    Webgrafia: entenda o que é, como fazer e exemplos de referência

    A língua portuguesa tem como uma de suas principais características a construção de recursos que constituem as regras para a expressão da comunicação escrita. Uma das principais características destas regras são a utilização de palavras, de termos, significados, referências, além da importação de termos. Um destes termos importados (estrangeirismo na língua) é a Webgrafia, que somam as palavras “web” + “grafia”. Como fazer Referência Bibliográfica de Site: normas ABNT, TCC e exemplos

    Neste post, vamos falar sobre webgrafia, mostrando o que significa, como ela é utilizada, quais são as regras para a utilização da webgrafia, além de outras curiosidades sobre o assunto. Conheça a relação entre bibliografia e webgrafia em um trabalho acadêmico ou científico. Veja tudo isso a seguir!

    O que é Webgrafia?

    A webgrafia é um termo importado do estrangeiro, onde a contração das palavras “web” + “grafia” forma essa palavra. De uma forma mais específica, webgrafia é a indicação de listas URL de onde partiram informações de pesquisa para a elaboração de um trabalho acadêmico ou científico. Imagine a webgrafia como uma descrição exata de onde foram retiradas as fontes de pesquisa utilizadas em um trabalho, apontando exatamente o endereço eletrônico com a URL completa. Esse será o link que aparecerá na bibliografia do trabalho.

    Essa são informações extremamente relevantes para a validação de um trabalho, pois, a fonte de um determinado conteúdo utilizado para a elaboração de uma pesquisa, é fundamental para mostrar de onde vieram tais ideias, mas, principalmente, por questões de plágio. Se um pesquisador utiliza uma fonte de pesquisa baseada em um site na internet, isso deverá ser mencionado na web/descrição das fontes retiradas da internet. Essa descrição é parte da webgrafia, incluída na bibliografia.

    Fonte: TV Êxito

    Internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico

    Atualmente, existe uma tendência muito grande entre os estudantes em utilizar a internet como fonte de pesquisa para a maioria dos questionamentos. Não importa qual seja a área de estudo, acadêmicos, pesquisadores, estudiosos, estudantes do ensino fundamental e médio, pessoas comuns, podem recorrer a internet como uma das fontes mais ricas sobre qualquer assunto.

    É muito provável que você esteja lendo este artigo devido a necessidade de saber mais sobre o assunto, e acabou se deparando com este conteúdo. Mas além deste conteúdo, existem outros que abordam esse assunto. Essa diversidade de fontes para a elaboração de uma pesquisa é o que mais cativa as pessoas no dia de hoje. Isso sem contar a praticidade de poder fazer uma pesquisa sem ter que sair de casa. A facilidade de pesquisar algo na internet atrai muitos estudantes e serve como fonte de pesquisa para muitas monografias e TCCs.

    Mas, nesse universo de informações disponíveis a um clique, é extremamente necessário saber selecionar as informações que irão servir de base para esses trabalhos. Elas devem ser checadas e seus dados devem ser cruzados com outras fontes confiáveis, como a literatura, os artigos científicos, periódicos, dentre outras fontes não refutáveis. Utilizar a internet como fonte de pesquisa não é ruim, e não pode ser um método de pesquisa marginalizado. Pelo contrário, as informações na internet podem ser encontradas com facilidade, e são informações democratizadas.

    A democratização das informações sobre diversas áreas do conhecimento é uma das maiores revoluções neste contexto. Entretanto, é necessário filtrar o máximo possível quando o assunto é extrair um dado de um site para difundi-lo em um trabalho de grande importância. Além disso, a facilidade de encontrar as informações para uma indagação, estimula muitos estudantes a simplesmente cortar e colar os dados coletados. Isso acarreta no plágio e em outras complicações que podem prejudicar a reputação do estudante.

    Portanto, ao utilizar a internet como fonte de pesquisa para o trabalho acadêmico, é fundamental que as fontes pesquisadas sejam de dados sucintos, com informações relevantes e confiáveis. Procure associar o uso da internet e de sites confiáveis com obras sobre o assunto que você está pesquisando. A utilização da bibliografia permite que o leitor identifique quais foram as fontes para a elaboração de um trabalho. A idoneidade do site e quem são os autores dos conteúdos extraídos, devem ser verdadeiras, pois, elas irão sustentar a fundamentação em um trabalho importante.

    Relação da Webgrafia e da Bibliografia

    Para todas as produções escritas, é necessário ter conhecimento sobre as fontes utilizadas para a elaboração de um novo conteúdo. Essas são as referências sobre o assunto, que permitiram a elaboração de mais conteúdo e conhecimento sobre o que está sendo abordado. Esse novo conteúdo gerado, deve possuir as chamadas referências bibliográficas. A bibliografia encontrada na parte pós-textual de um trabalho acadêmico é analisada de perto pelos profissionais responsáveis pela validação de um conteúdo importante.

    Por isso e muitas outras razões, é fundamental o próprio estudante não deixar essa responsabilidade nas mãos dos seus examinadores, pois, informações refutáveis, sem confiança, irão derrubar a credibilidade de um trabalho e a nota do estudante. A bibliografia é a informação das fontes que foram utilizadas para o estudo, podendo ser livros, jornais, revistas, a internet, dentre outros. Quando nos referimos a fontes retiradas da internet, a palavra webgrafia se torna algo comum. Aprenda como fazer Referência de Site no seu TCC nas normas ABNT

    Quando vamos fazer uma referência bibliográfica de várias fontes de pesquisa retiradas da internet, o mais recomendado é a utilização de uma página dedicada, que ficou consagrada com o nome de webgrafia. Nesta página dedicada, devem ser incluídas as referências dos endereços dos sites que forma pesquisados, podendo optar pelo uso de diversos sites como fonte de pesquisas, e todos eles deverão ser incluídos na webgrafia.

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) lançaram a NBR 6023 para especificar a forma como as referências devem ser incluídas em trabalhos no âmbito acadêmico. Essa importante normativa deixa bem claro como as informações sobre as referências devem ser apresentadas.

    exemplos de referência bibliográfica e webgrafia

    Webgrafia em uma monografia + Exemplo

    Em uma monografia, a referência da fonte retirada da web deve conter o sobrenome do autor em letras maiúsculas, seguido de uma vírgula e o nome do autor. O título do artigo deverá aparecer entre aspas e com um ponto final. Também deverá aparecer o prefixo latino “in” e a localização de onde foi retirada a informação. Bom, para ficar mais fácil, veja um exemplo prático:

    SANTANA, Renato. “O valor da informação democratizada na internet”. In: Ciência da Informação, São Paulo, v. 26, n 3, 1999. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 17 de julho de 2009.

  • Veja Como Fazer uma Resenha Crítica Incrível

    Veja Como Fazer uma Resenha Crítica Incrível

    Fazer o texto da resenha crítica não envolve grandes mistérios. Prossiga lendo este artigo que você perceberá que é mais fácil do que imagina.

    A resenha crítica é algo muito solicitado e comum no dia a dia dos acadêmicos, mas muitas vezes gera dúvidas sobre sua elaboração. Este artigo visa auxiliar você a elaborar a resenha crítica com maestria.

    Como fazer resenha crítica segundo as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos?

    As normas da ABNT sempre visam criar diretrizes padronizadas para as mais variadas funções e também produtos e serviços.

    Com textos acadêmicos não seria diferente não é mesmo?

    O texto da resenha crítica também deve seguir as normas propostas por esta entidade, de forma a facilitar a vida do acadêmico e também de quem lê ou corrige e orienta estes trabalhos.

    O primeiro passo para elaborar a resenha crítica corretamente é saber diferenciá-la de outra tipologia textual muito parecida, o resumo crítico.

    modelo de resenha UFF

    Diferenças entre Resenha crítica e Resumo crítico

    Ao elaborar a resenha crítica, precisa-se ter em  mente que ela não é igual ao resumo crítico, apesar de ambos possuírem características parecidas. Resenha crítica e resumo crítico são irmãos, mas não gêmeos! Ficou claro?

    Vamos a eles:

    Resenha:

    É um texto elaborado com o intuito de apresentar ou mesmo descrever um produto, uma obra literária ou científica, dando um parecer favorável ou não a ele.

    Além destas opções, você pode fazer uma resenha sobre os mais diversos itens: eventos, músicas, filmes, restaurantes, aquilo que desejar. Os tipos de resenha são subdivididos em:

    1. Resenha descritiva;
    2. Resenha crítica, o objeto do nosso artigo.

    Resumo:

    Esta tipologia de texto pretende em seu conteúdo elaborar uma síntese das ideias principais e das ideias secundárias de um outro texto base, ou mesmo rememorar passagens que o autor do resumo julgar relevantes. Classificam-se em três tipos:

    1. Resumo descritivo ou indicativo;
    2. Resumo analítico ou informativo;
    3. Resumo crítico.

    Fácil diferenciá-las não é mesmo? Agora que você distinguiu corretamente resenha crítica e resumo crítico, passemos agora para as dicas de elaboração da primeira.

    Criando o texto da resenha crítica

    As resenhas críticas são um dos tipos de trabalhos acadêmicos mais solicitados pelos professores. Porém, apesar de ser tão difundida no meio acadêmico, é comum ver pessoas com dúvidas quanto à sua elaboração, já que muitos profissionais da educação tem dificuldades em explicar corretamente do que se trata.

    Ao elaborar a resenha crítica, tenha em mente que é um texto em forma de síntese cujo objetivo central é expressar a opinião do autor. O texto da resenha crítica deve ser um guia para o leitor, pormenorizando para ele se o objeto da resenha é digno de leitura, uso ou visitação, de acordo com o objeto analisado na resenha.

    Sendo um texto sintético ou resumido, como preferir chamar, a resenha deve ir direto ao ponto chave, discorrendo no texto algumas passagens passíveis e relevantes de descrição, com momentos em que o autor aplica sua opinião, de forma concisa e direta.. Se você conseguir conseguir equilibrar de forma satisfatória esses dois contrapontos sua resenha ficará perfeita.

    As normas da ABNT para trabalhos acadêmicos sempre orienta que apesar de ser um gênero textual direto e breve, ao se pensar em como fazer uma resenha crítica não se pode pecar pela superficialidade do texto. A resenha precisa apresentar ao leitor as características do objeto resenhado, independente de serem negativas ou positivas.

    Use de argumentos quando for necessário e nunca (nunca mesmo) se utilize de expressões coloquiais em primeira pessoa (“Eu”), já que os textos científicos devem ser sempre escritos na terceira pessoa, de forma impessoal, mesmo que a resenha esteja dando um parecer pessoal seu.

    modelo de resenha critica

    Modelos e exemplos de resenha crítica

    Características imprescindíveis no texto da resenha crítica

    Tanto a resenha crítica e resumo crítico, ou qualquer outro texto acadêmico que seja escrito dentro das normas ABNT para trabalhos acadêmicos, deve possuir linguagem simples (mas não coloquial), clareza nas definições, coesão e coerência, vocabulário preciso e sem redundâncias, objetividade e impessoalidade, conforme dito acima.

    Uma resenha crítica baseia nos seguintes pilares: imparcialidade, cientificidade, essencialidade.

    O texto da resenha crítica deve sempre ser pautado na imparcialidade, sem exageros apaixonados (eu amei, eu odiei), o resenhista deve ser um juiz neutro, mostrando os aspectos positivos e os negativos também.

    A cientificidade também é importantíssima, já que todo trabalho acadêmico deve ter cunho científico, observando a objetividade e impessoalidade, conforme normatiza a ABNT.

    A essencialidade prima por expor apenas o que é relevante sobre o objeto da resenha, poupando o leitor de detalhes desnecessários ou pormenores pouco relevantes.

    Passos para elaborar a resenha crítica perfeita!

    Inicie identificando a obra, incluindo dados bibliográficos ou que sejam importantes sobre o objeto da resenha. Após, situe o leitor, descrevendo o panorama geral resumidamente do conteúdo, descrevendo a estrutura: em quantos capítulos a obra se divide, qual o foco narrativo, número de páginas, etc…

    Use de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto ou a obra que gerou a resenha, analisando de forma crítica ao final, argumentando, comparando e explicando o por que da opinião que você teve. Use de senso crítico e ponderação nesta parte.

    Faça uma recomendação da obra de acordo com o público alvo para quem ela é dirigida, se a obra é relevante e útil e para qual grupo social ela é importante ser lida.

    Fale sobre o autor da obra resenhada de maneira breve, dados sobre a vida deste e obras relevantes escritas, e finalize com a sua identificação, por exemplo: HELOÍSA NEVES SILVEIRA, Acadêmica do Curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    Dicas para o texto da resenha crítica

    Ao ler a obra, analisar o filme ou evento, enfim, o objeto a ser resenhado, lembre-se de sublinhar, anotar pontos, reler ou rever o livro ou a obra, estabelecer esquemas e mapas conceituais do conteúdo, de forma a selecionar as informações mais relevantes e importantes para sua resenha.

    Se necessário, pesquise outras fontes que embasam sua opinião e suas considerações sobre a obra.

    Sobre o tamanho da resenha, a ABNT não prevê uma regra quanto ao número de parágrafos, porém, evite uma resenha com tamanho inferior a 2 páginas, principalmente se for uma resenha de nível universitário. O tamanho também varia de acordo com o material resenhado.

    Cuide para não expor todo o conteúdo do livro, a resenha crítica deve apenas dar uma ideia sobre a obra, de forma que o leitor sinta-se ou não impelido a lê-la, já que a resenha funciona como um guia para selecionar se um conteúdo é relevante para quem está lendo a resenha.

    Percebeu como é fácil? Nada de dores de cabeça para elaborar sua resenha crítica. E sempre que você precisar de orientações sobre textos, TCC e outros assuntos, acesse o Projeto Acadêmico.

  • Como começar um Relatório: estrutura, palavras e 5 dicas

    Como começar um Relatório: estrutura, palavras e 5 dicas

    A elaboração de relatórios é algo bastante cobrada por diversas instituições de ensino no âmbito acadêmico, principalmente nas áreas de formação que mais exigem esse tipo de trabalho como administração, áreas científicas, saúde, entre outras. Sendo assim, se você terá que passar por essa etapa, é fundamental aprender a elaborar um relatório completo.

    Neste post, explicaremos em detalhes como começar um relatório. Veja também várias dicas para fazer um relatório do zero, seguindo instruções padrões para relatórios e métodos que te ajudarão a elaborar esse conteúdo muito mais fácil. Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    banner relatório

    Como começar um relatório?

    Um relatório, seja ele de estágio, de experimentação científica ou de qualquer outra finalidade, não deve ser iniciado literalmente pelo “início”. Isso porque um relatório só deve ser elaborado após finalização do projeto. ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    Além disso, um relatório deve apresentar as seguintes características:

    • Deve apresentar apenas as informações necessárias, nunca informações ou dados desnecessários;
    • Não utilize palavras supérfluas, um relatório deve ser sucinto e apresentar informações completas;
    • Deve ser limpo, com leitura fácil e agradável de ler, lembre-se que o leitor quase sempre lerá o relatório por obrigação, então é interessante tornar essa leitura o mais agradável possível;
    • Deve apresentar todo o trabalho realizado ao longo do projeto, sem nenhuma omissão das condições do experimento, estágio, entre outras informações.

    Seguindo esse raciocínio, é necessário ainda seguir uma estrutura para ter um relatório completo. A estrutura é composta pelos seguintes itens:

    exemplo de como começar um relatório

    Estrutura do relatório

    Agora que você já sabe os itens obrigatórios na estrutura de um relatório, veja a seguir um resumo sobre cada um dos elementos dessa estrutura e como incluí-los no relatório.

