Quem está formatando um trabalho acadêmico precisa conhecer
as normas técnicas. Dentre as diferentes normas que existem, a mais cobrada é a
ABNT em quase todas as instituições de ensino no Brasil. Dentro das Normas ABNT, há ainda
diversas normas que compõem as regras de apresentação, formatação e
estruturação do trabalho acadêmico.
Pensando nisso, neste post falaremos sobre a NBR 12225, considerando suas aplicações, para que serve, como deve ser utilizada e todas as demais regras envolvidas nesta norma técnica. Confira tudo isso a seguir!
A NBR 12225 é uma das diversas normas que compõem o guia de
formatação, elaboração e estruturação da ABNT. As Normas ABNT são compostas por
diversas regras e cada uma dessas regras apresentam um número diferente, como é
o caso da NBR 12225.
Considerando que cada norma estabelece as regras para
determinado item do trabalho acadêmico, temos que a NBR 12225 é a responsável
por determinar como a Informação e documentação, lombada e apresentação devem
ser descritos no trabalho acadêmico.
Isso significa que a elaboração e formatação da lombada, que
é um item tido como opcional na maioria dos trabalhos acadêmicos, deve ser
realizada de acordo com os critérios da NBR 12225.
De acordo com as Normas ABNT, lombada é caracterizada por
parte da capa que pode ser constituída da dobra das folhas ou ainda por margens internas,
independente da maneira com que o trabalho é encadernado, seja por meio de
costura, grampos, cola ou de outra forma. A lombada de um trabalho acadêmico,
livro ou qualquer documento, também pode ser chamada de dorso.
Em muitos trabalhos
acadêmicos não é obrigatório a elaboração de lombada e nem mesmo capa. Os
itens obrigatórios em trabalhos acadêmicos se iniciam pela folha de rosto.
Porém, muitas pessoas gostam de apresentar um documento encadernado, com capa e lombada,
nesses casos é preciso seguir as instruções da ABNT para elaboração deste
conteúdo.
Estrutura de uma lombada
Segundo a NBR 12225, a lombada deve conter diferentes itens.
A estrutura completa de uma lombada deve apresentar:
Nome do autor ou autores quando houver mais de um;
Título do livro ou trabalho acadêmico;
Logomarca da editora, caso seja uma publicação
editorial;
Elementos alfanuméricos que identifique o volume, data
e fascículo do documento publicado, caso existam essas informações.
Em relação ao último elemento dessa estrutura, que seria os elementos alfanuméricos, é recomendado deixar, dentro do possível, uma margem mínima de 30 mm da borda inferior da lombada para inserir essa informação. Lembrando que esse item só deve aparecer na lombada caso exista mais de um fascículo ou volume do documento publicado. Se não houver mais de um volume, não é necessário incluir os elementos alfanuméricos.
Regras gerais para apresentação da lombada
Além da estrutura básica da lombada, as Normas ABNT
especificam como essa estrutura deve aparecer na lombada de um livro, trabalho
acadêmico, capa de vídeo, entre outros itens formatados de acordo com a NBR
12225. Veja a seguir como cada elemento da lombada deve aparecer segundo as
normas técnicas:
Autor ou
autores: o nome do autor é um item essencial e que deve aparecer
obrigatoriamente na lombada. Este item deve ser impresso no mesmo sentido da
lombada. Ou seja, descendente. Quando o documento estiver na posição
horizontal, será possível ler o nome do autor com facilidade. Isso vale para
descrever um único autor.
No caso de mais de um autor, é
preciso abreviar os nomes ou omitir os prenomes e separar cada um dos autores
por sinais gráficos, espaços ou pontuação para diferenciar os nomes. Para
lombadas do tipo horizontal, os nomes devem aparecer de forma horizontal um
abaixo do outro. Já nas lombadas do tipo descendente, os nomes devem apresentar
algum tipo de separador.
Título: caso seja muito grande para colocar no mesmo sentido que o nome dos autores, pode-se abreviar o título para deixá-lo menor. O ideal é que o título seja impresso da mesma forma que o nome dos autores (horizontal ou descendente).
Lombada do tipo horizontal: é quando o título descrito na lombada é impresso de forma horizontal. Ou seja, quando o documento está “em pé”, o título é lido facilmente na horizontal.
Lombada do tipo descendente: é quando o título descrito na lombada é impresso de forma descendente. Ou seja, quando o documento está “deitado”, o título é lido facilmente na horizontal.
Logomarca da editora: em caso de publicações editoriais (livros), é necessário incluir a logomarca da editora na lombada do documento. Nesse caso, a logomarca deve ser impressa no mesmo sentido da lombada (acompanhando título e nome do autor ou autores).
Elementos alfanuméricos: para identificar os volumes de um documento, é necessário utilizar elementos alfanuméricos de identificação. Cada elemento utilizado deve corresponder ao conteúdo do documento. Os elementos podem ser descritos de forma abreviada e podem ser separados por sinais gráficos, de pontuação ou espaços.
Há casos em que a lombada não oferece espaço suficiente para
incluir título, nome do autor, elementos alfanuméricos e logomarca da editora.
Nesses casos, é indicado utilizar título de margem de capa, que é um recurso
para impressão da “lombada” na margem esquerda da capa. Dessa forma,
parece que há uma lombada no documento, porém, utilizando um pequeno espaço da
própria capa do documento.
Para fazer esse tipo de “lombada”, é necessário
incluir título, nome do autor, volume, e logomarca da editora tudo no mesmo
sentido: longitudinal, indo do alto da folha até o final, bem próximo à lombada
real.
Em casos como esse é altamente indicado abreviar nomes,
título e todas as informações que puderem ser abreviadas para não gerar
conflito com as demais informações já presentes na capa.
Esse tipo de lombada não é indicado para trabalhos
acadêmicos. Apenas livros, capas de vídeo, entre outros itens formatados de
acordo com a NBR 12225 podem apresentar a lombada impressa na própria capa do
documento. Caso a sua formatação seja para trabalho acadêmico, dê preferência
para não inserir lombada e nem mesmo capa, já que esses itens não são
obrigatórios.
As normas técnicas em geral são instrumentos que oferecem a possibilidade dos acadêmicos, pesquisadores, docentes, ou de qualquer pessoa, fazer um relatório técnico ou científico, um artigo científico ou publicar um material seguindo um padrão na elaboração e de formatação. Esse padrão é o objeto de estudo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que lança o conjunto de regras de elaboração e formatação, além de outras regras voltadas para a área industrial, tudo isso há décadas.
Dentre as regras de elaboração e formatação de trabalhos científicos no âmbito acadêmico, o conjunto é formado por outros subconjuntos de regras, conhecidos como NBR. Neste post, vamos falar sobre a NBR 6029 e mostrar seu objetivo, as referências normativas e como proceder no uso desta regra. Se você é um estudante e deseja saber como utilizar a NBR 6029, acompanhe este post até o final e saiba mais!
Essa normativa NBR tem como objetivo estabelecer os
princípios elementares que constituem um livro ou folheto, e não é aplicada a
apresentação ou divulgação seriadas. Assim como toda NBR, a NBR 6029 está
diretamente relacionada a outras normativas, sendo estas normativas que irão
fazer a complementação desta norma. Dentre as normativas atreladas a NBR 6029,
temos:
NBR
6023, responsável pela elaboração do livro ou folheto;
NBR
6024, responsável pela numeração progressiva das seções em um documento
escrito;
As seguintes definições quanto a NBR 6029 são as
seguintes:
Agradecimento: tipo de texto onde o autor faz um agradecimento voltado àqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para a criação da obra;
Anexo: documento ou um texto que não foi elaborado pelo autor, utilizado como fundamentação, ilustração ou comprovação;
Apêndice: um texto ou documento elaborado por um autor, com a finalidade de completar uma argumentação sem quaisquer prejuízos pela unidade nuclear da obra;
Caderno: uma folha impressa, anverso e verso, que pode ser transformada em 4, 8,16, 32, ou 64 páginas conforme sua dobradura;
Capa: a capa de um livro ou folheto é um objeto externo, assim como em trabalhos acadêmicos diversos, e deve ser de um material flexível (brochura) ou constituída em um material rígido (cartonado ou encadernado). A capa é constituída de quatro lados, sendo dois externos e dois internos, desta forma, a capa 1 e 4 são os lados externos, e o 2 e 3 são os lados internos.
Colofão: essa indicação ocorre no final do livro ou de um folheto, com o nome do impressor, a data de publicação, o local e características tipográficas da obra.
Crédito: são as indicações dos nomes dos responsáveis institucionais, intelectuais, artísticos, técnicos ou administrativos, que participaram da criação do livro ou folheto;
Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação: esse é um registro contendo as informações que apontam uma publicação atualmente, incluindo o ISBN, sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Livro;
Dedicatória: a dedicatória é um texto onde um ou mais autores fazem homenagens pelo seu trabalho;
Direito autoral: o direito autoral é uma proteção legal vigente na legislação para os autores pessoas física e/ou jurídica, onde a produção intelectual, cultural, técnica, artística ou científica, são assegurados.
Anverso de NBR 6029
Os elementos do anverso da folha de rosto deverão ser incluídos da seguinte forma em uma impressão:
Autores: nomes, entidades, editor, responsável, compilador, coordenador, organizador, ilustrador, prefaciador, tradutor, etc. O título, as qualificações, os autores, deverão ser incluídos logo após seu nome, pois, serviram para sua autoridade no assunto;
Título e subtítulo: o título e o subtítulo em um livro ou folheto, deverão ser diferenciados tipograficamente. Os vários volumes de uma obra deverão ser constituídos de um título geral. Além deste título, cada um dos volumes poderá ter um título específico;
Indicações de uma edição ou reimpressão: toda edição deverá ser apresentada, seguida, quando for o caso, de uma indicação de reimpressão e acréscimos;
Numeração do volume: toda a numeração do volume deverá ser apresentada em algarismos arábico;
Local: é o local ou locais onde a publicação foi realizada e deverá ser apresentado na folha de rosto;
Editora: são os nomes das editoras inseridos, após os locais, precedendo o ano de uma publicação;
Data de publicação: o ano de publicação, segundo o calendário universal gregoriano, deve ser apresentado em algarismos arábicos.
Verso da NBR 6029
Os elementos contidos no verso da folha de rosto de um livro
ou folheto, deverão ser apresentados após impressão da seguinte forma:
Direito de
reprodução do livro: o direito de reprodução de uma obra ou folheto deverão
ser registrados com a autorização de uma reprodução do conteúdo referente a
publicação. Ou seja, os direitos de publicação deverão ser apresentados na obra
e toda reprodução da obra só deverá ocorrer se for autorizado pelo autor ou
editora.
Exemplo:
“Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que
citada a fonte.”
“Todos os direitos desta edição reservados à Editora Esmeralda
Ltda.”
“Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer
meio, sem a prévia autorização deste órgão/entidade.”
Título original: o título de um livro ou folheto deverão ser apresentados na língua original em que foram escritos, e caso a obra ou folheto se trata de uma tradução, ainda assim o título original deverá ser mencionado;
Outros suportes disponíveis: outros suportes disponíveis deverão ser informados e registrados caso houver tais informações;
Exemplo de outros suportes disponíveis:
Obra também disponível em: CD-ROM
Dados internacionais de catalogação-na-publicação CIP: esses dados devem ser elaborados de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano;
Créditos: todos os elementos que irão compor os créditos descritos logo a seguir devem estar à disposição na obra conforme a organização da impressão feita pela editora. Nomes, endereços, editoriais, endereço eletrônico, créditos institucionais, comissão técnica, científica ou editorial, créditos técnicos (normalização, gráfica, revisão, copidesque, formatação, diagramação, ilustrações, capa, dentre outros), órgãos de fomento e quaisquer outras informações.
Você tem feito um TCC ou monografia e não tem utilizado notas de rodapé em cada página do desenvolvimento argumentativo? Saiba que você deve repensar sobre isso e utilizar notas de rodapé em seu TCC ou outro trabalho acadêmico. Ao utilizar essas notas no rodapé de cada página quando necessário, você terá uma organização melhor e será mais fácil para quem estiver lendo entender melhor algumas palavras e pontos destacados na nota. Mas, para utilizar este recurso, é importante estar atento às normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre este tipo de ferramenta.
Neste post, vamos falar mais sobre notas de rodapé ABNT e como esse elemento é extremamente importante em monografias, dissertações, teses e projetos acadêmicos em geral. Veja como utilizar de forma correta a nota de rodapé, o que são notas de referência, notas explicativas e como inserir nota de rodapé no Word. Veja tudo isso a seguir!
Notas de rodapé ABNT
Segundo a ABNT, todas as notas de rodapé utilizadas em um
trabalho acadêmico devem conter em sua margem inferior (localizada na parte
inferior da página), uma chamada numérica que esteja diretamente
“interligada” ao texto naquela página. Em relação a formatação das
notas de rodapé, elas devem seguir da seguinte forma:
As notas de rodapé devem ser separadas por um traço contínuo de 3 cm;
A fonte da nota de rodapé deve ser menor do que a fonte utilizada no texto, e a ABNT recomenda a utilização de fonte tamanho 10;
Todas as notas de rodapé devem ser alinhadas após a primeira palavra e todas sem espaço.
Forma correta de utilizar nota de rodapé
O objetivo de uma nota de rodapé em um trabalho científico ou acadêmico é apontar pontos importantes e fazer considerações com mais esclarecimento e profundidade sobre algo. Você pode fazer isso nas notas de rodapé caso não tenha sido possível fazer isso no texto. Por exemplo, você utilizou uma palavra complexa e explicou o que significa essa palavra na nota de rodapé. Isso também vale para uma expressão, para um trecho ou informação que você queira destacar e explicar com mais clareza.
O ponto positivo de utilizar notas de rodapé, é que você
consegue abrir este “parênteses” em um local fora do corpo do texto,
mas ao mesmo tempo sem estar tão distante do texto como nas partes pré e
pós-textual. Utilizar as notas de rodapé permite você abrir uma ressalva sem
interromper o texto para isso. Mas, fique atento a forma correta de utilizar as
notas de rodapé em seu trabalho acadêmico, prezando sempre pelas normas
técnicas cobradas por sua instituição de ensino e prezando pelos seguintes
pontos:
Esse é um recurso que deve ser utilizado somente quando
necessário e o mínimo possível. Caso você extrapolar no uso das notas de
rodapé, gerará um texto no rodapé da página, e ao invés de elucidar sua
argumentação, você pode deixá-la mais cansativa e dificultosa para quem irá
ler;
Caso exista essa necessidade, você pode utilizar
citações diretas ou indiretas no corpo do texto e não saturar as notas de
rodapé com muitas informações em uma só página;
Utilize as notas de rodapé sempre na parte inferior de
cada página, utilizando numeração consecutiva expressas em algarismos arábicos.
O que são notas de referência no rodapé da
página?
As notas de referências podem ser vistas como aquelas notas que surgem na parte inferior da página de um texto acadêmico para dar mais crédito a fonte bibliográfica. Essas mesmas informações também são utilizadas na lista de referências na parte pós-textual do trabalho.
O mais importante ao elaborar uma nota de referência é saber
incluir e fazer a inclusão do sobrenome do autor mais a data de publicação.
Caso seja um material consultado na internet, a nota deverá possuir o endereço
do site por extenso e data de acesso com o referencial. Não se esqueça que a
primeira citação de uma publicação deverá ser expressa de forma completa.
Exemplo de nota de
referência no rodapé:
JENKINS,
Mary. Cultura da Divergência. Rio de Janeiro: Aleph, 2009.
O que são notas explicativas no rodapé da
página?
As notas explicativas podem ser utilizadas por um autor para
inserir um comentário, um esclarecimento, uma complementação ou uma observação.
São essas notas que mencionamos ao longo deste post. Elas podem ser utilizadas
para fazer a referência de trabalhos que ainda não foram publicados ou que
foram mencionados por meio de comunicação pessoal.
Exemplo de nota
explicativa no rodapé:
1 Informação
Concedida por Reginaldo Mendonça, no Congresso Brasileiro de Educação e
Cidadania, Rio de Janeiro, fevereiro de 2009.
1 Trabalho elaborado com o financiamento da FAPESP.
Como inserir uma nota de rodapé no Word?
O Word é uma das ferramentas de edição de texto mais
utilizadas no mundo todo. Os recursos disponíveis no Word são abrangentes, e
permitem a inclusão de notas de rodapé sem dificuldades. Neste importante
editor de texto, você pode trabalhar a formatação de seu trabalho acadêmico sem
dificuldades, bastando seguir as determinações das normas técnicas que você
estiver seguindo.
Por isso, mais uma vez lembramos que, o ideal, é você buscar conhecer as normas técnicas ABNT e outras normas técnicas para saber o que está fazendo. As especificações das normas são bem definidas e não deixam margens a erros. Veja as especificações das notas de rodapé ABNT e utilize o Word para formatar o seu trabalho. Não hesite em pesquisar mais sobre o uso das normas técnicas em relação as notas de rodapé antes de começar a formatar o seu trabalho.
Para você utilizar as notas de rodapé no Word, siga o seguinte passo a passo a seguir:
Abra um documento no Word em seu computador.
Selecione uma palavra que faz sentido conectar a uma nota de rodapé, faça isso utilizando o mouse do seu computador.
Na parte superior da tela do Word, escolha a opção “Referências” e clique nessa opção.
