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  • Tese de Mestrado: dicas de como fazer, normas ABNT e orientações básicas

    Tese de Mestrado: dicas de como fazer, normas ABNT e orientações básicas

    Escrever uma boa tese de mestrado requer atenção, pois se trata de um trabalho de alta complexidade, que possui características exclusivas de suas ideias e reprodução.

    Tese de mestrado é o trabalho acadêmico utilizado para a conclusão do mestrado. Por isso devem agregar além de qualidade, conhecimento, isto é, apresentar de fato um estudo aprofundado de determinado tema. A intenção é problematizar e buscar uma solução para o problema através da sua tese.

    Independente da modalidade do texto, seja uma dissertação, uma monografia ou uma narrativa, é necessário manter o foco no assunto, além de ser criativo e ainda aliar tudo isso à fontes científicas. Ou seja, escrever um texto acadêmico requer muita dedicação e disciplina.

    A seguir, abordaremos questões a fim de sanar dúvidas que possam surgir quando da elaboração da tese de mestrado. Com esse passo a passo você ficará por dentro de todo o necessário para construir seu trabalho.

    O que é uma tese de mestrado?

    A tese de mestrado nada mais é do que um trabalho acadêmico na forma de dissertação, elaborado com o objetivo de solucionar questões sobre determinado tema.

    Por exemplo, um mestrando que cursou Direito poderia confeccionar sua tese a respeito das execuções de contratos digitais sem assinatura de testemunhas, com fulcro no Direito Processual Civil, onde no decorrer do trabalho poderá trazer questões que são passíveis de polêmica no meio, e posteriormente deverá solucionar o dilema através de seus levantamentos e estudos.

    Diferentemente das teses de doutorado, as dissertações de mestrado não precisam ser originais. O mestrando poderá abordar assuntos já discutidos na seara acadêmica, mas mostrando uma nova perspectiva acerca da matéria.

    *Vídeo de Alex Sousa

    Problematize, defina o tema e elabore uma estratégia de abordagem

    Tenha em mente exatamente o que pretende redigir, qual tema pretende desenvolver, além de pensar na forma como sua dissertação terá efeito sobre a discussão.

    A fim de deixar sua tese bem elaborada, recomenda-se que antes pesquise e leia outros textos e trabalhos científicos semelhantes, pois assim poderá assimilar e concretizar melhor a ideia para depois reproduzi-la em um trabalho científico.

    Isso servirá para que você também determine qual a melhor forma de apresentar seu trabalho acadêmico, por exemplo. Por isso é muito importante que haja estudo, antes de realizar a produção da dissertação.

    A seguir, veja quais são os formatos de trabalhos acadêmicos mais comuns, para que você não se exceda, e nem deixe sua dissertação de mestrado tão sucinta:

    1. Monografia: com uma produção de em média 40 a 60 páginas, a monografia costuma ser adotada como trabalho acadêmico final em cursos de graduação. Se assemelha à tese, porém sua complexidade é bem menor, pois se apoia em um tema único.
    2. Dissertação: este tipo de trabalho acadêmico geralmente é adotado para conclusão de mestrados. Possui uma complexidade um pouco maior que a monografia, e possui em média de 80 a 100 páginas, entretanto, também possui tema único.
    3. Tese: por ser o trabalho acadêmico mais complexo, pois requer uma pesquisa bem profunda de determinado tema, mas que pode tanger outros temas mais amplos a fim de se comprovar uma teoria. Geralmente utilizada na conclusão de doutorados, e seu corpo exige que sejam produzidas mais de 200 páginas.

    Todas as modalidades de conteúdo acadêmico necessitam de uma síntese para que seu trabalho científico fique bem elaborado e se desenvolva de forma coesa. Em nossa página você descobre como elaborar uma síntese para um texto acadêmico.

    mulher escrevendo no notebook

    O desenvolvimento da sua tese de mestrado deve ser objetivo

    Eleito o tema o qual irá redigir, pense em como deixará seu estudo com uma construção mais “enxuta”. Isso não significa deixá-lo menor, mas sim mais objetivo e direcionado ao assunto o qual você optou escrever. Com isto, você irá delimitar sua ideia, além de facilitar a comunicação com o leitor.

    Para realizar essas delimitações e cortes de forma mais correta, deve-se fazer alguns questionamentos, como quais experiências serão relevantes, forma de escrita, qual a relevância de determinado trecho ao trabalho, quanto tempo a pesquisa do subtítulo irá demandar, além de que outras questões poderão surgir no decorrer do desenvolvimento.

    A forma de pesquisa é extremamente importante na hora de elaborar seu trabalho acadêmico, isso irá lhe poupar tempo durante o desenvolvimento de seu trabalho científico. Para saber como melhor organizar sua dissertação vale a pena olhar em nosso site como definir o tipo de pesquisa para seu trabalho.

    Normas da ABNT

    Ao se deparar com a necessidade de elaboração de um trabalho acadêmico como uma tese de mestrado, além do dever de organizar bem suas ideias e definir o tema, muitas são as regras de formatação e redação que devem ser atendidas. Quem rege tais normas é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    Essa padronização existe para que, ao redigir um texto científico ou trabalho acadêmico, ele fique bem organizado, a fim de promover uma melhor interpretação textual. Além disso, são imprescindíveis para o trabalho acadêmico ser aprovado, sendo assim obrigatórias no desenvolvimento de seu projeto.

    Todas as padronizações oriundas da ABNT são compatíveis com o editor de texto padrão Office Word, que é o mais utilizado. Para saber como aplicar essas normas à sua tese você pode acessar o site da ABNT e também olhar em nosso site as 10 normas da ABNT que são indispensáveis ao trabalho.

    logo abnt

    Busque por artigos científicos antes de iniciar a produção

    Apesar do acervo gigantesco fornecido pela internet, muitos artigos são redigidos sem qualquer embasamento científico, isto é, não possuem sequer um rol bibliográfico ou ainda links com as fontes que deram origem ao respectivo artigo.

    Para evitar infortúnios e não cometer erros no desenvolvimento de seu trabalho, você pode buscar por artigos acadêmicos pela ferramenta Google Acadêmico. Com ele você encontrará apenas textos, artigos e trabalhos elaborados desenvolvidos com base em dados concretos, o que irá colaborar para a veracidade do que será exposto em sua pesquisa.

    Além disso, não fique preso apenas aos artigos. Vale muito a pena acessar o acervo da Biblioteca Nacional. Lá você encontrará além de livros, diversas teses e monografia que também acrescentarão em muito quando for começar a escrever sua tese.

    Uma dissertação bem elaborada é a chave para a conclusão do seu mestrado

    Captar informações, realizar pesquisas, definir um tema e por qual caminho sua tese irá seguir, são alguns dos fatores que podem ser determinantes para o desenvolvimento de uma pesquisa densa e bem instruída. Por isso sempre é bom buscar com frequência dicas que podem ser benéficas ao escrever um texto acadêmico. Nesse site, o Projeto Acadêmico, você encontrará diversas informações que podem somar às sua tese de mestrado.

  • Como fazer um Relatório Científico: 8 passos, ABNT e modelo de exemplo

    Como fazer um Relatório Científico: 8 passos, ABNT e modelo de exemplo

    Entenda quais são os principais tópicos de um relatório científico e o que é necessário escrever em cada um.

    Se você, estudante universitário, está realizando uma pesquisa científica ou experimento, provavelmente precisará fazer, no final de tudo, um relatório científico sobre o trabalho de pesquisa realizado.

    Até porque, como você registrará todo o processo de experimentação e pesquisa, assim como publicar os dados que você obteve sem fazer um relatório para isso?

    Todo empenho, dedicação e todo conhecimento produzido por você não pode ser mantido em segredo, e sim compartilhado. O poder do conhecimento compartilhado é estudado até mesmo por coachings.

    E o relatório científico tem justamente a finalidade de registrar e divulgar, para a comunidade científica, todos os métodos e métricas utilizados na realização de uma pesquisa ou experimento, assim como apresentação e análise dos resultados.

    Além da disseminação de informações, escrever um relatório também é um ótimo exercício para os alunos, no sentido de treinar a interpretação e exposição de dados. Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    A estrutura de relatório acadêmico é simples, veja a seguir.

    Os tópicos de um relatório científico

    Como toda publicação científica, o relatório acadêmico precisa estar de acordo com as normas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT.

    Apesar de não dispor de uma estrutura engessada, alguns tópicos são fundamentais para que o autor consiga sintetizar o relato de maneira simples, e assim o leitor consiga compreender facilmente.

    Abaixo, aprenda sobre os 8 elementos fundamentais para fazer um relatório científico acadêmico.

    *Vídeo retirado de: Jullian César

    1. O título

    O título de um relatório científico deve ser muito detalhado e sintetizar o conteúdo da pesquisa. Em outras palavras, tem que ser possível na primeira leitura identificar todos os aspectos e até os objetivos da produção científica.

    Por exemplo, uma pesquisa sobre causas e efeitos negativos do uso de cigarros entre jovens não pode ter como título apenas “Estudo sobre o cigarro”, mas uma descrição mais assertiva, que realmente traduza o relatório.

    2. Introdução

    O tópico da introdução deve ser um resumo atraente de como foram dispostos todos os assuntos tratados no relatório científico. O ato de escrever um relatório precisa passar por uma introdução impecável.

    Uma boa introdução deve ser interessante e dar ao leitor os argumentos necessários para continuar lendo o relatório. Mostre, logo no primeiro momento, a razão pela qual o seu trabalho vale a pena ser lido.

    Algumas dicas são:

    • Garantir que o texto esteja realmente bem escrito, revisando várias vezes, se necessário. Lembre-se que a introdução é a porta de entrada para o relatório. Se a fachada está ruim, a credibilidade de todo o conteúdo pode ser comprometida.
    • Citar trabalhos feitos anteriormente e apresentar, pelo menos, mais 3 contribuições que esta nova publicação científica trará em relação às anteriores.
    • Deixe a introdução para ser escrita por último. Mesmo que seja o primeiro item, a introdução deve sintetizar todo o conteúdo do trabalho. Então, é recomendável escrevê-la quando o relatório já estiver completo.

    Não se esqueça: ninguém mais conhece o seu trabalho melhor do que você, então tenha confiança para expor as reais contribuições e todos os motivos relevantes para que o leitor prossiga a leitura.

    3. Objetivos

    A próxima parte da estrutura de relatório científico é composta pelos objetivos, que podem ser gerais ou específicos.

    Este item é muito importante pois, teoricamente, foram os objetivos que guiaram o estudante durante todo o desenvolvimento do experimento ou pesquisa científica.

    Então, ao final da publicação, esses objetivos devem ter sido alcançados.  No momento de começar uma pesquisa e elaborar um relatório científico o estudante deve ter eles bem claros em mente.

    Os objetivos devem ser escritos utilizando verbos específicos, de forma sucinta, para que a finalidade da experiência seja clara para todos que leem.

    4. Materiais e Métodos

    Essa seção do artigo tem uma finalidade muito interessante: permitir que o trabalho de pesquisa e experimentação possa ser refeito por outra pessoa, caso ela quisesse. Tipos de Artigos Científicos

    Este item, quando bem-feito, torna o trabalho verificável e atribui valor científico à obra. Afinal, fazer um relatório científico implica em ser objetivo e permitir validação por outras pessoas.

    Nos materiais e métodos, o autor deve fazer uma descrição detalhada de todos os equipamentos e instrumentos (materiais) que foram necessários para a realização da pesquisa e, em seguida, como foram utilizados pelo estudante (métodos).

    banner método científico

    Imagine que esse setor do relatório científico é como a “receita de bolo” do trabalho. Uma outra pessoa, mesmo que esteja tendo contato com o conteúdo abordado pela primeira vez, deve ser capaz de entender e reproduzir o experimento.

    5. Resultados e Discussões

    Em Resultados e Discussões o autor deve primeiro contar, de maneira direta e objetiva, todos os dados que foram obtidos durante a realização da pesquisa científica. Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Estes dados podem ser expostos através de gráficas e tabelas, quando a pesquisa empírica, e por meio de exposição e contraposição de conceitos criados pelos autores utilizados para a realização da pesquisa, em caso de pesquisa teórica.

    6. Conclusões

    A conclusão precisa ser escrita de forma tão atraente quanto à introdução e deve trazer uma síntese dos resultados, além de mostrar que os objetivos da pesquisa foram alcançados e a problemática do relatório foi respondida.

    É na conclusão em que o universitário amarra todas as descobertas da pesquisa ou experimento científico e expõe, sucintamente, tudo que o aluno aprendeu durante o processo de investigação científica.

    Dentre os tópicos de um relatório científico, a conclusão está entre os mais importantes.

    Esse fechamento deve funcionar como uma recapitulação de todo o relatório científico e trazer, de preferência, novas questões a serem estudadas.

    7. Referências Bibliográficas

    Você chegou até o fim do artigo e agora sabe quase tudo de como fazer um relatório científico, mas, não pode esquecer da cereja do bolo: as referências bibliográficas.

    Em toda produção científica as referências são um item obrigatório. A falta delas pode configurar plágio e assim zerar a nota do estudante.

    Por isso, indique todos os autores, livros e artigos que utilizou na produção do relatório e da própria pesquisa e experimento acadêmico.

    Livros sobre a mesa para referência

    Referenciar autores usados em qualquer produção deve ser algo automático na conduta de todo estudante universitário.

    8. Anexos

    Anexos ou apêndices são a última parte de uma estrutura de relatório e consistem em documentos complementares à argumentação do autor no relatório científico.

    Podem ser mapas, fotos, tabelas, reportagens e quaisquer elementos que sejam imprescindíveis para o entendimento de algum texto dentro da publicação.

    Anexos não são itens obrigatórios e só devem ser usados em situação de real necessidade para completa compreensão do relatório. Essa é parte final de como elaborar um relatório científico.

    Escrever um relatório nem parece mais tão complicado, certo? Mas além dos relatórios, existem vários outros gêneros textuais que circundam a vida universitária. O Projeto Acadêmico reúne todos eles para que você tire de letra os desafios da faculdade!

  • Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes

    Menor trabalho acadêmico em termos de conteúdo, o artigo científico não significa superficialidade. Pelo contrário, este instrumento deve ter uma objetividade efetiva.

    Saiba que, se o seu TCC — Trabalho de Conclusão de Curso — é escrever e apresentar um artigo científico, sinta-se privilegiado. Pois o artigo científico trata-se do menor trabalho acadêmico no tocante a conteúdo.

    Mas isso não significa que por ter um conteúdo menor, o artigo científico tem menos importância ou terá menos exigência por parte dos examinadores na banca. Pelo contrário, este tipo de trabalho acadêmico é dono de grande credibilidade dentro da comunidade científica.

    O que analisar antes de escrever um artigo científico?

    Antes de colocar “a mão na massa”, ou melhor “os dedos no teclado” para escrever um artigo científico, você deve analisar bem algumas questões:

    O artigo científico detém uma grande credibilidade perante a comunidade acadêmica e ainda mais no Brasil, onde a pesquisa científica é levada muito a sério.

    Para corroborar com essa argumentação dois dados chamam muito a atenção.

    Em um ranking publicado por uma das principais revistas científicas do mundo, a “Nature”, é mostrado que o Brasil é o líder no ranking em relevância científica na América Latina

    Outro dado muito interessante é que as mulheres ganham cada vez mais espaço dentro da comunidade acadêmica. Esta recente reportagem da revista “Exame” indica que elas passaram a assinar metade dos artigos científicos no país.

    Escolha a publicação científica

    livro de ciências aberto

    Também vale a pena já identificar a revista especializada em que você pensa em publicar seu artigo. Neste quesito, o “Portal de Periódicos” da Capes pode te ajudar.  