    • Título: deve apresentar o assunto principal da atividade relatada no relatório. Dentro de um relatório, é possível incluir diversas informações, atividades e eventos relacionados. Porém, o título deve ser direcionado ao evento de maior ênfase.
    • Objetivo: muitas vezes há mais de um objetivo envolvido na elaboração do relatório. Independente de quantos objetivos há em um projeto, é preciso inserir essas informações no relatório. Além disso, os objetivos de um relatório devem ser informados utilizando um verbo no início da frase, como forma de definir claramente a razão pela qual a experiência foi desenvolvida. Por exemplo:Descobrir os efeitos dos raios solares nas plantas aquáticas“.
    • Introdução: deve apresentar os fundamentos teóricos de forma sucinta. Esse elemento não pode apresentar todas as informações do texto, lembre-se que é apenas uma introdução ao relatório. Por isso, a introdução deve conter apenas a ideia do relatório e os fundamentos teóricos que basearam e motivaram a elaboração do projeto.
    • Descrição das atividades: esse é um elemento que terá a descrição da atividade ou atividades detalhada de forma cronológica. Isso significa que você deverá organizar as atividades, caso existam mais de uma, considerando a ordem com que os fatos ocorreram ao longo da experimentação.
    • Resultados: neste momento, é importante inserir os resultados observados ao longo de cada atividade. Independente se o resultado era o esperado ou não, ele deve fazer parte do relatório.
    • Discussão: a interpretação dos resultados é tão importante quanto a obtenção dessas informações. Para isso, é preciso observar os resultados, analisar cada uma das informações coletadas e promover uma discussão sobre o assunto.
    • Conclusão: por fim, o conteúdo deverá ser concluído com base nas atividades realizadas e nos dados que foram obtidos ao longo do projeto.
    • Referências: o último elemento do relatório são as referências bibliográficas. Este item deverá aparecer ao final do relatório com todas as fontes consultadas e informações citadas ao longo do relatório.
    *Fonte: Prof. Kadu Landert

    5 dicas infalíveis para começar um relatório

    Considerando a estrutura de um relatório e todas as características deste tipo de conteúdo, reunimos 5 dicas infalíveis para começar um relatório. Veja a seguir quais são as 5 dicas e coloque elas em prática agora mesmo!

    1. Tenha um objetivo

    Um relatório só pode ser realizado se houver um objetivo por detrás do projeto relatado. Afinal, ninguém irá documentar informações, observar e coletar dados se não existir uma real razão para essa pesquisa.

    O objetivo pode ser um só ou vários. Por exemplo:Identificar os sinais apresentados pela contaminação cruzada em pessoas celíacas“, ou ainda “Descobrir o melhor método para ampliação da energia solar; descobrir formas de levar energia solar para comunidades carentes; detalhar opções de energia limpa que podem ser exploradas“.

    2. Anote todos os dados do projeto

    Tudo que for observado ao longo do projeto deve ser anotado, mesmo que a informação ou dado pareça não ter grande relevância. Ao final do projeto, os dados servirão como parâmetros para uma boa análise dos fatos.

    3. Conclua o projeto

    Não tente começar um relatório sem ter concluído o projeto. A conclusão do projeto é fundamental para iniciar as análises e comparações entre os resultados das atividades exercidas ao longo do projeto.

    4. Escreva o relatório

    Após ter analisado todas as informações e dados coletados, é hora de começar a colocar tudo isso no papel. Quando seu projeto já estiver finalizado, comece a incluir as informações seguindo a estrutura necessária para um bom relatório.

    Considere que a sua instituição de ensino poderá exigir uma estrutura diferente para a elaboração do seu relatório. Fique atento a esses detalhes e faça seu relatório com base nas exigências da sua instituição.

    Agora se a instituição não exige nenhuma estrutura em específico, considere o padrão que ensinamos anteriormente. Ele é válido e aceito pela maioria das instituições, principalmente para relatórios científicos.

    5. Revise seu relatório

    Depois de terminar toda a escrita do relatório, você deverá dedicar um tempo só para a revisão. De preferência, faça a revisão um dia depois de elaborar o conteúdo, pois, dessa forma conseguirá compreender melhor tudo que foi escrito por você.

    O ideal é que você revise mais de uma vez e considere em sua revisão aspectos como ortografia, gramática, dados informados, formatação, entre outros. O relatório deve apresentar começo, meio e fim.

    Ao fazer a revisão, tenha também o cuidado de tornar a leitura objetiva e menos cansativa possível. Leia cada frase mais de uma vez e veja se ela informa tudo que o leitor precisa saber de forma objetiva e clara.

  • Scielo Acadêmico: pesquisa de artigos científicos

    Scielo Acadêmico: pesquisa de artigos científicos

    Os artigos científicos já publicados são uma ferramenta de pesquisa essencial para quem está fazendo um trabalho acadêmico, como um artigo científico, monografia, tese, dissertação, dentre outros. Poder olhar em um artigo científico já publicado, principalmente se este artigo é de um autor de grande renome, facilita muito a argumentação bem fundamentada na criação de novas publicações do gênero. Mas, onde pesquisar estes artigos? Qual seria um lugar onde posso pesquisar artigos científicos em PDF com uma grande gama de opções de pesquisa?

    Neste post, vamos responder essas e outras perguntas, e mostrar para você como encontrar artigos científicos no Scielo Acadêmico. Veja como funciona o mecanismo de pesquisa do Scielo Artigos Científicos e como fazer uma busca por uma publicação em formato PDF. Entenda o que é Scielo Acadêmico e muito mais!

    Entre em: https://scielo.org/pt/

    home do Scielo

    O que é Scielo Acadêmico?

    Scielo é a sigla em inglês para “Electronic Library Online”, que em tradução direta para o português significa “Biblioteca Científica Eletrônica em Linha”. Estamos falando de uma rede de pesquisa focada no público-alvo acadêmico (estudantes, docentes, cientistas, escritores, pesquisadores, dentre outros). Esse público irá pesquisar por trabalhos dentro desta rica biblioteca científica de forma a conduzir suas pesquisas sobre assuntos científicos em geral.

    A Scielo pode ser vista como uma espécie de arquivo eletrônico com a disponibilidade de uma grande gama de trabalhos e artigos acadêmicos publicados no mundo todo. Um internauta qualquer, já não teria acesso a todos esses conteúdos em uma pesquisa corriqueira feita em seu navegador, em comparação com pesquisas realizadas no site da Scielo. Isso acontece porque alguns trabalhos publicados no Scielo necessitam de autorização de acesso e alguns precisam ser pagos, pois, nem todos os acessos são gratuítos. Um dos pontos positivos em pesquisar é que lá você encontra avaliações metodológicas realizadas de forma adequada para diversas publicações do gênero.

    Outro ponto forte é poder pesquisar com auxílio de trabalhos acadêmicos de grande qualidade e autores de grande renome sem a necessidade de pesquisar em bibliotecas físicas e ter que sair de casa para isso. Por meio de uma conexão com a internet, o estudante pode fazer uma pesquisa bem elaborada, com resultados significantes para sua pesquisa e ter acesso a materiais sérios ao pesquisar através do Scielo Acadêmico.

    A Scielo Artigos Científicos em PDF é detentora de um banco de dados com aproximadamente 600 mil artigos científicos, além de periódicos científicos. Com essa gama de material, a pesquisa acadêmica se torna mais objetiva e com a possibilidade de ampliar as margens de autores que uma pesquisa simples pela internet não forneceria.

    Portanto, se você está fazendo um TCC, uma monografia, uma tese, uma dissertação, ou qualquer trabalho acadêmico corriqueiro solicitado por seus professores ao decorrer dos semestres, tenha a plataforma Scielo Artigos Científicos como uma ferramenta para toda a hora. Entre no site e veja como é simples pesquisar os artigos, mas, se você ainda tem dúvidas, vamos mostrar um passo a passo de como pesquisar na plataforma Scielo.

    Como foi criada a Scielo?

    O site de pesquisa científica Scielo surgiu como uma iniciativa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) em parceria com a Bireme (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde) no início da década passada. A iniciativa de criar um ambiente de pesquisa científica de qualidade, com opções de pesquisa bastante abrangentes, acabou dando certo. No ano de 2002, o projeto teve o apoio de outro parceiro importante, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Além do Brasil, a plataforma formou vínculos importantes e está disponível em Portugal, na Venezuela, África do Sul, Peru, México, Costa Rica, Venezuela, Chile, Colômbia e Espanha. Existe a possibilidade de outros países fazerem parte desta rede de pesquisa e contribuir ainda mais para a gama de autores e publicações que irão fortalecer a pesquisa acadêmica.

    *Fonte: Farmaceuticando –

    Scielo Acadêmico: Como encontrar artigos científicos?

    Para começar a realizar uma pesquisa nesta biblioteca eletrônica, o estudante, professor ou pesquisador deverá acessar a página inicial que não requer cadastro prévio. O estudante irá se deparar com uma página bem intuitiva, com informações bem específicas e sem poluição visual. Após ter entrado na página inicial e ter tido um primeiro contato, siga o passo a passo logo a seguir para aprender a pesquisar de forma eficaz no Scielo Acadêmico:

    1. Entre na caixa de diálogo que estará descrita como “Pesquisar Artigos“, mantenha as informações de sua busca bem definidas deixando as seguintes marcações incluídas: método, país e palavra-chave. Em seguida clique em “Pesquisar“. https://scielo.br
    2. Já na página de resultados, você tem a oportunidade de filtrar resultados considerando ordem de relevância, a data de publicação, área temática, idioma, entre outros parâmetros de pesquisa. Tudo isso deve acontecer para fazer com que a pesquisa seja mais refinada e oferecer resultados precisos quanto ao objeto de estudo de um pesquisador.
    3. Após o refinamento da pesquisa, clique no título de seu interesse. Em seguida, você encontrará uma caixa denominada como “Serviço Personalizado”. Clique no primeiro item “Baixar em PDF”. Aguarde alguns segundos e comece a leitura do documento baixado.
    pesquisa Scielo em português
    pesquisa de trabalhos no Scielo
    resultados pesquisa scielo

    Como devo citar artigos científicos extraídos do Scielo?

    As normas técnicas cobradas pelas instituições de ensino para trabalhos científicos realizados por meio da plataforma Scielo, são as mesmas regras instituídas para citar conteúdos e autores extraídos de sites na internet. Já em relação a credibilidade do site, as universidades e faculdades consideram as pesquisas extraídas do site como um referencial de qualidade. Ou seja, todo o conteúdo existente no site Scielo já foi avaliado por doutores e mestres, e todos são validados para fazerem parte da plataforma.

    Para fazer a citação do Scielo Acadêmico em um trabalho científico, como monografia, por exemplo, o estudante deverá ter que inserir: sobrenome, as iniciais do autor, o nome do artigo, o nome da revista (em negrito), o volume, número, data de publicação e quantidade de páginas. Ao pesquisar no campo “serviço personalizado”, os estudantes podem ter acesso ao formato bibliográfico de todos os conteúdos (artigos e periódicos) encontrados no site. Para utilizá-los, basta fazer Ctrl + C e Ctrl + V destas informações e inseri-las em seu trabalho.

  • ABNT NBR 6029: informação e documentação – livros e folhetos – apresentação

    ABNT NBR 6029: informação e documentação – livros e folhetos – apresentação

    As normas técnicas em geral são instrumentos que oferecem a possibilidade dos acadêmicos, pesquisadores, docentes, ou de qualquer pessoa, fazer um relatório técnico ou científico, um artigo científico ou publicar um material seguindo um padrão na elaboração e de formatação. Esse padrão é o objeto de estudo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que lança o conjunto de regras de elaboração e formatação, além de outras regras voltadas para a área industrial, tudo isso há décadas.

    Dentre as regras de elaboração e formatação de trabalhos científicos no âmbito acadêmico, o conjunto é formado por outros subconjuntos de regras, conhecidos como NBR. Neste post, vamos falar sobre a NBR 6029 e mostrar seu objetivo, as referências normativas e como proceder no uso desta regra. Se você é um estudante e deseja saber como utilizar a NBR 6029, acompanhe este post até o final e saiba mais!

    Download NBR 6029 em PDF: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/NBR-6029-atualizada.pdf

    capa NBR 6029

    Para que serve a NBR 6029

    Essa normativa NBR tem como objetivo estabelecer os princípios elementares que constituem um livro ou folheto, e não é aplicada a apresentação ou divulgação seriadas. Assim como toda NBR, a NBR 6029 está diretamente relacionada a outras normativas, sendo estas normativas que irão fazer a complementação desta norma. Dentre as normativas atreladas a NBR 6029, temos:

    • NBR 6023, responsável pela elaboração do livro ou folheto;
    • NBR 6024, responsável pela numeração progressiva das seções em um documento escrito;
    • NBR 6027, responsável pelo sumário;
    • NBR 6034, responsável pelo índice;
    • NBR 10520, responsável pelas citações em documentos;
    • NBR 10521, responsável pelo ISBN;
    • NBR 12225, responsável pela lombada.

    Como são aplicadas as definições desta normativa?

    As seguintes definições quanto a NBR 6029 são as seguintes:

    • Agradecimento: tipo de texto onde o autor faz um agradecimento voltado àqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para a criação da obra;
    • Anexo: documento ou um texto que não foi elaborado pelo autor, utilizado como fundamentação, ilustração ou comprovação;
    • Apêndice: um texto ou documento elaborado por um autor, com a finalidade de completar uma argumentação sem quaisquer prejuízos pela unidade nuclear da obra;
    • Caderno: uma folha impressa, anverso e verso, que pode ser transformada em 4, 8,16, 32, ou 64 páginas conforme sua dobradura;
    • Capa: a capa de um livro ou folheto é um objeto externo, assim como em trabalhos acadêmicos diversos, e deve ser de um material flexível (brochura) ou constituída em um material rígido (cartonado ou encadernado). A capa é constituída de quatro lados, sendo dois externos e dois internos, desta forma, a capa 1 e 4 são os lados externos, e o 2 e 3 são os lados internos.
    • Colofão: essa indicação ocorre no final do livro ou de um folheto, com o nome do impressor, a data de publicação, o local e características tipográficas da obra.
    • Crédito: são as indicações dos nomes dos responsáveis institucionais, intelectuais, artísticos, técnicos ou administrativos, que participaram da criação do livro ou folheto;
    • Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação: esse é um registro contendo as informações que apontam uma publicação atualmente, incluindo o ISBN, sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Livro;
    • Dedicatória: a dedicatória é um texto onde um ou mais autores fazem homenagens pelo seu trabalho;
    • Direito autoral: o direito autoral é uma proteção legal vigente na legislação para os autores pessoas física e/ou jurídica, onde a produção intelectual, cultural, técnica, artística ou científica, são assegurados.

    Anverso de NBR 6029

    Os elementos do anverso da folha de rosto deverão ser incluídos da seguinte forma em uma impressão:

    • Autores: nomes, entidades, editor, responsável, compilador, coordenador, organizador, ilustrador, prefaciador, tradutor, etc. O título, as qualificações, os autores, deverão ser incluídos logo após seu nome, pois, serviram para sua autoridade no assunto;
    • Título e subtítulo: o título e o subtítulo em um livro ou folheto, deverão ser diferenciados tipograficamente. Os vários volumes de uma obra deverão ser constituídos de um título geral. Além deste título, cada um dos volumes poderá ter um título específico;
    • Indicações de uma edição ou reimpressão: toda edição deverá ser apresentada, seguida, quando for o caso, de uma indicação de reimpressão e acréscimos;
    • Numeração do volume: toda a numeração do volume deverá ser apresentada em algarismos arábico;
    • Local: é o local ou locais onde a publicação foi realizada e deverá ser apresentado na folha de rosto;
    • Editora: são os nomes das editoras inseridos, após os locais, precedendo o ano de uma publicação;
    • Data de publicação: o ano de publicação, segundo o calendário universal gregoriano, deve ser apresentado em algarismos arábicos.

    Verso da NBR 6029

    Os elementos contidos no verso da folha de rosto de um livro ou folheto, deverão ser apresentados após impressão da seguinte forma:

    • Direito autoral: deve ser localizado na parte superior do verso da folha de rosto, compreendendo o ano em que houve a formalização ou contrato assinado com direitos autorais, e deverão ser apresentados como símbolo copyright © e o símbolo do detentor de tais direitos.

    Exemplo:

    © 2005 Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    • Direito de reprodução do livro: o direito de reprodução de uma obra ou folheto deverão ser registrados com a autorização de uma reprodução do conteúdo referente a publicação. Ou seja, os direitos de publicação deverão ser apresentados na obra e toda reprodução da obra só deverá ocorrer se for autorizado pelo autor ou editora.

    Exemplo:

    “Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.”

    “Todos os direitos desta edição reservados à Editora Esmeralda Ltda.”

    “Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio, sem a prévia autorização deste órgão/entidade.”