Logo após, escolha a opção “Inserir nota de rodapé” e insira a nota de referência ou explicativa conforme sua necessidade.
As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são um conjunto de normas específicas que buscam os princípios gerais para a elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico, como dissertação, monografia, TCC, artigo científico, um relatório técnico, científico, dentre outros. A aplicação das normas ocorre de forma oportuna, onde os documentos estão sujeitos as determinações encontradas neste conjunto de regras. Entre as diferentes normas, hoje vamos falar sobre a NBR 10719.
Neste post, vamos falar sobre a ABNT NBR 10719 e o que você precisa saber para formatar de forma correta com base nesta regra da ABNT. Veja para que ela é utilizada e como prezar por essa norma quando sua utilização é cobrada. Veja tudo isso a seguir!
Esta norma técnica é referente a elaboração e formatação de
relatórios técnicos e/ou científicos. De acordo com essa NBR, um relatório
técnico ou científico é um documento muito importante com a capacidade de
descrever formalmente o progresso ou resultado de uma pesquisa no âmbito
científico ou técnico. Mas, a NBR 10719 não funciona sozinha, e depende de
outras normas para a elaboração de um relatório técnico
ou científico. Dentre as normas, você encontra as seguintes NBRs atreladas:
NBR 6023, responsável pelas especificações das referências no processo de elaboração do documento;
NBR 6024, que cuida da numeração progressiva das seções em determinado documento escrito;
NBR 6027, responsável por especificações do sumário em um documento;
A estrutura de um relatório seguindo as especificações da NBR
10719 atrelada as demais NBRs já citadas, é dividida em duas partes:
externa e interna.
Na parte externa do relatório temos: a capa (opcional) e lombada (opcional).
Em seguida, temos a parte interna do relatório, com elementos pré-textuais, como:folha de rosto (obrigatório), errata (opcional), agradecimento (opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), lista de ilustrações (opcional), lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas (opcional), lista de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório).
No desenvolvimento do relatório, temos os elementos textuais, como: introdução (obrigatório), desenvolvimento (obrigatório) e considerações finais (obrigatório), que também fazem parte da estrutura interna do relatório.
Por fim, temos os elementos pós-textuais, também inclusos na parte interna desta estrutura, sendo eles: referência (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional), formulário de identificação (opcional).
Anverso de um relatório NBR 10719
Os elementos desta sequência devem ser apresentados na seguinte ordem de ocorrência:
Nome do órgão ou entidade especificados de forma correta. Será o nome do órgão ou entidade solicitante do relatório;
Título do programa, projeto ou plano que este relatório faz menção;
Título do relatório, sendo um título principal e um título específico para cada volume;
Subtítulo do relatório, caso exista, deverá ser precedido por dois pontos (:), de forma a apontar sempre sua subordinação ao título do relatório, seja ao título principal ou aos títulos específicos em cada volume.
Número do volume, caso exista mais de um volume, deverá aparecer em cada folha de rosto com as especificações de cada volume apresentadas em algarismos arábico;
Código de identificação, caso ele exista, deverá ser formado pela sigla da instituição, pela indicação de categoria, pela indicação de assunto, e pelo número sequencial do relatório na série;
Classificação de segurança, é determinada por órgãos públicos e privados responsável por desenvolver uma pesquisa considerada sigilosa ou não. São esses órgãos que deverão informar a classificação mais adequada de segurança de acordo com a legislação vigente sobre o assunto;
Nome do autor, podendo ser o nome da própria instituição que solicitou o relatório. Se esse for o caso, então suprime-se o nome da instituição solicitante do relatório do campo de autoria;
Local onde a instituição responsável pelo relatório se encontra. Em caso onde há cidades homônima, é recomendado acrescentar a sigla de unidade federativa;
Data de publicação de acordo com o calendário gregoriano e apresentados em algarismos arábicos.
Verso de um relatório NBR 10719
Os elementos do verso deverão seguir da seguinte forma:
Equipe técnica, sendo esse um elemento opcional, irá
indicar a comissão responsável pelo estudo, os colaboradores, e toda a
coordenação geral entre outros. O título com a qualificação e função do autor
deverão ser incluídos, pois, irão indicar sua autoridade no assunto.
Dados internacionais de catalogação, realizados na
publicação, sendo um elemento opcional, também deverá conter os dados
específicos da catalogação-na-publicação, de acordo como o sistema de Código de
Catalogação Anglo-Americano em vigor. As informações contendo dados
internacionais de catalogação-na-publicação deverão ser apresentados de forma
obrigatória, caso não seja utilizado o formulário de identificação.
A errata é um elemento opcional, mas quando utilizada, deve
ser incluída junto a folha de rosto, constituída pela referência da publicação,
além do texto da errata. Uma errata de relatório NBR 10719 deverá ser
apresentada em papel avulso, podendo ser papel encartado. Essa folha deverá ser
acrescida ao relatório assim que impresso.
Exemplo de Errata:
Uller,
Reinaldo; Gouveia, Oswaldo. Coordenação de estudos sobre os elementos
corrosivos gerados pela produção e utilização do ácido sulfúrico: relatório
parcial elaborado em 16 de agosto de 2009. São Paulo: FTI, 1982
Folha
Linha
Onde se lê
Leia-se
32
3
Publicação
Publicação
Agradecimentos
Um elemento opcional, os agradecimentos deverão ser
apresentado após a errata caso ele seja utilizado.
Resumo em língua vernácula
Esse é um elemento obrigatório, e deverá ser utilizado no
relatório conforme os parâmetros da NBR 6028.
Lista de ilustrações
Sendo este também um elemento opcional, os elementos
ilustrativos deverão ser listados conforme a ordem lançada na obra. Cada item
deverá ser designado por seu nome específico, com o respectivo número da página
ou folha. Se necessário, recomenda-se listar todos os tipos de ilustrações,
sejam elas desenhos, fotografias, esquema, fluxograma, planta, organograma,
mapa, dentre outros.
Lista de abreviaturas e siglas
A lista com as abreviaturas é um elemento opcional em um relatório NBR 10719, mas se utilizada, deverá fazer uma indicação das siglas e abreviaturas em ordem alfabética que foram utilizadas no relatório, e que deverão ser seguidas de outras palavras grafadas por extenso apontando o significado de tal sigla ou abreviatura.
As Normas ABNT são as regras determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para elaboração de diferentes trabalhos acadêmicos. Cada uma dessas regras é chamada de NBR, e cada uma delas possui um número em específico, como é o caso da NBR 15287. Pré Projeto TCC: modelo pronto, sugestões e dicas de elaboração
Quer saber o que é e para que serve a NBR 15287? Então confira neste post tudo sobre essa norma, como usá-la e o que ela orienta em relação a elaboração de trabalhos acadêmicos. Veja tudo isso a seguir!
A NBR 15287 é uma das normas que compõem as Normas ABNT. Ela é responsável por determinar todas as regras de elaboração e formatação do projeto de pesquisa. Nela, são incluídas informações sobre elementos obrigatórios, estrutura, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, instruções para impressão, formatação geral, entre outras informações.
Para que serve a NBR 15287?
Se a NBR 15287 determina todas as regras para elaboração de
projeto de pesquisa, isso significa que ela serve para instruir e padronizar
todos os projetos de pesquisa de acordo com as normas determinadas pela ABNT.
A finalidade de uma norma é sempre instruir o autor do
trabalho em relação aos elementos obrigatórios, estrutura e formatação do
trabalho, que nesse caso trata-se de um projeto de pesquisa. Sendo assim,
podemos resumir dizendo que a NBR 15287 serve para especificar como o projeto
de pesquisa deve ser elaborado segundo a ABNT.
O que é projeto de pesquisa?
Um projeto de pesquisa é a definição de um método em relação
a uma pesquisa em específico. Trata-se de um trabalho acadêmico cobrado por
diversas instituições de ensino que tem como objetivo pesquisar um determinado
tema. Há vários tipos de pesquisa, falar sobre os diferentes tipos não é o foco
deste artigo.
O que você precisa saber é que um projeto de pesquisa é um
importante trabalho acadêmico que tem como principal objetivo “descobrir,
pesquisar e inovar” de forma científica. Com isso, o projeto de pesquisa
pode proporcionar descobertas, pesquisas, inovações e soluções de problemas comuns
para a sociedade.
Ou seja, o projeto de pesquisa tem grande importância quando
com o objetivo de ajudar a sociedade. Para elaborar um projeto de pesquisa é
necessário definir os seguintes itens:
Tema: embora pareça simples, a escolha do tema nem sempre é algo fácil. É preciso escolher um tema de impacto, que tenha relevância para a sociedade e que apresente problemas que precisam ser solucionados.
Problematização: é a questão principal por de trás do projeto de pesquisa. Sem problematização, não há por que elaborar uma pesquisa. É através da definição de um problema que toda a pesquisa é baseada.
Justificativa: a razão pela qual uma pesquisa é iniciada determina a justificativa do projeto de pesquisa. Neste item é preciso justificar a elaboração do projeto de pesquisa.
Objetivos: sabendo da razão, você poderá definir neste item o objetivo da elaboração do projeto de pesquisa. O que você pretende obter com essa pesquisa? Isso deve ser informado em objetivos.
Hipóteses: toda pesquisa é baseada em hipóteses iniciais. É através dessas hipóteses que o pesquisador inicia o estudo. Nem sempre as hipóteses são confirmadas no final do projeto e confirmá-las nem sempre é o objetivo.
Fundamentação teórica ou revisão literária: neste item, é preciso definir a metodologia utilizada para a pesquisa, se é uma fundamentação teórica ou se é uma revisão literária, além de outros pontos essenciais do projeto de pesquisa.
Estrutura de um projeto de pesquisa
Um projeto de pesquisa deve ter, como todos os trabalhos
acadêmicos, elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Além desses
elementos, a NBR 15287 determina que os projetos de pesquisa tenham outros
elementos tidos como obrigatórios. Veja a seguir a estrutura completa de um
projeto de pesquisa e os elementos envolvidos nessa estrutura:
Regras gerais para formatação de projeto de
pesquisa
A NBR 15287 determina várias regras para elaboração e formatação de projetos de pesquisa. Entre as regras gerais estão instruções para espaçamento, formato para impressão, paginação, notas de rodapé, títulos, citações, siglas, e muito mais. Veja a seguir como é feito a formatação segundo a NBR 15287.
Formato para impressão
Textos devem ser digitados em cor preta;
Ilustrações podem ser coloridas;
Papel para impressão deve ser branco ou reciclado;
Tamanho da impressão deve ser A4 (21 cm x 29,7 cm);
Cada elemento pré-textual deve ser iniciado no anverso;
Elementos pós-textuais podem ser digitados no anverso e verso;
O Google Acadêmico é a primeira ferramenta lembrada pelos estudantes quanto o assunto é elaboração de monografias, teses e vários outros trabalhos acadêmicos. E não é para menos, a ferramenta inclui trabalhos do mundo todo, sendo uma ótima plataforma para encontrar referências ou mesmo pesquisar assuntos relacionados à área acadêmica.
Já ouviu falar no Google Acadêmico e quer saber mais sobre como encontrar artigos científicos nesta plataforma? Então acompanhe esse post até o final e descubra tudo sobre o Google Acadêmico.
Google Acadêmico: O que é?
Essa importante ferramenta de pesquisa acadêmica também é chamada comumente de Google Scholar. Criado em 2004, o Google Acadêmico é uma das mais importantes ferramentas de pesquisa acadêmica no mundo todo. Desde seu lançamento, a ferramenta é de longe a mais utilizada por estudantes e pesquisadores do mundo todo para encontrar trabalhos acadêmicos.
Embora a ferramenta esteja disponível desde 2004, foi apenas
em 2006 que o Google passou a disponibilizar pesquisas em português. Assim como
em outras regiões do mundo, o Google Acadêmico logo se tornou a ferramenta mais
utilizada pelos estudantes e pesquisadores brasileiros.
Resumindo, o Google Acadêmico é uma ferramenta simples que permite pesquisar literaturas de todos os tipos. Com essa ferramenta, você pode encontrar artigos em um só lugar, seja de banco de dados, revistas ou de publicações científicas, como na revista SciELO. Sendo assim, os estudantes conseguem otimizar suas pesquisas utilizando de forma direta ou indiretamente diversos bancos de dados, onde é possível contar com resultados em um só lugar.
Dentro da ferramenta os usuários podem armazenar os
conteúdos mais interessantes, pesquisar artigos de acordo com a importância e
relevância para a pesquisa, ficar por dentro das descobertas científicas e
artigos publicados recentemente, e muito mais.
Os resultados da pesquisa feita no Google Acadêmico também são listados de acordo com a relevância apontada pelos algoritmos do Google. Sendo assim, não há um padrão específico para ordenar os conteúdos apresentados. Já a pesquisa em si pode ser feita pelo nome do autor, parte do texto, nome da revista, nome do artigo, palavra-chave, entre outras formas de busca.
Você deve ter percebido que há uma série de vantagens em
utilizar o Google Acadêmico. Saiba que há ainda muitas outras vantagens, assim
como algumas desvantagens. Veja a seguir quais são as vantagens e desvantagens
dessa ferramenta de pesquisa acadêmica:
Vantagens
Poder armazenar publicações acadêmicas em uma biblioteca personalizada;
Ser listado nos resultados de pesquisa, caso tenha trabalhos acadêmicos publicados;
Poder fazer buscas refinadas utilizando a “Busca Avançada“;
Receber recomendações com base nos assuntos pesquisados na ferramenta;
Filtrar entre os materiais com maior relevância na sua área acadêmica.
Desvantagens
Nem todos os resultados listados na primeira página são
de qualidade;
Você poderá encontrar fontes não confiáveis ou
desatualizadas sobre o assunto;
Nem todos os conteúdos estão disponíveis para serem
acessados.
Fontes de pesquisa do Google Acadêmico
A ferramenta de pesquisa acadêmica do Google conta com
diferentes fontes de pesquisa. Alguns são revistas científicas, outros são
bancos de dados acadêmicos, entre outros tipos de bibliotecas e portais que
disponibilizam conteúdos na internet.
Como foi mencionado nas desvantagens, nem todos os conteúdos
podem ser acessados, pois, alguns dos resultados são de bancos de dados que não
permitem o acesso gratuito. Para que você conheça um pouco mais sobre as fontes
de pesquisa do Google Acadêmico, veja a seguir os 7 principais portais
utilizados pela ferramenta:
SciELO Brasil;
Lume UFRGS;
Biblioteca Digital FGV;
Buscalegis UFSC;
BD Jur;
Portal Seer UFBA;
BDM UnB.
Lembrando que esses são apenas alguns dos locais utilizados
pelo Google Acadêmico para listar os resultados de pesquisa. A ferramenta
também utiliza conteúdos em outros idiomas, periódicos científicos
internacionais, conteúdos de órgãos governamentais, universidades, entre
outros.
Como encontrar artigos científicos no Google
Acadêmico?
Agora que você já sabe em detalhes como essa ferramenta
funciona, veja o passo a passo a seguir de como encontrar artigos científicos
no Google Acadêmico utilizando filtros, nome do autor, título, palavra-chave,
entre outros meios de pesquisa.
Em todos os casos, você precisará acessar a página específica do Google Acadêmico. Acesse clicando aqui (https://scholar.google.com.br/).
Nome do autor
Caso você já tenha um autor em mente e queira encontrar
publicações feitas por ele, você precisará acessar a página do Google Acadêmico
e pesquisar utilizando o nome do autor na barra de pesquisa. A pesquisa deve
ser feita utilizando o sobrenome entre aspas junto com as iniciais do primeiro
nome. Dessa forma, você terá mais chances de encontrar conteúdos do autor.
Exemplo: “Figueiredo E O”
Título do artigo
Caso você saiba o nome do artigo e queira acessá-lo
utilizando a ferramenta Google Acadêmico, basta digitar na barra de pesquisa o
título do artigo científico e fazer a busca. Mesmo que você não se lembre do
título completo, basta inserir o trecho que você se lembra e fazer a busca.
Exemplo: Histórias da educação infantil brasileira
Palavra-chave
A pesquisa por palavra-chave é a mais utilizada quanto você
não possui um autor em mente e nem mesmo um artigo científico. Para encontrar
conteúdos interessantes para sua pesquisa acadêmica, você precisará acessar a
ferramenta de busca e digitar uma palavra-chave relacionada a sua pesquisa.
Exemplo: logística reversa
Como filtrar resultados de pesquisa no Google
Acadêmico?
Como mencionado, o Google Acadêmico pode apontar resultados
de pesquisa muito antigos ou de fontes não confiáveis. Por isso, é indicado
filtrar os resultados para otimizar sua pesquisa e ter resultados melhores.
Para fazer isso, faça a busca na ferramenta como preferir
(por nome do autor, título do artigo científico ou palavra-chave) depois
escolha no menu esquerdo os filtros que deseja: ano de publicação, relevância,
idioma, se possui citações, se possui patentes, entre outros. Veja a seguir as
opções de filtro.
Data de publicação
Escolha entre as opções de data ou selecione um período
específico. Caso escolha um período específico, basta indicar os anos que
compõem o período que você deseja encontrar resultados de pesquisa.
Exemplo: 2005 – 2017
Classificação dos resultados
Só há duas opções: por relevância ou por data. Caso você queira encontrar artigos recentes, escolha a opção “classificar por data“. Agora, se deseja ter conteúdos de maior qualidade escolha a opção “classificar por relevância“.