    Atenção: sobre publicação em periódicos, há uma norma específica da ABNT, que trata sobre este assunto: NBR 6022. Neste vídeo o professor destrincha toda norma, inclusive suas recentes modificações.

    Por fim, destacar que, diferente de uma monografia ou dissertação, o artigo científico pode ser feito em qualquer periodicidade e não exclusivamente como Trabalho de Conclusão de Curso.

    Ter ciência dos benefícios e riscos

    Antes de falar, especificamente, sobre como é a estrutura de um artigo científico, é preciso deixar bem claro que, se por um lado, no artigo científico você escreverá menos, por outro, sua mensagem terá que ser a mais objetiva e profunda possível.

    Outro fator que é bom o estudante estar ciente é que, ao tratar de um artigo científico, a situação é “oito” ou “oitenta”. Você pode ganhar muita notoriedade com sua pesquisa, caso ela descubra uma linha nova de investigação de algo relevante, ou aponte para uma solução ainda não pensada para uma demanda social.

    Ou você (e aqui vale a total sinceridade do mundo)  ficará com uma fama não muito boa perante a comunidade científica caso sua pesquisa seja mal elaborada, ou o que você propõe seja algo inviável.  Certamente você ficará marcado como o cara que propôs algo “sem pé nem cabeça!”

    Como elaborar o artigo científico?

    A primeira coisa que o autor de um artigo científico deve ter em mente é que deverá montar seu artigo na estrutura básica dos trabalhos científicos:

    Vale ressaltar que essa estrutura estará dentro das três partes do artigo científico:

    1. Introdução;
    2. Desenvolvimento;
    3. Conclusão.

    A primeira coisa a definir é o tema. Uma dica importante referente ao tema: como o artigo científico tem um menor número de páginas (de 10 a 15 páginas) pense em um tema que não demande conteúdo em demasia. Não confunda isso com um tema raso. 

    Claro que você é livre para escolher o tema que lhe aprouver, mas você, com certeza, concorda comigo que há assuntos mais complexos que, mesmo sendo bem objetivo, precisa-se de várias páginas para que seja apresentado.

    Mesmo assim, se o seu tema for desses, que requer muito conteúdo obrigatório (como a obrigatoriedade de citação de grande parte de uma legislação, por exemplo), tente delimitar seu tema.

    Uma espécie de “subtema”. Assim, um trabalho que precisasse de 40, 50 páginas, no mínimo, será possível ser apresentado em 15 páginas, no máximo.

    Introdução

    menina escrevendo no caderno

    Há, no meio acadêmico, a fama de que a introdução deve ser elaborada no final do trabalho, depois de estudado todo referencial bibliográfico analisado e o desenvolvimento feito. 

    No entanto, muitos professores estão mudando de opinião com relação a isso. Pois a introdução tem a função de um roteiro de seu trabalho.

    É na introdução que você fará uma contextualização do seu tema. Também justificará o porquê da escolha do tema em questão e convencer o leitor de seu artigo de que aquilo que você escreveu tem relevância científica.

    Aqui indica-se, também, a metodologia que você utilizará no seu trabalho acadêmico.

    Após isso, escreve-se os objetivos gerais e específicos do seu artigo científico, tudo somente em um texto. 

    Problematização da pesquisa

    Após situar o leitor de seu artigo com a introdução, é hora de informar a problematização da pesquisa, ou seja, o que você analisará, comparar, estudar e chegar a uma solução.

    É importante deixar bem claro qual é o problema. Sabe a contextualização de seu tema que você escrever na introdução? Utilize-a como ponto de partida.

    *Vídeo do canal: Mari Ella

    Roteirização dos capítulos

    Essa é uma coisa que muitos estudantes esquecem, a roteirização dos capítulos. Essa roteirização seguirá como um norte para a apresentação de seu artigo.

    A roteirização dos capítulos não é difícil de fazer. Coloque três tópicos, no mínimo, em que você abordará.

    Pesquisa

    Ao trabalho! A essência de qualquer trabalho acadêmico é a pesquisa

    É neste ponto do trabalho que você fará a citação, indicação, comparação, análise, entre outros, dos autores que você está utilizando como referência.

    Após analisar toda sua coleta de dados, chegou o momento de você revelar o resultado de sua pesquisa. Esta parte é colocada na conclusão, em que você pode propor a solução para o problema que você levantou referente ao tema.

    Queira mais

    Gostou do artigo? Foi útil para você? Compartilhe com seus amigos que também estão no processo de elaboração do TCC ou de outro projeto acadêmico.

    Se você quiser mais dicas e orientações sobre as demais partes do TCC, acesse agora o site do Projeto Acadêmico. Você encontrará textos específicos sobre cada parte da construção do TCC. Sempre numa linguagem fácil e, ao mesmo tempo, didática para você. Com a ajuda do rico conteúdo do Projeto Acadêmico, sua tão sonhada nota dez ficará mais próxima!

  • O que é Projeto Integrador? exemplos pronto, como fazer e ideias

    O que é Projeto Integrador? exemplos pronto, como fazer e ideias

    A formação profissional de um estudante requer diversos processos que são cobrados de acordo com o nível de formação. No caso dos cursos de nível superior, há alguns processos que são bem conhecidos como o TCC, e outros que quase não são mencionados, como é o caso do projeto integrador.

    Se você, assim como muitos estudantes não entende nada sobre projeto integrador, fique tranquilo que nós falaremos tudo que você precisa saber sobre esse assunto. Acompanhe este post até o final e descubra todos os detalhes desse importante projeto.

    O que é projeto integrador?

    O projeto integrador se constitui no âmbito estratégico de ensino e aprendizagem, com o objetivo de proporcionar a interdisciplinaridade dos temas abordados nos módulos estudados ao longo do curso. Por isso, esse projeto é considerado o método de pesquisa e extensão de cada módulo integrando toda a disciplina estudada de um modo geral.

    É o projeto integrador que oferece as condições para que haja uma avaliação das competências estudadas pelos estudantes. Neste projeto, as principais características do perfil profissional de cada estudante são ressaltadas e servem para que cada estudante seja avaliado ao término do curso.

    O objetivo principal do projeto integrador é articular de forma teórica e prática, promovendo a valorização das pesquisas individuais e coletivas. Além disso, esse tipo de iniciativa ainda apresenta alguns objetivos específicos, sendo eles:

    1. Contribuir para o aprendizado do estudante através da solução de problemas ambientais e sociais;

    2. Capacitar os estudantes para que eles aprendam a elaborar e expor seus trabalhos através de metodologias adequadas;

    3. Promover esclarecimento, análise e avaliação do que está sendo estudado com o objetivo de descobrir possíveis soluções e novas propostas para um determinado assunto, considerando que essas soluções beneficiem primeiramente a sociedade que o aluno pertencerá quando se tornar um profissional;

    4. Promover uma ligação entre os conteúdos estudados ao longo do curso, abordando temas que se complementam com o propósito de oferecer formação integral para o estudante;

    5. Promover o desenvolvimento da capacidade de planejar e resolver dentro de cada disciplina os problemas enfrentados pelas diversas áreas de formação;

    6. Fazer com que os estudantes tenham como método de resolução de problemas as pesquisas científicas;

    7. Desenvolver a interdisciplinaridade entre os alunos por meio da construção do conhecimento coletivo;

    8. Criar um sistema de informação que integra os diferentes níveis conceituais, lógicos e físicos.

    Exemplos de projeto integrador pronto

    Como é feito um projeto integrador

    Para atender a todos os objetivos que já mencionamos sobre o projeto integrador, este método educacional deverá ser conduzido pela forma de organizar o projeto, a escolha do tema e a avaliação. Esse tipo projeto pode ser elaborado com regras específicas de cada instituição de ensino, mas de um modo geral, a maioria dessas instituições aplicam a seguinte organização:

    Organização do projeto

    • Formação de grupos de 3 a 5 participantes no total;
    • Professores da disciplina em questão devem orientar os grupos para andamento do módulo;
    • Ao término do módulo, o projeto será entregue para avaliação juntamente com a apresentação final feita pelo grupo conforme o cronograma de cada instituição;
    • Durante a apresentação final, os estudantes deverão apresentar todos os itens obrigatórios do projeto.

    Escolha do tema

    O tema será escolhido de acordo com as situações ou problemas apresentados no módulo de estudo. Esse tema poderá ser utilizado no projeto integrador e no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Algumas instituições de ensino oferecem o tema para os estudantes, enquanto que outras permitem que cada grupo defina um tema para o projeto.

    Avaliação

    Após a entrega do projeto integrador, o grupo deverá apresentar o trabalho feito para os tutores orientadores e os demais coordenadores do curso e de todo o projeto integrador realizado na instituição. A avaliação em si será feita tendo como base o cumprimento de todas as etapas e dos critérios que são definidos por cada instituição de ensino para a avaliação desse projeto educacional.

    Estrutura do projeto integrador

    De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o projeto integrador é composto dos seguintes elementos: pré-textuais, textuais e pós-textuais. Se você já está acostumado com o TCC e outros trabalhos acadêmicos como esse saiba que o projeto integrador não varia muito nesse quesito, pois ele também segue normas e regras pré-definidas.

    Considerando os elementos que mencionamos, temos os seguintes itens para cada um dos elementos textuais:

    • Textuais – introdução, delimitação do tema, justificativa, objetivos, desenvolvimento, metodologia, resultados esperados, cronograma, entre outros; Para ver todos os elementos: https://projetoacademico.com.br/
    • Pós-textuais – referências bibliográficas, apêndice e o anexo.

    Como fazer um projeto integrador

    Como já mencionamos, o projeto integrador é realizado em grupo com o objetivo de promover a integração dos módulos estudados a partir de um tema proposto ou escolhido pelo grupo de estudantes. O intuito neste projeto é promover o conhecimento, criar soluções, estimular o trabalho científico, entre muitos outros.

    Sendo assim, o projeto integrador iniciará em todos os casos pela organização realizada pela instituição. Com base nessa organização, definição do tema e designação do grupo, cada estudante poderá seguir com a elaboração do projeto integrador.

    Tendo o tema definido, o método de pesquisa, o objetivo do estudo e outros aspectos já acordados pelo grupo, você poderá seguir com as seguintes dicas para fazer o projeto integrador:

    • Pesquise: um dos objetivos do projeto integrador é estimular as pesquisas científicas. Mas isso não significa que você deve ficar limitado a estudar o trabalho de outros pesquisadores. Você pode fazer sua própria pesquisa e desenvolver soluções que antes não foram pensadas;
    • Planeje: para que seu projeto saia do papel é preciso planejar tudo que você precisará fazer para executá-lo. Isso significa determinar um horário para o estudo, criar um cronograma, especificar como você e seu grupo farão o projeto integrador, entre outros itens desse tipo. O ideal é que você planeje todos os detalhes para que suas ações sejam mais efetivas.
    • Execute: não fique preso apenas na organização do seu trabalho. Você deverá executá-lo seguindo cada uma das etapas que você determinou através do planejamento. Coloque em prática tudo que você planejou e seja disciplinado para não deixar o projeto de lado.
  • Como começar uma Dissertação: veja como iniciar a sua

    Como começar uma Dissertação: veja como iniciar a sua

    Há vários momentos na vida de um estudante em que é preciso escrever uma redação. Esse item tido muitas vezes como classificatório, é cobrado em vestibulares, exames de admissão, concurso público e até mesmo em entrevistas de emprego. Por isso, é fundamental que todos os indivíduos saibam escrever uma boa redação, seja ela narrativa ou dissertativa.

    Para quem vai começar uma dissertação, dar o primeiro passo neste texto é quase sempre o maior desafio. É pensando nisso que preparamos várias dicas e formas de começar uma dissertação. Se você está nesta situação, confira esse post até o final e aprenda todas as dicas de como começar uma dissertação.

    Dicas de como iniciar uma dissertação

    Antes de qualquer coisa, você precisa entender o que é uma dissertação. Isso porque muitos estudantes começam a escrever esse modelo textual sem nem mesmo saber o que ele representa e quais são suas características. Uma redação dissertativa é um texto que além de influenciar na opinião do leitor através de argumentos, mostra um posicionamento em relação a determinado tema. Por isso, é importante que você conheça alguns aspectos desse tipo de texto.

    A estrutura de uma dissertação, por exemplo, é composta por: introdução, desenvolvimento e conclusão. Sabendo dessa estrutura você já sabe o passo a passo de como o seu texto deverá iniciar, desenvolver e terminar. Veja a seguir algumas informações importantes sobre cada uma dessas etapas de uma dissertação:

    Introdução

    A introdução é composta por um parágrafo curto, indo de 3 a 4 linhas. Nesta primeira etapa a ideia central do texto é apresentada de forma introdutória. Isso significa que o autor deve informar a ideia que será discutida, mas sem dar muitos detalhes de todo o conteúdo. Por isso, a introdução deve ser curta e objetiva para que o leitor apenas entenda o seu posicionamento sobre o tema e a ideia que você deseja abordar ao longo da dissertação. Introdução TCC seguindo a ABNT

    Desenvolvimento

    O desenvolvimento é composto por dois ou três parágrafos que variam entre 4 e 5 linhas. Nestes parágrafos é preciso apresentar argumentos para o seu posicionamento sobre o tema abordado. Por isso, é importante que você apresente bons argumentos para convencer o leitor do seu ponto de vista. Lembre-se sempre de apresentar mais de um argumento diferente para que o leitor veja que a sua opinião tem fundamento.

    Conclusão

    Por fim, a conclusão é a etapa que encerra o seu texto, e assim como a introdução, ela é composta quase sempre por um parágrafo curto com tamanho de 3 a 4 linhas. Nesta etapa você deverá encerrar todos os seus argumentos apresentando soluções ou uma visão sobre as possibilidades do tema discutido.

    *Vídeo do Professor Noslen

    Principais formas de começar uma dissertação

    Considerando os mais variados temas e posicionamentos, há um certo padrão de como os textos são iniciados. No caso de uma dissertação, esse padrão pode auxiliar na forma como você iniciará a sua dissertação. Por isso, separamos as principais formas de começar uma dissertação para que você se inspire. Confira a seguir quais são elas:

    1. Conceito

    A forma mais comum de começar um texto dissertativo é conceituando uma ideia. Isso significa trazer o conceito de determinada ideia para o foco da introdução. Esse tipo de abordagem torna seu argumento mais sólido e coerente. Veja um exemplo a seguir:

    “A violência é caracterizada por toda ação marginal que atinge qualquer pessoa de forma irreversível…”.

    Dica: utilize um dicionário para conceituar ideias, palavras e outras informações.

    2. Dados estatísticos

    Começar um argumento com dados estatísticos é o mesmo que embasar toda a sua ideia de forma científica. Por isso, você terá mais chances de que o leitor fique preso ao seu texto e confie na sua palavra. Veja um exemplo:

    “Cerca de 48% das pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras já foram molestadas, esse número reforça a ideia de insegurança que essas regiões do país proporcionam para os habitantes…”.

    Dica: utilize fontes confiáveis para embasar seus argumentos, lembrando sempre de mencionar tais fontes ao longo do conteúdo.

    3. Figura de linguagem e metáforas

    Usar uma linguagem metafórica ou figurativa é uma ótima forma de iniciar uma dissertação. Mas é preciso tomar alguns cuidados nesse tipo de abordagem, pois dependendo das palavras e do contexto que você utilizar a dissertação ficará comprometida. Veja como utilizar esses métodos linguísticos em sua dissertação:

    “Números de prontuário e doenças se tornaram os nomes de muitos pacientes no mundo…”.

    Dica: cuidado com as figuras de linguagem e metáforas que serão utilizadas para não causar mal-entendidos em seu texto.