    • Título original: o título de um livro ou folheto deverão ser apresentados na língua original em que foram escritos, e caso a obra ou folheto se trata de uma tradução, ainda assim o título original deverá ser mencionado;
    • Outros suportes disponíveis: outros suportes disponíveis deverão ser informados e registrados caso houver tais informações;

    Exemplo de outros suportes disponíveis:

    Obra também disponível em: CD-ROM

    • Dados internacionais de catalogação-na-publicação CIP: esses dados devem ser elaborados de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano;
    • Créditos: todos os elementos que irão compor os créditos descritos logo a seguir devem estar à disposição na obra conforme a organização da impressão feita pela editora. Nomes, endereços, editoriais, endereço eletrônico, créditos institucionais, comissão técnica, científica ou editorial, créditos técnicos (normalização, gráfica, revisão, copidesque, formatação, diagramação, ilustrações, capa, dentre outros), órgãos de fomento e quaisquer outras informações.
  • Nota de Rodapé ABNT: veja como inserir no Word, exemplos e dicas

    Nota de Rodapé ABNT: veja como inserir no Word, exemplos e dicas

    Você tem feito um TCC ou monografia e não tem utilizado notas de rodapé em cada página do desenvolvimento argumentativo? Saiba que você deve repensar sobre isso e utilizar notas de rodapé em seu TCC ou outro trabalho acadêmico. Ao utilizar essas notas no rodapé de cada página quando necessário, você terá uma organização melhor e será mais fácil para quem estiver lendo entender melhor algumas palavras e pontos destacados na nota. Mas, para utilizar este recurso, é importante estar atento às normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre este tipo de ferramenta.

    Neste post, vamos falar mais sobre notas de rodapé ABNT e como esse elemento é extremamente importante em monografias, dissertações, teses e projetos acadêmicos em geral. Veja como utilizar de forma correta a nota de rodapé, o que são notas de referência, notas explicativas e como inserir nota de rodapé no Word. Veja tudo isso a seguir!

    Notas de rodapé ABNT

    Segundo a ABNT, todas as notas de rodapé utilizadas em um trabalho acadêmico devem conter em sua margem inferior (localizada na parte inferior da página), uma chamada numérica que esteja diretamente “interligada” ao texto naquela página. Em relação a formatação das notas de rodapé, elas devem seguir da seguinte forma:

    • As notas de rodapé devem ser separadas por um traço contínuo de 3 cm;
    • Todas as notas deverão seguir um espaçamento simples entre linhas;
    • A fonte da nota de rodapé deve ser menor do que a fonte utilizada no texto, e a ABNT recomenda a utilização de fonte tamanho 10;
    • Todas as notas de rodapé devem ser alinhadas após a primeira palavra e todas sem espaço.

    Forma correta de utilizar nota de rodapé

    O objetivo de uma nota de rodapé em um trabalho científico ou acadêmico é apontar pontos importantes e fazer considerações com mais esclarecimento e profundidade sobre algo. Você pode fazer isso nas notas de rodapé caso não tenha sido possível fazer isso no texto. Por exemplo, você utilizou uma palavra complexa e explicou o que significa essa palavra na nota de rodapé. Isso também vale para uma expressão, para um trecho ou informação que você queira destacar e explicar com mais clareza.

    O ponto positivo de utilizar notas de rodapé, é que você consegue abrir este “parênteses” em um local fora do corpo do texto, mas ao mesmo tempo sem estar tão distante do texto como nas partes pré e pós-textual. Utilizar as notas de rodapé permite você abrir uma ressalva sem interromper o texto para isso. Mas, fique atento a forma correta de utilizar as notas de rodapé em seu trabalho acadêmico, prezando sempre pelas normas técnicas cobradas por sua instituição de ensino e prezando pelos seguintes pontos:

    • Esse é um recurso que deve ser utilizado somente quando necessário e o mínimo possível. Caso você extrapolar no uso das notas de rodapé, gerará um texto no rodapé da página, e ao invés de elucidar sua argumentação, você pode deixá-la mais cansativa e dificultosa para quem irá ler;
    • Caso exista essa necessidade, você pode utilizar citações diretas ou indiretas no corpo do texto e não saturar as notas de rodapé com muitas informações em uma só página;
    • Utilize as notas de rodapé sempre na parte inferior de cada página, utilizando numeração consecutiva expressas em algarismos arábicos.

    O que são notas de referência no rodapé da página?

    As notas de referências podem ser vistas como aquelas notas que surgem na parte inferior da página de um texto acadêmico para dar mais crédito a fonte bibliográfica. Essas mesmas informações também são utilizadas na lista de referências na parte pós-textual do trabalho.

    O mais importante ao elaborar uma nota de referência é saber incluir e fazer a inclusão do sobrenome do autor mais a data de publicação. Caso seja um material consultado na internet, a nota deverá possuir o endereço do site por extenso e data de acesso com o referencial. Não se esqueça que a primeira citação de uma publicação deverá ser expressa de forma completa.

    Exemplo de nota de referência no rodapé:

    JENKINS, Mary. Cultura da Divergência. Rio de Janeiro: Aleph, 2009.

    O que são notas explicativas no rodapé da página?

    As notas explicativas podem ser utilizadas por um autor para inserir um comentário, um esclarecimento, uma complementação ou uma observação. São essas notas que mencionamos ao longo deste post. Elas podem ser utilizadas para fazer a referência de trabalhos que ainda não foram publicados ou que foram mencionados por meio de comunicação pessoal.

    Exemplo de nota explicativa no rodapé:

    1 Informação Concedida por Reginaldo Mendonça, no Congresso Brasileiro de Educação e Cidadania, Rio de Janeiro, fevereiro de 2009.

    1 Trabalho elaborado com o financiamento da FAPESP.

    exemplo nota de rodapé ABNT

    Como inserir uma nota de rodapé no Word?

    O Word é uma das ferramentas de edição de texto mais utilizadas no mundo todo. Os recursos disponíveis no Word são abrangentes, e permitem a inclusão de notas de rodapé sem dificuldades. Neste importante editor de texto, você pode trabalhar a formatação de seu trabalho acadêmico sem dificuldades, bastando seguir as determinações das normas técnicas que você estiver seguindo.

    Por isso, mais uma vez lembramos que, o ideal, é você buscar conhecer as normas técnicas ABNT e outras normas técnicas para saber o que está fazendo. As especificações das normas são bem definidas e não deixam margens a erros. Veja as especificações das notas de rodapé ABNT e utilize o Word para formatar o seu trabalho. Não hesite em pesquisar mais sobre o uso das normas técnicas em relação as notas de rodapé antes de começar a formatar o seu trabalho.

    como inserir nota de rodapé no word

    Para você utilizar as notas de rodapé no Word, siga o seguinte passo a passo a seguir:

    1. Abra um documento no Word em seu computador.
    2. Selecione uma palavra que faz sentido conectar a uma nota de rodapé, faça isso utilizando o mouse do seu computador.
    3. Na parte superior da tela do Word, escolha a opção “Referências” e clique nessa opção.
    4. Logo após, escolha a opção “Inserir nota de rodapé” e insira a nota de referência ou explicativa conforme sua necessidade.
  • ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    ABNT NBR 10719: Relatório técnico e/ou científico

    As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são um conjunto de normas específicas que buscam os princípios gerais para a elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico, como dissertação, monografia, TCC, artigo científico, um relatório técnico, científico, dentre outros. A aplicação das normas ocorre de forma oportuna, onde os documentos estão sujeitos as determinações encontradas neste conjunto de regras. Entre as diferentes normas, hoje vamos falar sobre a NBR 10719.

    Neste post, vamos falar sobre a ABNT NBR 10719 e o que você precisa saber para formatar de forma correta com base nesta regra da ABNT. Veja para que ela é utilizada e como prezar por essa norma quando sua utilização é cobrada. Veja tudo isso a seguir!

    NBR 10719 em PDF para download: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/nbr-10719-atualizada.pdf

    Para que serve a NBR 10719?

    Esta norma técnica é referente a elaboração e formatação de relatórios técnicos e/ou científicos. De acordo com essa NBR, um relatório técnico ou científico é um documento muito importante com a capacidade de descrever formalmente o progresso ou resultado de uma pesquisa no âmbito científico ou técnico. Mas, a NBR 10719 não funciona sozinha, e depende de outras normas para a elaboração de um relatório técnico ou científico. Dentre as normas, você encontra as seguintes NBRs atreladas:

    • NBR 6023, responsável pelas especificações das referências no processo de elaboração do documento;
    • NBR 6024, que cuida da numeração progressiva das seções em determinado documento escrito;
    • NBR 6027, responsável por especificações do sumário em um documento;
    • NBR 6028, que cuida do resumo em um documento;
    • NBR 6034, responsável pela formatação e elaboração do índice;
    • NBR 10520, responsável pelos parâmetros das citações em documentos;
    • NBR 10525, que cuida do número padrão internacional para publicações seriadas – ISSN.
    *Fonte: Fábio Soares

    Estrutura de um relatório NBR 10719

    A estrutura de um relatório seguindo as especificações da NBR 10719 atrelada as demais NBRs já citadas, é dividida em duas partes: externa e interna.

    1. Na parte externa do relatório temos: a capa (opcional) e lombada (opcional).
    2. Em seguida, temos a parte interna do relatório, com elementos pré-textuais, como: folha de rosto (obrigatório), errata (opcional), agradecimento (opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), lista de ilustrações (opcional), lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas (opcional), lista de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório).
    3. No desenvolvimento do relatório, temos os elementos textuais, como: introdução (obrigatório), desenvolvimento (obrigatório) e considerações finais (obrigatório), que também fazem parte da estrutura interna do relatório.
    4. Por fim, temos os elementos pós-textuais, também inclusos na parte interna desta estrutura, sendo eles: referência (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional), formulário de identificação (opcional).
    estrutura de um relatório científico NBR 10719

    Anverso de um relatório NBR 10719

    Os elementos desta sequência devem ser apresentados na seguinte ordem de ocorrência:

    1. Nome do órgão ou entidade especificados de forma correta. Será o nome do órgão ou entidade solicitante do relatório;
    2. Título do programa, projeto ou plano que este relatório faz menção;
    3. Título do relatório, sendo um título principal e um título específico para cada volume;
    4. Subtítulo do relatório, caso exista, deverá ser precedido por dois pontos (:), de forma a apontar sempre sua subordinação ao título do relatório, seja ao título principal ou aos títulos específicos em cada volume.
    5. Número do volume, caso exista mais de um volume, deverá aparecer em cada folha de rosto com as especificações de cada volume apresentadas em algarismos arábico;
    6. Código de identificação, caso ele exista, deverá ser formado pela sigla da instituição, pela indicação de categoria, pela indicação de assunto, e pelo número sequencial do relatório na série;
    7. Classificação de segurança, é determinada por órgãos públicos e privados responsável por desenvolver uma pesquisa considerada sigilosa ou não. São esses órgãos que deverão informar a classificação mais adequada de segurança de acordo com a legislação vigente sobre o assunto;
    8. Nome do autor, podendo ser o nome da própria instituição que solicitou o relatório. Se esse for o caso, então suprime-se o nome da instituição solicitante do relatório do campo de autoria;
    9. Local onde a instituição responsável pelo relatório se encontra. Em caso onde há cidades homônima, é recomendado acrescentar a sigla de unidade federativa;
    10. Data de publicação de acordo com o calendário gregoriano e apresentados em algarismos arábicos. 

    Verso de um relatório NBR 10719

    Os elementos do verso deverão seguir da seguinte forma:

    • Equipe técnica, sendo esse um elemento opcional, irá indicar a comissão responsável pelo estudo, os colaboradores, e toda a coordenação geral entre outros. O título com a qualificação e função do autor deverão ser incluídos, pois, irão indicar sua autoridade no assunto.
    • Dados internacionais de catalogação, realizados na publicação, sendo um elemento opcional, também deverá conter os dados específicos da catalogação-na-publicação, de acordo como o sistema de Código de Catalogação Anglo-Americano em vigor. As informações contendo dados internacionais de catalogação-na-publicação deverão ser apresentados de forma obrigatória, caso não seja utilizado o formulário de identificação.

    Errata

    A errata é um elemento opcional, mas quando utilizada, deve ser incluída junto a folha de rosto, constituída pela referência da publicação, além do texto da errata. Uma errata de relatório NBR 10719 deverá ser apresentada em papel avulso, podendo ser papel encartado. Essa folha deverá ser acrescida ao relatório assim que impresso.

    Exemplo de Errata:

    Uller, Reinaldo; Gouveia, Oswaldo. Coordenação de estudos sobre os elementos corrosivos gerados pela produção e utilização do ácido sulfúrico: relatório parcial elaborado em 16 de agosto de 2009. São Paulo: FTI, 1982

    Folha Linha Onde se lê Leia-se
    32 3 Publicação Publicação

    Agradecimentos

    Um elemento opcional, os agradecimentos deverão ser apresentado após a errata caso ele seja utilizado.

    Resumo em língua vernácula

    Esse é um elemento obrigatório, e deverá ser utilizado no relatório conforme os parâmetros da NBR 6028.

    Lista de ilustrações

    Sendo este também um elemento opcional, os elementos ilustrativos deverão ser listados conforme a ordem lançada na obra. Cada item deverá ser designado por seu nome específico, com o respectivo número da página ou folha. Se necessário, recomenda-se listar todos os tipos de ilustrações, sejam elas desenhos, fotografias, esquema, fluxograma, planta, organograma, mapa, dentre outros.

    Lista de abreviaturas e siglas

    A lista com as abreviaturas é um elemento opcional em um relatório NBR 10719, mas se utilizada, deverá fazer uma indicação das siglas e abreviaturas em ordem alfabética que foram utilizadas no relatório, e que deverão ser seguidas de outras palavras grafadas por extenso apontando o significado de tal sigla ou abreviatura.

    exemplo lista de abreviaturas
    exemplo lista de siglas

    Fonte: https://www.senacrs.com.br/pdf/Manual_NBR_10719-2011_versao_2014.pdf

    Exemplo de abreviatura e sigla em um relatório NBR 10719:

    ABNT         Associação Brasileira de Normas Técnicas

    Fil.              Filosofia

    Inmetro      Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

  • ABNT NBR 15287 (atualizada): estrutura do projeto de pesquisa

    ABNT NBR 15287 (atualizada): estrutura do projeto de pesquisa

    As Normas ABNT são as regras determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para elaboração de diferentes trabalhos acadêmicos. Cada uma dessas regras é chamada de NBR, e cada uma delas possui um número em específico, como é o caso da NBR 15287. Pré Projeto TCC: modelo pronto, sugestões e dicas de elaboração

    Quer saber o que é e para que serve a NBR 15287? Então confira neste post tudo sobre essa norma, como usá-la e o que ela orienta em relação a elaboração de trabalhos acadêmicos. Veja tudo isso a seguir!

    Download em PDF: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/11/NBR-15287-2011.pdf

    O que é NBR 15287?

    A NBR 15287 é uma das normas que compõem as Normas ABNT. Ela é responsável por determinar todas as regras de elaboração e formatação do projeto de pesquisa. Nela, são incluídas informações sobre elementos obrigatórios, estrutura, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, instruções para impressão, formatação geral, entre outras informações.

    capa NBR 15287

    Para que serve a NBR 15287?

    Se a NBR 15287 determina todas as regras para elaboração de projeto de pesquisa, isso significa que ela serve para instruir e padronizar todos os projetos de pesquisa de acordo com as normas determinadas pela ABNT.

    A finalidade de uma norma é sempre instruir o autor do trabalho em relação aos elementos obrigatórios, estrutura e formatação do trabalho, que nesse caso trata-se de um projeto de pesquisa. Sendo assim, podemos resumir dizendo que a NBR 15287 serve para especificar como o projeto de pesquisa deve ser elaborado segundo a ABNT.

    O que é projeto de pesquisa?

    Um projeto de pesquisa é a definição de um método em relação a uma pesquisa em específico. Trata-se de um trabalho acadêmico cobrado por diversas instituições de ensino que tem como objetivo pesquisar um determinado tema. Há vários tipos de pesquisa, falar sobre os diferentes tipos não é o foco deste artigo.

    O que você precisa saber é que um projeto de pesquisa é um importante trabalho acadêmico que tem como principal objetivo “descobrir, pesquisar e inovar” de forma científica. Com isso, o projeto de pesquisa pode proporcionar descobertas, pesquisas, inovações e soluções de problemas comuns para a sociedade.