Idioma
Nesta seção, você pode escolher entre pesquisar “em qualquer idioma” ou “pesquisa páginas em português“.
As margens de um documento no Word são parte essencial de
uma formatação. São elas que especificam onde o texto começará e terminará,
assim como determina exatamente o espaço que “sobra” nas laterais e
nas partes superior e inferior do papel ao imprimir um documento.
Caso você esteja fazendo um trabalho acadêmico e precise formatar as margens no padrão ABNT, veja neste post como colocar margem no Word no padrão ABNT. Além disso, ensinaremos como formatar as margens da forma que preferir. Sendo assim, o passo a passo que ensinaremos será útil para quem deseja formatar no padrão ABNT, para cartões de visita, para impressão comum, entre outras finalidades.
O que são margens?
As margens, também chamadas de bordas, são os espaços
deixados nas laterais e nas abas superior e inferior de um documento. São as
bordas que limitam o início e o término das linhas e do corpo do texto em um
documento. Isso faz com que o texto tenha um limite mínimo para ser impresso
corretamente.
Caso não existissem bordas, o documento poderia ser impresso do começo ao fim
em uma folha. Assim, a leitura ficaria difícil de ser compreendida. Além de
problemas na impressão que podem ser causados por bordas muito finas ou pela
inexistência de margens no documento.
É por isso que é aconselhado aplicar margens em todos os
documentos ao fazer impressões. Independentemente do tipo de documento, se é
trabalho acadêmico, livro, cartão de visita, uma carta, ou qualquer outra
coisa, o ideal é que você aplique margens para tornar a leitura e o layout mais
leve e para evitar erros de impressão.
Padrão ABNT para margens
No caso de trabalhos acadêmicos, as margens estão entre as
formatações exigidas e tidas como obrigatórias. Isso significa que se o
trabalho acadêmico segue as regras ABNT, então ele precisa obrigatoriamente
apresentar o padrão de margens instituído pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas.
Nesse caso, as Normas ABNT especificam o seguinte padrão para inserir margem em trabalhos acadêmicos:
Margem superior: 3 cm
Margem inferior: 2 cm
Margem esquerda: 3 cm
Margem direita: 2 cm
Esse padrão da ABNT se aplica a todos os trabalhos acadêmicos, sendo eles: TCC, monografia, tese, dissertação, artigo científico, entre outros.
Como colocar margem no Word padrão ABNT
A formatação de margem nas Normas ABNT é feita da seguinte
forma:
Selecione todo o documento apertando as teclas CTRL + T.
Vá até a aba “Layout” e clique na opção “Margens“.
Escolha a opção “Margens Personalizadas” ao final dos tipos de margens disponíveis para aplicar o padrão ABNT.
Para formatar as margens de acordo com as Normas ABNT, insira 3 cm para as margens superior e esquerda, e 2 cm para as margens inferior e direita.
Se você não encontrar a unidade de medida em centímetros,
veja a seguir como mudar a unidade de medida das margens no word:
Vá até “Arquivo“, clique em “Opções” e depois em “Avançado“. Em computadores Mac, clique em “Word” e depois em “Preferências“.
Feito isso clique em “Exibir” e na opção “Mostrar medidas em unidades de” escolha a opção “Centímetros” ou a que preferir (polegadas, milímetros, paicas ou pontos”. No Mac, clique em “Geral, depois em “Mostrar medidas em unidade de” e selecione a opção pretendida.
Como colocar margem no Word para outras
finalidades
Para aplicar a formatação de margens em um documento,
independente de normas ou formatação padrão, você deverá seguir o passo a passo
abaixo:
Caso queira aplicar as margens em apenas uma página, basta selecionar a página que deseja fazer essa formatação. Agora, se for aplicar a formatação em todo o documento, aperte as teclas CTRL + T para selecionar tudo.
Vá até a aba “Layout“, clique em “Margens” e selecione a opção de margem que preferir.
O Word oferece 5 opções de margens já formatadas para serem inseridas no documento. As opções e especificações são:
Espelhada: superior 2,54 cm; inferior 2,54 cm; esquerda 3,18 cm; direita 2,54 cm.
Caso não queira utilizar nenhum dos padrões de margens do Word, clique em “Margens Personalizadas”.
Agora você pode editar suas margens como preferir, colocando quanto centímetros quiser, inserindo bordas, entre outros itens para personalizar ainda mais o seu documento.
A cada nova definição de margens aplicada no Word, é salvo
automaticamente um padrão no programa de edição de texto para que você use
sempre que quiser a última formatação de margem utilizada. Essa opção aparecerá
sempre acima das opções padrões de margens do Word com o nome de “Última
Configuração Personalizada”. Dessa forma, você pode sempre voltar ao
padrão utilizado anteriormente, caso não lembre a formatação aplicada.
Outra coisa importante que você deve saber sobre as margens
no Word é que elas limitam as bordas ao imprimir um documento. Sendo assim, é
importante tomar cuidado com a formatação das margens, caso você tenha intenção
de imprimir o documento em questão.
Se for imprimir utilizando um computador e impressora, veja
no próprio Word a “visualização de impressão”. Assim você terá uma
ideia de como o documento ficará ao ser impresso no papel pretendido. Caso as
bordas estejam muito estreitas, parte do documento poderá não ser impresso.
Então visualize antes e ajuste até que todo o conteúdo do
documento fique bem posicionado na folha escolhida para impressão.
Agora se for imprimir em uma gráfica você deverá conversar
com o atendente para que as bordas fiquem de acordo com o tamanho da folha de
impressão. Faça essa observação sempre que for imprimir em uma gráfica, pois,
nem sempre a empresa irá conferir esses detalhes ao imprimir um documento. Você
pode, inclusive, perguntar a margem mínima para impressão na gráfica e formatar
o documento conforme as informações obtidas.
Uma das etapas finais de um trabalho acadêmico é a
elaboração do sumário. Esse item obrigatório em trabalhos acadêmicos, também é
utilizado em livros e vários outros documentos que precisam apresentar os
capítulos e os números de páginas de cada um deles.
Então se você está procurando por informações sobre como fazer um sumário no Word, você está no lugar certo! Neste post ensinaremos você a fazer um sumário no Word de acordo com as regras ABNT ou ainda em padrão comum do Word, caso queira utilizar o sumário para outras finalidades. Confira tudo isso a seguir! Sumário TCC: entenda como fazer, as normas ABNT e nossas sugestões
O que é um sumário?
O sumário é uma das primeiras páginas de um documento, pois, ele faz parte dos elementos pré-textuais. Em um trabalho acadêmico (TCC, monografia, tese, dissertação, artigo científico, entre outros) ele é obrigatório. Já em livros e conteúdos literários o sumário é opcional, porém, ele é visto quase sempre nesses documentos.
Esse elemento pré-textual tem como objetivo informar ao
leitor sobre os capítulos que aparecem na obra, assim como as páginas onde cada
capítulo é iniciado. Dessa forma, o leitor consegue se localizar, caso queira
avançar entre os capítulos ou voltar para consultar alguma informação.
O sumário ABNT é a definição da Associação Brasileira de
Normas Técnicas em relação às Normas ABNT. Quando o trabalho acadêmico precisa
ser formatado de acordo com as Normas ABNT, é importante adaptar o sumário para
seguir a formatação exigida por essa Norma.
Normas ABNT para sumário
As Normas ABNT determinam por meio da NBR 6027 que o sumário é um elemento pré-textual obrigatório para todos os trabalhos acadêmicos. O sumário deve ser constituído de enumeração de todas as divisões, subdivisões e seções que compõem o trabalho acadêmico, seguindo a mesma ordem e grafia como aparece no próprio trabalho.
Segundo as Normas ABNT, o sumário deve estar dentro das seguintes características:
Ser o último elemento pré-textual do trabalho acadêmico;
Aparecer logo antes da introdução do trabalho;
Ter esquema de subordinação dos itens do trabalho;
Ser numerado em ordem sequencial crescente;
Formatação dos capítulos deve ser mantida no sumário;
Deve aparecer em todos os volumes do trabalho acadêmico;
Há ainda as definições da ABNT em relação a formatação. Veja a seguir como é feita a formatação neste caso:
Alinhamento à esquerda;
Capítulos em CAIXA ALTA devem ser mantidos no sumário;
Formatação usada nos capítulos deve aparecer no sumário;
A palavra sumário deve aparecer no topo da página centralizada, em CAIXA ALTA e com a mesma fonte das seções primárias (Arial ou Times New Roman);
Fonte tamanho 12.
Exemplo de sumário ABNT
O sumário deve ser
formatado da seguinte forma:
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
2 DESENVOLVIMENTO: PRIMEIRO CAPÍTULO
2.1 PRIMEIRO
SUBCAPÍTULO
2.1.1 Primeira subseção
2.1.2 Segunda subseção
2.2 SEGUNDO
SUBCAPÍTULO
3 DESENVOLVIMENTO: SEGUNDO CAPÍTULO
3.1…
3.2…
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
GLOSSÁRIO
APÊNDICE A
ANEXO A
Repare que os números seguem uma sequência de acordo com cada seção e subseção de capítulos. Isso significa que os subtítulos dentro de um título devem ser numerados de acordo com as seções primárias, secundárias, terciárias, quaternárias e quinárias.
Como fazer um sumário no Word nas Normas ABNT
Para fazer um sumário no Word aplicando as Normas ABNT, você
precisará seguir o passo a passo que preparamos para você. Confira!
Vá até os capítulos e aplique a formatação “título 1, título 2, título 3, …” conforme cada seção e subseção exige. Lembrando que “título 1” é o capítulo primário, “título 2” é o subcapítulo, “título 3” é a subseção, e assim por diante. Sempre que for iniciar um novo capítulo, aplique o “título 1”.
Feito isso, você poderá começar criar o sumário. Comece inserindo uma nova página onde deseja iniciar o sumário. Vá até a aba “Inserir” e clique em “Página em Branco”.
Depois, vá em “Referências” e clique em “Sumário”. Perceba que você terá várias opções de sumário para usar. Há opções automáticas e uma opção manual. Para facilitar, clique em Sumário Automático 1. Assim todos os capítulos aplicados no texto serão reconhecidos automaticamente no sumário.
Para formatar o sumário, você deverá editar a formatação de cada um dos títulos, subtítulos e corpo do texto. Nesse caso, vá em “Página inicial” e veja ao lado de “Painel de estilos” as formatações usadas para títulos descritas como “Normal, Título 1, Título 2, …”. Para modificar cada uma dessas formatações, você deverá clicar no título e depois em “Modificar”. Já a formatação deverá ser feita seguindo o padrão ABNT:
Normal (corpo do texto): fonte Times
New Roman ou Arial, tamanho 12, justificado, espaçamento entre linhas 1,5;
Título 1 (capítulo primário): fonte
Times New Roman ou Arial, tamanho 12, negrito, justificado, espaço antes 12 pt;
Título 2 (capítulo secundário): fonte
Times New Roman ou Arial, tamanho 12, justificado, espaço antes 12 pt.
Já o termo Sumário, precisa ser formatado da seguinte forma: centralizado, em CAIXA ALTA, negrito e com a mesma fonte utilizada nos capítulos primários (Times New Roman ou Arial), tamanho 12.
Agora, se você não precisa do padrão ABNT, é ainda mais
fácil criar o sumário. Basta seguir o passo a passo abaixo:
Aplique a formatação “Título 1, título 2, título 3, …” de acordo com os capítulos do seu trabalho. Você encontra essa formatação na “Página inicial” através da aba “Estilo”.
Depois, vá até “Inserir” e clique em “Página em Branco”, para começar a criar o sumário. Para inserir o sumário, vá até “Referências”, depois clique em “Sumário”. Você poderá escolher entre as opções que preferir. Para formatar automaticamente, prefira o sumário automático.
Caso prefira o sumário automático, ele será criado automaticamente seguindo a ordem dos títulos e subtítulos inseridos ao longo do trabalho. Caso você prefira o sumário manual, será necessário inserir manualmente cada um dos capítulos e identificar as páginas.
Feito isso, você já estará com o sumário pronto em seu
trabalho, livro ou documento que queira inserir esse elemento pré-textual.
Lembrando que para personalizar a formatação, é preciso seguir o passo a passo
do sumário ABNT e aplicar a fonte, tamanho e elementos gráficos que preferir.
Todos os elementos incluídos em um trabalho acadêmico
precisam ser formatados de acordo com a norma vigente. Caso você esteja fazendo
um trabalho que precisa ser formatado pelas Normas ABNT, saiba que fonte e
legenda de imagem são itens obrigatórios para a inclusão de imagens.
As Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelecem todos os itens obrigatórios e opcionais de um trabalho acadêmico. Além disso, são elas que apontam a formatação necessária para cada etapa do trabalho.
O mesmo conceito se aplica a imagens, figuras e ilustrações que são incluídas no trabalho acadêmico. De acordo com as normas técnicas, são considerados ilustrações as seguintes imagens: desenhos, gráficos, fluxogramas mapas, organogramas, figuras, quadros e fotografias. Tabelas, Gráficos e Imagens no TCC
No entanto, é importante saber diferenciar tabelas e
ilustrações. Ambas as coisas podem ser parecidas, mas para a ABNT há grandes
diferenças na hora de formatar o conteúdo. Por isso, a ABNT define o que são
cada um desses elementos da seguinte forma:
Quadro
(ilustração) – é formado por linhas verticais e horizontais com fechamento
em todas as extremidades. Esse tipo de elemento é usado comumente para
expressar dados qualitativos.
Tabela – é
formada por linhas verticais e não apresenta fechamento nas extremidades. Esse
tipo de elemento é usado comumente para expressar dados quantitativos.
A principal diferença entre esses dois elementos ao formatar o trabalho acadêmico é que o quadro precisa ser descrito na lista de ilustrações, enquanto que a tabela precisa aparecer na lista de tabelas.
Exemplos de como fazer a lista de ilustrações no seu TCC
Fonte para imagens, ilustrações e tabelas
As normas técnicas da Associação Brasileira de Norma
Técnicas especificam como obrigatório a menção da fonte ao inserir uma imagem
no trabalho acadêmico. Isso porque, assim como no caso das citações, as imagens
possuem direitos autorais que precisam ser reconhecidos, independente de onde a
imagem seja extraída.
Mesmo as imagens elaboradas pelo próprio autor do trabalho,
é preciso informar a fonte. Veja a seguir alguns exemplos de fontes que podem
aparecer em seu trabalho acadêmico:
Imagens em geral
Fonte: Nome da fonte, ano.
Imagem criada pelo
autor
Fonte: Compilação do autor.
Imagens extraídas de
sites ou de redes sociais
Fonte: Nome do site ou rede social onde a imagem foi
obtida.
Tabelas criadas pelo
autor
Fonte: Nome do próprio autor do estudo (ano).
Tabelas extraídas de
sites
Fonte: Nome do site (ano).
Legenda para imagens, ilustrações e tabelas
Assim como a fonte, a legenda é um elemento obrigatório ao
inserir imagens, ilustrações e tabelas. A legenda considera características da
imagem inserida no trabalho acadêmico e deve oferecer de forma clara e objetiva
do que se trata a imagem.
Para inserir a legenda, é fundamental ainda informar o tipo de imagem junto a um número. Por exemplo:
Fotografia 1
Imagem 2
Figura 3
Tabela 1
Depois do nome da imagem e o número que deve ser sempre em
ordem crescente, é preciso informar em uma pequena frase o título da imagem ou
ainda algo que especifique a utilização da imagem. Por exemplo:
Tabela 2 – Tabela da introdução alimentar
Fotografia 5 – Recomendações sobre introdução alimentar
Figura 3 – Alimentos indicados para bebês de 9 meses
Formatação para fonte e legenda de imagem ABNT
Agora que você já sabe que é obrigatório informar a fonte e
a legenda de cada imagem incluída no trabalho acadêmico, você precisa aprender
a formatar esses dois elementos em seu trabalho. Fique tranquilo que a
formatação nesses dois casos é bastante simples e fácil. Confira a seguir o que
você precisará utilizar na formatação:
A legenda deve aparecer próxima à imagem;
Antes da legenda, é necessário informar o tipo de imagem e o número sequencial;
Posteriormente deve ser inserido a legenda com o título da imagem;
A imagem deve ser centralizada, assim como o título, legenda e fonte;
A fonte utilizada para a imagem deve ser a mesma utilizada no corpo do texto;
O tamanho da fonte do texto deve ser 10;
O espaçamento entre linhas deve ser simples;
Montagens feitas pelo autor do trabalho utilizando várias fontes diferentes precisam ter na fonte todos os locais consultados;
A informação “Compilação do autor” deve ser inserida junto a um número de rodapé para que as informações sobre autoria sejam especificadas nas notas de rodapé;
Ao inserir 10 figuras em um trabalho acadêmico, a ABNT
determina que pode ser inserido a lista referente ao tipo de figura. As listas
não são obrigatórias, porém, caso o estudante queira acrescentá-las elas devem
aparecer nos elementos pré-textuais.
Embora isso pareça algo simples, é preciso ter bastante
organização ao criar listas de figuras, principalmente se o trabalho contar com
várias figuras. A organização de todas essas figuras é a palavra-chave para a
criação de listas.