    4. Narração

    Outra ótima forma de começar uma dissertação é utilizando uma linguagem narrativa. Sim, você pode fazer isso em um texto dissertativo. Mesmo parecendo um conflito de tipo textual, iniciar uma dissertação de forma narrativa também é válido. Veja um exemplo:

    “Durante 30 semanas, agentes de saúde pública promoveram a conscientização sobre as consequências do tabagismo nas principais cidades do país…”.

    Dica: para narrar um acontecimento é preciso informar dar referências de temporalidade e local. Redação Narrativa: veja como fazer, nossas sugestões e exemplos prontos

    5. Contestação

    Começar um argumento contestando opiniões, dados e outras informações tidas como comuns é chamado de argumento de contestação. Este tipo de abordagem permite que você desmistifique uma ideia, quebre padrões e estabeleça dúvidas para o leitor sobre algo que muitas vezes ele acreditou que era verdade. Veja um exemplo de como fazer isso:

    “Embora as mídias mostrem a mulher como uma figura que conquistou todos o seus direitos, há muitas lacunas que ainda precisam ser preenchidas…”.

    Dica: procure conceitos que realmente sejam observados e que possam ser contornados com um bom argumento.

    Como escolher a melhor abordagem

    Sabendo dessas diversas formas de começar uma dissertação, você deve estar se perguntando qual delas é a melhor. Na verdade, não há uma opção única para essa resposta, pois a melhor abordagem dependerá do tema da sua dissertação, dos argumentos que você utilizará, entre outras características.

    Sendo assim, anote essas informações de forma organizada em um papel e defina quais seriam as melhores abordagens para aquele assunto. Após anotar todas essas informações, como os argumentos do seu texto e a ideia central, faça uma comparação entre as diferentes abordagens para ver qual é a melhor para o seu texto.

  • Aprenda como fazer referência de artigo científico

    Aprenda como fazer referência de artigo científico

    Entenda como referenciar corretamente seus trabalhos acadêmicos.

    Uma das maiores dúvidas de quem é novo no universo acadêmico, ou mesmo de quem está iniciando a produção do TCC, é a questão das referências de artigos científicos e outras produções textuais e imagens. Neste artigo você conferirá tudo o que precisa saber para referenciar qualquer conteúdo corretamente.


    O que é referenciar?

    Quando você introduz qualquer tipo de conteúdo em seu trabalho acadêmico, seja no TCC ou não, tudo deve ser referenciado corretamente. Em outras palavras, você deve explanar sobre o que se trata o conteúdo e quem são os autores.

    Você não pode fazer isso simplesmente de qualquer maneira, mas precisa seguir o modelo estabelecido pelo conjunto de normas e regras da ABNT. As referências precisam estar no desenvolvimento e na bibliografia e em alguns momentos, em listas.

    Essas normas são atualizadas periodicamente para garantir o padrão de qualidade. A NBR 6023: 2018 é a que trata de referências nos trabalhos acadêmicos. A versão anterior era de 2011. Nada foi mudado na estrutura, apenas novas possibilidades foram acrescentadas.

    Abaixo você poderá conferir alguns itens que devem ser obrigatoriamente referenciados, segundo as diretrizes da NBR 6023: 2018. As NBR’s são as normas que foram aprovadas e estão em vigor, enquanto a ABNT é o órgão que institui e aprova essas normas:

    • Qualquer tipo de imagem, incluindo fotos, obras de artes, ilustrações, desenhos, etc
    • Qualquer tipo de tabela, gráfico ou similar
    • Qualquer tipo de documentação civil, como RG, certidão de nascimento, até mesmo as documentações históricas, como descobertas e documentos que comprovam essas descobertas, cartas, etc
    • Cartas, telegramas, fax, qualquer tipo de correspondência, incluindo as digitais
    • O meio digital não fica de fora e é incluído na NBR 6023. Qualquer tipo de conteúdo online também deve ser referenciado, como sites, blogs e até mesmo as redes sociais foram anexadas na atualização de 2018
    • Trechos e citações e qualquer produção textual também estão inclusos
    • Você deve referenciar, inclusive se forem de sua própria autoria

    Sempre acompanhe a atualização das normas e regras da ABNT e as novas NBR’s. Elas costumam simplificar e abrir mais possibilidades de edição e liberdade do que dificultar. Você deve tomar cuidado para não encontrar instruções sobre as normas desatualizadas em suas pesquisas.

    Como fazer a referência de imagens

    Para isso, você precisa saber que as referências precisam estar no desenvolvimento e na bibliografia. No desenvolvimento, é mais simples e breve possível, todos os detalhes pertinentes devem estar na bibliografia. Confira abaixo:

    • No desenvolvimento, você deve escrever com a fonte padrão acima da imagem, a numeração, (se for a primeira imagem do texto é 1, se for a segunda é 2 e assim por diante) o título e o autor
    • A legenda deve ser inserida abaixo da imagem com fonte tamanho 10
    • Na bibliografia você seguirá de forma parecida. Escreverá a numeração da imagem, com o título e autores, com fonte padrão. A diferença é que aqui vão informações extras que são pertinentes, como data, local, pessoas que estão na foto, por exemplo. Se for necessário, deve escrever quando você coletou o material
    • Se optar por fazer listas de imagens, tenha em mente que só são recomendadas se houverem 10 ou mais imagens. Para referenciar será igual ao sumário, mas apenas contendo a lista de imagens, numeração e a devida página

    Como fazer referências de artigos científicos e outros conteúdos textuais?

    Se quer fazer referências de artigos, dissertações e outros conteúdos textuais, também existem normas explícitas, segundo a ABNT. Você pode conferir abaixo:

    • No desenvolvimento, escreva os trechos ou conteúdo entre aspas para diferenciá-los. Em seguida, explique do que se trata, por exemplo: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”, trecho de Carlos Drummond de Andrade

    No caso, isso pode ter variações, você pode referenciar antes do trecho com uma frase do tipo: “De acordo com as pesquisas de…” Mas o trecho precisa estar entre aspas e você deve deixar claro no texto a quem pertence. Isso é válido para todo e qualquer tipo de conteúdo textual

    • Na bibliografia é um pouco mais complexo. Você deve referenciar o trecho, autores, datas, qual o tipo de documento (livro, revista, publicação, edital) e qual a instituição do autor (se for um antropólogo, por exemplo, deve especificar onde trabalha e onde trabalhava quando aquilo foi publicado
    • No caso de referenciar artigos científicos e outros conteúdos acadêmicos, é imprescindível que deixe a formação, data e instituição das quais os autores do conteúdo fazem parte.
    fazer referência de artigo
    Exemplos de referência de artigo

    Para referenciar gráficos e tabelas

    Qualquer tipo de conteúdo similar a gráficos e tabelas, ou seja, que contenham dados, devem ser referenciados como imagens. Na bibliografia você deve deixar explícito do que se trata a pesquisa, o ano, o local em que foi feita e os envolvidos.

    A única diferença é que se houver muitas tabelas e gráficos, você tem a opção de criar uma lista à parte. Não precisa estar incluída na lista de imagens, mas uma exclusiva para tabelas e uma exclusiva para gráficos e assim por diante. Se preferir, pode incluir os gráficos e tabelas na lista de imagens.

    Sobre as referências e as leis de propriedade intelectual e autoria

    É preciso deixar claro que existem leis específicas para qualquer produção que tenha autoria e conteúdos intelectuais. Não referenciar conteúdos e simplesmente inseri-los em seu trabalho acadêmico, principalmente em TCC’s, que são trabalhos mais sérios, ou dissertações de mestrado, teses de doutorados, artigos científicos e etc, podem te prejudicar judicialmente.

    Como se não bastasse a questão judicial, também se trata de algo antiético e pode prejudicar sua carreira profissional. Se pretende seguir carreira acadêmica não pode deixar de referenciar nenhum conteúdo que não seja sua propriedade, de maneira alguma.

    Aprimore sua produção acadêmica

    Não fique com nenhuma dúvida sobre nenhuma regra ou norma da ABNT, agora que você aprendeu a referenciar corretamente seus trabalhos! Aqui no Projeto Acadêmico você  descobre tudo o que precisa saber para produzir seus trabalhos universitários com excelências. Além de tudo, sobre as normas, você também confere as melhores dicas para produção do seu TCC e conteúdos científicos.

  • Estrutura de um Artigo: veja nossas dicas e sugestões para montar um artigo perfeito

    Estrutura de um Artigo: veja nossas dicas e sugestões para montar um artigo perfeito

    Saiba qual a estrutura correta de um artigo científico e como redigi-lo seguindo as normas da ABNT.


    Provavelmente você já deva saber que produzir um trabalho acadêmico, esteja ele em qualquer formato, como TCC, monografia, artigo científico, PIM, entre outros, não é uma tarefa das mais fáceis.

    Dúvidas referentes à formatação de acordo com as normas da ABNT, padrão de escrita e estruturação são algumas das mais comuns que pairam sobre a cabeça dos estudantes acadêmicos.

    Falando da estruturação de um artigo científico, há algumas partes que são essenciais em um trabalho acadêmico deste tipo, e este artigo reúne e explica cada uma delas.

    O que é um artigo científico?

    De acordo com definição da NBR 6022 da ABNT, que teve sua última revisão e modificação no ano de 2003, um artigo científico é uma “publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento.”

    Um artigo científico nada mais é que um relato de resultados, estes provenientes da pesquisa de um determinado fenômeno ou qualquer que seja o objeto de estudo, com a principal finalidade de apresentar publicamente os dados pesquisados.

    Por meio dele se discute ideias, métodos, processos e resultados em geral sobre a pesquisa realizada, tendo a possibilidade de posteriormente ser publicado em algum periódico.

    Qual a estrutura correta de um artigo científico?

    Muitos estudantes possuem dúvidas em relação a estruturação de um artigo científico, se você é um deles já pode ficar mais tranquilo pois não é nenhum bicho de sete cabeças.

    Agora que você já sabe o que é um artigo científico, tenha em mente que a sua estrutura é a mesma que os demais trabalhos apresentam, contendo elementos pré-textuais, textuais e por fim os elementos pós-textuais e com algumas categorias em cada um deles. Veja a seguir:

    1. Elementos pré-textuais de um artigo científico

    Nos elementos pré-textuais de um artigo científico devem estar presentes informações referentes a autoria e temática do texto, bem como o nome da instituição de ensino.

    Nestes casos também é recomendável que nas notas de rodapé insira-se informações de contato do aluno.

    Ainda nesta mesma categoria, aparece o resumo, que apresenta de maneira breve e sucinta o objetivo do trabalho acadêmico, bem como todos os principais pontos que serão abordados no decorrer do artigo.

    Logo após este resumo estão as palavras-chave, que são de extrema importância para o trabalho acadêmico pois são elas que servem como referência de pesquisa, além de promover um reconhecimento prévio do tema, por esses motivos elas devem ser bem pensadas e escolhidas de forma que representem com louvor o sentido e contexto do texto e alcance a compreensão de todos os leitores.

    2. Elementos textuais de um artigo científico

    Dentro da categoria de elementos textuais de um artigo científico, estão:

    A introdução também deve apresentar, de maneira breve, a temática e os objetivos a serem alcançados por meio daquela pesquisa, bem como discorrer um pouco sobre a metodologia utilizada, de maneira a dar uma visão geral para o leitor dos assuntos que serão abordados.

    A partir da introdução é preciso começar a trabalhar no desenvolvimento do artigo, que envolve de forma mais profunda e explicativa a metodologia utilizada, a fundamentação teórica do trabalho, os resultados e dados colhidos e por fim a conclusão.

    Essa parte do artigo científico possui um caráter muito mais descritivo e é necessário dar detalhes sobre o material que foi utilizado, bem como o que foi feito para que se chegasse a uma conclusão para a problemática apresentada sobre determinado fenômeno ou objeto de estudo.

    Na conclusão é essencial que haja informações sobre a interpretação do resultado, deduções sobre as descobertas e sempre deve responder aos questionamentos levantados no decorrer do artigo.

    É importante também que você apresente ao final do trabalho acadêmico, recomendações e projeções para o futuro referente ao tema estudado.

    3. Elementos pós-textuais de um artigo científico

    Nos elementos pós-textuais de um artigo científico estão inseridos as referências e possíveis informações adicionais, como notas explicativas, resumo em língua estrangeira, entre outros, ondes estes podem aparecer como elementos opcionais, como apêndice, anexos, glossário, entre outros.

    Nesta categoria também estão inclusos os agradecimentos a instituição de ensino e contribuintes do estudo e pesquisa em geral, sejam eles de forma ativa como entrevistados, ou de forma passiva como familiares e amigos.

    As referências seguem especificações conforme NBR 6023 e tem certas especificações para que sejam apresentadas de forma correta e padronizada em um trabalho acadêmico.

    A regra geral para que o referencial seja padronizado e facilite a busca pelos títulos na pesquisa é:

    SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra (negritado). Edição (salvo quando esta for a primeira publicação). Cidade da publicação: Editora, data da publicação.

    Um exemplo disso:

    CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. São Paulo: Ed. Elsevier, 2004.

    Caso haja consulta de referencial pela web, também é preciso identificar o endereço eletrônico de onde foi retirado algum conteúdo ou serviu de consulta, bem como a data de acesso.

    Confira um exemplo fictício:

    CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. São Paulo: Ed. Elsevier, 2004. Disponível em: <www.profeltonorris.files.wordpress.com.br/chiavenato-2004.pdf>. Acesso em: 24 jan. de 2019.

    Você também pode conferir o que a norma pede na íntegra na imagem abaixo:

    exemplo de estrutura

    Lembre-se de sempre seguir as regras e especificações da ABNT, não só no material referencial como em todo o artigo, para que assim você possa fazer a entrega de seu trabalho acadêmico sem ser barrado ou sofrer maiores problemas por causa da padronização do mesmo.

    Uma grande dica é que você já aplique as regras de formatação no trabalho à medida que for redigindo o mesmo, pois isso economizará tempo e fará com eu você encare essa tarefa de uma forma mais leve.

    Como redigir trabalhos nota 10

    Se você está com alguma dificuldade em seu TCC, seja em qualquer parte dele, ou até mesmo sobre o que é artigo científico, você encontra conteúdos exclusivos e de qualidade que poderão te ajudar no site do Projeto Acadêmico e tudo isso gratuitamente.

    Quer tirar uma nota 10? Acesse os conteúdos e produza um trabalho com excelência digno desta nota!

  • Artigo de Opinião: aprenda como fazer, estrutura ideal e exemplos

    Artigo de Opinião: aprenda como fazer, estrutura ideal e exemplos

    Mesmo no meio universitário, nem todos conhecem ou se lembram de todos os gêneros textuais, mas isso não é um problema. Nesse texto, a seguir, você poderá conferir todos os detalhes para fazer um artigo de opinião impecável.


    O que é um artigo de opinião?

    Você, primeiramente, precisa entender o que é um artigo de opinião para, então, conseguir produzir um. O artigo de opinião é um texto dissertativo-argumentativo, onde o autor precisa expor seu ponto de vista sobre determinado tema.

    Isso não significa que simplesmente vai escrever o que quer e o que pensa. Como o próprio nome indica, dissertativo-argumentativo, existe a necessidade de o texto conter argumentos bem fundamentados e lógicos, simplesmente a opinião do autor não possui valor.

    Confira os exemplos abaixo para entender melhor:

    1.  Sou contra a pena de morte, pois isso não é certo. Não devemos matar ninguém.
    2.  Sou a favor da pena de morte, pois isso é o certo a se fazer. Chega de criminosos!

    Apesar de serem exemplos simples, definem muito bem o que não se deve fazer em artigos de opinião. Simplesmente expor o ponto de vista, sem nenhuma defesa adequada. Você deve dissertar sobre o assunto e deixar claro que tem um ponto válido. Confira abaixo um modelo mais adequado:

    1. Sou contra a pena de morte. O país não possui infraestrutura. Muita gente inocente morrerá e muita gente culpada  viverá.
    2. Sou a favor da pena de morte. Isso iria fazer com que os criminosos refletissem duas vezes antes de cometer algum delito. A taxa de criminalidade iria diminuir.