    Ou seja, o projeto de pesquisa tem grande importância quando com o objetivo de ajudar a sociedade. Para elaborar um projeto de pesquisa é necessário definir os seguintes itens:

    1. Tema: embora pareça simples, a escolha do tema nem sempre é algo fácil. É preciso escolher um tema de impacto, que tenha relevância para a sociedade e que apresente problemas que precisam ser solucionados.
    2. Problematização: é a questão principal por de trás do projeto de pesquisa. Sem problematização, não há por que elaborar uma pesquisa. É através da definição de um problema que toda a pesquisa é baseada.
    3. Justificativa: a razão pela qual uma pesquisa é iniciada determina a justificativa do projeto de pesquisa. Neste item é preciso justificar a elaboração do projeto de pesquisa.
    4. Objetivos: sabendo da razão, você poderá definir neste item o objetivo da elaboração do projeto de pesquisa. O que você pretende obter com essa pesquisa? Isso deve ser informado em objetivos.
    5. Hipóteses: toda pesquisa é baseada em hipóteses iniciais. É através dessas hipóteses que o pesquisador inicia o estudo. Nem sempre as hipóteses são confirmadas no final do projeto e confirmá-las nem sempre é o objetivo.
    6. Fundamentação teórica ou revisão literária: neste item, é preciso definir a metodologia utilizada para a pesquisa, se é uma fundamentação teórica ou se é uma revisão literária, além de outros pontos essenciais do projeto de pesquisa.

    Estrutura de um projeto de pesquisa

    Um projeto de pesquisa deve ter, como todos os trabalhos acadêmicos, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Além desses elementos, a NBR 15287 determina que os projetos de pesquisa tenham outros elementos tidos como obrigatórios. Veja a seguir a estrutura completa de um projeto de pesquisa e os elementos envolvidos nessa estrutura:

    Elementos pré-textuais

    • Capa – opcional;
    • Lombada – opcional;
    • Folha de rosto – obrigatório;
    • Lista de ilustrações – opcional;
    • Lista de tabelas – opcional;
    • Lista de abreviaturas e siglas – opcional;
    • Lista de símbolos – opcional;
    • Sumário – obrigatório.

    Elementos textuais

    • Introdução – obrigatório;
    • Desenvolvimento – obrigatório;
    • Conclusão – obrigatório.

    Elementos pós-textuais

    *Fonte: Metodologia científica com o Prof Antônio dos Anjos

    Regras gerais para formatação de projeto de pesquisa

    A NBR 15287 determina várias regras para elaboração e formatação de projetos de pesquisa. Entre as regras gerais estão instruções para espaçamento, formato para impressão, paginação, notas de rodapé, títulos, citações, siglas, e muito mais. Veja a seguir como é feito a formatação segundo a NBR 15287.

    Formato para impressão

    • Textos devem ser digitados em cor preta;
    • Ilustrações podem ser coloridas;
    • Papel para impressão deve ser branco ou reciclado;
    • Tamanho da impressão deve ser A4 (21 cm x 29,7 cm);
    • Cada elemento pré-textual deve ser iniciado no anverso;
    • Elementos pós-textuais podem ser digitados no anverso e verso;
    • Margens devem seguir padrão:
    • Anverso – 3 cm para esquerda e superior e 2 cm para direita e inferior;
    • Verso – 3 cm para direita e superior e 2 cm para esquerda e inferior.
    • Fonte do texto deve ser 12, com exceção das citações, notas de rodapé, legendas, fontes e paginação.

    Espaçamento

    • Texto deve ser digitado com espaçamento de 1,5 entre as linhas;
    • Citações, referências, notas de rodapé, legendas, tipo de projeto e nome da entidade devem apresentar espaçamento simples;
    • Títulos que não apresentam indicativo número (exemplo: sumário, listas, errata, anexo, entre outros) devem ser centralizados;
    • Texto deve ser digitado em formato justificado.

    Formatação de elementos ao longo do texto

    • Citações com mais de 3 linhas devem apresentar espaçamento simples entre linhas;
    • Se for citação direta com menos de 3 linhas, é necessário incluir trecho entre parênteses;
    • É necessário citar autor ao incluir uma citação direta, indireta ou citação de citação;
    • Siglas devem aparecer no texto entre parênteses após o nome completo, quando mencionadas pela primeira vez;
    • Fórmulas e equações devem ser destacadas no texto e numeradas para facilitar a compreensão;
    • Ilustrações devem apresentar título junto ao nome da ilustração (exemplo: fotografia, mapa, esquema, desenho, entre outros);
    • No título da ilustração é necessário indicar o número da ocorrência no texto (exemplo: 1, 2, 3, 4…);
    • A fonte da ilustração deve sempre ser indicada na legenda da imagem junto ao número para nota de rodapé;
    • Tabelas também precisam apresentar fonte, mesmo que a fonte seja o próprio autor do trabalho.
  • Como Colocar Margem no WORD: ABNT, passo a passo e dicas

    Como Colocar Margem no WORD: ABNT, passo a passo e dicas

    As margens de um documento no Word são parte essencial de uma formatação. São elas que especificam onde o texto começará e terminará, assim como determina exatamente o espaço que “sobra” nas laterais e nas partes superior e inferior do papel ao imprimir um documento.

    Caso você esteja fazendo um trabalho acadêmico e precise formatar as margens no padrão ABNT, veja neste post como colocar margem no Word no padrão ABNT. Além disso, ensinaremos como formatar as margens da forma que preferir. Sendo assim, o passo a passo que ensinaremos será útil para quem deseja formatar no padrão ABNT, para cartões de visita, para impressão comum, entre outras finalidades.

    O que são margens?

    As margens, também chamadas de bordas, são os espaços deixados nas laterais e nas abas superior e inferior de um documento. São as bordas que limitam o início e o término das linhas e do corpo do texto em um documento. Isso faz com que o texto tenha um limite mínimo para ser impresso corretamente.


    Caso não existissem bordas, o documento poderia ser impresso do começo ao fim em uma folha. Assim, a leitura ficaria difícil de ser compreendida. Além de problemas na impressão que podem ser causados por bordas muito finas ou pela inexistência de margens no documento.

    É por isso que é aconselhado aplicar margens em todos os documentos ao fazer impressões. Independentemente do tipo de documento, se é trabalho acadêmico, livro, cartão de visita, uma carta, ou qualquer outra coisa, o ideal é que você aplique margens para tornar a leitura e o layout mais leve e para evitar erros de impressão.

    Padrão ABNT para margens

    No caso de trabalhos acadêmicos, as margens estão entre as formatações exigidas e tidas como obrigatórias. Isso significa que se o trabalho acadêmico segue as regras ABNT, então ele precisa obrigatoriamente apresentar o padrão de margens instituído pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.

    Nesse caso, as Normas ABNT especificam o seguinte padrão para inserir margem em trabalhos acadêmicos:

    • Margem superior: 3 cm
    • Margem inferior: 2 cm
    • Margem esquerda: 3 cm
    • Margem direita: 2 cm

    Esse padrão da ABNT se aplica a todos os trabalhos acadêmicos, sendo eles: TCC, monografia, tese, dissertação, artigo científico, entre outros.

    margem abnt

    Como colocar margem no Word padrão ABNT

    A formatação de margem nas Normas ABNT é feita da seguinte forma:

    1. Selecione todo o documento apertando as teclas CTRL + T.
    2. Vá até a aba “Layout” e clique na opção “Margens“.
    3. Escolha a opção “Margens Personalizadas” ao final dos tipos de margens disponíveis para aplicar o padrão ABNT.
    4. Para formatar as margens de acordo com as Normas ABNT, insira 3 cm para as margens superior e esquerda, e 2 cm para as margens inferior e direita.
    fazer margem no word

    Se você não encontrar a unidade de medida em centímetros, veja a seguir como mudar a unidade de medida das margens no word:

    1. Vá até “Arquivo“, clique em “Opções” e depois em “Avançado“. Em computadores Mac, clique em “Word” e depois em “Preferências“.
    2. Feito isso clique em “Exibir” e na opção “Mostrar medidas em unidades de” escolha a opção “Centímetros” ou a que preferir (polegadas, milímetros, paicas ou pontos”. No Mac, clique em “Geral, depois em “Mostrar medidas em unidade de” e selecione a opção pretendida.
    mudar para centímetros no word

    Como colocar margem no Word para outras finalidades

    Para aplicar a formatação de margens em um documento, independente de normas ou formatação padrão, você deverá seguir o passo a passo abaixo:

    1. Caso queira aplicar as margens em apenas uma página, basta selecionar a página que deseja fazer essa formatação. Agora, se for aplicar a formatação em todo o documento, aperte as teclas CTRL + T para selecionar tudo.
    2. Vá até a aba “Layout“, clique em “Margens” e selecione a opção de margem que preferir.
    3. O Word oferece 5 opções de margens já formatadas para serem inseridas no documento. As opções e especificações são:
    • Normal: superior 2,5 cm; inferior 2,5 cm; esquerda 3 cm; direita 3 cm;
    • Estreita: superior 1,27 cm; inferior 1,27 cm; esquerda 1,27 cm; direita 1,27 cm;
    • Moderada: superior 2,54 cm; inferior 2,54 cm; esquerda 1,91 cm; direita 1,91 cm;
    • Larga: superior 2,54 cm; inferior 2,54 cm; esquerda 5,08 cm; direita 5,08 cm;
    • Espelhada: superior 2,54 cm; inferior 2,54 cm; esquerda 3,18 cm; direita 2,54 cm.
    1. Caso não queira utilizar nenhum dos padrões de margens do Word, clique em “Margens Personalizadas”.
    2. Agora você pode editar suas margens como preferir, colocando quanto centímetros quiser, inserindo bordas, entre outros itens para personalizar ainda mais o seu documento.
    *Fonte: Me Ensina

    Considerações importantes sobre margens

    A cada nova definição de margens aplicada no Word, é salvo automaticamente um padrão no programa de edição de texto para que você use sempre que quiser a última formatação de margem utilizada. Essa opção aparecerá sempre acima das opções padrões de margens do Word com o nome de “Última Configuração Personalizada”. Dessa forma, você pode sempre voltar ao padrão utilizado anteriormente, caso não lembre a formatação aplicada.

    Outra coisa importante que você deve saber sobre as margens no Word é que elas limitam as bordas ao imprimir um documento. Sendo assim, é importante tomar cuidado com a formatação das margens, caso você tenha intenção de imprimir o documento em questão.

    Se for imprimir utilizando um computador e impressora, veja no próprio Word a “visualização de impressão”. Assim você terá uma ideia de como o documento ficará ao ser impresso no papel pretendido. Caso as bordas estejam muito estreitas, parte do documento poderá não ser impresso.

    Então visualize antes e ajuste até que todo o conteúdo do documento fique bem posicionado na folha escolhida para impressão.

    Agora se for imprimir em uma gráfica você deverá conversar com o atendente para que as bordas fiquem de acordo com o tamanho da folha de impressão. Faça essa observação sempre que for imprimir em uma gráfica, pois, nem sempre a empresa irá conferir esses detalhes ao imprimir um documento. Você pode, inclusive, perguntar a margem mínima para impressão na gráfica e formatar o documento conforme as informações obtidas.

  • Aprenda Como Fazer Sumário no Word: ABNT, dicas e passo a passo

    Aprenda Como Fazer Sumário no Word: ABNT, dicas e passo a passo

    Uma das etapas finais de um trabalho acadêmico é a elaboração do sumário. Esse item obrigatório em trabalhos acadêmicos, também é utilizado em livros e vários outros documentos que precisam apresentar os capítulos e os números de páginas de cada um deles.

    Então se você está procurando por informações sobre como fazer um sumário no Word, você está no lugar certo! Neste post ensinaremos você a fazer um sumário no Word de acordo com as regras ABNT ou ainda em padrão comum do Word, caso queira utilizar o sumário para outras finalidades. Confira tudo isso a seguir! Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    sumário word

    O que é um sumário?

    O sumário é uma das primeiras páginas de um documento, pois, ele faz parte dos elementos pré-textuais. Em um trabalho acadêmico (TCC, monografia, tese, dissertação, artigo científico, entre outros) ele é obrigatório. Já em livros e conteúdos literários o sumário é opcional, porém, ele é visto quase sempre nesses documentos.

    Esse elemento pré-textual tem como objetivo informar ao leitor sobre os capítulos que aparecem na obra, assim como as páginas onde cada capítulo é iniciado. Dessa forma, o leitor consegue se localizar, caso queira avançar entre os capítulos ou voltar para consultar alguma informação.

    O sumário ABNT é a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas em relação às Normas ABNT. Quando o trabalho acadêmico precisa ser formatado de acordo com as Normas ABNT, é importante adaptar o sumário para seguir a formatação exigida por essa Norma.

    Normas ABNT para sumário

    As Normas ABNT determinam por meio da NBR 6027 que o sumário é um elemento pré-textual obrigatório para todos os trabalhos acadêmicos. O sumário deve ser constituído de enumeração de todas as divisões, subdivisões e seções que compõem o trabalho acadêmico, seguindo a mesma ordem e grafia como aparece no próprio trabalho.

    Segundo as Normas ABNT, o sumário deve estar dentro das seguintes características:

    • Ser o último elemento pré-textual do trabalho acadêmico;
    • Aparecer logo antes da introdução do trabalho;
    • Ter esquema de subordinação dos itens do trabalho;
    • Ser numerado em ordem sequencial crescente;
    • Formatação dos capítulos deve ser mantida no sumário;
    • Deve aparecer em todos os volumes do trabalho acadêmico;
    • Elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário (abstract, resumo, dedicatória, epígrafe, agradecimentos, entre outros).

    Há ainda as definições da ABNT em relação a formatação. Veja a seguir como é feita a formatação neste caso:

    • Alinhamento à esquerda;
    • Capítulos em CAIXA ALTA devem ser mantidos no sumário;
    • Formatação usada nos capítulos deve aparecer no sumário;
    • A palavra sumário deve aparecer no topo da página centralizada, em CAIXA ALTA e com a mesma fonte das seções primárias (Arial ou Times New Roman);
    • Fonte tamanho 12.

    Exemplo de sumário ABNT

    O sumário deve ser formatado da seguinte forma:

    SUMÁRIO

    1 INTRODUÇÃO

    2 DESENVOLVIMENTO: PRIMEIRO CAPÍTULO

    2.1 PRIMEIRO SUBCAPÍTULO

    2.1.1 Primeira subseção

    2.1.2 Segunda subseção

    2.2 SEGUNDO SUBCAPÍTULO

    3 DESENVOLVIMENTO: SEGUNDO CAPÍTULO

    3.1…

    3.2…

    CONCLUSÃO

    REFERÊNCIAS

    GLOSSÁRIO

    APÊNDICE A

    ANEXO A

    Repare que os números seguem uma sequência de acordo com cada seção e subseção de capítulos. Isso significa que os subtítulos dentro de um título devem ser numerados de acordo com as seções primárias, secundárias, terciárias, quaternárias e quinárias.

    exemplo de sumário

    Como fazer um sumário no Word nas Normas ABNT

    Para fazer um sumário no Word aplicando as Normas ABNT, você precisará seguir o passo a passo que preparamos para você. Confira!

    1. Vá até os capítulos e aplique a formatação “título 1, título 2, título 3, …” conforme cada seção e subseção exige. Lembrando que “título 1” é o capítulo primário, “título 2” é o subcapítulo, “título 3” é a subseção, e assim por diante. Sempre que for iniciar um novo capítulo, aplique o “título 1”.
    2. Feito isso, você poderá começar criar o sumário. Comece inserindo uma nova página onde deseja iniciar o sumário. Vá até a aba “Inserir” e clique em “Página em Branco”.
    3. Depois, vá em “Referências” e clique em “Sumário”. Perceba que você terá várias opções de sumário para usar. Há opções automáticas e uma opção manual. Para facilitar, clique em Sumário Automático 1. Assim todos os capítulos aplicados no texto serão reconhecidos automaticamente no sumário.
    4. Para formatar o sumário, você deverá editar a formatação de cada um dos títulos, subtítulos e corpo do texto. Nesse caso, vá em “Página inicial” e veja ao lado de “Painel de estilos” as formatações usadas para títulos descritas como “Normal, Título 1, Título 2, …”. Para modificar cada uma dessas formatações, você deverá clicar no título e depois em “Modificar”. Já a formatação deverá ser feita seguindo o padrão ABNT:
    • Normal (corpo do texto): fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, justificado, espaçamento entre linhas 1,5;
    • Título 1 (capítulo primário): fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, negrito, justificado, espaço antes 12 pt;
    • Título 2 (capítulo secundário): fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, justificado, espaço antes 12 pt.
    1. Já o termo Sumário, precisa ser formatado da seguinte forma: centralizado, em CAIXA ALTA, negrito e com a mesma fonte utilizada nos capítulos primários (Times New Roman ou Arial), tamanho 12.
    *Fonte: VCR Tutoriais

    Como fazer sumário no Word sem padrão ABNT

    Agora, se você não precisa do padrão ABNT, é ainda mais fácil criar o sumário. Basta seguir o passo a passo abaixo:

    1. Aplique a formatação “Título 1, título 2, título 3, …” de acordo com os capítulos do seu trabalho. Você encontra essa formatação na “Página inicial” através da aba “Estilo”.
    2. Depois, vá até “Inserir” e clique em “Página em Branco”, para começar a criar o sumário. Para inserir o sumário, vá até “Referências”, depois clique em “Sumário”. Você poderá escolher entre as opções que preferir. Para formatar automaticamente, prefira o sumário automático.
    3. Caso prefira o sumário automático, ele será criado automaticamente seguindo a ordem dos títulos e subtítulos inseridos ao longo do trabalho. Caso você prefira o sumário manual, será necessário inserir manualmente cada um dos capítulos e identificar as páginas.
    fazer sumário no word

    Feito isso, você já estará com o sumário pronto em seu trabalho, livro ou documento que queira inserir esse elemento pré-textual. Lembrando que para personalizar a formatação, é preciso seguir o passo a passo do sumário ABNT e aplicar a fonte, tamanho e elementos gráficos que preferir.