Na lista de figura, você deverá informar através de números
em ordem crescente conforme aparece cada figura no trabalho acadêmico. Além
disso, o tipo de figura também deve ser especificado na lista de figuras. Nesse
caso, também é importante inserir o número da página onde aparece cada uma das
imagens apresentadas na lista de figuras.
Você pode ainda criar várias listas para cada tipo de figura
que aparece em seu trabalho acadêmico ou uma lista única. Já a lista de tabela
deve ser feita sempre separadamente a de figuras.
Isso porque a ABNT reconhece que figuras e tabelas são
coisas diferentes e precisam aparecer de formas diferentes em uma lista. No
entanto, a formatação e todas as demais informações a serem inseridas na lista
de tabelas segue o padrão já mencionado: número sequencial da tabela, nome da
tabela e número da página.
Para concluir, resumimos os principais conceitos ao criar listas para figuras e tabelas segundo as Normas ABNT:
A partir de 10 imagens pode ser criado a lista de figuras;
Tabelas não devem ser inseridas na lista de figuras;
Todas as listas devem apresentar número sequencial, título e número da página;
Ao citar 3 vezes um tipo específico de figura (fotografia, por exemplo), pode ser criado uma lista exclusiva.
A metodologia para TCC é usada para outros trabalhos acadêmicos também. Veja como realizar essa etapa e como ela auxilia na produção final do estudo.
Elaborar um trabalho de conclusão de curso não é tarefa fácil. Existem diversas normas específicas para cada tipo de produção. No Brasil a ABNT é o órgão responsável por estabelecer as normas técnicas que regem a elaboração de trabalhos científicos, ou seja, é de consenso nacional que um TCC precisa estar padronizado de acordo com elas.
A metodologia da pesquisa científica é uma das etapas mais importantes para a realização de um TCC. Ela, não diferente de outra etapa, precisa ser padronizada e feita com maestria, pois o caminho que seu trabalho de conclusão de curso percorrerá, será estabelecido pelas metodologias de pesquisa.
Em termos mais diretos, metodologia significa os métodos e as técnicas que você usará para desenvolver e alcançar o seu objeto de pesquisa. Ela servirá para que outras pessoas possam reproduzir o que foi feito por você, se comprovado, é tido como algo científico que acarreta conhecimento à humanidade.
Como todo trabalho acadêmico, sua produção será um recorte de algo maior. Quanto mais específico mais você estará perto do objeto final. Cada etapa estabelecida na elaboração do TCC fará parte da metodologia.
Diferença entre metodologia e materiais e métodos
Há a possibilidade de usar um desses dois termos, nuca os dois juntos. Embora designados para a mesma parte em um TCC, eles são a primeira etapa que rotulam sua pesquisa.
Se ela for algo que já foi feito e já exista arcabouço teórico, documental, bibliográfico, algo escrito; então será rotulada como metodologia.
Quando a sua pesquisa for prática, experimental, ou seja, empírica, então você usará materiais e métodos.
As duas nomenclaturas para essa seção possuem a mesma finalidade, mas ao escolher uma delas já é possível ter o que esperar da pesquisa.
Existem dois tipos de abordagens. A quantitativa e a qualitativa.
1. Abordagem quantitativa
Algo quantitativo é aquilo que pode ser analisado por proporções numéricas, por dados coletados, análise de gráficos, enquetes e entrevistas objetivas ou por análise documental, mas com enfoque nos valores.
Os estudos que estão dentro dessa abordagem metodológica são mais abrangentes. A finalidade é o conhecimento em forma de dados concretos, em forma objetiva.
Um bom exemplo de metodologia de TCC quantitativo é o pesquisador que tem como finalidade apresentar o nível de aprendizagem de uma determinada escola de inglês, alisando em dados qual a média dos alunos no TOEFL.
Separar quantos fizeram intercâmbio e quantos não fizeram e comparar as médias.
2. Abordagem qualitativa
O outro tipo de abordagem é a qualitativa. Usada para analisar a natureza do objeto de estudo, ela é mais específica e subjetiva. Podem ser usados autores como argumentos para as ideias apresentadas.
O objetivo é entender completamente o objeto estudado. O pesquisador fica estritamente perto do que é pesquisado, tem maior contato com as informações e precisa relacioná-las e as analisar.
Uma pessoa que estuda quais os impactos socioeconômicos que a Transposição do Rios São Francisco trouxe a uma determinada comunidade ribeirinha do rio. Esse é um exemplo de metodologia para TCC qualitativo.
Tipo de Metodologias de pesquisa
A metodologia da pesquisa científica não é classificada apenas por meio da abordagem metodológica. Existem ainda outras classificações que são feitas observando o objetivo da pesquisa, as fontes e os procedimentos.
Segundo os objetivos da pesquisa
A tríade é: exploratória, descritiva e analítica. Cada uma contém uma abordagem diferente das outras.
A exploratória é feita quando se quer estudar o novo, algo que é desconhecido ou é pouco conhecido. A partir dela é possível que o assunto se popularize e seja criado outros estudos.
Descritiva, o termo revela seu significado. A metodologia para TCC mais comum entre os cursos de graduação. Nela é descrito o objeto de estudo de forma, e com objetivo, de esclarecer qualquer eventual dúvida ou falta de conhecimento sobre algo popular, algo que já tem grande quantidade de estudos.
Por fim, a analítica. Pode-se dizer que é uma forma da descritiva, entretanto mais complexa, mais profunda.
A finalidade é desvendar a razão das coisas. Entender o porquê de certas coisas ser ou acontecer do modo que acontecem.
Segundo as fontes de dados
Assim como a metodologia segundo os objetivos, aqui também apresentarei três classificações. Campo, laboratorial e bibliográfica.
A primeira, a pesquisa de campo, é feita a partir de dados coletados, observados pelo pesquisador. Quem está elaborando um TCC faz essa parte quando vai às ruas, por exemplo, observar o comportamento humano.
Já a pesquisa laboratorial, diferente da primeira, é feita em um ambiente apropriado. Enquanto na pesquisa de campo o objeto está à mercê do ambiente, ou seja, você precisa se deslocar e seguir o estudo, na pesquisa laboratorial o ambiente é controlado, com equipamentos e a espera de resultados objetivos.
A bibliográfica utiliza estudos já feitos. Uma das metodologias de pesquisa mais famosas. Quase todo trabalho, independente do seu objetivo, do seu enfoque, começa-se os estudos vendo tudo que já se tem sobre o estudado.
Segundo os procedimentos
A última classificação é segundo os procedimentos, isso significa enxergar como são feitas as pesquisas, iniciação, desenvolvimento e conclusão do TCC de acordo com o caminho, as atividades que levaram a esses dados, ideias, conclusões.
É definir quais serão as técnicas empregadas para chegar ao objetivo final.
A pesquisa é feita por meio de questionários, dados coletados, entrevistas, a ideia é, quantitativamente, absorver informações sobre algo. Feita em campo, um exemplo são as enquetes cuja as respostas se limitam ao sim ou não. Isso é a pesquisa de levantamento de dados.
Outra modalidade é a experimental, parte-se do objetivo de analisar, testar algo. Uma ideia, uma tese, uma hipótese, um experimento. O pesquisador geralmente a realiza em laboratórios.
Por fim, se tem a pesquisa de ação. Nela o estudante está inserido no objeto de estudo, ele participa, analisa, interfere e vê as consequências.
O meio em que está, o incluindo, é estudado por inteiro.
Muito se tem na internet modelos de metodologia para TCC, entretanto lembre-se, mesmo que sejam padronizadas as classificações, as combinações possíveis só serão definidas pelo seu objeto e objetivo de estudo.
Você precisa descrever as classificações dela na metodologia, isso quer dizer que você apenas irá transcrever quais os caminhos, enfoques e materiais que utilizou para realizar a pesquisa.
Recapitulando, neste quadro você pode ver etapas e definições que uma metodologia científica engloba.
Veja alguns exemplos de metodologia para trabalhos acadêmicos
O método que foi utilizado para a realização dessa pesquisa é o quantitativo, com a finalidade de analisar, em valores numéricos, a quantidade de pessoas, paulistanas, que não tem contato ou conhecimento sobre a política brasileira.
Para obter os dados necessários para o estudo foram feitas pesquisas bibliográficas para ver a participação, na política, da sociedade brasileira ao longo dos anos. As obras e estudos analisados foram (citar toda literatura consultada que foi usada diretamente para o desenvolvimento do trabalho).
Com caráter exploratório foram aplicados enquetes e questionários, usando o formulário do Google e abordagens presenciais, nas ruas.
A pesquisa de campo foi feita ao longo de um ano; duas mil pessoas responderam pelo formulário do Google e mil pessoas foram abordadas nas ruas. As perguntas se limitavam ao “sim”, “não”, “talvez” e “não sei responder”.
Agora que você conheceu mais sobre a metodologia da pesquisa científica, coloque em prática, quando entendida e seguida ela explica e facilita a produção do TCC e de outros trabalhos acadêmicos.
Então lembre-se, comece pesquisando possíveis temas para TCC, os analise, veja como pretende abordar e estudá-los. Anote todo o caminho percorrido e sua metodologia estará pronta.
Para mais artigos, sobre projetos acadêmicos, continue nesse site. Fazer a pesquisa científica, a partir de agora, será muito mais simples!
Responsável pelo conteúdo: Professor Rogério Nascimento da Silva de Jesus
O conjunto de normas técnicas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sempre aparece em algum
ponto de sua vida, seja você um estudante ou não. É muito provável que você já
tenha tido contato com algum artigo, publicação, trabalho, PDF, em algum
momento onde a ABNT estivesse presente. Esse importante conjunto de regras é mais
notável no âmbito acadêmico, onde por diversas vezes os alunos são incumbidos
de apresentar trabalhos com o uso das normas técnicas.
Neste post, vamos falar mais sobre a ABNT e como ela surgiu, sua importância para a sociedade, para os acadêmicos e como ela deve ser utilizada em títulos e subtítulos. Vamos mostrar a parametrização correta das normas aplicadas neste tipo de indicação.
Necessidade de criação da ABNT
A Associação Brasileira de Normas Técnicas funciona como uma
entidade privada que não tem como objetivo a monetização de seus responsáveis
pela aplicação e direitos das normas aplicadas. As pessoas estão acostumadas a
imaginar a ABNT como um conjunto de regras ligadas apenas às normativas
textuais, mas esse conjunto de regras vai muito além disso.
O conjunto surgiu na década de 40, quando engenheiros da
construção civil perceberam a necessidade de uma padronização para o uso do
concreto armado. Naquela década, a indústria de construção civil estava em alta
expansão de suas atividades no Brasil e os profissionais da área perceberam que
era chegada a hora de diretrizes técnicas para mais sustentação em larga
escala. Então, as normas para a indústria começaram a ser traçadas a partir
daí.
As normas começaram a ser elaboradas e implantadas não só na
indústria da construção civil, mas na indústria de químicos, tecidos, couro,
desenho técnico, cacau, módulos de construção civil, códigos utilizados em
diversos tipos de indústria, petróleo e no vocabulário técnico de um modo
geral.
Já em 1950, a ABNT passou a ser utilizada como padrão de
avaliação de conformidade. Com programas específicos para apontar de forma
correta a certificação de produtos, o conjunto de normas passou a ser utilizado
como forma de rotulagem em diversos ambientes. Desta forma, os profissionais de
diversos ramos da indústria estavam certos de que os processos das atividades
estavam corretos com a certificação da ABNT. Tais atividades estavam dentro de
um padrão de aceitação quando vigiados pelas normas.
Para conseguir manter e difundir esses padrões, a ABNT dispôs
de uma estrutura formada por auditores competentes na aplicação das normas para
a garantia da credibilidade, da ética e de todo o reconhecimento que a
padronização precisava para ser levada a sério.
O conjunto que associa diversos profissionais responsáveis pela criação e aprimoramento da ABNT, também é fundador da Comisión Panamericana de Normas Técnicas, Internacional Organization for Standardization e da Asociación Mercosur de Normalización.
Importância da ABNT nos dias de hoje
Em relação a organização, a ABNT presta um trabalho
fundamental com o principal objetivo de prover a sociedade brasileira com todo
o seu conhecimento sistematizado. A documentação normativa oferecida pelo
conjunto de regras voltado para a indústria e ambiente acadêmico, oferece por
meio de documentos normativos a produção padronizada de produtos e serviços,
para a comercialização e a usabilidade de bens em competitividade sustentável.
Em outras palavras, podemos dizer que as normas ABNT foram
elaboradas e aperfeiçoadas ao longo de décadas, para que nos dias de hoje, as
pessoas pudessem ter como referência padronizações que contribuem e já
contribuíram para os avanços da sociedade. A regulamentação oferecida pela
norma é uma das estruturas mais sólidas do compromisso de crescimentos ligados
aos avanços tecnológicos e científicos que vivenciamos ao longo de sua
existência.
Importância da ABNT para o mundo acadêmico
O conjunto de normas ABNT provou ser importante desde sua
criação na década de 40 e passou a ser utilizado em vários ramos da sociedade.
Para o segmento acadêmico e científico no Brasil, esse conjunto de normas
passou a ser utilizado de forma estruturada, uniforme e aplicado na elaboração
e apresentação de trabalhos em universidades e publicações científicas. Assim
como outros conjuntos de normas são utilizados em todo o mundo, a ABNT tem sua
grande importância e características próprias.
Desta forma, um trabalho acadêmico lançado em uma
universidade no Sul do país pode ser compreendido por qualquer estudante ou
docente de qualquer outra região do Brasil. A importância da padronização
mediante as aplicações que ela oferece são completas ao serem estudadas por
qualquer pessoa dentro do mesmo âmbito.
Um exemplo disso, vamos imaginar as partituras, utilizadas
há séculos para escrever músicas com toda a sua sonorização rítmica e
instrumental perfeitamente registrada como o autor da composição deseja. As
partituras são específicas e padronizadas, e quem compreende este tipo de
leitura e domina um determinado instrumento, pode conduzir de forma perfeita
uma música, erudita ou não, com perfeição de cada passagem, tempo rítmico e
tonalidade sem que nada seja perdido ou alterado.
É assim que os estudantes devem buscar trabalhar com as
normas técnicas desde os primeiros contatos com o mundo acadêmico. Saber lidar
com essas normas em sua totalidade é o mesmo que ter o domínio da compreensão
de trabalhos de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e
científico de nossa sociedade.
Por décadas as normas foram aperfeiçoadas e atualizadas para
que os estudantes de hoje possam falar a mesma língua e tornar qualquer projeto
viável, independente da região e das características que enriquecem a língua
portuguesa por todo o país.
Além de contribuir em muito para a troca de mais
conhecimento entre os jovens estudantes e o corpo docente detentor de
experiência, os avanços científicos e tecnológicos podem ser tratados de forma
mais objetiva de um ponto de vista nacional. Por isso, esse conjunto de
diretrizes tem como principal propósito, sem fins lucrativos, auxiliar no
desenvolvimento das pesquisas e trabalhos científicos no Brasil, como a monografia
e o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso),
além de publicações em periódicos, revistas científicas e dentro de
instituições que cobram o uso das normas.
Títulos e subtítulos ABNT
Agora que você sabe sobre a importância das normas ABNT,
vamos falar um pouco sobre títulos e subtítulos com o uso das normas. De acordo
com a ABNT, os títulos, capítulos e subcapítulos devem ser alinhados a
esquerda, numerados com algarismos arábicos de forma progressiva com a
indicação de capítulos primários apresentados com números inteiros. Os
subcapítulos deverão ser incluídos com o número do capítulo primário
pertencente.
Exemplo de título e subtítulo ABNT:
1 Título Primário
1.1 Título Secundário
1.1.1 Título
terciário
1.1.1.1 Título quaternário…
Sendo assim, o título e subtítulos irão aparecer de forma gradativa, como o uso de negrito e itálico.
A elaboração do trabalho de conclusão de curso conta com diversas regras e parâmetros que devem ser seguidos para padronizar as informações fornecidas ao longo do documento. Como exemplo de regra, a citação direta longa apresenta várias características que são definidas pela ABNT através de normas. Essas normas vão desde a estrutura da citação onde é incluído informações sobre o autor, até mesmo a formatação utilizada para o trecho.
Neste post, falaremos todos os detalhes de como é feito a citação direta longa em um TCC, considerando as normas ABNT e todas as regras utilizadas para esse tipo de elemento. Além disso, ensinaremos a fazer a citação direta longa através de dicas e vários exemplos. Confira tudo isso a seguir e muito mais. Citação Direta TCC: veja as normas ABNT, como fazer, exemplo e sugestões
Normas ABNT para citação direta longa
As normas ABNT são um conjunto de regras instituídas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para a elaboração de trabalhos acadêmicos. Essas regras determinam por meio de padrões a formatação e a estrutura de todo o trabalho acadêmico, definindo desde a capa até as referências bibliográficas. Nesse contexto, as citações que aparecem dentro do TCC também precisam ser inseridas de acordo com as normas em questão.
No caso das normas ABNT, a citação direta longa deve conter mais de 3 linhas considerando uma formatação com tamanho de fonte 12 e alinhamento justificado. Se a citação se enquadrar nessas características, ela deve receber a formatação específica para citação direta longa como determinam as normas ABNT.