    Nesse caso, note que as duas ideias tiveram defesas com argumentos. Esse é o padrão correto que se deve usar em um texto dissertativo-argumentativo.

    É comum que ao fazer um artigo de opinião, os temas geralmente são sempre algo polêmico, como sexualidade, drogas, religião, aborto, etc. Dificilmente fará artigos sobre algo que não é notório.

    Você vai deixar a sua opinião clara no decorrer do desenvolvimento do seu artigo, mas tudo deve estar recheado de argumentos. Se a sua opinião sobre o assunto é “X” você deve explicar uma série de motivos lógicos para isso, assim como, se possível, explicar porque não é “Y”.

    Outro fator que você encontra no artigo de opinião é a presença de verbos no imperativo, isso é, ordens e instruções, como “faça”, “experimente”, “tente”, “não se engane”. Tudo isso favorece o processo de argumentação e introduz uma tática de persuasão.

    O uso de exclamações também serve para inserir emoções no texto e torná-lo mais intenso para o leitor. Enquanto o uso de pontos de interrogação servem para levar o leitor a uma reflexão. São táticas de articulação, dinâmica e funcionam muito bem para convencer aqueles que leem.

    Apesar de efetivos, não devem ser o enfoque do artigo, que deve ter como base os argumentos. Premissas rasas e um texto emotivo não caracteriza um artigo de opinião de qualidade e sim a qualidade dos dados e como tudo é organizado de maneira a deixar as ideias clara e convencer o leitor.

    Exemplos de artigo de opinião:

    Os argumentos precisam de embasamento

    No momento de produzir um artigo de opinião, saiba que os argumentos utilizados precisam ser verdadeiros e confiáveis. Caso contrário, poderia ser desvalidado. Abaixo está uma série de dicas para não errar nesse aspecto:

    • Busque livros, sites, produções acadêmicas e outras fontes, mas todas de confiança. Basear seus argumentos em textos sem muita fundamentação pode tornar seu artigo inválido
    • Na medida do possível utilize dados de pesquisas com números, isso dá muito mais credibilidade para seu artigo de opinião. As fontes precisam ser confiáveis e notórias
    • Tudo precisa ser conexo. Não adianta encher seu artigo de dados e citações, mas isso não se conectar de maneira coerente
    • Você precisará ter objetividade. Não existe espaço para subjetividade no artigo de opinião. Até mesmo para temas mais complexos e teóricos, tudo precisa ser adequado
    • Para estruturar o artigo de opinião você precisa entender que ele possui começo, meio e fim de modo bem definido
    • O começo é a introdução. Nela você apresenta o tema e o problema ou questão que tratará no texto
    • O meio é o desenvolvimento, o qual você apresenta seus argumentos, os dados, toda a opinião
    • O final é a conclusão, onde você apresenta as soluções dos problemas de maneira rápida e encerra o tema
    *Víde por Redação com Glamour

    A dissertação de mestrado

    Uma dissertação de mestrado é muito parecida com um artigo de opinião. Com exceção de que a dissertação se trata de um trabalho acadêmico de alto nível, enquanto o artigo de opinião costuma ser produzido já nos primeiros anos escolares.

    O tamanho e complexidade também são diferentes. Não existe nenhuma regra da ABNT especificando sobre artigos de opinião, enquanto existem diversas tratando da dissertação.

    É interessante relacionar os dois, pois são textos dissertativos-argumentativos e possuem a mesma base. Embora sejam diferentes no sentido de complexidade, são praticamente iguais na estrutura e maneira de produção. Tratam-se de tipos de textos onde você deve expor a sua opinião sobre um fato, defendendo seu ponto de vista, com argumentos bem fundamentados.

    E a subjetividade do artigo?

    Ao estruturar o artigo de opinião tenha em mente que ele deve ser o mais objetivo possível. É claro que por se tratar de uma opinião, sempre existirão traços de subjetividade, sejam as experiências e estudos do autor, mas no que diz respeito à estrutura do texto, tudo deve ser claro.

    Se o tema for algo naturalmente mais subjetivo, como uma teoria ou pesquisa ainda não confirmada, isso significa, não que você pode ser mais subjetivo ou simplesmente subjetivo à vontade, mas sim que deve buscar compensar com a objetividade e clareza na organização das suas ideias, aquilo que o assunto, por si só, não oferece.

    Produzindo qualquer tipo de artigo

    Você já compreendeu tudo que precisava sobre a estrutura de um artigo de opinião de qualidade, mas ainda existem diversos tipos de artigo e gêneros textuais que podem se relacionar ou virem a incutir dúvidas em você. Se esse for o caso, não perca tempo. Conheça o Projeto Acadêmico, que possui todas as informações necessárias para que você se dê bem no meio acadêmico e científico, incluindo regras da ABNT, dicas para cada parte e temas do seu TCC, funcionamento de mestrado e muito mais.

  • Redação Narrativa: veja como fazer, nossas sugestões e exemplos prontos

    Redação Narrativa: veja como fazer, nossas sugestões e exemplos prontos

    Você sabe quais são as principais características de uma redação narrativa?

    O universo acadêmico, além de introduzir novos termos e ideias como TCC, monografias, artigos científicos e etc, também traz termos que já conhecemos, mas muitas vezes não demos a devida atenção ou deixamos passar despercebidos. A redação narrativa é um deles. Abaixo você poderá conferir tudo que é necessário para produzir com a qualidade necessária.

    Definindo o que é redação narrativa

    Este tipo de redação é caracterizado por necessariamente conter um enredo com personagens e ações que acontecem em determinado tempo e espaço. É claro que nada precisa ser verdadeiro, mas a redação precisa dessa coerência para ser considerada narrativa.

    Existe muita diferença da narração descritiva que foca em descrever os aspectos de determinado objeto (entenda por objeto qualquer cenário, pessoa, situação e etc, não necessariamente material e objetivo, mas também psicológico e subjetivo). Elementos da Narrativa: veja quais são os tipos, qual usar e as características de cada um

    A clássica narração dissertativa foca no aspecto argumentativo, onde você deve criar uma ordem de apresentação de fatos e ideias coerentes para conseguir dissertar e expor seu ponto de vista da maneira mais impessoal possível.

    A partir desse ponto, ao construir uma redação narrativa com qualidade, deve-se se atentar a muitos itens; Você poderá conferir tudo o que é necessário abaixo:

    1. Procure construir tudo com coerência

    Fatos desconexos e sem sentido, erros de roteiro, personagens sem personalidade, etc. Tudo isso colabora para uma redação narrativa ruim. Tudo, mesmo que em um universo que não é real, deve ser construído de maneira objetiva e verídica.

    A diferença entre veridico e verdadeiro pode te auxiliar a melhorar a qualidade de sua redação. O verdadeiro é algo concreto e real, como “homens não podem voar”. O verídico é algo que é verdade dentro de determinado contexto, por exemplo “o Super-Homem pode voar”. Sim ele pode voar, mas ele não é real. A situação só é real dentro do universo do Superman e isso é a definição de verídico. Aquilo que só é real dentro de determinado universo.

    Seja coerente na medida do possível. Se for uma narração fictícia, busque desenvolver tudo para que fique verídico e consistenta com suas próprias ideias apresentadas. Para isso crie fatores dependentes e situações conexas. Não deixe pontas soltas.

    2. Trabalhe a profundidade da narrativa

    Personagens sem personalidade é a pior coisa que pode acontecer. Personagem e personalidade são derivados de persona, que indica justamente a máscara, as características, um personagem, uma personalidade. Construa isso de maneira coerente na sua narração.

    Se o seu personagem possui uma personalidade mais agitada, nem é preciso descrever, desde que deixe isso claro em suas atitudes e em como lida com os fatos. Isso vale para os cenários e todo o desenvolvimento da narrativa.

    3. Deve ter começo, meio e fim

    Isso é obrigatório em qualquer redação narrativa, além de complementar os itens anteriores. Deve ter o seu desenvolvimento de maneira coerente e mesmo que seja diferente, (como mostrar o final logo no começo e ir desembaraçando) deve fazer isso da maneira mais objetiva e bem construída possível.

    4. Elementos obrigatórios em uma redação narrativa

    Ao desenvolver uma redação narrativa, esteja ciente que alguns elementos são obrigatórios. Você pode conferi-los abaixo:

    • Narrador, afinal se chama narrativa justamente por esse motivo. Existem vários tipos de narradores
    • Personagens, que são aqueles que participarão do enredo e da história no determinado tempo e espaço
    • Enredo, que é o fato, aquilo que aconteceu, está acontecendo e vai acontecer, a história
    • Espaço e tempo, já que tudo deve acontecer em algum local e em algum período, mesmo que fictícios
    • A trama que se difere no enredo por ser a parte prática e o desenvolvimento, aqui surgem os conflitos
    • Clímax, que é o período de ápice na história. Podem haver mais de um
    • Resolução, também chamada de desenlace, desfecho ou conclusão que é quando o clímax e conflitos são resolvidos

    Lembrando que você pode fazer o modelo diferente da narrativa e mesmo que a resolução não tenha o melhor dos finais, ainda deve deixar bem claro se tudo acabou ou não. Existe a possibilidade de finais abertos e interpretativos.

    Quando se trata do conflito, não necessariamente precisa ser algo negativo ou fantasioso na narração. É simplesmente uma situação que precisa ser resolvida, ou um certo ponto ao qual os personagens precisam chegar de alguma maneira.

    Você pode processar tudo com temas mais suaves e brandos ou mais tensos, mas isso fica por sua conta e contexto. Você também trabalhar a questão dos finais. É possível experimentar e sair bastante do convencional, mas precisa ter a base e estrutura para ter as principais características de uma redação narrativa.

    5. Quais são os tipos de narrador?

    Os 3 tipos de narrador são:

    • Narrador-personagem, que participa da história e tudo acontece do seu ponto de vista. Aqui a narração é em primeira pessoa.
    • Narrador-observador, que observa os fatos e relata sem interferir. Aqui a narração é em terceira pessoa.
    • Narrador-onisciente, é igual ao narrador observador, mas tem total consciência do que acontece em toda a trama, inclusive nos pensamentos dos personagens, acontecimento simultâneos, etc. Também é em terceira pessoa.

    Os tipos de redação se misturam?

    Embora não seja o objetivo principal do texto comentar sobre os outros tipos de redação, saiba que é muito comum que possuam dois ou mais tipos de redação e outros gêneros incluídos em uma só situação, por exemplo, quando se trata de uma narração, mas existe a descrição de objetos ou pessoas, a redação narrativa e descritiva já se misturaram.

    Embora isso aconteça sempre, é comum que uma sempre prevaleça, mas é importante reconhecer que o texto pode ser narrativo, mas com características de outros tipos. E isso é válido para todos os gêneros e tipos textuais, não apenas para redações.

    Aprendendo no Projeto Acadêmico

    Tenho certeza que você entendeu e já sabe como produzir uma redação narrativa, até mesmo deve ter se lembrado caso esteja no período acadêmico. Se precisa de ajuda para lidar com outros gêneros textuais, as famosas normas da ABNT ou qualquer coisa do universo acadêmico, conheça o Projeto Acadêmico que têm todas as informações que você precisa para produzir com qualidade o seu texto.

  • Aprenda Como Fazer uma Redação Descritiva Perfeita

    Aprenda Como Fazer uma Redação Descritiva Perfeita

    Entenda o que é e como funciona a produção de uma redação descritiva

    É comum esquecermos muitas coisas depois de entrarmos para o ensino superior. Com o foco em áreas específicas, acaba não sobrando muito tempo para lembrar das coisas mais básicas. Você lembra o que é uma redação descritiva? Confira abaixo tudo o que você precisa saber para construir uma com todas as características necessárias.

    Definindo o que é redação descritiva

    Redação descritiva é aquela que define e deixa bem especificada as características de determinada pessoa, objeto, cenário, situação, etc. Além disso também pode trazer a descrição de sensações, emoções, sentimentos e coisas mais abstratas.

    Basicamente o fator mais importante é escolher bem os adjetivos  e locuções adjetivas que trabalharão com os substantivos para chegar ao objetivo desejado.

    mulher fazendo anotações em um caderno

    Tipos de redação descritiva

    São apenas dois tipos de redação descritiva e que podem, inclusive, se entrelaçar, mas é preciso reconhecê-los para não se perder no processo textual. Confira-os abaixo:

    Redação descritiva denotativa

    Também chamada de redação descritiva objetiva, que é quando a descrição é objetiva e clara, sem brechas para nenhum tipo de interpretação, como por exemplo:

    1. “Ele media 2 metros de altura”
    2.  “Ela tinha olhos azuis”
    3.  “Já era de noite e as estrelas estavam visíveis no céu”
    4. “O cachorro do vizinho, Spike, é marrom”

    Como você pode notar, tudo é objetivo e não existe nenhum tipo de interpretação do autor ou por parte do leitor. Na frase 1, o descrito mede 2 metros de altura e não existe contextualização. O mesmo ocorre em todas as frases. Em resumo, são descrições precisas, claras e diretas.

    Redação descritiva conotativa

    A redação descritiva conotativa é também chamada de redação descritiva subjetiva e é o oposto da redação denotativa. As descrições são abertas, não tão precisas e com margem para interpretações por parte dos leitores. Para entender melhor confira as sentenças abaixo, que serão versões conotativas das sentenças que você já leu:

    1.  “Ele era muito alto”
    2.  “Ela tinha um lindo par de olhos”
    3.  “O céu estava escuro e a lua e as estrelas estavam claras”
    4.  “O cachorro do vizinho, Spike, é muito fofo”

    A diferença é nítida. Quando se trata da primeira frase “Ele era muito alto” não existe nenhuma definição do que é alto e do que é baixo. Isso pode variar de pessoa pra pessoa e cultura para cultura. O leitor tem de interpretar.

    A segunda frase tem o mesmo princípio, quando introduz o termo “lindo par de olhos”, afinal, quem define o que é lindo? O autor? Logo fica na interpretação, assim como se fosse “um par de olhos claros”.

    O mesmo ocorre com “céu escuro” e “lua e as estrelas claras”. O escuro para uma pessoa pode não ser para outra e tudo isso é interpretativo e subjetivo. Assim como a fofura do cachorro também é relativa, diferentemente da cor marrom que ficou diretamente e objetivamente descrita.

    A descrição conotativa também é recheada de metáforas, ou seja a comparação de uma coisa com outra, por exemplo, “Ela é uma besta”. É claro que isso é figurado e abre margem para muita interpretação.

    Qualquer descrição com contexto emocional por parte do narrador também é subjetiva, como “ele era muito meigo e doce”. Não existe um foco na realidade, mas sim na imaginação e questões internas do narrador.

    Quando os dois conceitos se misturam?

    É muito comum que em redações descritivas, o objetivo e o subjetivo se misturem e oscilem. O narrador pode ser preciso em alguns momentos e emocional em outros, veja nas frases abaixo:

    1. “Ele era um rapaz alto, com 2 metros de altura”
    2. “Ela tinha um par de olhos azuis muito belos”
    3. “Já era noite, o céu estava escuro e as estrelas brilhavam muito”
    4. “O cachorro marrom do vizinho, Spike, era muito fofo”

    Note que as descrições conotativas e denotativas foram misturadas. A objetividade da altura exata do rapaz, mas questão subjetiva de considerar isso alto, assim como a cor dos olhos da garota, mas a subjetividade de considerá-los belos. Isso acontece o tempo todo em redações descritivas.