  • Fonte e Legenda de Imagem ABNT: exemplo e como fazer corretamente

    Fonte e Legenda de Imagem ABNT: exemplo e como fazer corretamente

    Todos os elementos incluídos em um trabalho acadêmico precisam ser formatados de acordo com a norma vigente. Caso você esteja fazendo um trabalho que precisa ser formatado pelas Normas ABNT, saiba que fonte e legenda de imagem são itens obrigatórios para a inclusão de imagens.

    Quer saber as regras estabelecidas pelas Normas ABNT para formatação de fonte e legenda nas imagens incluídas no trabalho acadêmico? Confira a seguir tudo que você precisa saber sobre o assunto! Como Referenciar Imagens no TCC: regras ABNT, nossas sugestões e dicas

    Normas ABNT para ilustrações, figuras e imagens

    As Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelecem todos os itens obrigatórios e opcionais de um trabalho acadêmico. Além disso, são elas que apontam a formatação necessária para cada etapa do trabalho.

    O mesmo conceito se aplica a imagens, figuras e ilustrações que são incluídas no trabalho acadêmico. De acordo com as normas técnicas, são considerados ilustrações as seguintes imagens: desenhos, gráficos, fluxogramas mapas, organogramas, figuras, quadros e fotografias. Tabelas, Gráficos e Imagens no TCC

    No entanto, é importante saber diferenciar tabelas e ilustrações. Ambas as coisas podem ser parecidas, mas para a ABNT há grandes diferenças na hora de formatar o conteúdo. Por isso, a ABNT define o que são cada um desses elementos da seguinte forma:

    • Quadro (ilustração) – é formado por linhas verticais e horizontais com fechamento em todas as extremidades. Esse tipo de elemento é usado comumente para expressar dados qualitativos.
    • Tabela – é formada por linhas verticais e não apresenta fechamento nas extremidades. Esse tipo de elemento é usado comumente para expressar dados quantitativos.

    A principal diferença entre esses dois elementos ao formatar o trabalho acadêmico é que o quadro precisa ser descrito na lista de ilustrações, enquanto que a tabela precisa aparecer na lista de tabelas.

    Exemplo de lista de ilustrações TCC
    Exemplos de como fazer a lista de ilustrações no seu TCC

    Fonte para imagens, ilustrações e tabelas

    As normas técnicas da Associação Brasileira de Norma Técnicas especificam como obrigatório a menção da fonte ao inserir uma imagem no trabalho acadêmico. Isso porque, assim como no caso das citações, as imagens possuem direitos autorais que precisam ser reconhecidos, independente de onde a imagem seja extraída.

    Mesmo as imagens elaboradas pelo próprio autor do trabalho, é preciso informar a fonte. Veja a seguir alguns exemplos de fontes que podem aparecer em seu trabalho acadêmico:

    Imagens em geral

    • Fonte: Nome da fonte, ano.

    Imagem criada pelo autor

    • Fonte: Compilação do autor.

    Imagens extraídas de sites ou de redes sociais

    • Fonte: Nome do site ou rede social onde a imagem foi obtida.

    Tabelas criadas pelo autor

    • Fonte: Nome do próprio autor do estudo (ano).

    Tabelas extraídas de sites

    • Fonte: Nome do site (ano).
    legenda imagem TCC

    Legenda para imagens, ilustrações e tabelas

    Assim como a fonte, a legenda é um elemento obrigatório ao inserir imagens, ilustrações e tabelas. A legenda considera características da imagem inserida no trabalho acadêmico e deve oferecer de forma clara e objetiva do que se trata a imagem.

    Para inserir a legenda, é fundamental ainda informar o tipo de imagem junto a um número. Por exemplo:

    • Fotografia 1
    • Imagem 2
    • Figura 3
    • Tabela 1

    Depois do nome da imagem e o número que deve ser sempre em ordem crescente, é preciso informar em uma pequena frase o título da imagem ou ainda algo que especifique a utilização da imagem. Por exemplo:

    • Tabela 2 – Tabela da introdução alimentar
    • Fotografia 5 – Recomendações sobre introdução alimentar
    • Figura 3 – Alimentos indicados para bebês de 9 meses
    fonte imagem ABNT

    Formatação para fonte e legenda de imagem ABNT

    Agora que você já sabe que é obrigatório informar a fonte e a legenda de cada imagem incluída no trabalho acadêmico, você precisa aprender a formatar esses dois elementos em seu trabalho. Fique tranquilo que a formatação nesses dois casos é bastante simples e fácil. Confira a seguir o que você precisará utilizar na formatação:

    • A legenda deve aparecer próxima à imagem;
    • Antes da legenda, é necessário informar o tipo de imagem e o número sequencial;
    • Posteriormente deve ser inserido a legenda com o título da imagem;
    • A imagem deve ser centralizada, assim como o título, legenda e fonte;
    • A fonte utilizada para a imagem deve ser a mesma utilizada no corpo do texto;
    • O tamanho da fonte do texto deve ser 10;
    • O espaçamento entre linhas deve ser simples;
    • Montagens feitas pelo autor do trabalho utilizando várias fontes diferentes precisam ter na fonte todos os locais consultados;
    • A informação “Compilação do autor” deve ser inserida junto a um número de rodapé para que as informações sobre autoria sejam especificadas nas notas de rodapé;
    • Todas as imagens devem aparecer nas referências bibliográficas.
    *Fonte: Clérice Moura

    Criação da listas de tabelas e ilustrações ABNT

    Ao inserir 10 figuras em um trabalho acadêmico, a ABNT determina que pode ser inserido a lista referente ao tipo de figura. As listas não são obrigatórias, porém, caso o estudante queira acrescentá-las elas devem aparecer nos elementos pré-textuais.

    Embora isso pareça algo simples, é preciso ter bastante organização ao criar listas de figuras, principalmente se o trabalho contar com várias figuras. A organização de todas essas figuras é a palavra-chave para a criação de listas.

    Na lista de figura, você deverá informar através de números em ordem crescente conforme aparece cada figura no trabalho acadêmico. Além disso, o tipo de figura também deve ser especificado na lista de figuras. Nesse caso, também é importante inserir o número da página onde aparece cada uma das imagens apresentadas na lista de figuras.

    Você pode ainda criar várias listas para cada tipo de figura que aparece em seu trabalho acadêmico ou uma lista única. Já a lista de tabela deve ser feita sempre separadamente a de figuras.

    Isso porque a ABNT reconhece que figuras e tabelas são coisas diferentes e precisam aparecer de formas diferentes em uma lista. No entanto, a formatação e todas as demais informações a serem inseridas na lista de tabelas segue o padrão já mencionado: número sequencial da tabela, nome da tabela e número da página.

    Para concluir, resumimos os principais conceitos ao criar listas para figuras e tabelas segundo as Normas ABNT:

    • A partir de 10 imagens pode ser criado a lista de figuras;
    • Tabelas não devem ser inseridas na lista de figuras;
    • Todas as listas devem apresentar número sequencial, título e número da página;
    • Ao citar 3 vezes um tipo específico de figura (fotografia, por exemplo), pode ser criado uma lista exclusiva.
    Lista de ilustrações TCC
  • Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    Título e Subtítulo ABNT: espaçamento, tamanho e exemplos

    O conjunto de normas técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sempre aparece em algum ponto de sua vida, seja você um estudante ou não. É muito provável que você já tenha tido contato com algum artigo, publicação, trabalho, PDF, em algum momento onde a ABNT estivesse presente. Esse importante conjunto de regras é mais notável no âmbito acadêmico, onde por diversas vezes os alunos são incumbidos de apresentar trabalhos com o uso das normas técnicas.

    Neste post, vamos falar mais sobre a ABNT e como ela surgiu, sua importância para a sociedade, para os acadêmicos e como ela deve ser utilizada em títulos e subtítulos. Vamos mostrar a parametrização correta das normas aplicadas neste tipo de indicação.

    espaçamento título ABNT
    exemplos de título para tcc

    Necessidade de criação da ABNT

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas funciona como uma entidade privada que não tem como objetivo a monetização de seus responsáveis pela aplicação e direitos das normas aplicadas. As pessoas estão acostumadas a imaginar a ABNT como um conjunto de regras ligadas apenas às normativas textuais, mas esse conjunto de regras vai muito além disso.

    O conjunto surgiu na década de 40, quando engenheiros da construção civil perceberam a necessidade de uma padronização para o uso do concreto armado. Naquela década, a indústria de construção civil estava em alta expansão de suas atividades no Brasil e os profissionais da área perceberam que era chegada a hora de diretrizes técnicas para mais sustentação em larga escala. Então, as normas para a indústria começaram a ser traçadas a partir daí.

    As normas começaram a ser elaboradas e implantadas não só na indústria da construção civil, mas na indústria de químicos, tecidos, couro, desenho técnico, cacau, módulos de construção civil, códigos utilizados em diversos tipos de indústria, petróleo e no vocabulário técnico de um modo geral.

    Já em 1950, a ABNT passou a ser utilizada como padrão de avaliação de conformidade. Com programas específicos para apontar de forma correta a certificação de produtos, o conjunto de normas passou a ser utilizado como forma de rotulagem em diversos ambientes. Desta forma, os profissionais de diversos ramos da indústria estavam certos de que os processos das atividades estavam corretos com a certificação da ABNT. Tais atividades estavam dentro de um padrão de aceitação quando vigiados pelas normas.

    Para conseguir manter e difundir esses padrões, a ABNT dispôs de uma estrutura formada por auditores competentes na aplicação das normas para a garantia da credibilidade, da ética e de todo o reconhecimento que a padronização precisava para ser levada a sério.

    O conjunto que associa diversos profissionais responsáveis pela criação e aprimoramento da ABNT, também é fundador da Comisión Panamericana de Normas Técnicas, Internacional Organization for Standardization e da Asociación Mercosur de Normalización.

    título e subtítulo ABNT

    Importância da ABNT nos dias de hoje

    Em relação a organização, a ABNT presta um trabalho fundamental com o principal objetivo de prover a sociedade brasileira com todo o seu conhecimento sistematizado. A documentação normativa oferecida pelo conjunto de regras voltado para a indústria e ambiente acadêmico, oferece por meio de documentos normativos a produção padronizada de produtos e serviços, para a comercialização e a usabilidade de bens em competitividade sustentável.

    Em outras palavras, podemos dizer que as normas ABNT foram elaboradas e aperfeiçoadas ao longo de décadas, para que nos dias de hoje, as pessoas pudessem ter como referência padronizações que contribuem e já contribuíram para os avanços da sociedade. A regulamentação oferecida pela norma é uma das estruturas mais sólidas do compromisso de crescimentos ligados aos avanços tecnológicos e científicos que vivenciamos ao longo de sua existência.

    Importância da ABNT para o mundo acadêmico

    O conjunto de normas ABNT provou ser importante desde sua criação na década de 40 e passou a ser utilizado em vários ramos da sociedade. Para o segmento acadêmico e científico no Brasil, esse conjunto de normas passou a ser utilizado de forma estruturada, uniforme e aplicado na elaboração e apresentação de trabalhos em universidades e publicações científicas. Assim como outros conjuntos de normas são utilizados em todo o mundo, a ABNT tem sua grande importância e características próprias.

    Desta forma, um trabalho acadêmico lançado em uma universidade no Sul do país pode ser compreendido por qualquer estudante ou docente de qualquer outra região do Brasil. A importância da padronização mediante as aplicações que ela oferece são completas ao serem estudadas por qualquer pessoa dentro do mesmo âmbito.

    Um exemplo disso, vamos imaginar as partituras, utilizadas há séculos para escrever músicas com toda a sua sonorização rítmica e instrumental perfeitamente registrada como o autor da composição deseja. As partituras são específicas e padronizadas, e quem compreende este tipo de leitura e domina um determinado instrumento, pode conduzir de forma perfeita uma música, erudita ou não, com perfeição de cada passagem, tempo rítmico e tonalidade sem que nada seja perdido ou alterado.

    É assim que os estudantes devem buscar trabalhar com as normas técnicas desde os primeiros contatos com o mundo acadêmico. Saber lidar com essas normas em sua totalidade é o mesmo que ter o domínio da compreensão de trabalhos de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e científico de nossa sociedade.

    Por décadas as normas foram aperfeiçoadas e atualizadas para que os estudantes de hoje possam falar a mesma língua e tornar qualquer projeto viável, independente da região e das características que enriquecem a língua portuguesa por todo o país.

    Além de contribuir em muito para a troca de mais conhecimento entre os jovens estudantes e o corpo docente detentor de experiência, os avanços científicos e tecnológicos podem ser tratados de forma mais objetiva de um ponto de vista nacional. Por isso, esse conjunto de diretrizes tem como principal propósito, sem fins lucrativos, auxiliar no desenvolvimento das pesquisas e trabalhos científicos no Brasil, como a monografia e o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), além de publicações em periódicos, revistas científicas e dentro de instituições que cobram o uso das normas.

    Títulos e subtítulos ABNT

    Agora que você sabe sobre a importância das normas ABNT, vamos falar um pouco sobre títulos e subtítulos com o uso das normas. De acordo com a ABNT, os títulos, capítulos e subcapítulos devem ser alinhados a esquerda, numerados com algarismos arábicos de forma progressiva com a indicação de capítulos primários apresentados com números inteiros. Os subcapítulos deverão ser incluídos com o número do capítulo primário pertencente.

    Exemplo de título e subtítulo ABNT:

    1 Título Primário

    1.1 Título Secundário

    1.1.1 Título terciário

    1.1.1.1 Título quaternário…

    Sendo assim, o título e subtítulos irão aparecer de forma gradativa, como o uso de negrito e itálico.

    *Fonte: Prof. Cíntia Pinho
  • Normas APA: guia completo para trabalhos acadêmicos

    Normas APA: guia completo para trabalhos acadêmicos

    Independente da norma utilizada para formatação, é preciso entender os detalhes de como ela funciona para poder ter um trabalho completo e formatado conforme as exigências da instituição. A formatação APA é um estilo bastante utilizado no mundo e no Brasil, então, se você precisa formatar seguindo esse estilo, veja a seguir tudo que você precisa saber sobre a APA.

    O que é APA?

    A formatação APA é um conjunto de regras de estilo e formatação de trabalhos acadêmicos. Ela é usada principalmente por autores de artigos de periódicos, porém, pode ser aplicada a TCC, dissertação, tese, artigo científico, entre outros tipos de trabalhos.

    As normas APA surgiram através da publicação do Manual APA, que é um guia de estilo da American Psychological Association. Atualmente, as normas são utilizadas no mundo inteiro por diversas instituições de ensino, entidades e revistas científicas, podendo em alguns casos ser utilizados trechos ou toda a formatação no estilo APA.

    O manual APA foi publicado pela primeira vez no ano de 1929. Porém, após essa primeira edição, várias outras normas, regras e diretrizes foram atualizadas para adequar às necessidades observadas nas formatações para trabalhos acadêmicos, principalmente no meio científico. Dentre todas essas atualizações, a última foi lançada em 2009, que é o padrão mais utilizado atualmente.

    Embora as normas APA determinem vários aspectos de formatação, elas não estão totalmente relacionadas a estrutura do trabalho ou a apresentação gráfica. A formatação APA se aplica principalmente as citações e referências descrita em um projeto. Sendo assim, o mais utilizado é a estrutura e formatação ABNT junto a APA. O mesmo ocorre com as Normas Vancouver.