Lembrando que essas regras são aplicadas apenas se a instituição exigir que o estudante aplique as normas ABNT em seu TCC. Sendo assim, é fundamental que você leia antes de qualquer coisa o manual de instruções do seu trabalho de conclusão de curso. Se a instituição solicita as normas ABNT para formatação do trabalho, então você deve prosseguir com as instruções que passaremos a seguir. Pré Projeto TCC: modelo pronto, sugestões e dicas de elaboração
Como inserir citação direta longa em TCC
Para que uma citação seja caracterizada como “direta longa”, ela deve corresponder aos parâmetros que mencionamos anteriormente. Nesse caso, a citação deverá ser mencionada no TCC juntamente com o sobrenome do autor, o ano de publicação e a página de onde foi retirada a citação. Além disso, a citação direta longa segue um padrão de formatação específico que deve ser feito no trabalho de conclusão de curso. Como fazer Referencial Teórico: veja nossas dicas e exemplos práticos
A citação direta longa é inserida no trabalho através de um “bloco” separado do restante do texto, como se fosse um parágrafo de destaque. Nesse bloco, as normas ABNT determinam que o espaçamento seja simples e que o tamanho da fonte utilizada seja 10. Além disso, o texto deve apresentar recuo de margem de 4 cm. Outro detalhe muito importante é que a citação direta longa não deve apresentar aspas. Veja a seguir um exemplo de como a citação direta longa deve ser inserida no TCC:
Exemplo prático
Neste contexto, ASSIS (1899) disse em Dom Casmurro:
José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às idéias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. (p. 5).
No exemplo acima podemos observar que o sobrenome “ASSIS” é uma referência ao autor “Machado de Assis” que é o responsável pela obra “Dom Casmurro”. Ao mencionar o nome do autor dessa forma, as normas ABNT determinam que o ano de publicação da citação direta longa apareça em seguida.
A citação em si que mostramos no exemplo está na formatação exigida pela ABNT, onde o espaçamento das linhas deve ser simples, alinhamento justificado e tamanho da fonte menor que os demais textos do trabalho. No final, podemos ainda observar o número da página que corresponde a citação obtida no livro mencionado.
Essa é uma forma de realizar a citação direta longa em um TCC. Há ainda uma outra variação, que se aplica apenas a forma como o nome do autor aparece na citação. Nesse caso, vamos a mais um exemplo de como realizar essa formatação:
Esse é um exemplo clássico de obra do Realismo:
José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. (ASSIS, 1899, p. 5).
Neste outro exemplo, podemos observar que o sobrenome do autor, ano de publicação do livro e número da página aparecem ao final da citação direta longa. Esta é a segunda forma de inserir uma citação direta longa em um TCC de acordo com as normas ABNT. Fundamentação Teórica: como fazer, o que é, dicas e sugestões para o seu TCC
Segundo Perelman e Olbrechts-Tyteca, para argumentar:
[…] é preciso ter apreço pela adesão do interlocutor, pelo seu consentimento, pela sua participação mental […]. Quem não se incomoda com um contato assim com os outros será julgado arrogante, pouco simpático, ao contrário daqueles que, seja qual for a importância de suas funções, não hesitam em assinalar por seus discursos ao público o valor que dão à sua apreciação. (2000, p. 18).
Para argumentar:
[…] é preciso ter apreço pela adesão do interlocutor, pelo seu consentimento, pela sua participação mental […]. Quem não se incomoda com um contato assim com os outros será julgado arrogante, pouco simpático, ao contrário daqueles que, seja qual for a importância de suas funções, não hesitam em assinalar por seus discursos ao público o valor que dão à sua apreciação. (PERELMAN; OLBRECHST-TYTECA, 2000, p. 18).
Ninguém melhor que Alves (2003, p. 71) para mostrar a relevância da fruição:
As palavras também podem ser objetos de fruição, se nos ligamos a elas pela mesma razão que nos ligamos a um pôr-do-sol, a uma sonata, a um fruto: pelo puro prazer que nelas mora. Brinquedos, fins em si mesmas, palavras que não são para ser entendidas, são comida para ser comida: o caminho da poesia.
Placco (2002) destaca que a dicotomia no trabalho do coordenador pedagógico e do orientador educacional dentro da escola foi forjada historicamente e precisa ser superada por uma unicidade de ações voltadas à formação do aluno. A esse respeito ela destaca:
Experiências pedagógicas ocorreram, em vários momentos da história recente da educação brasileira, no enfrentamento dessa esdrúxula divisão dentro da escola. Essas experiências pedagógicas e as práticas delas decorrentes foram forjando propostas e saídas que deveriam culminar na proposição de um trabalho diferenciado dos profissionais de educação – docentes e não-docentes. No cotidiano da escola, de forma coletiva e integrada, deveriam procurar enfrentar as dicotomias impostas a um processo que é uno: a orientação e construção da prática escolar, docente e não-docente, voltada á formação do aluno (PLACCO, 2002, p. 96).
Elementos obrigatórios na citação direta longa
Em todas as citações desse tipo é importante mencionar o sobrenome do autor, o ano de publicação do item que está sendo mencionado e a página de onde o trecho citado foi retirado. Esses são itens obrigatórios que devem ser mencionados de acordo com as normas ABNT. Como já vimos anteriormente, há duas opções ao fazer essa menção, você poderá mencionar antes da citação ou ao final da citação direta longa.
Dicas para inserir citação direta longa no TCC
A principal dica para não errar na hora de inserir uma citação direta longa em seu trabalho de conclusão de curso é prestar bastante atenção a formatação exigida. No entanto, essa não é a única dica que você deve se atentar. É muito importante que você também verifique se as informações mencionadas nas citações estão corretas. Não adianta nada mencionar um trecho em seu TCC para fortalecer o raciocínio sobre um determinado ponto se esse trecho apresenta erros. Além disso, você deve se atentar para fornecer apenas informações verdadeiras.
As variáveis nos estudos acadêmicos fazem parte de uma importante abordagem que aponta características importantes dentro de uma pesquisa. As variáveis são importantes para definir os parâmetros em cada etapa da pesquisa. Existem alguns métodos de definição de variáveis que podem ser aplicados a todos as pesquisas realizadas. Mas de um modo geral, as variáveis estatísticas são as mais utilizadas e classificadas de duas formas: qualitativas e quantitativas.
Neste post vamos falar sobre as variáveis qualitativas e quantitativas em uma pesquisa acadêmica como a monografia. Veja a diferença entre uma variável e outra e saiba quanto cada uma delas é importante para o sucesso em uma pesquisa acadêmica. Veja tudo isso a seguir!
Tipos de variáveis na pesquisa acadêmica
As variáveis que fazem parte de um projeto de pesquisa no âmbito acadêmico é um importante processo para que o trabalho tenha coesão e objetividade. De acordo com especialistas no assunto, as variáveis servem para classificar ou medir algo que apresenta valores de comparação e que podem ser mensurados. As variáveis de uma pesquisa podem ser definidas como quantitativa ou qualitativas. Pesquisa Quali-Quantitativa: veja como fazer, conceito, o que é e definição
Variáveis Qualitativas
Quando falamos de variáveis qualitativas, estamos falando
das variáveis que não podem ser expressadas com base em números e sim em uma
qualidade do objeto estudado. Neste caso, características como a cor dos olhos,
a cor dos cabelos, o gosto por uma marca de carro, gosto por um gênero musical,
dentre outros, são exemplos de variáveis qualitativas.
Essas variáveis poderão ser divididas em ordinais e nominais. Nas variáveis do tipo ordinais, mesmo elas não sendo numéricas, elas ainda obedecem a uma
relação de posicionamento e ordem. Por exemplo: conceitos como bom ou ruim,
grau de instrução de uma pessoa, classe social, dentre outros, apontam essa
relação de ordem.
As variáveis qualitativas do tipo nominais são o oposto das ordinais, e podem ser identificadas
seguindo apenas a referência de nomes, como, por exemplo: vermelho, azul, rosa,
preto, Toyota, Honda, Tesla, Samsung, Apple, cabelos castanhos, cabelos
castanho escuro, dentre outros exemplos.
Variáveis Quantitativas
As variáveis quantitativas são aquelas que se concentram na
representação numérica de algo pesquisado. Esse tipo de variável pode ser classificado
como contínua ou discreta. As variáveis qualitativas do
tipo contínuas abrangem um intervalo
caracterizado com infinitos valores, podendo ser: o peso de um determinado
produto, a altura média de um grupo de pessoas, a velocidade de objetos durante
um deslocamento, dentre outras diversas situações.
Já as variáveis quantitativas do tipo discretas são direcionadas a situações limitadas, como, por exemplo: número de edições de uma revista que já foram vendidas, quantidade de consultas médicas que já foram realizadas, quantos filhos um casal já possui, dentre outros dados semelhantes.
Classificação das variáveis qualitativas e
quantitativas
A estatística pode ser encarada como uma importantíssima
ferramenta para sua pesquisa acadêmica e está ao alcance de qualquer pessoa.
Podemos ver a importância da estatística em diferentes ramos e segmentos da
sociedade e segue dois modelos quando o assunto é pesquisas científicas: qualitativo e quantitativo. Os dois modelos explicados nos tópicos acima devem
ser encarados como a ferramenta ideal para você determinar quais os pontos da
pesquisa devem ser mensurados para dar transparência e coesão.
As variáveis são excelentes para apontar números que levam a
um resultado, a uma comparação e podem dar relevância para os dados observados
no trabalho. Então, caso você tenha ficado com alguma dúvida em relação aos
tópicos acima, veja logo a seguir mais exemplos que mostram de uma forma bem
clara como cada variável é classificada:
Estatísticas com variáveis quantitativas
As variáveis
quantitativas podem ser caracterizadas por números que apontam resultados, e
são classificados em dois modos.
Contínuas – Faz a
avaliação em números com medições que podem assumir importantes valores para a
pesquisa, mensurando por meio de um instrumento matemático. Veja exemplos de
estatística com variáveis quantitativas:
Massa (balança)
Tempo (relógio)
Pressão arterial
Altura (régua)
Idade (tempo)
Discretas – As medições
estatísticas avaliam os números de contagem para um resultado direto e com
sentido.
Número de filhos
Números de
animais
Quantidade de
água
Número de pessoas
Quantidade de
moradores
Estatísticas com variáveis qualitativas
As variáveis
qualitativas também conhecidas como variáveis que demonstram valores ligados a
qualidade, e tem o poder de classificar objetos, indivíduos, sendo ordinais e
nominais.
Ordinais – Tem
ordenação com as categorias lançadas. Exemplos:
Escolaridade
Ano
Idade
Mês
Século
Classe Social
Nominais – As
variáveis do tipo nominais são as que fazem uma ordenação de categorias
lançadas. Exemplos:
Cor da pele
Doente ou Sadio
Ruim ou Bom
Cor dos olhos
Marca predileta
Variável Dependente e Variável Independente
As variáveis têm o poder de influenciar com grande impacto
na pesquisa acadêmica. O poder das variáveis é o próprio poder da Matemática em
possibilitar ferramentas para tratar de pontos essenciais. Dentre as ferramentas
da matemática, a Estatística é a base das variáveis que impactam diretamente
nas pesquisas acadêmicas. Veja mais sobre as variáveis:
Variável Independente
Variáveis que impactam de forma muito importante e afetam
diretamente em outras variáveis. As variáveis independentes são um fator
determinante, que afeta diretamente os resultados de uma pesquisa, gerando
efeitos e consequências. Esse é o fator que pode ser manipulado diretamente
pelo pesquisador para uma abordagem que relaciona os fatores apresentados com
outros fenômenos.
Variável Dependente
As variáveis dependentes são fatos ou fenômenos que devem
ser explicados, devido a influência e por serem afetados pela variável
independente. Essa é uma variável que
aparece e desaparece, eleva ou reduz medidas que o pesquisador pode modificar.
Essa é a propriedade que gera um efeito, um resultado, uma solução, uma
consequência na pesquisa elaborada.
Exemplos
As variáveis
independentes podem ser vistas como:
Temperatura,
que influencia na produtividade;
Alimentação
bem equilibrada, fator determinante na produtividade;
Exercícios
físicos, determinante para a produtividade;
Prática de
exercícios físicos, fator determinante na produtividade.
Nos exemplos acima, a variável independente temperatura, alimentação e exercícios físicos
influenciam diretamente na variável dependente produtividade. Para ficar mais claro, observe que a influência
direta entre as relações de algo geram impactos, consequências, respostas,
soluções. Essa relação é um ponto fundamental que o pesquisador deve prezar na
hora de planejar o trabalho acadêmico.
Descubra o que não pode faltar em um TCC a partir das Normas ABNT 2018.
O que é e como fazer um TCC
Após alguns anos de estudo a grande satisfação por concluir um curso e alcançar a tão sonhada formação, tudo pode ser ofuscado pelo assombroso Trabalho de Conclusão de Curso.
O desafio é ainda maior pelo fato de que as instituições de ensino superior exigem a mesma formatação de TCC que a Associação Brasileira de Normas Técnicas disponibiliza em diversas normas.
Mas se você precisa saber como fazer um TCC, não precisa se desesperar, neste artigo irei apresentar as melhores dicas para um TCC nota 10 e explicar tudo o que você precisa saber para produzir um excelente Trabalho de Conclusão de Curso.
As normas ABNT 2018
As normas ABNT voltadas para a elaboração de trabalhos científicos estão divididas em algumas NBR’s. O fato de não existir um arquivo de fácil acesso compilando todas elas faz com que a interpretação e aplicação se tornem um pouco difícil.
As NBR’s mais comuns para o trabalho científico são:
NBR 6027 (2012) – Sumário
NRB 6024 (2012) – Numeração e estrutura sequencial
NBR 14724 (2011) – Estrutura de trabalhos acadêmicos
NBR 12225 (2004) – Informação (título) e documentação
NBR 6034 (2004) – índice
NBR 6028 (2003) – Resumo
NBR 10520 (2002) – Citação
NBR 6023 (2002) – Referências
Como pode-se notar, são regras que combinadas determinam a elaboração de um trabalho científico, podendo ser encontradas as diretrizes fundamentais para a elaboração intelectual e formatação de TCC.
A partir destas normas, resumimos as partes do TCC conforme se vê a seguir.
A estrutura de um TCC
Depois de produzir alguns trabalhos científicos, algo que fica claro é que a formatação de TCC não é difícil, apenas trabalhosa. Não é necessário ter um grande conhecimento, mas simplesmente ser atencioso e saber interpretar e executar as normas.
Antes de formatar é importante ter todo o conteúdo intelectual produzido, assim evitar-se-á novas formatações por alterações decorrentes de solicitações do orientador ou revisões dos próprios autores.
A formatação de TCC pode ser dividida em três partes:
Parte 1
Pré-textual
Parte 2
Textual
Parte 3
Pós-textual
Em cada uma destas partes existem os elementos que compõem toda estrutura do Trabalho de Conclusão de Curso, alguns opcionais e outros compõem o que não pode faltar em um TCC.
PARTE 1 – Elementos Pré-textuais
Os elementos pré-textuais são: Capa, Folha de Rosto, Errata, Folha de Aprovação, Dedicatória, Agradecimentos, Epígrafe e Resumo.
É importante destacar que esta parte não integra a produção intelectual, cumprindo meramente um protocolo de formatação de TCC.
Não deve ser vista como uma parte menos importante, mas como uma que cumpre finalidades de formalidades, como é o caso do agradecimento que não carrega em seu teor um conteúdo acadêmico, mas faz valer a honra em homenagem prestada aos que ajudaram no processo de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.
Você já ouviu a expressão “não julgue um livro pela capa”? Pois bem, é exatamente para isso que ela serve em um trabalho acadêmico.
A capa tem a finalidade de apresentar aos leitores uma primeira ideia sobre o assunto. É o primeiro filtro de interesse para quem está consultando sobre o mesmo assunto e se depara com o referido trabalho.
A orientação sobre a elaboração da capa está no item 4.1.1 da NBR 14724/2011, na ordem que simplificamos a seguir:
Elemento
Explicação
a) nome da instituição
Este elemento é opcional
b) nome do autor
Elemento obrigatório para identificação
c) título:
Elemento obrigatório que deve ser claro e preciso, com o objetivo de facilitação para consultas.
d) subtítulo
Elemento opcional, porém se houver, deve vir depois de dois pontos.
e) número do volume:
Elemento obrigatório apenas se houver mais de um trabalho ou denotar continuidade.
f) local (cidade) da instituição
Elemento obrigatório, bem como também é obrigatória a sigla da unidade da federação no caso de existirem mais de uma cidade com o mesmo nome.
g) Ano da entrega
Elemento obrigatório
Folha de rosto
A orientação sobre a elaboração da folha de rosto está no item 4.2.1.1 da NBR 14724/2011 e pouca coisa se difere da capa.
A parte mais importante é a natureza da produção acadêmica que deve conter o “tipo do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração”. (Extraído da alínea e do item 4.2.1.1.1).
A folha de rosto também possui o verso, onde deve constar a ficha catalográfica conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.
Não é necessariamente um elemento que configura o que não pode faltar em um TCC, sendo apenas necessário nos casos de correções exigidas pela banca, pelo professor orientador ou ainda que forem consideradas necessárias pelo autor do Trabalho de Conclusão de Curso.
Deve ser elaborada em folha separada e informar a qual trecho do trabalho se refere, como o exemplo a seguir:
Folha
Linha
Onde se lê
Leia-se
15
12
senão
se não
Como você pôde perceber, a errata serve para fazer as alterações com a finalidade de corrigir erros simples, principalmente de grafia, mas pode ser de terminologia técnica também.