    Outros gêneros de narrações

    A redação dissertativa tem um caráter argumentativo, onde você deve expor pontos de vista de maneira objetiva e direta, organizando muito bem suas ideias e fatos possíveis para criar um desenvolvimento coerente. Sempre fugindo da subjetividade na medida do possível.

    A redação narrativa é um processo diferente e ocorre quando existe um enredo, personagens, fatos acontecendo e obrigatoriamente em um espaço em algum tempo. A narração pode ser em primeira ou terceira pessoa.

    Os tipos e redação se misturam?

    Não só os tipos de redação narrativa, dissertativa e descritiva, mas também qualquer tipo ou gênero textual. É comum encontrar textos narrativos que descrevem certos objetos do cenário e dissertativos que descrevem situações, pesquisas, etc.

    Assim como é importante saber diferenciá-los e em que ponto estão ocorrendo, também é importante saber que sempre um tende a se destacar, como um texto narrativo, com traços de redação descritiva, entre outros. O processo textual não é limitado.

    O fenômeno da descrição na redação descritiva

    Para entender melhor o fenômeno da descrição e produzir uma redação de qualidade, entenda que você pode descrever coisas mais concretas, como objetos, pessoas, partes de alguma coisa, etc, mas também pode descrever as coisas mais complexas, como as emoções, misturas de sentimentos, contradições e conflitos internos, entre outros.

    Para dar profundidade ao seu texto, busque fazer descrições precisas quando forem denotativas, com todos os detalhes relevantes, para facilitar e praticamente guiar a visualização do leitor. Quando for fazer uma descrição conotativa, seja o mais profundo possível, para que a sua subjetividade seja entendida pelo leitor da melhor maneira.

    A descrição também independe do tipo de narrador, seja em primeira ou terceira pessoa. O tipo de narrador, seja personagem, observador ou narrador, também não afeta o fenômeno em si, mas pode falar bastante sobre a questão subjetiva de um personagem.

    O projeto acadêmico

    Agora que você já lembrou o que é uma redação descritiva, saiba que se precisar de mais informações sobre produção textual, dicas para o TCC, normas da ABNT e qualquer coisa do universo universitário e científico, basta acessar o site Projeto Acadêmico e conferir os melhores conteúdos feitos especialmente para você.

  • Tipos de Artigos Científicos: suas diferenças, exemplos, ABNT e sugestões

    Tipos de Artigos Científicos: suas diferenças, exemplos, ABNT e sugestões

    Descubra o que é preciso para produzir um artigo corretamente!

    É comum na vida de estudantes e alguns profissionais haver a necessidade de produzir um artigo científico para abordar determinado tema. Nem todo mundo sabe por onde começar e quais são as características de um artigo científico; mas, você poderá conferir tudo nesse texto.

     

    Definindo os tipos de artigos científicos

    A primeira coisa para produzir um artigo científico, é saber defini-lo como gênero textual, conhecendo suas principais características e estrutura. Como existem mais de um tipo de artigo científico, você precisa entender todos, para escolher aquele que é mais adequado para sua proposta.

     

    Artigo científico

    É um artigo que segue uma metodologia restrita, tanto na parte de pesquisa, quanto de desenvolvimento. Do início ao fim, seguem um protocolo para definir os resultados e conclusão.

    São muito utilizados em pesquisas de caráter experimental e laboratorial. Estão relacionados a grande parte dos avanços tecnológicos e científicos, podendo, ou não, serem acadêmicos.

     

    Artigos originais e artigos de revisão

    Os artigos originais, como o nome indica, define artigos de conteúdo inédito. Incluindo novos experimentos e descobertas para o conhecimento humano. São recebidos com muito ceticismo, sendo que os de pesquisa experimental são os mais reconhecidos e aceitos.

    Os artigos de revisão trazem consigo a proposta de rever, questionar e criticar conteúdos já existentes, inclusive se tratando de outros artigos científicos já escritos.

    Esse tipo de artigo científico também pode vir com pesquisas experimentais, mostrando novos pontos de vistas e resultados para pesquisas já feitas.

     

    Tipos de artigos de revisão

    Os artigos de revisão se dividem em algumas categorias, de acordo com os tipos de pesquisas e experiências, além dos tipos de artigos que estão sendo revisados.

    • Os artigos de revisão narrativa são puramente teóricos e podem ter um teor subjetivo. Muitas vezes podem acabar sendo superficiais. Não são muito considerados, visto o baixo nível de teor experimental e prático, além de não terem muita consistências. Geralmente são muito parecidos com críticas. Sendo o tipo mais comum de artigo científico escrito;
    • O artigo de revisão integrativa também é teórico e envolve uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto. Geralmente analisa o conteúdo de um artigo por meio de outros autores que possuem notoriedade;
    • O artigo de revisão sistemática é o mais respeitado por envolver pesquisas de alto nível, podendo, inclusive, envolver pesquisas experimentais. Nesse caso, busca-se mostrar novos pontos sobre o artigo revisado.

     

    Artigo acadêmico

    Um artigo acadêmico é qualquer artigo que seja vinculado a uma instituição acadêmica, podendo, ou não, ser científico.

    Artigos científicos são aceitos como artigos acadêmicos, mas não precisam necessariamente ter esse cunho, visto que podem ser profissionais, relacionados a institutos de pesquisas e laboratórios. Independentemente disso, o meio acadêmico e científico estão profundamente relacionados.

    banner azul

     

    Estrutura de um artigo científico

    Para produzir um artigo corretamente, independente de ser original ou de revisão, é necessário seguir uma metodologia e protocolo de organização. Além disso, algumas normas são necessárias para que ele seja aceito e considerado válido:

    • O artigo não pode conter nenhum tipo de plágio em hipótese alguma. Mesmo os artigos de revisão devem apresentar pontos de vista, críticas e questionamentos inéditos perante a proposta do artigo revisado e outros artigos de revisão;
    • Deve ser estruturado de acordo com as normas da instituição. Se for estruturado conforme as normas da ABNT, as chances de você errar na estrutura do trabalho estão quase que nulas;
    • Um artigo científico deve seguir uma metodologia, desde o processo de pesquisa até o de escrita. Sem isso, todo seu trabalho não é válido e não será considerado científico. No máximo, especulativo e teórico;
    • Não precisa ter cunho experimental, mas tenha em mente que os artigos desse tipo são os mais respeitados e fáceis de serem aceitos e publicados;
    • Devem ser claros e objetivos, mesmo os de revisão e cunho subjetivo. Os demais precisam entender a sua proposta;
    • Qualquer citação ou trecho de outros autores devem ser referenciadas de maneira adequada, tanto pela ética, quanto para evitar problemas judiciais que possam vir a prejudicar a sua carreira.

     

    Elementos obrigatórios em um artigo

    Segundo as normas da ABNT, alguns elementos são obrigatórios para a produção de um artigo científico. Mesmo que a sua instituição não seja rígida com a estrutura, você não pode deixar seu trabalho incompleto.

    • Nome do autor ou autores;
    • Resumo na língua do texto;
    • Palavras-chave na língua do texto;
    • Introdução;
    • Desenvolvimento;
    • Conclusão;
    • Título e subtítulo em língua estrangeira;
    • Resumo na língua estrangeira;
    • Palavras-chave na língua estrangeira;
    • Notas;
    • Bibliografia ou referências.

    É comum que artigos científicos contenham itens em uma língua estrangeira. Não são obrigatórios perante a ABNT, no entanto muitas instituições exigem isso, não só em artigos, como em teses, dissertações, monografias e outras produções.

    Os artigos científicos possuem regras específicas para espaçamentos, ilustrações, introdução de fórmulas, etc. Cabe a você se informar com a sua instituição sobre as normas de estrutura. Elas podem não ser tão rígidas.

     

    Você pode publicar seu artigo científico

    É comum que a principal intenção das pessoas ao iniciar a produção de um artigo científico é que ele seja publicado em uma revista ou outra plataforma reconhecida. Isso é possível. Basta que se informe sobre as regras e normas da revista para qual deseja escrever.

    Você pode se informar em sua instituição para saber se eles também publicam. É claro que seu artigo será avaliado, mas é uma grande oportunidade de obter reconhecimento por seu trabalho científico ou acadêmico.

    Além de procurar a sua instituição, você também pode optar por tentar publicar seu artigo científico em revistas menos conhecidas. É mais fácil e você pode conseguir oportunidades para a sua carreira.

     

    Melhorando a produção do seu artigo científico

    Agora que você já sabe tudo o que é necessário para a produção de um artigo científico e quais são seus tipos. Não fique em dúvida sobre nenhum dos itens necessários para a estruturação do artigo.

    Acesse o site Projeto Acadêmico e se informe sobre tudo que é preciso para produzir um trabalho científico ou acadêmico. Você também pode encontrar as melhores dicas para o seu TCC e as normas da ABNT.

  • Bolsa de Iniciação Científica: veja como conseguir, o valor e informações

    Bolsa de Iniciação Científica: veja como conseguir, o valor e informações

    As chamadas “BICs” são um incentivo para que alunos da graduação ingressem na carreira acadêmica, mas muitos universitários ainda ficam perdidos na hora de solicitar o benefício. Leia o artigo e aprenda tudo sobre bolsas de iniciação científica!

    O Brasil concede incentivos financeiros para alunos da graduação que queiram começar a carreira acadêmica através dos programas para bolsas de iniciação científica.

    No entanto, nem sempre as informações de como conseguir uma bolsa de Iniciação são acessíveis e os estudantes que poderiam se beneficiar desse auxílio financeiro acabam por perdê-lo.

    Abaixo, entenda tudo sobre essas bolsas de estudo, primeiros passos, como solicitar, documentos necessários, inscrições, prazos e regras e vivencie 100% do seu período de faculdade.

     

    1. Tenha um bom projeto de pesquisa

    A primeira coisa que um aluno interessado em seguir no projeto de pesquisa acadêmico e conseguir uma bolsa de iniciação científica deve fazer é desenvolver um bom tema de pesquisa.

    Algumas dicas para a escolha de um são:

    • Escolha um tema que seja interessante para você, afinal, você terá que trabalhar nele por pelo menos 12 meses, que normalmente é o período em que a bolsa é concedida. Quando você gosta e se envolve com um tema fica muito mais fácil desenvolver o trabalho depois.
    • O tema não pode ser muito abrangente. Tente afunilar cada vez mais o objeto de pesquisa. Foco é essencial na delimitação do assunto que será estudado.

    Um exemplo de tema abrangente demais seria “Estudo sobre a vida de pessoas em situação de refúgio”. Note que não tem o detalhamento de idade, território e nem nacionalidade, tornando quase impossível determinar uma amostra de pesquisa.

    Afunilar significaria pesquisar sobre “A vida de pessoas em situação de refúgio, de 13 a 15 anos, na cidade de São Paulo”. Já ficou bem mais específico, não é?

     

    2. Encontre um professor PHD para te orientar

    professora

    Agora vem uma parte muito importante: encontre, na sua faculdade, um professor PHD para te orientar. É importante que esse profissional tenha experiência na mesma linha de pesquisa que o seu projeto ou, pelo menos, que se interesse no tema.

    Antes de escolher o orientador pesquise o currículo dele. Veja se o professor possui algum projeto de pesquisa similar ao seu. Caso tenha, esse é um sinal verde. Indica que ele tem conhecimento na área e possivelmente será um bom orientador.

    Lembre-se que durante um ano vocês enfrentarão toda a jornada de pesquisa juntos, então a escolha do professor-doutor tem que ser levada à sério. Familiaridade com o tema escolhido pelo estudante é um fator muito importante.

     

    3. Redija o protótipo de pesquisa

    redigindo

    Com a ajuda do seu orientador, escreva um projeto de pesquisa de, aproximadamente 10 a 20 páginas, relatando o objeto de estudo, as formas de pesquisa (documental, de campo e etc), a bibliografia que será utilizada, cronograma e outros detalhes sobre a análise que você pretende fazer.

    Não se trata aqui da pesquisa completa, mas um projeto que deixe claro o que você pretende pesquisar. Parece complicado, mas fique tranquilo, a essa altura você já será orientado pelo professor-doutor.

    Depois de conseguir produzir um bom protótipo de pesquisa, o estudante já pode efetivamente solicitar a bolsa de iniciação científica.

     

    4. Mande seu projeto para as instituições responsáveis

    Depois de ter escolhido um bom tema, um orientador familiarizado com o assunto e ter feito um protótipo de pesquisa claro, é o momento de enviar o seu projeto aos órgãos que oferecem as bolsas de iniciação científica, para que seja avaliado.

    No Brasil o estudante universitário tem 3 opções de instituições que concedem esse tipo de bolsas de estudo:

    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ): Criada sob a Lei nº 1.310 de 15 de Janeiro de 1951, sancionada pelo presidente Dutra após um longo histórico de lutas por parte de cientistas e pesquisadores brasileiros, a entidade governamental é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

    O valor da bolsa de Iniciação Científica pelo CNPQ à estudantes da graduação é 400 reais. A vigência da bolsa é de 12 meses, com possibilidade de renovação.

    • Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs): São instituições de fomento à pesquisa relacionadas às Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Inovação de cada estado.

    Se você é um estudante de São Paulo, por exemplo, a instituição indicada é a FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. No Rio de Janeiro tem a FAPERJ, em Minas os universitários recorrem à FAPEMIG e assim por diante. No total, existem 22 FAPs.

    Pelas FAPs o valor da bolsa de Iniciação Científica é 695,70 reais, conforme a tabela de valores da instituição. O período de vigência da bolsa também é de 12 meses.

    • Projetos de Iniciação Científica da própria faculdade: Muitas instituições de ensino, principalmente particulares, possuem o próprio fundo de fomento à pesquisa. Normalmente, essas faculdades oferecem descontos na mensalidade, em vez de bolsas de iniciação científica. Informe-se na secretaria da sua instituição.

     

    5. Atente-se ao prazo de inscrições e devolutivas

    Para conseguir uma bolsa de iniciação científica é essencial que o estudante, primeiramente, se atente ao prazo de inscrições.

    No caso do CNPQ existe a abertura de editais para cada tipo de bolsa, no primeiro semestre de cada ano, normalmente entre março e abril. Então é necessário ficar atento. Depois de ter conseguido enviar o projeto, o prazo para a análise e devolutiva é cerca de 45 dias.

    Já as Fundações de Amparo à Pesquisa aceitam projetos durante todo o ano por plataformas online. No caso da FAPESP, basta clicar no link. O prazo para análise e devolutiva é 75 dias.

     

    6. Documentos necessários

    banner documentos

    Para solicitar a bolsa de iniciação científica o aluno precisa se atentar a todos os detalhes e documentos.

    Algumas das principais documentações são:

    • Documento de Identificação do pesquisador responsável e aluno;
    • Projeto de Pesquisa;
    • Súmula Curricular.

    A relação dos demais documentos podem ser encontrados nos editais divulgados pelo CNPQ e nos sites das FAPs.

     

    7. Critérios para seleção de projetos

    Depois que o universitário entrou, de fato, no projeto de iniciação científica e enviou a proposta com todos os documentos necessários, a Comissão de Pesquisa de cada instituição avaliará se o estudante poderá ou não receber a bolsa. Alguns dos critérios são:

    • O estudante não pode ter vínculo empregatício: Lembre-se que estágios não configuram esse vínculo, segundo a lei Nº 11.788, de 25 de setembro de 2008;
    • Qualidade do projeto de pesquisa: Quanto mais interessante, detalhada e original a proposta for, mais chances o estudante tem de ter a bolsa aprovada pela Comissão de Pesquisa;
    • Desempenho acadêmico: Notas vermelhas e dependências, as chamadas DPs, podem dificultar a aprovação da bolsa;

     

    8. Obrigações do Bolsista

    Você fez todo esse processo e conseguiu a bolsa de iniciação científica. E agora? Já sabe os seus deveres?