    Mesmo assim, a seguir falaremos sobre os itens obrigatórios na estrutura de diversos trabalhos acadêmicos entre outras informações sobre formatação que não estão diretamente relacionadas a formatação APA.

    Normas APA em PDF completo: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/10/normas-apa.pdf

    Retirado de: PUC

    A estrutura da APA segue as seguintes regras da ABNT:

    • NRB 6024:2012 – Informação e documentação: numeração
    • progressiva das seções de um documento – apresentação;
    • NBR 6027:2012 – Informação e documentação: sumário –
    • apresentação;
    • NBR 6028:2003 – Informação e documentação: resumo –
    • apresentação;
    • NBR 6034:2004 – Informação e documentação: índice –
    • apresentação;
    • NBR 12225:2004 – Informação e documentação: lombada –
    • apresentação;
    • NBR 14724:2011 – Informação e documentação: trabalhos
    • acadêmicos – apresentação.
    espaçamento, parágrafo, títulos e subtítulos nas normas APA
    Fonte: http://portal.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20160217101929.pdf

    Elementos obrigatórios para trabalhos acadêmicos

    Considerando que a formatação APA não especifica os elementos de um trabalho acadêmico e nem mesmo a estrutura, falaremos a seguir quais são os elementos considerados obrigatórios de acordo com os diversos tipos de trabalhos. Confira!

    TCC, monografias, dissertações e teses

    A elaboração desses tipos de trabalhos acadêmicos, é visto como obrigatório e opcional a apresentação dos seguintes elementos na estrutura do projeto:

    Elementos pré-textuais:

    • Capa
    • Lombada (caso o trabalho seja encadernado)
    • Folha de rosto
    • Ficha catalográfica e composição institucional
    • Errata (opcional)
    • Folha de aprovação
    • Dedicatória (opcional)
    • Agradecimento (opcional)
    • Epígrafe (opcional)
    • Resumos
    • Palavras-chave
    • Lista de ilustrações (opcional)
    • Lista de tabelas (opcional)
    • Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
    • Lista de símbolos (opcional)
    • Sumário.
    capa, lombada e folha de rosto normas APA

    Elementos textuais:

    • Introdução
    • Desenvolvimento
    • Conclusão.

    Elementos pós-textuais:

    • Referências bibliográficas
    • Glossário (opcional)
    • Apêndice (opcional)
    • Anexo (opcional)

    Artigos científicos

    Já no caso dos artigos científicos, todos os elementos que iremos mencionar a seguir são obrigatórios e devem aparecer na respectiva ordem:

    • Título do artigo
    • Nome do autor
    • Resumos
    • Introdução e método
    • Introdução
    • Método
    • Resultados
    • Discussão
    • Referências
    • Notas de rodapé
    • Apêndices

    Regras para formatação

    Considerando que as Normas APA se aplicam a formatação de citação e de referências bibliográficas, detalharemos a seguir todas as regras atribuídas a formatação desses dois elementos ao longo do trabalho acadêmico.

    Citações em APA

    O sistema utilizado para formatação através das Normas APA para citações é o de autor-data. Ou seja, é informado o sobrenome do autor e o ano de publicação do conteúdo mencionado. Veja a seguir vários exemplos e os diferentes tipos de citações que existem:

    Citação direta

    Esse é o tipo de citação onde é copiado um trecho do conteúdo original e acrescentado ao trabalho acadêmico. Nesses casos há duas opções de formatação da citação direta, que varia conforme a quantidade de palavras do conteúdo citado.

    Se for menos de 40 palavras, as Normas APA determinam que a citação seja feita entre aspas incorporada no corpo do texto. Agora, se a citação apresentar mais de 40 palavras, é preciso criar um bloco separado do corpo do texto. A citação deve ser incluída sem aspas com recuo de 1,25 cm da margem esquerda em caso de apenas um parágrafo, caso exista mais de um parágrafo, é aplicado mais um recuo de 1,25 cm no início de cada parágrafo.

    A formatação da citação direta com mais de 40 palavras é feita com espaçamento simples. No final da citação direta longa é preciso informar a fonte citada e o número da página ou parágrafo entre parênteses após o ponto final. Na citação com menos de 40 palavras, o nome da fonte pode ser informado em qualquer parte do corpo do texto e número da página ou parágrafo junto ao ano de publicação, e podem aparecer antes ou após a citação entre parênteses. Veja alguns exemplos:

    Citação direta curta (menos de 40 palavras)

    De acordo com Jean Jacques Rousseau (1743, p. 48), “embora a memória e o raciocínio sejam duas faculdades essencialmente diferentes, uma só se desenvolve completamente com a outra”.

    Obs.: formatação segue padrão do corpo do texto, mesma fonte e tamanho de fonte.

    Citação direta longa (mais de 40 palavras)

    O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. E não poderá sabê-la sem ir à escola, começando por observar a matéria bruta que está lá representada. (Durkheim, 1850, p. 28).

    Obs.: formatação deve ser feita com fonte Times New Roman e tamanho 12.

    Citação indireta

    Diferente da citação anterior, esta menção no trabalho acadêmico é feita com as próprias palavras do autor. Isso significa que o autor apenas menciona outro conteúdo descrevendo-o com suas próprias palavras. Nesse caso, é necessário citar o sobrenome do autor e ano de publicação. Veja um exemplo:

    Conforme Foucault (1934), há um equívoco sobre o que é novo. Os acontecimentos em volta de um evento destacam a essência do que vem a ser uma novidade.

    Obs.: não é necessário incluir nenhum tipo de formatação especial.

    Citação da citação

    Esse é o tipo de citação onde o autor não tem contato com a obra original, por isso, a citação é extraída de fontes secundárias. Nesse caso é necessário informar o autor da obra original, ano de publicação, acrescentar a informação “como citado em” ou “as cited in” (em caso de artigo em inglês), nome do autor que também fez a menção, ano e página de onde foi extraída a citação. Veja um exemplo de como é feita essa citação:

    Citação em português

    O empreendedor cria valor ao organizar incertezas, criativamente reorganizando fatores de produção e oportunidades de Mercado. (Knight, 1921 como citado em Jones, 1992, p. 734).

    Citação em inglês (original)

    Although the proposed categorizations contribute to an understanding of this

    phenomenon, “a way of seeing is a way of not seeing” (Poggie, 1965 as cited in Van de Ven & Poole, 1995, p. 510).

    As formatações nos dois casos irão variar dependendo se a citação é direta ou indireta. Além disso, é preciso considerar se a citação possui mais de 40 palavras ou menos que isso, no caso de citação direta.

    *Fonte: PUCRS

    Formatação da citação e referências bibliográficas

    A formatação de citações em APA varia de acordo com os tipos de citações (direta, indireta citação da citação) e em relação às fontes utilizadas para a citação. Isso significa que você precisa ficar atento a fonte para poder informar corretamente a informação. Confira a seguir como é feita cada uma das menções considerando o tipo de fonte:

    Citação de trabalho com um autor

    Deve ser informado o sobrenome do autor e o ano de publicação. Exemplo: Foucault (1945) ou (Foucault, 1945).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho com dois autores

    Deve ser informado o sobrenome dos dois autores e o ano de publicação. Exemplo: White e Moody (2005) ou (White e Moody, 2005).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho de três a cinco autores

    Deve ser informado o sobrenome de todos os autores e o ano de publicação. Em citações subsequentes, é necessário informar apenas o sobrenome do primeiro autor junto ao termo et al. e ano de publicação. Exemplo: White, Moody, Foucault, Jaques e Buffett (1940) ou (White, Moody, Foucault, Jaques e Buffett, 1940).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de trabalho com seis ou mais autores

    Deve ser informado apenas o sobrenome do primeiro autor seguido do termo et al. e ano de publicação. Exemplo: Moody (2016).

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação.

    Citação de autor entidade

    Deve ser informado o nome da instituição, associação, corporação, órgão governamental, entre outros, na primeira citação, junto ao nome abreviado e ano de publicação. Nas citações subsequentes é informado apenas o nome abreviado e ano de publicação. Exemplo: Banco Central do Brasil [BACEN] (1998).

    Referências bibliográficas: Nome da entidade. (Ano de publicação). Título da obra. Data e local de acesso à informação.

    Citação sem autor

    Deve ser informado o título do texto no local do autor junto ao ano de publicação. Exemplo: Lei n. 10.243 (2018) ou Constituição (1988).

    Referências bibliográficas: Título da Obra. (Ano de publicação). Data e local de acesso à informação.

    Citação de livros

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Local de publicação: Editora.

    Citação de periódicos, boletins e revistas

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome da revista, página, volume ou capítulo.

    Citação de periódico eletrônico

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome do endereço eletrônico. Data e local do acesso à informação.

    Citação de artigo de revista

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título da obra. Nome da revista, página consultada, total de páginas.

    Citação de tese e dissertação

    No corpo do texto apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.

    Referências bibliográfica: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título do trabalho. Tipo de documento, Nome da Instituição, Cidade de publicação, Estado, País.

    Formatação da página de referências bibliográficas

    Além de todos os nomes que devem ser mencionados e do padrão específico para cada uma das citações, é importante que você considere algumas informações sobre a formatação da página de referência bibliográficas

    • Espaçamento – as referências bibliográficas devem ser listadas através de espaçamento simples entre linhas com 12pt após cada parágrafo. É necessário acrescentar deslocamento de 0,75 cm na segunda linha e aplicar alinhamento justificado em toda a página de referências.
    • Abreviaturas – usar as seguintes abreviaturas para compor as referências bibliográficas:
    • Capítulo – Cap.
    • Edição – ed.
    • Editor(es) – Ed. ou Eds.
    • Coordenador(es) – Coord. ou Coords.
    • Organizador(es) – Org. ou Orgs.
    • Sem data – n.d.
    • Página(s) – p. ou pp.
    • Volume(s) – Vol. ou Vols.
    • Número – Nº
    referências normas APA
    • Ordem das referências: as referências devem ser feitas seguindo ordem alfabética ascendente. A ordenação alfabética ascendente considera apenas o sobrenome do primeiro autor, seguindo as demais letras iniciais dos primeiros nomes que aparecem em cada uma das referências listadas. Além disso, se há mais de uma citação do mesmo autor com obras diferentes, é considerado a ordem alfabética ascendente de cada obra mencionada.

    Lembrando que mesmo com as exigências das Normas APA, é importante consultar as regras atribuídas pela instituição de ensino ou revista acadêmica. Afinal, cada instituição ou entidade possui suas próprias regras, mesmo que muitas delas sigam normas pré-definidas. Então consulte o guia de formatação da sua instituição e aplique os conceitos ensinados neste artigo de acordo com as recomendações feitas por cada instituição.

  • Recuo ABNT: citação, parágrafo, títulos e referência, veja como fazer

    Recuo ABNT: citação, parágrafo, títulos e referência, veja como fazer

    A formatação ABNT é a mais solicitada no Brasil pelas instituições de ensino. Saber utilizá-la corretamente é fundamental para elaborar trabalhos acadêmicos do começo ao fim. Entre as diversas normas que compõem a ABNT, estão as regras para a utilização do recuo, que pode ser visto em vários momentos do trabalho acadêmico.

    Quer saber quais são as regras para o recuo e as formatações relacionadas aos parágrafos, citações, referências, título, subtítulos e muito mais? Então acompanhe este post até o final e aprenda tudo sobre recuo utilizando as Normas ABNT.

    Regras para utilização do Recuo

    As Normas ABNT especificam o tamanho do recuo para diversos elementos acrescentados no trabalho acadêmico. Cada um desses elementos possui formatação e recuo diferente, é por isso que listamos todos estes elementos e falaremos sobre cada um deles a seguir:

    Contra capa

    A contra capa, também chamada de folha de rosto, é um dos primeiros elementos do trabalho acadêmico que exige certa preocupação com a formatação. Neste elemento, há vários itens que são formatados de forma específica.

    Em termos de recuo, a formatação varia entre centralizado e alinhado à direita com recuo de 7 cm. Veja a seguir os itens que aparecem na contra capa e como eles são alinhados na folha de rosto:

    • Nome do autor – centralizado;
    • Título principal – centralizado;
    • Subtítulo – centralizado;
    • Nota de apresentação – recuo de 7 cm à direita;
    • Nome do orientador – recuo de 7 cm à direita;
    • Local – centralizado;
    • Ano – centralizado.
    exemplo folha de rosto recuo

    Corpo do texto

    O corpo do texto possui formatação para alinhamento em dois importantes elementos: parágrafos do texto e citações diretas com mais de 3 linhas. Veja como é feito o recuo nesses dois casos:

    Referências bibliográficas

    A página de referências bibliográficas não possui nenhum tipo de recuo específico para formatação. Porém, algumas pessoas costumam pesquisar por referências bibliográficas considerando o termo “citação”. Então, se você quer saber a formatação para fazer citação direta longa, nós já informamos no tópico anterior.

    As citações diretas com mais de 3 linhas, ou 40 palavras, devem ser formatadas com recuo de 4 cm da margem do texto em um ou mais parágrafos separados do corpo do texto. A formatação nesse caso segue ainda com a fonte Times New Roman em tamanho 10.

    referências bibliográficas recuo abnt

    Formatações utilizadas em trabalhos acadêmicos

    Até o momento falamos apenas sobre recuo segundo as Normas ABNT. Mas para formatar seu trabalho do começo ao fim, você terá que utilizar vários tipos de formatações e é sobre isso que falaremos a seguir.

    Papel para impressão

    As Normas ABNT exigem um padrão específico para a impressão do trabalho acadêmico. A formatação do trabalho acadêmico começa com as margens da página de impressão. De acordo com as regras estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, é preciso manter uma distância de 3 cm da margem superior, 2 cm da margem inferior, 3 cm da margem esquerda e 2 cm da margem direita.

    Essa formatação pode ser observada da seguinte forma:

    recuo ABNT de margem
    exemplo recuo de página (margem)

    Além da margem, a ABNT determina que o papel de impressão seja tamanho A4, que possui 21,0 cm x 29,7 cm.

    Fonte e tamanho

    O trabalho acadêmico pode ser elaborado utilizando dois tipos de fontes diferentes: Arial e Times New Roman. Porém, é importante considerar algumas variações na utilização da fonte. Se você utilizar Times New Roman em todo o trabalho, não tem com o que se preocupar. Agora, se você preferir utilizar Arial, em alguns momentos terá que usar Times New Roman.

    Você pode usar Arial na capa, contra capa, em vários elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Apenas nas citações direta longas você deve mudar para a fonte Times New Roman. Caso já esteja utilizando essa fonte em todo o trabalho, é só mantê-la ao fazer a citação.

    Já o tamanho indicado irá variar dependendo dos elementos do trabalho. O corpo do texto exige tamanho 12, enquanto a citação direta longa é formatada em fonte 10. Além das variações determinadas pela própria ABNT, você deve conferir no guia de formatação fornecido pela instituição se há alguma regra específica para utilização de fonte e tamanho da fonte.

    Espaçamento do texto

    Quase todo o trabalho acadêmico deve ser formatado com espaçamento de 1,5. Essa regra vale para o corpo do texto e elementos que possam aparecer no trabalho do tipo pré, pós e textual. Só há algumas exceções que se aplicam as citações diretas longas, notas de rodapé, legendas e referências bibliográficas. Nesses casos, o espaçamento utilizado é o simples.

    *Fonte: Bruno Souza

    Dicas para formatar seguindo as Normas ABNT

    Formatar um trabalho inteiro é de fato cansativo. Porém, não é nada assim tão difícil que você não possa fazer sozinho. Mas saiba, é preciso dedicação e bastante paciência para chegar ao resultado pretendido. Por isso, reunimos algumas dicas para te ajudar nesta etapa:

    1. Conheça as normas

    Não adianta nada começar a formatar se você não conhece as Normas ABNT. Você não precisa estudá-las a fundo, mas ter um conhecimento mínimo sobre elas é fundamental para iniciar a formatação.

    Uma forma de conhecer as normas é através de PDFs da própria Associação Brasileira de Normas Técnicas ou ainda por meio do guia de formatação da sua instituição.

    2. Não deixe para a última hora

    A formatação é quase sempre uma das últimas etapas do trabalho acadêmico. Porém, deixar para a última hora é um grande erro que deve ser evitado. Se você sobrecarregar as tarefas ao final do trabalho, você poderá não se dedicar completamente à formatação, o que poderá gerar problemas e erros.