Serve para uso da banca examinadora após a aprovação do trabalho. Basicamente é composta pelo nome do autor, título com subtítulo, natureza do trabalho, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes e instituição da banca.
Dedicatória e agradecimentos
Embora sejam elementos opcionais na formatação de TCC segundo os itens 4.2.1.5 e 4.2.1.6 da NBR 14724/2011, sempre é a parte que dificilmente se esquece de fazer.
Na dedicatória, como o próprio nome já diz, dedica-se toda a realização do trabalho às pessoas escolhidas pelo autor. Nos agradecimentos o mesmo ocorre, porém obviamente em tom de gratidão.
Ambas são de escrita livre e servem para eternizar as pessoas com quem o autor deseja dividir o crédito pela conquista ou reconhecer a participação e colaboração.
epígrafe
É um elemento opcional regulamentado pela NBR 10520 da ABNT.
Na página separada para a elaboração da epígrafe, logo após os agradecimentos, deve constar uma frase na parte inferior da lauda, sendo uma citação de prestígio.
O fato de não ser opcional não tira o brilho deste elemento e o enriquecimento do trabalho. Para fazer uma boa epígrafe, deve-se escolher a frase que melhor representa o conteúdo, o sentimento e a realização que o trabalho representa.
Resumo
O resumo é a porta de entrada para o TCC, se a capa é o primeiro filtro, o resumo é o segundo, pois apresenta uma síntese do assunto e a sua importância.
A padronização quanto a sua elaboração, bem como os parâmetros e as diretrizes estão na NBR 6028 de 2003 e nos itens 4.2.1.7 e 4.2.1.8 da NBR 14724 de 2011.
PARTE 2 – Elementos textuais
Vamos considerar que o TCC é uma casa disponível para venda. A primeira parte onde estão os elementos pré-textuais é o jardim e a fachada.
É extremamente importante que sejam apresentáveis, caso contrário as pessoas não terão vontade de avançar para o interior do imóvel.
O problema é que após o primeiro encanto, já dentro da nossa hipotética residência, os compradores começam a encontrar pequenos defeitos, tais como uma distribuição de cômodos ruim, goteiras e rachaduras.
Não é difícil, nesta comparação, identificar esses vendedores como os leitores de um TCC. Após o primeiro encanto com os elementos pré-textuais, chamativos e emocionantes porque a sua essência é essa, a leitura se mostra decepcionante em grande parte dos casos.
Deve-se considerar princípios como linearidade, coesão, coerência, ortografia, regência etc. para uma escrita clara e eficiente.
A estrutura padrão de um texto
Todos sabemos que qualquer texto é dividido em três partes, a saber: introdução, desenvolvimento e conclusão. O TCC segue a mesma regra, porém existe um rigoroso protocolo para elaborar cada uma dessas partes.
“O texto é composto de uma parte introdutória, que apresenta os objetivos do trabalho e as razões de sua elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado; e uma parte conclusiva”. (ABNT NBR 14724 de 2011, item 4.2.2)
Fique por dentro e entenda o que não pode faltar em um TCC.
A introdução deve primeiramente apresentar o tema do trabalho de forma mais ampla. É importante lembrar que é uma parte importante para ganhar a credibilidade do leitor.
É comum a contextualização do assunto e do campo de estudo, bem como afunilar para uma abordagem do tema de forma bem restrita.
Após apresentar o tema e o seu contexto, é importante delimitar o assunto do tema, de modo que o mesmo seja apresentado como importante.
É importante lembrar que quanto maior o campo de estudo, maior será a probabilidade de um trabalho extremamente extenso e cheio de rodeios inconclusivos.
Delimitar o assunto não é torná-lo mais fácil, e sim mais profundo. É importante deixar claro que o trabalho vale a pena ser lido, o que nos leva para outro ponto.
Por que vender o carro?
Um dia quando cheguei em casa, propus à minha esposa que trocássemos o carro. Ela reagiu com forte resistência e disse que não era a hora certa.
Eu tive duas opções, insistir na ideia até se tornar uma briga muito séria ou me retirar para refletir sobre qual estratégia seria adequada para conseguir trocar de carro.
No dia seguinte cheguei em casa forçando uma expressão de desconforto e quando ela percebeu e perguntou o que havia ocorrido, eu disse que o carro estava trazendo gastos exorbitantes.
Após mostrar os investimentos necessários para que o nosso veículo pudesse continuar em circulação, concluímos juntos que seria melhor trocar de carro.
O que aprendi com isso? Às vezes, para converter alguém para o meu ponto de vista, basta mostrar os problemas.
Por um TCC tem como objetivo responder a uma ou mais perguntas ou ainda discutir um problema. Aqui não se apresenta a resposta ainda, pois será o resultado da pesquisa.
Após apresentar perguntas e/ou problema, deve-se elencar os objetivos, que são o geral e os específicos.
Objetivo geral deve ter uma abordagem panorâmica, estar resumido em um curto parágrafo mostrando qual a finalidade da escrita. Os objetivos específicos são aspectos do objetivo geral desenvolvidos em tópicos com uma frase curta em cada, sempre iniciando com verbos no infinitivo.
A Metodologia e a fundamentação teórica
Antes de começar a falar sobre a Metodologia e a fundamentação teórica, é importante lembrar que cada TCC segue um rumo de acordo com os aspectos do assunto a ser desenvolvido, as exigências da instituição de ensino e o caminho de escrita definido pelo orientador e pelo autor.
Dizer que é a apresentação do método de pesquisa já seria o suficiente para uma compreensão genérica. Basicamente, por ser uma pesquisa, é importante que sejam apresentados os instrumentos utilizados para a captação das informações, bem como também as fontes.
Para pesquisas acadêmicas, é importante informar quais os autores e obras foram utilizados para a definição da linha de pesquisa. Isso significa que em um TCC, não se apresenta opinião própria, tudo precisa estar fundamentado.
Desenvolvimento
Após ter avançado pelos elementos pré-textuais e compreendido os textuais, você deve estar se perguntando se isso não tem fim. Calma, estamos acabando.
O desenvolvimento é a parte crucial do trabalho onde o assunto será abordado com detalhamentos, sendo portanto a parte de maior importância do TCC, o objetivo dele ser escrito. É, por isso, também a parte que inter-relaciona todas as demais.
É a parte em que se escreve com certa liberdade, mas não confunda as coisas. É fundamental, por exemplo, que tenha sentido com o tema escolhido e desenvolva bem o que foi apresentado no resumo.
O referencial teórico deve ser utilizado, comprovando e corroborando os autores e obras citadas. Também é fundamental que a metodologia esteja explícita em cada etapa e constatação.
Falando em constatação, lembre-se que nesta etapa você deve apresentar base para responder às perguntas da introdução. Os objetivos também devem estar presentes, inclusive os específicos podem representar tópicos aqui.
Enfim, fica clara a importância do desenvolvimento para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso.
Conclusão
Como o próprio nome nos esclarece, é a finalização do trabalho, pelo menos com relação aos elementos textuais. É importante apresentar os resultados da pesquisa obtidos pelos meios explicados na metodologia.
A preocupação da conclusão é apresentar as respostas às perguntas feitas na introdução e responder com constatações se os objetivos foram alcançados.
Ainda é importante que a conclusão apresente uma proposta para a solução do problema apresentado na introdução e as considerações finais do autor.
Lembre-se, um TCC sem conclusão é um trabalho que não leva a lugar algum!
PARTE 3 – Elementos Pós-textuais
Os Elementos pós-textuais de um Trabalho de Conclusão de Curso são aqueles que ficam no final da ordem da formatação de tcc, porém possuem grande importância.
De onde você tirou isso?
Após a explicação deste post sobre fundamentação teórica, fica claro que para desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso, todas as informações devem ser comprovadamente fundamentadas.
Os elementos pós-textuais explicam de onde as informações foram retiradas, dando credibilidade à produção em questão.
Referências
É uma lista das obras utilizadas no trabalho. Todas devem estar citadas no TCC. É talvez o item com maior número de especificações para tanto existe uma norma somente para os padrões das citações (NBR 6023/2002).
As referências são obrigatórias em qualquer trabalho acadêmico e servem para apresentar as informações de catalogação das obras, sites, artigos etc. utilizados no trabalho.
Possui basicamente as informações de nome do autor ou autores, nome da obra, número da edição, editora e ano da publicação. Isso pode variar conforme o tipo de citação. As entradas devem ser feitas em ordem alfabética.
Quando em um trabalho há a necessidade de apresentar documentos, fotos, gráficos ou quaisquer itens que não forem inseridos no corpo do texto, serão colocados como anexos com a finalidade de comprovar, fundamentar, ilustrar ou demonstrar algo.
Não é obrigatório, mas é extremamente útil para inserir arquivos que fogem da formatação comum dos parágrafos, por exemplo.
Glossário
O glossário, item opcional assim como o anexo, é a seleção da terminologia específica do assunto produzido. Como os termos podem assumir conceitos diferentes em cada linha de pesquisa, a sua utilidade é comprovada por colaborar com a interpretação do leitor.
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Independente da norma utilizada para formatação, é preciso
entender os detalhes de como ela funciona para poder ter um trabalho completo e
formatado conforme as exigências da instituição. A formatação APA é um estilo
bastante utilizado no mundo e no Brasil, então, se você precisa formatar
seguindo esse estilo, veja a seguir tudo que você precisa saber sobre a APA.
O que é APA?
A formatação APA é um conjunto de regras de estilo e
formatação de trabalhos acadêmicos. Ela é usada principalmente por autores de
artigos de periódicos, porém, pode ser aplicada a TCC, dissertação, tese,
artigo científico, entre outros tipos de trabalhos.
As normas APA surgiram através da publicação do Manual APA,
que é um guia de estilo da American Psychological Association. Atualmente, as
normas são utilizadas no mundo inteiro por diversas instituições de ensino,
entidades e revistas científicas, podendo em alguns casos ser utilizados
trechos ou toda a formatação no estilo APA.
O manual APA foi publicado pela primeira vez no ano de 1929.
Porém, após essa primeira edição, várias outras normas, regras e diretrizes
foram atualizadas para adequar às necessidades observadas nas formatações para
trabalhos acadêmicos, principalmente no meio científico. Dentre todas essas
atualizações, a última foi lançada em 2009, que é o padrão mais utilizado
atualmente.
Embora as normas APA determinem vários aspectos de
formatação, elas não estão totalmente relacionadas a estrutura do trabalho ou a
apresentação gráfica. A formatação APA se aplica principalmente as citações e
referências descrita em um projeto. Sendo assim, o mais utilizado é a estrutura
e formatação ABNT junto a APA. O mesmo ocorre com as Normas Vancouver.
Mesmo assim, a seguir falaremos sobre os itens obrigatórios na estrutura de diversos trabalhos acadêmicos entre outras informações sobre formatação que não estão diretamente relacionadas a formatação APA.
Considerando que a formatação APA não especifica os
elementos de um trabalho acadêmico e nem mesmo a estrutura, falaremos a seguir
quais são os elementos considerados obrigatórios de acordo com os diversos
tipos de trabalhos. Confira!
TCC, monografias, dissertações e teses
A elaboração desses tipos de trabalhos acadêmicos, é visto
como obrigatório e opcional a apresentação dos seguintes elementos na estrutura
do projeto:
Elementos pré-textuais:
Capa
Lombada (caso o trabalho seja encadernado)
Folha de rosto
Ficha catalográfica e composição institucional
Errata (opcional)
Folha de aprovação
Dedicatória (opcional)
Agradecimento (opcional)
Epígrafe (opcional)
Resumos
Palavras-chave
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário.
Elementos textuais:
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão.
Elementos pós-textuais:
Referências bibliográficas
Glossário (opcional)
Apêndice (opcional)
Anexo (opcional)
Artigos científicos
Já no caso dos artigos científicos, todos os elementos que
iremos mencionar a seguir são obrigatórios e devem aparecer na respectiva
ordem:
Título do artigo
Nome do autor
Resumos
Introdução e método
Introdução
Método
Resultados
Discussão
Referências
Notas de rodapé
Apêndices
Regras para formatação
Considerando que as Normas APA se aplicam a formatação de
citação e de referências bibliográficas, detalharemos a seguir todas as regras
atribuídas a formatação desses dois elementos ao longo do trabalho acadêmico.
Citações em APA
O sistema utilizado para formatação através das Normas APA
para citações é o de autor-data. Ou seja, é informado o sobrenome do autor e o
ano de publicação do conteúdo mencionado. Veja a seguir vários exemplos e os
diferentes tipos de citações que existem:
Citação direta
Esse é o tipo de citação onde é copiado um trecho do
conteúdo original e acrescentado ao trabalho acadêmico. Nesses casos há duas
opções de formatação da citação direta, que varia conforme a quantidade de
palavras do conteúdo citado.
Se for menos de 40 palavras, as Normas APA determinam que a
citação seja feita entre aspas incorporada no corpo do texto. Agora, se a
citação apresentar mais de 40 palavras, é preciso criar um bloco separado do
corpo do texto. A citação deve ser incluída sem aspas com recuo de 1,25 cm da
margem esquerda em caso de apenas um parágrafo, caso exista mais de um
parágrafo, é aplicado mais um recuo de 1,25 cm no início de cada parágrafo.
A formatação da citação direta com mais de 40 palavras é
feita com espaçamento simples. No final da citação direta longa é preciso
informar a fonte citada e o número da página ou parágrafo entre parênteses após
o ponto final. Na citação com menos de 40 palavras, o nome da fonte pode ser
informado em qualquer parte do corpo do texto e número da página ou parágrafo
junto ao ano de publicação, e podem aparecer antes ou após a citação entre
parênteses. Veja alguns exemplos:
Citação direta curta
(menos de 40 palavras)
De acordo com Jean Jacques Rousseau (1743, p. 48),
“embora a memória e o raciocínio sejam duas faculdades essencialmente
diferentes, uma só se desenvolve completamente com a outra”.
Obs.: formatação
segue padrão do corpo do texto, mesma fonte e tamanho de fonte.
Citação direta longa
(mais de 40 palavras)
O indivíduo só poderá agir na
medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber
quais são suas origens e as condições de que depende. E não poderá sabê-la sem
ir à escola, começando por observar a matéria bruta que está lá representada.
(Durkheim, 1850, p. 28).
Obs.: formatação
deve ser feita com fonte Times New Roman e tamanho 12.
Citação indireta
Diferente da citação anterior, esta menção no trabalho
acadêmico é feita com as próprias palavras do autor. Isso significa que o autor
apenas menciona outro conteúdo descrevendo-o com suas próprias palavras. Nesse
caso, é necessário citar o sobrenome do autor e ano de publicação. Veja um
exemplo:
Conforme Foucault (1934), há um equívoco sobre o que é novo.
Os acontecimentos em volta de um evento destacam a essência do que vem a ser
uma novidade.
Obs.: não é necessário incluir nenhum tipo de
formatação especial.
Citação da citação
Esse é o tipo de citação onde o autor não tem contato com a
obra original, por isso, a citação é extraída de fontes secundárias. Nesse caso
é necessário informar o autor da obra original, ano de publicação, acrescentar
a informação “como citado em” ou “as cited in” (em caso de
artigo em inglês), nome do autor que também fez a menção, ano e página de onde
foi extraída a citação. Veja um exemplo de como é feita essa citação:
Citação em português
O empreendedor cria valor ao organizar incertezas, criativamente reorganizando fatores de produção e oportunidades de Mercado. (Knight, 1921 como citado em Jones, 1992, p. 734).
Citação em inglês (original)
Although the proposed
categorizations contribute to an understanding of this
phenomenon, “a way of seeing is a way of not seeing” (Poggie, 1965 as cited in Van de Ven & Poole, 1995, p. 510).
As formatações nos dois casos irão variar dependendo se a citação é direta ou indireta. Além disso, é preciso considerar se a citação possui mais de 40 palavras ou menos que isso, no caso de citação direta.
*Fonte: PUCRS
Formatação da citação e referências
bibliográficas
A formatação de citações em APA varia de acordo com os tipos
de citações (direta, indireta citação da citação) e em relação às fontes
utilizadas para a citação. Isso significa que você precisa ficar atento a fonte
para poder informar corretamente a informação. Confira a seguir como é feita
cada uma das menções considerando o tipo de fonte:
Citação de trabalho com um autor
Deve ser informado o sobrenome do autor e o ano de
publicação. Exemplo: Foucault (1945)
ou (Foucault, 1945).
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome. (Ano de publicação). Título da
obra. Local de publicação.
Citação de trabalho com dois autores
Deve ser informado o sobrenome dos dois autores e o ano de
publicação. Exemplo: White e Moody
(2005) ou (White e Moody, 2005).
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de
publicação). Título da obra. Local de publicação.
Citação de trabalho de três a cinco autores
Deve ser informado o sobrenome de todos os autores e o ano
de publicação. Em citações subsequentes, é necessário informar apenas o
sobrenome do primeiro autor junto ao termo et al. e ano de publicação. Exemplo: White, Moody, Foucault, Jaques
e Buffett (1940) ou (White, Moody, Foucault, Jaques e Buffett, 1940).
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de
publicação). Título da obra. Local de publicação.
Citação de trabalho com seis ou mais autores
Deve ser informado apenas o sobrenome do primeiro autor
seguido do termo et al. e ano de publicação. Exemplo: Moody (2016).