    O bolsista deve ter dedicação e comprometimento com o projeto apresentado e não receber outras bolsas de modalidades diferentes. No caso do bolsista da CNPQ, o estudante deve participar do Seminário Anual de Produção Científica, levando o nome da instituição concedente do auxílio.

     

    9. Situação da pesquisa no Brasil

    A produção brasileira de pesquisa científica passa por dificuldades, falta de recursos e cortes no orçamento. Por isso é importante que os universitários valorizem e conscientizem seus pares sobre a contribuição da pesquisa para o desenvolvimento do país. O futuro está na ciência!

    Quer saber mais dicas sobre pesquisas científicas? Entre no Projeto Acadêmico e tenha acesso a um mundo de informações e orientações para a sua graduação!

  • Dissertação de Mestrado: veja como escrever uma, normas ABNT e sugestões

    Dissertação de Mestrado: veja como escrever uma, normas ABNT e sugestões

    Descubra como produzir uma dissertação de mestrado da maneira adequada.

    No meio acadêmico, novos termos, como dissertações, teses, artigos científicos, monografias, surgem e é muito comum que não se entenda a diferença entre eles. Nesse texto você aprenderá o que é uma dissertação e como funciona a sua produção ao prestar uma vaga de mestrado.

    estrutura de uma dissertação de mestrado

     

    O que é uma dissertação?

    A palavra dissertar significa explorar um determinado tema proposto, mas de forma abrangente, profunda e sistemática. Basicamente é um texto onde você deve defender seu ponto de vista, mas baseado em argumentos bem estruturados e com uma base concreta.

    Tudo precisa ser muito fundamentado de maneira científica, ou será apenas especulação. Para isso a dissertação deve seguir uma metodologia.

    A argumentação deve ser concisa e seguir um caminho, contendo começo, meio e fim. Ao ser avaliada, não serão levados em conta a opinião do pessoal do autor e outros fatores, mas sim a lógica em seus argumentos e a capacidade clara e concisa que possui de defender seus pontos de vista.

     

    O que é mestrado?

    Mestrado acadêmico é um grau de formação, sendo uma pós-graduação de teor científico. A maioria dessas pessoas se tornam pesquisadores e professores universitários. É totalmente direcionada para quem deseja seguir carreira acadêmica. É focado no âmbito profissional e possui uma dificuldade muito superior à do nível da graduação.

     

    Lato sensu

    São cursos de pós-graduação comum que tem a intenção em te especializar em determinada função. Geralmente são específicas ao direcionamento da sua formação no ensino superior, por exemplo, um administrador pode se especializar em administração de empresas em específico e uma pessoa que se formou em gastronomia pode se especializar em uma culinária específica, como a italiana ou brasileira.

     

    Stricto sensu

    É a especialização mais fechada direcionada ao meio acadêmico, como mestrados, doutorados, pós-doutorados, etc. É obrigatório para quem deseja seguir carreira nessa área.

     

    Como conseguir fazer um mestrado?

    O mestrado acadêmico, assim como a graduação superior, requer aprovação. A diferença é que o corpo docente e banca que irão te aprovar são compostos por pessoas que já estão inseridas no meio acadêmico e vão analisar a sua capacidade de contribuir.

    Para se manter no meio acadêmico, com uma boa carreira, é necessário contribuir com o conhecimento, seja como um pesquisador que propõe novos pontos de vista e aprimora as ideias já existentes, ou como um professor que transmite o conhecimento aos alunos.

    Esse teste é feito por meio de um trabalho que pode ser uma tese, artigo ou uma dissertação, etc. Ele possui regras e orientações específicas e deve ser relevante para o meio acadêmico. Só que a seleção não começa nesse ponto, todo o histórico escolar e trabalhos executados antes serão levados em conta. O ideal é que já tenha feito algo relevante para o meio acadêmico durante sua formação.

    Também é necessário um teste de proficiência em um idioma estrangeiro e uma prova de conhecimentos específicos e conhecimentos gerais. Além disso, é necessária uma entrevista.

    Se o indivíduo possuir indicações, pode ter mais facilidade de conseguir o mestrado, mas isso não o isenta de todas as etapas.

     

    Produzindo uma dissertação

    Você já entendeu o que é uma dissertação e como funciona a sua base. Agora poderá conferir como produzir uma para qualquer situação no meio acadêmico, além de entender as condições especiais para a produção da sua dissertação em um teste de mestrado. Confira abaixo:

    • Deve seguir uma metodologia científica. Geralmente não é experimental, pois se fosse o caso, a dissertação poderia se desenvolver e se tornar uma tese;
    • A dissertação é subjetiva, mas ao apresentar suas ideias precisa ser claro e conciso, de maneira que os avaliadores te entendam e seu trabalho seja adequado para divulgação;
    • Suas fontes precisam ser extremamente confiáveis. De preferência bem estruturadas no meio acadêmico, pois erros de carreira nesse âmbito costumam ser lembrados;
    • Você precisa ter domínio de outro idioma que seja pertinente ao seu projeto. Geralmente inglês ou espanhol, mas estiver fazendo uma dissertação sobre um fenômeno na Alemanha, o idioma complementar pode ser alemão;
    • O seu projeto tem que ter relação com a área que deseja trabalhar. Se um jornalista quer fazer mestrado em arqueologia, precisa produzir uma dissertação que abranja o tema;
    • Cuidado com referências. Se nos TCCs a questão de direitos autorais já é levada muito a sério, quando se trata de se introduzir nesse meio, você vai ter que ter certeza de não infringir nenhuma lei ou poderá ter problemas judiciais;
    • Defina um tema muito claro com um recorte específico. Os avaliadores cobrarão isso.

     

    Exemplos e modelos de dissertação de mestrado

     

    Devo usar as normas da ABNT?

    Obrigatoriamente sim! As normas da ABNT são indispensáveis para  produção da sua dissertação de mestrado. Se você quiser produzir algo coerente e metodológico, com certeza vai querer conferi-las. Nesse quesito elas são muito úteis já que podem te orientar no caminho básico para a produção. Confira abaixo os elementos obrigatórios em uma dissertação para mestrado acadêmico, segundo as normas da ABNT:

    Os outro elemento são opcionais, mas podem complementar seu trabalho se for coerente com a proposta, por exemplo, listas de imagens, caso contenha muita informação visual ou agradecimentos e dedicatória, caso o trabalho tenha tido a ajuda de alguém que realmente colaborou para tudo.

    Detalhe que tanto no desenvolvimento quanto nas considerações finais você tem a liberdade de expor opiniões, mas tudo deve ser muito coerente. É melhor inserir o elemento “Discussão” e desenvolver seu ponto de vista mais livremente (cuidado para não se perder, tudo tem que ter coerência).

     

    Desenvolvendo seu projeto acadêmico

    Agora que você já sabe o que precisa para produzir sua dissertação para mestrado acadêmico, já pode colocar em prática. Caso ainda haja alguma dúvida sobre os elementos das normas da ABNT ou sobre outros termos acadêmicos, é só conferir o site Projeto Acadêmico. Você pode encontrar tudo que precisa para se introduzir no universo acadêmico e científico.

  • Dicas de Como Fazer um Relatório Acadêmico

    Dicas de Como Fazer um Relatório Acadêmico

    Aprenda a produzir um relatório acadêmico, profissional ou científico!

    É muito comum que estudantes que estejam elaborando seu TCC ou participando de um estágio, precisem produzir relatórios acadêmicos. Aprenda a como desenvolver seu relatório acadêmico ou científico de maneira eficiente e produtiva, seguindo as instruções abaixo:

     

    O relatório precisa de metodologia

    Metodologia significa o estudo dos métodos, ou seja, seu relatório precisa ter começo, meio e fim programados e elaborados, além de seguir as normas da universidade ou instituição para a qual você está produzindo.

    O primeiro passo é ter o repertório para a produção do conteúdo. Você precisa saber do que está falando, independentemente da área, pois só assim será conciso. Para isso realize sua pesquisa da maneira mais completa possível. Confira as dicas abaixo para produzir seu relatório:

    • Anote os pontos mais relevantes da sua pesquisa e trabalhe inserindo cada um deles de maneira clara no seu relatório;
    • Planeje cada ponto que apresentará em cada parte do relatório, para não se tornar uma bagunça;
    • Na parte introdutória (começo), trate de deixar bem claro sobre do que se trata o relatório e o que será desenvolvido;
    • Na parte de desenvolvimento (meio), os pontos mais importantes precisam estar destacados, de maneira que nada relevante fique de fora;
    • Na parte de conclusão (fim), evite repetições desnecessárias e traga um novo olhar sobre o conteúdo;
    • Evite o excesso de conclusões no decorrer do relatório;
    • Evite o excesso de metáforas e exemplos;
    • Trace uma agenda. Você deve ter uma data para parar de pesquisar e começar a produzir o relatório.

    Quando se trata de um relatório científico, tudo precisa ser fundamentado por conteúdos e fontes confiáveis. Já em um relatório profissional (por exemplo, em um estágio), tudo precisa ser baseado nos dados do qual você tem acesso.

    É possível que algumas áreas abram o espaço para teorias, por exemplo, um relatório de caráter experimental ou teórico. Ainda assim, seu relatório precisa conter embasamento e fundamentação. Utilize sempre uma linguagem objetiva, evitando a subjetiva.

    Os relatórios possuem uma parte chamada discussão, que também pode ser chamada de comentários finais. Nesse ponto, o autor pode expor seus pontos de vistas e pensamentos, independentemente da área.

    relatório com banner verde

     

    Clareza e coesão são essenciais para seu relatório

    Não pense que só porque é um relatório que é para você usar as palavras mais complicadas possíveis e ser prolixo. Um bom relatório é claro e conciso. A gramática precisa ser bem trabalhada para que o texto não fique enfadonho.

    Dependendo da área, muitos termos técnicos são necessários para o desenvolvimento da ideia. Mesmo nesse caso, busque deixar o texto o mais claro possível. Se sua ideia estiver confusa para você, com certeza estará para os outros.

     

    Formato do relatório acadêmico ou científico

    Quando se trata de como produzir um relatório acadêmico ou científico, uma das principais dúvidas está no formato de divisão. A verdade é que isso vai variar dependendo da instituição e dos propósitos dos relatórios.

    Geralmente nos meios acadêmicos e científicos, os relatórios devem seguir o conjunto de normas da ABNT. Diferentemente de relatórios profissionais que não possuem uma estrutura tão rígida.

    Você deve se informar com a instituição para qual está produzindo o relatório para saber qual o padrão exigido.

    Existem elementos que sempre estarão nos relatórios acadêmicos e científicos. Eles são divididos em pré-textuais, textuais e pós-textuais. Confira abaixo quais são esses elementos e como utilizá-los:

     

    Elementos pré-textuais de um relatório

    • Folha de rosto que sempre conterá o nome e dados da instituição, data e o nome dos responsáveis pelo relatório;
    • Resumo da língua vernácula que consiste em uma resenha de no máximo 500 palavras sobre tudo que será desenvolvido no decorrer no relatório;
    • Sumário, que é a divisão de capítulos e marcação de páginas. Vale ressaltar que o sumário deve ser feito por último, ou deve ser desenvolvido acompanhando o relatório.

     

    Elementos textuais

    • Introdução que consiste na apresentação do relatório e a primeira apresentação de ideias. Não é igual o resumo da língua vernácula;
    • Desenvolvimento que é onde você apresenta todas as ideias e resultados obtidos a partir de suas pesquisas. A parte central do seu relatório;
    • Discussão ou considerações finais, sendo a parte onde você tem mais liberdade em todo o relatório, podendo expressar suas próprias ideias e opiniões. Lembrando que precisa ser algo coerente.

     

    Elementos pós-textuais

    • Referências, onde você lista todas as fontes de informação para a sua pesquisa. Independentemente de serem pessoas, livros, sites. Tudo precisa estar listado.

    Embora esses elementos sejam obrigatórios para relatórios científicos e acadêmicos, isso não ocorre com relatórios profissionais, já que podem ser predominantemente visuais e gráficos. Ainda assim, eles, com certeza, possuirão alguns dos elementos citados acima.

     

    Outros elementos de relatórios

    Existem alguns elementos que não são obrigatórios, mas geralmente são encontrados em relatórios, como a capa, agradecimentos, listas, glossário, apêndice e índice. Cabe a você decidir se esses pontos são ou não compatíveis com seu trabalho.

     

    Dicas para a elaboração

    • Fique atento com a parte visual e gráfica do relatório. Mesmo que não siga as normas da ABNT, o uso de fontes e espaçamento deve ser visualmente limpo e agradável;
    • O relatório passará por muitas transformações e replanejamentos. Sempre esteja pronto para acrescentar algo novo ou remover algo que não está bem encaixado;
    • Faça os elementos pré-textuais e pós-textuais depois dos textuais. Todo o trabalho gira em torno do desenvolvimento;
    • Busque os padrões visuais das normas da ABNT, mesmo que não sejam obrigatórios em seu relatório. Existem muitas dicas de espaçamentos e de questões visuais que podem deixar o seu trabalho muito mais apresentável;
    • Pesquise exemplos de relatórios acadêmicos ou científicos para ter uma base. Existem vários modelos disponíveis online, gratuitamente;
    • Cuidado com plágios e direitos autorais. Sempre cite os autores e fontes, principalmente se apresentar algum trecho específico.

    Se você busca entender mais sobre como produzir relatórios acadêmicos ou científicos, continue a ler os conteúdos desse  site, o Projeto Acadêmico. Aqui você encontra um grande complemento das informações desse texto, além de inúmeras dicas para TCCs, artigos científicos, relatórios e utilização das normas da ABNT em trabalhos acadêmicos.

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    Citação indireta, citação direta, APUD, citação direta curta, citação direta longa, referência de site, citar o ECA, citar jurisprudência, citar lei

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    Resumo crítico, resenha crítica, resenha descritiva, ibidem, op. cit, et al., grifo nosso

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    Entenda como você pode fazer uma tese de doutorado e conquistar seu título.

    Muitas pessoas ambicionam seguir a carreira acadêmica, seja como professor em universidades ou como pesquisador. Para tal, é preciso percorrer um certo caminho e passar por uma avaliação. Parte dela propõe que você produza uma tese. Aqui você vai entender tudo que precisa para fazer uma tese e conseguir o título de doutor.

     

    O que é doutorado?

    Doutorado é uma pós-graduação stricto sensu. Para ser mais claro, é uma especialização direcionada ao ambiente acadêmico e científico.

    Diferentemente do mestrado que é um pouco mais abrangente e abre, ainda que pouquíssimas, brechas para que o foco do trabalho não seja necessariamente no ambiente acadêmico, o doutorado não. Trata de titular justamente a capacidade do indivíduo em determinado campo de estudo.

    Um exemplo é alguém que fez um mestrado em antropologia. Poderia trabalhar em campo, com entrevistas, pesquisas e experimentos sociais. O indivíduo que busca o doutorado terá algo totalmente voltado ao âmbito acadêmico. Será estritamente científico.

     

    Doutorado vem depois de mestrado?

    Não necessariamente. Embora a maioria das pessoas escolham esse caminho, até mesmo porque o mestrado te dá a oportunidade para atuar no campo acadêmico e desenvolver sua tese, no entanto existem pessoas que conseguem criá-la sem precisar de mestrado, “pulando etapas” por assim dizer.

    Pelo fato do doutorado exigir uma tese, que é o tipo de projeto mais respeitado e aceito no meio acadêmico, exige grande familiaridade com o tema. A formação no mestrado e o conviver cotidianamente nesse ambiente podem favorecer as condições que o indivíduo tenha de produzir a tese de doutorado, mas não se fazem necessárias em todos os casos.

     

    O que é uma tese?