    3. Peça ajuda

    Se você tentou, mas não conseguiu fazer sozinho a formatação do seu trabalho, peça ajuda. Você pode contar com a ajuda de seu orientador, de pessoas que já fizeram trabalhos acadêmicos, de artigos na internet e até mesmo de profissionais que realizam a formatação nas Normas ABNT.

    Não há problema algum em pedir ajuda! Então se esse for o caso, não tenha medo ou vergonha de pedir ajudar.

  • Grifo Meu: significado, ABNT, exemplos de uso e dicas

    Grifo Meu: significado, ABNT, exemplos de uso e dicas

    Sempre que é necessário elaborar um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) o estudante tem como ferramenta diferentes recursos que podem facilitar a compreensão dos examinadores. Dentre esses importantes meios de se comunicar, o grifo meu, ou grifo nosso, pode ser utilizado. Daqui para frente vamos nos referir a esse recurso somente como grifo nosso, um recurso comum e indicado dentro da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

    Veja neste post como o grifo nosso é definido e quais suas principais características. Saiba como ele pode ser utilizado também por você em seu trabalho de conclusão de curso. Veja tudo isso a seguir!

    *Fonte: Fran Carniel

    Definição de Grifo Meu (Grifo Nosso)

    Podemos definir o grifo nosso como uma forma de destacar um trecho de uma citação em um trabalho acadêmico como o TCC. Esse recurso pode ser utilizado em qualquer trabalho acadêmico, e para isso é necessário fazer a citação em obras de autoria de terceiros. O grifo nosso irá ajudar na fundamentação do TCC destacando um trecho de uma citação relevante ao trabalho do estudante. O conteúdo pode ser extraído de livros ou trabalhos científicos e inserido no TCC por meio de uma citação direta ou indireta.

    Se for uma citação direta, basta que o estudante faça a cópia direta do trecho que deseja utilizar em seu TCC. Já para as citações indiretas, o mesmo acontece, porém, em vez de a citação ser copiada e colada, o estudante destaca um trecho sobre um pensamento do autor das obras utilizadas como referência, mas o estudante utiliza suas próprias palavras para descrever tal trecho.

    O principal papel do grifo nosso é a ênfase dada para algumas expressões de citações diretas, que por sua vez, podem ser vistas como uma transcrição literal de outro autor. Quando uma parte de uma citação é incluída em um trabalho acadêmico, o grifo nosso é cobrado. A forma como algo deve ser citado segue normas técnicas que devem ser observadas em trabalhos acadêmicos em geral. 

    Quando devo utilizar Grifo Meu (Grifo Nosso)?

    Geralmente, as citações em um trabalho acadêmico são necessárias e uma ferramenta muito importante. Neste caso, é indicado utilizar o grifo nosso quando essas citações são muito longas, pois isso ajuda com que o estudante foque somente em citações relevantes para seu trabalho. Esse tipo de abreviação pode até ter quatro linhas quando utilizada. O formato com que o parágrafo será redigido segue uma forma específica de acordo com as normas técnicas, possuindo um parágrafo próprio, o espaçamento entre linhas deve ser de 1 cm, a fonte deverá ser menor que 12 e recuo de 4 cm localizado à esquerda.

    Mas, se o estudante achar necessário, é possível utilizar o grifo nosso também em citações curtas, com menos de três linhas ao longo do desenvolvimento do trabalho. Por ser uma citação curta, o grifo nosso neste caso pode destacar um trecho de uma citação dentro de um parágrafo já existente no corpo do texto. É muito comum vermos este tipo de citação em artigos e livros, assim como pode ser também utilizada em trabalhos acadêmicos.

    Já as citações diretas, ou também conhecidas como paráfrases, devem ser expressadas com as próprias palavras dos estudantes com a intenção de transmitir a ideia do autor. Ou seja, você estará dizendo algo e transmitindo a ideia de outra pessoa, no caso, o autor de um livro, de uma tese, de um trabalho, de uma fonte que tenha um dono.

    exemplo de grifo meu

    Diferença entre Grifo do Autor e Grifo Meu (Grifo Nosso)

    Se em um trabalho um trecho é copiado de um livro ou outro trabalho já existente, possui grifo nosso. Mas, quando o trecho retirado é de um livro ou outro trabalho já existente é descrito com as palavras do próprio autor do livro ou trabalho, então isso caracteriza “grifo do autor” e deve ser mencionado no final da citação. Neste caso, devemos enfatizar que nas duas situações devemos utilizar itálico, negrito ou sublinhado para destacar esse trecho.

    Se o destaque for feito em um texto já existente retirado de uma obra consultada, esse trecho não precisa estar diretamente ligado às ideias centrais do texto. Porém, se você fizer um grifo nosso é fundamental que a ideia central retirada do trabalho seja respeitada. Para ficar mais claro de você entender a diferença entre os dois tipos de citação, vamos a alguns exemplos:

    Exemplos

    Vamos imaginar que um aluno trabalha para definir o conceito de uma narrativa sob sua ótica em um TCC e pretende citar Henry Jenkins. Neste caso, o aluno pode utilizar uma citação buscando retirá-la de uma obra do autor Henry Jenkins e destacar com o grifo nosso.

    “[…] Uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor […]” (JENKINS, 2009, p. 138, grifo nosso).

    A citação abaixo foi feita pelo próprio Jenkins em uma de suas obras e neste caso, é utilizado o grifo do autor para quando esse trecho é utilizado em um trabalho de terceiros:

    “[…] Produtores de mídia e anunciantes falam hoje em capital emocional ou lovemarks, referindo-se à importância do envolvimento e da participação do público em conteúdos de mídia […]” (JENKINS, 2009, p. 235, grifo do autor).

    Neste caso, podemos concluir que toda expressão deve ser colocada entre parênteses logo após o número de páginas. O autor da citação também deve ser destacado. Ainda que o trabalho acadêmico tenha sido feito somente por uma pessoa, o mais indicado é utilizar grifo nosso e não grifo meu.

    Devemos lembrar que a utilização do grifo meu faz parte dos critérios de utilização das normas técnicas em um trabalho acadêmico. Portanto, é essencial que o estudante veja na íntegra quais são essas normas técnicas, aprenda a utilizá-las e esteja sempre atento a forma correta e a hora certa de utilizá-las. Não hesite em pesquisar mais exemplos da utilização do grifo meu (grifo nosso) em outros trabalhos.

  • Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    Relatório de Estágio: veja como fazer, modelo pronto, ABNT e dicas

    De uma forma bastante direta, um relatório na área acadêmica tem como objetivo apontar como está sendo a experiência em um trabalho feito pelo estudante. Geralmente, o relatório é de praxe na entrega do estágio, onde um estudante relata em detalhes como foi sua experiência em sua área junto aos profissionais formados. Essa experiência pode ocorrer em uma empresa, em um colégio, em um hospital, em qualquer área da indústria. Esse, portanto, é um dos principais requisitos de um estágio, algo equivalente a um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

    A questão é que, assim como o TCC, muitos alunos ainda se perguntam o que fazer e como fazer quando o assunto é um relatório de estágio. Sabendo que esse relatório faz parte do âmbito acadêmico, o aluno deve estar ciente de quais regras e normas técnicas deverão constituir este relatório. Não é só sair escrevendo e entregar para a instituição. O aluno deve prezar pela capa, pelo sumário, folha de rosto, conteúdo, tudo formatado com ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), além de outros itens importantes e padronizados.

    Neste post, vamos falar mais sobre tudo isso e explicar como um relatório de estágio deve ser entregue. Veja como fazer, o que não pode faltar, o estilo da escrita, normas ABNT mais importantes, além de muitas dicas que irão fazer a diferença na hora de você fazer o seu relatório.

    O que é um relatório de estágio?

    Um relatório de estágio é um modelo de documento que tem como principal objetivo fazer com que um aluno de um curso técnico ou superior, relate todos os resultados obtidos em um processo investigativo de pesquisa acadêmica. O aluno fica na responsabilidade de apresentar os resultados de sua experiência prática e toda a observação relevante levantada, apresentando isso a instituição de ensino de forma técnica e científica por meio do relatório de estágio.

    Esse é um dos principais requisitos na formação de estudantes de grau técnico e superior. Existem instituições de ensino que cobram o estágio com relatório, outras cobram o TCC e algumas cobram os dois dos alunos. Essa regra varia de instituição para instituição. Quando o estágio é cobrado do aluno, um conjunto de parâmetros e normas técnicas com padrões pré-definidos entram em jogo, e neste ponto a maioria das instituições de ensino no Brasil trabalham de forma semelhante.

    Desta forma, o que você irá ver nos próximos tópicos irá condizer com as exigências cobradas por sua instituição. É aconselhado que você questione sua instituição de ensino quanto as diferenças diante do estilo e norma técnica utilizada. Pode ser que a norma exigida não seja ABNT.

    *Fonte: Fátima Beraldo

    Como fazer um relatório de estágio?

    Sabendo que o relatório de estágio conta com várias estruturas fundamentais para a sua elaboração, antes de mostrarmos como fazer um relatório de estágio, vamos mostrar quais são essas estruturas logo a seguir:

    Normas ABNT

    Sabendo que são essas estruturas básicas de um relatório de estágio, é importante que você compreenda na íntegra cada uma delas. Você deve saber o que é um folha de rosto, como fazer uma capa, desenvolver o conteúdo onde estará relatado toda sua experiência obtida nas horas de estágio, como fazer um sumário, além dos outros pontos citados para elaborar um relatório de estágio.

    Controle de estágio

    Além de dominar toda a estrutura citada logo acima, o aluno também deve saber se organizar quanto ao que vai sendo observado nos dias de estágio. Muitas instituições exigem do aluno um “controle de estágio” que anda de forma paralela ao relatório oficial que só será entregue no final do estágio. Ou seja, o controle de estágio deve ser escrito a mão, assinado pelo responsável pela parte prática e apresentado ao responsável pelo estágio dentro da instituição de ensino onde são ministradas as aulas.

    O controle de estágio serve para que o aluno mantenha anotado e formalizado tudo que está acontecendo no seu estágio, servindo como uma prévia do que será o relatório final. Bom, agora que você já sabe da estrutura que irá focar (ABNT) e sobre o controle de estágio, chegou a hora de pôr a “mão na massa” e começar a escrever o seu relatório de estágio.

    Introdução

    A introdução é a chamada para todo o restante do conteúdo, incluindo a conclusão no final do relatório. O relatório deve conter começo, meio e fim, com uma conclusão sobre a experiência adquirida pelo estudante. Essa estrutura é dissertativa, com introdução, desenvolvimento e conclusão.

    Já na introdução, os aspectos do que será demonstrado ao decorrer da experiência adquirida deve ser contextualizado com o restante do material que será redigido.

    Descrição das atividades

    Ao descrever durante todo o desenvolvimento do trabalho suas experiências diante das atividades experimentadas ao decorrer de todo o estágio, sustente todo a estrutura com começo, meio e fim e se apoie no controle de estágio e em todas suas anotações ao longo desta experiência. Uma importante dica, é o estudante fazer várias anotações ao decorrer do estágio, anotações escritas, em áudio, com backup em pasta online e hardware, tudo para não correr o risco de ficar sem suas anotações devido alguma circunstância infeliz.

    Conclusão

    Na conclusão do relatório, o aluno deve fazer um resumo do que foi apresentado até aquele momento, falar sobre o que ele considerou sobre o estágio e apresentar tudo isso de forma conclusiva, mostrando que o trabalho está em fase de encerramento.

    Modelos e exemplos prontos para você se basear

    capa abnt relatório de estágio
    contra capa relatório de estágio
    folha de rosto relatório de estágio
    introdução relatório de estágio
    exemplo de relatório de estágio
    modelo relatório de estágio pronto
    desenvolvimento e conclusão relatório de estágio
    conclusão de relatório de estágio

    O que não pode faltar em um relatório de estágio?

    É fundamental em um relatório de estágio, que a organização dissertativa no relato apresentado pelo aluno seja respeitada. O aluno se apresentou para o estágio, conheceu o responsável pela parte prática, conheceu outros estudantes estagiários, teve contato com outros profissionais, aprendeu na prática técnicas vista em sala de aula, tirou dúvidas, esclareceu fatos, e experimentou tudo que foi lhe proporcionado no estágio.

    Organizar tudo isso em um esboço durante as anotações e demonstrar o seu relato, suas experiências, de forma original seguindo a estrutura dissertativa, é o que não pode faltar em um relatório de estágio.

    Estilo de escrita

    O relatório de estágio segue normas técnicas padronizadas para apresentação de trabalhos no âmbito acadêmico e científico. Sabendo disso, não lhe restam alternativas a não seguir um estilo de escrita formal, respeitando as normas da língua portuguesa, seguindo a formatação ABNT, mas faça tudo isso sem deixar de ser original. Não utilize gírias e nem palavras chulas ou de baixo calão, porém, seja simples e não tente complicar com palavras extremamente cultas se o seu estilo de escrita não é assim. Ao contrário do que é exigido em uma monografia, em um relatório de estágio, o estudante pode se colocar em primeira pessoa do singular ao apresentar o trabalho. Isso torna as coisas mais originais possíveis. Portanto, traga o máximo de detalhes de sua experiência sem deixar o seu estilo de escrita de lado.

  • Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    Resumo Expandido: como fazer, modelo pronto ABNT, exemplo

    O resumo expandido é um tipo de trabalho comumente solicitado quando há eventos onde a publicação final necessita da apresentação deste texto. Por isso, quem for fazer uma apresentação onde é necessário apresentar o resumo expandido, deve entender detalhes desse tipo de texto.

    Quer saber o que é resumo expandido e como fazer? Então confira este post até o final e veja o passo a passo completo desse tipo textual.

    O que é resumo expandido?

    Resumir algo é o mesmo que dar informações objetivas e claras sobre um conteúdo que possui bastante detalhes. Desde sempre os estudantes precisam criar resumos nas escolas, essa prática estimula a escrita objetiva, tornando as explicações mais claras e simples.

    Seguindo este conceito, o resumo expandido é uma modalidade de resumo que tem como objetivo descrever um trabalho acadêmico com objetividade. Diferente do resumo simples, a modalidade expandida pode ser escrita antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa.

    E não se confunda com o resumo que existe em alguns trabalhos acadêmicos como o TCC. O texto que aparece logo após o “epígrafe” não tem nada a ver com o resumo expandido. Lembre-se: esse tipo de texto só é utilizado em casos excepcionais onde há a necessidade de apresentá-lo.

    Considerando que o resumo expandido pode ser elaborado antes mesmo de terminar o trabalho ou a pesquisa, ele é usado principalmente em eventos onde é possível compartilhar informações.

    Caso você participe de algum evento deste tipo, o resumo expandido mostrará aos participantes do que se trata sua pesquisa, qual é o tema, o porquê desse levantamento, entre outras informações. Isso proporcionará a troca de informações e posteriormente, poderá contribuir para um trabalho com mais qualidade.

    Formato para escrever um resumo expandido

    Cada evento possui um padrão específico para o formato do resumo expandido. Por isso, não é possível definir um tipo único para a elaboração desse texto. Nesse caso, é recomendado que os estudantes verifiquem no edital todas as diretrizes do evento, incluindo as informações sobre o resumo expandido.

    Há alguns lugares que exigem até mesmo formatações exclusivas, folha timbrada com cores específicas, colunas, entre outras exigências.

    IMPORTANTE: Cada instituição possui suas próprias regras e normas para elaboração de trabalhos e resumos, é de suma importância que você consiga com o seu orientador todas as normas exigidas.

    Modelo e exemplo de resumo expandido pronto

    modelo de resumo expandido

    Mais modelos em formato Word

    Principais diferenças entre resumo simples e expandido

    A primeira grande diferença do resumo simples e expandido, é que a modalidade simples é elaborada geralmente com o intuito de antecipar o conteúdo de um trabalho, fornecendo uma informação objetiva sobre o assunto que será abordado, enquanto que o resumo expandido tem como finalidade informar outros pesquisadores sobre um estudo para auxiliar no compartilhamento de informações.

    Outra grande diferença é que o resumo simples precisa ser feito após o término da pesquisa. Já o resumo expandido pode e deve ser feito antes da conclusão do trabalho, pois, a finalidade principal deste texto é gerar mais dados e informações que possam complementar a pesquisa em questão.

    Há ainda uma outra diferença que deve ser considerada, que é onde o resumo é utilizado. No caso do resumo simples, ele aparece antes do conteúdo do trabalho, logo após o “epígrafe”. Por outro lado, o resumo expandido é utilizado em eventos específicos, onde a finalidade é compartilhar informações sobre determinado assunto.