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome de cada um dos autores. (Ano de
publicação). Título da obra. Local de publicação.
Citação de autor entidade
Deve ser informado o nome da instituição, associação,
corporação, órgão governamental, entre outros, na primeira citação, junto ao
nome abreviado e ano de publicação. Nas citações subsequentes é informado
apenas o nome abreviado e ano de publicação. Exemplo: Banco Central do Brasil [BACEN] (1998).
Referências
bibliográficas: Nome da entidade. (Ano de publicação). Título da obra. Data
e local de acesso à informação.
Citação sem autor
Deve ser informado o título do texto no local do autor junto
ao ano de publicação. Exemplo: Lei
n. 10.243 (2018) ou Constituição (1988).
Referências
bibliográficas: Título da Obra. (Ano de publicação). Data e local de acesso
à informação.
Citação de livros
No corpo do texto
apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação). Título
da obra. Local de publicação: Editora.
Citação de periódicos, boletins e revistas
No corpo do texto
apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação).
Título da obra. Nome da revista, página, volume ou capítulo.
Citação de periódico eletrônico
No corpo do texto
apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação).
Título da obra. Nome do endereço eletrônico. Data e local do acesso à
informação.
Citação de artigo de revista
No corpo do texto
apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.
Referências
bibliográficas: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação).
Título da obra. Nome da revista, página consultada, total de páginas.
Citação de tese e dissertação
No corpo do texto
apenas sobrenome do autor e ano de publicação da obra.
Referências
bibliográfica: Sobrenome, Inicial do nome do autor. (Ano de publicação).
Título do trabalho. Tipo de documento, Nome da Instituição, Cidade de
publicação, Estado, País.
Formatação da página de referências
bibliográficas
Além de todos os nomes que devem ser mencionados e do padrão
específico para cada uma das citações, é importante que você considere algumas
informações sobre a formatação da página de referência bibliográficas
Espaçamento –
as referências bibliográficas devem ser listadas através de espaçamento
simples entre linhas com 12pt após cada parágrafo. É necessário acrescentar
deslocamento de 0,75 cm na segunda linha e aplicar alinhamento justificado em
toda a página de referências.
Abreviaturas –
usar as seguintes abreviaturas para compor as referências bibliográficas:
Capítulo – Cap.
Edição – ed.
Editor(es) – Ed. ou Eds.
Coordenador(es) – Coord. ou Coords.
Organizador(es) – Org. ou Orgs.
Sem data – n.d.
Página(s) – p. ou pp.
Volume(s) – Vol. ou Vols.
Número – Nº
Ordem das
referências: as referências devem ser feitas seguindo ordem alfabética
ascendente. A ordenação alfabética ascendente considera apenas o sobrenome do
primeiro autor, seguindo as demais letras iniciais dos primeiros nomes que
aparecem em cada uma das referências listadas. Além disso, se há mais de uma
citação do mesmo autor com obras diferentes, é considerado a ordem alfabética
ascendente de cada obra mencionada.
Lembrando que mesmo com as exigências das Normas APA, é
importante consultar as regras atribuídas pela instituição de ensino ou revista
acadêmica. Afinal, cada instituição ou entidade possui suas próprias regras,
mesmo que muitas delas sigam normas pré-definidas.
Então consulte o guia de formatação da sua
instituição e aplique os conceitos ensinados neste artigo de acordo com as
recomendações feitas por cada instituição.
A formatação ABNT é a mais solicitada no Brasil pelas instituições de ensino. Saber utilizá-la corretamente é fundamental para elaborar trabalhos acadêmicos do começo ao fim. Entre as diversas normas que compõem a ABNT, estão as regras para a utilização do recuo, que pode ser visto em vários momentos do trabalho acadêmico.
Quer saber quais são as regras para o recuo e as formatações relacionadas aos parágrafos, citações, referências, título, subtítulos e muito mais? Então acompanhe este post até o final e aprenda tudo sobre recuo utilizando as Normas ABNT.
Regras para utilização do Recuo
As Normas ABNT especificam o tamanho do recuo para diversos
elementos acrescentados no trabalho acadêmico. Cada um desses elementos possui
formatação e recuo diferente, é por isso que listamos todos estes elementos e
falaremos sobre cada um deles a seguir:
Contra capa
A contra capa, também chamada de folha de rosto, é um dos primeiros elementos do trabalho acadêmico que exige certa preocupação com a formatação. Neste elemento, há vários itens que são formatados de forma específica.
Em termos de recuo, a formatação varia entre centralizado e alinhado à direita com recuo de 7 cm. Veja a seguir os itens que aparecem na contra capa e como eles são alinhados na folha de rosto:
Nome do autor – centralizado;
Título principal – centralizado;
Subtítulo – centralizado;
Nota de apresentação – recuo de 7 cm à direita;
Nome do orientador – recuo de 7 cm à direita;
Local – centralizado;
Ano – centralizado.
Corpo do texto
O corpo do texto possui formatação para alinhamento em dois
importantes elementos: parágrafos do texto e citações diretas com mais de 3
linhas. Veja como é feito o recuo nesses dois casos:
Parágrafo – alinhamento à esquerda com recuo de 2 cm na primeira linha do parágrafo;
A página de referências bibliográficas não possui nenhum tipo de recuo específico para formatação. Porém, algumas pessoas costumam pesquisar por referências bibliográficas considerando o termo “citação”. Então, se você quer saber a formatação para fazer citação direta longa, nós já informamos no tópico anterior.
As citações diretas com mais de 3 linhas, ou 40 palavras, devem ser formatadas com recuo de 4 cm da margem do texto em um ou mais parágrafos separados do corpo do texto. A formatação nesse caso segue ainda com a fonte Times New Roman em tamanho 10.
Formatações utilizadas em trabalhos acadêmicos
Até o momento falamos apenas sobre recuo segundo as Normas
ABNT. Mas para formatar seu trabalho do começo ao fim, você terá que utilizar
vários tipos de formatações e é sobre isso que falaremos a seguir.
Papel para impressão
As Normas ABNT exigem um padrão específico para a impressão
do trabalho acadêmico. A formatação do trabalho acadêmico começa com as margens
da página de impressão. De acordo com as regras estabelecidas pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas, é preciso manter uma distância de 3 cm da margem
superior, 2 cm da margem inferior, 3 cm da margem esquerda e 2 cm da margem
direita.
Essa formatação pode ser observada da seguinte forma:
exemplo recuo de página (margem)
Além da margem, a ABNT determina que o papel de impressão seja tamanho A4, que possui 21,0 cm x 29,7 cm.
Fonte e tamanho
O trabalho acadêmico pode ser elaborado utilizando dois tipos de fontes diferentes: Arial e Times New Roman. Porém, é importante considerar algumas variações na utilização da fonte. Se você utilizar Times New Roman em todo o trabalho, não tem com o que se preocupar. Agora, se você preferir utilizar Arial, em alguns momentos terá que usar Times New Roman.
Você pode usar Arial na capa, contra capa, em vários
elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Apenas nas citações direta
longas você deve mudar para a fonte Times New Roman. Caso já esteja utilizando
essa fonte em todo o trabalho, é só mantê-la ao fazer a citação.
Já o tamanho indicado irá variar dependendo dos elementos do trabalho. O corpo do texto exige tamanho 12, enquanto a citação direta longa é formatada em fonte 10. Além das variações determinadas pela própria ABNT, você deve conferir no guia de formatação fornecido pela instituição se há alguma regra específica para utilização de fonte e tamanho da fonte.
Quase todo o trabalho acadêmico deve ser formatado com espaçamento de 1,5. Essa regra vale para o corpo do texto e elementos que possam aparecer no trabalho do tipo pré, pós e textual. Só há algumas exceções que se aplicam as citações diretas longas, notas de rodapé, legendas e referências bibliográficas. Nesses casos, o espaçamento utilizado é o simples.
Formatar um trabalho inteiro é de fato cansativo. Porém, não
é nada assim tão difícil que você não possa fazer sozinho. Mas saiba, é preciso
dedicação e bastante paciência para chegar ao resultado pretendido. Por isso,
reunimos algumas dicas para te ajudar nesta etapa:
1. Conheça as normas
Não adianta nada começar a formatar se você não conhece as
Normas ABNT. Você não precisa estudá-las a fundo, mas ter um conhecimento
mínimo sobre elas é fundamental para iniciar a formatação.
Uma forma de conhecer as normas é através de PDFs da própria
Associação Brasileira de Normas Técnicas ou ainda por meio do guia de
formatação da sua instituição.
2. Não deixe para a última hora
A formatação é quase sempre uma das últimas etapas do
trabalho acadêmico. Porém, deixar para a última hora é um grande erro que deve
ser evitado. Se você sobrecarregar as tarefas ao final do trabalho, você poderá
não se dedicar completamente à formatação, o que poderá gerar problemas e
erros.
3. Peça ajuda
Se você tentou, mas não conseguiu fazer sozinho a formatação
do seu trabalho, peça ajuda. Você pode contar com a ajuda de seu orientador, de
pessoas que já fizeram trabalhos acadêmicos, de artigos na internet e até mesmo
de profissionais que realizam a formatação nas Normas ABNT.
Não há problema algum em pedir ajuda! Então se esse for o
caso, não tenha medo ou vergonha de pedir ajudar.
A depressão é um distúrbio responsável por muita tristeza,
falta de interesse nas coisas, falta de apetite, grandes momentos de ausência,
falta de prazer, falta de ânimo, oscilações do humor e outros problemas que
podem levar uma pessoa a cometer um suicídio. Ainda que uma pessoa com
depressão não cometa suicídio, a sua qualidade de vida cai tanto que ela pode
desenvolver diversas doenças relacionadas direta ou indiretamente com a
depressão e morrer por isso.
Existem diversos casos de depressão, mas em todos os casos constatados, a pessoa necessita de um acompanhamento médico. Desde o diagnóstico até o tratamento da doença, o médico deve ser consultado. O acompanhamento de um psicólogo também é necessário, assim como a participação dos familiares no tratamento da pessoa depressiva. 10 revistas para publicar Artigo Científico: nacionais e internacionais, QUALIS
Diante disso, podemos ver sem sombra de dúvidas que esse é
um tema de grande importância. O aluno que decide se aprofundar nesse tema
durante seus anos de estudo tem uma tarefa importantíssima em suas mãos, ainda
mais quando resolve abordar o tema “Depressão” em seu trabalho de
conclusão de curso. Mas o que abordar sobre a depressão? Quais as vertentes
deste assunto que posso abordar?
Neste post vamos falar dos temas de TCC sobre depressão com dicas de como abordar esse assunto no seu Trabalho de Conclusão de Curso. Veja quais são os aspectos desta doença e como ela afeta o comportamento das pessoas. Conheça algumas sugestões de temas de TCC sobre depressão que podem ser usados também por você. Veja tudo isso a seguir!
O que é Depressão?
A depressão é considerada uma doença psiquiátrica que afeta as pessoas emocionalmente e faz com que elas percam o interesse por coisas que antes gostavam. Conforme esse estado emocional fica mais agressivo, a falta de motivação pode levar a pessoa a cometer um suicídio. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão é o “Mal do Século”. Os efeitos deste mal sobre as pessoas podem ser notados na falta de apetite, de autoestima, na tristeza constante, na falta de interesse por coisas que antes a pessoa adorava fazer.
Na literatura médica e científica sobre o assunto, a depressão incita alterações na fisiologia humana, sendo essa uma porta de entrada para uma grande variedade de doenças. O estado emocional de um depressivo é um fator negativo para a proliferação de doenças e para o tratamento de patologias que já existiam antes. O depressivo apresenta queda do sistema imunológico ficando mais suscetível a infecções e inflamações. Dependendo do grau da depressão em um indivíduo, o surgimento de doenças cardiovasculares é iminente, como a hipertensão, o AVC e o infarto. Como fazer um Artigo Científico: Nossas dicas e elementos importantes
Existem diversas evidências sobre o que causa a depressão,
sendo muitas dessas evidências as alterações químicas no cérebro de um
indivíduo diagnosticado assim. Os neurotransmissores de serotonina,
noradrenalina e dopamina são a chave para entender a parte fisiológica da
doença. Essas substâncias são as maiores responsáveis pela sensação de
mal-estar ou bem-estar de uma pessoa, além de outros processos celulares de grande
importância. As pessoas as vezes se confundem e acham que os fatores
psicológicos e sociais são responsáveis pela depressão, mas eles são
consequências deste mal.
A questão é que quanto mais o psicológico de um depressivo é afetado de forma negativa, ele tende a ficar neste estado por mais tempo. O próprio estado psicológico negativo do indivíduo tende a afetá-lo em um ciclo depressivo cada vez mais profundo. O estudante pode focar seu estudo de conclusão em pontos onde a ciência comprova. Dependendo do curso, o aluno deverá se basear em dados científicos, estudo e teses para elaborar o seu TCC sobre depressão. Quantas páginas deve ter um Artigo Científico?
Temas de TCC sobre depressão
A depressão é tema para diversos subtemas em diversas áreas
de estudo. Os temas são abrangentes e se conectam com a doença. Os leques e a
forma de abordagem do TCC sobre depressão irão variar da ótica de cada curso e
aluno. Por exemplo, o Médico Psiquiatra pode fazer um TCC com suas informações
técnicas sobre depressão, assim como o psicólogo pode fazer um TCC sobre o
mesmo assunto.
A depressão pode ser alvo de estudo de um economista, por
exemplo, que apresenta um trabalho bem elaborado sobre “Os efeitos da
depressão na economia de um país”. Um químico pode se interessar por esse
assunto e falar sobre “Os efeitos das substâncias químicas no cérebro do
depressivo”. Como podemos ver, a depressão é alvo de estudo de muitos
profissionais da área da saúde ou não, sendo alguns deles: nutricionistas,
enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais, advogados, entre outros.
O mais importante na escolha do tema do seu TCC sobre depressão é fazer uma escolha condizente com algo que você realmente acredita. Elabore um trabalho que pode ser tomado como base de um projeto maior após sua formação. Imagine que seu trabalho possa mudar a vida de uma pessoa com depressão para melhor.
Os diversos temas que poderão ser abordados dentro do tema
maior “Depressão” devem condizer com as expectativas do aluno em
tratar sobre este assunto. Profissionais formados que já atuam em sua profissão
e estão cursando uma especialização podem se aprofundar no tema e ver em seu
dia a dia qual é o aspecto que deverá seguir em sua tese, doutorado, TCC,
artigo científico… Os temas sugeridos logo abaixo devem dar um Norte para o
aluno e não necessariamente serem levados ao pé da letra:
Terapia Cognitivo-Comportamental em Pessoas com Depressão;
Os efeitos do mundo digital na vida das pessoas;
Depressão relacionada a aprovação social;
Depressão em adolescentes;
Incapacidade para o trabalho na depressão;
Depressão e o suicídio;
Depressão Unipolar e depressão bipolar: um espectro da doença depressiva;
Depressão, ansiedade, estresse e motivação em fumantes durante o tratamento para a cessação do tabagismo;
Prevalência de depressão em mães de autistas;
Bulling e a depressão de jovens;
Os Efeitos da Depressão na Sociedade Moderna;
Depressão e Diabetes Mellitus;
Depressão Pós-parto;
Diagnóstico de Depressão em Crianças;
Diagnóstico de Depressão em Idosos;
Substâncias Químicas no Cérebro do Depressivo;
Medicamentos que Combate a Depressão;
Como o Mal do Século Afeta a Economia de uma Região;
A Relação da Depressão com o Tabagismo, Alcoolismo e Maus Hábitos;
Depressão e Religião;
A Psicoterapia na Vida do Depressivo;
Tratamentos de Depressão;
A Relação da Depressão com a Esclerose Múltipla;
Casos Clínicos de Depressão;
O Suicídio e a Neuropsicologia;
A Importância da Psicoterapia como Forma de Reabilitação de Pacientes;
A Relação da Ansiedade com a Depressão;
O Tratamento da Depressão com Atividades Físicas;
Os Alimentos que Combatem a Depressão: Quais São Eles.
Sempre que é necessário elaborar um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) o estudante tem como ferramenta
diferentes recursos que podem facilitar a compreensão dos examinadores. Dentre
esses importantes meios de se comunicar, o grifo meu, ou grifo nosso, pode ser
utilizado. Daqui para frente vamos nos referir a esse recurso somente como
grifo nosso, um recurso comum e indicado dentro da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Veja neste post como o grifo nosso é definido e quais suas principais características. Saiba como ele pode ser utilizado também por você em seu trabalho de conclusão de curso. Veja tudo isso a seguir!
Podemos definir o grifo nosso como uma
forma de destacar um trecho de uma citação em um trabalho acadêmico como o TCC.
Esse recurso pode ser utilizado em qualquer trabalho acadêmico, e para isso é
necessário fazer a citação em obras de autoria de terceiros. O grifo nosso irá
ajudar na fundamentação do TCC destacando um trecho de uma citação relevante ao
trabalho do estudante. O conteúdo pode ser extraído de livros ou trabalhos
científicos e inserido no TCC por meio de uma citação direta ou indireta.
Se for uma citação direta, basta que o estudante faça a
cópia direta do trecho que deseja utilizar em seu TCC. Já para as citações
indiretas, o mesmo acontece, porém, em vez de a citação ser copiada e colada, o
estudante destaca um trecho sobre um pensamento do autor das obras utilizadas
como referência, mas o estudante utiliza suas próprias palavras para descrever
tal trecho.