    Ao falar de tese, sempre lembre hipótese. O prefixo “hipo” indica inferior, abaixo, aquilo que é menor, menos. A palavra tese significa verdade. Hipótese é o sinônimo de teoria. Algo que ainda pode ser provado ou algo que precisa ser provado.

    Já a tese se trata de algo que já foi cientificamente comprovado, através de uma rígida pesquisa e metodologia. Obrigatoriamente necessita de uma pesquisa experimental e de resultados concretos que não abram margens de dúvidas.

    Por isso a tese de doutorado é mais complicada que a dissertação de mestrado. Até o mestrado, você pode elaborar teorias e tentar colocá-las em prática. Para conseguir o título de doutor, elas já devem ter sido comprovadas e avaliadas.

    escrevendo no caderno

     

    Como começar a elaborar a tese

    Tendo em mente que você precisa de algo concreto, você precisa, no mínimo, ter o ensino superior completo para prestar o doutorado. Isso não significa que você não possa trabalhar na pesquisa de sua tese antes do término (existem pessoas que iniciam até mesmo antes da faculdade).

    Existem alguns passos básicos que são aplicáveis para qualquer pessoa que queira produzir uma tese:

     

    1. Definir o tema e teoria

    Se você precisa de algo concreto, é claro que isso deve partir de uma teoria. Por exemplo, um cientista percebe que as partículas de determinado material se comportam de maneira diferente quando expostas à uma classe específica de gases.

    Em cima disso, o cientista pode criar várias hipóteses prováveis para confirmar seu ponto de vista. A tese é justamente testar esses pontos de vista até chegar a algo concreto e real, descobrindo a razão. Se não descobrir, o projeto não pode ser considerado tese, mas se encaixaria em outras classificações.

     

    2. Tudo precisa ser original

    Nada de criar releituras ou algo que outra pessoa já propôs. Para isso existem dissertações, artigos e outros tipos de trabalhos científicos. A tese exige algo totalmente novo.

     

    3. Direitos autorais

    Você pode ter problemas judiciais se não prestar atenção nessa parte. O meio acadêmico é muito sério quando se trata do conteúdo intelectual produzido. Trate de referenciar adequadamente todo o material que não for seu na sua tese.

     

    4. Seu conteúdo será avaliado também pela relevância

    Propor uma tese que não seja tão relevante e colabore com o conhecimento pode diminuir o valor de sua tese. Existem classificações feitas em cada país que avaliam justamente o quanto o trabalho é relevante para o meio científico e acadêmico.

     

    5. Siga a metodologia correta

    Seu trabalho precisa de uma pesquisa experimental, isso é uma pesquisa que coloca os elementos pesquisados em observação na prática, que é o meio de pesquisa mais respeitado. Isso requer método e procedimentos bem especificados que se não forem seguidos podem desvalidar seu trabalho.

     

    Produzindo a tese de doutorado nas normas da ABNT

    Como a maioria dos trabalhos acadêmicos, ao produzir uma tese de doutorado você deve seguir as normas da ABNT. Os elementos obrigatórios são:

    Basicamente são os mesmos elementos obrigatórios na produção de uma dissertação de mestrado. Você pode adicionar outros elementos para tornar o seu trabalho mais completo.

    Nessa altura do campeonato não é adequado ficar só no básico. É claro que não precisa criar uma lista de imagens se sua tese possui poucas imagens, mas não hesite em acrescentar outros elementos como discussão, epígrafe e outros elementos que não são obrigatórios, mas que podem complementar o seu trabalho com um toque pessoal e tornar clara a sua identidade e espaço no meio acadêmico.

    Tenha em mente que muitas pessoas lerão a sua tese por inteira e avaliarão, escreverão críticas e artigos. O meio acadêmico é exigente com o conhecimento.

    Busque outras teses na instituição em que você pretende prestar para conseguir o título de doutor. Você vai compreender melhor o padrão de qualidade e será mais fácil para conseguir a aprovação. Você também pode buscar teses pertinentes ao seu conteúdo que estejam disponíveis gratuitamente na internet.

     

    Conquiste seu título de doutor

    Você já sabe o que é necessário para iniciar a produção de sua tese. Se você possui as teorias, não precisa esperar um mestrado para colocá-las a prova. Utilize uma metodologia experimental e transforme suas hipóteses em teses.

    Se quiser saber mais sobre o meio acadêmico e outros tipos de trabalho ou ainda se as normas da ABNT não estão tão claras, acesse o site Projeto Acadêmico e confira tudo que você precisa para seguir uma carreira adequada no meio ou somente se dar bem na faculdade e no seu TCC.

  • Projeto Político Pedagógico (PPP): princípios e finalidades, o que é e para que serve

    Projeto Político Pedagógico (PPP): princípios e finalidades, o que é e para que serve

    Entenda a definição e como produzir um projeto político pedagógico!

    Você já ouviu falar no termo? Sua abreviação é PPP e está mais presente em nossas vidas do que parece. É um tema que pode ser usado nos TCCs ou mesmo ser produzido por algumas pessoas que possuam em mente um programa adequado. Você entenderá tudo sobre o tema para produzir um TCC:

     

    Definição de projeto político pedagógico

    Você já deve ter ouvido falar de políticas públicas. Basicamente são projetos e planos que visam melhorar a qualidade das pessoas nas mais diversas áreas, como transporte, educação, saúde, segurança, entre tantos outros. Podendo, inclusive, serem produzidos pelos próprios cidadãos, que muitas vezes são incentivados a participarem.

    Os PPPs são projetos focados no sistema de pedagogia inseridos nas escolas. Quais livros os alunos lerão? Quais apostilas serão distribuídas anualmente? Quais matérias são pertinentes e quais serão dispensáveis? Tudo isso é definido nos projetos.

    O projeto possui várias etapas e é geralmente conduzido pelos diretos da instituição, mas todo o processo é colaborativo com diretrizes para todos. Os professores, pelo contato direto com os alunos e por conhecerem melhor suas necessidades, participam mais do que qualquer um.  Coordenadores e outros funcionários também fazem parte.

    Qualquer instituição de ensino é obrigada a produzir um projeto político pedagógico e devem seguir por direções específicas, de acordo com as leis e regulamentos existentes no Brasil.

    Embora existam essas leis, é criada uma certa liberdade em cada escola para decidir a melhor maneira de desenvolver o conteúdo programático e como lidar com os alunos.

    pessoa participando de uma reunião

     

    A construção de um projeto político pedagógico

    Cada instituição de ensino possui PPPs únicos, considerando suas dificuldades, seus pontos fortes, perfil dos funcionários e dos alunos, participação dos pais, o fato de ter recursos ou não, etc. Eles são considerados pilares da instituição, uma vez que propõe as metas e objetivos a serem conquistados.

    Confira abaixo como funciona a construção básica de um projeto político pedagógico:

    • Antes de mais nada, é preciso ser feito por pessoas adequadas. O próprio nome “pedagógico” já indica que requer a participação de profissionais da área.

    É possível que até mesmo os pais e alunos participem, mas tudo deve ser devidamente separado. Existem pessoas capacitadas para construir esses planos. Os responsáveis da instituição podem convocar especialistas em pedagogia;

    • Grade Curricular: Deve-se ficar bem claro todas as matérias que serão transmitidas para os alunos até que o projeto passe por outra mudança. A maneira da qual tudo é ensinado é discutível e mutável;
    • Capacidade dos professores e gestores: É preciso estar claro quais são as formações dos professores e ter certeza de que podem ensinar determinadas matérias. Os gestores também precisam ter a capacidade de gerir todo o processo e acompanhar de perto;
    • Planos de ação: É preciso tratar estratégias, muitas vezes feitas com gráficos e roteiros, sobre as aulas. Os professores não dão aulas simplesmente por dar. A maioria deles traçam planos de ensino e organizam todo o conteúdo e como irão transmitir em cada aula;
    • Os recursos devem ser colocados em pauta. Escolas particulares podem produzir determinados projetos, enquanto as públicas podem produzir outros;
    • Embora consultores possam ser contratados, usar projetos prontos e não contar com a opinião dos funcionários internos pode ser problemático e levar o PPP em uma direção que não condiz com as condições da instituição;
    • Embora as instituições devam apresentar o documento obrigatoriamente, isso não significa que ele não se atualiza e não seja discutido quando algo novo ocorre.

     

    Inserindo o tema de projeto político acadêmico no TCC

    Pode ser um tema muito pertinente para quem estuda pedagogia ou para quem não optou por bacharelado e sim por licenciatura. Não é difícil encontrar artigos e dissertações sobre o assunto na internet, inclusive TCCs muito bem elaborados.

    Você não precisa seguir na área da educação especificamente para produzir um TCC sobre o tema. Você pode relacioná-lo com diversas outras áreas.

     

    Busque pontos de vista diferentes

    Os PPPs chamam a atenção de muitas pessoas por conta do vasto planejamento e a estruturação. Por isso você encontra muitos trabalhos acadêmicos na internet como “Projetos políticos pedagógicos e a relação com a gestão da sociedade” ou em relação à gestão de empresas.

    Se esse é o tema que escolheu, busque um ponto de vista diferente para não ficar igual ao de outras pessoas. Para isso você precisará ter um grande repertório e realizar pesquisas com metodologia.

     

    Busque conhecer projetos na prática

    Não se limite a fazer pesquisas em trabalhos acadêmicos na internet ou em livros. Conheça as realidades nas escolas. Veja os projetos em seu desenvolvimento e sendo aplicados na prática.

    Escolas públicas são muito abertas e receptivas para o público, principalmente se estiverem perto de você e propõem eventos para que os pais e alunos participem. Dependendo da sua formação, você pode até mesmo ajudar na produção.

    Universidades públicas também são muito abertas para o público e incentivam os alunos a participarem de seus projetos e planos.

    Os projetos costumam estar disponíveis online e algumas instituições criam murais com resumo para que os alunos entendam a proposta. No entanto isso não é a mesma coisa de verificar tudo na prática. Pode ser crucial para definir o tema para seu TCC.

     

    Posso criar um projeto político pedagógico?

    Se você planeja criar um projeto político pedagógico, saiba que isso deve ser feito por profissionais em pedagogia. Ao trabalhar em alguma instituição de ensino, você tem a oportunidade de opinar e participar diretamente.

    Isso não é feito sozinho, visto que é preciso ter noção de todos os profissionais envolvidos e eles, por estarem envolvidos, terão seu espaço para opinar.

    Se não é nenhum pedagogo ou professor, saiba que, como aluno, você pode conhecer os projetos da instituição em que estuda e pode participar propondo seus pontos de vista.

     

    Construindo seu projeto acadêmico

    É comum que universitários confrontem novos termos que nunca viram antes e busquem fontes de informações para entender melhor. Quando chega o momento da conclusão do curso, a definição de temas pode ser o passo mais complicado para algumas pessoas.

    Se você ainda não definiu o tema para seu TCC, acesse o site Projeto Acadêmico e confira muitas dicas para finalmente fazer essa escolha. Você também pode conferir tudo sobre as normas da ABNT e o que mais precisar para se dar bem na vida acadêmica.

  • Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Aprenda o que é e como fazer um Ensaio Acadêmico / Cientifico

    Entenda quais são os tipos de ensaios e como fazê-los!

    O ensaio científico ou ensaio acadêmico é comum nas universidades, se tratando de um gênero textual onde o autor expõe seu ponto de vista sobre o tema baseado em uma pesquisa.

     

    1. Sobre o ensaio científico ou ensaio acadêmico

    A primeira coisa que você precisa entender ao fazer um ensaio científico ou acadêmico é que é uma proposta teórica, onde se investiga e pesquisa determinado tema, a partir de obras de outros autores para então propor a sua própria opinião.

    Diferente de muitos gêneros acadêmicos, o ensaio científico abre bastante espaço para o subjetivo e para que você teorize, mas isso não significa perder o bom senso e criar algo que os outros não possam entender. Confira abaixo alguns itens que te ajudarão a produzir um ensaio científico:

    • É um gênero textual mais curto e breve do que teses, dissertações e outros textos acadêmicos. Vá direto ao ponto, ainda mais por se tratar de algo pessoal e muitas vezes subjetivo;
    • O ensaio científico, obrigatoriamente, deve conter a opinião do autor e uma reflexão subjetiva, mas é preciso ter cuidado para não se perder no processo. Os outros precisam entender do que se trata;
    • A linguagem deve ser o mais simples possíveis, mesmo se tratando do meio acadêmico. Use termos técnicos apenas se forem pertinentes ao desenvolvimento do trabalho;
    • A proposta precisa ser inovadora e apresentar algo diferente, um problema, uma discussão, uma crítica, tudo de maneira concisa;
    • Ao expor sua opinião e reflexão subjetiva, certifique-se de que tudo é fundamentado em fontes confiáveis.

     

    2. Não confundir com ensaio literário

    Ensaios por serem gêneros textuais específicos, podem ter muitas semelhanças, mas o ensaio científico ou acadêmico é diferente do ensaio literário.

    O ensaio literário abre margem para a subjetividade de maneira que o científico não permite. Além disso o ensaio literário não precisa ter fundamentação científica. Não confunda os tipos de ensaios.

    alguns objetos de estudo sobre uma mesa

     

    3. Conheça as normas da sua instituição

    O padrão é que a instituição exija as normas da ABNT, no entanto, um ensaio científico não precisa ser feito apenas em universidades e faculdades. Pode ser algo profissional, como em um centro de pesquisa.

    Descubra quais são as normas da sua instituição para produzir um ensaio científico de maneira adequada. A estruturação do trabalho é tão importante quanto o conteúdo.

    Geralmente os ensaios permitem uma liberdade maior por parte dos autores e não seguem uma estrutura rígida, sendo que toda a questão formal dependerá das exigências da instituição, na ocasião.

     

    4. A estrutura básica do ensaio científico

    Ao fazer um ensaio científico existe uma estrutura básica que precisa ser seguida, de acordo com as normas da ABNT. Mesmo que você não tenha a obrigatoriedade de normatizar seu trabalho dentro das regras, precisa entender o que é necessário para que não fique incompleto:

    Atenção especial na discussão, que é onde você deve expor sua opinião e reflexão, inclusive de maneira subjetiva e a bibliografia, que é onde você listará todo o material e as fontes da sua pesquisa para a produção do trabalho.

    Alguns itens que não são obrigatórios são muito bem-vindos, como anexos, índice e listas. Isso, além de enriquecer seu trabalho, pode melhorá-lo esteticamente e lhe dar mais fundamentação.

     

    5. Organizando seu ensaio científico

    Para organizar seu ensaio científico ou acadêmico, além da estrutura obrigatória e das normas da ABNT, é preciso seguir alguns pontos para que a possibilidade de ser subjetivo não faça com que você fuja muito do tema. Confira os itens abaixo para entender melhor:

    • Defina um tema, e faça toda a discussão subjetiva e objetiva girar em torno dele e mesmo que precise abordar outros pontos, sempre volte ao objetivo central;
    • Problematize, critique, questione o seu tema. Você mostrará um ponto de vista diferente e não reafirmar o que já está afirmado. Não produza algo que já existe;
    • Utilize cada parágrafo para tratar um assunto. Lembre-se de ser o mais objetivo possível, mesmo lidando com a subjetividade. Além disso, ensaios não devem ser muito longos;
    • A consulta das fontes é uma das partes mais importantes do ensaio. Você irá expor toda a origem de sua pesquisa na bibliografia. Escolha sempre fontes confiáveis.