    Como fazer um resumo expandido

    Antes de iniciar o resumo expandido, é fundamental que você confira todos os parâmetros informados pelo evento sobre a elaboração desse texto. São esses parâmetros que determinaram a forma como o resumo será elaborado, assim como a formatação. A seguir, falaremos sobre o passo a passo da formatação e como fazer o conteúdo do resumo expandido.

    *Fonte: CIAR UFG

    Formatação para resumo expandido

    1. Crie um texto entre 500 e 1.000 palavras com referências bibliográficas;
    2. Formate a página no padrão exigido pela ABNT: Papel A4 (210 x 297 mm), modo retrato, margens de 3 cm no canto superior e na esquerda e de 2 cm no canto inferior e na direita. Insira abertura de 1,5 cm do alinhamento no parágrafo;
    3. Use a fonte Arial ou Times New Roman para o corpo do texto em tamanho 12 e aplique formatação justificado e espaçamento simples entre as linhas;
    4. Digite os títulos e subtítulos em caixa alta, negrito, espaçamento simples e fonte Arial ou Times New Roman em tamanho 12.
    5. Caso você tenha que elaborar um minicurrículo, informe titulação, e-mail e área de estudos como nota de rodapé na primeira página;
    6. Caso faça citações ao longo do resumo, incluir no corpo do texto e entre aspas as citações curtas, com no máximo 3 linhas. Em seguida é necessário informar o nome do autor e data de publicação. Se a citação for longa, é necessário aplicar recuo de 4,0 cm da margem esquerda, tamanho 10, espaçamento simples e usar a fonte Times New Roman;
    7. Por fim, as referências devem aparecer no final do resumo expandido seguindo ordem alfabética considerando o sobrenome da autoria com formatação de espaço simples, alinhadas à esquerda e com 1,0 de espaço entre as linhas.

    Conteúdo do resumo expandido

    Agora que você já sabe como formatar seu resumo expandido, veja algumas dicas que te ajudarão a elaborar o conteúdo deste texto:

    1. Informar na introdução do resumo a delimitação do tema, objetivos da pesquisa, problemática, método e referencial teórico.
    2. No desenvolvimento do texto, é preciso informar quais foram os resultados obtidos até o momento da elaboração do resumo. Essas informações devem apresentar referências conceituais e análise estatística.
    3. Para concluir o resumo, você deverá responder às principais questões em torno dos objetivos da pesquisa.

    Para elaborar um texto bem estruturado, objetivo e informativo, considere as seguintes dicas:

    • Faça um rascunho: organize todas as suas informações em um papel para finalmente colocá-las no resumo expandido. Assim, você terá uma visão mais ampla das informações fornecidas.
    • Leia o texto várias vezes: nada melhor do que entregar um texto bem escrito e livre de qualquer erro ortográfico ou gramatical. Para chegar a esse resultado, é importante ler várias vezes e modificar tudo que não estiver do seu agrado.

    Seguindo todas as dicas mencionadas, você poderá entregar seu resumo expandido no evento pretendido seguindo as recomendações do próprio evento.

  • ABNT NBR 6024 Atualizada: em PDF, numeração progressiva

    ABNT NBR 6024 Atualizada: em PDF, numeração progressiva

    As Normas ABNT são constituídas por diversas regras que especificam as formatações necessárias para a elaboração de trabalhos acadêmicos. Uma dessas normas é determinada pela NBR 6024, que é um conjunto de várias informações para a inclusão da numeração progressiva em vários trechos do trabalho.

    Está perdido com essa história de numeração progressiva? Não se preocupe, pois preparamos várias dicas importantes para você acrescentar esse item em seu projeto acadêmico. Além disso, falaremos mais detalhes das regras NBR 6024 para a elaboração da numeração progressiva. Confira tudo isso a seguir.

    O que é NBR 6024?

    Como já mencionamos, a NBR 6024 é uma das Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que especifica como a numeração progressiva deve ser feita nos trabalhos acadêmicos. Não importa se é um TCC, monografia, tese, dissertação ou artigo científico, se o trabalho tiver como base as Normas ABNT, isso significa que você deverá incluir a numeração progressiva conforme a norma NBR 6024 determina.

    Sendo assim, podemos resumir que essa norma é um conjunto de regras que especificam todas as características necessárias para a inclusão da numeração progressiva. Já esse item muito importante para um trabalho acadêmico é composto por vários números que tendem a ser divididos em seções e subdivisões de seções, conforme necessário para explicação de um determinado argumento. Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões

    *Fonte: Trabalhos Acadêmicos Prof. Cauê

    Para que serve a numeração progressiva?

    Esse tipo de elemento textual permite que o leitor encontre mais facilmente os tópicos de cada assunto em discussão no trabalho acadêmico. Isso porque a numeração progressiva estabelece todas as subdivisões necessárias para maior compreensão da seção. Sendo assim, podemos resumir dizendo que esse tipo de elemento textual serve para facilitar o entendimento e a localização de cada informação que compõe o texto.

    Download da NBR 6024 em PDF: https://projetoacademico.com.br/wp-content/uploads/2019/10/NBR-6024-atualizada-2012.pdf

    Quais são as regras para a numeração progressiva?

    Sabendo o que é numeração progressiva podemos começar a falar das regras para a elaboração desse elemento textual. a norma NBR 6024 especifica que a numeração progressiva apresente no máximo cinco sequências de divisões. Nesse caso, há a seção primária, secundária, terciária, quaternária e quinária. Se houver mais subdivisões para explicar o assunto, é necessário recorrer a outros elementos textuais. Como Colocar Anexos no TCC: veja as normas ABNT, sugestões e nossas dicas

    Sendo assim, temos o seguinte esqueleto de seções: 1 (primária); 1.1 (secundária); 1.1.1 (terciária); 1.1.1.1 (quaternária); 1.1.1.1.1 (quinária). Independente do número que aparece na seção primária, ele sempre aparecerá no início de cada seção. Veja a seguir uma tabela com mais exemplos de seções e subdivisões:

    Primária Secundária Terciária Quaternária Quinária
    1 1.1 1.1.1 1.1.1.1 1.1.1.1.1
      1.2 1.1.2 1.1.1.2 1.1.1.1.2
      1.3 1.1.3 1.1.1.3 1.1.1.1.3
    2 2.1 2.1.1 2.1.1.1 2.1.1.1.1
      2.2 2.1.2 2.1.1.2 2.1.1.1.2
      2.3 2.1.3 2.1.1.3 2.1.1.1.3

    Essa é a regra mais simples da NBR 6024, que é composta ainda por várias outras informações importantes. Veja a seguir cada regra e algumas dicas para colocá-las em prática em seu trabalho acadêmico:

    1. Título das seções

    Todo título de uma seção ou subseção deve ser inserido no texto junto a numeração progressiva com separação de apenas um espaço, sem nenhum tipo de elemento gráfico, tais como: hífen, ponto, travessão ou sinal.

    Exemplo

    1 Título da seção primária

    1.1 Título da seção secundária

    2. Mudança de seções

    Todas as seções e subseções devem estar relacionadas entre si. Caso o assunto abordado seja diferente, é necessário mudar para uma nova seção primária.

    Exemplo

    1 Aspectos de uma boa escovação dental

    1.1 Como é feito a limpeza dos dentes

    1.2 Quais são as melhores escovas

    1.3 Como escolher o creme dental ideal para uma boa limpeza

    2 Alimentos que podem manchar os dentes

    2.1 Como evitar manchas nos dentes causadas por alimentos

    2.2 Quais alimentos ajudam a evitar manchas nos dentes

    Fonte: http://www.fio.edu.br/manualtcc/co/5_Numeracao_progressiva.html

    3. Uso de alíneas

    No caso de listas onde é necessário enumerar os itens para melhor compreensão das informações, deve-se utilizar alíneas como elemento gráfico. Nesse caso, cada alínea deve aparecer com uma letra do alfabeto escrita em letra minúscula junto a um fecha parênteses. Antes de cada alínea, é necessário ainda que haja um texto seguido de dois pontos.

    Exemplo

    1 Título da seção primária

    Conteúdo

    1.1 Título da seção secundária

    Conteúdo terminado em dois pontos (:)

    a) alínea;

    b) alínea;

    c) alínea.

    4. Subalíneas quando necessário

    Se dentro de uma alínea ainda for necessário listar outros itens, você deverá utilizar o recurso de subalínea para listá-los. Nesse caso, a subalínea deve ser iniciada com um travessão. Em cada alínea e subalínea é necessário ainda terminar a frase em ponto e vírgula (;), a não ser que a alínea ou subalínea seja a última da lista, pois nesse caso é terminado em ponto final (.).

    Exemplo

    1 Título da seção primária

    Conteúdo

    1.1 Título da seção secundária

    Conteúdo terminado em dois pontos (:)

    a) alínea:

    — subalínea;

    — subalínea;

    — subalínea.

    b) alínea;

    c) alínea.

    Fonte: http://www.fio.edu.br/manualtcc/co/5_Numeracao_progressiva.html

    Dicas para não errar na numeração progressiva

    Seguindo todas as regras que mencionamos você terá grandes chances de fazer a numeração progressiva corretamente. Mas ainda assim, separamos algumas dicas para te ajudar nessa numeração que muitas vezes é trabalhosa e confusa. Veja a seguir quais são as dicas:

    • Antes de começar seu trabalho acadêmico, anote os tópicos e subtópicos em um rascunho para não se perder nas explicações;
    • Só recorra as subseções se os demais tópicos tiverem relação direta com a seção primária;
    • Alíneas devem ser usadas apenas nos casos de listas, assim como as subalíneas;
    • Revise todas as seções e subseções para identificar qualquer erro que você possa ter cometido;
    • Faça uma diagramação que você não precise utilizar muitas subdivisões para que fique mais fácil de entender o seu trabalho;
    • Mantenha um certo padrão em sua diagramação, pois dessa forma tudo ficará mais uniforme.
  • Referências Vancouver: veja como fazer, exemplo e dicas para não errar

    Referências Vancouver: veja como fazer, exemplo e dicas para não errar

    O estilo de formatação Vancouver foi determinado pelo ICMJE (Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas) e segue com base no padrão de normas técnicas ANSI para se adaptar aos padrões da U.S National Library of Medicine. As normas técnicas Vancouver são extremamente importantes de serem compreendidas e trabalhadas de forma correta onde elas forem cobradas, como em universidades, revistas, jornais, etc.

    Neste post, vamos falar mais sobre as normas Vancouver e como fazer referências bibliográficas normas Vancouver de um modo geral!

    De onde surgiu a norma Vancouver?

    Durante um evento de editores de revistas internacionais realizado em 1978 em Vancouver, Canadá, deu-se início ao importante conjunto de normas técnicas utilizados até os dias de hoje conhecido como Normas Vancouver. Os editores reunidos representavam importantes revistas médicas e se encontraram em Vancouver com o objetivo de estabelecer uma padronização nas diretrizes quanto a formatação das citações e referências bibliográficas lançadas pelas revistas. Os editores reunidos chegaram a um consenso que o padrão determinado deveria oferecer distribuição de relatos ligados aos assuntos da área médica com mais precisão, clareza e uniformidade.

    Esse padrão ficou bastante conhecido entre os editores do mundo todo enquanto ainda estava sendo elaborado, principalmente por editores de revistas médicas em todo o mundo, e passou a ser conhecido como Grupo de Vancouver. No ano seguinte, 1979, o novo padrão de normas técnicas voltado para publicações da área médica foi apresentado ao mundo, padrão que durante um ano após a primeira reunião foi finalmente elaborado.

    O novo padrão de normas técnicas quanto a publicações da área médica, formatos, referências bibliográficas, lançou definitivamente o conjunto de normas aprovado pela: NLM (National Library of Medicine) e pela ICMJE (International Committee of Medical Journal Editors).

    Citações Vancouver

    Antes de falarmos mais sobre a forma como as referências bibliográficas deverão ser utilizadas no conjunto de Normas Vancouver, é importante darmos uma pincelada sobre os principais pontos quanto as regras de citação. Nesse caso, é necessário falar sobre alguns pontos essenciais que não podem passar despercebidos na hora de citar no estilo Vancouver. Só assim as regras quanto as referências poderão fluir de forma correta. Veja como fazer Citação nas normas Vancouver: TCC, tese e trabalhos

    Como sabemos, nas citações Vancouver, as citações devem ser numeradas em uma ordem crescente conforme vão surgindo no artigo.

    • As referências deverão ser identificadas, assim como tabelas e legendas sempre com algarismos arábicos em ordem crescente conforme vão surgindo no desenvolvimento do texto. Todas as referências citadas deverão seguir o padrão de ordenação da primeira referência.
    • Não é aconselhado fazer a utilização de resumos como referências. Caso você faça a referência de um artigo citado que ainda não foi publicado, essas referências deverão ser no formato “preste a ser publicado” ou “no prelo”.
    • Todos os autores devem ter permissão assinada por escrito de um autor do artigo citado que ainda não foi publicado.
    • Também é importante em citações Vancouver que um manuscrito que ainda não foi aceito e citado em um texto apareça na forma “comunicação pessoal”, sempre com a autorização por escrito da fonte do manuscrito.
    • Tenha cuidado para citar uma comunicação pessoal e somente faça isso, se ela tiver informações relevantes que não foram disponibilizadas em fontes públicas ou não existam em nenhum documento não publicado.
    • Caso você utilize “citação pessoal” com Vancouver, o nome da pessoa que está citando e a data em que a citação foi incluída no corpo do texto deverão aparecer entre parênteses. Já em artigos científicos, é necessário que os autores tenham a permissão por escrito e a confirmação da fonte de “comunicação pessoal” feita em uma publicação com Vancouver.
    • Todas as referências deverão ser verificadas junto aos autores em comparação com os documentos originais citados, não sendo tolerado erros quanto a isso.
    • A fonte original de uma citação deve prevalecer, e se for utilizado a citação de uma fonte original feita de forma pessoal por outro autor, então, a fonte original torna-se a citação pessoal.
    • O idioma que o autor utilizar em seu texto deve ser mantido nas citações em tradução direta quando a fonte original está em outra língua.

    Regras para Referências bibliográficas Vancouver

    • Uma referência deve indicar um autor, entidade ou um grupo de autores ou entidades. Quando não for possível indicá-los, utiliza-se o título.
    • As referências bibliográficas deverão aparecer no final do trabalho em formato de lista ordenada conforme as citações foram surgindo no corpo do texto e numeradas em ordem crescente, conforme visto no tópico acima.
    • todas as referências deverão ser alinhadas à margem esquerda, com espaço simples e em seguida, separados entre si por meio de um espaço duplo.
    • É necessário dar um espaço após ponto, após dois pontos e logo após a vírgula.
    • O nome da editora e a data deverão ser separados por ponto e vírgula nas referências Vancouver (;).
    • Caso uma referência passe a ocupar mais de uma linha, é necessário que ela seja reiniciada novamente em outra linha.
    referência vancouver exemplo
    Veja todas as regras em: http://www.abenmt.org.br/VancouverNormas-2017.pdf

    Referências bibliográficas Normas Vancouver

    Normas para citar entre um e seis autores – Quando um determinado documento apresentar até seis autores simultaneamente, é possível fazer a citação de todos esses autores sem problema algum.

    Normas para citar mais de seis autores simultaneamente – Já em um documento que possui mais de seis autores simultaneamente, você deve fazer a citação dos seis primeiros autores seguindo ordem alfabética e após o sexto nome utilizar “et al“.

    Referenciar um documento sem autoria – Se um documento utilizado para embasar um trabalho científico ou acadêmico for utilizado e não tiver autor conhecido, você deverá fazer a referência bibliográfica pelo título do documento.

    Referenciar editores compiladores com o autor do documento – Em um documento que foi utilizado como referência possuir somente os nomes dos editores ou compiladores, a referência bibliográfica deve iniciar a partir do nome.

    Organizações e Entidades – Quando um autor é uma organização ou entidade, essa organização ou entidade será autora do documento e deverá aparecer nas referências bibliográficas.

    Devem ser feitas referências de um autor partindo primeiramente pelo sobrenome com a primeira letra em maiúsculo – Em seguida, o nome deve aparecer abreviado com ou sem o uso de ponto, dois pontos, vírgula, ponto e vírgula ou qualquer sinal gráfico. Exemplo: Holly J.

    referências vancouver