O principal papel do grifo nosso é a ênfase dada para
algumas expressões de citações diretas, que por sua vez, podem ser vistas como
uma transcrição literal de outro autor. Quando uma parte de uma citação é
incluída em um trabalho acadêmico, o grifo nosso é cobrado. A forma como algo
deve ser citado segue normas técnicas que devem ser observadas em trabalhos
acadêmicos em geral.
Quando devo utilizar Grifo Meu (Grifo Nosso)?
Geralmente, as citações em um trabalho acadêmico são
necessárias e uma ferramenta muito importante. Neste caso, é indicado utilizar
o grifo nosso quando essas citações são muito longas, pois isso ajuda com que o
estudante foque somente em citações relevantes para seu trabalho. Esse tipo de
abreviação pode até ter quatro linhas quando utilizada. O formato com que o
parágrafo será redigido segue uma forma específica de acordo com as normas
técnicas, possuindo um parágrafo próprio, o espaçamento entre linhas deve ser
de 1 cm, a fonte deverá ser menor que 12 e recuo de 4 cm localizado à esquerda.
Mas, se o estudante achar necessário, é possível utilizar o
grifo nosso também em citações curtas, com menos de três linhas ao longo do
desenvolvimento do trabalho. Por ser uma citação curta,
o grifo nosso neste caso pode destacar um trecho de uma citação dentro de um
parágrafo já existente no corpo do texto. É muito comum vermos este tipo de
citação em artigos e livros, assim como pode ser também utilizada em trabalhos
acadêmicos.
Já as citações diretas, ou também conhecidas como paráfrases, devem ser expressadas com as próprias palavras dos estudantes com a intenção de transmitir a ideia do autor. Ou seja, você estará dizendo algo e transmitindo a ideia de outra pessoa, no caso, o autor de um livro, de uma tese, de um trabalho, de uma fonte que tenha um dono.
Diferença entre Grifo do Autor e Grifo Meu
(Grifo Nosso)
Se em um trabalho um trecho é copiado de um livro ou outro
trabalho já existente, possui grifo nosso. Mas, quando o trecho retirado é de
um livro ou outro trabalho já existente é descrito com as palavras do próprio
autor do livro ou trabalho, então isso caracteriza “grifo do autor” e
deve ser mencionado no final da citação. Neste caso, devemos enfatizar que nas
duas situações devemos utilizar itálico, negrito ou sublinhado para destacar
esse trecho.
Se o destaque for feito em um texto já existente retirado de
uma obra consultada, esse trecho não precisa estar diretamente ligado às ideias
centrais do texto. Porém, se você fizer um grifo nosso é fundamental que a
ideia central retirada do trabalho seja respeitada. Para ficar mais claro de
você entender a diferença entre os dois tipos de citação, vamos a alguns
exemplos:
Exemplos
Vamos imaginar que um aluno trabalha para definir o conceito
de uma narrativa sob sua ótica em um TCC e pretende citar Henry Jenkins. Neste
caso, o aluno pode utilizar uma citação buscando retirá-la de uma obra do autor
Henry Jenkins e destacar com o grifo nosso.
“[…] Uma história
transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada
novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma
ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor […]” (JENKINS,
2009, p. 138, grifo nosso).
A citação abaixo foi feita pelo próprio Jenkins em uma de
suas obras e neste caso, é utilizado o grifo do autor para quando esse trecho é
utilizado em um trabalho de terceiros:
“[…] Produtores de
mídia e anunciantes falam hoje em capital emocional ou lovemarks, referindo-se
à importância do envolvimento e da participação do público em conteúdos de
mídia […]” (JENKINS, 2009, p. 235, grifo do autor).
Neste caso, podemos concluir que toda expressão deve ser
colocada entre parênteses logo após o número de páginas. O autor da citação
também deve ser destacado. Ainda que o trabalho acadêmico tenha sido feito
somente por uma pessoa, o mais indicado é utilizar grifo nosso e não grifo meu.
Devemos lembrar que a utilização do grifo meu faz parte dos
critérios de utilização das normas técnicas em um trabalho acadêmico. Portanto,
é essencial que o estudante veja na íntegra quais são essas normas técnicas,
aprenda a utilizá-las e esteja sempre atento a forma correta e a hora certa de utilizá-las.
Não hesite em pesquisar mais exemplos da utilização do grifo meu (grifo nosso)
em outros trabalhos.
Definir um tema e seguir uma linha de trabalho condizente com as normas técnicas vigentes e todas as outras exigências em um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e monografia, é fundamental para a obtenção de uma nota satisfatória que permite ao estudante encerrar o curso que optou. O TCC é uma etapa fundamental na formação de diversos estudantes, e estar preparado para sua elaboração, formatação e apresentação é fundamental.
O TCC de logística também segue esses conceitos, e na maioria das vezes, assim como em outros cursos, os alunos ficam em dúvida sobre como se organizar, como redigir o trabalho dentro da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), e como apresentar o trabalho com um tema relevante.
Neste post, vamos falar mais sobre o TCC de Logística com 5 dicas de como fazer seu trabalho e temas que poderão ajudar você em sua escolha. Veja uma listagem com temas importantes que poderão ajudar você a decidir sobre o que falar e como seguir uma linha organizacional para aproveitar o máximo possível do prazo que terá para pesquisar, elaborar, formatar e apresentar o trabalho. Veja tudo isso a seguir!
Dicas importantes para fazer um TCC de
Logística
1 – Organização
Organizar-se para fazer algo com o máximo de eficácia e o
menos de desperdício de tempo e dinheiro, é um conceito importante que também
deve ser adotado em um TCC. Não importa qual seja o seu curso, pois, esse
conceito vale para todos os cursos. Os critérios de organização podem ser
adotados por aqueles que não têm esse hábito e nem sabem por onde começar.
Neste caso, o primeiro passo para se organizar é saber quanto tempo você terá
desde a definição oficial do tema junto a instituição de ensino, até o dia da
apresentação.
Veja quantos meses você terá para fazer o seu trabalho e
divida esse tempo em etapas. Por exemplo, para fazer a pesquisa, você deverá
dedicar cinco meses, datado de forma exata para o começo e término da pesquisa.
Dentro do período de pesquisa, você pode criar subdivisões e detalhar ainda
mais o que será pesquisado, como será pesquisado, e o mais importante, quando
será pesquisado. Faça uma estimativa o mais real possível com datas bem
definidas e se achar que cinco meses é pouco, aumente o tempo da pesquisa sem
prejudicar as outras etapas.
Faça isso com todos os outros processos, como a elaboração
do trabalho, a inclusão das normas técnicas, as figuras que serão utilizadas no
trabalho e em slides no dia da apresentação, além de outros. O mais importante
é datar o que tem que ser feito e seguir isso a risca, pois, se ocorrer
atrasos, você poderá pôr em risco o sucesso do seu trabalho. Caso o trabalho
seja apresentado em grupo, essa divisão de tarefas pode ser designada a cada um
dos membros.
2 – Esteja em sintonia com o tema escolhido
A escolha do tema sempre será um dos tópicos mais relevantes em um TCC. Estar de acordo com o tema é fundamental para o sucesso deste trabalho. O aluno deve optar por um tema que esteja em sintonia com suas convicções como profissional, ainda que não esteja formado na área. Se você estuda logística e pretende seguir de forma específica em alguma área dentro desta profissão, não hesite em escolher um tema condizente com a especialidade que você deseja se aprofundar. Delimitação do Tema (TCC): o que é, como fazer, exemplo e sugestões
A motivação que você terá em pesquisar e elaborar um
trabalho sobre aquilo que você gosta, é um dos ingredientes que garantem o
sucesso em qualquer trabalho acadêmico. Portanto, escolha um tema que o cative,
que irá fazer você perder o sono à noite de mergulhar de cabeça neste trabalho
durante o dia. Se o seu gosto é por “chão de fábrica”, escolha um
tema que aborde isso. Se o seu forte é “logísticas em hospital”,
considere um problema de pesquisa e busque solucioná-lo.
3 – Escolha um orientador
Em algumas instituições de ensino, o aluno poderá optar pela
escolha do professor orientador e em outras, o orientador será determinado pela
própria instituição. Caso você tenha a chance de optar por um professor em sua
instituição de ensino para ser seu guia durante todo esse trajeto, escolha
alguém que seja condizente com a área específica ao tema. Isso irá ampliar suas
chances com o trabalho, já que estará recebendo ajuda de um especialista no
assunto, ou de alguém que está mais próximo disso.
4 – Bibliografia
As fontes que serão pesquisadas para a elaboração do trabalho são muito importantes ao longo da fundamentação. Por isso, fazer uma pesquisa prévia sobre toda a bibliografia e autores que serão utilizados, garante que o trabalho seja feito baseado em uma estrutura argumentativa bem embasada. A escolha da bibliografia deve acontecer após a escolha do tema e do professor orientador. Peça algumas dicas sobre quais autores pesquisar e em quais livros embasar grande parte de sua pesquisa. Pesquisa Bibliográfica: entenda o que é, conceito, exemplo e como fazer uma
5 – Crie um roteiro de apresentação
No dia de apresentar seu TCC de Logística, siga de forma tranquila e bem trabalhada com um roteiro de apresentação. Elabore um roteiro condizente com o tempo de apresentação, com os pontos que serão seguidos, incluindo cumprimento da banca e do público presente, apresentação do tema, do desenvolvimento, da conclusão, dos slides, da sonorização, dentre outros. Roteiro para Apresentação de TCC: veja como fazer, dicas e normas
Sugestões de temas para TCC de Logística
Logística e sua importância para o desenvolvimento econômico em um país;
A greve dos caminhoneiros e como isso pode ser evitado;
Gestão em logísticas e suas peculiaridades;
Logística em hospitais e planos alternativos na falta de abastecimento;
Transporte e distribuição de alimentos perecíveis;
Logística utilizada na distribuição de urnas eletrônicas;
Logística utilizada na distribuição de petróleo;
Modelo de armazenagem Flow rack;
Estudo do desempenho logístico na economia dos municípios;
Importância da logística para o agronegócio;
Transporte de cargas no Brasil;
A carência de linhas férreas no Brasil: Falta de infraestrutura para um escoamento menos dependente de rodovias.
E-commerce e a importância da logística na distribuição de mercadorias no país de entrega;
Softwares utilizados em gestão de logística;
Programas de computadores utilizados no dia a dia operacional;
Como administrar uma frota de caminhões: Rotas que maximizam o potencial escoamento de mercadorias em uma empresa;
Logística de materiais pesados no Brasil;
Logística aeronáutica no Mundo;
Desafios da logística e controle de fronteiras;
Desafios da logística com carga viva;
Movimentação de carga perecível;
Logística reversa;
Controle de estoque;
Novas tecnologias para logística;
Inteligência artificial para logística;
Os desafios da logística em locais de risco;
A importância da logística para o comércio digital;
De uma forma bastante direta, um relatório na área acadêmica tem como objetivo apontar como está sendo a experiência em um trabalho feito pelo estudante. Geralmente, o relatório é de praxe na entrega do estágio, onde um estudante relata em detalhes como foi sua experiência em sua área junto aos profissionais formados. Essa experiência pode ocorrer em uma empresa, em um colégio, em um hospital, em qualquer área da indústria. Esse, portanto, é um dos principais requisitos de um estágio, algo equivalente a um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).
A questão é que, assim como o TCC, muitos alunos ainda se perguntam o que fazer e como fazer quando o assunto é um relatório de estágio. Sabendo que esse relatório faz parte do âmbito acadêmico, o aluno deve estar ciente de quais regras e normas técnicas deverão constituir este relatório. Não é só sair escrevendo e entregar para a instituição. O aluno deve prezar pela capa, pelo sumário, folha de rosto, conteúdo, tudo formatado com ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), além de outros itens importantes e padronizados.
Neste post, vamos falar mais sobre tudo isso e explicar como
um relatório de estágio deve ser entregue. Veja como fazer, o que não pode
faltar, o estilo da escrita, normas ABNT mais importantes, além de muitas dicas
que irão fazer a diferença na hora de você fazer o seu relatório.
O que é um relatório de estágio?
Um relatório de estágio é um modelo de documento que tem
como principal objetivo fazer com que um aluno de um curso técnico ou superior,
relate todos os resultados obtidos em um processo investigativo de pesquisa
acadêmica. O aluno fica na responsabilidade de apresentar os resultados de sua
experiência prática e toda a observação relevante levantada, apresentando isso
a instituição de ensino de forma técnica e científica por meio do relatório de
estágio.
Esse é um dos principais requisitos na formação de
estudantes de grau técnico e superior. Existem instituições de ensino que
cobram o estágio com relatório, outras cobram o TCC e algumas cobram os dois
dos alunos. Essa regra varia de instituição para instituição. Quando o estágio
é cobrado do aluno, um conjunto de parâmetros e normas técnicas com padrões
pré-definidos entram em jogo, e neste ponto a maioria das instituições de ensino
no Brasil trabalham de forma semelhante.
Desta forma, o que você irá ver nos próximos tópicos irá condizer com as exigências cobradas por sua instituição. É aconselhado que você questione sua instituição de ensino quanto as diferenças diante do estilo e norma técnica utilizada. Pode ser que a norma exigida não seja ABNT.
Sabendo que o relatório de estágio conta com várias
estruturas fundamentais para a sua elaboração, antes de mostrarmos como fazer
um relatório de estágio, vamos mostrar quais são essas estruturas logo a
seguir:
Sabendo que são essas estruturas básicas de um relatório de
estágio, é importante que você compreenda na íntegra cada uma delas. Você deve
saber o que é um folha de rosto, como fazer uma capa, desenvolver o conteúdo
onde estará relatado toda sua experiência obtida nas horas de estágio, como
fazer um sumário, além dos outros pontos citados para elaborar um relatório de
estágio.
Controle de estágio
Além de dominar toda a estrutura citada logo acima, o aluno
também deve saber se organizar quanto ao que vai sendo observado nos dias de
estágio. Muitas instituições exigem do aluno um “controle de estágio”
que anda de forma paralela ao relatório oficial que só será entregue no final
do estágio. Ou seja, o controle de estágio deve ser escrito a mão, assinado
pelo responsável pela parte prática e apresentado ao responsável pelo estágio
dentro da instituição de ensino onde são ministradas as aulas.
O controle de estágio serve para que o aluno mantenha
anotado e formalizado tudo que está acontecendo no seu estágio, servindo como
uma prévia do que será o relatório final. Bom, agora que você já sabe da
estrutura que irá focar (ABNT) e sobre o controle de estágio, chegou a hora de
pôr a “mão na massa” e começar a escrever o seu relatório de estágio.
Introdução
A introdução é a chamada para todo o restante do conteúdo,
incluindo a conclusão no final do relatório. O relatório deve conter começo,
meio e fim, com uma conclusão sobre a experiência adquirida pelo estudante.
Essa estrutura é dissertativa, com introdução, desenvolvimento e conclusão.
Já na introdução, os aspectos do que será demonstrado ao
decorrer da experiência adquirida deve ser contextualizado com o restante do
material que será redigido.
Descrição das atividades
Ao descrever durante todo o desenvolvimento do trabalho suas
experiências diante das atividades experimentadas ao decorrer de todo o
estágio, sustente todo a estrutura com começo, meio e fim e se apoie no
controle de estágio e em todas suas anotações ao longo desta experiência. Uma
importante dica, é o estudante fazer várias anotações ao decorrer do estágio,
anotações escritas, em áudio, com backup em pasta online e hardware, tudo para
não correr o risco de ficar sem suas anotações devido alguma circunstância
infeliz.
Conclusão
Na conclusão do relatório, o aluno deve fazer um resumo do que foi apresentado até aquele momento, falar sobre o que ele considerou sobre o estágio e apresentar tudo isso de forma conclusiva, mostrando que o trabalho está em fase de encerramento.
É fundamental em um relatório de estágio, que a organização
dissertativa no relato apresentado pelo aluno seja respeitada. O aluno se
apresentou para o estágio, conheceu o responsável pela parte prática, conheceu
outros estudantes estagiários, teve contato com outros profissionais, aprendeu
na prática técnicas vista em sala de aula, tirou dúvidas, esclareceu fatos, e
experimentou tudo que foi lhe proporcionado no estágio.
Organizar tudo isso em um esboço durante as anotações e
demonstrar o seu relato, suas experiências, de forma original seguindo a
estrutura dissertativa, é o que não pode faltar em um relatório de estágio.
Estilo de escrita
O relatório de estágio segue normas técnicas padronizadas
para apresentação de trabalhos no âmbito acadêmico e científico. Sabendo disso,
não lhe restam alternativas a não seguir um estilo de escrita formal,
respeitando as normas da língua portuguesa, seguindo a formatação ABNT, mas
faça tudo isso sem deixar de ser original. Não utilize gírias e nem palavras
chulas ou de baixo calão, porém, seja simples e não tente complicar com
palavras extremamente cultas se o seu estilo de escrita não é assim.
Ao contrário do que é exigido em uma monografia,
em um relatório de estágio, o estudante pode se colocar em primeira pessoa do
singular ao apresentar o trabalho. Isso torna as coisas mais originais
possíveis. Portanto, traga o máximo de detalhes de sua experiência sem deixar o
seu estilo de escrita de lado.