     

    Desenvolvimento geral do ensaio acadêmico ou científico

    • Trace um cronograma para a produção de cada item do seu trabalho, não se demore muito em nenhum item, mas também não deixe de dar atenção, principalmente para pesquisa, desenvolvimento, discussão e acervo bibliográfico;
    • A pesquisa precisa ter uma data de início e de fim. Não realize a pesquisa ao mesmo tempo em que estrutura e escreve seu ensaio. Você não conseguirá se dedicar totalmente a nenhum dos dois;
    • Não realize pesquisas apenas na internet, com certeza em sua instituição existem outros exemplos de trabalho, teses, dissertações, monografias e você achará algo que poderá complementar o seu trabalho;
    • Pesquise e utilize as normas da ABNT mesmo que na sua instituição não seja obrigatório. Isso pode te ajudar muito a organizar seu ensaio científico;
    • A argumentação e discussão deve se associar perfeitamente com o desenvolvimento e tema central. Um texto conciso é obrigatório;
    • Se necessário e ainda houver insegurança, faça rascunhos do ensaio científico;
    • Tome nota sobre tudo que for relevante em sua pesquisa. Tomar nota é bem diferente de iniciar o ensaio em si;
    • Pesquise modelos de ensaios científicos, acadêmicos e até mesmo literários para não iniciar seu projeto sem base nenhum. É possível até mesmo baixar documentos que já vem estruturado;
    • Utilize uma metodologia científica para desenvolver e organizar o seu trabalho. Isso, além de facilitar as coisas, pode torná-lo muito mais coerente. Por exemplo, uma metodologia para realizar a sua pesquisa é importante, pois existem vários tipos de pesquisa.

    *Vídeo perfeito da Mari Ella

     

    Conheça o Projeto Acadêmico

    Se você está com dúvida na produção de um ensaio científico, TCC ou qualquer trabalho acadêmico, você precisa conhecer o site Projeto Acadêmico. Você terá qualquer dúvida respondida a respeito das normas da ABNT, qualquer tipo de trabalho acadêmico, científico temas, tudo isso com exemplos e modelos para você se inspirar e desenvolver algo com qualidade.

  • Aprenda Como Fazer um Fichamento de um Texto

    Aprenda Como Fazer um Fichamento de um Texto

    Uma etapa considerada essencial para elaboração de um texto acadêmico, por orientadores e professores, fichamento de conteúdo; ele pode parecer difícil e confuso, confira aqui algumas dicas e entenda como fazer fichamento de texto.

     

    Entendendo o que é fichamento

    Antes de começar a fazer fichamento de texto para um artigo acadêmico é necessário entender a razão de ele ser importante e para que ele serve. Fichamento nada mais é que uma técnica para resumir e organizar as ideias com o fim de ter boas referências no momento de elaboração do seu texto acadêmico.

    Quando o fichamento de livro, foco deste artigo, está bem feito ele ajuda no processo de escrita do trabalho acadêmico e também ajuda no processo de estudo e pesquisa, pois é uma forma de estruturar suas ideias e resumir o que se entendeu do texto e, assim, consequentemente, o trabalho originado deste fichamento de conteúdo será bem escrito e estruturado.

    O fichamento de conteúdo também ajuda na preparação da pesquisa bibliográfica, por ser, em sua essência, um processo de organização e concatenação de ideias fica mais claro o que deve ser pesquisado a mais e o que precisa de mais atenção durante o processo de elaboração de um trabalho acadêmico.

    Em suma, o fichamento tem como função identificar diferentes obras, conhecer o conteúdo sobre o tema a ser estudado, fazer citações, analisar diferentes materiais, elaborar críticas, resumos e resenhas, bem como auxiliar e embasar a produção de textos.

    É um método de estudo pessoal pelo qual você organizará suas ideias para escrever seu trabalho acadêmico.

    Fundamentalmente são três os tipos de fichamentos necessários para se escrever um bom trabalho acadêmico:

    O fichamento de texto basicamente é um resumo com suas ideias principais sobre o texto, o bibliográfico é um resumo de acordo com as principais ideias absorvidas do texto e o fichamento de citação consiste, basicamente, em transcrever e copiar trechos do texto com as palavras exatas de seu autor.

    Os três tipos de fichamento são fundamentais para preparação do texto de acordo com as normas ABNT, norma na qual os textos de trabalhos acadêmicos devem ser escritos com o fim de deixá-los mais confiáveis e organizados.

    O fichamento pode ser feito em fichas de papel, cadernos, bancos de dados, post-its, arquivos, entre outros modos, enfim, a forma que ficar mais fácil de organizar e estudar sobre o tema escolhido para o trabalho acadêmico. Agora que ficou claro quais são os tipos de fichamento e para que servem, a seguir veremos como fazer fichamento de texto.

    exemplo de um fichamento textual

     

    Leitura do material para fichamento de texto

    Esta é uma parte importante do fichamento e do trabalho acadêmico, por meio da leitura atenta do material que será feita a interpretação do texto e, assim, o roteiro com os caminhos a serem seguidos durante o processo de escrita do trabalho acadêmico. Além disso, é por meio da leitura e conhecimento do material que será possível fazer fichamento de conteúdo.

     

    Clareza sobre o tema

    Um pouco óbvio, mas vale a pena reforçar, é necessário ter clareza sobre o tema estudado, porque assim fica mais fácil dividi-lo em tópicos e fazer um roteiro de pesquisa, é necessário entender e ter clareza sobre o que é o tema.

    Nesse momento, pergunte-se como ele pode ser classificado, como ele pode ser explicado, com quais outros temas pode ser relacionado, com quais outros temas se assemelha, entre outros pontos que deixam bem definido os principais elementos do assunto para ficar mais fácil resumir as principais ideias.

    O importante nesta parte é delinear o que é necessário para elaboração do trabalho acadêmico e, consequentemente, fazer o fichamento do material.

     

    Saber fazer resenha ou resumo

    Não basta somente ler atentamente o texto e interpretar suas ideias, é necessário “botar no papel” o que você entendeu, à sua maneira sobre o texto (afinal, esta é a função do fichamento de livro).

    A resenha/resumo consistirá em uma pequena produção textual com os principais pontos ou os mais interessantes, a seu critério, do material em questão, cada livro ou texto deve ter uma breve síntese do que se trata, assim, fica mais fácil buscar referências quando for escrever seu artigo.

     

    Concatenando ideias

    Com a leitura, sabendo claramente os elementos do tema do seu trabalho e fazendo um resumo sobre isso, separadamente para cada material/fonte de estudo e/ou pesquisa, o ideal também é acrescentar um pouco da sua visão pessoal sobre o que aprendeu, grife o texto, leia e releia os trechos que considerar mais importantes, assim fica mais fácil de organizar suas ideias e dissertar sobre o assunto escolhido.

    Faça isso sem pressa, esta é uma das partes mais importantes do seu trabalho, pois é por meio dela que você desenvolverá seu artigo acadêmico e decidirá como é a melhor estrutura de fichamento para futura referência.

     

    Chegou a hora: veja como fazer fichamento de texto

    Os pontos acima deixam bem claro e resumem o que é essencial para você conseguir fazer o fichamento de conteúdo. É importante esclarecer que há vários modos de se fazer um fichamento, não há um método ideal, depende muito de cada um a forma de estruturá-lo, qual é a melhor maneira de criar referências para sua própria consulta no futuro.

    Adiante seguem alguns pontos importantes e sugestões do que colocar no fichamento de conteúdo,

    • Indicações bibliográficas precisas: é importante saber de onde as informações foram retiradas seja para fazer uma nova consulta ou até mesmo atualizar ou editar alguns conceitos inseridos no fichamento;
    • Informações sobre o autor: assim como no item acima, é importante também saber qual o autor, porque conforme se dá o andamento do trabalho, outras fontes deste mesmo autor podem ser pesquisadas;
    • Resumo do material: é essencial para poder escrever seu trabalho acadêmico, é com base no fichamento dos materiais estudados que você escreverá seu trabalho;
    • Citações entre aspas dos trechos considerados interessantes para citação: as citações reforçarão suas ideias e os elementos base sobre o assunto. As citações têm a função de deixar o conteúdo mais autêntico e confiável, transformando-o em uma boa fonte de pesquisa;
    • Comentários pessoais ao longo do resumo: é importante deixar sua marca no texto, transponha suas ideias, dessa forma, evita-se que o texto seja considerado apenas um resumo ou uma espécie de plágio, e seja autoral;
    • Sinalização da parte do artigo acadêmico na qual este fichamento pode ser usado: é necessário saber como organizar as informações pesquisadas e como estruturar suas ideias ao longo do trabalho acadêmico.

    Gostou do texto? Deseja ler mais textos como este? Continue navegando pelo Projeto Acadêmico, um site dedicado a ajudar estudantes, como você, a escrever bons trabalhos acadêmicos.

    *Vídeo da professora Ligia Guelfi

  • Como fazer um PIM (projeto integrado multidisciplinar)?

    Como fazer um PIM (projeto integrado multidisciplinar)?

    Você sabe como realizar a elaboração do PIM? Sabe o que isso significa? Veja nesse artigo tudo que você precisa saber sobre o assunto!

    Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que é o PIM (Projeto Integrado Multidisciplinar) e têm buscado informações sobre ele a fim de serem bem sucedidas em seu trabalho acadêmico, o que é compreensível, já que os estudos acadêmicos constituem uma etapa muito importante na  vida delas e um importante passo a ser dado na sua formação.

    Se esse é o seu caso e você deseja obter mais esclarecimentos sobre como fazer um PIM, então está no lugar certo e na melhor companhia. Aqui você terá acesso às melhores dicas para o PIM e verá que ele não é um bicho de sete cabeças, sendo possível ter uma nota excelente adotando algumas estratégias simples e eficazes para produzi-lo.

    alunos reunidos

     

    O que é o PIM?

    Mas antes de nos aprofundarmos no tema e explicar como fazer um PIM, é de substancial importância que tenhamos clareza sobre o que é esse projeto, pois assim o construiremos com maior segurança e efetividade.

    Você deve ter visto na proposta de trabalho que a sigla PIM significa Projeto Integrado Multidisciplinar e isso já diz muito sobre ele. Trata-se de um trabalho acadêmico que abarca várias disciplinas (por isso é multidisciplinar) do seu curso e pode ser feito semestralmente ou até mesmo mais de uma vez por semestre.

    A intenção é mensurar aquilo que você compreendeu do que foi estudado e a capacidade de explanar os seus conhecimentos de maneira científica. Esse é o primeiro passo para você saber como fazer um PIM e atingir uma excelente nota em seu curso!

    O Professor Mestre Fernando Leonel Rodrigues tem um vídeo explicativo sobre o assunto e mostra como ele deve ser feito.

     

    Fique Atento: O PIM não é um TCC

    Muita gente costuma ter essa dúvida porque não sabe ao certo o que é o PIM, mas deve ficar claro que ele não é a mesma coisa que um TCC.

    O PIM é um projeto que pode ser desenvolvido diversas vezes durante o seu curso, pois este é uma verificação de aprendizagem.

    A UNIP (Universidade Paulista) indica que se trata da integração entre o aprendizado acadêmico e a experiência profissional. Sua elaboração não é de todo complexa, mas há excelentes orientações que podem trazer esclarecimentos sobre o assunto.

    Portanto, não confunda o PIM com o TCC, pois eles não são a mesma coisa e devem ser estruturados de maneira diferente, embora os tópicos sejam bastante parecidos. Para saber como fazê-lo, nada melhor que ter boas orientações, por isso nossa equipe traz para você tudo sobre o PIM!

     

    Elaborando o PIM

    Quem vai proceder a elaboração do PIM pela primeira vez normalmente sente certa insegurança e teme pelos resultados que obterá. Isso é natural porque, de fato, trata-se de um trabalho minucioso que exige bastante planejamento e comprometimento do aluno.

    Mas é algo simples que você não precisa temer. E para isso lhe trazemos algumas dicas preciosas para que nunca tenha dúvidas sobre como fazer um PIM.

     

    Dicas para a Elaboração do PIM

    Para que você não tenha dúvidas sobre como deve ser feita a elaboração do PIM, veja essas dicas que temos para lhe dar sobre os passos mais importantes para fazê-lo.

    1.  O estudo das matérias deve ser aprofundado

    Fique atento a isso; como se trata de um trabalho que engloba várias disciplinas, cada uma delas deve ser estudada com profundidade. Tudo deve ser tratado com seriedade quando for elaborar o PIM. Um trabalho feito com razoabilidade normalmente não atinge os resultados esperados.

    Nesse ponto é de extrema relevância que você esteja afinado com as regras de metodologia científica, pois dessa maneira saberá como proceder a pesquisa de maneira ampla e a forma como esses dados devem ser apresentados em seu projeto.

    Para o processo de elaboração do PIM a metodologia científica traz importantes esclarecimentos, sendo interessante buscar cada vez mais informações a esse respeito.

     

    2.  Utilização das regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

    Trazendo ainda mais elementos para que você saiba tudo sobre o PIM queremos indicar que sua produção deve ser feita dentro das normas da ABNT porque se trata de um trabalho acadêmico. Você precisa seguir esse padrão porque é o modelo de produção exigido.

    Trabalhos feitos fora desse eixo não são aceitos pelos professores. Portanto, cuidado com a formatação ao elaborar o PIM. Para saber como fazê-lo corretamente, dentro das regras da ABNT, leia estes artigos!

     

    3.   Tudo sobre o PIM: o que deve conter em sua estrutura

    A estrutura do PIM é padrão e por isso você deve ter o cuidado de confeccioná-lo da maneira correta. Os itens que devem constar são:

    Os artigos sobre regras da ABNT que citamos acima também são bastante esclarecedores nesse sentido, para que saiba efetivamente como fazer um PIM! Analise e você verá como eles trazem ótimas dicas para o seu trabalho!

     

    4.  Dicas para a pesquisa e elaboração do PIM

    A pesquisa é fundamental para a elaboração do PIM porque é isso o que realmente fará a diferença para a consecução do seu projeto. Para isso, a internet é uma grande aliada, desde que você tenha o cuidado de buscar fontes seguras.

    Também é importante procurar a biblioteca da sua faculdade e pedir livros relacionados aos assuntos que serão abordados. Além disso, conversar com professores e pedir esclarecimentos sobre temas complexos e muitas vezes controversos também é uma fonte riquíssima de recurso para a elaboração do PIM.

    Um excelente local para se fazer pesquisas acadêmicas na internet é o site da Biblioteca Nacional, onde diversas fontes estão disponíveis para a sua pesquisa.

    Esse é o processo de pesquisa documental que você pode conhecer melhor fazendo a leitura desse artigo, que irá lhe ensinar como proceder essa pesquisa com segurança.

     

    5.  Fazer o PIM sozinho é uma opção

    Esse é um conselho de nossa equipe que tem muito a ver com o que você, de fato, está disposto a fazer para ter um trabalho extraordinário! É claro que quando você tem colegas comprometidos, vale a pena contar com eles porque isso ajuda e muito devido à divisão dos trabalhos.

    Mas se não forem colegas comprometidos, você terá mais trabalho, dores de cabeça e provavelmente não atingirá os resultados esperados. Portanto, considere fazer seu projeto sozinho se não tiver colegas que irão somar esforços para lhe ajudar a construir uma excelente nota!

    Aqui você teve a oportunidade de conhecer com profundidade o que é o PIM e como elaborá-lo de maneira correta, para que tenha êxito em sua apresentação.

    Contudo, sabemos que ainda podem ter ficado algumas dúvidas pontuais, motivo pelo qual nos deixamos à sua disposição para esclarecer quaisquer questionamentos. Nosso compromisso com você é ajudá-lo a obter os melhores resultados.

    A equipe do Projeto Acadêmico está pronta para lhe atender de maneira pessoal e responder às suas perguntas sobre o Projeto Integrado Multidisciplinar e assuntos correlatos sempre que for necessário.

    Aqui sempre temos a solução ideal para os seus problemas com trabalhos acadêmicos!

    No mais, lhe desejamos bons estudos e boa sorte!